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Pensar a poesia em sala de aula: reflexões didáticas para fruir o texto poético

PID: S2317-09722018000300015 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2018
Autores: Azevedo Chagas Bazzo
Resumo Neste texto, define-se o conceito de poesia e propõem-se reflexões didáticas sobre sua presença no ambiente escolar. Essas reflexões se fundamentam em abordagens teóricas de autores que buscam evidenciar que a linguagem poética assegura a formação do leitor por meio da atividade de fruição do texto poético. Os resultados corroboram a vertente de ensino pautada no processo de criação e experiência da poesia como arte da memória e da partilha no âmbito das culturas orais. A expectativa é contribuir para a implementação de situações de aprendizagem que levem em conta a leitura em voz alta, lida expressivamente e/ou escutada atentamente, de modo a que o estudante se possa deixar seduzir pelos usos expressivos da língua e, simultaneamente, se aproprie do saber subversivo e inventivo da palavra poética mediante interlocução intensa e mediada entre leitor iniciante, texto poético e leitor experiente.

Por entre as tardes e os efeitos dos encontros com Margueritte ou dos descaminhos de uma ethopoiesis de si

PID: S2317-09722018000200069 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2018
Autores: Dias Barros
Resumo Este trabalho é feito por meio de uma aproximação ética, estética e política entre a formulação foucaultiana de escrita de si, e o filme “Minhas tardes com Margueritte”, de Jean Becker. Aposta na tessitura de bons encontros, para problematizar uma prática de constituição de um sujeito ético no presente. Encontros são tomados, conforme propõe Gilles Deleuze, como o que pode fazer vibrar e revigorar a força de um acontecimento. O trabalho é dividido em dois momentos: amizade e seus efeitos ethopoiéticos; e práticas de si e seus entrelaçamentos com cinema e diferença. A força de um bom encontro é revigorada quando ela é posta numa perspectiva que desloca os pontos de vista dos personagens do filme, fazendo com que as imagens movimento e tempo mostrem feituras, apostando na força alegre de uma prática de si, para poder diferir e inventar modos outros de viver.

Práticas de leitura e escrita na educação infantil: o texto como unidade de sentido

PID: S2317-09722018000300031 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2018
Autores: Melo Brito
Resumo O presente texto é resultado de pesquisa narrativa, de abordagem qualitativa, intitulada “Os usos da leitura e da escrita na Educação Infantil”, realizada em dois Centros Municipais de Educação Infantil do município de Teresina-PI, envolvendo oito interlocutoras que, a partir da escrita de diários de aula, refletiram sobre suas práticas de leitura e de escrita com crianças, na faixa etária de 3 a 6 anos de idade. O estudo buscou responder: Quais os usos da leitura e da escrita na Educação Infantil? Constatou-se, entre outras questões, que o texto não vem sendo trabalhado como prática social de usos da leitura e da escrita, aparecendo, na maioria das vezes, como pano de fundo para trabalhar mecanicamente essas habilidades linguísticas.

Quando ainda não existia a palavra: M - o vampiro de Dusseldorf (1931)

PID: S2317-09722018000200087 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2018
Autores: Alves Toja
Resumo Este trabalho provoca a pensar acerca dos processos educativos a partir do envolvimento do cinema como um dispositivo que compõe as redes educativas de docentes e discentes, nos projetos de pesquisa “Redes educativas, fluxos culturais e trabalho docente - o caso do cinema, suas imagens e sons” (2012-2017) e “Processos curriculares e movimentos migratórios: os modos como questões sociais se transformam em questões curriculares nas escolas” (2017-2022), desenvolvidos com a criação de cineclubes, esses ‘praticantespensantes’ das escolas em alguns municípios do Rio de Janeiro. Esses projetos têm como objetivos: identificar os mundos culturais dos docentes, bem como os modos como questões sociais graves entram nos currículos escolares. O filme em torno do qual se trabalha neste artigo é M - o vampiro de Dusseldorf (1931), do diretor alemão Fritz Lang, exibido em encontros dos cineclubes. Um filme provocativo, inovador para sua época, coloca questões acerca da presença do desvio social em contextos cotidianos e os modos como agem ou podem agir autoridades públicas e ‘praticantespensantes’ de cotidianos quanto a esta questão.

