PID: S2238-20972012000200011 |
Journal: Revista de Educação Pública (2238-2097) |
Year: 2012
Authors: Paula
Este artigo busca investigar a trajetória profissional de jovens, dando ênfase na questão cor. Foram realizadas entrevistas com treze alunos, levantando, através da História de Vida, fundamentada em Becker (1999), a trajetória que eles desenvolveram após concluírem o curso técnico. A análise de dados teve como suportes teóricos estudos de Petruccelli (1998), Hall (2002), Velho (1999) e Teixeira (2003). O levantamento leva a refletir sobre a necessidade de apreciação dos dados sobre cor no Brasil e estimular pesquisas sobre as dimensões antropológicas e sociais no processo do brasileiro se auto classificar e classificar o outro por categorias de cor.
PID: S2238-20972012000100008 |
Journal: Revista de Educação Pública (2238-2097) |
Year: 2012
Authors: Paulilo Silva
A cidade do Rio de Janeiro foi marcada, na década de 1920, por tentativas de articulação das iniciativas isoladas de reconfiguração e higienização já empreendidas desde a virada para o século XX: racionalizar os espaços e tempos sociais e disciplinar os seus usos constituíam-se como desafios. Em razão disso, a educação à época também foi pensada como forma de intervenção social. O artigo, discutindo essas questões, focaliza as operações empreendidas pela Diretoria de Instrução e pela Administração Municipal. Baseado na análise de periódicos, legislação educacional e projetos de reforma da cidade, problematiza as dimensões educacionais e urbanas de governo.
PID: S2238-20972012000200007 |
Journal: Revista de Educação Pública (2238-2097) |
Year: 2012
Authors: Penna Filho
Este artigo busca analisar a inserção internacional do continente africano no período pós-Guerra Fria, identificando os principais desafios e as novas oportunidades que surgiram com o fim da era bipolar. Argumenta-se que no imediato pós-Guerra Fria, ou seja, durante a década de 1990, ocorreram intensos conflitos em várias regiões do continente, caracterizando uma época de desafios intensos para as lideranças africanas. Já num segundo momento, no alvorecer do século XXI, o cenário se alterou, dando início a uma era de novas oportunidades.
Os documentos oficiais para o ensino de língua estrangeira, na educação básica, apresentam a necessidade de oferecer subsídios para que o indivíduo se posicione criticamente no contexto no qual está inserido e estabeleça diálogo com outras realidades. Como a aprendizagem de uma língua demanda estudo constante, até mesmo após o período escolar - quando não há mais a figura do professor como mediador -, o desenvolvimento de maior autonomia para com o aprender se faz relevante. Uma das opções, revelada pela literatura como desencadeadora de maior independência cognitiva, é a utilização da autoavaliação. Este estudo é um recorte de uma dissertação de mestrado em andamento, e tem por objetivo expor a análise da efetividade da autoavaliação no reconhecimento da situação na qual se encontra a aprendizagem e do tratamento do erro como possibilidade para aprender. A pesquisa, de abordagem qualitativa, na modalidade estudo de caso, teve a participação de 36 alunos da 8ª série de uma escola pública da região Norte do Paraná. As informações dos instrumentos de coleta foram submetidas à análise de conteúdo temática, permitindo constatar que a maioria dos alunos, após trabalho com a autoavaliação, mostrou ser capaz de reconhecer seus pontos fortes e suas dificuldades e considerou o erro como alavanca para mudanças na aprendizagem, revelando o potencial deste instrumento para desencadear reflexão sobre a situação de aprendizagem.
O texto resulta de reflexão sobre relatórios de avaliação descritiva que professores alfabetizadores fazem atualmente para documentar o processo de apropriação da escrita e da leitura de seus alunos. É questionado se a forma como vem sendo realizada, a avaliação descritiva possibilita superação da avaliação classificatória e excludente. Este estudo situa-se no âmbito de um projeto de pesquisa a respeito da alfabetização e letramento, formação inicial e continuada e trabalho docente financiado pela Capes/Observatório da Educação. O objetivo é analisar registros descritivos de avaliação elaborados por professores alfabetizadores. Foram analisados registros descritivos referentes a crianças de turmas de 1º e 2º ano do Ensino Fundamental e excertos de depoimentos de professoras alfabetizadoras das escolas da referida pesquisa. As análises evidenciam que a avaliação descritiva realizada pelas professoras vem apresentando impressões gerais sobre os alunos com foco em atitudes, ficando ausentes os dados sobre o aprendizado da leitura e escrita.
