Este texto forma parte de uno mayor titulado Proceso pedagógico y heterogeneidad cultural en el Equador, UNESCO/CEPAL/PNUD, Proyecto Desarrollo y Educación en América Latina y el Caribe (DEALC/22), agosto de 1979, que se originó en uma investigación conjunta com el Consejo Nacional de Desarrollo de Ecuador (ex JUNAPLA) El texto global fue elaborado en forma coletiva por um equipo integrado por Stella Vecino, quien tuvo a su cargo el análisis del proceso pedagógico, por Juan Carlos Tedesco, quien lo coordinó desde el ponto de vista metodológico y redacto la version final Del informe, y por German W. Rama, quien dirigió el proyecto y tuvo a su cargo la formulación e integración de los aspectos teóricos Del tema.
Para os que sustentam que os chamados sistemas educativos são na realidade sub-sistemas da sociedade global e que, no seu desenvolvimento, estão fortemente condicionados pelo funcionamento das estruturas econômicas e sociais dessa sociedade global, é claro que, para analisar os elementos de inércia e mudança que estejam incluídos nestes sistemas educativos, é necessários estudar primeiramente as características do processo de mudança sócio-cultural que se vive no interior da sociedade.
A minúcia com que Vicent Petit examina a articulação interna de A Reprodução revela um empenho obstinado em indicar as insuficiências dessa, que pretendeu sistematizar proposições em torno da imposição cultural na relação pedagógica formal. Escrita por apoio, entre outros, uma série de análises empíricas prévias acerca dos processos de seleção social e de inclusão cultural na escola francesa, A reprodução recebeu uma bateria cerrada de objeções, mais intensamente partidas de autores de filiação marxista.
PID: S0102-25551982000100004 |
Periódico: Revista da Faculdade de Educação (0102-2555) |
Ano: 1982
Autores: Miranda
A avaliação escolar é uma questão que preocupa psicólogos e educadores, porque implica variáveis psicológicas e se encontra indissoluvelmente ligada ao ensino. O controle da realização dos objetivos pedagógicos em que assenta a ação educativa passa necessariamente pela medição dos resultados alcançados. O estudo científico dos problemas psicopedagógicos da avaliação de conhecimentos escolares em situação de exame e de concurso, foi iniciado de maneira sistemática nos princípios dos anos 20 pelo eminente psicólogo francês Henri Piéron, geralmente considerado o fundador da docimologia.
PID: S0102-25551982000200006 |
Periódico: Revista da Faculdade de Educação (0102-2555) |
Ano: 1982
Autores: Fétizon
O problema da formação de professores está no cerne do problema da universidade. A formação do professor de níveis II e III e os estudos de educação têm sido, no sistema paulista, reiteradamente deficientes e tratados como uma formação superior de segunda categoria. O amplo debate atual sobre a reformulação das licenciaturas e dos cursos de pedagogia tem que envolver, necessariamente, o repensar de toda a universidade.
PID: S0102-25551982000200005 |
Periódico: Revista da Faculdade de Educação (0102-2555) |
Ano: 1982
Autores: Penteado
O professor ao ouvir o discurso atual sobre a educação, atribuir os problemas existentes às entidades supra-individuais, encontrou para ineficácia do seu trabalho uma explicação fora de sua ação e para além dela. Assim, vítima que foi de violências, desatenções, desânimos, também foi acometido destes e cometeu aquelas. Ao longo desse processo chegou o momento de sua reação. Reação que se fez sentir sobretudo em torno das questões salariais, tocando muito de leve as questões pedagógicas; reação que também não foi referendada por outros extratos da população, incluindo-se aqui grande parte de pais de alunos, muitos deles pior remunerados que o próprio professor. É pois preciso reagir ou pressionar através do trabalho pedagógico. Para tanto, o professor precisa de instrumentos. Instrumentos que permitam explorar e conhecer os acidentes da estrada que liga grupos humanos de diferentes origens sociais que estão dentro da escola hoje. Esse instrumental pode, e deve, ser garantido a ele pelo ensino da sociologia, que, das ciências humanas, é a que tem por objeto de estudo a interação humana.
