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Acertando o passo! Falar de deficiência mental é um erro: deve falar-se de dificuldade intelectual e desenvolvimental (DID). Por quê?

PID: S1413-65382012000100002 | Journal: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Year: 2012
Authors: Santos Morato
A nova concepção e terminologia adotada pela língua inglesa no contexto da ainda designada "deficiência mental" parece ter alcançado um consenso estável e satisfatório face às expectativas que a sociedade deve esperar das populações com esse diagnóstico, enfatizando agora o impacto que as exigências do envolvimento detém no desenvolvimento individual, reforçando-se, assim, a necessidade emergente da alteração de mentalidades e atitudes para com estas populações. Para este efeito, o presente artigo introduz uma nova proposta de alteração da terminologia em português de deficiência mental/intelectual para “dificuldade intelectual e desenvolvimental”, explicitando e fundamentando as razões para a mesma.

Avaliação da acessibilidade domiciliar de crianças com deficiência física

PID: S1413-65382012000200011 | Journal: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Year: 2012
Authors: Gasparoto Alpino
A abordagem biopsicossocial de deficiência considera que a incapacidade resulta tanto da interação entre disfunção, limitação das atividades e restrição na participação social do indivíduo, quanto dos fatores ambientais. A ausência de adaptações ambientais apropriadas prejudica a acessibilidade, desempenho e participação de indivíduos com deficiência física (DF). O principal objetivo deste estudo consistiu em avaliar a acessibilidade domiciliar de crianças com DF. Foi utilizado um checklist construído pelas pesquisadoras, que investigou desde barreiras arquitetônicas e adaptações no domicílio até necessidades de apoio dessas crianças. O preenchimento do checklist se deu por meio de visitas nas residências de cinco crianças participantes que apresentavam dificuldade de locomoção e usavam cadeira de rodas ou andador. As avaliações duraram em média 50 minutos e permitiram conhecer as condições de acessibilidade e participação das crianças em casa. Identificou-se carência de mobiliário e/ou recursos adaptados para as crianças, apesar da frequente indicação de necessidade de auxílio para a locomoção, higiene e vestuário. Dentre as barreiras universais avaliadas, predominou desníveis, aclives e pisos lisos nas rotas de acesso, inadequação da largura de portas de banheiros e apenas em uma residência o espaço de circulação era adequado em todos os cômodos. O conhecimento das condições de acessibilidade e participação das crianças possibilitou às pesquisadoras propor modificações/adaptações ambientais pertinentes. Embora a literatura destaque a estreita relação entre acessibilidade, funcionalidade, participação e qualidade de vida de pessoas com deficiência física, o estudo identificou precariedade de pesquisas e de instrumentos específicos de avaliação relacionados à acessibilidade do ambiente domiciliar.

Competências escolares e sociais em crianças e adolescentes com Síndrome de Williams

PID: S1413-65382012000300003 | Journal: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Year: 2012
Authors: Hayashiuchi Segin Schwartzman Carreiro Teixeira
A Síndrome de Williams (SW) é uma doença genética e neurocomportamental causada por uma deleção hemizigótica de múltiplos genes na região cromossômica 7q11-23. Caracteriza-se por alterações cognitivas e comportamentais que interferem no ajustamento psicossocial. O objetivo do estudo foi verificar indicadores comportamentais de habilidades nas áreas social, escolar e de realização de atividades de um grupo de crianças e adolescentes com SW e sinais de desatenção e hiperatividade. A amostra foi composta por 22 crianças e adolescentes com diagnóstico clínico e genético de SW entre sete e 18 anos, média de idade 11,6 (desvio padrão 3,7) e suas respectivas mães. Os instrumentos de coleta de dados foram a Escala de Inteligência Wechsler para Crianças, o Inventário dos Comportamentos de Crianças e Adolescentes de seis a 18 anos e um Questionário que avaliou presença de sinais de desatenção e hiperatividade baseado nos critérios clínicos para Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade do Manual de Classificação Estatística dos Transtornos Mentais da Associação Americana de Psiquiatria. Os principais resultados apontaram para um elevado número de sinais de desatenção e hiperatividade (90% do total da amostra pontuaram positivamente nesses sinais). Também foram verificados prejuízos graves nas habilidades e competências de desempenho escolar do grupo, diferentemente dos resultados positivos obtidos nas escalas de socialização e prática de esportes. Conclui-se que os resultados positivos encontrados na área social podem agir como fatores protetores para o desenvolvimento de problemas afetivos como isolamento, tristeza, sentimentos de solidão e baixa autoestima.

