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A escrita soberana de um palhaço

PID: S2317-09722012000100005 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2012
Autores: Silveira
O palhaço como soberano. A ideia movente deste artigo é constituir um manifesto através do qual a soberania do palhaço possa se estabelecer como texto. Como se escreve o texto -palhaço? Tendo por base o conceito de soberania e estado de exceção tomado principalmente por Agamben e Bataille, se estabelece o que seria uma possibilidade de enfrentamento e destituição destas condições partindo -se da imagem e constituição do palhaço como um texto aberto soberano. Uma soberania extremamente torpe, delicada e lúdica, mas nem por isso menos política e contundente. Para tanto são estruturadas peças ou, como na imagem conceitual proposta por Deleuze, blocos que se articulam em diversas relações regidas pelo acontecimento e acabam por estabelecer, de forma delicada e sutil, aquilo que se poderia chamar de soberania do palhaço

A narrativa de processos de formação e os ritos de passagem na literatura infantil e juvenil brasileira: o exemplo de O homem do violão quebrado

PID: S2317-09722012000200006 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2012
Autores: García
No presente artigo, pretende-se salientar algumas características do que denominaremos “narrativas de processos de formação (e ritos de passagem)” na Literatura Infantil e Juvenil, em referência a obras que apresentam, malgrado suas semelhanças com os romances de viagem e de formação, determinadas características que lhes são próprias, da ordem de sua relativa brevidade e a relativamente pouca abrangência do período e quantidade de peripécias retratadas, o retrato da busca da personagem principal pela sua própria identidade e o desejo de tomar decisões, fazer-se ouvir e ser responsável pelos ditames de seu próprio caminho a tomar. Para tal, tomar-se-á como exemplo a narrativa O homem do violão quebrado, de Camilla Cerqueira Cesar, e serão sublinhadas as suas relações de intertexto com um clássico do gênero, Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll.

As diferentes censuras: leitoras e leituras

PID: S2317-09722012000200005 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2012
Autores: Pinheiro
O texto apresenta entrevistas realizadas ao longo de 2008 a 2010, com mulheres de diferentes ocupações: dona de casa, professora, escritora, administradora. A voz feminina destacada nesse trabalho permite observar que a censura que marcou a história do livro e da leitura ainda se faz presente no século XX. Ao rememorar suas trajetórias de leitura, vêm à tona a vigilância paterna e materna e as críticas e proibições dos maridos. Como se percebe, na vida dessas mulheres, os censores não as prendiam, não as excomungavam e nem as torturavam fisicamente, mas suas ações deixaram marcas, desafios e sentimentos de culpa a serem superados.

Compreensão e interpretação literárias: duplo risco, da escola ao liceu

PID: S2317-09722012000100002 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2012
Autores: Buttle
O exame dos problemas de compreensão e de interpretação dos textos literários, da escola ao liceu,2 pode ser um bom indicador das diferenças culturais entre e primeiro e o segundo graus. As variações no modo de abordagem dos problemas cognitivos nos textos oficiais, nas representações dos professores, nas práticas das salas de aula refletem um desconhecimento frequente de continuidades que, entretanto, existem; elas se baseiam em concepções diferentes dos ensinos da leitura e da literatura e correm o risco, afinal, de acentuar suas rupturas. Pesquisas, experiências, inovações permitem, contudo, explorar, nesse contexto, novas vias para assegurar uma continuidade, apesar da necessidade de certas rupturas.

