☰ Menu
Educ@

Busca por Índice

Filtro por título, resumo, autor, periódico e ano

Total: 193 | Página 5 de 10
0 resultados selecionados

A leitura do livro como experiência: reflexões a partir da obra de Walter Benjamin

PID: S2317-09722015000200035 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2015
Autores: Dadico
O objetivo deste artigo é discutir a leitura do livro à luz do conceito de experiência de Walter Benjamin. A principal pergunta que norteia essa discussão é se a leitura literária pode ser qualificada como "experiência de leitura", ou se a leitura do livro é contraditória com a experiência. Embora o conceito não receba uma definição unívoca no pensamento de Benjamin, muitos de seus sentidos dialogam com problemas pertinentes à crítica e à literatura, contribuindo para a reflexão em pauta. O lamento sobre a crise da experiência é discutido em função do declínio da narrativa, paralela à ascensão do romance e ao incremento da venda de livros. Destaca-se a importante articulação entre a experiência e a leitura literária, propondo uma reflexão sobre a efetividade de se eleger títulos mais ou menos capazes de favorecer uma experiência de leitura.

A leitura: "uma prática cultural polimorfa"

PID: S2317-09722015000200013 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2015
Autores: Butlen
Pesquisas universitárias, avaliações nacionais e internacionais (em específico o PISA) identificaram, entre um número significativo de adolescentes, dificuldades de compreensão dos textos, dificuldades para tratar informações e, sobretudo, para inferir e interpretar. Ressaltaram ainda uma tendência a rejeição, crescente e preocupante, das leituras literárias escolares, em especial no ensino médio. Essa situação de crise não é insuperável. Na verdade, os jovens leem. As pesquisas em didática têm apontado novos rumos para o ensino de estratégias destinadas à promoção de uma leitura eficiente e sugerem uma oferta de leitura que estabeleça pontes entre a herança cultural clássica e as criações contemporâneas. A implementação e o êxito de tal ação pedagógica pressupõem o entendimento da leitura como uma aprendizagem cultural polimorfa que se abre a uma rede de gêneros e de práticas culturais.

Andarilhar para pensar a docência desde outros lugares

PID: S2317-09722015000100615 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2015
Autores: Garlet Oliveira
Este artigo apresenta alguns aspectos de uma experimentação em linhas de escrita sobre a docência a partir de um modo de pesquisa andarilho, em que o pesquisador, ao longo de suas andanças, recolhe coisas, perambula por 'entre' o instituído, sem se fixar. Articulado a esta concepção, pensamos o espaço liso, onde o pesquisador andarilho ganha velocidade, e o espaço estriado, que procura contê-lo. Com isso, buscamos pensar a docência a partir de elementos (poesias, narrativas, fotografias e experimentações artísticas) recolhidos em nossas andarilhagens pelas pesquisas, experimentados a partir do que dispararam em nós, pegos pelos seus vazios que intentam ser mais habitados que preenchidos; uma docência na qual é possível manter ou cavar um vazio que se possa habitar de diferentes maneiras, através do encontro com o outro.

Capitães da Areia, romance e filme em diálogo

PID: S2317-09722015000200071 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2015
Autores: Hograefe Cunha
Sob a perspectiva dos Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa, este estudo tem como objetivo comparar o romance Capitães da Areia (1937) e o filme homônimo (2001), discutindo como a construção da personagem principal pode refletir o contexto histórico em que essas obras operam, e também como tal elemento narrativo marca os projetos políticos e estéticos de seus respectivos autores. Desta forma, tentamos mostrar como, de formas diferentes, o processo de constituição do personagem Pedro Bala pode ser representante de um sujeito histórico em diferentes contextos.