Concepções de professores sobre a temática das chamadas dificuldades de aprendizagem

PID: S1413-65382012000100007 | Journal: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Year: 2012
Authors: Oliveira Santos Aspilicueta Cruz
Este estudo teve como objetivo identificar as concepções de professores, atuantes em anos e séries iniciais do Ensino Fundamental, sobre a temática das chamadas dificuldades de aprendizagem. Participaram da pesquisa dezesseis professores, com média de idade de quarenta e um anos. Destes, apenas um não possuía ensino superior. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas, individualmente, nas próprias escolas, com o apoio de um roteiro, contendo questões sobre: aspectos do funcionamento das turmas das instituições nas quais os professores atuavam; como identificar um aluno com dificuldades de aprendizagem; causas das dificuldades de aprendizagem e como poderia auxiliar um escolar com dificuldades de aprendizagem. Cada entrevista durou em média 50 minutos. As entrevistas foram transcritas na íntegra e submetidas à análise temática. Em seguida, foram designadas quatro categorias: caracterização da proposta educacional das instituições; concepções sobre a identificação de um aluno com dificuldades de aprendizagem; concepções sobre as causas das dificuldades de aprendizagem e possibilidades de auxílio para os escolares com dificuldades de aprendizagem. Os resultados indicaram que os principais fatores relacionados à caracterização dos alunos com dificuldades de aprendizagem foram de origem cognitiva. Os dados apontaram também que esses profissionais tomaram como base, de modo marcante, os aspectos familiares para centrarem as causas das dificuldades de aprendizagem e, consequentemente, atribuíram à família a maior parcela de responsabilidade na resolução de tais situações. Os dados permitiram concluir, dentre outros aspectos, que as escolas participantes da pesquisa relataram uma prática contrária aos pressupostos da Educação Inclusiva, denotada pela tentativa de homogeneização das turmas.

Concepções de professores sobre inclusão escolar e interações em ambiente inclusivo: uma revisão da literatura

PID: S1413-65382012000400011 | Journal: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Year: 2012
Authors: Silveira Enumo Rosa
A educação inclusiva tem sido um desafio para diferentes profissionais que trabalham na promoção do desenvolvimento de alunos com deficiência. Estes têm a escola como um espaço fundamental para promover o desenvolvimento social, emocional e acadêmico, a partir de oportunidades de vivências estimuladoras da interação e mediação para a aprendizagem de significados e sentidos e que contribuem para processos de resiliência. Este estudo analisou o conteúdo de publicações nacionais da última década (2000-2010) sobre concepções de professores a respeito da inclusão de alunos com alguma necessidade educativa especial (NEE) e interações no contexto educacional inclusivo, também identificando fatores facilitadores e impeditivos da efetivação das diretrizes educacionais existentes. Após busca sistemática na Biblioteca Virtual em Saúde - Psicologia (BVS-PSI), com as palavras-chave: professor, educação inclusiva, interação, educação especial, escola, aprendizagem, concepções, deficiência intelectual, mediação, desenvolvimento e relacionamento, 29 artigos foram recuperados e lidos na íntegra. Verificou-se um predomínio de autores da área da Psicologia e de coletas de dados realizadas via entrevista e questionário. Os estudos apresentaram concepções sobre deficiência ligadas a características individuais que causam limitações. A falta de apoio de equipe especializada, de materiais didáticos e assistivos, de formação e preparo foram apontados como principais fatores que dificultam a efetivação dos princípios inclusivos. A literatura mostra a necessidade de capacitação dos professores. Diante disso, sugerem-se novos estudos sobre a saúde do professor e suas concepções sobre a inclusão escolar, além da necessidade de intervenções escolares baseadas na problematização dos determinantes sociais e históricos associados às deficiências apresentadas e ao mal-estar docente.

