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Profesión académica en educación. Entre el compromiso, la política y la ciencia (1973-1976)

PID: S1981-25822013000300012 | Journal: Educação (1981-2582) | Year: 2013
Authors: José Isola
Este estudio se propone realizar una caracterización de la profesión académica en educación en la Argentina desde el año 1973 hasta el comienzo de la terrible dictadura militar en 1976. Estos años estuvieron atravesados por los procesos políticos que impactaban en el espacio académico. A partir del año 1973 se dieron dentro de los Departamentos de Ciencias de la Educación de diversas universidades una serie de proyectos que buscaban generar ciertas reformas frente a una profesión que creían atrasada y de espaldas a las necesidades prioritarias del Estado. Respecto a esto último, se hacía paulatinamente notoria la noción de compromiso que debían tener los profesionales. La joven Revista de Ciencias de la Educación fue el escenario en el que se señalaba la falta de especificidad epistemológica y metodológica de la disciplina. Había, en ese contexto, un replanteo respecto al ethos propio que debían tener los académicos de la Educación, en la intersección entre los acontecimientos políticos y las características propias de una profesión científica moderna.

Práticas de alfabetização com o método Yo, sí puedo em assentamento do MST

PID: S1981-25822013000300008 | Journal: Educação (1981-2582) | Year: 2013
Authors: Macedo Mazilhão Filho
Este texto visa apresentar uma análise acerca do uso do método Yo, sí puedo de alfabetização num assentamento do MST. Os dados são analisados com base nos novos estudos sobre letramento que vêm contribuir para uma ressignificação do conceito de alfabetização. A metodologia é de natureza etnográfica, inspirada nos novos estudos sobre letramento. Ao tratarmos do “Sim, eu posso”, com foco na atuação do monitor da turma, concluímos que a sua mediação aponta uma prática de alfabetização a partir do que os novos estudos sobre letramento indicam sobre a escrita. Letramento como prática social, apesar de não contemplado no material do Sim Eu Posso, pôde concretizar-se no fato de os alunos perceberem a escrita como objeto social e cultural.

Tempos e espaços da docência feminina: representações sobre professoras da educação infantil

PID: S1981-25822013000100016 | Journal: Educação (1981-2582) | Year: 2013
Authors: Venzke Felipe
Este trabalho problematiza as representações sobre professoras da educação infantil na cidade de Pelotas/RS, entre as décadas de 1940 e 1960, expressas nos documentos das primeiras instituições privadas ou públicas que abriram espaço para o atendimento de crianças pequenas. Nas fontes documentais pesquisadas, as representações de professora estão atreladas ao discurso religioso (católico), ao serem ressaltadas a vocação e a missão dessa profissional. Dentre as representações, destacamos os diferentes modos de ser professora: alguém que deve corrigir os “defeitos” da criança e de sua família, educadora sanitária e fada bondosa. Ao mesmo tempo que se pensa na educadora infantil como algo inerente ao feminino, exige-se dela uma profissionalização crescente. Tais representações se entrecruzam e se misturam umas às outras, exercendo um importante papel para o governo das professoras, das crianças e de suas famílias, estabelecendo, de algum modo, a indissociabilidade entre magistério e maternidade.

Teoria literária e o ensino da literatura: impasses

PID: S1981-25822013000100014 | Journal: Educação (1981-2582) | Year: 2013
Authors: Cechinel
Este ensaio discute de que modo a teoria literária compreendeu as noções de autor, leitor e texto durante o século XX, verificando como as diferentes respostas oferecidas às três categorias geram alguns impasses no que diz respeito ao ensino de literatura em sala de aula. Nesse sentido, a fim de demonstrar o vínculo entre as concepções teóricas e a prática didática do professor, o ensaio parte de três questões fundamentais: “quem é o autor?”, “quem é o leitor?” e “quais as fronteiras do texto?”. As noções de autor, leitor e texto, em vez de metafísicas, constituem antes pressupostos teóricos cuja compreensão, sempre variada, determina o tratamento conferido ao objeto literário em sala de aula.