Crianças, Histórias e Segredos: representações de infâncias

PID: S2317-09722015000100015 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2015
Autores: Tesar
Os contos de fadas têm um papel importante na educação infantil. As histórias e os livros ilustrados que delas derivam e carregam suas mensagens são instrumentos poderosos que modelam as infâncias. As histórias também fazem parte de todo jardim de infância e dos centros de educação infantil, e o ato de contá-las é uma atividade diária. Este texto sustenta que as histórias, sob qualquer forma, têm por intenção moldar as crianças e as infâncias. Isso é visível por meio das representações de infâncias e crianças contidas nessas histórias e este texto apresenta exemplos de várias culturas e sociedades e de certos sujeitos infantis que são produzidos. As histórias selecionadas aqui ilustram diversas visões sobre a infância e, em particular, seu lugar na Nova Zelândia na atual condição neoliberal. Este texto problematiza a importância das histórias utilizadas com crianças, uma vez que considera potenciais enredos ocultos que permanecem secretos e invisíveis, mas que produzem um discurso igualmente poderoso. O texto analisa o que há por debaixo dos significados óbvios dos belos textos e ilustrações das histórias, sejam elas impressas ou encenadas. Por fim, este texto defende a seleção cuidadosa de histórias para uso em ambientes de primeira infância e difunde a visão de que as histórias são sempre complexas e multifacetadas.

De Metrópolis a Matrix: arte e filosofia na formação de pesquisadores em educação

PID: S2317-09722015000100097 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2015
Autores: Rosado Lemgruber Ferreira Bohadana
Este artigo discute a experiência em uma disciplina de mestrado conduzida segundo uma abordagem baseada na sensibilização estética, por meio de obras do cinema, da literatura e da filosofia, como forma de questionar o maniqueísmo fundamentado nos discursos utópicos e distópicos que se alternam nas mídias e na literatura acadêmica acerca das tecnologias na educação. Examinando extremos que desconsideram ambivalências e valorizando as experiências trazidas pelos alunos, a disciplina os estimulou a refletir sobre a Educação, a sociedade contemporânea e a presença das tecnologias. Participaram da primeira turma 18 alunos que, ao longo do semestre, propuseram um total de 295 questões. O artigo apresenta uma reflexão sobre a experiência e os achados decorrentes de uma análise temática dessas questões. Apesar da forte presença de perguntas binárias, analógicas, comparativas ou que essencializam objetos e instituições, a experiência sugere que a arte e a filosofia podem desafiar convicções assentadas, porém, acríticas.

Desrazão e Imaginação - Borges e(m) Outros e(m) fragmentos e(m) imagens-criações

PID: S2317-09722015000100145 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2015
Autores: Janeiro
Algumas vezes nossa mente só acredita naquilo que nossos olhos veem. "Algumas vezes" porque nossos olhos não veem todas as coisas existentes - há coisas existentes que são invisíveis e a visão é apenas mais um sentido do nosso corpo. Entretanto, sem a visão (e os outros sentidos), a imaginação pode revelar coisas até então consideradas invisíveis e/ou inimagináveis. Coisas realmente invisíveis? Ou essas coisas são consideradas invisíveis por causa do nosso pobre conhecimento de mundo? Pobre? Não poderia ser "puro"? Questões como essas nos convidam a uma nova leitura de mundo - uma leitura por entre surreais fragmentos poéticos escritos pelo argentino Jorge Luís Borges e imagens criadas a partir de uma outra leitura do "livro da natureza"; imagens que não são vistas pelos olhos da carne. Loucura? Insanidade? Possibilidades para uma arte da vida e da morte, do vivo e do morto, das palavras e das coisas.