Concepções maternas sobre o desenvolvimento da criança deficiente visual

PID: S1413-65382012000200008 | Journal: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Year: 2012
Authors: Medeiros Salomão
Este estudo teve por objetivo apreender as concepções maternas sobre o desenvolvimento de crianças deficientes visuais (cegueira e baixa visão severa), na faixa etária dos dois aos sete anos de idade. Participaram dez mães, com idades entre 22 e 39 anos e com nível educacional igual ou superior ao ensino fundamental completo. Foram realizadas entrevistas estruturadas com uso de um gravador digital e de um roteiro de perguntas com questões sobre o desenvolvimento da criança bem como sobre a percepção materna a respeito do momento do diagnóstico e suas implicações. As entrevistas foram transcritas integralmente e analisadas à luz da análise de conteúdo categorial temática, com categorias que foram definidas a partir do objetivo do estudo e dos discursos maternos. Quatro categorias foram elaboradas: detecção da deficiência visual; reações frente à descoberta da deficiência visual; avaliação das características da criança, a partir das subcategorias: motor, linguística e das relações sociais e a percepção do desenvolvimento atual da criança deficiente visual. As verbalizações maternas evidenciaram que o atendimento especializado desde cedo é importante para lidar com as possíveis expectativas em relação ao desenvolvimento infantil. Considera-se, portanto, que o acesso às concepções maternas é relevante, haja vista que estas concepções podem revelar o modo como as mães interagem com os filhos. Sugere-se que novos estudos sejam realizados e que contemplem tanto as concepções maternas sobre o desenvolvimento infantil, mas que também analisem a interação mãe-criança com deficiência visual, para subsidiar a elaboração de programas de intervenção.

Contagem numérica em estudantes com síndromes de X-Frágil e Prader-Willi

PID: S1413-65382012000200005 | Journal: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Year: 2012
Authors: Rosso Dorneles
As dificuldades de aprendizagem matemática constituem um campo bastante complexo e ainda relativamente pouco explorado. Pesquisas com síndromes associadas ao baixo desempenho matemático indicam que há diferentes perfis cognitivos subjacentes às dificuldades na matemática e nos mostram que nem toda dificuldade de aprendizagem matemática é originada da mesma maneira. Este estudo teve como objetivo investigar as características dos princípios da contagem numérica em dois estudantes: um com síndrome do X-Frágil (SXF) e outro com síndrome de Prader-Willi (SPW). Foram feitas observações em sala de aula e no espaço escolar e investigaram-se os princípios numéricos em cinco situações matemáticas diferentes com intenção de observar os seguintes princípios numéricos: correspondência um a um, ordem constante, cardinalidade, abstração e irrelevância da ordem. Concluiu-se que o princípio da correspondência um a um (termo a termo) mostra-se em desenvolvimento mais lento do que nas crianças da mesma faixa etária, enquanto que os princípios da abstração e irrelevância da ordem são os menos desenvolvidos nas duas crianças estudadas. Crianças com estas síndromes estão em salas de aulas regulares e o conhecimento sobre suas habilidades cognitivas e sua apropriação de conceitos e conteúdos matemáticos se torna necessário para garantir uma inclusão que favoreça o sucesso matemático.