A preocupação com o ensino e a aprendizagem da Matemática bem como a formação de professores envolvidos nos processos educativos relativos a essa disciplina motivou a criação de um grupo que desenvolve projetos de pesquisa e extensão, entre os quais o Clube de Matemática, que se desencadeia em uma Escola de Educação Básica na dimensão colaborativa e conta com a participação de professores e futuros professores. Buscando compreender em que medida a participação dos sujeitos envolvidos neste projeto contribui com a sua formação, foi desenvolvida uma pesquisa da qual é apresentado neste artigo um recorte, que tem como principal objetivo investigar como professores e futuros professores percebem sua inserção no Clube de Matemática, em relação à sua aprendizagem da docência. Os dados foram obtidos por meio de entrevistas com a professora regente da turma na qual é desencadeado o projeto e com duas estudantes de Pedagogia que participam do seu desenvolvimento. A análise destes dados permitiu verificar que estas associam aspectos relativos à aprendizagem da docência à sua inserção no projeto, em especial no processo de planejamento e na interação entre os diversos componentes do grupo de trabalho; o que nos leva a compreender a dimensão colaborativa como uma possibilidade de encaminhamento de processos educativos os quais oportunizam a aprendizagem da docência.
O trabalho apresenta estudo sobre a questão do espaço pedagógico na educação infantil. A análise incide sobre os Subsídios para Credenciamento e Funcionamento de Instituições de Educação Infantil - volume II de 1998, os Referenciais Curriculares para a Educação Infantil de 1998 e os Parâmetros Básicos de Infraestrutura para Instituições de Educação Infantil de 2006 que compõe o corpus documental da investigação. Busca compreender, por meio da análise de conteúdo, a concepção de espaço e ambiente nessas publicações oficiais dedicadas à educação infantil. Os resultados da pesquisa evidenciam que nos documentos oficiais os conceitos de espaço e ambiente são tratados como sinônimos, contrariando as produções teóricas sobre a temática e dificultando o entendimento por parte do professor sobre as especificidades de cada um deles e suas implicações no trabalho pedagógico desenvolvido nas instituições de educação infantil.
Recorrendo a uma abordagem de cunho qualiquantitativo, este estudo teve como objetivo analisar o eixo temático da Gestão Educacional do Plano de Ações Articuladas (PAR), a fim de perceber como se configura a gestão democrática no contexto dos municípios de pequeno porte da região Nordeste do Brasil. Pautados na perspectiva da pesquisa documental, utilizamos como método para coleta de dados a análise de documentos oficiais do Governo Federal e do banco de dados do PAR dos municípios da amostra que obtiveram baixo IDEB nos anos de 2005 e 2007. Com base nos indicadores definidos a posteriori, os resultados sugerem que os dispositivos facilitadores da gestão democrática estão enfraquecidos nos municípios pesquisados. Os espaços municipais de planejamento participativo, como o Conselho Municipal de Educação e o Plano Municipal de Educação, inexistem ou estão desarticulados. Na escola, as instâncias de vivências democráticas, como o Conselho Escolar, a formulação do Projeto Pedagógico e a eleição de diretores, encontram-se inexpressivos e distantes de exprimir os anseios locais. Dessa forma, inferimos que pode haver uma relação entre a insuficiência das instâncias facilitadoras da gestão democrática e o baixo IDEB desses municípios, permitindo estabelecer uma lógica entre os elementos da gestão democrática e a qualidade da educação.
