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D(ex)sloc-AR

PID: S2317-09722012000200011 | Journal: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Year: 2012
Authors: Andrade
fica o que não se escreve (Paulo Leminski). Talvez fique o que não se veja. Pretender nesta escrita-experimentação d(ex)sloc-AR-TE sentidos a partir de uma relação de contato/contágio com... reticências, esperas, parênteses, contemplações, atividades em outros planos de criação ressoando por conceitos de Gilles Deleuze. Sloc sloc sloc. Com-vidar fragmentos estéticos que não pretendem, não entendem a necessidade de ‘propor uma unidade’, mas que preferem provocar sensações: afectos e perceptos enquanto possibilidades de criação de um real, inventando-o. Com-vidar os parênteses a entrarem pelas frestas das linhas de fuga. Não pretendemos nem o ‘é’ nem o ‘não é’, mas entre e cores e vidas e mortes, percursos des-afia-dores das classificações, sem a necessidade de verdadeiro ou falso. Provocar (na arte, na vida, na escrita, na educação, em lugar nenhum) rompantes de caos, desconsiderações às hierarquias e aos julgamentos morais. fica o que não se escreve (Paulo Leminski). Sloc sloc sloc.

Discurso, texto e leitura: espaço de (des)encontros do leitor com o autor

PID: S2317-09722012000100009 | Journal: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Year: 2012
Authors: Navarro
Neste texto, refletimos sobre aspectos relacionados à prática da leitura no contexto escolar, atentando para os seguintes pontos: a) a leitura é o espaço/momento de interação entre autor e leitor, os quais são mediados pelo texto; b) leitor competente (a escola precisa formar leitores capazes de fazer uma leitura satisfatória dos textos que lhes são oferecidos); c) níveis de leitura de um texto (há um nível X a que os alunos precisam chegar). Considerando a impossibilidade de os sujeitos controlarem o sentido de suas palavras ou conseguirem apreender um sentido que seria a expressão daquilo que, supostamente, o autor de um texto tencionou produzir, problematizamos a ideia de interação na leitura, com base nas noções de função -autoria e de função -leitora. Advogamos a favor de uma prática de leitura que considere o contexto mais amplo de produção da linguagem, que é o discurso.

Entre arte e ciência: imagens e palavras experimentam por uma ciência aberta

PID: S2317-09722012000200012 | Journal: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Year: 2012
Authors: Pestana
Este artigo é uma trama de linhas que modulam a abertura de pontos de encontro entre arte e ciência. Abrem um território entre no qual proponho experimentar, com palavras e imagens, possibilidades de proliferar sentidos e sensações. Para isso apresento experimentações por quatro relatos que desejam, por si sós, constituir corpos, organismos vivos que habitam a fronteira difusa entre arte e ciência. As linhas que delineiam as imagens problematizadas nesta escrita e desenham as palavras que fazem dela uma publicação científica são as mesmas, por isso são estas linhas que minam um entre saberes por onde corpos-imagem e corpos-escrita transitam, ganham vida e voz na invenção de problemas (DELEUZE, 1999) e, ao mesmo tempo, de soluções. Uma aproximação com o conceito de uma ciência aberta (PRIGOGINE; STENGERS, 1997), que se deixa afetar pela arte ao colocar suas questões, ou seja, que permite o cruzamento de saberes na produção de conhecimentos.

Entre livro e filme: notas para (não) publicar

PID: S2317-09722012000200013 | Journal: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Year: 2012
Authors: Marques
Pesquisar em arte. Com-viver. Passear com Miguilim, de “Campo Geral”, do escritor João Guimarães Rosa, e com Thiago, de Mutum, da diretora Sandra Kogut. Com-parar. Explorar o movimento de rizo-caminhos do entre e a ambiguidade do “e”. Fabular, então? Criar (in)visíveis pontes que nos aproximam de nós mesmos e uns dos outros. Experimentar enlaçar o que nunca foi dito e atentar para os ecos de Renato, Caetano e Milton, e Chico: “Mas quais são as palavras que nunca são ditas?”, “diga, qual a palavra que nunca foi dita, diga.” “Ilusão. Ilusão. Veja as coisas como elas são.”