Deficiência visual nas crianças indígenas em idade escolar das etnias Guarani e Kaiowá na região da Grande Dourados/MS: um estudo sobre a incidência e as necessidades específicas e educacionais especiais

PID: S1413-65382012000400007 | Journal: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Year: 2012
Authors: Sá Bruno
Pesquisas sobre deficiência visual nas populações indígenas das etnias Guarani e Kaiowá são escassas. O objetivo geral deste estudo consistiu em mapear a deficiência visual entre os escolares indígenas da Região da Grande Dourados, MS. Os objetivos específicos foram: identificar os escolares indígenas com baixa visão e cegueira nas escolas indígenas; caracterizar as causas da deficiência visual nessa população; descrever as necessidades específicas e educacionais especiais dos escolares indígenas com deficiência visual. Os procedimentos para coleta de dados foram: observação de campo e triagem ocular de seis mil escolares; avaliação oftalmológica, funcional da visão, das necessidades específicas e educacionais especiais dos escolares identificados. Os resultados indicaram alta incidência de deficiência visual entre a população estudada: nove cegos, dos quais quatro não têm acesso à educação; dos sete com baixa visão, três estão fora da escola; um deles apresenta deficiência múltipla. As causas prevalentes foram atrofia óptica e alteração retiniana. As avaliações apontam adequações relativas: distância de discriminação de objetos, gravuras, obstáculos; compensação do campo visual para locomoção e atividades diárias; adaptação de materiais pedagógicos quanto aos contrastes, tamanho de letras, cores e o controle da iluminação; necessidades de recursos ópticos especiais e não ópticos. Conclui-se que a efetivação do direito à saúde e à educação entre os escolares indígenas é ignorada pelo poder público, observa-se múltipla negação de direitos: a combinação da pobreza com a deficiência, a falta de acesso à saúde ocular e ao Atendimento Educacional Especializado.

Educação a distância e formação continuada do professor

PID: S1413-65382012000400006 | Journal: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Year: 2012
Authors: Rodrigues Capellini
Tem sido significativo o papel da Educação a Distância (EaD) na formação continuada de docentes. Assim, esta pesquisa teve como objetivo levantar e analisar dados em relação à sua utilização para formação continuada de professores quanto ao processo de inclusão da pessoa com deficiência. Construído e aplicado questionário semiestruturado, participaram da pesquisa 182 alunos do Curso a distância da Unesp-Bauru/SP, realizado em parceria com o Ministério da Educação. Os resultados indicam que a flexibilidade de horário e o atendimento a grande número de alunos, em diferentes áreas geográficas, destacam-se como pontos positivos desta modalidade, porém, para seu sucesso, é necessária a formação adequada dos formadores/tutores na utilização das novas ferramentas no processo de ensino-aprendizagem, sendo imprescindível que os alunos tenham a sensação de serem assistidos em todos os momentos, contribuindo para a construção da comunidade virtual e efetivando, na Educação a Distância, a formação de qualidade.

Eduquito: ferramentas de autoria e de colaboração acessíveis na perspectiva da web 2.0

PID: S1413-65382012000300007 | Journal: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Year: 2012
Authors: Santarosa Conforto Basso
O Eduquito, ambiente digital/virtual de aprendizagem desenvolvido pela equipe de pesquisadores do NIEE/UFRGS, busca apoiar processos de inclusão sociodigital, por ser projetado em sintonia com os princípios de acessibilidade e de desenho universal, normatizados pela WAI/W3C. O desenvolvimento da plataforma digital/virtual acessível e os resultados da utilização por pessoas com deficiências são discutidos, revelando um processo permanente de verificação e de validação dos recursos e da funcionalidade do ambiente Eduquito junto a diversidade humana. Apresentamos e problematizamos duas ferramentas de autoria individual e coletiva - a Oficina Multimídia e o Bloguito, um blog acessível -, novos recursos do ambiente Eduquito que emergem da aplicabilidade do conceito de pervasividade, buscando instituir espaços de letramento e impulsionar práticas de mediação tecnológica para a inclusão sociodigital no contexto da Web 2.0.

