☰ Menu
Educ@

Busca por Índice

Filtro por título, resumo, autor, periódico e ano

Total: 41435 | Página 395 de 2072
0 resultados selecionados

Implementação de uma política educacional no contexto da pandemia de Covid-19: o REANP em Minas Gerais

PID: S0104-40602022000100122 | Periódico: Educar em Revista (0104-4060) | Ano: 2022
Autores: Lima Ramos Oliveira
RESUMO O presente estudo analisa a implementação do ensino remoto no estado de Minas Gerais, no contexto da pandemia Covid-19, a partir de uma política pública educacional em caráter emergencial - o Regime Especial de Atividades Não Presenciais (REANP). O conceito de arranjo institucional de implementação é utilizado como referencial teórico e metodológico na análise dessa política educacional. A abordagem metodológica é qualitativa e constitui-se de análise documental, por meio da análise de conteúdo com base na legislação e manuais do REANP, complementada por uma exploração de dados quantitativos provenientes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua). Os resultados evidenciam uma dificuldade na implementação da política pública REANP em função da significativa desigualdade digital no tocante ao acesso à internet, ao canal de TV aberta e à posse de equipamentos, recursos essenciais para implementação do REANP, que podem acentuar as desigualdades educacionais na rede pública estadual de Minas Gerais.

Insurgências docentes no currículo e a produção do pensamento da diferença

PID: S0104-40602022000100207 | Periódico: Educar em Revista (0104-4060) | Ano: 2022
Autores: Tedeschi Pavan
RESUMO O artigo tem como objetivo mostrar que as reflexões/ações produzidas por professores/as no fazer pedagógico contribuem para a produção de um pensamento no currículo escolar além do claustro da representação. A análise é fruto de uma pesquisa realizada mediante entrevista semiestruturada com professores/as de uma escola pública estadual. A análise dos enunciados dos/as professores/as aproxima-se da perspectiva pós-estruturalista e mostra como as reflexões/ações produzidas por eles/as fazem surgir/insurgir um pensamento da diferença no currículo, na medida em que nos colocam de cara com os limites dos essencialismos e universalismos do pensamento representacional.

Limites democráticos de um projeto de formação comum a todos

PID: S0104-40602022000100201 | Periódico: Educar em Revista (0104-4060) | Ano: 2022
Autores: Pereira Reis
RESUMO A escrita deste texto1 é mobilizada pelo incômodo causado por aquilo que se argumenta ser a “naturalização” da ideia de comum, presente nas teorias e nas políticas curriculares. É a partir desse incômodo que se propõe refletir sobre as significações de sujeito e, consequentemente, definições de conhecimento que têm sido mobilizadas nas teorias e nas políticas curriculares. Assumindo uma postura desconstrutiva derridiana, problematiza-se as pretensões democráticas de discursos que projetam a formação de identidades comuns preenchidas por conhecimentos significados como universais. Desenvolve-se argumentos sustentados nas contribuições da teoria do discurso de Ernesto Laclau e Chantal Mouffe, em interlocução com reflexões produzidas por Jacques Derrida na crítica que o filósofo faz ao logocentrismo. Sem a pretensão de oferecer verdades definitivas, este texto configura-se como um convite para que se possa refletir sobre a necessidade de desestabilizar as normas e expor seus limites, desconstruindo os frágeis pilares de estruturas que sustentam as pretensões democráticas de projetos de formação comum. Aposta-se na potencial hiperpolitização da luta social, que se abre com a apropriação das contribuições teóricas apresentadas neste texto.

