Professores são convidados a introduzir uma aula expositiva numa sequência didática planejada. Os professores tiveram bastante dificuldade para localizar a atividade dentro do que concebiam sobre ensino e aprendizagem significativa. Diante da tarefa proposta, procuraram sistematizar os conteúdos anteriormente desenvolvidos na sala de aula, atribuindo novo sentido à estratégia, sem abandonar a importância de ouvir o aluno e de articular adequadamente os conceitos. A aula expositiva de cada um foi ressignificada, aparecendo com posição definida na sequência pedagógica e com conteúdo significativo em relação ao nível de conhecimento do aprendiz. A conclusão fundamental foi que, mesmo sem ser explícito, era possível haver diálogo entre os saberes do professor e dos alunos, o que parece ter ocorrido também com os professores enquanto aprendizes no programa de formação.
Estudo de caso sobre uma inovação proposta no âmbito do ensino das ciências sociais e da saúde na Universidade Federal do Rio de Janeiro, cuja relevância se evidencia pela aproximação dos segmentos ensino e serviço, e pela utilização de metodologias ativas de aprendizagem no ensino de graduação. Foram analisados cinquenta questionários que correspondem a 100% do universo pesquisado, preenchidos ao término do curso pelos estudantes que cursaram a disciplina Políticas Públicas de Saúde Mental no primeiro semestre de 2007. O estudo busca identificar a eficácia do método adotado e da articulação com a rede de assistência no alcance dos objetivos propostos no programa da disciplina.
O objetivo desta pesquisa foi avaliar o processo de aprendizagem de alunos do Ensino Básico a partir do uso de texto de divulgação científica desenvolvido pela Casa da Ciência do Hemocentro de Ribeirão Preto, com participação de pesquisadores. A prática pedagógica foi baseada em estudo de texto como técnica de ensino e consistiu na leitura, estudo e discussão do texto sobre Ecologia chamado "Lago e floresta: tão diferentes, mas muito semelhantes", o qual abordava o funcionamento dos ecossistemas. Foram aplicados questionários para avaliação da articulação de conceitos apresentada pelos alunos, cujas respostas foram analisadas de acordo com os objetivos cognitivos de Bloom. Com os resultados obtidos, pode-se afirmar que o uso de texto adequadamente preparado, associado à ação do professor como mediador, interferindo no processo cognitivo, e do aluno como agente ativo, possibilitou que os alunos fossem além do conhecimento de terminologias e fatos, importantes para a aprendizagem significativa.
A presente pesquisa identificou e analisou a representação social do tema origem da vida entre estudantes da licenciatura em Ciências Biológicas de uma universidade federal do Rio de Janeiro. A coleta de dados foi realizada por meio de questionário, e seus resultados analisados qualitativamente, de acordo com a metodologia do Discurso do Sujeito Coletivo (DSC). A análise e discussão dos resultados permitiram concluir que a representação social dos licenciandos, em relação ao tema proposto, apresenta elementos de uma cultura religiosa e de uma cultura científica. A análise dos elementos científicos nos permitiu identificar algumas deficiências nos conhecimentos expressos por esses sujeitos; apresentamos indícios de que essas deficiências derivam basicamente de duas fontes: (a) a ausência de abordagem específica do tema no curso de graduação da universidade pesquisada e (b) o conteúdo dos livros didáticos do Ensino Médio.
Apresentam-se os principais discursos que circulam no âmbito das discussões da comunidade de Ensino de Biologia e busca-se relacioná-los com a produção de políticas curriculares, a partir da abordagem do ciclo de políticas de Stephen Ball e do entendimento de comunidade disciplinar e disciplina escolar de Ivor Goodson. Para tal, foram analisados trabalhos relacionados à temática currículo apresentados nos principais eventos da área de Ensino de Biologia. Por intermédio da análise dessas produções, em sua maioria de autoria de professores da Educação Básica, concluímos que muitos dos discursos apresentados nos documentos oficiais das políticas curriculares incluem sentidos do contexto da prática, assim como discursos dos documentos são incorporados à prática dos professores. Dessa forma, evidenciamos como as políticas curriculares são produções de múltiplos contextos, fruto das circularidade de discursos. Igualmente, buscamos compreender o processo de hegemonização (Ernesto Laclau) de sentidos nas políticas curriculares.