Effect of practicum experiences on pre-professional physical education teachers’ intentions toward teaching students with disabilities in general physical education

PID: S1413-65382012000300002 | Journal: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Year: 2012
Authors: Ellis Lepore Lieberman
O objetivo deste estudo foi examinar o efeito de experiências práticas nas intenções dos professores de educação física não capacitados com relação ao trabalho com pessoas com deficiência. Participaram da pesquisa professores de educação física matriulados como estudantes em programas de capacitação (PETE) em suas respectivas universidades, categorizados com base no nível de experiência prática. Num período de três anos, 596 alunos PETE preencheram o questionário PEITID - Physical Educators' Intention toward Teaching Individuals with Disabilities (Rizzo, 2007). Foram encontradas diferenças significativas entre os grupos que tinham a intenção de ensinar alunos com deficiência em turmas regulares de educação física. Além disso, as intenções mais positivas entre os professores não capacitados com mais experiência prática se relacionam com a maior Qualidade de Experiência e Competência por eles Percebida. Os resultados deste estudo indicaram que o nível e a qualidade da experiência prática influenciaram significativamente nas intenções dos professores não capacitados e na competência para o ensino de pessoas com deficiência.

Escolares com baixa visão: percepção sobre as dificuldades visuais, opinião sobre as relações com comunidade escolar e o uso de recursos de tecnologia assistiva nas atividades cotidianas

PID: S1413-65382012000200009 | Journal: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Year: 2012
Authors: Ferroni Gasparetto
Este trabalho teve como objetivos conhecer a percepção de escolares com baixa visão (visão subnormal) em relação à suas dificuldades visuais, suas opiniões sobre a relação com a comunidade escolar e o uso de recursos de Tecnologia Assistiva nas atividades cotidianas. Realizou-se pesquisa quantitativa, tipo transversal, utilizandose roteiro estruturado aplicado por entrevista, no ano de 2010, a 19 escolares que situavam-se na faixa etária entre 12 e 17 anos, que eram frequentadores dos serviços de Habilitação e ou Reabilitação Visual nos municípios de Campinas e Ribeirão Preto e que estavam matriculados no Ensino Fundamental II e Médio. Verificou-se que 94,7% dos entrevistados apresentavam baixa visão congênita e 5,3% a adquirida, sendo 52,6% do sexo feminino e 47,4% do sexo masculino. Os resultados demonstraram que 94,7% declararam ter dificuldades visuais na escola destacando-se as dificuldades para enxergar a lousa (33,3%), ler dicionário (22,2%) e realizar leitura de livros (16,7%). Enfatizando as relações com a comunidade escolar, a maioria dos escolares (79,0%) afirmou ter bom relacionamento com os professores, 68,4% indicaram possuir boa relação colaborativa com os colegas de classe e 52,4% informaram não possuir relacionamento com a direção, coordenação e outros professores. Sobre o uso de recursos de Tecnologia Assistiva, prevaleceu a informática, sendo que 76,7% utilizam recursos específicos para baixa visão. Verificou-se que a maioria dos alunos possui bom relacionamento com professores e colegas de classe. Em relação a autopercepção das dificuldades visuais, sobressaíram as dificuldades acadêmicas, dificuldades de locomoção e de lazer como assistir televisão.

Estudo da independência funcional, motricidade e inserção escolar de crianças com paralisia cerebral

