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Do romance à história em quadrinhos: dupla restrição da transposição narrativa

PID: S2317-09722016000200039 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2016
Autores: Meyer
Resumo: A adaptação de um romance em história em quadrinhos (HQ) constitui para o autor de HQ um paradoxo: conservar na narrativa seu aspecto literário, representando- o por completo em pranchas de imagens percebidas simultaneamente. Por trás desse desafio se encontra a questão mais geral da narração visual. A sequência de imagens narrativas fixas é, como no romance, uma forma moderna da epopeia. Em um e outro, a história passa pela representação imitada de personagens em discurso. A narrativa em quadrinhos é, então, uma representação de eventos, marcada pela linearidade, pela sucessão e pela transformação. Por terem os quadrinhos sua lógica própria, esses princípios sofrem, entretanto, algumas deformações: a narrativa procede da oscilação permanente entre identidade e diferença de quadros justapostos; ela progride de uma imagem à outra pelo encadeamento de enunciados representados. A essa restrição habitual, a transposição de um romance traz uma injunção paradoxal suplementar, marcada pelo duo disposição/composição: disposição enunciativa (quadros, balões) que tece o texto fonte; composição icônica (imagem, prancha) que o duplica para criar uma narração visual inédita. O exemplo de Sem família (de Hector Malot), adaptado por Yann Dégruel, mostra que esse duo, disposição/composição, trabalha a obra como uma restrição produtiva.

Escrevendo e lendo sobre a identidade, a diferença e a solidão

PID: S2317-09722016000100013 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2016
Autores: Skliar
Talvez o único sentido, a única razão da escrita e da leitura seja escrever. Sem ter razões para fazê-lo. Não escrever nem ler para assumir uma posição a partir da qual ver o mundo, nem para autorizar que outros assumam essas ou outras posições. Na escrita e na leitura não há outra razão senão o amor e o desamor pelas palavras, a paixão e o desassos­sego pelas palavras, a atração e a repulsa pelas palavras. Se a escrita e a leitura já não são o que eram, trata-se de se perguntar se ainda vale a pena pensar o que era a escrita (e o que era a leitura) que agora não é, o que é essa escrita (e o que é essa leitura) que agora, sim, é. Com Manoel de Barros, Clarice Lispector, Fernando Pessoa e Stefan Zweig, entrelaça-se neste texto a escrita (e a leitura) ao pensamento sobre identidade, diferença e solidão.

Gestos de interpretação em favor de uma leitura múltipla

PID: S2317-09722016000100047 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2016
Autores: Franco
O objetivo deste trabalho é compreender os gestos de leitura e interpretação de que o sujeito-aluno lança mão diante do texto e a forma como se constitui autor a partir deles. Para isso, analisar-se-á a descrição escrita de uma tirinha em quadrinhos lida pelos alunos em uma oficina de escrita na escola em que estudam em Pouso Alegre-MG. A base teórico-metodológica é a Análise de Discurso de linha francesa. Com esse estudo con­cluiu-se que é constitutivo do sujeito o caráter heterogêneo da língua: os alunos possuem diferentes relações com a língua(gem), e o trabalho com textos autênticos, relevantes e valorizados socialmente pode contribuir para melhorar a leitura escolar e o posicionamento como autor do que escreve.

Infância, tempo e imagem: contornos para uma infância da educação

PID: S2317-09722016000300013 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2016
Autores: Leite
Resumo: A partir de produções imagéticas de crianças de Educação Infantil, o texto problematiza os significados da infância e as questões em torno do mito pedagógico presente na Educação Infantil. Criando algumas conexões entre as imagens produzidas pelas crianças e a perspectiva de uma “prática pedagógica” na Educação Infantil problematiza-se a ideia hegemônica de um tempo cronológico na e da infância.

Leitura e suas metáforas alimentares

PID: S2317-09722016000100061 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2016
Autores: Kempinska
A popularização da leitura solitária e silenciosa a partir do século XVIII foi acompanhada da exclusão do corpo, tão presente na prática da leitura pública e em voz alta. Frente à insistência na imobilidade e na interiorização abstrata como elementos principais do ato de ler, as metáforas alimentares da leitura rapidamente desmentiram a ausência das atividades corporais e até mesmo viscerais do leitor. Este trabalho procura investigar as reverberações semânticas das metáforas alimentares, sobretudo naquilo que tange à sub­versão da atividade puramente espiritual da leitura e ao levantamento, a partir de uma pers­pectiva mais acolhedora com relação ao corpo, de problemas teóricos da recepção estética.