Neste trabalho apresentamos os resultados de uma investigação a respeito da construção dos saberes docentes, durante a realização do estágio supervisionado da licenciatura de Física. Para o levantamento das informações desta pesquisa, foram entrevistados dois grupos de estagiários e analisados seus relatórios de regência. Durante as entrevistas, semiestruturadas, o estagiário era convidado a falar sobre a sua experiência com o estágio supervisionado. Buscamos perceber as representações que cada estagiário elaborou durante o estágio, em relação aos alunos, ao professor, à escola, aos outros estagiários de seu grupo e ao próprio estágio. Com base nessas representações, procuramos verificar quais saberes os estagiários conseguiram construir durante esse período e caracterizar a singularidade de sua ação docente.
Crianças e pré-adolescentes de quatro a 12 anos em vulnerabilidade social, de uma entidade privada da cidade do Rio de Janeiro, foram estudados quanto a sua percepção ambiental e representações sociais em relação ao meio ambiente. As representações sociais foram obtidas por desenhos e categorizadas. Os macrocompartimentos foram classificados em meios: a) abstratos ou concretos; b) artificiais ou naturais. Os macroelementos classificados em: a) casa ou objetos em geral; b) bens faunísticos, florísticos, edáficos, atmosféricos e humanos. No meio natural predominou a fauna (40%). Animais voadores (58%), árvores sem frutos e flores (70%), a grama (36%), o sol (54%) e o gênero masculino (27%) foram os macroelementos predominantes. Os resultados mostram que bens concretos (94%) e naturais (75%) predominaram, sugerindo que o meio ambiente percebido é aquele essencialmente visualizado.
Na última década em Portugal, tem-se assistido a uma mudança nos currículos valorizando o desenvolvimento de competências de conhecimento (substantivo, processual e epistemológico), de comunicação, de raciocínio e atitudinais, e, em particular, nas orientações curriculares dirigidas à avaliação. Neste contexto, pretende-se caracterizar as práticas de avaliação de professores de Ciências físico-químicas do Ensino Básico. Este estudo envolve três professores em início de carreira. A recolha de dados consiste na observação naturalista de aulas, entrevistas semiestruturadas e documentos fornecidos pelos participantes. Todos os professores demonstram dificuldades na avaliação das competências atitudinais e processuais. Apenas um dos participantes elabora registos de observação para avaliar estas competências. Os testes constituem o principal instrumento de avaliação nas aulas dos professores participantes, o que é coerente com uma perspectiva de ensino e aprendizagem ainda marcadamente tradicional.
Este trabalho traz apontamentos sobre as Feiras de Ciências no contexto histórico do ensino de ciências no Brasil e do ensino por projetos. Na intenção de investigar uma Feira de Ciências realizada em uma escola estadual de Uberlândia, MG, com base no ensino por projetos e a partir de uma parceria escola-universidade, desenvolvemos esta pesquisa com objetivo de analisar a construção coletiva de uma proposta diferenciada de Feira de Ciências, sua respectiva avaliação e a implicação na formação de professores. O tema integrador definido pelos professores foi “Vida em sociedade”, com dez temas relacionados. A avaliação da Feira foi desenvolvida por alunos, professores, pesquisadora e estagiários universitários, com discussão sobre os pontos evidenciados pelos envolvidos. De forma geral, o projeto foi compreendido positivamente pelos alunos e professores, mas a forma como os professores percebem o ensino por projetos e a Feira de Ciências determina o envolvimento dos mesmos na elaboração do evento.
Nos últimos anos, os avanços nas Ciências Biológicas têm levado a sociedade a discutir diversas questões no campo da moral e da ética. Questões como engenharia genética, clonagem e pesquisas com células-tronco são questões chamadas de sociocientíficas por estarem na interface entre a ciência e a sociedade. Nesse trabalho buscamos entender como estudantes de Ensino Médio percebem e interpretam questões relacionadas à manipulação genética em seres humanos. Houve divisão de opiniões em relação à eugenia negativa, que se destina a remover características desfavoráveis das pessoas; mas a eugenia positiva, que busca melhoramento de características estéticas, foi rejeitada por todos os estudantes. As variações nas opiniões em relação ao assunto tratado podem ser, em grande medida, devidas às representações sociais dos estudantes.
