☰ Menu
Educ@

Busca por Índice

Filtro por título, resumo, autor, periódico e ano

Total: 41435 | Página 66 de 2072
0 resultados selecionados

Projetos de vida e representações sociais de Ensino Médio para estudantes: uma articulação com a abordagem dialógica

PID: S1981-416x2025000100153 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2025
Autores: Santana Chamon Camarini
Resumo Estudos na área da Educação, e em especial sobre o Ensino Médio, voltam-se para as especificidades do estudante dessa etapa da Educação Básica e para a relação que se estabelece com o trabalho, com o emprego e o crescimento econômico, e com a elaboração de seus projetos de vida. Considera-se, neste estudo, projetos de vida (no plural) como expressões das possibilidades de escolha do sujeito diante das circunstâncias que se apresentam ao longo de sua vida, e relacionados ao desejo de realizações, de transformações, nas diferentes dimensões da vida (intelectual, física, emocional, social e cultural), observando-se o passado e o presente, na perspectiva de futuro. Com objetivo de analisar as representações sociais de Ensino Médio e curso profissionalizante, e como se relacionam com projetos de vida, realizou-se estudo envolvendo 218 estudantes do Ensino Médio, de escolas públicas, utilizando questionários e entrevista semiestruturada como instrumentos de coleta de dados. Na análise dos dados, buscou-se articular as abordagens sociogenética e dialógica, da Teoria das representações sociais. Os resultados revelam que os desejos e expectativas dos estudantes frente ao futuro estão intimamente relacionados com conquistar uma profissão valorizada, ser reconhecido (socialmente) e obter estabilidade financeira e familiar.

Projetos e vida: narrativas de egressos do Ensino Médio Integral do estado de São Paulo

PID: S1981-416x2025000100192 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2025
Autores: Pucci Seimandi Ferreira
Resumo Recentes reformas do Ensino Médio mudaram a configuração da oferta desta etapa da Educação Básica. O presente estudo tem como objetivo compreender como as experiências e relações estabelecidas no Ensino Médio de tempo integral participam na formação cidadã de alunos egressos do Ensino Médio. Para tanto, foram analisadas as narrativas de egressos do Ensino Médio de uma escola estadual, localizada no interior de São Paulo, que aderiu ao Programa Ensino Integral (PEI). O fundamento teórico é amparado por uma perspectiva crítica, construída a partir da contribuição de autores que discutem a Educação e o Ensino Médio no contexto neoliberal. Apresenta-se uma contextualização do Programa Ensino Integral (PEI) de São Paulo e do Projeto de vida (considerado fio condutor de perspectivas e ações do PEI). O diálogo com egressos aponta que as experiências que promovem reflexão, autonomia e emancipação têm mais possibilidades de acontecerem dentro de um modelo que inclua o aluno mais tempo na escola, que o permita construir um projeto de/para a sua vida, considerando o olhar responsável e coletivo. Ainda, as oportunidades de exercício da cidadania não foram méritos de um Programa, mas possibilitadas por um contexto escolar que reunia condições para tal.

Prática docente: análise do desenvolvimento de uma sequência didática para o trabalho com a inclusão na Educação Infantil

PID: S1981-416x2025000301202 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2025
Autores: Conceição
Resumo Os objetivos da pesquisa consistem em apresentar uma sequência didática desenvolvida para o último ano da Educação Infantil, visando o desenvolvimento de um ambiente inclusivo, e analisar o desenvolvimento dessa sequência a partir das percepções dos educandos sobre as deficiências, comparando-as antes e após a intervenção. Para isso, selecionou-se uma turma de uma Escola Municipal de Educação Infantil, com educandos de 5 e 6 anos. Inicialmente, na Hora de Estudo Coletivo, os professores da escola selecionada, participaram de formações relacionadas com a inclusão. Ao final, elaborou-se uma sequência didática sobre a temática para ser trabalhada com os educandos. Antes e após o trabalho com essa sequência, os educandos responderam a um questionário relacionado com percepções de deficiências, cujas respostas foram categorizadas em: “desconhecimento”, “ideia fantasiosa”, “informação equivocada” e “resposta favorável”. Houve aumento das respostas favoráveis sobre a percepção dos educandos relacionadas com todas as deficiências. A variação relativa em relação ao valor inicial das respostas favoráveis é de 76,3%, demonstrando um aumento significativo do conhecimento da temática inclusiva. A ordem das respostas mais favoráveis para as menos favoráveis estava relacionada com: Deficiência Visual, Auditiva, Física e Intelectual.