PID: S0102-25551982000100001 |
Periódico: Revista da Faculdade de Educação (0102-2555) |
Ano: 1982
Autores: Dias
A educação especial analisada do ponto de vista do administrador escolar. Os princípios, os objetivos e os meios a serem considerados, em se tratando de atendimento pedagógico de crianças excepcionais. São discutidos também dois problemas especiais de administração escolar: o de recursos humanos e o de relações públicas.
PID: S0102-25551982000100003 |
Periódico: Revista da Faculdade de Educação (0102-2555) |
Ano: 1982
Autores: Carvalho
O objetivo deste artigo é estabelecer a diferença entre <i>avaliação</i> e <i>diagnóstico</i> do rendimento escolar, acentuando seu significado orientador e seletivo. Esta diferenciação leva à análise da avaliação com referência a norma e com referência a critério, já que o objetivo do exame ou prova dependerá basicamente o tipo de referência a ser utilizado.
PID: S0102-25551982000200004 |
Periódico: Revista da Faculdade de Educação (0102-2555) |
Ano: 1982
Autores: Nadai
A partir de documentação original a autora procura estabelecer as principais determinações do que ela chamou Projeto de Ensino Superior da primeira república, organizado em São Paulo, como face oposta ao Projeto de Ensino Fundamental, assunto ainda não suficientemente explorado. Iniciando o estudo pela análise dos primeiros projetos de educação superior dos quais resultaram a implantação de algumas das escolas em São Paulo - Medicina, Engenharia e Agronomia - a autora procura desvendar algumas das balizas ideológicas que foram veiculadas por essas instituições. A seguir encaminha a discussão de como a idéia de universidade, embora pertencendo desde o início ao projeto - inclusive com o seu perfil quando ocorreu uma das maiores crises da burguesia, justamente no período de conciliação que se seguiu. Por fim, analisa os diferentes modelos de universidade e clarifica o vencedor com a instalação da USP.
PID: S0102-25551982000200001 |
Periódico: Revista da Faculdade de Educação (0102-2555) |
Ano: 1982
Autores: Parra
Modelos explicativos distintos concordam com a necessidade de conflitos para a ocorrência de aprendizagem. O autor, apoiado em literatura e em pesquisas, analisa o conflito cognitivo e suas implicações no ensino.
PID: S0102-25551982000200003 |
Periódico: Revista da Faculdade de Educação (0102-2555) |
Ano: 1982
Autores: Carvalho
Baseando-se em estudos e observações locais, a autora tem como objetivo essencial proporcionar uma idéia significativa dos serviços de orientação escolar e vocacional instalados nas diversas províncias espanholas, analisando-os sob diversos ângulos.
PID: S0102-25551982000100002 |
Periódico: Revista da Faculdade de Educação (0102-2555) |
Ano: 1982
Autores: Fonseca
A educação pré-escolar tornou-se tema bastante discutido ultimamente. Neste artigo pretende se fazer uma síntese das questões cruciais da pré-escola oficial brasileira. Partindo dos fundamentos da educação pré-escolar, o autor propõe uma reflexão sobre o significado e alcance dos argumentos favoráveis a essa instituição. Recusando tanto a negação pura e simples, como a crença ingênua nas possibilidades da pré-escola, procura compreender qual a que mais convém à realidade brasileira.
PID: S0102-25551982000200002 |
Periódico: Revista da Faculdade de Educação (0102-2555) |
Ano: 1982
Autores: Carvalho
Da contribuição de uma etnologia ampliada para as perspectivas educativas. Avaliar as colocações de Pierre Erny, centradas sobre as articulações entre etnologia da educação/etno-pedagogia; encaminhar uma antropologia da educação como antropologia aplicada, evidenciando os passos de sua construção numa amplificação rumo aos projetos da unidade do homem.