Mapeando o conservadorismo na política educacional brasileira

PID: S0104-40602022000100134 | Periódico: Educar em Revista (0104-4060) | Ano: 2022
Autores: Lima Golbspan Santos
RESUMO Este artigo tem como objetivo contribuir no desenvolvimento do conceito de conservadorismo no contexto da política educacional brasileira a partir de análises construídas em projeto de pesquisa acerca dessa temática. A proposição teórica que aqui apresentamos é decorrente de investigação dedicada a examinar redes políticas no escopo do avanço do conservadorismo na educação, mobilizando as categorias de “aliança conservadora” e “articulação”. A pesquisa que subsidia este trabalho é orientada pela metodologia da etnografia de redes (BALL, 2014). Ao longo deste manuscrito, demonstra-se a importância de operar com o conceito de conservadorismo tendo em vista a atual onda conservadora na educação brasileira. Para tanto, aponta-se contribuições a partir dos estudos de Apple (2003; 2013), Moll (2010) e Lacerda (2019). Na sequência, ilustra-se essas discussões teóricas por meio de uma breve análise do processo de militarização da educação no Brasil. Por fim, apresenta-se o entendimento do que é o conservadorismo na atual política educacional brasileira, sintetizando alguns dos argumentos dos autores e da autora estudados e elenca-se alguns elementos, a partir da análise, deste atual conservadorismo. Conclui-se demonstrando que características trazidas por Apple, Moll e Lacerda podem contribuir para compreender o conservadorismo na política educacional brasileira, mas que ainda persistem desafios em relação ao desenvolvimento desse conceito tendo em vista especificidades do Brasil.

Mas, afinal, que sujeito é esse? Dilemas ético-políticos, concepções de democracia e os sujeitos da aprendizagem na BNCC do Ensino Médio

PID: S0104-40602022000100203 | Periódico: Educar em Revista (0104-4060) | Ano: 2022
Autores: Silva Gonçalves
RESUMO O artigo examina as relações entre os sujeitos da aprendizagem, tanto o estudante quanto o/a professor/a, e a mobilização do conceito de democracia na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) correspondente à etapa do Ensino Médio, com destaque para a área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas na versão final de 2018. A partir das circunstâncias históricas de produção dessa versão final da BNCC e da delimitação teórica dos dilemas que afetam as subjetividades contemporâneas, é analisado o modo pelo qual o conceito de democracia figura no texto da base curricular mencionada. Constata-se que a democracia é situada como regulador das aspirações ético-políticas de estudantes, sob o viés, no entanto, de horizonte de estabilidade política, desprovida de historicidade, esvaziando assim a agência e o enfrentamento da crise contemporânea pelos sujeitos da aprendizagem.

Memoriais de formação e a escrita (auto)biográfica no Estágio Supervisionado na EJA

PID: S0104-40602022000100910 | Periódico: Educar em Revista (0104-4060) | Ano: 2022
Autores: Soek Alcoforado Haracemiv
RESUMO Este texto versa sobre os memoriais de formação e sobre a escrita (auto)biográfica no Estágio Supervisionado na Educação de Jovens e Adultos (EJA), no curso de Pedagogia da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Resultante de uma pesquisa de doutorado, analisa as interações que se estabelecem entre as dimensões pessoal e profissional na formação inicial docente. Como dispositivos metodológicos, foram utilizadas “oficinas biográficas” conforme propõe Delory-Momberger (2006), “narrativas (auto)biográficas” com base nos estudos de Pineau (1988, 2006), “histórias de vida e de formação” conforme acepção de Nóvoa (1988, 1995) e de Souza (2007), relatos de “experiências” sendo apresentados em forma de “memoriais de formação” segundo Josso (2004) e segundo os pressupostos de Clandinin e Conelly (2015) para as pesquisas narrativas. Toda a análise foi estruturada por meio de Campos Investigativos, como: a identidade e a trajetória de vida em formação pela perspectiva de retrospeção; a prática pedagógica e as experiências da formação inicial docente, vivenciadas durante o estágio supervisionado na EJA, no momento presente; e a constituição da docência a partir do estágio, como constituinte do tornar-se professor(a). Os resultados de prospecção desses campos se inter-relacionam em Núcleos de Significação (AGUIAR; OZELLA, 2006) apontados pelos(as) participantes da pesquisa, de modo a desvelar as contribuições do estágio supervisionado na EJA para a significação e ressignificação dessas experiências de formação.