Práticas pedagógicas e questões sociais: evasão na Educação de Jovens e Adultos

PID: S1981-416x2025000301252 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2025
Autores: Guimarães
Resumo Esta pesquisa teve por objetivo identificar nas produções acadêmicas os fatores que contribuem para a evasão na Educação de Jovens e Adultos - EJA. Para tanto, realizamos um levantamento na base de dados da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD), a partir do descritor “MOTIVOS EVASÃO EJA” no título e no resumo. Os resultados evidenciados nas 22 pesquisas apontam que os fatores que contribuem para a evasão na EJA estão atrelados a duas grandes categorias: 1a) questões sociais: trabalho, dinâmicas familiares, carência de incentivo familiar, maternidade, casamento, optar entre trabalhar e estudar, e acabam dando preferência para o trabalho, entrada precoce do mercado de trabalho, obstáculos de mobilidade, desgaste que o trabalho provoca; 2a) ligação com o espaço escolar: prática pedagógica inadequada, ausência de material didático específico, desconexão entre o currículo escolar e a realidade dos alunos. Acreditamos que é necessária a reconfiguração da EJA, com políticas públicas que considerem as às especificidades e particularidades dos sujeitos que recorrem a essa modalidade de ensino. Sujeitos estes que, após terem o acesso à educação negado e interrompido por diversos fatores, enfrentam novamente desafios sociais, econômicos e culturais para dar continuidade aos estudos.

Quando a dignidade não cabe na ementa: uma análise da formação inicial de pedagogas(os) no Brasil

PID: S1981-416x2025000301342 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2025
Autores: Souza Reis Furtado
Resumo Este apresenta a presença/ausência de indicadores da Educação em Direitos Humanos (EDH) nos currículos dos cursos de Pedagogia no Brasil, a partir da análise de conteúdo de 220 Projetos Pedagógicos de Curso (PPCs) de instituições públicas e privadas. Os resultados revelam que a EDH permanece marginalizada, com abordagens fragmentadas, pontuais e frequentemente eletivas, sem articulação interdisciplinar e sem centralidade na formação docente. A investigação adota uma abordagem qualiquantitativa e fundamenta-se em referenciais críticos e decoloniais, apontando que os princípios de igualdade, liberdade e identidade são os mais recorrentes, enquanto dimensões como relações étnico-raciais, de gênero, afetivo-sexuais e mais-que-humanas são escassamente abordadas. O estudo interpreta esses dados como expressão de um projeto de formação ainda ancorado em um mito universal de humanidade, que silencia outras formas de existência e conhecimento. Ao propor a EDH decolonial como prática ética e insurgente, o artigo defende uma formação que valorize a dignidade em sua dimensão relacional, política e planetária.

Redes que conectam: superando desafios no atendimento aos estudantes do Ensino Superior

PID: S1981-416x2025000301516 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2025
Autores: Magnago Pavão
Resumo Este estudo examinou a conjuntura do Ensino Superior Público referente aos obstáculos enfrentados pelos estudantes e às ações de apoio psicopedagógico para superá-los. Realizou-se o estudo de múltiplos casos e a Epistemologia Qualitativa embasou a análise através do Método Construtivo-Interpretativo. O resultado indicou uma avaliação positiva das ações de apoio psicopedagógico ofertadas a estudantes de uma Universidade Federal, identificou limites na sua propositura e estabeleceu determinantes para a criação de um espaço acadêmico que conjugue formação superior e permanência universitária com qualidade. Conclui-se que é necessário atuar sobre a causa dos obstáculos, por meio de práticas interligadas e inclusivas, e de acolhimento e corresponsabilização no atendimento aos estudantes.