Escola e leitura: Carlos Drummond de Andrade no livro didático

PID: S2317-09722012000100007 | Journal: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Year: 2012
Authors: Dalv
Apresenta -se o resultado de uma pesquisa bibliográfica em que se analisou um livro didático de língua portuguesa e literatura para o Ensino Médio, publicado recentemente no Brasil, tendo como recorte a poesia de Carlos Drummond de Andrade. O estudo fundamentou -se teórica e metodologicamente no pensamento de Roger Chartier, e concluiu que as representações culturais são matrizes de discursos e de práticas de leitura às quais interessa a didatização do mundo. Nosso trabalho se insurge contra o apagamento da dimensão de prática (e, portanto, de atividade) que toda leitura encerra, tendo em vista a proposição de objetos culturais que materializem representações menos lineares, monolíticas e homogêneas do mundo, subvertendo, assim, as visões hegemônicas de leitura, literatura e materiais didáticos

Falando e escrevendo sobre a criação mútua do curriculum e dos professores

PID: S2317-09722012000200002 | Journal: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Year: 2012
Authors: Ryan
Este artigo foi inspirado pela leitura de vários textos da Revista Leitura Teoria & Prática, em especial “Quebrando as armadilhas da opressão do mundo”, de Mia Couto (2008), e “Carta a los lectores que van a nacer (con un prólogo que la justifica y un epílogo que le hace imprescindible)”, de Jorge Larrosa (2009). O texto de Couto foi um dos primeiros que li ao descobrir a revista e a qualidade e a amplitude do artigo inspiraram-me a pensar. Reuniu-se ali uma série de questões sobre e com as quais eu vinha me debatendo. Essas ideias aos poucos se espalharam rizomaticamente até levarem-me a redigir este artigo, que busca compreender a experiência que tivemos no projeto “Professores e Crianças e Explorando seus Mundos Juntos”. A escrita é também, em parte, para descobrir o que penso. Escrevo para compreender, algo que espero que todos os escritores façam na escola e fora dela.

Flashforward: o futuro é agora

PID: S2317-09722012000200009 | Journal: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Year: 2012
Authors: Pisters
Resumo Em The Future of the Image (2007)3, Jacques Rancière afirma que as imagens já alcançaram seu destino. Ele defende uma estética da imagem que reconheça o poder contínuo das imagens como registros de marcas da história que nos educam, como interrupções que nos afetam diretamente, e como sinais abertos a combinações do visível e do dizível ad infinitum. Mas será que as afirmações de Rancière também dizem respeito ao destino do cinema? Suas referências cinematográficas, no sentido deleuziano, são em sua maioria imagens-tempo modernas. O destino do filme seria mesmo uma forma de imagem-tempo, ou o “coração” do cinema já teria se mudado para além desse tipo de imagem? Este artigo propõe pensar sobre uma terceira categoria de imagens cinematográficas, a partir da terceira síntese do tempo desenvolvida por Deleuze em Diferença e Repetição. Essa imagem fílmica, que poderia ser chamada de imagem-neuro, conecta-se ao regime impuro das imagens típicas da lógica da base de dados da era digital. Ao comparar Hiroshima, Meu Amor (1959), de Alain Resnais, e a série de televisão FlashForward (2009), analiso as operações temporais da imagem na imagem-tempo nessas imagens de um novo regime, a imagem que pertence ao futuro e que vem dele.

Ler e escolher livros para crianças e jovens: uma tarefa docente

PID: S2317-09722012000100006 | Journal: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Year: 2012
Authors:
Este texto tem o propósito de colocar em pauta o tema das escolhas de livros para a leitura de crianças e jovens por parte dos professores, identificando possibilidades que se apresentam para o acompanhamento e a apreciação dessa produção. Destaca -se a concorrência de autoridade de instâncias de mediação envolvidas com a produção e o consumo dos livros destinados à leitura das novas gerações. Nessa perspectiva, se enfoca como a comunidade dominante de escritores e críticos de literatura - a qual assume um discurso competente de avaliação dessa produção - se opõe a determinada forma de consumo de livros. Os professores, representantes da cultura escolar, emergem para estas comunidades como atores cuja capacidade de apreciação do “literário” encontrar -se -ia pouco qualificada e carente - o que o texto pretende iniciar em problematização.