É a educação um direito humano? Em busca de razões suficientes para se justificar o direito de formar-se como humano

PID: S1981-25822013000100004 | Journal: Educação (1981-2582) | Year: 2013
Authors: Andrade
A educação é um direito humano? Se é, quais são as justificações racionais que podemos estabelecer para fundamentar axiologicamente tal direito no marco jurídico que organiza nossas sociedades? A partir dessas questões, o artigo examina três tensões distintas e articuladas. Num primeiro momento, apresenta a concepção de educação como uma tensão entre a socialização e a humanização. No segundo momento, aprofunda-se na tensão entre as expressões jurídica e axiológica do direito à educação. Por fim, argumenta sobre as forças e as fragilidades do processo educacional como uma tensão na qual deve-se entender as potencialidades sobre a educação como direito humano. Utilizando referenciais como Kant, Durkheim, Arent, Freire, Brandão e Cortina, o artigo apresenta uma fundamentação ético-filosófica para a educação como um direito humano.

A diversidade na escola e as novas demandas para o trabalho docente

PID: S1984-64442013000300009 | Journal: Educação UFSM (1984-6444) | Year: 2013
Authors: Gonçalves
O artigo parte dos princípios da justiça social e da justiça escolar, que fundamentam as políticas públicas voltadas para a atenção à diversidade na educação e analisa seu objetivo manifesto de contribuir para a promoção da igualdade. Com base nas declarações fornecidas pelos professores participantes na segunda fase da pesquisa “Trabalho docente na educação básica no Brasil”, analisamos os efeitos dessas políticas, tal como expressado na contradição experiência da pelos professores no trabalho, quando tratam de adaptar o princípio da igualdade à atenção à diversidade. Observa-se que esta contradição reflete-se em novas cargas de trabalho e dificuldade para encontrar sentido no trabalho realizado.

A elaboração da experiência da docência nos anos iniciais do ensino fundamental

PID: S1984-64442013000100013 | Journal: Educação UFSM (1984-6444) | Year: 2013
Authors: Toscano
Neste trabalho, apresenta-se e discute-se parte dos resultados de uma pesquisa que foi realizada entre 2006 e 2009 com alunas egressas do curso de Pedagogia que se tornaram professoras. Tal estudo tomou como referência as contribuições teóricas e metodológicas de Bakhtin, Lahire e Chartier, levando-se em conta que estes autores, em suas especificidades, situam nas práticas sociais a gênese do especificamente humano, destacando o papel do outro e da mediação semiótica nesse processo. Os dados aqui compartilhados referem-se a um dos sujeitos desta pesquisa, que, à época, era professora do terceiro ano do Ensino Fundamental em uma instituição pública de ensino no interior do Paraná e diz respeito ao relato desta experiência profissional. Seu estudo, ao pretender contribuir para ampliar a visibilidade dos processos constitutivos da profissionalidade docente nos anos iniciais, acabou colocando em evidência um entrelaçamento singular de várias vozes sociais que se encontram, confrontam-se e se localizam em diversos espaços e tempos: algumas delas pertencem ao período da sua formação inicial, mediadas pelos professores formadores; outras pertencem aos seus interlocutores imediatos, colegas de trabalho/equipe pedagógica; além de vozes que se localizam na administração local, que, por sua vez, mediam a política educacional, indiciando as determinações mais amplas que marcam uma determinada época histórica.

A escrita no ensino superior

PID: S1984-64442013000100003 | Journal: Educação UFSM (1984-6444) | Year: 2013
Authors: Vitória Christofoli
O presente artigo trata de apresentar resultados oriundos de pesquisa realizada no Ensino Superior, enfocando a escrita em contextos universitários. Depoimentos por parte dos acadêmicos evidenciam certa resistência ao ato de escrever, o que acaba muitas vezes distanciando o sujeito da produção de um texto. Assim sendo, mesmo que parciais, os resultados até então analisados dão conta de que: pressuposto 1 - há ruptura da ideia de coerência entre o que pensamos, o que conseguimos escrever, o que entende nosso interlocutor; pressuposto 2 - a autocorreção de textos como exercício de pesquisa é imprescindível para a qualificação da escrita; pressuposto 3 - os diários de aula representam rico instrumento para a qualificação da escrita no Ensino Superior; pressuposto 4 - há necessidade de que o aluno do Ensino Superior escreva variados tipos de escrita, ainda que a universidade cumpra com seu papel, enfatizando a escrita acadêmica; pressuposto 5 - o trabalho com a escrita no Ensino Superior deve enfatizar os componentes básicos da expressão escrita: o código escrito e a composição da escrita.