Literatura na Educação Infantil: modos de trabalho com textos e possibilidades do desenvolvimento da capacidade criativa

PID: S2317-09722016000300045 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2016
Autores: Brito Rocha
Resumo: Apresentam-se resultados de pesquisa desenvolvida junto a uma turma de Educação Infantil, com objetivo de investigar as formas de trabalho pedagógico com a literatura infantil, perscrutando seus possíveis efeitos no desenvolvimento da capacidade criativa das crianças. A pesquisa foi realizada através dos seguintes procedimentos metodológicos: (i) entrevistas semiestruturadas com a professora da turma e com a bibliotecária da escola; (ii) observação das leituras de histórias; e (iii) entrevista semiestruturada em grupo com as crianças. Todos os procedimentos foram vídeo filmados; parte das entrevistas com as crianças foi também audiogravada. As análises realizadas foram qualitativas, com especial destaque para o material empírico produzido nas entrevistas com as crianças, contrastado com as (im)possibilidades de desenvolvimento criativo a partir do trabalho com apostilas. Os resultados apontam para distintas formas de elaboração das crianças sobre e a partir de histórias narradas e permitem identificar práticas pedagógicas e o lugar da literatura infantil nas escolas.

Meninos órfãos vindos do Reino para a América Portuguesa: mestiçagem cultural

PID: S2317-09722016000100125 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2016
Autores: Hernandes
Este artigo analisa cartas jesuíticas que descrevem a vinda de meninos órfãos do Reino português, do Colégio dos Órfãos de Lisboa, para a América Portuguesa, para o Colégio dos Meninos de Jesus, de Salvador, e acompanha a narrativa dos padres sobre a peregrinação dos meninos pelas matas, pelas aldeias, pelos aldeamentos. Apresenta-se também o encanto e, por vezes, o desencanto no relato dos missivistas sobre a ação dos meninos órfãos com os habitantes das selvas e sua cultura. As cartas revelam, nas descri­ções da ação junto aos nativos, possíveis encontros e desencontros de culturas e algumas misturas que estão nas bases da formação da cultura brasileira.

Notas para pensar uma leitura... o aprendizado da vontade criadora de Zaratustra

PID: S2317-09722016000100031 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2016
Autores: Brito
O presente ensaio objetiva destacar breve nota sobre o primeiro estágio da segunda parte da obra Assim falou Zaratustra, de Friedrich Nietzsche. O fio condutor de leitura será a ideia de vontade criadora. O personagem central, Zaratustra, pretende reeducar os seus discípulos pelo excesso de amor e busca ensinar-lhes a mais alta afirmação da vida, exigindo do criador um exercício trágico de criação. Então, criar para a superação é inseparável da destruição, da dor e do sofrimento. Para fomentar esse exercício criador, faz-se fundamental a coragem de olhar para o abismo. Zaratustra promove a reeducação dos seus discípulos, ao mesmo tempo em que faz sua própria abertura para o aprendizado de si mesmo.

O ensino do gênero discursivo curriculum vitae em cursos de tecnologia por meio de sequência didática

PID: S2317-09722016000300107 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2016
Autores: Bartho Azeredo
Resumo: Este trabalho surgiu da observação das dificuldades de leitura e escrita de alunos de cursos superiores em relação a gêneros da esfera profissional da área de tecnologia. O objetivo foi elaborar e aplicar uma sequência didática com o gênero curriculum vitae, tomando uma perspectiva discursiva a partir de Bakhtin. O gênero currículo foi selecionado conforme a demanda observada dos alunos. Resultados apontam que os procedimentos permitiram o avanço em relação a aspectos não apenas técnicos da língua portuguesa e sua gramática, mas, sobretudo, a aspectos discursivos da linguagem, como seus efeitos de sentido. Para além desses aspectos, foi possível, devido ao gênero escolhido pressupor a escrita de si, tecer reflexões junto aos alunos de modo a influenciar sua autoestima, o que configura uma missão das instituições de ensino que veem seus alunos não apenas como sujeitos empíricos, mas também como sujeitos sociais e psicológicos, enfim, sujeitos da linguagem.

O inferno do clássico ou uma conta de soma zero

PID: S2317-09722016000300139 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2016
Autores: Goto
Resumo: O presente texto é um ensaio sobre a crise do clássico. Ele a mapeia procurando definir os contornos dos círculos que circunscrevem o entorno adverso à leitura dos clássicos, ou seja, que delineiam seu inferno.