Reflexões sobre a formação de professores e o ensino de temas de Geociências na educação básica

PID: S1981-416x2025000100258 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2025
Autores: Silva Rezende Filho
Resumo O presente trabalho busca analisar aspectos da identidade epistemológica das Geociências, bem como das particularidades de seu ensino, entendendo-os como elementos relevantes para os debates sobre a formação e sobre a prática docente. A fim de embasar essas reflexões serão descritos os resultados de um processo de revisão narrativa de parte da produção realizada nos últimos vinte anos voltadas à temática em destaque. A leitura dos trabalhos permitiu identificarmos importantes elementos para esse debate: Ao abordar a identidade das Geociências, os autores destacam sua relação com a empiria, seu caráter histórico e experimental e sua correlação com outros campos do saber. Ao abordar seu ensino, reforçam sua relevância para a formação de cidadãos conscientes acerca de temas científicos e para seu papel na promoção de uma aprendizagem sistêmica e multidisciplinar das ciências. No que se refere à formação específica de professores da educação básica para atuação no ensino de Geociências, os trabalhos demonstram a necessidade de refletir sobre possíveis mudanças estruturais na capacitação inicial acadêmica, da mesma forma como buscam refletir e construir novas experiências de formação continuada.

Reflexões sociológicas para quê? Com acadêmicos indígenas, em contexto universitário amazonense

PID: S1981-416x2025000201033 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2025
Autores: Carvalho Saraiva
Resumo Este artigo tem como objetivo refletir sobre a importância do componente curricular sociologia da educação, com acadêmicos indígenas multilíngues no curso de Licenciatura em Letras, executado por uma universidade pública, pelo Programa de Formação de Professores (Parfor), em 2024, no município de São Gabriel da Cachoeira, no estado do Amazonas. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aproximadamente 76,9% da população de São Gabriel da Cachoeira se identifica como indígena. Participaram do estudo 81 estudantes, professores em formação de várias etnias. A metodologia desta investigação possui abordagem qualitativa, do tipo descritiva, desenvolvida à luz da pesquisa-ação (Thiollent, 2003), com estratégias etnográficas (Chizzotti, 2003). A pesquisa-ação foi adotada por se tratar de uma investigação com foco em experiências de aprendizagens, em duas turmas, no curso de Licenciatura em Letras. Participaram da pesquisa 81 acadêmicos indígenas falantes das respectivas línguas no chão da universidade. Como resultado, destacam-se coeficientes de performance com média superior à nota mínima para aprovação. Os acadêmicos compreenderam os conteúdos, de forma crítica e reflexiva, do componente curricular a partir das vivências diárias de suas comunidades em contexto da universidade, aliados aos saberes ancestrais e a organização política e social das comunidades em que estão inseridos.

Representações sociais de professores da Amazônia paraense sobre a perspectiva de Projeto de Vida para jovens do Ensino Médio

PID: S1981-416x2025000100139 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2025
Autores: Pereira Santos Lima
Resumo Este artigo tem o objetivo de examinar as representações sociais de professores da Amazônia paraense em relação às suas competências específicas da docência e à perspectiva de Projeto de Vida de jovens do Ensino Médio. A metodologia está pautada na pesquisa bibliográfica, com auxílio do referencial teórico da Teoria das Representações Sociais (TRS), além da realização de um grupo focal com professores de três escolas localizadas no estado do Pará, sendo uma pública, uma da rede particular e outra pública vinculada à rede federal. Os resultados revelaram que as representações sociais dos professores, manifestas a partir de distintos problemas realçados pelo grupo focal, apontam como os docentes, independentemente do conhecimento do contexto e da habilidade para o planejamento das ações de ensino, sentem-se responsáveis pelas escolhas dos alunos, referendando o princípio de que todos são capazes de aprender e manifestando que se sentem coautores dos Projetos de Vida dos estudantes.