Uma professora visitante na Faculdade de Educação da Unicamp

PID: S2317-09722018000100135 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2018
Autores: Teles
Resumo: Este ensaio traz experiências, impressões e reflexões sobre minha atuação como professora visitante da Faculdade de Educação da Unicamp, no primeiro semestre de 2017, quando então ministrei a disciplina “Direito à Educação e à Infância: Educação Infantil em creches, uma história das mulheres”. Falo da minha surpresa ao participar de um edital aberto para ativistas, especialistas, o que para mim é algo inédito, e a emoção de uma ativista se transformar em professora visitante. Isto me fez voltar no tempo em que trabalhei numa creche municipal em São Paulo. Conto também dos impactos vividos todas as segundas- -feiras, ao entrar na sala e ver o interesse de alunas e alunos em conhecer os feminismos, a história das lutas por creche e a história das lutas das mulheres, em particular, sobre guerrilheiras que resistiram aos desmandos da ditadura em nosso país, sendo que muitas delas foram assassinadas pelos agentes da repressão. Em resumo, abordo aspectos que mais me impactaram sem deixar de apontar as dificuldades minhas e da própria vida acadêmica.

Variações em torno das pesquisas em educação e arte com imagens

PID: S2317-09722018000100115 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2018
Autores: Mossi Oliveira
Resumo: O artigo trata da produção de pesquisas, sobretudo em educação, que, ao buscar outros parâmetros de produção/validação, se envolvem em alguma medida com arte. Entendendo que as facetas da produção artística são inúmeras e não necessariamente visuais, o recorte mais preciso que foi escolhido para se debruçar é o do uso de materiais visuais em geral nessas investigações. Nesse sentido, após transitar por algumas concepções de arte com as quais os autores têm trabalhado e de discutir sob o ponto de vista teórico a gênese de metodologias artísticas no campo das investigações em educação, uma cena será, ao final do texto, mais especificamente tratada: a da utilização que o autor fez em sua tese de doutorado (orientada pela coautora deste artigo), das imagens de algumas obras da artista visual Shannon Rankin, como disparador visual para constituir o que na pesquisa foi nomeado de ‘sobrejustaposições’ enquanto estratégia metodológica.

Ética como jogo de cena

PID: S2317-09722018000200105 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2018
Autores: Araújo Baptista
Resumo Tendo como foco o documentário Jogo de cena, de Eduardo Coutinho, o artigo objetiva propor questionamentos acerca das posturas dominantes de interpretação sobre o sujeito de uma história narrada. Deseja também apresentar outras possibilidades de sentido do que seja a alteridade no convívio com a diferença. O filme, ao situar a cena da fala como um jogo aberto, se desloca da busca de uma estável verdade sobre si que o outro revelaria. Esse deslocamento desprivatiza a esfera do íntimo, possibilitando a produção de uma obra aberta, que torna inoperante uma leitura única. Inspirado nas contribuições de Walter Benjamin, entre outros autores, pretende-se ressaltar a aposta de uma ética que promova percepções de mundo que não se esgotem na tentativa de classificar uma narrativa no âmbito identitário ou privatizante da subjetividade. A ética como jogo político onde histórias recusam a conclusividade do fim.

A formação de leitores assumida como proposta pedagógica: das contradições às congruências

PID: S2317-09722017000100115 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2017
Autores: Ghigg Chaves Silva
Resumo: O presente artigo busca, a partir de uma investigação com um grupo de professores de uma escola pública de rede municipal, através de entrevistas semiestruturadas, pensar os entraves da atuação de professores na formação de leitores, considerando o vasto discurso utilizado pelos docentes com o advento do letramento. O referencial teórico adotado concentra-se mormente nos preceitos teóricos de Paulo Freire (e seus comentadores), bem como de autores outros que se destinam a pesquisar a leitura. Como conclusão, propõe-se que as práticas sociais cotidianas adentrem os programas escolares em projetos assumidos pelos professores, enquanto movimento realizado na própria instituição, problematizando o que se entende como tarefa da escola para a formação de leitores e buscando indicativos que enfrentem os limites concretos que o processo de escolarização vem imprimindo ao conhecimento cultural e cientificamente organizado.

A leitura a partir da fenomenologia e semiótica de C. S. Peirce

PID: S2317-09722017000200133 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2017
Autores: Garcia
Resumo: No presente artigo, procura-se apresentar a fenomenologia e a semiótica de Charles Sanders Peirce, através do estudo de suas três categorias fenomenológicas, a fim de ajudar-nos a entender uma proposta de leitura de signos estéticos como um processo trifásico, que se inicia na leitura emotiva ou de sensações e impressões, correspondente à primeiridade, perpassando a leitura de comparações e choques e atingindo, por fim, a leitura crítica e analítica das redes de sentidos e representações que podem dar origem a obras e textos de natureza verbal, visual ou verbovisual (assumindo-se aqui, portanto, uma versão pansemiótica de texto).