O presente trabalho baseia-se em dados de pesquisa sobre as conseqüências da educaçäo técnica do ponto de vista da justiça e da eqüidade social: a educaçäo técnica favorece ou não a mobilidade social dos estratos mais baixos da população? Atua como fator de mobilidade social ou de reprodução social? Em que medida influencia o desenvolvimento e o progresso social ou a manutenção das desigualdades sociais? Os dados referem-se a rendimento escolar, posições ocupacionais e níveis salariais de egressos das escolas técnicas em alguns países da América Latina: Colômbia, Paraguai, México e Argentina. Ressalvadas as especificidades de cada país, os resultados indicam que a modalidade técnica industrial parece atenuar o fator socioeconômico de origem, capacitando os alunos a um melhor desempenho escolar que os egressos das modalidades acadêmicas. A análise da trajetória ocupacional indica uma modalidade ascendente mas restrita às faixas ocupacionais adjacentes. Quanto aos salários, inicialmente os egressos dos cursos técnicos têm salários mais altos. A variável tempo, entretanto, introduz uma alteração favorável aos egressos do ensino acadêmico convencional. Em resumo, a mobilidade social que possa ser atribuída à educação técnica é limitada pelas condições mais amplas de sociedade em que se insere. De um lado mantêm-se as relações de produção com papéis pré-determinados para as diferentes classes sociais. Por outro lado, ameniza-se a situação de desigualdade social, propiciando oportunidades de mobilidade dentro das faixas adjacentes.
Maria Malta Campos: Em primeiro lugar é preciso explicar por que a discussão sobre a creche e a pré-escola deve ser feita de forma conjunta. Existem algumas diferenças entre creche e pré-escola, Principalmente, do ponto de vista conceitual, essa diferença é bastante clara: supõem que a creche seja algo que atenda à criança logo nos primeiros anos de vida e a pré-escola o que vem imediatamente antes da escola.
O artigo refere-se à atuação da Igreja na instituição familiar, com base na síntese de três trabalhos: o de Prandi (1975), o de Pierucci (1978) e o de Camargo e outros (1980). Indica como, no que diz respeito à nação ideológica em organização voltada para a prática comunitária, que privilegia a sociedade civil em contraposição ao Estado. Mostra também que, apesar das mudanças, a Igreja procura sempre manter a família sob seu controle.
O artigo analisa o projeto do decreto-lei "Estatuto da Família", de autoria de Gustavo Capanema, na década de 30. Embora assinado por Getúlio Vargas, o projeto não chegou a ser promulgado e a polêmica que se criou em torno dele, polarizando alguns dos setores mais conservadores da sociedade àquela época, entre eles a Igreja, reflete a importância da normatização da família para o Estado autoritário.
O artigo visa a estimular o debate acerca do ensino profissional livre. Para tanto, após apresentar a problemática desse ensino no Estado de São Paulo, o autor adianta algumas colocações preliminares a respeito dos aspectos administrativo-legal, socioeconômico e didático-pedagógico relativos ao tema.
Este trabalho procurou analisar diferentes fatores que poderiam explicar o fracasso escolar na 1ª série do 1º grau. É um estudo em profundidade realizado em duas unidades escolares da rede pública de ensino - uma carente e outra não carente. Foram coletados dados dos alunos através de exames clínicos padrão, fonoaudiológico e audiométrico e testes psicológicos; das famílias, dos professores, assistentes pedagógicos, diretores, e da escola através de entrevistas e de observações de campo. A conclusão a que se chegou é de que se torna difícil imputar as causas da reprovação a uma ou algumas variáveis referentes a um dos elos da cadeia que é o processo educacional escolar. Mas pelas análises do instituído escolar face às variáveis das famílias e dos alunos parece ser claro que a escola pública que tem recebido contingentes cada vez maiores de alunos desfavorecidos socialmente não está preparada e nem parece ter a intenção de se preparar para trabalhar com a pobreza. O que a escola tem feito é equipar-se para escolarizar uma criança ideal, que dificilmente, ou nunca, se encontra em suas salas de aula.
O objetivo deste texto é compreender como a legislação sobre o trabalho feminino - desde 1932 até a Consolidação das Leis do Trabalho, na década seguinte - foi parte do projeto autoritário do Estado, dirigindo-se mais diretamente à família. A ordenação jurídica do trabalho feminino, na legislação de 32 e depois sob o Estado Novo, implicou na defesa de um certo tipo de família patriarcalmente constituída e significou a opressão das mulheres, através de sua dessexualização e identificação no papel de "mãe". A análise da Legislação é acompanhada do exame de conteúdo do Boletim do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, publicado a partir de 1934.