A integração das práticas de pesquisa e de ensino e a formação do profissional reflexivo

PID: S1984-64442013000300013 | Journal: Educação UFSM (1984-6444) | Year: 2013
Authors: Therrien Therrien
O estudo aborda a reflexividade crítica como elemento mediador da integração entre as práticas de pesquisa e de ensino na formação do profissional de educação. Apoiado no parâmetro da pesquisa, como princípio educativo, associado ao pressuposto de que o envolvimento em atividades de pesquisa favorece o desenvolvimento de racionalidades dando suporte a práticas reflexivas capazes de conduzir a aprendizagens mais significativas e autônomas no ensino, o ensaio se propõe: por um lado, a identificar um esquema teórico ‘macro’ que possa dar suporte à análise de tipos de conhecimento, portanto, de racionalidades que movem a dinâmica da relação teoria-prática na ação educativa; por outro lado, a encontrar esquemas teórico-práticos ‘micros’ de formação, para a reflexividade, relacionados à prática em contextos de aprendizagem. O estudo analisa propostas de autores de referência, assim como práticas educativas que dão suporte aos pressupostos enunciados.

A relação trabalho-educação na organização do trabalho pedagógico da escola capitalista

PID: S1984-64442013000300008 | Journal: Educação UFSM (1984-6444) | Year: 2013
Authors: Frizzo Ribas Ferreira
Analisa-se a relação trabalho-educação, no projeto de formação humana na escola capitalista, tomando como fenômeno de estudo a organização do trabalho pedagógico, isto é, as relações e processos que se estabelecem entre os sujeitos da escola, professores e estudantes, e o conhecimento apreendido por estes durante a vida escolar. Para tanto, organizou-se o texto em duas partes: a primeira trata da relação trabalho-educação como fenômeno próprio do ser humano, cujas características históricas cindem a relação do ser com o trabalho e, em decorrência disso, com seus processos educativos; a segunda parte trata da organização do trabalho pedagógico na escola capitalista, na qual evidenciamos que as duas categorias principais que dotam de sentido a formação dos estudantes na escola são a empregabilidade e o disciplinamento para a esfera produtiva.

As relações entre o mundo do trabalho e a escola: a alternância como possibilidade de integração

PID: S1984-64442013000300006 | Journal: Educação UFSM (1984-6444) | Year: 2013
Authors: Kuenzer Lima
Este artigo tem por objetivo analisar as possibilidades de diálogo entre educação profissional integrada ao ensino médio e pedagogia da alternância a partir da experiência, que vem sendo desenvolvida no Paraná, mediante a articulação entre Estado e movimentos sociais, neste caso representados pela ARCAFAR/Sul. Os dados coletados por Rodrigues de Lima (2013), ao pesquisar a integração entre ensino médio integrado à educação profissional e a pedagogia da alternância em três das Casas Familiares que implantaram a integração da educação profissional ao ensino médio, no período de 2006 /2008 no Paraná, permitem analisar, em um caso concreto, as possibilidades de avanço desse modelo no que diz respeito à formulação de políticas públicas, e a uma proposta pedagógica que, adotando as categorias do materialismo histórico, melhore as condições de emancipação humana no campo. E, ao mesmo tempo, analisar que dimensões desta experiência podem ser transferidas para o ensino médio integrado.

Atividade docente, currículo e os campos de influência na sala de aula

PID: S1984-64442013000300010 | Journal: Educação UFSM (1984-6444) | Year: 2013
Authors: Pizzi Melo
O objetivo deste artigo é analisar a atividade docente, a partir da perspectiva da Clínica da Atividade de Yves Clot (2010), com foco no currículo escolar desenvolvido na sala de aula, considerando as condições de realização, as prescrições, os imprevistos e os atravessamentos presentes no cotidiano. Para nos aproximarmos da complexidade do currículo utilizamos a técnica da auto- confrontação simples, com a filmagem como principal meio de coleta de dados. A professora participante desta pesquisa atuava na 2ª série de uma escola de Ensino Fundamental da rede pública municipal de Maceió/AL, localizada na periferia. O caráter prescritivo das políticas curriculares não se mostrou determinante na atividade curricular dessa docente frente a outros fatores subjetivos e outros conteúdos e sujeitos que reajustaram o currículo realizado, imprimindo novos desdobramentos e implicações.