Revista Nova Escola e o Projeto de Vida: Ajustamento ao Capital e a construção da Hegemonia sobre as juventudes

PID: S1981-416x2025000100072 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2025
Autores: Baruffi Gisi
Resumo O presente artigo examina criticamente como a Fundação Lemann, por meio da revista e plataforma digital Nova Escola, influencia e operacionaliza a implementação do Projeto de Vida nas escolas brasileiras. A metodologia adotada é de caráter descritivo-interpretativo, com o objetivo de compreender como a linguagem hegemônica neoliberal se manifesta em veículos de comunicação voltados à educação. Trata-se de uma pesquisa documental de abordagem qualitativa. O corpus da pesquisa consiste em cinco reportagens publicadas no site Nova Escola, selecionadas com base no descritor “Projeto de Vida” e com foco específico no Ensino Médio, abrangendo o período de 2019 a 2022. O embasamento teórico é fundamentado em autores como Laval (2019), Dardot e Laval (2016), Shiroma, Campos e Garcia (2005), entre outros. A investigação revela que a Nova Escola promove o Projeto de Vida como parte de um movimento mais amplo vinculado à BNCC e às agendas de reforma do Ensino Médio, reforçando uma hegemonia neoliberal. Ao apresentar conteúdos de modo simplificado e acrítico, a plataforma contribui para moldar professores e estudantes às demandas do mercado, alinhando-se à lógica de interesses empresariais e mercadológicos.

Uma oficina de mímica e expressão corporal na formação inicial de profes-sores de Educação Infantil

PID: S1981-416x2025000200753 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2025
Autores: Fernández-Garcimartín López-Pastor Fuentes Nieto
Resumo Este artigo apresenta uma experiência de um workshop de mímica na formação inicial de professores (FIP) para a educação de infância. Trata-se de uma sessão prática, onde os alunos-professores vivenciam a sessão como se fossem crianças. Explicamos a importância destas práticas na FIP de Educação de Infância em duas vertentes: (a) vivenciar práticas de expressão corporal, melhorando a sua competência expressiva; (b) fornecer recursos didácticos que lhes permitam posteriormente trabalhar estes conteúdos com crianças na Educação de Infância. A oficina de mímica insere-se na disciplina de “Expressão Corporal na Educação de Infância”. É uma disciplina optativa leccionada no primeiro quadrimestre do quarto ano da licenciatura. Neste quadrimestre, os alunos frequentam cinco disciplinas opcionais que constituem a sua especialização: “Educação Artística”. O atelier é composto por duas partes: (1) experiência prática, enquanto alunos; (2) análise didática da proposta e estudo das aplicações didácticas. É aplicado um sistema de avaliação formativa e partilhada (EFyC), que utiliza a avaliação para melhorar a aprendizagem dos alunos e dos professores e para incentivar a participação dos alunos no processo de avaliação, promovendo assim a autorregulação da sua aprendizagem. São utilizados dois instrumentos de avaliação: (a) caderno do professor (narração e observação); (b) ficha de autoavaliação para análise da sessão. Os resultados são muito positivos, quer em termos da experiência expressiva dos futuros alunos, quer em termos da sua própria aprendizagem. A aplicação dos processos da EFyC ajuda-os a estar mais conscientes do processo de aprendizagem e de melhoria dos aspectos técnicos, bem como das possibilidades da proposta. Esta formação permite-lhes aplicar estes conteúdos no seu futuro trabalho como professores de crianças na educação de infância.