D(ex)sloc-AR

PID: S2317-09722012000200011 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2012
Autores: Andrade
fica o que não se escreve (Paulo Leminski). Talvez fique o que não se veja. Pretender nesta escrita-experimentação d(ex)sloc-AR-TE sentidos a partir de uma relação de contato/contágio com... reticências, esperas, parênteses, contemplações, atividades em outros planos de criação ressoando por conceitos de Gilles Deleuze. Sloc sloc sloc. Com-vidar fragmentos estéticos que não pretendem, não entendem a necessidade de ‘propor uma unidade’, mas que preferem provocar sensações: afectos e perceptos enquanto possibilidades de criação de um real, inventando-o. Com-vidar os parênteses a entrarem pelas frestas das linhas de fuga. Não pretendemos nem o ‘é’ nem o ‘não é’, mas entre e cores e vidas e mortes, percursos des-afia-dores das classificações, sem a necessidade de verdadeiro ou falso. Provocar (na arte, na vida, na escrita, na educação, em lugar nenhum) rompantes de caos, desconsiderações às hierarquias e aos julgamentos morais. fica o que não se escreve (Paulo Leminski). Sloc sloc sloc.

Discurso, texto e leitura: espaço de (des)encontros do leitor com o autor

PID: S2317-09722012000100009 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2012
Autores: Navarro
Neste texto, refletimos sobre aspectos relacionados à prática da leitura no contexto escolar, atentando para os seguintes pontos: a) a leitura é o espaço/momento de interação entre autor e leitor, os quais são mediados pelo texto; b) leitor competente (a escola precisa formar leitores capazes de fazer uma leitura satisfatória dos textos que lhes são oferecidos); c) níveis de leitura de um texto (há um nível X a que os alunos precisam chegar). Considerando a impossibilidade de os sujeitos controlarem o sentido de suas palavras ou conseguirem apreender um sentido que seria a expressão daquilo que, supostamente, o autor de um texto tencionou produzir, problematizamos a ideia de interação na leitura, com base nas noções de função -autoria e de função -leitora. Advogamos a favor de uma prática de leitura que considere o contexto mais amplo de produção da linguagem, que é o discurso.

Entre arte e ciência: imagens e palavras experimentam por uma ciência aberta

PID: S2317-09722012000200012 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2012
Autores: Pestana
Este artigo é uma trama de linhas que modulam a abertura de pontos de encontro entre arte e ciência. Abrem um território entre no qual proponho experimentar, com palavras e imagens, possibilidades de proliferar sentidos e sensações. Para isso apresento experimentações por quatro relatos que desejam, por si sós, constituir corpos, organismos vivos que habitam a fronteira difusa entre arte e ciência. As linhas que delineiam as imagens problematizadas nesta escrita e desenham as palavras que fazem dela uma publicação científica são as mesmas, por isso são estas linhas que minam um entre saberes por onde corpos-imagem e corpos-escrita transitam, ganham vida e voz na invenção de problemas (DELEUZE, 1999) e, ao mesmo tempo, de soluções. Uma aproximação com o conceito de uma ciência aberta (PRIGOGINE; STENGERS, 1997), que se deixa afetar pela arte ao colocar suas questões, ou seja, que permite o cruzamento de saberes na produção de conhecimentos.

Entre livro e filme: notas para (não) publicar

PID: S2317-09722012000200013 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2012
Autores: Marques
Pesquisar em arte. Com-viver. Passear com Miguilim, de “Campo Geral”, do escritor João Guimarães Rosa, e com Thiago, de Mutum, da diretora Sandra Kogut. Com-parar. Explorar o movimento de rizo-caminhos do entre e a ambiguidade do “e”. Fabular, então? Criar (in)visíveis pontes que nos aproximam de nós mesmos e uns dos outros. Experimentar enlaçar o que nunca foi dito e atentar para os ecos de Renato, Caetano e Milton, e Chico: “Mas quais são as palavras que nunca são ditas?”, “diga, qual a palavra que nunca foi dita, diga.” “Ilusão. Ilusão. Veja as coisas como elas são.”