O artigo aborda a possibilidade do uso escolar de documentos históricos encontrados em arquivos familiares. Tais arquivos são formados por fotografias, certidões de nascimento, notas fiscais, carteiras de trabalho, entre outras fontes históricas guardadas em gavetas e armários de qualquer residência. A partir dessa temática, a investigação busca compreender as possibilidades e limites da utilização de arquivos familiares em aulas de História, dos anos iniciais do ensino fundamental. Para tanto, realizou-se uma pesquisa de campo com duas professoras da rede municipal de ensino do Município de Pinhais, PR. A metodologia de investigação foi referenciada na pesquisa qualitativa/ interpretativa aplicada à educação, a qual orientou a coleta de dados, desenvolvida por meio de observações, no momento do planejamento das aulas e entrevistas com as professoras. Ao usarem as fontes históricas de arquivos familiares, as professoras expressaram ideias a respeito das seguintes dificuldades de natureza didático-metodológica: trabalhar a participação dos sujeitos na História; relacionar a História local com a História geral; desenvolver a noção de temporalidade histórica; desenvolver trabalhos coletivos.
O artigo analisa a política de avaliação da aprendizagem para a formação de professores de nível Médio em Angola, implementada em 2004, pautada nos princípios da avaliação formativa, proposta para favorecer o processo de ensino e aprendizagem. As reflexões têm como referência documentos nos quais se destacam diretrizes de procedimentos nas avaliações em sala de aula. Os documentos oficiais indicam que a avaliação formativa realiza-se a partir de classificações diárias, semanais, mensais e trimestrais na base de fórmulas estabelecidas, e a avaliação somativa a partir de provas e exames de aptidão profissional. Além disto, à média dos resultados finais das avaliações realizadas pelo professor ao longo do processo de ensino e aprendizagem atribui-se quarenta por cento, e à classificação final do ano letivo, sessenta por cento. A pesquisa realizada aponta que a política de avaliação não parece evidente na função da avaliação formativa e não apresenta diferenças com a avaliação somativa. A grande centralização das avaliações na classificação e medição dificilmente favorece a democraticidade na construção da aprendizagem.
No presente estudo, detivemo-nos na avaliação de ensino da Matemática, pois partimos do princípio de que é um processo decorrente do atual sistema de ensino, dos contextos teórico e histórico vivenciados que se manifestam na escola. Buscamos a percepção - em relação ao ensino de Matemática - dos professores, alunos, equipe diretiva que convivem no cotidiano de uma escola de ensino fundamental da rede municipal de ensino. Teoricamente, o estudo fundamentou-se na pedagogia histórico-crítica e sua base psicológica histórico-cultural e na teoria da atividade. A metodologia adotada segue os princípios do método de investigação estabelecidos por Vigotski. A organização da análise ocorreu por uma categoria definida a partir das questões diretivas da entrevista: as perspectivas de mudanças necessárias. A avaliação, à luz da teoria histórico-cultural, indica a existência de um pensamento prospectivo, um conhecimento e um querer uníssonos entre as pessoas da escola em busca de expansão com base científica da Educação Matemática e da própria Pedagogia. As manifestações são reveladoras de um nível potencial que, com colaborações mediadas por novos conhecimentos e experiências, podem atingir uma nova realidade, isto é, um nível real que traduz outro estágio em relação à realidade atual do ensino de Matemática.
Neste texto, de cunho teórico e hermenêutico, problematizamos as referências epistemológicas - empirista, inatista e dialética - subjacentes aos processos didáticos, apostando na hermenêutica como possibilidade de organização de uma didática compreensiva. Discutimos, também, as decorrências da didatização dos conhecimentos escolares, ou seja, as relações e processos por que passam os conhecimentos científicos até se tornarem escolarizáveis. Para tanto, direcionamos a discussão para os processos de Transposição Didática, no que diz respeito aos níveis e patamares do saber, sujeitos e contextos envolvidos, bem como os processos decorrentes. Concluímos que a didática, pautada por uma epistemologia compreensiva, constitui-se em um espaço de experiência de conversação, de diálogo e de intersubjetividade.