“Bateu o sinal. Tá na hora de brincar!”: percepções infantis na transição escolar

PID: S1981-416x2025000200540 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2025
Autores: Caciano Silva
Resumo O presente artigo objetiva analisar as percepções das crianças, em relação à brincadeira, durante o processo de transição da Educação Infantil para o Ensino Fundamental, buscando compreender como a ludicidade pode garantir a continuidade e uma transição bem-sucedida entre as etapas. Os dados foram produzidos em uma pesquisa com as crianças (Caciano, 2024), utilizando a abordagem etnográfica (Geertz, 1989), juntamente com os seus instrumentos metodológicos, a observação participante (Filho e Barbosa, 2010), as rodas de conversa (Garanhani; Alessi, 2022), o diário de campo (Winkin, 1998) e os desenhos comentados (Martins, 2010). A partir das aproximações no campo empírico, obteve-se três unidades temáticas para análises: 1) os sentidos produzidos sobre o tempo; 2) o ambiente escolar e as práticas pedagógicas; 3) os espaços potencializados pelas crianças. Este artigo resulta de um recorte das análises, de modo que foi possível observar as percepções das crianças em relação à brincadeira, sendo, então, atravessadas pelas questões do tempo e do espaço na transição da educação infantil para o ensino fundamental. Sendo assim, embora se busque construir uma continuidade entre as etapas, sabemos que a experiência vivida pelas crianças durante o momento de transição gera muitas descontinuidades, visto que a intencionalidade educativa se difere, pois, nessa fase, são encontrados novos desafios no cotidiano pedagógico. Conclui-se que, por intermédio da ludicidade, as crianças potencializaram os espaços através da brincadeira e que, mesmo frequentando uma outra etapa da educação básica, em que novas habilidades são exigidas, as crianças continuavam sendo crianças, necessitando de tempo e espaço para brincar.

“E não é que acabei gostando desse lugar!”: os impactos das interações e da brincadeira na Educação Infantil

PID: S1981-416x2025000200444 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2025
Autores: Oliveira
Resumo Este artigo tem como objetivo refletir sobre os impactos das interações e brincadeira na Educação Infantil, a partir da perspectiva de um grupo de crianças em uma escola pública de Piracicaba. Com base em uma experiência desenvolvida nesse contexto, busca-se compreender como as crianças vivenciam esses processos, mas também suas percepções sobre a escola e as proposições pedagógicas intencionalizadas pela professora-pesquisadora, interpretando seus engajamentos. O artigo, que é decorrente de uma pesquisa de doutorado, está ancorado no campo dos estudos da infância, dialogando com as contribuições de Vigotski (perspectiva Histórico-Cultural) e Walter Benjamin (Teoria Crítica), que destacam o papel das relações sociais, da cultura e da agência infantil. O contexto investigado é uma "Escola da Infância", conceito inspirado em Comenius, que prioriza o físico, emocional, social e cognitivo das crianças. A instituição articula a Pedagogia da Infância -que valoriza a criança como sujeito ativo na construção do conhecimento - e a perspectiva Macunaímica (inspirada na obra de Mário de Andrade), refletindo a diversidade cultural brasileira e a formação de identidades múltiplas. Adotou-se a Pesquisa Narrativa como abordagem teórico-metodológico, privilegiando as vozes das crianças por meio de desenhos, falas e registros fotográficos, além de registros reflexivos da professora-pesquisadora sobre suas intervenções. As análises evidenciam que a escola configura-se como um espaço de negociação entre as proposições adultas e as interpretações infantis, revelando como as crianças ressignificam as práticas educativas. Como conclusão, reforça-se a importância de articular as intencionalidades pedagógicas com as percepções das crianças, destacando seu protagonismo na construção de uma Educação Infantil democrática e significativa.

