☰ Menu
Educ@

Busca por Índice

Filtro por título, resumo, autor, periódico e ano

Total: 41435 | Página 5 de 2072
0 resultados selecionados

Contribuições da iconografia de Boris Kossoy e da iconologia de Erwin Panofsky para a pesquisa em História da Educação

PID: S1982-78062025000100419 | Periódico: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Ano: 2025
Autores: Costa Santos
Resumo A análise da fotografia como documento insere-se no campo da História Social e da História das Mentalidades. O artigo situa a importância das fontes iconográficas no contexto da pesquisa em história da educação. A iconografia não rivaliza nem nega outras fontes, mas articula-se com elas, fornecendo informações inéditas, nem sempre encontradas nos documentos clássicos. O texto traz uma discussão metodológica sobre a utilização de fotografias na pesquisa historiográfica. Propõe e foca no alinhamento de duas perspectivas de análise fotográfica: a iconografia de Boris Kossoy e a iconologia de Erwin Panofsky, em diálogo com as análises de Ana Maria Mauad, Solange Ferraz de Lima, Vânia Carneiro de Carvalho e Ulpiano Toledo Bezerra de Meneses. Em conjunto, a iconografia e a iconologia abrem novos espectros de abordagem, análise e interpretação da história. As duas técnicas contribuem para a decifração do conteúdo imagético. As fotografias não são recursos alegóricos. Carregam simbologias, representações e significados que não podem ser desprezados pela historiografia da educação. Não é o quantitativo de imagens arroladas no estudo que confere qualidade à pesquisa, mas o esforço interpretativo do pesquisador na busca das relações causais dos fenômenos históricos que podem ser encontradas no artefato fotográfico.

Cultura mapuche e sua não descolonização no Chile

PID: S1982-78062025000100425 | Periódico: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Ano: 2025
Autores: Muñoz
Resumo Entre os séculos XIII e XIV, desenvolveu-se uma cultura importante se desenvolve na região central do Chile: a dos mapuches, que em mapuche significa "povo da terra": ocupavam uma área entre os rios Maule e Tolten, da costa aos vales centrais. Assimilaram a cultura agrícola e sedentária e, além disso, tinham gado à base de lhamas e alpacas, das quais obtinham lã para suas roupas. Eles mal desenvolveram metalurgia. O povo Mapuche está e sempre esteve entre as etnias indígenas mais importantes do país, tanto por seu peso social e demográfico quanto por seu forte senso de identidade cultural, que historicamente encontrou formas de resistência e adaptação à dinâmica de contato fronteiriço com espanhóis e chilenos. Na verdade, nunca foi subjugado pelos espanhóis e somente com a chamada 'Pacificação da Araucanía', o exército chileno os despojou de suas melhores terras e os entrincheirou, que é a origem do problema atual desse grupo étnico com o Estado chileno que começou há meio século e que não terminará até que as terras de seus ancestrais sejam devolvidas a eles; pela mesma razão, ainda não foi descolonizado.

Da Arte de Silabar aos modernos silabários da Língua Portuguesa: a persistência da língua ensinada

PID: S1982-78062025000100301 | Periódico: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Ano: 2025
Autores: Magalhães
Resumo A linguagem progride e torna-se mais complexa em conformidade com o desenvolvimento dos indivíduos, das sociedades, da humanidade. A partir de final da Idade Média, as línguas vernáculas formalizaram gramáticas para uniformização, normalização e ensino da linguagem falada e escrita. Os silabários passaram a constituir um meio fundamental para o ensino das línguas às crianças, mas também a adultos. Neste texto, esboça-se um olhar comparativo e de longa duração sobre o ensino da Língua Portuguesa, cujo primeiro silabário, A Arte de Silabar, foi criado por João de Barros, em meados do século XVI, e o das línguas francesa, inglesa, castelhana. Procurar-se-á compreender e justificar, nos planos pedagógico e psicolinguístico, a longa-duração e a persistência dos silabários nas línguas ensinadas. Modalidade de pequeno livro didáctico que tem perdurado ora como verbete autónomo, ora integrado em compêndios compósitos de leitura e escrita, mais recentemente, o silabário constitui também jogo de linguagem facultado através de suportes digitais.