A literatura infantojuvenil no ensino de jovens e adultos em Dourados-MS: a difícil tarefa de formar leitores

PID: S2317-09722017000200117 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2017
Autores: Santos Pinheiro
Resumo: O presente artigo procura tecer reflexões sobre a presença da literatura infantojuvenil no Ensino de Jovens e Adultos (EJA). A análise se pauta nas vozes de alunos do EJA de diferentes idades, com discursos marcados pela privação ao texto literário, infantojuvenil ou não. Diante das considerações feitas pelos estudantes, surgem inquietações a respeito das possíveis dificuldades do mediador para inseri-los no mundo da literatura, a começar pelo material didático que pouco contribui nesse sentido. A presença da literatura infantojuvenil nesta modalidade de ensino é de vasta importância, já que uma de suas funções, mesmo que implícita, é estimular a imaginação, garantindo a esses sujeitos o direito de apropriar-se de realidades lúdicas e repensar a sua própria realidade. Além disso, ela atua de forma rica e eficaz na formação do leitor. Sabe-se que hoje não se divide a literatura por faixa etária, mas ao trazer as vozes de alunos do EJA para esta reflexão, pode-se notar que, se não há a presença da literatura infantojuvenil, a prática da leitura é quase imperceptível. Esta análise dialoga com os especialistas da leitura na escola e do ensino de literatura, como Barthes, Chartier, Candido, Cosson e Zilberman.

A revista Leitura: Teoria & Prática: momentos no tempo

PID: S2317-09722017000200013 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2017
Autores: Silva Silva Oliveira
Resumo: Por ocasião da publicação do número 70 da revista Leitura: Teoria & Prática, procuramos pontuar momentos significativos do itinerário da revista ao longo de seus 35 anos. Sua criação e publicação correspondem a uma das ações da Associação de Leitura do Brasil que, como os Congressos de Leitura (COLEs), se consolidou nacionalmente, por sua permanência, regularidade e qualidade, transformando-se em sua mais importante publicação. Em seu percurso, a revista passou por mudanças, que serão apontadas nesse relato, não abandonando seu objetivo inicialmente concebido: o de converter-se em espaço de debate e de troca de ideias entre interessados na temática da leitura. É o único periódico especializado nesse tema. Para a construção deste relato, utilizamos a própria revista como fonte e outros documentos pertinentes ao assunto.

As produções cinematográficas dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa

PID: S2317-09722017000200033 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2017
Autores: Chaves Miranda Padeira
Resumo: O objetivo deste artigo é analisar o Cinema Africano de Língua Portuguesa e sua trajetória como um elemento atuante no cenário político de nações que passaram por profundas transformações desde a segunda metade do século passado até hoje. A partir de um levantamento das produções cinematográficas dos cinco países - Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe -, realizado até agosto de 2011, foram propostas algumas questões e reflexões sobre este assunto ainda pouco estudado.

Da implicância à implicação: possibilidades de ocupação da posição de professor no ensino de escrita

PID: S2317-09722017000100073 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2017
Autores: Tavares
Resumo: A partir da análise de um relato de experiência docente, este artigo objetiva discutir saídas para o discurso de vitimização que caracteriza a ocupação da posição de professor de línguas, em especial no que diz respeito à escrita. Com base na mobilização de algumas noções da psicanálise lacaniana, a formação e o processo de ensino-aprendizagem são abordados, de modo a reivindicar que a transmissão do saber implique o investimento subjetivo, sendo impulsionada pela transferência. As considerações da análise do relato apontam que uma maior implicação na posição de professor estaria na dependência de uma relação criativa entre sujeito e saber, possibilitando ao docente abrir mão de um discurso de vitimização para assumir uma postura inventiva e responsável sobre a posição de professor.

Da noção de subjetividade de Benveniste à leitura como ato enunciativo

PID: S2317-09722017000100087 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2017
Autores: Balzan
Resumo: O propósito deste artigo é, a partir da noção de subjetividade pensada por Émile Benveniste, abordar a leitura como um ato enunciativo. A reflexão teórica construída, com base nos artigos de Benveniste e em estudiosos da teoria da enunciação, como Flores, Barbisan, Teixeira e Normand, permite associar a leitura ao ato do sujeito que, de maneira individual, mobiliza a língua para enunciar-se. A subjetividade, na atividade da leitura, apresenta-se como a capacidade do leitor/locutor de apropriar-se da língua e atualizá-la, reconstituindo sentidos e posicionando-se no discurso como sujeito que diz eu.

Das arcadas aos secos e molhados: a circulação do romance no Colégio Pedro II e no Gabinete Português de Leitura entre 1850 e 1880

PID: S2317-09722017000300137 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2017
Autores: Paixão Paulilo
Resumo: Este artigo discute a circulação do romance a partir dos catálogos de livros do Colégio Pedro II e do Gabinete Português de Leitura, entre 1850 e 1880, no Rio de Janeiro. Destaca dois lugares opostos da difusão da literatura no Império brasileiro, com os seguintes propósitos: primeiro, apresentar a forma como o romance foi incluído no ensino secundário e as condições da sua apropriação; segundo, analisar a cultura do romance no Gabinete Português de Leitura como um espaço de formação de públicos leitores e orientado também para fins educacionais. Por fim, as conclusões sugerem as diferenças entre esses dois lugares de leitura.