Cultura escrita: aprender a ler e escrever na escola

PID: S1984-64442013000100006 | Journal: Educação UFSM (1984-6444) | Year: 2013
Authors: Bolzan Santos Powaczuk
Este texto discute os aspectos formais da escrita e da leitura no contexto da sala de aula, destacando a importância do protagonismo dos estudantes, favorecendo sua autoria como escritores e leitores a partir da cultura escrita. Compreendemos que é indispensável que a escola tenha uma visão prospectiva em relação às aprendizagens dos estudantes, ou seja, que valorize suas potencialidades, levando em conta a cultura na qual estão inseridos. Colocamos em relevo o papel do alfabetizador no processo de organização do trabalho pedagógico, voltado ao ensino e à aprendizagem da lectoescrita dos estudantes nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Nesse sentido, destacamos que a organização do ensino exige investimento docente em direção ao aprimoramento dos fazeres e saberes que incidem na organização do trabalho pedagógico, demarcando um longo caminho a percorrer, de modo a permitir a assunção do protagonismo pedagógico.

Educação socioambiental, imaginário e artes visuais

PID: S1984-64442013000100015 | Journal: Educação UFSM (1984-6444) | Year: 2013
Authors: Ormezzano Poma
Este artigo surge de uma pesquisa bibliográfica que opta pela cosmovisão estética proposta por Maffesoli e fala do imaginário social como fundamento para o estudo. Ainda faz um breve levantamento de algumas políticas públicas educacionais que favorecem a educação ambiental e a transversalidade e, por fim, discute a relevância das artes visuais no processo de ensino-aprendizagem transdisciplinar realizando uma proposta metodológica que se considera apta a ser desenvolvida nos diversos níveis de ensino formal ou na educação não formal. O modo de execução sugerido está fundamentado no emprego de oficinas como metodologia pedagógica, juntando as artes visuais dos vários campos do saber com os quais pode se relacionar ao tratar o tema da educação socioambiental. A proposta trata da necessidade de se voltar para a experiência inventiva com a finalidade de (re)descobrir a ação de educar e de educar-se sem perder de vista a totalidade. Busca o sentido da vida em sociedade, transformando a percepção humana do Cosmos, respeitando o ambiente natural e a complementaridade das múltiplas culturas.

Eles são apenas diferentes: a produção discursiva de masculinidades contemporâneas na obra Criando Meninos

PID: S1984-64442013000300012 | Journal: Educação UFSM (1984-6444) | Year: 2013
Authors: Vargas Carvalho
A partir dos Estudos de Gênero, em sua vertente pós-estruturalista, e das contribuições dos Estudos Culturais, em Educação, constituiu-se este artigo, que tem como objetivo a problematização da produção discursiva de masculinidades na obra Criando Meninos, de Steve Bidduph. A obra associa determinados comportamentos como típicos de meninos em diferentes faixas etárias e apresenta também para mães, pais e professores uma regulação de posturas que estes devem ter em relação aos meninos, para favorecer o desenvolvimento desses sujeitos infantis, encaminhando-os, assim, para formas determinadas de vivenciar/experimentar a sexualidade. A partir dos aportes citados, buscou-se problematizar o livro como artefato cultural, o qual desenvolve uma pedagogia cultural que, através da naturalização de algumas características apresentadas pelos meninos, acaba por regular a constituição da sexualidade masculina e ensina aos adultos como promovê-la.

Escribir en la universidad

PID: S1984-64442013000100002 | Journal: Educação UFSM (1984-6444) | Year: 2013
Authors: Zabalza Beraza
Escribir en la Universidad constituye tanto una necesidad básica como un propósito formativo de largo alcance. Una de las características básicas de la institución universitaria es que precisa de la escritura como herramienta comunicacional y como recurso de estimulación intelectual. Tras establecer los rasgos básicos de la naturaleza y tipologías de escritura académica, el artículo analizar el papel que juega la escritura tanto para los estudiantes universitários (escribir para aprender) como para el profesorado (escribir para planificar, para reflexionar, para documentar lo que se hace) y para ambos colectivos, profesores y estudiantes, conjuntamente (escribir para investigar). Finalmente, yendo más allá de lo que la escritura tiene de herramienta académica, se concluye con una visión más lúdica y creativa: la escritura como placer y disfrute personal.