“Meu quintal é maior do que o mundo...”: o brincar vivenciado por professoras da Educação Infantil

PID: S1981-416x2025000200725 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2025
Autores: Almeida Ferreira
Resumo O presente artigo, derivado de uma pesquisa de doutorado, tem como objetivo conhecer os modos de ver e vivenciar o brincar por professoras da Educação Infantil. Parte-se da concepção de que Ser-Professora-Brincante é uma construção atravessada pelo Desenvolvimento Profissional Docente na Educação Infantil. A pesquisa segue uma abordagem qualitativa com narrativas produzidas a partir de três dispositivos: um questionário, o Caderno de Memórias Brincantes e as narrativas orais geradas por meio da Entrevista Narrativa, mobilizando experiências brincantes de três docentes que atuavam em uma creche da rede pública de Rio Real (BA). A análise compreensiva-interpretativa das narrativas nos possibilitou emergir significados e características que nos ajudaram a conhecer os modos de Ser Professora na Educação Infantil, relacionados ao repertório de brincadeiras transmitidas ao longo da vida, ao brincar na escola, ao brincar fora da escola como liberdade, aos desafios da percepção adulta do brincar e sua influência na prática docente. Os resultados apontam que o brincar das professoras está muito associado às memórias da infância fora da escola e que estas relacionam-se ao desenvolvimento profissional docente. Assim, entendemos que reavivar o brincar de cada professora é um desafio a ser enfrentado, quando se entende que esta é uma especificidade desta profissão. Concluímos que o brincar precisa ser reconhecido como saber docente, devendo atravessar todo o percurso profissional de professoras das infâncias.

“Mãos ao alto madame, isso é um assalto!”: a reprodução interpretativa em uma brincadeira sociodramática vivenciada na pré-escola

PID: S1981-416x2025000200380 | Periódico: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Ano: 2025
Autores: Carvalho
Resumo Com base nas contribuições dos Estudos Sociais da Infância, o artigo tem como objetivo discutir o processo de reprodução interpretativa emergente de uma rotina cultural de brincadeira sociodramática vivenciada no pátio da escola por um grupo de crianças da pré-escola. Metodologicamente, o estudo é decorrente de uma pesquisa etnográfica com crianças, a qual utiliza as seguintes estratégias de geração de dados: observação; diário de campo; rodas de conversas; registros fotográficos; gravações de áudio. A pesquisa foi realizada em uma escola pública de Educação Infantil, com 24 crianças de 5 anos de idade, no período de um ano letivo. O foco de análise do artigo é a rotina da brincadeira de “assalto ao salão de beleza”, pela constância de sua ocorrência nos momentos de atividade livre das crianças e elevado número de participantes. A partir da análise das rotinas de brincadeiras, são evidenciadas as alianças entre as crianças, a definição de papeis, a reprodução interpretativa e a produção de culturas infantis no pátio escolar. Com a pesquisa, infere-se a necessidade de que as crianças tenham tempo livre garantido para brincar, assim como suporte dos docentes em relação às suas demandas nas propostas de brincadeira.

Outing midiático no voleibol: performance, voleifãs e paradoxos da visibilidade lésbica

PID: S0104-026x2025000200803 | Periódico: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Ano: 2025
Autores: Lima Soares
Resumo: O presente estudo parte do episódio midiático de um beijo entre duas atletas de vôlei como instaurador de performances em redes sociais digitais que envolvem: as especulações sobre a sexualidade de atletas lésbicas em ambientes digitais como traço central da mobilização dos chamados voleifãs; as negociações performáticas envolvendo o outing de atletas LGBTQIAPN+ e o engajamento de fãs na nomeação das práticas homoafetivas entre mulheres; e os paradoxos da visibilidade de mulheres lésbicas que operam fortemente sob a lógica da cisheteronormatividade. Aposta-se na noção de outing midiático como dispositivo de revelação da sexualidade de atletas para além das práticas de entrevistas e como forma de ampliação do debate sobre performance e vivências dissidentes no âmbito esportivo.