Escola e leitura: Carlos Drummond de Andrade no livro didático

PID: S2317-09722012000100007 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2012
Autores: Dalv
Apresenta -se o resultado de uma pesquisa bibliográfica em que se analisou um livro didático de língua portuguesa e literatura para o Ensino Médio, publicado recentemente no Brasil, tendo como recorte a poesia de Carlos Drummond de Andrade. O estudo fundamentou -se teórica e metodologicamente no pensamento de Roger Chartier, e concluiu que as representações culturais são matrizes de discursos e de práticas de leitura às quais interessa a didatização do mundo. Nosso trabalho se insurge contra o apagamento da dimensão de prática (e, portanto, de atividade) que toda leitura encerra, tendo em vista a proposição de objetos culturais que materializem representações menos lineares, monolíticas e homogêneas do mundo, subvertendo, assim, as visões hegemônicas de leitura, literatura e materiais didáticos

Falando e escrevendo sobre a criação mútua do curriculum e dos professores

PID: S2317-09722012000200002 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2012
Autores: Ryan
Este artigo foi inspirado pela leitura de vários textos da Revista Leitura Teoria & Prática, em especial “Quebrando as armadilhas da opressão do mundo”, de Mia Couto (2008), e “Carta a los lectores que van a nacer (con un prólogo que la justifica y un epílogo que le hace imprescindible)”, de Jorge Larrosa (2009). O texto de Couto foi um dos primeiros que li ao descobrir a revista e a qualidade e a amplitude do artigo inspiraram-me a pensar. Reuniu-se ali uma série de questões sobre e com as quais eu vinha me debatendo. Essas ideias aos poucos se espalharam rizomaticamente até levarem-me a redigir este artigo, que busca compreender a experiência que tivemos no projeto “Professores e Crianças e Explorando seus Mundos Juntos”. A escrita é também, em parte, para descobrir o que penso. Escrevo para compreender, algo que espero que todos os escritores façam na escola e fora dela.

Flashforward: o futuro é agora

PID: S2317-09722012000200009 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2012
Autores: Pisters
Resumo Em The Future of the Image (2007)3, Jacques Rancière afirma que as imagens já alcançaram seu destino. Ele defende uma estética da imagem que reconheça o poder contínuo das imagens como registros de marcas da história que nos educam, como interrupções que nos afetam diretamente, e como sinais abertos a combinações do visível e do dizível ad infinitum. Mas será que as afirmações de Rancière também dizem respeito ao destino do cinema? Suas referências cinematográficas, no sentido deleuziano, são em sua maioria imagens-tempo modernas. O destino do filme seria mesmo uma forma de imagem-tempo, ou o “coração” do cinema já teria se mudado para além desse tipo de imagem? Este artigo propõe pensar sobre uma terceira categoria de imagens cinematográficas, a partir da terceira síntese do tempo desenvolvida por Deleuze em Diferença e Repetição. Essa imagem fílmica, que poderia ser chamada de imagem-neuro, conecta-se ao regime impuro das imagens típicas da lógica da base de dados da era digital. Ao comparar Hiroshima, Meu Amor (1959), de Alain Resnais, e a série de televisão FlashForward (2009), analiso as operações temporais da imagem na imagem-tempo nessas imagens de um novo regime, a imagem que pertence ao futuro e que vem dele.

Ler e escolher livros para crianças e jovens: uma tarefa docente

PID: S2317-09722012000100006 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2012
Autores:
Este texto tem o propósito de colocar em pauta o tema das escolhas de livros para a leitura de crianças e jovens por parte dos professores, identificando possibilidades que se apresentam para o acompanhamento e a apreciação dessa produção. Destaca -se a concorrência de autoridade de instâncias de mediação envolvidas com a produção e o consumo dos livros destinados à leitura das novas gerações. Nessa perspectiva, se enfoca como a comunidade dominante de escritores e críticos de literatura - a qual assume um discurso competente de avaliação dessa produção - se opõe a determinada forma de consumo de livros. Os professores, representantes da cultura escolar, emergem para estas comunidades como atores cuja capacidade de apreciação do “literário” encontrar -se -ia pouco qualificada e carente - o que o texto pretende iniciar em problematização.