Da escravidão à cidadania elegível: a trajetória de José Agostinho dos Reis em defesa da ciência e da educação popular

PID: S1982-78062025000100402 | Periódico: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Ano: 2025
Autores: Alves
Resumo O presente artigo visa refletir sobre as contribuições de sujeitos invisibilizados pela historiografia tradicional, mas que desempenharam papeis relevantes na educação popular e no processo abolicionista brasileiro, por meio da trajetória de José Agostinho dos Reis. Durante as últimas décadas do século XIX, a educação e a abolição passaram a ser debatidas e, por alguns, consideradas como necessárias ao processo de modernização do Império para alcançar os objetivos de civilidade e progresso. Escravizados e escravizadas, assim como pessoas que saíram do cativeiro e até livres, investiram na educação como possibilidade de transformação social e combate ao preconceito existente. Nascido na condição de escravizado, José Agostinho dos Reis tornou-se abolicionista, formou-se em Engenharia e foi professor na Escola Politécnica, assumindo sua direção interina e alcançando prestígio e reconhecimento social. Dessa forma, sua vivência permite perceber as complexidades das relações estabelecidas entre escravidão e liberdade, além do papel da educação nessa configuração.

Educando mulheres, aguçando sensibilidades: medicamento, artefatos e acessórios em propagandas no Jornal Diário da Tarde - 1920

PID: S1982-78062025000100433 | Periódico: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Ano: 2025
Autores: Corrêa
Resumo Este trabalho aborda, sob a ótica das sensibilidades (Le Breton, 2016; Pesavento, 2005), conteúdos de propagandas destinadas à mulher, contidos em anúncios do jornal Diário da Tarde do ano de 1920. A finalidade é refletir sobre o fato de que os conteúdos presentes nas propagandas contêm representações (Chartier, 2011, 1990) que consubstanciam modos de educar por meio de processo de inculcação de valores, atitudes e comportamentos femininos, incidindo sobre suas sensibilidades. São analisados anúncios sobre vitaminas, artefatos e acessórios destinados às mulheres. Para Kotler e Keller (2012), a publicidade é um modo de veicular informações que promovem tipos de produtos ou serviços, não descartando o seu caráter persuasivo. É neste aspecto que ela incide sobre a mulher, na medida em que comporta elementos referentes à sensibilidade feminina, utilizando-se de linguagem específica.

Educação católica em Mariana: notas sobre a influências da Ratio Studiorum no Seminário Nossa Senhora da Boa Morte (1750)

PID: S1982-78062025000100427 | Periódico: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Ano: 2025
Autores: Lima-Jardilino Pereira
Resumo O presente texto tem como objetivo apresentar a estrutura básica do plano de ensino da educação jesuíta - Ratio at que Institutio Studiorum Societatis Iesu, e sua influência no seminário Nossa Senhora da Boa Morte, que se desenrola, sobretudo, por meio do primeiro regulamento desta instituição. O texto terá por base a análise documental do Ratio Studiorum na versão traduzida e comentada pelo Pe. Leonel Franca, e do primeiro regulamento do Seminário de Mariana, promulgado em 1760 por Dom Frei Manuel da Cruz. Também, no intuito de cumprir o objetivo proposto, será utilizado o regulamento do seminário de Belém da Cachoeira, uma instituição de ensino fundada pelos Jesuítas no século XVII. Esse documento auxiliará na conexão do regulamento do seminário de Mariana com o modelo educacional Jesuíta.