Neste texto, analisou-se o conceito de hábito sob a perspectiva da História da Educação. Para tanto, considerou-se, principalmente, as obras: Ética a Nicômaco, de Aristóteles (384-322 a. C.); De magistro e a questão 49 da I seção da II parte da Suma Teológica de Tomás de Aquino (1224-1274); Sobre a Pedagogia de Kant (1724-1804) e A evolução pedagógica de Durkheim (1858-1917). Em relação ao caminho teórico e metodológico, procurou-se seguir os princípios da História Social. A intenção foi buscar um entendimento do conceito à luz de pensadores clássicos, em contextos históricos e sociais distintos, com a finalidade de analisar a forma como o hábito pode ser concebido na formação humana.
Essa reflexão discorre a respeito do conhecer do conhecimento proibido no mundo ocidental. Trata-se de uma reflexão literária a partir da seleção de alguns textos míticos, bíblicos e, um moderno, no que se refere as punições divinas, atribuídas aos mortais no processo do desvelar do conhecimento proibido. Também discorre sobre consequências oriundas do processo desse conhecer, na história do desenvolvimento técnico-científico do século XX. Seu objetivo é trazer relatos sobre conhecimento proibido, apresentar consequências para a humanidade e propor a bioética como alternativa para efetivação da prudência. O estudo tem caráter bibliográfico e explicativo, com busca em textos de relatos históricos afirmando a existência desse conhecimento proibido. Os resultados indicam a existência de conhecimentos proibidos que, quando desvelados, implicam graves consequências para a humanidade. Nem sempre o desvelamento de conhecimentos científicos se faz acompanhar dos critérios da prudência e da responsabilidade. Concluímos apresentando a bioética como um dos suportes educativos capazes de fortalecer o caminho da prudência, tanto nos momentos de construção de conhecimentos científicos quanto na utilização dos mesmos. A educação bioética pode constituir-se em uma fonte criadora de sensibilidade para resgatar a prudência e a responsabilidade nos caminhos da investigação científica e na aplicação dos resultados.
Em 1911, sob a batuta do professor paulista Orestes Guimarães, a Escola Normal Catarinense foi reformada segundo os postulados da pedagogia moderna, tal como acontecera com a Escola Normal de São Paulo, em 1891. Seguindo os princípios do método de ensino intuitivo, na época considerado a encarnação do verbo modernizar, os futuros professores deveriam aprender a arte de ensinar intuitivamente: vendo, observando como as crianças eram instruídas e educadas nos grupos escolares, por sua vez devidamente aparelhados para a função de proporcionar bons modelos de ensino. O Curso Normal deveria assegurar-lhes o domínio dos conteúdos das diversas áreas do conhecimento: história, geografia, aritmética, língua portuguesa, etc. O método, porém, ou “como” ensinar esses conteúdos deveria ser aprendido pela observação do trabalho desenvolvido por professores experientes. In situ et de visu - esta era a fórmula para ensinar aos modernos professores a ensinar intuitivamente. Como isso era encaminhado? Como eram efetivadas as “práticas” dos normalistas? Como eram avaliadas? Estas e outras questões balizam o presente estudo, alicerçado em pesquisa documental e bibliográfica e em depoimentos de normalistas formadas na Escola Normal Catarinense entre as décadas de 10 e 20 do século XX, analisados sob o enfoque da cultura escolar proposta pelo historiador francês Dominique Julia.
Esta escritura configura-se como desdobramento de um estudo ao nível de mestrado em que buscamos cartografar os modos como professores do ensino médio da rede estadual de ensino da grande Florianópolis, que não estão integrados aos domínios do corpo e da masculinidade culturalmente hegemônicos, constroem para si uma corporeidade masculina híbrida: fora do lugar comum. Enfatizamos o processo de fabricação da corporeidade-masculinidade-marginal e sua íntima vinculação com as vicissitudes da atuação docente. Utilizamos excertos de narrativas de alguns professores, obtidas por meio de entrevistas, para discutir o complexo imbricamento entre as relações afetivas da/na docência e a criação de linhas de fuga que delineiam corpos e masculinidades provisórios, irregulares, profanos e em perpétuo vir-a-ser: “artistagem de si”. A relação pedagógica e seus desdobramentos é aqui pensada como um espaço potencializador da produção de heterotopias, jogos de forças criadoras, que reunem combinações aleatórias e instaura modos de ser-estar no mundo, isto é, novas estéticas da existência.