Mobilização do legado de Pierre Bourdieu 20 anos depois: a atualidade de um debate para a educação

PID: S0104-40602022000101202 | Periódico: Educar em Revista (0104-4060) | Ano: 2022
Autores: Medeiros
RESUMO O presente artigo se propõe a discutir o legado de Pierre Bourdieu para os debates em Educação, 20 anos após seu falecimento. Inicia-se com a exposição de obras inéditas de e sobre o sociólogo, que podem auxiliar a tarefa de apropriação e utilização de seu quadro teórico de análise. Como forma de atestar a profícua utilização de seu arcabouço, realiza-se uma exposição de pesquisa inédita realizada em bases de dados que contemplam as produções de pós-graduação, tentando identificar quantitativamente e qualitativamente, teses e dissertações que referenciam o sociólogo no título, resumo ou entre as palavras-chave, predispondo que o utilizam para tecer suas argumentações e a inferência de dados produzidos empiricamente e, a partir do mesmo, constroem conhecimento em Educação. Finaliza-se o texto com a recuperação do exposto ao longo do artigo, culminando com a sustentação do argumento da imprescindível presença e das mobilizações de Bourdieu para o campo científico educacional brasileiro.

O Contexto de Influência da Criação do Programa Bolsa Estágio Formação Docente

PID: S0104-40602022000100124 | Periódico: Educar em Revista (0104-4060) | Ano: 2022
Autores: Leal Teixeira
RESUMO Este artigo é recorte de tese de Doutorado que teve como objetivo geral analisar o Programa Bolsa Estágio Formação Docente como política estadual capixaba voltada ao estágio não obrigatório para a formação inicial de professores. Por meio de análise documental e bibliográfica, este artigo tem como objetivo analisar o contexto de influência da criação e implementação desta política. Observou-se que a criação do Programa vai ao encontro do contexto mais global das políticas de formação de professores, que se caracteriza por um discurso comum que centraliza a qualidade da educação na figura do professor e, nesse sentido, busca valorizar o contexto prático da formação, em especial os estágios e as práticas de ensino. E num contexto local, do cenário do estado do Espírito Santo, destaca-se a influência de grupo de atores empresariais na criação desta política e as fragilidades dos currículos dos cursos de formação inicial docente, especialmente no que concerne à relação teoria-prática e ao desenvolvimento profissional. Diante disso, cabe ressaltar a importância de políticas de formação como o Programa analisado, por sua possibilidade de valorização do contexto prático e integração teórico-prática. Entretanto, há a necessidade de um acompanhamento mais efetivo das atividades pedagógicas para o desenvolvimento profissional dos futuros docentes.

O teatro do oprimido: mediação e construção da autonomia

PID: S0104-40602022000100909 | Periódico: Educar em Revista (0104-4060) | Ano: 2022
Autores: Debus Balça
RESUMO Este artigo tem como objetivo situar e demonstrar os resultados de uma investigação de pós-doutoramento que analisa uma experiência de apropriação e uso dos princípios metodológicos do Teatro do Oprimido (BOAL, 2015) em estratégias de mediação do ensino de Artes nas escolas, junto aos professores e professoras de Artes da rede de ensino do município de São José em Santa Catarina, Brasil. Apontamos alguns fatores considerados favoráveis à autonomia e à capacidade do estudante de interpretar e compor o mundo a partir de suas relações no campo do ensino/aprendizagem desenvolvidas através de diálogos artísticos e de oficinas investigativas e comprometidas com perspectivas democráticas e livres. Nosso referencial teórico contou com as ideias de Augusto Boal no campo da dramaturgia e Paulo Freire e Immanuel Kant no campo da educação. As oficinas permitiram uma reflexão profunda sobre o momento atual da educação brasileira, totalmente profissionalizante, que não deixa espaço e tempo para aquilo que não é escrita ou cálculo. A metáfora de João e Maria possibilitou aos professores procurarem pelo olhar do estudante dentro do espaço ensino/aprendizagem e levarem em conta este olhar no processo de construção do saber dentro um espaço constitucionalmente democrático e aberto às experiências.

