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A subversão feminina do mito de Eva em Magola: La verdadera historia de Eva

PID: S0104-026x2025000100209 | Periódico: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Ano: 2025
Autores: Carbajosa Pérez
Resumo: O mito bíblico de Adão e Eva, secularmente instrumentalizado para subjugar as mulheres, tem sido objeto de múltiplas reescritas e reinterpretações na literatura contemporânea escrita por mulheres. Este artigo analisa a história em quadrinhos Magola: La verdadera historia de Eva, da escritora e humorista gráfica colombiana Adriana Mosquera. Com o humor como arma e a partir de uma voz e perspectiva femininas, Mosquera questiona o discurso ideológico dominante, refuta e subverte o mito e o transforma em um espaço de reivindicação e comunicação entre mulheres, repensando questões e atitudes relacionadas à imagem e ao papel da mulher na sociedade contemporânea.

A tradução e a reescrita de decisões judiciais: a linguagem nas lutas feministas

PID: S0104-026x2025000300401 | Periódico: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Ano: 2025
Autores: Harden Severi
Resumo: Neste texto, o foco está no papel da tradução no âmbito da edição brasileira do Projeto de Reescrita de Decisões Judiciais em Perspectivas Feministas. A tradução se coloca em primeiro plano pela afiliação do projeto brasileiro em uma corrente que vê os feminismos como movimentos que se comunicam entre diferentes nações do mundo. Nesse sentido, no presente artigo, exploramos o papel da tradução nesse projeto, com base na discussão de aspectos comuns de três textos traduzidos no contexto do trabalho de reescrita de decisões judiciais: o uso de notas tradutórias e de linguagem inclusiva. A pergunta que se faz é se esses textos podem ser classificados como exemplos de traduções filiados a uma prática feminista nos Estudos da Tradução, que busca levar a mudanças no Judiciário.

A “injusta provocação da vítima” e o feminicídio privilegiado

PID: S0104-026x2025000100201 | Periódico: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Ano: 2025
Autores: Augusto Iglesias
Resumo: No âmbito das investigações sobre as práticas do sistema de justiça criminal relativas às mortes violentas de mulheres, o presente texto concentra-se na análise dos posicionamentos doutrinários e jurisprudenciais quanto à (in)compatibilidade da qualificadora do feminicídio com a forma privilegiada da “violenta emoção”, que constitui causa legal de diminuição de pena do homicídio. Para exemplificar a “injusta provocação da vítima”, a quase unanimidade dos casos relatados se calca no descumprimento - ou na suposição de descumprimento - do dever de fidelidade da mulher. O ponto central que nos propusemos a enfrentar é, pois, o quanto o ideal de “feminilidade” da sociedade patriarcal monogâmica e o olhar condenatório da sexualidade feminina “desviante” seguiriam pavimentando o paradigma da apenação abrandada (ou exculpada) pela passionalidade, revitimizando e culpabilizando vítimas.

Abolicionismos feministas e redes de cuidado: os ativismos e suas práticas insurgentes

PID: S0104-026x2025000300603 | Periódico: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Ano: 2025
Autores: Teixeira
Resumo: No artigo, discuto a emergência de ativismos feministas desencarceradores que têm deslocado, nos últimos 15 anos, a gramática do humanitarismo para a denúncia contundente do racismo do sistema punitivo e reivindicando sua abolição. A partir de levantamento documental, observação participante e entrevistas com as fundadoras de três coletivos - Amparar, Libertas e Por Nós - busco retratar o modo como as ativistas mobilizam uma rede de cuidados em torno das mulheres encarceradas, na cena das saídas temporárias, tensionando o paradigma punitivo moderno, ao evocarem, em seu lugar, práticas e epistemologias insurgentes orientadas pela justiça social, racial e reprodutiva.

Abortos e novas sensibilidades: o ativismo cultural de Socorristas en Red (Argentina)

PID: S0104-026x2025000300605 | Periódico: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Ano: 2025
Autores: Burton
Resumo: Socorristas en Red é uma organização que reúne quarenta coletivas feministas que oferecem informações e acompanhamento sobre abortos na Argentina. Existe desde 2012 e se inscreve em uma trajetória mais ampla das lutas pelo direito ao aborto no país. Além de acompanhar abortos, Socorristas tem um interesse político na prefiguração de novas sensibilidades em relação ao tema. Nesse sentido, por meio de diversas estratégias, se envolve nas disputas culturais e afetivas vinculadas a ele. Neste trabalho, apresento essa dupla dimensão do ativismo político de Socorristas: da ação direta e do ativismo cultural.