Modos de ler e estratégias para ler: crianças: leitura e literatura infantil

PID: S2317-09722012000100003 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2012
Autores: Girotto Souza
Este texto promove duas ações reflexivas que se pretendem complementares: a primeira é discutirmos em que medida podemos viabilizar a formação de leitores no primeiro ciclo de ensino fundamental (1o ao 5o ano) em face da criação da necessidade de ler literatura infantil. Para tanto, buscamos o diálogo com os norte -americanos, como Hampton & Resnick (2008), Harvey & Goudvis (2007), Fisher, Frey & Lapp (2009), que nos apresentam princípios e pressupostos teórico-metodológicos para esse trabalho pautado no ensino das estratégias de leitura, a fim de que possamos criar situações propícias para o aprendizado, desenvolvimento e formação da competência leitora. Em outra frente, analisamos resultados de pesquisa de campo - de abordagem etnográfica - à luz da teoria estudada. Trata -se de parte da análise dos dados da terceira fase da pesquisa Literatura na escola: espaços e contextos − a realidade brasileira e portuguesa, que versa sobre o letramento literário. Em sua frente realizada no Brasil, a pesquisa analisa conceitos e práticas de professores da rede pública de ensino do oeste do estado de São Paulo, cujas ações estão direcionadas a contribuir para o reordenamento das políticas públicas de leitura, a fim de que, cada vez mais, um maior número de crianças possa ter acesso ao texto literário. Considerando parte dos resultados eleitos a serem divulgados neste artigo, podemos afirmar que: para os professores que, no tateio dessa abordagem do ensino das estratégias de leitura, buscaram uma implementação contextualizada e adequada ao aprendizado da leitura da literatura infantil à realidade de seus alunos, comprovamos, corroborando com essa proposta, o quanto as crianças sentem -se capazes e ativas em seu processo de apropriação da leitura literária, tacitamente, lutando por seu processo de humanização no/do letramento literário

Museus e modelos comunicacionais

PID: S2317-09722012000200010 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2012
Autores: Murriello
Este artigo apresenta um panorama das transformações que vêm acontecendo nas concepções comunicacionais nos museus conduzindo, nas últimas décadas, a uma maior preocupação com o estudo da experiência de seus visitantes. Os museus de história natural, que têm sido espaços icônicos na institucionalização das ciências, não escapam a essas mudanças. Apresentam-se aqui algumas reflexões em torno das práticas museais do Museo de La Plata (Província de Buenos Aires, Argentina), fruto da minha pesquisa de doutorado desenvolvida nos anos 2001-2005.

O manuscrito escolar de histórias em quadrinhos: a imagem -texto na construção do tópico discursivo

PID: S2317-09722012000100004 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2012
Autores: Dikson Oliveira
Inserido no campo de estudo da Genética Textual e assumindo como base teórico -metodológica os estudos sobre manuscritos escolares e processos de escritura em ato de alunos recém -alfabetizados (CALIL, 2008, 2009), este trabalho analisa a construção do tópico discursivo (LINS, 2008) a partir da sequência de imagens oferecida por uma história em quadrinhos da Turma da Mônica. Nosso objeto de investigação é o manuscrito “O Cebolinha Atrapalhado”, escrito por duas alunas do segundo ano do Ensino Fundamental. Constatamos que o tópico discursivo construído pela interpretação das alunas é feito a partir do destaque de alguns elementos imagéticos relacionados à ação isolada do personagem e de cada quadrinho e não pela articulação narrativa entre eles.

Produção textual na escola e nas redes sociais

PID: S2317-09722012000200004 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2012
Autores: Paixão Mafra
Este texto aborda práticas pedagógicas nas aulas de língua portuguesa e suas interfaces com práticas de produção textual dos alunos na internet, tendo em vista a utilização por eles das redes sociais de relacionamento de forma frequente e fora do contexto escolar. Busca-se aproximar essas duas realidades, a da escola e a do meio virtual, com vistas ao desenvolvimento das competências discursivas e ao letramento discente. Esta pesquisa está ancorada em estudos sobre práticas escolares de leitura e escrita em consonância com a análise das tecnologias de informação e comunicação, somados aos fundamentos teóricos de pesquisas sobre interação. Foram analisadas produções escritas de alunos do 3º ano do Ensino Médio, tanto aquelas orientadas pelo professor no ambiente da escola, quanto as produzidas por eles nas redes sociais.

