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Do lido ao escrito: o trabalho de não dizer as palavras do outro

PID: S2317-09722013000100010 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2013
Autores: Fairchild
Supondo que a universidade seja, de fato, um lugar onde se lê muito, discute- se o trabalho necessário para que um sujeito transite da posição conferida a ele pelo que ele leu para uma posição em que possa produzir novas leituras. Situa-se essa discussão no campo das disciplinas de estágio em licenciaturas em Língua Portuguesa, e no problema mais específico que consiste, para o professor em formação, em colocar aquilo que ele já conhece a serviço de um entendimento mais sólido da escola e do engendramento de sua própria docência. Nesse contexto, considera-se o “lido”, em primeiro lugar, como o cabedal resultante do fato de se ter lido (supostamente) um conjunto de obras que fundamentam as diferentes disciplinas da área de Letras. A passagem do “lido” ao “escrito” consiste nas tentativas de se dizer algo a partir de uma experiência de estágio, sem que isto resulte apenas em dizer as palavras dos outros. Considera-se que este trabalho não é, exatamente, o de mobilizar teorias para dar trato a dados supostamente brutos oriundos da realidade escolar. O que o estagiário encontra na escola é quase sempre uma realidade já recortada e organizada pela cultura escolar. Antes de se chegar à produção de um dado analisável, portanto, é necessário produzir uma leitura ou uma desconstrução daquilo que já se apresenta como tendo sentido. Para exemplificar esse problema, discute-se um relatório de um aluno de Letras que se propôs a pesquisar, em seu estágio, o diagnóstico clínico (TDAH) dado a um aluno do Ensino Fundamental.

E a pontuação? A escrita de crianças do ensino fundamental (Ciclo II)

PID: S2317-09722013000100003 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2013
Autores: Andrade Coudry
Neste texto apresentamos dados de uma avaliação de linguagem realizada em escola pública do estado de SP para desenvolver uma reflexão em torno do que é inerente à patologia e à média. Tomando como norte as questões de pontuação, comparamos textos escolares com textos produzidos por sujeitos com queixas relacionadas a linguagem e a dificuldades de aprendizagem. O que se observa em ambos são problemas muito semelhantes, característicos do processo de aquisição de linguagem. Esses problemas, muitas vezes confundidos com processos patológicos, indicam que o processo de aquisição da escrita não está se consolidando no período adequado (ciclo I), ficando para o próximo nível (ciclo II), quando ou se estagna ou, com intervenção adequada, é passível de continuar a se desenvolver

E quando a inclusão excludente é com crianças de 0 a 12 anos? Infância e resistência

PID: S2317-09722013000200012 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2013
Autores: Gobbi
Tendo como inspiração alguns textos do poeta, estudioso da infância e desenhista Mário de Andrade, o presente artigo busca refletir, a partir dos desenhos criados por meninas e meninos, quais resistências estão presentes e são inventadas por eles e elas em seu cotidiano. Nos desenhos compreendidos como exercício cotidiano de vida, artefatos culturais e fontes documentais, encontram-se traços de infâncias que criam e mostram-se em diferentes culturas. Provocam a pensar sobre atos que excluem crianças e suas lógicas, ainda tão desconhecidas

Encontro com as diferenças na educação infantil: meninos e meninas nas fronteiras de gênero

PID: S2317-09722013000200011 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2013
Autores: Finco
O artigo problematiza o conceito de infância, buscando revelar as diferenças que meninos e meninas carregam e as suas ações sociais, constitutivas de infâncias plurais, destacando suas particularidades e diferenças. Aborda as interações entre professoras e crianças em geral e, especialmente, as crianças que transgridem os padrões de gênero que lhes são impostos, dando significados e estruturando suas experiências sociais. Com o foco nos estudos de gênero busca um exercício de superação das amarras do pensamento único, propõe um trabalho de desconstrução da naturalização dos conceitos de criança e de infância que implica questionar a sua relação com os adultos, buscando compreender a ordem que constrange as suas vivências. Destaca a educação infantil como um espaço coletivo, um espaço de reflexões sobre o respeito à diversidade e também um espaço para favorecer a diversidade das infâncias