PID: S1413-65382012000400005 | Journal: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Year: 2012
Authors: Rézio Cunha Formiga
A Paralisia Cerebral (PC) é uma condição clínica que gera alta prevalência de sequelas funcionais. As crianças com este diagnóstico podem apresentar diversos problemas nas atividades funcionais e no controle dos movimentos voluntários. O objetivo deste trabalho foi analisar o nível de independência funcional, motricidade e inserção escolar de crianças com PC. A amostra foi composta por 14 crianças com idade entre um a 11 anos que frequentam regularmente o Setor Clínico da Associação Pestalozzi de Goiânia, seus respectivos pais e/ou responsáveis e professores do ensino escolar. Os resultados mostraram que quanto maior o nível de independência funcional e melhor o desempenho na função motora grossa das crianças com Paralisia Cerebral, menor é a assistência fornecida pelos cuidadores e menos adaptações são necessárias para que essas crianças realizem as tarefas do ensino escolar. É importante uma parceria entre os profissionais da saúde com os professores, através de orientações e contribuições, no que for necessário para a inclusão escolar das crianças com deficiência.

Formação de professores por meio de pesquisa colaborativa com vistas à inclusão de alunos com deficiência intelectual

PID: S1413-65382012000200010 | Journal: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Year: 2012
Authors: Toledo Vitaliano
Este estudo teve o objetivo de investigar a eficácia de um programa de formação de professores numa Escola Estadual de Ensino Fundamental II do Estado do Paraná, com vistas a favorecer o processo de inclusão de alunos com deficiência intelectual (DI). Os pressupostos teóricos se pautaram nos fundamentos do movimento de inclusão educacional, especialmente em relação às práticas pedagógicas inclusivas. O método utilizado seguiu a sistematização da pesquisa colaborativa. Foram participantes duas professoras, cada uma com um aluno com diagnóstico de DI, em uma das turmas em que lecionavam. Os procedimentos para coleta dos dados ocorreram em três fases: 1ª) levantamento junto às professoras participantes sobre seus conhecimentos acerca do processo de inclusão de alunos com DI e observações em sala de aula de suas práticas; 2ª) desenvolvimento de procedimentos de intervenção - ciclos de estudos sobre o processo de inclusão educacional, análises reflexivas sobre as práticas pedagógicas desenvolvidas durante as aulas e participação da pesquisadora em sala de aula, auxiliando no atendimento aos alunos com DI -, baseados na pesquisa colaborativa; 3ª) entrevista junto às participantes com o objetivo de avaliar os procedimentos desenvolvidos. Os resultados evidenciaram melhoria da qualidade do processo de inclusão dos alunos com DI e ampliação dos conhecimentos teóricos e práticos acerca da educação inclusiva pelos professores. Comprovou-se, também, que o trabalho colaborativo desenvolvido entre professores do ensino regular e professor especialista em Educação Especial é efetivo para favorecer o processo de inclusão de alunos com DI.

Inclusão de crianças com deficiência na escola regular numa região do município de São Paulo: conhecendo estratégias e ações

PID: S1413-65382012000100010 | Journal: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Year: 2012
Authors: Briant Oliver
A inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais no ensino regular depende da preparação da comunidade escolar para promover a participação de todos os alunos. Foi objetivo deste estudo conhecer, do ponto de vista do professor do ensino fundamental da rede pública municipal, as estratégias pedagógicas que utilizavam para a inclusão de crianças com deficiência na classe comum. Para isso foram realizadas entrevistas semiestruturadas individuais e, posteriormente, grupais com 11 professores de cinco escolas, um representante do Centro de Formação e Acompanhamento à Inclusão e um coordenador pedagógico. As entrevistas foram gravadas e transcritas. Após diversas leituras foi possível identificar como temáticas principais: sentidos e imaginários do professor sobre a deficiência, formação do professor para efetivação do processo de inclusão, bem como a utilização de estratégias pedagógicas diferenciadas e formação de rede de apoio na escola. Os entrevistados utilizavam estratégias gerais como aula expositiva, debates, e específicas como: avaliação dos alunos, adaptação do material, atividades em duplas, parceria com o professor da sala de apoio e acompanhamento à inclusão. Parte dos entrevistados trouxe uma visão com relação aos alunos com deficiência permeada de possibilidades, acreditando no potencial de aprendizagem dos mesmos, enquanto para outros, o discurso centrou-se, sobretudo, na impossibilidade da aprendizagem. Os docentes identificaram a necessidade de apoio institucional para seu trabalho, incluindo possibilidades de formação a partir das demandas cotidianas. Responder às necessidades levantadas é parte dos desafios para implementar a Educação Inclusiva na perspectiva da Educação para Todos, para a efetivação dos direitos de crianças com necessidades educacionais especiais.