A Enfermagem em tempos de pandemia: estéticas da amizade para outros modos de vida

PID: S0104-026x2025000300208 | Periódico: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Ano: 2025
Autores: Silveira Rocha
Resumo: Este estudo busca analisar as práticas de cuidado das enfermeiras no contexto da pandemia de Covid-19 na Atenção Primária à Saúde (APS) no Sistema Único de Saúde. Para tal, foi realizada uma entrevista semiestruturada com 59 enfermeiras atuantes na APS, no Rio Grande do Sul, no âmbito da pesquisa nacional intitulada Práticas de Enfermagem no Contexto da Atenção Primária à Saúde (APS): Estudo Nacional de Métodos Mistos. Inspiradas no método genealógico de Michel Foucault, assim como nos Estudos Feministas e de Gênero, os relatos foram analisados para pensarmos sobre as práticas de cuidado numa perspectiva situada pelas questões de gênero e raça, como modo de conhecer, criar e recriar práticas de cuidado eticamente orientadas por estéticas da amizade, tal como Foucault chegou a sugerir em seus estudos sobre o cuidado de si.

A Universidade de Granada face ao assédio: mecanismos e limites

PID: S0104-026x2025000100204 | Periódico: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Ano: 2025
Autores: Valenzuela-Vela García-Peral
Resumo: Neste artigo, exploramos as ações que a Universidade de Granada realiza face aos casos de assédio. Trata-se de uma pesquisa qualitativa na província de Granada (Espanha), na qual foram analisadas as respostas que dita instituição está a dar às violências que afetam a comunidade universitária no contexto das políticas de igualdade. Especificamente, foram investigadas as ações que estão sendo desenvolvidas perante o assédio, como este está a ser definido e quais são os mecanismos que são ativados. Entre eles, o “Protocolo da Universidade de Granada para prevenção e resposta ao assédio” ocupa um lugar central, sendo responsável por estabelecer as bases da própria definição de assédio. Abordamos os mecanismos que são definidos, assim como os discursos em torno da sua utilidade e críticas.

A luta pela terra na perspectiva feminista

PID: S0104-026x2025000100212 | Periódico: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Ano: 2025
Autores: Corrêa Oliveira
Resumo: Neste artigo, apresentamos uma problematização sobre a participação política das mulheres no Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), tratando de seus papéis na disputa pela terra. Dessa atuação, decorrem tentativas de construir novas relações de gênero no cotidiano dos acampamentos e assentamentos. O objetivo é entender qual a relação dessa luta social com a luta feminista, refletindo sobre os caminhos pelos quais o MST tem trabalhado essas questões no interior da organização desde os anos 2000, por meio da consolidação de uma instância organizativa interna denominada “Setor de Gênero”. Buscamos compreender os limites enfrentados na criação desse setor e em sua posterior atuação, identificando os desafios para ampliar e qualificar o protagonismo das mulheres no interior da organização e na luta cotidiana pela terra.

A pornoerotização dos corpos fitness: a economia da atenção e o governo das condutas

PID: S0104-026x2025000200805 | Periódico: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Ano: 2025
Autores: Bueno Silva
Resumo: No presente artigo, analisa-se como influenciadoras digitais fitness se inscrevem pornoeroticamente no Instagram com vistas à divulgação e venda de produtos, rotinas de treinamento físico e estilos de vida saudáveis. Metodologicamente, as postagens das seis influencers mais seguidas do perfil “musasfitness.” foram acompanhadas entre 01 de janeiro a 31 de março de 2022. Desde a categoria pornoerotismo, as imagens e os textos postados evidenciam um processo de economia da atenção de seus seguidores mediados pela pornificação de seus corpos, mecanismo que potencializa o conteúdo que produzem e gera, como efeito, uma tecnologia capaz de conduzir suas próprias condutas e a de seus seguidores num processo que institui parâmetros sobre bem-estar, saúde, beleza e, principalmente, as condições sobre as quais a pornificação dos corpos se torna oportuna para as mulheres.
Reportar erro A