O trabalho pedagógico e a alfabetização: práticas e possibilidades

PID: S2317-09722016000300123 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2016
Autores: Thesing
Resumo: O processo de alfabetização inicial, em atividades contextualizadas, favorece a formação de leitores e escritores. Este texto, a partir de uma pesquisa bibliográfica (Marconi & Lakatos, 2003), discute a importância de atividades contextualizadas no processo de alfabetização na escola, tendo em vista o uso social da leitura e da escrita. Apresenta, no decorrer do texto, algumas proposições a serem realizadas nas classes iniciais escolares, voltadas à aprendizagem da leitura e da escrita.

Os Congressos de Leitura (COLEs) e a crise de leitura, então e agora

PID: S2317-09722016000200027 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2016
Autores: Zilberman
Resumo: Nos anos 1980, por ocasião dos primeiros Congressos de Leitura (COLEs) e da fundação da Associação de Leitura do Brasil, o debate relativo à(s) crise(s) de leitura apoiava-se em concepções de livro, literatura e leitor articuladas entre si e que privilegiavam obras impressas e canônicas. Aquelas concepções, no contexto das mudanças ocorridas nas últimas décadas, talvez não mais se sustentem, indicando que o conceito de leitura, ele mesmo, encontra-se em crise, o que implica a necessidade de propor políticas de formação do leitor que levem em conta a situação diferenciada experimentada no novo milênio.

Práticas e condições de produção de leitura: percurso biográfico de estudantes de Pedagogia

PID: S2317-09722016000300029 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2016
Autores: Tomasi Barros Silva
Resumo: Este texto trata de parte de uma pesquisa que teve como objetivo conhecer as práticas de leitura de estudantes de graduação em Pedagogia. Partiu-se do pressuposto de que sua familiaridade e seu traquejo com as práticas de leitura são fundamentais para a formação docente e para que, em um futuro próximo, eles possam formar leitores em suas práticas profissionais como pedagogos. Fundamentado principalmente na Sociologia da leitura, este estudo buscou conhecer as condições de produção das práticas de leitura no percurso biográfico, desde os primeiros contatos com a leitura em casa e na família, passando pelo ensino fundamental, até o curso de Pedagogia. Optou-se por uma metodologia qualitativa, entrevistando estudantes de três instituições de ensino superior. Constatou-se que os entrevistados consideram de grande importância as modificações que as práticas de leitura provocaram em suas vidas e na formação docente.

Reflexões sobre educação escolar quilombola

PID: S2317-09722016000300079 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2016
Autores: Rocha Silva
Resumo: Este artigo comenta a incipiente Educação Escolar Quilombola, reflete sobre suas características e os seus beneficiados. Evidencia também a ingerência do Banco Mundial nesse modelo de educação, cujo projeto se direciona aos países periféricos, pois visa fortalecer basicamente o Ensino Fundamental, priorizando os atos de ler, escrever e contar. Dessa forma, esse projeto de educação escolar se fundamenta na lógica do capital, substituindo o confronto de classes por formas sociais conciliatórias, capazes de reforçar a sociabilidade consensual apregoada pelo neoliberalismo, em que se destacam como bandeira de luta somente a obtenção da cidadania e a participação democrática, mas sem romper com o sistema. Ver-se-á também ser possível ao professor/a de aluno quilombola ressignificar as elaborações sobre a Educação Escolar Quilombola, fazendo que esse modelo de educação contribua no processo de lutas e de melhorias locais, sem perder de vista a possibilidade de visualizar uma sociedade plenamente emancipada.

Tirinhas em situações de ensino e o alcance do leitor

PID: S2317-09722016000100075 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2016
Autores: Buin Meneguini
Este artigo é resultado da análise das propostas referentes à leitura de tirinhas em um 6º ano de uma escola pública em Amambai-MS. Observando 73 tirinhas trabalhadas ao longo do ano, verifica-se quantitativamente que: (i) a maioria das atividades trata as tirinhas como gêneros discursivos, focalizando aspectos relevantes de leitura; (ii) a minoria é utilizada como pretexto para o ensino de gramática. Embora isso represente um quadro positivo, ainda se negligencia a questão da leitura em várias atividades. Na condução do uso do material didático, observa-se que se dedica maior tempo às atividades mais próximas da tradição gramatical, embora representem a minoria. Esse tipo de encaminhamento parece funcionar como clichê, lugar de esvaziamento dos sentidos. Fazer do aluno um leitor é estar diante da possibilidade de se perder, ao fugir do que é corriqueiro - risco do qual muitos se distanciam, apesar de duas décadas de orientações inovadoras nos documentos oficiais.