Educação tecnocrática: controle social e a reprodução das desigualdades estruturais

PID: S1982-78062025000100437 | Periódico: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Ano: 2025
Autores: Brasão Araújo
Resumo Este estudo interdisciplinar investiga o tecnicismo na política e educação brasileiras de 1968 até o fim dos anos 1970, por meio de uma abordagem qualitativa e documental embasada em Fazenda (2013). Durante a ditadura civil-militar no Brasil, o tecnicismo educacional foi mais que uma abordagem pedagógica, ao ser aplicado para o controle ideológico e a manutenção do poder autoritário. Implementado nas reformas de ensino, priorizava eficiência técnica em detrimento de uma formação crítica, ao utilizar a educação para conformar e reprimir a dissidência. Na tentativa de sustentar o regime, tal perspectiva também contribuiu para seu declínio, ao ignorar as forças culturais que resistiam à imposição. Assim como no passado, a abordagem analisada subordina o ensino às necessidades econômicas, reforça desigualdades e limita a formação crítica dos estudantes.

Entrevista com Justino Magalhães (Universidade de Lisboa): internacionalização, memória e mediação

PID: S1982-78062025000100200 | Periódico: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Ano: 2025
Autores: Pinheiro Sales Souza
Resumo Esta entrevista com Justino Magalhães, Professor Catedrático do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, aborda aspectos fundamentais de sua trajetória intelectual, com ênfase na internacionalização das pesquisas em História da Educação entre Brasil e Portugal. A partir de um diálogo realizado em Lisboa, durante a AFIRSE 2025, o professor compartilha reflexões sobre os intercâmbios acadêmicos luso-brasileiros desde a década de 1980, sua concepção de formação docente e o papel da pesquisa histórica no fortalecimento das redes internacionais de colaboração. As falas do entrevistado, entrelaçadas por memórias, conceitos e experiências, iluminam os desafios e as possibilidades da internacionalização crítica do conhecimento, tal como proposto por autores como Mário Luiz Neves de Azevedo e pelas abordagens contemporâneas da educação superior em perspectiva global. Trata-se de um documento que conjuga densidade teórica e sensibilidade humana, reafirmando o papel da História da Educação como campo de luta simbólica por uma escola mais justa e democrática.

Escola pública e memória: vivências de professoras aposentadas do município de Portão (Rio Grande do Sul)

PID: S1982-78062025000100412 | Periódico: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Ano: 2025
Autores: Colling Magalhães Rocha
Resumo Este artigo apresenta momentos e reflexões sobre a carreira de professoras, hoje aposentadas, que trabalharam no ensino fundamental, em escolas públicas no município de Portão/RS. Este é um recorte da tese de doutorado interdisciplinar em Processos e Manifestações Culturais, reunindo estudos etnográficos com sete mulheres. As memórias destas mulheres trazem os modos de ingresso no trabalho com contratos e concursos, os desafios da sala de aula e a ocupação de cargos e outros setores na escola. Estes percursos permitem observar a escola pública por vários ângulos e os processos que ocorreram ao longo da carreira profissional em educação, considerando que cada escolha possibilita modos de aprender com os desafios apresentados.

Formação de professores de Educação Física no Pará nas décadas de 1930 e 1940

PID: S1982-78062025000100415 | Periódico: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Ano: 2025
Autores: Faro Rocha Junior
Resumo Este texto trata da formação de professores de Educação Física no Pará, entre as décadas de 1930 e 1940. Em 1934, o primeiro Curso de Educação Física visava preparar professores e instrutores de Educação Física, e a orientação era privilegiar a formação de professores e intensificar o ensino da Educação Física nos estabelecimentos de ensino. Já em 1942, foi organizada a criação de uma Escola de Educação Física no Pará, tendo o Curso Normal e função de formar um corpo de professores de Educação Física capaz de orientar, difundir e unificar a sua prática em todo estado. Mediante a efetivação do Curso de 1934 e do Curso Normal de 1942, foram habilitadas setenta professoras para trabalharem no ensino primário, as primeiras cuja formação ocorreu no Pará. Mesmo com funcionamento interrompido, ambos os cursos contribuíram para o desenvolvimento da Educação Física no estado.