Authors: Gomes Costa Neves Schimiguel Silveira Amaral
Este trabalho busca analisar as preferências de aprendizagem de alunos de cursos superiores na área de Ciências Exatas, de maneira a verificar que aspectos das principais teorias de aprendizagem se tornam mais adequados a este perfil de aluno. Para isso, foram observados os principais elementos das Teorias de Ensino e Aprendizagem Comportamentalista, Construtivista, Sociointeracionista, Racionalista e Significativa, e sintetizados em um formulário de perguntas de múltipla escolha. Foi estudado um grupo de alunos de uma Universidade da cidade São Paulo, sendo 26 alunos do primeiro ano do curso de Ciência da Computação e 22 alunos de Engenharia Mecânica, formando uma população de 48 alunos. Os resultados desta pesquisa são explicitados e algumas considerações a respeito são apresentadas neste artigo.
No presente trabalho, investigamos as representações docentes acerca dos temas relacionados ao universo do ensino de surdos. Professores que atuam no ensino de surdos nas cidades de Maringá e Londrina são ouvidos e questões diversas são tratadas, tais como: formação inicial, Língua de Sinais, intérpretes, infraestrutura, preconceito, ensino de ciências, avaliação de aprendizagem etc. Para a análise dos dados, utilizamos a proposta de Análise Textual Qualitativa. A expectativa é de que, por meio dessas representações docentes, possamos levantar a discussão acerca deste fenômeno: o ensino de matemática e ciências para surdos. Dez professores que atuam nessa modalidade são ouvidos, sendo realizado um processo de categorização das falas de cinco dos entrevistados neste artigo. Surgem, então, diversas questões a serem debatidas e, com isso, buscamos encontrar um caminho de investigação em busca de uma melhor educação em ciências e matemática para surdos.
Ao considerarmos a educação ambiental de forma permanente e cotidiana nas escolas, verificamos que o livro didático participa deste processo de modo bastante significativo, dada sua importância no ensino e na aprendizagem vivenciados por docentes e discentes. Este artigo tem como objetivo levantar as pesquisas realizadas envolvendo livro didático e educação ambiental, para conhecimento do que vem sendo produzido sobre o assunto e de quais os principais desafios à pesquisa neste segmento. As pesquisas levantadas apontaram várias deficiências encontradas nos livros didáticos como instrumento de apoio à abordagem da educação ambiental no contexto escolar. No entanto, verificamos que o conjunto dessas pesquisas apresenta lacunas em sua potencial contribuição para a melhoria dos livros didáticos como ferramenta que propicie a incorporação da dimensão ambiental no processo de ensino e aprendizagem.
Este artigo relata o desenvolvimento e a análise de uma proposta curricular para a evolução das concepções didático-metodológicas de professores de Ciências e de Matemática do Ensino Básico. Essa proposta desenvolveu-se no contexto do Programa de Pós-Graduação em Educação da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Pelotas. Os objetivos, a estrutura curricular e as metodologias de ensino utilizadas foram referenciados pela proposta de formação continuada de professores do Grupo DIE-IRES, da Universidade de Sevilla, Espanha, que tem como meta desejável, a formação de um professor autônomo e investigador de sua ação docente, em um processo no qual os saberes didático-metodológicos e disciplinares são conteúdos relevantes para a complexificação de seu conhecimento profissional e de sua prática pedagógica.