Escritas reflexivas na formação de professores de matemática

PID: S2317-09722013000200005 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2013
Autores: Sousa
As escritas reflexivas permitem que se possam compreender os discursos pedagógicos norteadores das práticas escolares de licenciandos e de professores da Educação Básica que ensinam Matemática, revelando as aprendizagens que ocorrem durante o processo de constituírem-se profissionais do ensino. Assim, com o objetivo de contribuir para o debate sobre o papel das escritas reflexivas na formação de professores, apresentaremos alguns contextos de ensino e de pesquisa que promovem vivências com escritas e as aprendizagens explicitadas pelos licenciandos e professores, enquanto se formam. As escritas indicam que as aprendizagens de licenciandos e de professores da Educação Básica não se restringem apenas aos aspectos teóricos, didáticos e metodológicos referentes ao ensino de conceitos matemáticos. Estão relacionadas à visão de mundo, de escola e de homem que está sendo educado no cenário atual.

Imagens da Amazônia na literatura juvenil portuguesa contemporânea

PID: S2317-09722013000100002 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2013
Autores: Bastos Tomé
Resumo O estudo da imagem e representação do Outro na literatura para os mais novos torna-se um campo de investigação especialmente importante tendo em conta os seus destinatários preferenciais e a função de socialização cultural que a literatura assume. Através do contato com as imagens sociais e culturais do Outro presentes nos livros, os jovens vão criando em si a disponibilidade para um efetivo diálogo com outras culturas, adquirindo, através da leitura, novas formas de ver o mundo e de dialogar com o Outro. Neste artigo analisamos as representações da Amazônia e dos seus habitantes em livros portugueses para jovens. Identificam-se as visões socioculturais e valores ideológicos transmitidos por essas imagens e reflete-se sobre a forma como estas figurações contribuem (ou não) para a (des)construção de estereótipos e preconceitos e para a descoberta do Outro de além-mar

Infância e resistência: resistir a quê?

PID: S2317-09722013000200013 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2013
Autores: Gallo
O presente artigo procura analisar a questão da infância brasileira escolarizada através do conceito foucaultiano de governamentalidade. Argumenta em torno da tese de que estaria em curso no Brasil a prática de uma “governamentalidade democrática”, que consiste em governar pela cidadania. São examinados dois documentos do Ministério da Educação para mostrar que o governo da infância está sendo feito na medida em que cada criança é tomada pelo Estado como um “cidadão”, portanto parte de uma biopolítica. Nesse contexto, a última parte do artigo retoma a noção de “povo criança”, trabalhada pelo filósofo francês Alain no começo do século XX, como forma de resistir a esse governamento.

Leitura como acontecimento: sentidos que emanam de materiais didáticos de língua inglesa

PID: S2317-09722013000100008 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2013
Autores: Cavallari
Resumo Este estudo se propõe a desvelar alguns discursos e vozes que atribuem sentidos e efeitos de verdade à materialidade posta em livros didáticos voltados para o ensino da Língua Inglesa (li), sobretudo os importados e largamente utilizados em nosso país. Para tanto, buscou-se resgatar, com base na perspectiva discursivo-desconstrutivista, a presença da ideologia fundadora e pilar da civilização norte-americana para, posteriormente, observar e compreender de que modo essa ideologia aparece e é reforçada nos materiais didáticos analisados. Fez-se necessário, ainda, mobilizar alguns conceitos que permeiam o processo de ensino-aprendizagem de línguas, tais como: cultura, aculturação, etnocentrismo e ideologia. A análise apresentada salienta a relação indissociável entre língua, cultura e ideologia que atua na construção dos sentidos, suscitando posicionamentos etnocêntricos e de aculturação que podem interferir negativamente no processo de aprendizagem de li. Observou-se, no material analisado, que o modo de ver e de representar a cultura e língua do outro provoca efeitos na constituição subjetiva do sujeito-aluno

Leitura e riso

PID: S2317-09722013000100004 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2013
Autores: Kempinska
Este artigo discute o riso como um fenômeno presente no ato da leitura e, com isso, distinto do riso manifesto na vida cotidiana. Uma leitura atenta das definições do riso permite, no entanto, ver nele um fenômeno condutor que aproxima domínios distantes tais como a ficção e a realidade, o espírito e o corpo, o prazer e a dor. O objetivo do estudo é mostrar como a introdução da presença das emoções e do corpo como componentes do ato da leitura permite aprofundar a reflexão sobre sua complexidade.