Modos de ler e estratégias para ler: crianças: leitura e literatura infantil

PID: S2317-09722012000100003 | Journal: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Year: 2012
Authors: Girotto Souza
Este texto promove duas ações reflexivas que se pretendem complementares: a primeira é discutirmos em que medida podemos viabilizar a formação de leitores no primeiro ciclo de ensino fundamental (1o ao 5o ano) em face da criação da necessidade de ler literatura infantil. Para tanto, buscamos o diálogo com os norte -americanos, como Hampton & Resnick (2008), Harvey & Goudvis (2007), Fisher, Frey & Lapp (2009), que nos apresentam princípios e pressupostos teórico-metodológicos para esse trabalho pautado no ensino das estratégias de leitura, a fim de que possamos criar situações propícias para o aprendizado, desenvolvimento e formação da competência leitora. Em outra frente, analisamos resultados de pesquisa de campo - de abordagem etnográfica - à luz da teoria estudada. Trata -se de parte da análise dos dados da terceira fase da pesquisa Literatura na escola: espaços e contextos − a realidade brasileira e portuguesa, que versa sobre o letramento literário. Em sua frente realizada no Brasil, a pesquisa analisa conceitos e práticas de professores da rede pública de ensino do oeste do estado de São Paulo, cujas ações estão direcionadas a contribuir para o reordenamento das políticas públicas de leitura, a fim de que, cada vez mais, um maior número de crianças possa ter acesso ao texto literário. Considerando parte dos resultados eleitos a serem divulgados neste artigo, podemos afirmar que: para os professores que, no tateio dessa abordagem do ensino das estratégias de leitura, buscaram uma implementação contextualizada e adequada ao aprendizado da leitura da literatura infantil à realidade de seus alunos, comprovamos, corroborando com essa proposta, o quanto as crianças sentem -se capazes e ativas em seu processo de apropriação da leitura literária, tacitamente, lutando por seu processo de humanização no/do letramento literário

Museus e modelos comunicacionais

PID: S2317-09722012000200010 | Journal: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Year: 2012
Authors: Murriello
Este artigo apresenta um panorama das transformações que vêm acontecendo nas concepções comunicacionais nos museus conduzindo, nas últimas décadas, a uma maior preocupação com o estudo da experiência de seus visitantes. Os museus de história natural, que têm sido espaços icônicos na institucionalização das ciências, não escapam a essas mudanças. Apresentam-se aqui algumas reflexões em torno das práticas museais do Museo de La Plata (Província de Buenos Aires, Argentina), fruto da minha pesquisa de doutorado desenvolvida nos anos 2001-2005.

O manuscrito escolar de histórias em quadrinhos: a imagem -texto na construção do tópico discursivo

PID: S2317-09722012000100004 | Journal: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Year: 2012
Authors: Dikson Oliveira
Inserido no campo de estudo da Genética Textual e assumindo como base teórico -metodológica os estudos sobre manuscritos escolares e processos de escritura em ato de alunos recém -alfabetizados (CALIL, 2008, 2009), este trabalho analisa a construção do tópico discursivo (LINS, 2008) a partir da sequência de imagens oferecida por uma história em quadrinhos da Turma da Mônica. Nosso objeto de investigação é o manuscrito “O Cebolinha Atrapalhado”, escrito por duas alunas do segundo ano do Ensino Fundamental. Constatamos que o tópico discursivo construído pela interpretação das alunas é feito a partir do destaque de alguns elementos imagéticos relacionados à ação isolada do personagem e de cada quadrinho e não pela articulação narrativa entre eles.