Amefricanidades: sobre uma tradução de Lélia Gonzalez para o espanhol

PID: S0104-026x2025000200606 | Periódico: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Ano: 2025
Autores: Menezes Rodrigues Ramos Alves Locoselli Torres
Resumo: Apresentamos, no artigo, algumas reflexões resultantes da experiência de tradução coletiva para o espanhol do livro Por um feminismo afro-latino-americano, de Lélia Gonzalez. No início, discutimos alguns desafios que os textos dessa coletânea apresentam para a tradução, entre eles a necessidade de investigar as memórias negras apagadas nas línguas do continente. Em seguida, abordamos três casos específicos referentes ao espanhol rio-platense: primeiro, os termos negro/a; depois, quilombo e quilombola; e, por fim, algumas expressões relacionadas ao trabalho doméstico. Concluímos com o argumento da necessidade de que mulheres negras participem da tradução de obras como esta, uma vez que, sem essa participação, não é possível construir o feminismo afro-latino-americano a que se refere Gonzalez.

Apropriação de tecnologias digitais, limites e possibilidades

PID: S0104-026x2025000100401 | Periódico: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Ano: 2025
Autores: Morales Natansohn
Resumo: Este artigo tem como objetivo discutir o escopo e os limites da noção de apropriação de tecnologias digitais, dada a relevância que ela adquiriu no campo das ciências sociais desde a década de 1990 devido à extensão e à ubiquidade adquiridas por essas tecnologias e seu amplo uso como conceito estratégico em organizações e movimentos sociais comprometidos com a democratização da Internet. A interseccionalidade também é um conceito questionado, dado o fato de que as múltiplas opressões sobre vidas racializadas e de gênero estão se aprofundando no cenário sociotecnológico do atual estágio do capitalismo. Por fim, este artigo tem o objetivo de mostrar um breve mapeamento de ações e pensamentos que fornecem suporte material para o desenvolvimento de uma Internet feminista, antirracista e decolonial na América Latina e Caribe/ALC.

Cidadania masculina e paternidade na redemocratização brasileira

PID: S0104-026x2025000200207 | Periódico: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Ano: 2025
Autores: Calvi Côrtes
Resumo: O objetivo deste artigo é analisar os pressupostos ideacionais de gênero que conformaram, na Assembleia Nacional Constituinte (ANC) (1987-1988), o cidadão ao qual a licença-paternidade atualmente em vigor foi conferida como direito. Adotam-se como instrumental teórico-metodológico o Institucionalismo Discursivo, a Análise Crítica de Discurso e a perspectiva de gênero. Analisam-se os discursos de atores sociais e políticos na etapa das Subcomissões da ANC, considerando a cidadania masculina em contraste com a feminina na intersecção entre esfera pública e privada, provisão e cuidado. Nos discursos, prevaleceram os princípios do sistema sexo-gênero, embora com alguma aproximação da cidadania masculina ao cuidado. O artigo contribui para a necessária revisão da licença-paternidade com vistas à corresponsabilização no cenário brasileiro atual.

Cruzada anti-gênero no Chile: rejeição da lei sobre educação sexual e afetividade

PID: S0104-026x2025000300202 | Periódico: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Ano: 2025
Autores: Mera Adasme Mera Adasme
Resumo: O presente artigo se caracteriza pela análise dos discursos anti-gênero nos argumentos contra o projeto de lei sobre educação sexual e afetividade, expressos na Câmara dos Deputados e Deputadas do Chile. Os discursos anti-gênero foram identificados no âmbito de um projeto de pesquisa de doutorado da Pontificia Universidad Católica de Valparaíso, em que se trabalhou com a transcrição das 13 intervenções contra o projeto de lei. O corpo textual foi submetido a uma análise de discurso centrada na identificação de Repertórios Interpretativos. Os resultados mostram a presença transversal de repertórios neoconservadores e anti-gênero que coincidem com o que tem sido observado na literatura internacional, com variações e nuances específicas dos atores locais.

Espírito militar, virilidade e a manifestação de sujeitos dissidentes: diálogos possíveis

PID: S0104-026x2025000200500 | Periódico: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Ano: 2025
Autores: Grisoski Nardi
Resumo: Neste artigo, objetivamos problematizar e realizar uma reflexão teórica acerca do conceito de “espírito militar”, em articulação aos estudos de gênero e diversidade sexual, considerando o âmbito das Forças Armadas. Para isso, buscaremos pontuar contradições envolvendo as normativas preestabelecidas em contextos militarizados/virilizados, sendo essas contradições possíveis formas de subvertê-las. Partimos do pressuposto de que os contextos militarizados historicamente são considerados como conservadores e permeados por lógicas cisheterosexistas, que atravessam os processos de subjetivação. Com isso, pode-se considerar a produção de territórios em disputa, pois, por um lado, há a existência de uma cultura militarizada e conservadora; por outro, há movimentos de resistência em prol da garantia de direitos no que diz respeito à diversidade sexual e de gênero.