Mudanças na estrutura familiar em livros infantis canadenses e brasileiros altamente recomendados

PID: S2317-09722013000200003 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2013
Autores: Murce Filho
O objetivo deste trabalho é apresentar os resultados de um projeto de pesquisa sobre livros literários para crianças altamente recomendados, produzidos no Canadá e no Brasil recentemente. O projeto foi realizado com apoio do Governo do Canadá, por meio do Understanding Canada Program. Duas instituições canadenses tiveram papel importante na investigação inicial: The Canadian Children’s Book Centre (CCBC), em Toronto, e The Centre for Research in Young People’s Texts and Cultures (CRYTC), da Universidade de Winnipeg, em Winnipeg. No Brasil, a Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) constituiu fonte importante de pesquisa. Os objetivos principais do projeto são: investigar livros canadenses literários para crianças, recentemente publicados e recomendados, tendo como foco de atenção os modos como estariam representadas mudanças na estrutura familiar, especialmente no que concerne à figura do pai; identificar possíveis semelhanças e diferenças entre livros infantis canadenses e brasileiros, também recentes e recomendados.

Os conflitos interpessoais e as regras na escola

PID: S2317-09722013000100007 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2013
Autores: Marques Castro
Resumo Em contato com educadores, verifica-se que algumas das principais inseguranças habitam em como lidar com os conflitos interpessoais que ocorrem no dia a dia entre as crianças e em como fazê-las cumprir as regras presentes na escola. O que chama a atenção nas frequentes conversas é a forma como, geralmente, os conflitos são solucionados pelos adultos: ou se evita que eles ocorram ou se esforça para resolvê-los rapidamente. Esses procedimentos, porém, explicitam concepções de que os conflitos são ocorrências antinaturais, prejudiciais e negativas a um desenvolvimento saudável. Compreende-se, entretanto, que as situações de atrito são, ao contrário, oportunidades para se trabalhar valores e regras, visto que nos dão vestígios sobre o que as crianças precisam aprender sobre como conviver. A teoria ainda aponta para a relação entre o desrespeito às regras e a utilização de medidas de castigo duras e expiatórias, ou seja, a indisciplina é, muitas vezes, uma resposta ao estilo arbitrário e autoritário do educador. Por fim, se o objetivo é promover o desenvolvimento moral das crianças, deve-se considerar que o favorecimento da cooperação, da iniciativa e da interação entre iguais, com a intervenção adequada por parte de educador, são fontes imprescindíveis para uma almejada autonomia. Essa seria uma maneira construtivista de abordar a questão.

Palavra como objeto: experimentações do texto- oral na relação com um corpo em performanceThe word as an object: experimentations from reading out loud and established relations with a body in performance

PID: S2317-09722013000100011 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2013
Autores: Bom-Tempo Valenzuela
A literatura está fora de nós e pertence a um universo específico, muitas vezes inacessível, ou isso, ao menos, é o que sentem muitas das pessoas que não fazem da escrita uma profissão. Para a maioria das pessoas, a literatura é escrita por outros e, no imaginário dessas pessoas, é lida também “corretamente” por outros (os atores profissionais). Para as pessoas comuns, apenas resta o prazer de desfrutar a leitura silenciosa na comodidade e na solidão do lar ou da praça. Essa prática social constituiu-se como a forma, por excelência, de abordar um texto escrito. Uma prática na qual o corpo fica relegado a um segundo plano. A proposta deste texto é pensar o que pode o corpo na relação com a leitura oral enquanto objeto sonoro. Partimos, assim, das experimentações produzidas no minicurso intitulado “Palavra como Objeto: experimentações do texto-oral na relação com um corpo em performance” ministrado no 18º cole - Congresso de Leitura do Brasil: O mundo grita. Escuta?, cujo objetivo foi propiciar outro tipo de encontro: um encontro entre pessoas e palavras em sua qualidade de objetos sonoros, que possuem uma corporalidade e podem ser considerados na composição da leitura oral. Dito de outra maneira: um encontro entre corpos