Produção textual na escola e nas redes sociais

PID: S2317-09722012000200004 | Journal: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Year: 2012
Authors: Paixão Mafra
Este texto aborda práticas pedagógicas nas aulas de língua portuguesa e suas interfaces com práticas de produção textual dos alunos na internet, tendo em vista a utilização por eles das redes sociais de relacionamento de forma frequente e fora do contexto escolar. Busca-se aproximar essas duas realidades, a da escola e a do meio virtual, com vistas ao desenvolvimento das competências discursivas e ao letramento discente. Esta pesquisa está ancorada em estudos sobre práticas escolares de leitura e escrita em consonância com a análise das tecnologias de informação e comunicação, somados aos fundamentos teóricos de pesquisas sobre interação. Foram analisadas produções escritas de alunos do 3º ano do Ensino Médio, tanto aquelas orientadas pelo professor no ambiente da escola, quanto as produzidas por eles nas redes sociais.

Práticas de leitura na família e na escola

PID: S2317-09722012000100008 | Journal: Leitura: Teoria e Prática (2317-0972) | Year: 2012
Authors: Dellisa Laplane
A partir da ideia de que a família é um dos elementos principais na inserção da criança na cultura letrada, o presente trabalho estudou as relações da família com as práticas de leitura/escrita, no contexto de um grupo de crianças com queixas de dificuldades escolares que frequentam um serviço de fonoaudiologia. Pretendeu -se conhecer as atitudes da família e sua visão sobre a escrita, por meio da análise dos encontros realizados semanalmente, no mesmo horário em que as crianças participavam dos grupos de leitura e escrita. Foram conduzidas dezessete sessões de uma hora cada. A análise considerou os discursos dos sujeitos durante os encontros e os registros em diário de campo. Foi possível concluir que os encontros permitiram a emergência de experiências pessoais com a leitura/escrita e de sentimentos relacionados a elas, assim como mudanças na compreensão das dificuldades que as crianças enfrentam na aquisição da leitura e da escrita

A criatividade e as situações didáticas no ensino e aprendizagem da matemática

PID: S1981-04312012000100004 | Journal: Linhas Críticas (1981-0431) | Year: 2012
Authors: Gontijo Silva Carvalho
Este artigo propõe uma articulação entre a Perspectiva de Sistemas para o estudo da criatividade, de Csikszentmihalyi, e a Teoria das Situações Didáticas, no campo da matemática, de Brousseau. Consideramos que a articulação das duas teorias possibilita o estudo da criatividade no processo de ensino e aprendizagem da matemática, na medida em que nos permite compreender a ação dos sujeitos, nas situações de aprendizagem, considerando fatores contextuais. Csikszentmihalyi (1988, 1996, 1999a, 1999b), no estudo da criatividade, e Brousseau (1996a, 2008), no estudo das situações didáticas, integram a ação do sujeito (trabalho do aluno), com o domínio (a situação didática na matemática) e o campo (ação do professor).

A crise socioambiental e a atuação de ONGs ambientalistas no campo educacional

PID: S1981-04312012000200009 | Journal: Linhas Críticas (1981-0431) | Year: 2012
Authors: Rodrigues Loureiro
Sob a perspectiva de “fim da história” e naturalização do modo de produção capitalista, a crise socioambiental é incorporada ao discurso de mercado, tornando-se estratégica para a manutenção do capitalismo. Essa “arte do contornamento”, com “roupagem verde”, conserva as relações de exploração do trabalhador e da natureza. Não obstante, surgem mecanismos de luta, entre eles a educação ambiental, vista pelo prisma crítico-transformador. De outra parte, instituições de assessoramento aos movimentos sociais, como as ONGs, invadem o campo educacional, sob o pretexto de fazer aquilo que o Estado não faz e reforçando uma lógica de Estado Gerencial. Objetiva-se, assim, evidenciar tais questões e a urgência da pesquisa acerca desse debate para a educação ambiental.

A educação ambiental na formação continuada de professores: as práticas compartilhadas de construção

PID: S1981-04312012000200010 | Journal: Linhas Críticas (1981-0431) | Year: 2012
Authors: Dal-Farra Valduga
As múltiplas interfaces entre o global e o local na educação ambiental demandam a construção de práticas de formação de professores nas quais estes participem ativamente do processo, fornecendo subsídios para a realização das atividades. Com essa perspectiva, o presente texto discute os pressupostos subjacentes à realização de ações calcadas nos âmbitos conceituais, atitudinais e procedimentais, indicando a necessidade de incluir a diversidade de experiências dos professores na construção de práticas compartilhadas de formação continuada. Aborda-se, ainda, a importância da inserção de estudos teóricos específicos no âmbito das ciências da natureza em sintonia com o nível de ensino no qual os professores atuam.