História do ensino da leitura no Brasil e os silabários do século XIX

PID: S1982-78062025000100304 | Periódico: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Ano: 2025
Autores: Rocha
Resumo Este trabalho tem como objetivo analisar os livros escolares produzidos e/ou divulgados no Brasil no século XIX, intitulados de silabários, cotejando-os para compreensão de seus dispositivos gráficos e dos ideários sobre o ensino de leitura que propagavam. Para tanto, inicialmente realizou-se um inventário desses impressos nas fontes da Hemeroteca Digital Brasileira, buscando, além dos títulos, as definições e representações típicas de um silabário no Brasil. Em seguida, procedeu-se à análise de três silabários brasileiros localizados em sua integralidade nos acervos da Fundação Casa de Rui Barbosa e da Biblioteca Nacional, ambos no Rio de Janeiro, investigando seus autores, sua materialidade e os métodos de ensino da leitura propostos. Almejou-se, com esse estudo, contribuir para a história do ensino de leitura no Brasil, compreendendo as especificidades da produção editorial dos silabários e a maneira como esses materiais vislumbravam práticas de ensino de leitura no contexto oitocentista.

Itinerários biográficos de mulheres intelectuais mediadoras na editoria da Revista Educando (Minas Gerais, 1927-1945)

PID: S1982-78062025000100421 | Periódico: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Ano: 2025
Autores: Alves Nogueira
Resumo À luz da História das Intelectuais e do método prosopográfico, apresentamos um estudo sobre a trajetória de sete professoras - Dulcie Kanitz Vicente Vianna, Leonilda Scarpelli Montandon, Letícia Chaves Campos, Marieta Leite, Maria Luíza de Almeida Cunha, Ondina Amaral Brandão e Zembla Soares Pinheiro Chagas - que estiveram à frente da editoria da Revista Educando, impresso de orientação técnico-pedagógica publicado entre 1940 e 1945 pela Associação de Professores Primários de Minas Gerais, entidade fundada em 1931 com o objetivo de promover a formação moral, intelectual e a cultura pedagógica das professoras primárias mineiras. O recorte, 1927 a 1945, se refere ao ínterim em que elas se mudaram para Belo Horizonte, construindo suas redes de sociabilidades e se dedicando à difusão dos Métodos Ativos propagados pelas reformas educacionais mineiras das primeiras décadas do século XX. A atuação profissional e intelectual dessas mulheres permite reconhecê-las como intelectuais mediadoras do campo da Educação brasileira.

Livros didáticos durante a Lei Orgânica do Ensino Secundário: fontes para o estudo da História das Disciplinas Escolares

PID: S1982-78062025000100426 | Periódico: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Ano: 2025
Autores: Pessanha Moreira
Resumo Este artigo objetiva analisar como a história de duas disciplinas escolares, História do Brasil e Língua Portuguesa, pode ser escrita tendo como fonte livros didáticos, produzidos/adaptados para atender às determinações da Reforma Capanema (1942-1961), e como essa história se vincula à história do Ensino Secundário. Foram analisados dois livros didáticos de cada disciplina, em consonância com os programas curriculares correspondentes, abrangendo o período de vigência da Lei Orgânica do Ensino Secundário. O elo de comparação entre os livros analisados foi a “formação da consciência patriótica” estabelecida na Exposição de Motivos que sustentou a reforma. Concluiu-se que há particularidades entre as disciplinas, e especialmente entre os livros didáticos analisados, uma vez que a forma de seguir os programas variou em cada caso, mesmo pertencendo ao mesmo recorte temporal e ao mesmo nível de ensino.

O Ginásio Espírito Santo (1908-1930): livro, práticas de leitura e atividade literária

PID: S1982-78062025000100436 | Periódico: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Ano: 2025
Autores: Salim Simões
Resumo O presente trabalho investiga práticas de leitura desenvolvidas no Ginásio do Espírito Santo, focalizando os espaços de leitura e as condições de acesso a livros, as formas de controle exercidos na escola em relação à leitura, leituras de alunos fora dos espaços escolares, indicações de obras didáticas e literárias adotadas, bem como uso e apropriação da leitura pelos alunos da instituição investigada. O trabalho foi norteado, principalmente, pelas reflexões teóricas de Marc Bloch, Michel de Certeau, Carlo Ginzburg e Roger Chartier. Ficou evidente que se, por um lado, nas salas de aula, a leitura e o trabalho com textos literários estavam a serviço do estudo da gramática e dos exercícios de eloquência, dentro dos rígidos princípios pedagógicos que regiam o ensino; por outro lado, a rigidez das normas sociais e escolares não se mostra capaz de coibir diferentes usos e apropriações da leitura.