Estágio de docência e metodologia de ensino de língua portuguesa: literatura como caminho para a formação

PID: S2317-09722015000100065 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2015
Autores: Kramer Souza Oliveira
Este texto analisa uma experiência desenvolvida no Estágio de Docência na disciplina Metodologia de Ensino de Língua Portuguesa em um Curso de Graduação em Pedagogia em uma universidade brasileira. O texto traz a visão da professora, da doutoranda que fazia o estágio de docência, e da aluna de graduação em Pedagogia, a partir de práticas e interações observadas. As análises se apoiam em uma concepção dialógica da linguagem, em particular na linguística discursiva de Mikhail Bakhtin e na filosofia de Paulo Freire, principais referências teóricas da disciplina em questão. O primeiro item apresenta os objetivos e estratégias, de acordo com o programa e o ponto de vista da professora. O segundo traz os principais conceitos trabalhados na disciplina. Os itens seguintes contêm, respectivamente, o relato da estagiária e da aluna. A partir do programa, das práticas e análises emerge o caminho da literatura como alternativa de formação.

Expressões de cultura e educação nas obras literárias: a leitura em questão

PID: S2317-09722015000100111 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2015
Autores: Piatti Urt
Este estudo é fruto da análise das obras de literatura infanto-juvenil Tiquinho do Pantanal - o dia-a-dia de um pantaneirinho, de Marcela Lemos Monteiro e Pantanal- amor baguá, de José Hamilton Ribeiro. Pretende-se elaborar, a partir dele, uma proposta de trabalho de leitura com as crianças da região pantaneira. Na discussão ensejada o binômio educação e cultura é o alvo privilegiado, revelando que as obras em questão nos oferecem dados para encontrar, no cenário pantaneiro, a presença do homem como expressão importante. Considera-se que esta investigação oferecerá aos professores e alunos da região pantaneira um material relevante como estímulo à leitura nas salas de aula das escolas, oportunizando a esses sujeitos reconhecerem-se como construtores de sua história, ao mesmo tempo em que se apropriam dos produtos construídos pela cultura.

Fotografia, dobra e educação

PID: S2317-09722015000200115 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2015
Autores: Leite
O que podemos aprender do encontro de Gilles Deleuze com a questão da dobra e a fotografia conceitual de Duane Michals? O convite aqui é pensar sobre o valor da superfície das imagens fotográficas e seu jogo de forças que por vezes engana, inventa, inova e provoca dobras como na série fotográfica Things are queer. A arte parecer brincar com o imaginário tornando visível aquilo que antes não víamos; transformando o elemento invisível em algo perceptivo. Deleuze se atenta aos pontos de fuga de cada cruzamento e nos ajuda a buscar a dobra, os desdobramentos, a redobra que a fotografia produz. Parece que o pensamento interrompe o curso da narrativa, se desmancha e é forçado a se reordenar de quadro em quadro. Aqui, proponho pensar a travessia (a nossa travessia) para/com a fotografia em três momentos e, quiçá, articular e/ou deslocar conceitos para outras (novas) leituras na educação.

Hierarquização e racialização das crianças negras na educação infantil

PID: S2317-09722015000100031 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2015
Autores: Santiago
O presente artigo apresenta os resultados de pesquisa realizada em um Centro de Educação Infantil da região metropolitana de Campinas. Trata-se de uma investigação etnográfica, envolvendo crianças de três anos. O objetivo é apresentar o impacto da racialização sobre a construção das culturas infantis. A partir dos pressupostos teóricos da Sociologia da Infância, relacionados às Relações Raciais no Brasil, procuramos entender a influência macro desse processo nas construções performáticas dos estereótipos sobre crianças negras. Os resultados apontam a existência da reprodução dos preconceitos referentes à categoria racial e a legitimação das hierarquizações sociais que reafi rmam as desigualdades.

Leitura política de um projeto de leitura

PID: S2317-09722015000100163 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2015
Autores: Oliveira Ramos
Esse texto se propõe a descrever uma experiência de projeto de leitura desenvolvido numa unidade escolar da rede pública estadual do Rio de Janeiro, na região serrana, financiado pelo Governo Federal - Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação (SEB/MEC) - através do Programa Ensino Médio Inovador. Tal projeto se baseou, além dos documentos disponibilizados pela Secretaria, nas indicações da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) no que diz respeito às interlocuções e cooperações entre as Instituições de Educação Superior (IES) e a rede pública de educação básica. Inicialmente, o texto discute a relevância e as articulações para a efetivação de qualquer projeto escolar (de leitura), em seguida descreve sucintamente o projeto realizado. A questão de fundo é que tão importante quanto um projeto de leitura é a leitura político-administrativa do que está envolvido em sua execução.