PID: S1988-32932010000200008 |
Journal: Comunicar: Revista Científica de Comunicacíon y Educacíon (1988-3293) |
Year: 2010
Authors: Zagalo
En este estudio hemos analizado el estado actual de la alfabetización mediática prestando especial atención al cine y los videojuegos. Hemos intentado analizar si algunos de los problemas encontrados a lo largo de la historia de la alfabetización cinematográfica han existido también en el proceso de la alfabetización en los videojuegos, intentando unificar ambas visiones para captar la atención de las personas que trabajan en el campo de los videojuegos. Para ello, el estudio abarca la alfabetización en los videojuegos en dos dimensiones, la dimensión cultural y la dimensión creativa. La dimensión cultural se define a partir de los enfoques críticos y educacionales y la creativa mediante el diseño y la programación. Estas investigaciones se han llevado a cabo sin dejar de lado la perspectiva de la alfabetización cinematográfica. Hemos descubierto que la alfabetización en los videojuegos tiene una fuerte tendencia hacia el enfoque cultural, sobre todo la vertiente educativa, y que los riesgos que plantea el enfoque crítico presentan problemas similares a los que se registran en los estudios sobre el cine. En cuanto a la dimensión creativa, hemos advertido una falta de inversión para el estudio y la investigación de prácticas de diseño y programación. En conclusión, creemos que la alfabetización en los videojuegos necesita un nivel de motivación. Estimamos urgente la implantación de una perspectiva de alfabetización basada en el diseño creativo y la programación, poniendo especial énfasis en el desarrollo del enfoque comunicativo.
PID: S1988-32932010000200016 |
Journal: Comunicar: Revista Científica de Comunicacíon y Educacíon (1988-3293) |
Year: 2010
Authors: E. Schalk Marcelo
Las Universidades están implementando de forma progresiva procesos de formación virtual. Sin embargo, todavía resulta escassa la investigación que analiza los procesos internos en lo que se produce el aprendizaje en ambientes virtuales. En este artículo se presenta una investigación que busca describir la relación entre la calidad de la interacción, en los foros de discusión asincrónica en experiencias de formación en e-learning, y la calidad de los aprendizajes propuestos y logrados. El principal objetivo consistió en conocer, de qué forma las interacciones en los espacios virtuales, aportan calidad a los aprendizajes de los alumnos. Para ello se realizó un estudio descriptivo que combina una fase cualitativa y una cuantitativa, analizando más de 10.000 mensajes en 171 participantes de cuatro cursos de postgrado desarrollados en la modalidad de e-learning. Se analizó la comunicación asíncrona, a través de un sistema de categorías que contenía dimensiones sociales, cognitivas y didácticas del discurso on-line. Entre los resultados de la investigación se destaca una relación positiva entre la calidad y cantidad del discurso de los participantes y la calidad de los aprendizajes obtenidos y reflejados en las diferentes instancias de evaluación. Podemos concluir la necesidad de hacer un análisis, más allá del discurso escrito, para establecer relaciones con los aprendizajes tanto cognitivos como sociales de los alumnos. Por otra parte concluimos la necesidad de formar a los docentes para abordar los procesos de comunicación on-line.
PID: S1988-32932010000200022 |
Journal: Comunicar: Revista Científica de Comunicacíon y Educacíon (1988-3293) |
Year: 2010
Authors: Santibáñez
El modelo mixto de enseñanza-aprendizaje pretende utilizar las tecnologías de la información y de la comunicación (TIC) para garantizar una formación más ajustada al Espacio Europeo de Educación Superior (EEES). Se formularon los siguientes objetivos de investigación: Averiguar la valoración que hacen los alumnos de Magisterio del aula virtual WebCT como apoyo a la docencia presencial, y conocer las ventajas del uso de la WebCT y de las TIC por los alumnos en el estudio de caso: «Valores y contravalores transmitidos por series televisivas visionadas por niños y adolescentes». La investigación se realizó con una muestra de 205 alumnos de la Universidad de La Rioja que cursaban la asignatura de «Tecnologías aplicadas a la Educación». Para la descripción objetiva, sistemática y cuantitativa del contenido manifiesto de los documentos se ha utilizado la técnica de análisis de contenido cualitativa y cuantitativa. Los resultados obtenidos demuestran que las herramientas de comunicación, contenidos y evaluación son valoradas favorablemente por los alumnos. Se llega a la conclusión de que la WebCT y las TIC constituyen un apoyo a la innovación metodológica del EEES basada en el aprendizaje centrado en el alumno. Los alumnos evidencian su competencia audiovisual en los ámbitos de análisis de valores y de expresión a través de documentos audiovisuales en formatos multimedia. Dichos alumnos aportan un nuevo sentido innovador y creativo al uso docente de series televisivas.