O Syllabario Escolar de Miguel Maria Jardim e a doutrina mnemonisada para o aprendizado da leitura (1878)

PID: S1982-78062025000100306 | Periódico: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Ano: 2025
Autores: Panizzolo
Resumo O objetivo desse artigo é analisar a produção, a materialidade e a circulação de um silabário ainda pouco conhecido, denominado Syllabario Escolar, produzido por Miguel Maria Jardim, nascido em Portugal em 1841 e naturalizado brasileiro em 1877. Formado pela Escola Normal de Niterói, atuou como professor, delegado literário, no comércio de livros, colaborador na imprensa fluminense e autor de livros. O Syllabario Escolar, com 64 páginas, apresenta de modo sequencial as sílabas a serem aprendidas, sem lições separadas. A obra foi publicada em 1878 pela Imprensa Industrial, no Rio de Janeiro. Ancorado nas contribuições da História Cultural e tendo como fonte central o silabário, entrecruzado com as notícias publicadas em jornais disponíveis na Hemeroteca Digital Brasileira da Biblioteca Nacional, busca-se problematizar o silabário em relação às discussões de sua época, bem como seu autor.

O arquivo pessoal de Durval Pinto: o movimento de renovação da formação dos professores do Paraná nas primeiras décadas do século XX

PID: S1982-78062025000100434 | Periódico: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Ano: 2025
Autores: Pialarissi Burioli
Resumo Este trabalho tem como objetivo analisar a formação docente de Durval Pinto por meio do seu arquivo pessoal, encontrado no já desativado Museu Histórico Regional Professor David Carneiro da UNESPAR - Campus Apucarana/PR, tendo como foco de análise o período em que estudou na Escola de Professores de Curitiba, entre 1942 e 1944, tentando estabelecer relações com o movimento de renovação do ensino. Para isso, questiona-se: Como o professor formado na Escola de Professores de Curitiba, sob a influência do movimento escolanovista, participou do processo de expansão de um método que pretendia mudar os rumos da educação pública paranaense? A partir do arquivo pessoal do professor Durval Pinto e por meio de revisão bibliográfica, conclui-se que mesmo que tenha ocorrido um conflito entre teoria e prática, o professor foi um dos meios mais eficazes para atingir a população localizada no interior do estado com um novo modelo de educação.

O catecismo na escola e a formação da Igreja. O Grupo Escolar João Alcântara e a religião (1938-1962)

PID: S1982-78062025000100423 | Periódico: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Ano: 2025
Autores: Silva Quillici Neto
Resumo O presente trabalho tem como objetivo investigar a presença dos preceitos católicos no Grupo Escolar João Alcântara de Porteirinha/MG durante o período de 1938 a 1962. Indagaremos como algumas orientações papais foram postas em prática no cotidiano escolar. O investimento na educação foi uma poderosa estratégia no que diz respeito à expansão e à manutenção do poder da Igreja Católica. O trabalho avança ao mostrar como as aulas de Catecismo foram integradas ao cotidiano escolar. Como método de investigação, propomos a Pesquisa Bibliográfica realizada em livros, artigos, dissertações e teses. Além disso, empregamos a Pesquisa Documental que inclui a análise das fontes que circulavam na época, como: livros de atas de reuniões de docentes, jornais locais, leis e decretos do executivo local, documentos pontifícios e episcopais, manuscritos, álbum de fotografias, livros de atas das associações religiosas e seus manuais e livros do tombo paroquial. Conclui-se que as crianças e a mocidade em Porteirinha/MG, durante o período estudado, foram arregimentadas no Catecismo da Igreja. Os instrumentos utilizados para isso foram, sobretudo, a ação conjugada da imprensa e da escola. Esta frente de ação também nutriu o povo de instrução religiosa por meio da presença das aulas de Catecismo e do Ensino Religioso. Quanto à imprensa, os jornais, os panfletos e os livros passaram a ser não apenas um aparato religioso, mas objetos da cultura religiosa.