Os conhecimentos e sujeitos da Educação Ambiental: historicizando experiências formativas no Parque Nacional de Itatiaia (1937-2020)

PID: S0104-40602022000100211 | Periódico: Educar em Revista (0104-4060) | Ano: 2022
Autores: Toledo-Quiroga Ferreira
RESUMO O trabalho objetiva historicizar o modo como o Parque Nacional do Itatiaia (PNI) vem significando conhecimentos de/sobre Educação Ambiental (EA) e, simultaneamente, constituindo sujeitos que “devem” educar e ser ambientalmente educados. Ele foi produzido no Grupo de Estudos em História do Currículo, coletivo de pesquisa que se desenvolve no Núcleo de Estudos de Currículo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (NEC/UFRJ), articulando investigações interessadas em operar com a História do Currículo como História do Presente. Nossa opção pelo PNI refere-se ao fato de que este foi o primeiro espaço que se constituiu como Parque Nacional no Brasil criando um ‘modelo’ de visitação que articula, por meio de processos alquímicos, os conhecimentos de EA a serem ensinados e os variados sujeitos a quem se destinam tais conhecimentos. Em diálogo com Michel Foucault e Thomas Popkewitz, focalizamos a constituição histórica dos sujeitos visitantes a quem vieram se destinando as ações formativas do Parque para, em seguida, evidenciar como os conhecimentos de EA produzidos em tais ações vieram sendo alquimicamente transformados em meio a uma lógica que, historicamente, veio constituindo aquilo que nomeamos ‘escolar’ em estreito diálogo com os processos de disciplinarização que vieram organizando o tempo e o espaço dessa instituição. Nesse processo, destacamos o quanto os limites entre as duas instituições vieram sendo ‘borrados’, o que permitiu instaurar um entrelugar de sujeitos/visitantes/estudantes em meio a um conhecimento de EA disciplinarizado.

Os professores e sua formação profissional: entrevista com António Nóvoa

PID: S0104-40602022000100501 | Periódico: Educar em Revista (0104-4060) | Ano: 2022
Autores: Lomba Faria Filho
RESUMO Para António Nóvoa, há muitas maneiras de ser professor, uma diversidade de opções e de caminhos. Contudo, em todos eles, defende que é imprescindível compreender a complexidade da profissão em todas as suas dimensões: teóricas, experienciais, culturais, políticas, ideológicas e simbólicas. Trata-se de um conhecimento profissional docente, um conhecimento contingente, coletivo e público. E é com base nesse conhecimento que ele afirma que se devem organizar novos modelos de formação docente: uma formação que garanta aos professores espaços e tempos para o desenvolvimento do autoconhecimento e da autorreflexão sobre as dimensões pessoais, profissionais e coletivas do professorado.

Percepções de licenciandos sobre a Filosofia, seu ensino e a vivência do Estágio Curricular Supervisionado