Pelo buraco da fechadura: o voyeurismo, a fotografia e a ruína

PID: S2317-09722013000200008 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2013
Autores: Leite
Espiar pelo buraco da fechadura... O que te parece? Aqui, pistas oscilam entre a veracidade de fatos e o caráter ficcional das fotos. Coloco-me a pensar sobre falsas perspectivas... textos (in)visíveis que-se-fazem-pensantes. Quatro momentos estruturam esta reflexão. Primeiro, surge o voyeur aquele que se esconde para “espiar” cenas do campo privado - associado à produção fotográfica de Kohei Yoshiyuki. Em seguida, observamos a ação do voyeur como aquele que pode eleger uma cena (neste caso, fotografias) para examiná-la por diferentes perspectivas. O terceiro momento visa estabelecer uma espécie de jogo de fusão no qual se questiona o sentido que já está dado ao voyeur, para evidenciar a aposta em uma nova leitura sobre a figura do voyeur e o (re)significado do próprio termo. Por fim, busca-se entrelaçar o voyeurismo, a fotografia e a ruína benjaminiana, que aqui talvez se configure como o componente mais perspicaz deste pensamento. Um jogo ousado, porém, desejável...

Reflexões sobre a imbricação entre formação de leitores e produção de conhecimento

PID: S2317-09722013000100009 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2013
Autores: Eufrásio
Resumo Neste trabalho, apresentamos e discutimos alguns argumentos e objetos de acordo (Perelman; Olbrechts-Tyteca, 2002) presentes em dissertações de mestrado que abordam o ensino de Língua Portuguesa. Objetivamos, com isso, avaliar que argumentos são recorrentes na produção de conhecimento sobre ensino de português e que objetos de acordo comparecem como presumidamente aceitos nessas dissertações. Nesse viés de discussão, apresentamos reflexões sobre a formação de leitores na época atual e a produção do conhecimento no âmbito universitário, focalizando as relações entre “o que foi lido” e “o que se fez com o que se leu”. Por fim, apresentamos alguns aspectos a serem considerados na formação de leitores que não se limitem à reprodução do que já está em circulação.

Teatro jesuíta na América Portuguesa

PID: S2317-09722013000100005 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2013
Autores: Hernandes Faria
Este artigo aborda o teatro de José de Anchieta e a pedagogia brasílica. Trata, mais especificamente, do auto “Recebimento que fizeram os índios de Guaraparim ao padre Provincial Marçal Beliarte”. Obra criada em português e em tupi, a língua mais falada na costa do Brasil quinhentista pelos nativos e também pelos estrangeiros, revela a pedagogia brasílica em movimento. Este artigo pretende mostrar a materialidade viva das palavras do auto anchietano em seu contexto sócio- ideológico cultural, tendo Bakhtin como fundamento metodológico, aproximando os significados das falas das personagens em cena e a realidade vivida no período de estabelecimento da missão jesuítica no Brasil. A conclusão a que se chega é que o jesuíta canarino fez uso em seu teatro de muitos recursos para a realização de sua missão, salvar a alma dos índios e, principalmente, afastá-los dos maus costumes, que nada mais eram que seus próprios costumes.

Tempo e cotidiano: tempos para viver a infância

PID: S2317-09722013000200014 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2013
Autores: Barbosa
Compreendemos o tempo como uma das variáveis fundamentais de uma pedagogia para a educação infantil. Nos espaços coletivos de educação frequentados pelos bebês e pelas crianças pequenas: creches e pré-escolas, a velocidade e a produtividade têm sido a tradução mais constante do tempo. A partir da análise de Félix Guatarri (1985) sobre as creches como iniciadoras no tempo do capital procuro tecer algumas reflexões criticas sobre essa compreensão de tempo e sugerir formas de resistência a essa intervenção do mundo do capital nas vidas cotidianas de professores e crianças e na formação das subjetividades contemporâneas.