Letramento literário na formação inicial do professor

PID: S2317-09722015000200099 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2015
Autores: Rossi Peres
Inserir os alunos nas práticas letradas de uso da língua escrita tem sido considerado como uma das funções da escola. Para isso é necessário que o professor tenha uma formação cultural ampla. Entendendo que essa formação deve ser implementada desde o início da graduação, o subprojeto Saberes, práticas educativas e letramento: a formação inicial e o diálogo com a formação continuada, que integrou o Prodocência UFG 2011/2012, desenvolveu ações que buscaram ampliar o letramento dos licenciandos. O projeto foi realizado em encontros com professoras do Curso de Pedagogia e alunos da graduação. As ações foram voltadas para a promoção de atividade envolvendo a literatura, o cinema e a música. No âmbito deste artigo discutir-se-ão atividades realizadas com a leitura de contos e livros. As ações possibilitaram aos participantes tanto a vivência de práticas de leitura e fruição estética como a socialização das experiências do docente leitor e formador de leitores.

Livro didático de ciências e a mediação da leitura de seus textos em sala de aula

PID: S2317-09722015000200053 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2015
Autores: Silveira Júnior Lima Machado
Muito, e de há muito, e sob diversos enfoques se tem falado sobre o livro didático. No entanto, há poucos trabalhos que problematizem os aspectos relacionados à linguagem dos livros didáticos e seus usos no espaço escolar. Mesmo com a democratização do acesso ao livro didático, a dúvida recai sobre a sua utilização em sala de aula. Considerando essa problemática, parte-se da concepção de linguagem como produtora de sentidos para discutir a relação que se estabelece entre o livro didático de ciências (LDC) e a mediação pedagógica das leituras de seus textos em sala de aula. Discorre-se sobre as características do LDC, sobre as demandas que essas características impõem às práticas de leitura, e analisa-se o desenvolvimento de uma mediação específica. Objetiva-se, assim, contribuir para o debate sobre essas questões, voltando a atenção para os usos do texto didático na sala de aula por meio de leituras mediadas pelo professor.

Narrativas orais indígenas em sala de aula: música, interação social e transformação histórica

PID: S2317-09722015000100129 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2015
Autores: Neves
As narrativas orais indígenas muitas vezes são classificadas como lendas, um gênero menor da literatura, ou como mitos, que não merecem credibilidade como fontes histórias. Frequentemente, também são entendidas apenas como uma manifestação da palavra falada numa perspectiva homogênea de língua e não como um complexo processo de comunicação verbal, que pode envolver os gestos, a pintura, a voz, a música. Em 2010, durante a realização do projeto Crianças Suruí-Aikewára: entre a tradição e as novas tecnologias na escola, foram produzidos três livros e quatro filmes a partir das narrativas orais desta sociedade indígena. Este artigo, fundamentado na definição de interação social, analisa alguns resultados deste projeto, as possibilidades didáticas das narrativas orais indígenas e suas transformações históricas.

Páginas fechadas, à espera de leitores

PID: S2317-09722015000100049 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2015
Autores: Pereira Pinto Neto
Este artigo discorre sobre o Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE), um dos sustentáculos do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL). Criado em 1997 pelo Ministério da Educação (MEC), com o apoio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e da Secretaria de Educação Básica (SEB), o programa garante a distribuição de acervos literários, obras de referência e de pesquisa a estudantes e professores de escolas públicas do Ensino Infantil, Fundamental, Médio e Educação de Jovens e Adultos. O Programa é reconhecido como ímpar no mundo não apenas pelos altos investimentos, mas também pelo seu alcance, visto que todas as regiões brasileiras são contempladas em razão do cadastro anual das escolas feito pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Embora ricos acervos literários sejam enviados às escolas, o impasse da leitura permanece, e os livros ainda não foram incorporados ao contexto escolar.