PID: S0104-40602022000100135 | Periódico: Educar em Revista (0104-4060) | Ano: 2022
Autores: Gabriel Pereira Mendes
RESUMO Este artigo aborda as percepções sobre a Filosofia, seu ensino e a vivência do Estágio Curricular Supervisionado na perspectiva de licenciandos de um curso de Filosofia de uma universidade pública do Paraná. Tendo como sujeitos de pesquisa discentes matriculados nos dois últimos anos do curso (3º e 4º), os dados foram coletados por questionário aplicado a 46 participantes, além de entrevista com 37 sujeitos. A metodologia para análise dos dados foi a análise textual discursiva, da qual emergiram os significantes elementares que caracterizaram as respostas dadas, as quais foram codificadas de acordo com a presença ou ausência de cada um dos significantes associados às questões. Em seguida, realizou-se a análise de clusters, em que os sujeitos foram agrupados por similaridade, de acordo com as semelhanças nas respostas ao questionário. Os resultados dos quatros clusters permitem apontar que um ensino de Filosofia como experiência filosófica é de grande importância no contexto do ensino da disciplina e que o Estágio Supervisionado é um momento particular na vida do licenciando, que contribui para o desenvolvimento de sua formação integral.

Percepções nietzschianas sobre a Gestão Democrática Escolar: uma conjunção teórica possível

PID: S0104-40602022000100136 | Periódico: Educar em Revista (0104-4060) | Ano: 2022
Autores: Miki Maciel
RESUMO O presente estudo tem como objetivo geral compreender as críticas construídas por Friedrich Nietzsche à democracia e suas relações com a Gestão Escolar Democrática no Brasil. E como específicos: contextualizar a democracia quanto ao seu conceito e história; interpretar os princípios democráticos sob o enfrentamento do pensamento nietzschiano; analisar a Gestão Escolar Democrática brasileira sob a perspectiva nietzschiana. Ler, compreender e relacionar as ideias sobre a Gestão Escolar Democrática, apresentadas nos estudos bibliográficos e documentais, com as críticas de Nietzsche sobre a democracia, necessitou de um percurso metodológico singular. Em cada momento da pesquisa, a metodologia revelou não somente interpretações abstratas, mas uma realidade escolar que necessita ser constantemente reanalisada, em decorrência das contradições políticas e institucionais que afetam diretamente a democracia. Mesmo amparada legalmente, a gestão escolar historicamente vem sendo moldada conforme os princípios democráticos burgueses, adaptada a um viés meritocrático que espelha o ressentimento de uns e o júbilo de outros.

Política de ação afirmativa e as relações raciais na educação: o caso das cotas raciais da Universidade Federal de Alagoas

PID: S0104-40602022000100130 | Periódico: Educar em Revista (0104-4060) | Ano: 2022
Autores: Prado Silva
RESUMO Este artigo é um desdobramento de uma pesquisa maior, cuja finalidade foi de compreender os efeitos da implementação das cotas raciais nos cursos de Direito e Medicina da Universidade Federal de Alagoas. As reflexões aqui delineadas, a partir da política de cotas raciais, percorrem os caminhos de questionamentos das relações raciais brasileiras (QUEIROZ, 2001), forjadas a partir de um discurso entre a democracia racial, a negação do racismo e a meritocracia, como elementos que interrogam desde a sua implementação e a sua continuidade. Para tanto, relatos dos estudantes cotistas e não cotistas foram captados por meio de entrevistas semiestruturadas com o objetivo de alcançar as experiências desta política em dois cursos de maior prestígio na academia. Compreendemos a política de cotas como um instrumento necessário, ainda hoje, para a promoção da população negra ao acesso ao ensino superior brasileiro, cuja marca de exclusão tem na raça e no racismo como fatores interpretativos. Porém, a permanência dos estudantes cotistas nesse espaço tem assinalado práticas de discriminação racial. Os estudantes cotistas, desse modo, têm encontrado maiores dificuldades de permanecer em seus cursos, vistos como diferentes, cujas capacidades intelectuais são colocadas em xeque, devido ao acesso à universidade via cotas raciais.