PID: S1988-32932010000200021 |
Journal: Comunicar: Revista Científica de Comunicacíon y Educacíon (1988-3293) |
Year: 2010
Authors: Prendes Castañeda Gutiérrez
Las competencias tecnológicas de los maestros son un elemento básico de sus planes de formación en España. En este artículo se presenta un análisis de las competencias para el uso de TIC por parte de estudiantes de último curso de la titulación de Magisterio de la Universidad de Murcia en el curso 2008-09. El objetivo ha sido describir el grado de competencias técnicas que poseen los futuros maestros. El análisis de los datos se ha realizado desde un enfoque tridimensional, pues en primer lugar se han considerado aspectos del dominio técnico; en segundo lugar se ofrece una visión de cómo se encuentra dicha competencia en los estudiantes; y por último -y probablemente lo más relevante-, se considera cuál es el estado de competencia técnica para el uso de las TIC que tienen los docentes de futura incorporación a nuestra aulas. Este análisis permite no sólo evaluarles como estudiantes, profesionales y docentes que usan las TIC, sino que permite tener una idea de si el paso por una institución universitaria supone la garantía de tener unos mínimos conocimientos en esta área que sean de utilidad a la hora de incorporarse como profesionales, docentes y aprendices del nuevo entorno tecno-social, es decir, permite una aproximación a la evaluación de las competencias TIC que son no sólo propias de este título de Grado, sino también son competencias genéricas de la Universidad de Murcia.
PID: S1988-32932010000200006 |
Journal: Comunicar: Revista Científica de Comunicacíon y Educacíon (1988-3293) |
Year: 2010
Authors: Tavares
A través de este ensayo se pretende resaltar el papel que las vanguardias históricas han desempeñado en la construcción del discurso cinematográfico. Dicho papel es fundamental para el reconocimiento del cine como arte y para la constitución de un discurso visual y textual que se va a reflejar en el cine del denominado «Modo de representación institucional»: el cine hollywoodiense que va de las décadas de los años veinte a los cuarenta. Para comprender el papel de los movimientos artísticos que crearon nuevos paradigmas para el arte en general, es necesario conocer sus principios y el contexto del nacimiento de la nueva forma de ver y de representar/reflejar el mundo. La promoción de una auténtica «alfabetización fílmica» requiere centrarse en el nacimiento del cine y de su entorno, porque sólo a través de una mirada más profunda en el siglo XIX, es posible leer todo que está más allá de la creación de los hermanos Lumière. En suma, en este trabajo se pretende destacar que el cine no sólo se inscribe en su propio tiempo, sino que al mismo tiempo está lanzando un nuevo paradigma, aun por descubrir, para todas las artes en el siglo XX.
PID: S1988-32932010000200004 |
Journal: Comunicar: Revista Científica de Comunicacíon y Educacíon (1988-3293) |
Year: 2010
Authors: Clarembeaux
La educación para el cine en la era digital debería apoyarse en tres polos complementarios y estrechamente asociados: ver, analizar y hacer películas con jóvenes. Estos tres polos han de potenciarse mutuamente. El concepto de análisis creativo podría ser la argamasa que diera coherencia y eficiencia al dispositivo educativo. Si el cine es un arte, es sobre todo el arte de la memoria, tanto colectiva como individual. Este artículo sugiere que es posible hacer converger la pedagogía de la educación cinematográfica y la voluntad ciudadana de perpetuar la memoria, al tiempo que se protege el patrimonio cultural. El autor propone una serie de películas para ilustrar estos planteamientos, que ponen de relieve la dimensión económica y cultural de los medios de comunicación, respondiendo en esta convergencia a las más recientes directrices de la Unión Europea sobre creación y producción, desde esta perspectiva, de medios audiovisuales. El trabajo se inicia con una aproximación a la educación para el cine en la era digital. Posteriormente se recogen algunas singularidades de las «películas de la memoria», aludiendo concretamente a la tipología de los puntos de vista de los realizadores y al tratamiento de sus fuentes. Por último, se refleja el encuentro entre el concepto de «análisis creativo», fomentado por la educación cinematográfica, y la realización de videogramas hechos por jóvenes y dedicados a la memoria individual o colectiva.