Um cotejamento da obra literária Capitães da Areia: uma história sobre pobreza, miséria e meninos de rua

PID: S2317-09722015000200087 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2015
Autores: Cossetin Brotto
Neste artigo o objetivo é demonstrarmos a articulação existente entre uma obra literária e o contexto social de sua produção, além de apresentarmos a atualidade da temática mesmo após terem se passado setenta e oito anos da publicação do romance escolhido, qual seja: a obra literária Capitães da Areia, de Jorge Amado. Fundamentamonos teoricamente, para a análise, em Mikhail M. Bakthin, por entender a linguagem como uma construção em que se expressam sentidos e valores, organizados nos/pelos próprios eventos humanos. Oferecemos aqui um exemplo de como é possível ler uma crítica à organização social, já que os fatos constantemente remetem à realidade.

Vidas entrelaçadas: uma experiência intergeracional na educação não-formal

PID: S2317-09722015000200151 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2015
Autores: Simão Tassoni
Este artigo baseia-se em uma experiência educacional realizada com sujeitos de diferentes faixas etárias, frequentadores de uma organização não-governamental, localizada em Campinas (SP). Essa experiência proporcionou vivências intergeracionais, apostando na ampliação do repertório cultural e na melhoria da autoestima dos participantes. A prática educacional relatada aproximou a leitura e as linguagens escrita e pictórica. Ela contou com dez oficinas com o objetivo de favorecer a imersão dos participantes nas dimensões da subjetividade, buscando criar ambientes propícios para o desenvolvimento de capacidades expressivas e afetivas que pudessem promover o envolvimento social intergeracional, o fortalecimento dos laços de pertencimento e a reconstrução da memória compartilhada. A experiência possibilitou a interface entre a cultura do adulto e a cultura da criança e do adolescente, evidenciando preferências estéticas, diferentes modos de pensar e conhecimentos de mundo, estreitando as fronteiras entre gerações e subvertendo as práticas educacionais tradicionais sedimentadas e esvaziadas de significação.

A tragicidade de Selva Trágica

PID: S2317-09722014000100010 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2014
Autores: Herrig
O objetivo imediato deste artigo é discutir o trágico no romance do paulista Hernâni Donato, Selva trágica, desenvolvendo, primeiramente, uma análise do conceito de trágico, através de um percurso histórico-filosófico, para depois observar o sentido que ele ganha no romance. O sentido que o termo trágico agrega, ou desloca, no romance Selva trágica, em relação ao contexto histórico-filosófico desse conceito, é fundamentalmente importante para a compreensão da estrutura geral da obra, já que, desde o título, permeia os espaços deste romance.

Cenas de vida numa favela: adaptação teatral de um romance de Dalcídio Jurandir

PID: S2317-09722014000200013 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2014
Autores: Bolle
Descreve-se aqui uma oficina teatral realizada em 2013/2014 com professores e alunos de uma escola pública de ensino médio na periferia de Belém, metrópole da Amazônia. Trata-se da adaptação cênica do romance Chão dos Lobos (1976), de Dalcídio Jurandir (1909-1979), que apresentou de forma pioneira o fenômeno das favelas, onde hoje em dia moram 54% da população dessa cidade. O ambiente social da favela é retratado em cinco pares de cenas: 1) a interação do protagonista adolescente com moradores da favela; 2) a questão de como motivar um jovem a optar pelo magistério; 3) as tentativas de evasão de uma professora cansada; 4) o teatro do povo como lugar de socialização; 5) a viagem fuga do protagonista, sua desilusão e a volta para a periferia. Concluímos com a pergunta de como é que essa experiência de oficina teatral pode ser continuada em forma de uma pesquisa de campo.
Reportar erro A