Diálogos sobre os fazeres pedagógicos em um curso de formação continuada

PID: S2317-09722017000100103 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2017
Autores: Martinez
Resumo: A reflexão tornou-se uma ação importante na formação do professor e de outros profissionais da educação, como orientadores pedagógicos, diretores, agentes de Educação Infantil, entre outros. Entretanto, que ações reflexivas são possíveis em ambientes de formação continuada? Na tentativa de dialogar sobre essa questão e inserido na vertente do profissional reflexivo, o presente texto propõe apresentar o contexto de um curso de formação continuada desenvolvido por uma Prefeitura Municipal do Estado de São Paulo. Intitulado “Do Planejamento ao Registro: as implicações dessas práticas para/no cotidiano da Educação Infantil”, esse curso buscou dialogar sobre diferentes práticas pedagógicas e, além disso, promover trocas de experiência e reflexão; e elaborar e registrar, com narrativas, as atividades que poderiam ser desenvolvidas no ambiente educacional com crianças pequenas. A reflexão, neste texto, parte da relação estabelecida entre experiência vivida e contada nesse curso, num caminho também apoiado por referenciais teóricos.

D’Os mistérios de Paris aos mistérios no Prata: tradução, imitação e invenção

PID: S2317-09722017000300101 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2017
Autores: Schapochnik
Resumo: Este trabalho, ensaístico, explora a recepção do romance Os mistérios de Paris entre os letrados austrais e discute como o estabelecimento de redes de distribuição de jornais, revistas e livros contribuiu para conferir uma centralidade cultural à França e enraizar a francofonia e o prestígio da literatura francesa entre os membros das elites latino- -americanas. Nesse caso, a francofonia passou a ser mais um elemento de distinção social, agregando aos portadores desse saber um inequívoco poder simbólico. As listas de remessas de livros indicavam um processo de laicização da cultura, com a ascensão de um multifário conjunto de classes bibliográficas, incluindo aí as belas-letras, as ciências e a história. Assim discutimos como a tradução e a imitação contribuíram para forjar a inserção de candidatos à carreira de escritores.

Encontros em zonas de fronteiras: contaminações entre estágio supervisionado e linguagens

PID: S2317-09722017000100133 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2017
Autores: Oliveira Junior
Resumo: Como levar vida aos corpos-estudantes-professores nos estágios supervisionados? É em torno dessa pergunta que esse ensaio busca apontar os estágios de licenciatura como encontros em zonas de fronteiras onde o imprevisto teria força para se constituir como matéria viva para encontros intensivos, onde ocorrem contágios diversos que levam vida aos corpos dos estudantes e aos demais corpos ali encontrados, inclusive o corpo- -educação, o corpo-linguagem, o corpo-imagem. Apresentam-se crônicas escritas pelos estudantes-estagiários onde traços dessas intensidades dos encontros atravessam a escrita, testemunhando desfigurações das figuras já existentes - aprisionadoras do pensamento - do bom professor.

Escravos: escrita, leitura e liberdade

PID: S2317-09722017000300115 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2017
Autores: Bergamini
Resumo: Centenas de anúncios publicados em jornais no Brasil do século XIX apresentam pessoas escravizadas que sabiam ler e escrever. Nosso intuito é identificar elementos recorrentes nesses anúncios e delinear perfis e trajetórias de escravos que sabiam ler e escrever. Palavras-chave: Escravidão; cultura letrada; escravos letrados. Abstract: Hundreds of advertisements published in newspapers in nineteenth-century in Brazil present enslaved people who could read and write. Our intention is to identify recurring elements in these ads and to outline profiles and trajectories of slaves who could read and write.

Falar, Cantar, Gritar: o controle da voz feminina no cinema americano

PID: S2317-09722017000200067 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2017
Autores: Greene
Resumo: Os pesquisadores dos estudos fílmicos feministas vêm argumentando, há muito tempo, que existe um preconceito visual na maneira como o corpo feminino é representado nas telas. Este artigo1 explora o prolongamento desse preconceito ao incluir o som: como o som é utilizado para representar as mulheres no cinema americano. Explora-se aqui a representação sonora em alguns filmes-chave, incluindo Dançando na Chuva (Singin’in the Rain), Cidade dos Sonhos (Mulholand Drive), Veludo Azul (Blue Velvet) e Cidadão Kane (Citizen Kane).
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