Políticas Públicas de Educação de Adultos em Portugal - inovações e desafios

PID: S0104-40602022000100902 | Periódico: Educar em Revista (0104-4060) | Ano: 2022
Autores: Cavaco
RESUMO O reduzido nível de escolaridade da população portuguesa tem sido um problema difícil de resolver, o que se deve, em parte, ao predomínio de políticas públicas de educação de adultos limitadas, fragmentadas e intermitentes, com estatuto periférico. Todavia, nas últimas duas décadas, ocorreu um investimento neste domínio e registou-se uma elevada adesão de adultos pouco escolarizados. O artigo visa analisar os elementos de inovação e os desafios inerentes às medidas integradas em políticas de educação de adultos, em Portugal, nas últimas duas décadas. Os dados empíricos derivaram de uma investigação qualitativa, com recurso a diversas técnicas - recolha documental e entrevistas semiestruturadas, com gestores e educadores de adultos, implicados nas medidas políticas, assim como entrevistas biográficas, com adultos certificados. Os resultados da investigação revelam a inovação e a complexidade inerentes às estruturas organizacionais responsáveis pelo diagnóstico e orientação de adultos pouco escolarizados, aos cursos de educação e formação de adultos, e ao processo de reconhecimento, validação e certificação de competências. Estas medidas políticas apresentam elementos de inovação que consistem na orientação e acompanhamento dos adultos, na valorização da sua experiência e em modos de trabalho pedagógico adequados a adultos. Estes elementos de inovação, que, em grande medida, permitiram uma elevada adesão dos adultos pouco escolarizados, também têm colocado importantes desafios aos coordenadores e educadores de adultos, confirmando a importância do investimento no acompanhamento e na formação destes profissionais.

Políticas Públicas de/para a Educação de Jovens e Adultos: um balanço de artigos publicados no Portal de Periódicos CAPES

PID: S0104-40602022000100905 | Periódico: Educar em Revista (0104-4060) | Ano: 2022
Autores: Musial Araújo
RESUMO Este artigo, parte de uma pesquisa maior, intitulada Fundamentos e autores recorrentes do campo da Educação de Jovens e Adultos no Brasil: a construção de um glossário eletrônico, tem como objetivo apresentar um balanço das publicações sobre Políticas Públicas de/para Educação de Jovens e Adultos (EJA) no Brasil, tendo como base de informação o Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). De abordagem qualitativa de tipo bibliográfico, com inspiração nas pesquisas de Estado do Conhecimento, como definido por Romanowski e Ens (2006), do ponto de vista teórico, dialoga com o conceito de política pública a partir de Souza (2006), Teixeira (2002) e Mainardes (2018). Em linhas gerais, o estudo revelou a complexidade que envolve a análise das políticas públicas de/para a EJA, em decorrência das nuances e multiplicidades de categorias e temas associados.

Políticas de acesso e permanência na Universidade do Texas, Austin (EUA): elementos para reflexão sobre o caso brasileiro

PID: S0104-40602022000100123 | Periódico: Educar em Revista (0104-4060) | Ano: 2022
Autores: Heringer
RESUMO Este artigo traz análises e reflexões a partir de resultados iniciais de pesquisa realizada pela autora na Universidade do Texas em Austin, EUA (UT-Austin), durante o primeiro semestre de 2020, período em que esteve na instituição como Fulbright Visiting Scholar. Seu objetivo foi conhecer e analisar as principais políticas de acesso e permanência estudantil desenvolvidas por aquela instituição. São de especial interesse as políticas de ingresso, particularmente o plano chamado “Top 10%”, que destina um percentual de vagas aos estudantes com melhor desempenho no ensino médio em todas as escolas do Texas. Também destacamos os dados e análises sobre os chamados programas de “engajamento e sucesso acadêmico” desenvolvidos pela universidade. A análise dessas experiências também teve como objetivo subsidiar reflexões sobre as atuais políticas de acesso e permanência no ensino superior brasileiro, notadamente nas universidades federais.