A educação científica da criança: contribuições da teoria do ensino desenvolvimental

PID: S1981-04312012000100006 | Journal: Linhas Críticas (1981-0431) | Year: 2012
Authors: Freitas Limonta
O artigo propõe uma reflexão sobre os principais conceitos da teoria da atividade e do ensino desenvolvimental de Davydov, inscrita na tradição da psicologia históricocultural soviética, e suas contribuições para a didática das ciências naturais nos anos iniciais do ensino fundamental, visando a um ensino de qualidade no início do processo de educação científica da criança. Para tanto, articulamos os princípios psicológicos daquela teoria à constituição histórica e curricular do ensino de ciências para crianças nas escolas brasileiras e às questões referentes à formação para o ensino de ciências no curso de pedagogia.

A escolarização de alunos com deficiência intelectual: uma análise da aplicação do Plano de Desenvolvimento Educacional Individualizado.

PID: S1981-04312012000100012 | Journal: Linhas Críticas (1981-0431) | Year: 2012
Authors: Pletsch Glat
O texto apresenta uma discussão sobre a escolarização de alunos com deficiência intelectual em diferentes contextos educacionais. O foco do estudo é o processo de ensino e aprendizagem e o desenvolvimento desses sujeitos a partir do referencial sócio-histórico-cultural de Vigotski. A pesquisa, de natureza qualitativa, foi realizada em três escolas públicas localizadas no Rio de Janeiro: duas escolas regulares municipais e uma escola especializada estadual. A coleta de dados foi realizada ao longo de aproximadamente quatro anos. Foram analisadas as trajetórias escolares de cinco alunos com deficiência intelectual por meio da aplicação, entre outros procedimentos, do Plano de Desenvolvimento Educacional Individualizado (PDEI). Em síntese, os resultados evidenciaram a precariedade do processo de ensino e aprendizagem oferecido a alunos com deficiência intelectual, independente da modalidade de escolarização e a falta de conhecimentos dos professores no que se refere às especificidades educacionais desses sujeitos. O estudo apontou também a importância do planejamento de estratégias pedagógicas tendo como base a aplicação do PDEI para favorecer o processo de aprendizagem e inclusão escolar deste alunado.

A formação nos horizontes da Unesco e o olhar da paideia

PID: S1981-04312012000300009 | Journal: Linhas Críticas (1981-0431) | Year: 2012
Authors: Corbiniano
Este artigo propõe uma breve reflexão acerca da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), com base na compreensão de formação presente nos relatórios oficiais dessa instituição. O referencial teórico adotado para a reflexão proposta está ligado, em especial, aos conceitos da paideia aristotélica e o seu cuidado com a formação do cidadão da pólis. Por cultivar a ética, a afirmação do humano e a importância da vida coletiva, a educação da Grécia clássica se tornou, no presente estudo, indispensável para ampliar o olhar acerca do sentido da formação neste início de século.

A inserção das mulheres na ciência: narrativas de mulheres cientistas sobre a escolha profissional

PID: S1981-04312012000100011 | Journal: Linhas Críticas (1981-0431) | Year: 2012
Authors: Silva Ribeiro
O artigo discute a inserção das mulheres na ciência a partir da análise de entrevistas semiestruturadas realizadas com mulheres cientistas atuantes em universidades federais e numa instituição de pesquisa do Rio Grande do Sul. No artigo, analisamos as justificativas para a escolha profissional, enfatizando as motivações, as pessoas marcantes e os acontecimentos que possibilitaram essa decisão. Procuramos compreender como se dá a inserção das mulheres na ciência, construída sobre pilares androcêntricos e sexistas. Na análise, problematizamos os discursos e práticas sociais que estiveram/estão implicados na constituição das entrevistadas, ensinando-lhes modos de ser e de agir como mulheres e de pensar e atuar com relação à ciência.
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