Escritura, sujeto y saber: el caso de la enseñanza universitária

PID: S1984-64442013000100007 | Journal: Educação UFSM (1984-6444) | Year: 2013
Authors: Blezio
La escritura, como gesto íntimo y singular, evidencia una peculiar relación del sujeto con el saber. En las situaciones de enseñanza, funciona como resto que queda del acontecimiento irrepetible. En la dinámica del saber-conocimiento, el escrito se ubica del lado de la resignificación, que es siempre provisoria, y la escritura estaría en el trayecto de la designificación a la resignificación. En este movimiento, la función de la escritura es insustituible: hay algo que sólo se aprende escribiendo y no leyendo. En la universidad, a través de los textos académicos, se construye - o, más bien, se adquiere - la posición del investigador, ya que es a partir del texto académico que se entra en el funcionamiento de la ciencia. La escritura convoca un saber y deja un testimonio de ese saber; pero el saber es siempre insabido, o falta de saber. La escritura es un acto de implicación que confronta siempre con la castración.

Expectativas da família, crianças e professores a respeito do primeiro ano do ensino fundamental de nove anos

PID: S1984-64442013000100005 | Journal: Educação UFSM (1984-6444) | Year: 2013
Authors: Ferreira
Os projetos político-pedagógicos escolares, para o Ensino Fundamental de nove anos, deveriam considerar as condições socioculturais e educacionais das crianças da comunidade, norteando-se para a melhoria da qualidade da formação escolar. Segundo as orientações do MEC (BRASIL, 2004), não se deve restringir o desenvolvimento das crianças de seis anos exclusivamente à alfabetização. Sabemos que o envolvimento da família com a vida escolar de suas crianças, mantendo contato constante com os professores e satisfeitos com o trabalho educativo, traz efeitos significativos na aprendizagem dos alunos (SCHEERENS; BOSKER, 1977; SCHEERENS, 2000). A atual política do MEC demonstra interesse em mobilizar o envolvimento família e escola como estratégia para a construção de uma educação de qualidade. Este artigo discute os resultados de uma pesquisa que investigou as expectativas dos atores envolvidos (pais ou responsáveis, crianças e professores) em relação à antecipação da idade de ingresso do Ensino Fundamental e as diferenças e as semelhanças das expectativas desses atores. Foram entrevistados pais e crianças em suas casas, a fim de observar o ambiente de letramento, e as professoras de primeiro ano. O que observamos em grande parte das casas é que o ambiente letrado não vai além daqueles que fazem parte do dia a dia de todas as casas. As famílias esperam que a escola promova um futuro melhor e digno para seus filhos, contrariando o “mito da omissão parental” (LAIHRE, 2004, p. 334). Eles tentam auxiliar nas tarefas escolares dos filhos e demonstram dificuldades com suas tarefas acadêmicas - inclusive duas mães declararam-se analfabetas.

Expectativas dos alunos de diferentes faixas etárias do técnico em agropecuária quanto à educação profissional

PID: S1984-64442013000300017 | Journal: Educação UFSM (1984-6444) | Year: 2013
Authors: Both Pavanello Rocha
Propõe-se, a partir desse estudo investigatório, analisar as expectativas dos alunos ingressantes no Curso Técnico em Agropecuária, com diferentes faixas etárias, quanto à contribuição da educação profissional para sua profissionalização ou continuação dos estudos. Foi aplicado um questionário misto e, para avaliação dos dados, o grupo foi dividido em duas categorias. Ficaram evidentes diferenças nas trajetórias escolares, bem como nas expectativas quanto ao curso. Os alunos mais jovens apresentam uma tendência de realização do curso por não terem ingressado em um curso superior. Já os alunos mais velhos buscam o conhecimento técnico para atuarem profissionalmente ou como complemento à graduação. Assim, os professores e a escola precisam reforçar as possibilidades que o curso oferece, a fim de estimular a sua conclusão, formando profissionais para contribuir com a comunidade.

Mundialização e o trabalho do ser social professor pesquisador

PID: S1984-64442013000300003 | Journal: Educação UFSM (1984-6444) | Year: 2013
Authors: Silva Junior Lucena Ferreira
Este artigo tenta analisar o movimento da dimensão do tempo contemporâneo na sociedade capitalista. A existência da humanidade no presente e suas prerrogativas, utopias, sonhos e desejos aponta o desafio da percepção de um conceito de tempo como uma construção cultural de base materialista. Esses são pressupostos utilizados para uma crítica radical às condições de trabalho na Instituição Universitária Pública Brasileira. A mundialização da economia, expressa pelo capital financeiro, redefine o conceito de tempo, acelerando-o aos interesses da reprodução desenfreada do capital, impondo processos perversos no cotidiano educacional responsáveis pelo crescimento do estranhamento no trabalho dos professores.
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