Inclusão escolar de crianças com síndrome de down: experiências contadas pelas famílias

PID: S1413-65382012000100009 | Journal: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Year: 2012
Authors: Luiz Nascimento
Este trabalho teve como objetivo explorar as experiências de famílias no processo de inclusão de crianças com síndrome de Down na rede regular de ensino. O objetivo foi conhecer as potencialidades e limitações vividas por essa clientela, no período de transição da instituição especializada para a escola regular e, assim, levantar as necessidades de cuidado, com vistas à promoção de saúde dessas famílias. Trata-se de um estudo de casos múltiplos, de abordagem qualitativa. Participaram da pesquisa 11 mães e um pai de crianças com Síndrome de Down, cujas crianças frequentaram uma instituição especializada e foram encaminhadas para a rede regular de ensino de um município do interior paulista. Os resultados evidenciaram a necessidade de acompanhamento das famílias, antes, durante e após a inclusão propriamente dita, de modo a apoiá-las nos momentos de busca e escolha da escola, de adaptação da criança ao novo ambiente e de transição dos atendimentos oferecidos pela instituição especializada para outros setores. O conhecimento produzido neste estudo tem a intenção de tornar o processo de inclusão da criança com Síndrome de Down, na rede regular de ensino, uma etapa a ser vivida por ela e sua família da melhor forma possível, sentindo-se preparadas e acolhidas.

Interação de um aluno com paralisia cerebral com colegas de classe durante atividades lúdicas

PID: S1413-65382012000400004 | Journal: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Year: 2012
Authors: Pasculli Baleotti Omote
Objetivou-se verificar a qualidade das relações interpessoais que se estabelecem entre uma criança com paralisia cerebral (PC) e seus colegas de classe durante atividades lúdicas em grupo realizadas em sala de aula e durante o recreio. Participaram deste estudo uma criança com diagnóstico clínico de PC quadriplégica, o professor e seus colegas de classe. A coleta de dados deu-se por meio de um roteiro de entrevista aplicado ao professor e por filmagens da criança com PC em atividades lúdicas com seus colegas. A análise de dados da entrevista foi feita de forma qualitativa e a análise da filmagem por meio de um sistema de categorias. Os resultados evidenciam que a professora tem a percepção de que a criança com PC tem interesse e participa de atividades lúdicas e interage satisfatoriamente não somente com parceiros habituais, mas com todos os colegas de classe. Por outro lado, a análise das filmagens evidencia que de fato a interação ocorre positivamente, porém a criança com PC permanece a maior parte do tempo mais como observadora das atividades do que como participante ativa, possivelmente em função da lacuna entre as possibilidades dessa criança e as demandas das atividades desenvolvidas no contexto escolar.

Interações familiares: observação de diferentes subsistemas em família com uma criança com Síndrome de Down

PID: S1413-65382012000200003 | Journal: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Year: 2012
Authors: Grisante Aiello
Estudos sobre as interações familiares de crianças com Síndrome de Down (SD) são escassos e enfatizam, quase exclusivamente, interações da mãe com a criança, apesar de a literatura ressaltar a importância de se incluir vários subsistemas familiares para um entendimento mais amplo da dinâmica familiar. Adicionalmente, são diversos os fatores que podem alterar a dinâmica de funcionamento da família e a qualidade das interações entre seus membros ao se considerar o impacto gerado pela chegada de um membro com deficiência na família. Diante disso, esta pesquisa teve como objetivos: descrever os padrões da interação entre uma criança com SD e seus familiares (pai, mãe, avó materna, irmã) em função dos subsistemas diádicos, triádicos e poliádicos; e caracterizar alguns fatores que possivelmente têm influência sobre os padrões de interação: nível socioeconômico, níveis de estresse, rede de apoio e ajustamento marital. Foram utilizados instrumentos de relato e realizadas sessões de observação das interações entre os familiares em situações de livre escolha. Os resultados indicam que membros da família são as principais fontes de apoio social, os familiares possuem baixos índices de stress e um bom ajustamento marital. As interações ocorreram predominantemente em 'Grupo', com 'Amistosidade', 'Sincronia' e 'Supervisão', sendo a maior parte das atividades 'Lúdicas', seguidas por 'Conversar'.