Uma apresentação do manuscrito inédito de João Köpke: Versos para os pequeninos

PID: S2317-09722016000200051 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2016
Autores: Ferreira
Resumo: Neste estudo apresentamos, à luz da História Cultural, Versos para os pequeninos, manuscrito inédito e escrito do próprio punho por João Köpke (1852-1926), educador, autor de livros escolares, intelectual republicano do século XIX. Nosso objetivo é explorar a configuração composicional desse manuscrito interrogando sua materialidade, práticas e finalidades de leitura e de escrita, previstas para uso escolar de leitores infantis. Situamos tal manuscrito no contexto da produção para crianças desse período e no contexto das próprias obras publicadas por Köpke. Concluimos destacando a singularidade desse manuscrito e o reconhecemos como pertencente a um gênero discursivo pouco pesquisado na história da leitura e dos livros para crianças, distinto das publicações no período histórico-cultural- educacional em que ele se encontra circunscrito, e ainda bastante distinto da produção impressa do próprio João Köpke.

Vidas entre livros: Plínio Doyle e José Mindlin

PID: S2317-09722016000100143 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2016
Autores: Santos
Tendo dedicado suas existências à preservação do livro e à valorização da leitura, Plínio Doyle (1906-2000) e José Mindlin (1914-2010) foram mais do que bibliófilos. Donos de uma largueza de espírito e de uma generosidade inata, os dois autores contribuíram decisivamente para a vida literária e cultural do País com diversas iniciativas ao longo das décadas. Parte delas é apresentada neste texto, que se ocupa, ainda, da visão de cada um deles sobre sua própria trajetória. Para tanto, considera-se a leitura de Uma vida, livro de memórias de Doyle, publicado em 1999, e de Uma vida entre livros: reencontros com o tempo, de José Mindlin, lançado no ano de 1997.

Vira logo a página! Mediação de leitura e processo de criação de livro de imagem

PID: S2317-09722016000100093 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2016
Autores: Araujo
Este artigo discute o processo de criação do livro de imagem no que tange a sua especi­ficidade narrativa, tendo como foco a mediação da leitura. Propõem-se como material de análise imagens partilhadas em dinâmica de leitura realizada com um grupo de crianças pré-escolares e um artista. As imagens fazem parte de uma narrativa visual construída na interlocução entre o artista e essas crianças. As dificuldades de leitura e expectativas de continuação dão-nos indí­cios de como as crianças realizam a leitura das imagens. Por outro lado, evidenciam-se algumas expectativas dos autores em relação à leitura, as quais, por vezes, não correspondem ao previsto.

“Professor, não tenho tempo para ler!” - a prática docente diante do hábito de não-leitura

PID: S2317-09722016000200125 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2016
Autores: Baade Silva
Resumo: Este ensaio é uma reflexão sobre a prática de não-leitura como parte do cotidiano do ensino superior no Brasil. O hábito de não-leitura parece estar sedimentado nos indivíduos como ação não-racional e funciona como estrutura estruturada e estruturante, de modo a perpetuar-se nas práticas de ensino e aprendizado. Já os recursos à disposição de docentes e discentes, enquanto sujeitos diretamente envolvidos neste processo, são demasiadamente escassos e pouco favorecem uma mudança.

A (re)constituição da relação entre sujeito e escrita: análise de uma vivência

PID: S2317-09722015000200133 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2015
Autores: D'Olivo Muller
Com base nos pressupostos teóricos e metodológicos da Neurolinguística Discursiva, analisaremos um recorte das atividades realizadas com uma criança de 11 anos que apresentava queixas de problemas de aprendizado de leitura e escrita. Realizada durante seu acompanhamento individual no Centro de Convivência de Linguagens - CCazinho - na Unicamp, ela consistiu na escrita, no computador, de um perfil dos personagens do filme Star Wars sugerida pelo sujeito. As análises nos mostraram que a escrita desse perfil, devido ao seu interesse pelo filme e uso do computador, proporcionou uma relação de troca entre o sujeito e a sua interlocutora, assim como mostrou uma mudança de visão da criança em relação à sua própria escrita.
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