Práticas de leitura na família e na escola

PID: S2317-09722012000100008 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2012
Autores: Dellisa Laplane
A partir da ideia de que a família é um dos elementos principais na inserção da criança na cultura letrada, o presente trabalho estudou as relações da família com as práticas de leitura/escrita, no contexto de um grupo de crianças com queixas de dificuldades escolares que frequentam um serviço de fonoaudiologia. Pretendeu -se conhecer as atitudes da família e sua visão sobre a escrita, por meio da análise dos encontros realizados semanalmente, no mesmo horário em que as crianças participavam dos grupos de leitura e escrita. Foram conduzidas dezessete sessões de uma hora cada. A análise considerou os discursos dos sujeitos durante os encontros e os registros em diário de campo. Foi possível concluir que os encontros permitiram a emergência de experiências pessoais com a leitura/escrita e de sentimentos relacionados a elas, assim como mudanças na compreensão das dificuldades que as crianças enfrentam na aquisição da leitura e da escrita

A articulação das dimensões política, ética e técnica como fomentadora da formação docente crítico- transformadora

PID: S2317-09722011000100004 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2011
Autores: Gonzaga Castanho Machado
Este artigo discute a importância da articulação das dimensões política, ética e técnica no processo de ensino e aprendizagem. Para que isso ocorra, os cursos de formação docente necessitam de propostas fundamentadas numa concepção que enxergue a educação e a formação humana como práticas constituídas pelas relações sociais. Buscamos apontar possíveis caminhos que subsidiem as práticas dos futuros docentes quando saírem para seus campos de atuação, campos esses não tão ideais como sonhados, mas permeados também por conflitos psicossociais, indiferenças e desmotivações.

A educação nas revistas: entrelaçamento entre mídia, consumo e o dispositivo neoliberal

PID: S2317-09722011000100010 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2011
Autores: Gerzson
O artigo problematiza o entrelaçamento entre mídia, consumo e dispositivo neoliberal nos textos das revistas. Supõe -se que essas mídias, quando pautam a educação, não apenas publicam informações, anúncios e opiniões. As matérias que problematizam a educação estão compondo textos culturais, produzindo formas de fazer, de aprender, de ensinar e, sobretudo, de ser e de compreender o mundo. Nos textos publicados são acionados discursos que atuam como dispositivos produtivos da articulação neoliberal, pois ao mesmo tempo que ela é produzida, também cria práticas e subjetividades férteis para a sua execução e para o incremento do consumo de serviços, produtos e ações encaminhadas ao âmbito da educação. A racionalidade e as práticas neoliberais constituintes do projeto político predominante na sociedade contemporânea estão presentes nas revistas, produzindo discursos conectados com essa perspectiva. O poder e as relações de poder neoliberais apresentam -se nos textos como práticas capilares, insidiosas, incorporadas nos discursos, publicados sem conotação repressora e autoritária, mas como verdades que circulam nos espaços públicos, interagindo produtivamente com os leitores das revistas.

A mente, essa ninguém pode escravizar: Maria Firmina dos Reis e a escrita feita por mulheres no Maranhão

PID: S2317-09722011000100003 | Periódico: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Ano: 2011
Autores: Silva
Este artigo analisa duas obras de Maria Firmina dos Reis: o romance Úrsula (1859) e o conto “A escrava” (1887), em que a autora maranhense, nascida em São Luís, em 1825, discute a relação entre senhores e escravos, colocando- se como uma voz abolicionista no Maranhão do século XIX. Na análise dessas duas obras, procura- se também discutir a autoria feminina no Brasil ao longo do século XIX.
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