Justaposições: o primeiro dicionário brasileiro de língua de sinais e a obra francesa que serviu de matriz

PID: S1413-65382012000400003 | Journal: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Year: 2012
Authors: Sofiato Reily
Este estudo documental buscou investigar a constituição em 1875 do primeiro dicionário de língua de sinais do Brasil, a "Iconografia dos Signaes dos Surdos-Mudos", cujo autor, Flausino José da Costa Gama, fora aluno do Imperial Instituto dos Surdos-Mudos no Rio de Janeiro. Essa publicação foi analisada à luz da obra de Pierre Pélissier, surdo francês, que produziu uma obra anterior, a qual Flausino reproduziu na íntegra. A compreensão de como se constituiu a publicação deste dicionário exigiu a contextualização histórica da educação do surdo, e a pesquisa sobre a expansão dos processos de produção litográfica na segunda metade do século XIX. As duas obras foram analisadas quanto a aspectos gerais, forma de indexação lexical, verificação dos sinais que perduraram (38 entre 382), erros de tradução do francês para o português e o que estes verbetes nos dizem sobre os preceitos morais e religiosos subjacentes à educação do surdo à época. A conclusão destaca a importância da iniciativa de propagar da língua brasileira de sinais, com a primeira tentativa de registro há cento e trinta e sete anos atrás.

Necessidades especiais de escolares com diabetes mellitus tipo 1 identificadas por familiares

PID: S1413-65382012000300006 | Journal: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Year: 2012
Authors: Braga Bomfim Sabbag Filho
É um desafio atender aos alunos, em suas diversas necessidades especiais. Diferentemente das deficiências, há poucas pesquisas no Brasil sobre estudantes com doenças crônicas e suas especificidades, na escola. O objetivo do presente estudo foi identificar as necessidades especiais de escolares com diabetes mellitus tipo 1. Participaram 37 familiares de escolares em tratamento ambulatorial de uma faculdade paulista, por meio de entrevista semiestruturada, gravada em áudio e transcrita para análise. Os resultados mostraram que todos comunicaram a escola a respeito da doença do filho, mas, mesmo assim, 29,7% relatam dificuldade de inclusão ou acesso à escola, como desconhecimento do professor para o controle do diabetes, merenda escolar inadequada, preconceito dos colegas e da diretora ou vergonha por parte do aluno. As faltas ocorrem com 70,3% dos alunos, principalmente devido às consultas médicas. Necessidades especiais foram identificadas por 32,4%, incluindo a alimentação, o desempenho escolar e a necessidade de profissionais da escola mais bem informados sobre a doença. Além disso, 72,9% referem algum tipo de apoio para enfrentar o diabetes, principalmente de profissionais de saúde. Dos familiares, 51,3% apresentam sugestões para um melhor desenvolvimento do filho na escola, incluindo alimentação escolar adequada e melhor preparo da escola para lidar com o diabetes, como palestras e treinamento aos professores. Sugerimos a aproximação entre a escola e a área da saúde, porém, o primeiro passo para a integração intersetorial é identificar as necessidades desses alunos com doenças crônicas, como foi possível com este trabalho, ao enfocar o diabetes mellitus e suas repercussões escolares.
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