Tupi or not tupi: escolarização desde o nascimento, a quem serve? Educação não é escolarização... Principalmente quando se trata da educação da pequena infância

PID: S2317-09722013000200010 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2013
Autores: Nascimento
Frente à crescente institucionalização das crianças pequenas, nos centros urbanos, cabe indagar: qual é a educação infantil oferecida às crianças? A provocação contida na proposição Tupi or not tupi: escolarização desde o nascimento, a quem serve? faz percorrer dois caminhos de análise: aquele que relaciona as instituições e propostas para a pequena infância a diferentes concepções de infância e interesses; e um segundo, que levanta posições e constata a ambiguidade em relação ao que pode ser melhor para as crianças pequenas na educação infantil. O texto é finalizado com a reafirmação de que os espaços de educação infantil são o principal locus de experiência social das crianças pequenas, onde, com seus pares e com os adultos, (re)produzem culturas, constituindo a identidade dessa etapa da educação básica.

A arte como linguagem: um olhar sobre as práticas na educação infantil

PID: S2317-09722012000100010 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2012
Autores: Schroeder
Este trabalho propõe uma análise crítica das práticas artísticas na Educação Infantil. Ancorado na concepção de desenvolvimento humano de Vigotski e na concepção de linguagem de Bakhtin, discute algumas questões que se tornam relevantes quando se toma a arte efetivamente como uma forma de linguagem. Entre os pontos levantados, destacam -se as discussões sobre a importância das interações sociais e das questões de significação no trabalho com arte. A partir dessa análise, é possível pensar em caminhos mais integradores para a arte nesse contexto educativo, nos quais as linguagens artísticas sejam abordadas em total cumplicidade com as questões mais fundamentais do processo educacional.

A atividade de leitura e escrita e o desenvolvimento da imaginação

PID: S2317-09722012000100011 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2012
Autores: Miller
Este artigo tem por objetivo pôr em discussão a importância do trabalho pedagógico para o desenvolvimento da imaginação criadora da criança. Compreende a imaginação como um meio de organização dos conteúdos próprios do imaginário (ideias, emoções, percepções, modos de ver e sentir o mundo), de onde se alimenta, retirando daí os elementos que são reelaborados pela atividade do sujeito de modo a constituir com eles um produto original. No decorrer do texto, apresentamos algumas propostas de como realizar um trabalho pedagógico com a prosa de ficção e a poesia, objetivando o desenvolvimento da imaginação criadora do aluno. Consideramos que o trabalho com textos literários constitui -se como uma via para a mobilização do conteúdo “armazenado” no imaginário do aluno ao longo de sua existência, e sua organização em produções criativas, o que lhe permitirá apropriar -se de aprendizagens que levam ao desenvolvimento de capacidades fundamentais ao seu processo de humanização.

A biblioteca escolar na rede eletrônica: movimentos discursivos

PID: S2317-09722012000200003 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2012
Autores: Ferrarezi Romão
O objetivo desse trabalho é investigar o discurso eletrônico para analisar como sujeitos constituem sentidos sobre a biblioteca escolar. Para tanto, mobilizamos os conceitos propostos por Michel Pêcheux, para compreender como o processo discursivo é inscrito na língua, e não simplesmente para extrair os sentidos do texto. A partir desse referencial, buscamos inscrever outros gestos de leitura e interpretação, escutar os sentidos já-ditos que sustentam todo dizer e que, através da ideologia, parecem ser evidentes, além daqueles que rompem com a estrutura, instalando o novo, o diferente. Por fim, interessa-nos interpretar um corpus coletado em dois blogs, cujos recortes mostram que a Internet é um espaço aberto à circulação de sentidos plurais em movimento constante, assim como os sujeitos
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