Este artigo apresenta parte dos resultados de uma pesquisa que focou a perspectiva dos pais sobre o ensino e a aprendizagem de Matemática nos anos iniciais do Ensino Fundamental em escolas rurais do Agreste de Pernambuco. O estudo se insere no debate sobre a reconceptualização do que se compreende como rural, cujos estereótipos que ainda persistem estão associados a um lugar atrasado, de pessoas ignorantes e com dificuldades financeiras, a despeito das mudanças que ocorreram em diversas áreas rurais do Brasil. O texto discute dados da pesquisa relacionados a entrevistas com pais e/ou responsáveis por alunos de duas escolas municipais. A apresentação das análises dos dados é permeada por extratos das falas dos participantes, os quais expressaram as compreensões que têm dos recursos vinculados à Matemática escolar e seus usos em situações cotidianas. As análises sugerem ambivalências nas falas dos participantes; por um lado, os pais consideraram as aprendizagens, a partir de uma variedade de recursos materiais, humanos e culturais, e, por outro, prevaleceram concepções tradicionais do que sejam o ensino e a aprendizagem de Matemática.
A avaliação educacional tem-se mostrado como uma questão controversa e pouco cuidada nos planos, programas e projetos educacionais do contexto brasileiro. São inúmeras as proposições teóricas disponíveis na literatura que, entretanto, não têm dado conta do funcionamento concreto das práticas avaliativas. O processo avaliativo tem sido considerado, muitas vezes, como um simples procedimento com forte apelo instrumental. A amplitude de propostas teóricas sobre avaliação abre espaço para discussão entre dois espaços ideológicos: avaliação como controle e avaliação como processo emancipatório. O texto coloca em pauta os modelos que tiveram grande penetração em nosso meio e que ainda marcam presença no sistema educacional brasileiro.
No Brasil existe uma política oficial para expandir o acesso a recursos computacionais para alunos de escolas públicas, no entanto, a qualidade dessa oferta é limitada quando se trata da estruturação de laboratórios de informática. Este artigo apresenta uma pesquisa que buscou analisar as condições de infraestrutura e uso de laboratórios de informática de escolas públicas situadas em cinco municípios da Região Metropolitana do Recife - PE. A partir das análises dos dados teceram-se reflexões sobre o Proinfo como uma política pública em educação. As análises dos dados de pesquisa evidenciaram dificuldades de algumas escolas para lidar com as questões técnicas e práticas que envolvem a inclusão digital. O estudo pode apoiar reflexões a respeito da implementação de políticas públicas de acesso e uso das tecnologias que considerem o contexto escolar como uma importante variável.
Este artigo tem como objetivo apresentar os resultados de um estudo qualitativo sobre significados e funções da avaliação da aprendizagem escolar do aluno do Ensino Fundamental no entendimento dos pais, professores e alunos, realizado em duas escolas do município de Chapecó, Oeste do Estado de Santa Catarina, nos anos de 2009 e 2010. Os dados foram coletados por meio de grupos focais. A amostra incluiu dezenove sujeitos: seis alunos, seis professores e sete pais. O tema foi abordado a partir de um roteiro de cinco perguntas. Os resultados do estudo demonstraram que há semelhanças e diferenças no entendimento dos significados e funções da avaliação da aprendizagem escolar pelos diferentes grupos de sujeitos. As semelhanças incluem: valorização da nota; avaliação como provas, testes e trabalhos; comparação, classificação e seleção dos alunos; avaliação como reprodução dos valores sociais dentro da escola por força do sistema; componente curricular que mostra o grau de retenção dos conteúdos e o comportamento dos alunos. As diferenças estão circunscritas na perspectivação dos sujeitos. Os pais entendem a avaliação da aprendizagem escolar como um indicador do sucesso dos filhos no futuro; os professores entendem a avaliação da aprendizagem escolar como componente curricular de natureza complexa e de caráter normativo que os leva a transitar entre a lógica do processo e a do resultado; os alunos entendem a avaliação da aprendizagem escolar como cobrança de conteúdos e comportamentos por meio de métodos e procedimentos contraditórios que podem afetar sua vida, dentro e fora da escola, agora e no futuro.