Por mais experiências estéticas da natureza em escolas públicas de educação básica

PID: S0104-40602022000100129 | Periódico: Educar em Revista (0104-4060) | Ano: 2022
Autores: Iared Ferreira Hofstatter
RESUMO Este ensaio teórico objetiva problematizar as (a falta das) experiências estéticas da natureza no currículo e nas práticas escolares, e suscitar possibilidades de enfrentamento dessa ausência. Entendemos que as experiências estéticas~éticas~políticas2 são constituintes e não dissociadas nos emaranhados da vida, e que nossos corpos estão em constante correspondência com o mundo mais que humano. Iniciamos o manuscrito, resgatando os principais documentos globais e leis nacionais que orientam a educação ambiental nas escolas. A partir disso, discutimos a negligência das recentes políticas públicas em educação ambiental no âmbito da escola. Pautadas/os na corrente filosófica da ecofenomenologia, defendemos uma educação ambiental escolar menos antropocêntrica e que preconize, também, mais experiências estéticas na natureza. Assim, argumentamos sobre as limitações legislativas, configurações de espaço escolar e do currículo para que essa educação ambiental seja concretizada.

Relação sujeito/conhecimento nas políticas de currículo da educação em ciências dos últimos tempos: contribuições pós-estruturais ao debate

PID: S0104-40602022000100204 | Periódico: Educar em Revista (0104-4060) | Ano: 2022
Autores: Pimentel Júnior
RESUMO A partir da incorporação mais expressiva das teorias pós-estruturais ao campo do currículo nos últimos anos, o objetivo deste ensaio teórico é apresentar contribuições ao debate em torno da relação sujeito/conhecimento científico nas políticas de currículo da Educação em Ciências, buscando explorar suas ressonâncias na significação do que venha a ser considerado um sujeito “cientificamente educado”. Por meio de quais enquadramentos pedagógicos e curriculares a identidade do sujeito “educado em ciências” vem sendo produzida nas políticas? Quais podem ser as contribuições do movimento de pensamento pós-estruturalista ao debate em torno da relação sujeito/conhecimento científico na definição do que significa ser educado em ciências? Para discorrer sobre esse objetivo e essas questões, decidi transitar por diferentes registros curriculares da área da Educação em Ciências, sem pretensões de exaustão, trazendo ao ensaio aspectos que caracterizam o cenário das políticas formativas no campo, focalizando especificamente aqueles relativos ao papel do conhecimento científico na formação da identidade do sujeito. Em diálogo com autores como Judith Butler (2015), Gert Biesta (2013), Stuart Hall (2006), Lopes e Macedo (2011), Laclau e Mouffe (2015), entre outros, o ensaio é um investimento teórico implicado na defesa de narrativas abertas à diferença e ao diferir do sujeito nas políticas de currículo da Educação em Ciências.

Retórica, escrita jornalística e instrução: narrativas políticas em disputa no Império brasileiro (Minas Gerais, 1825-1832)

PID: S0104-40602022000100127 | Periódico: Educar em Revista (0104-4060) | Ano: 2022
Autores: Jinzenji Verona
RESUMO O artigo analisa a função educativa dos jornais do período de 1825 a 1832, problematizando as estratégias de escrita dos seus redatores. Dialoga com autores do campo da História da Leitura e da História da Cultura Escrita, utilizando como fontes, quatro periódicos liberais de grande circulação, impressos na província de Minas Gerais, e dois compêndios de retórica impressos em Portugal no século XVIII. Identifica os elementos da Retórica como fórmula para construir os argumentos em defesa da monarquia constitucional e combate ao absolutismo. São analisadas três estratégias comuns utilizadas pelos redatores para persuadir os leitores e influenciar a opinião pública: a produção da polêmica pela polarização política simplificada; a instituição do medo e do risco iminente do Brasil retornar ao status de colônia portuguesa; e a ridicularização dos opositores políticos por meio da ironia e do deboche. Essas estratégias demonstram a influência de elementos da oralidade na escrita dos jornais, condicionada pela ambiência intelectual e política dos redatores, e pela necessidade de atingir a ampla população não leitora do período.
Reportar erro A