O ensino de História da Educação nas Faculdades Integradas Santo Tomás de Aquino (Uberaba, Minas Gerais, Brasil, 1951-1980)

PID: S1982-78062025000100400 | Periódico: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Ano: 2025
Autores: Soares Gatti Júnior
Resumo Trata-se da comunicação de resultados de investigação sobre o ensino de História da Educação ministrado no Curso de Pedagogia das Faculdades Integradas Santo Tomás de Aquino (Fista), na cidade Uberaba, no Estado de Minas Gerais, no Brasil, no período compreendido entre 1951 e 1980. Partiu-se das ideias de Casali (1995) e Gatti Jr. (2017), com utilização de fontes documentais e orais, por meio de consulta direta aos acervos institucionais e da coleta de depoimentos de egressas e docentes. Os resultados apontam para a permanência e importância da disciplina no currículo do Curso de Pedagogia no período em referência, o que se fez por meio da conjugação dos conteúdos disciplinares tradicionais no âmbito da disciplina com estratégias de disseminação de valores religiosos católicos, bem como para o caráter tardio da abordagem de temáticas vinculadas à História da Educação Brasileira.

O processo de implantação do Colégio Estadual de Bagé pelas páginas do Jornal Correio do Sul (1950-1955)

PID: S1982-78062025000100430 | Periódico: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Ano: 2025
Autores: Camargo Bica
Resumo O foco deste estudo foi investigar o processo de implantação da atual Escola Estadual de Ensino Médio Dr. Carlos Antônio Kluwe, em Bagé, durante a década de 50. Empregando análise documental, através da revisão das publicações do jornal Correio do Sul de 1950 a 1955, a pesquisa explorou como se deram as demandas sociais, os atores políticos chave no processo, e o impacto desse movimento para a trajetória educacional de Bagé. Fundado em 1914 por lideranças do Partido Federalista, o Correio do Sul consolidou-se como o principal veículo opositor ao dominante Partido Republicano Rio-Grandense na imprensa local. Tornou-se, em 1961, o único jornal impresso da cidade e manteve presença contínua até 2008. Por ser o único com acervo completo preservado na hemeroteca do Arquivo Público Municipal, constitui uma fonte documental privilegiada para o estudo do período. Os achados apontam para a importância histórica e educacional da escola, destacando a ativa participação da comunidade local e o papel decisivo do Prefeito Carlos Kluwe na inauguração dessa era de ensino secundário gratuito na região. Além disso, a escola se notabilizou como a primeira a oferecer, posteriormente, o segundo ciclo educacional completo, reafirmando seu papel pioneiro na promoção do acesso gratuito à educação.

Organização e personagens da formação profissional agrícola primária no início do século XX: os Aprendizados Agrícolas

PID: S1982-78062025000100429 | Periódico: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Ano: 2025
Autores: Nery
Resumo Nas primeiras décadas do século XX, a partir da promulgação da Lei nº 8.319 de 1910, o Governo Federal buscou estruturar o ensino profissional agrícola em nível nacional, para tanto criou os Aprendizados Agrícolas, instituições destinadas a desenvolver a política educacional para o ensino agrícola primário. Neste artigo, a partir de leis, decretos, relatórios ministeriais e de diretores dos Aprendizados Agrícolas, é discutida a estrutura dos cursos e a clientela destas instituições, além, da quantidade de matrícula, taxas de aprovação e reprovação e outros elementos que ajudam a compreender os seus objetivos formativos entre os anos de 1910 e 1934, ano em que houve um reordenamento do ensino agrícola através do decreto nº 24.115.
Reportar erro A