Estudos Feministas da Deficiência: análise da autorrepresentação de atletas no Instagram

PID: S0104-026x2025000200801 | Periódico: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Ano: 2025
Autores: Hilgemberg
Resumo: Os estudos feministas da deficiência nos mostram que o esporte é uma arena marcada por corpos masculinos e sem deficiência. Dentro dessa arena, a mídia tem papel fundamental ao reforçar estereótipos de gênero e normatividade. Por outro lado, as atletas paralímpicas têm, cada vez mais, utilizado as mídias sociais para se autorrepresentarem e tomar o controle da narrativa sobre seus corpos, histórias e deficiências. Ao empregarmos a análise de conteúdo, buscamos explorar as formas de autorrepresentação feitas por duas atletas paralímpicas, uma brasileira e uma norte-americana, no Instagram, focando suas representações relacionadas à tríade: gênero, deficiência e esporte. Nossos resultados apontam que a brasileira se representa primeiro como atleta, reforça os padrões de feminilidade sem, no entanto, esconder sua deficiência, enquanto a norte-americana opta por focar sua identidade enquanto mulher.

Estudos Feministas da Tradução e/m Queer~cu-ir

PID: S0104-026x2025000300406 | Periódico: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Ano: 2025
Autores: Barboza
Resumo: O presente artigo apresenta os resultados de minha tese de doutorado, na qual realizei uma revisão bibliográfica crítica, através dos estudos queer~cu-ir, observando como se manifestava o conceito de gênero em muitas pesquisas dos estudos feministas da tradução, para sugerir os estudos feministas da tradução e/m queer~cu-ir como uma outra proposição teórica. Na época, meu nome de registro ainda era Beatriz Regina Guimarães Barboza, embora todes me conhecessem por be rgb, pessoa não binária. Hoje me afirmo transmasculine e trago esta localização ao debate como tradutorie transfeminista. Como método, recorro à prática de an/dança, fundamentada pela ética queer da primeira pessoa, para enredar fluxos teóricos de afinidades e/m contingências, em prol de seu estranhamento e perturbação propositiva. Por fim, faço uma autocrítica à minha pesquisa e sugiro outras perguntas.

Gordofobia nos serviços de saúde e violência de gênero contra as mulheres gordas

PID: S0104-026x2025000100206 | Periódico: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Ano: 2025
Autores: Paim Selau Kovaleski
Resumo: A discriminação relacionada à gordofobia pode acentuar as opressões vividas pelas mulheres gordas. Este artigo teve por objetivo identificar como a gordofobia se expressa em situações de violências contra as mulheres gordas nos serviços de saúde. Trata-se de um estudo exploratório-descritivo, de caráter qualitativo, que utilizou um questionário on-line do qual participaram 481 mulheres cis gordas, na sua maioria brancas, de todas as regiões do Brasil. Observamos o controle patriarcal sobre o corpo das mulheres gordas; a violação dos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres gordas; e a violência institucional e de gênero contra as mulheres gordas, como, por exemplo, a gordofobia obstétrica. A violência de gênero está entrelaçada com a gordofobia, logo, as mulheres gordas estão em dupla vulnerabilidade.

Guerrilhas poéticas feministas contra a soberania cisheteropatriarcal

PID: S0104-026x2025000300209 | Periódico: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Ano: 2025
Autores: Oliveira
Resumo: A finalidade deste ensaio é refletir sobre os movimentos contemporâneos de artistas e pensadoras que vocalizam, a partir de suas obras, o mal-estar que o cisheteropatriarcado colonial impõe às mulheres (bio e trans) e demais corpos dissidentes. Para pensar nessas produções artísticas, ancoro-me em pensadores como Paul B. Preciado, ao afirmar que uma quebra epistemológica está acontecendo neste momento, de Gloria Anzaldúa, para quem as ativistas e artistas deveriam subverter paradigmas hegemônicos inventando jeitos inéditos de contar a história de um país. Compreendo que vivenciamos um cenário de produção de solidariedades transnacionais a partir da pluralização dos feminismos e da circulação de narrativas por meio de poemas, protestos, peças de teatro. Gestos que produzem uma verdadeira guerrilha poética para derrubar o cisheteropatriarcado.

Horror e(m) tradução: o gótico italiano escrito por mulheres traduzido ao português

PID: S0104-026x2025000300404 | Periódico: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Ano: 2025
Autores: Simoni Diniz
Resumo: No século XIX, autoras italianas como Diodata Saluzzo, Anna Zuccari (pseudônimo: Neera), Carolina Invernizio, Grazia Deledda, dentre outras, exploraram o gótico, na época um gênero considerado marginal. Por meio da estética do horror, essas autoras exploraram temas como casamentos opressivos, abusos domésticos e marginalização social, expuseram injustiças e crueldades enfrentadas pelas mulheres, desafiando, assim, convenções literárias e sociais da época. Ao considerar a perspectiva dos Estudos Feministas da Tradução, nesse artigo, pretendemos comentar a tradução de dois textos do gótico italiano escrito por mulheres: “O castelo de Binasco” e “Mariposa”, em tradução de Julia Lobão e Karine Simoni, tendo como foco episódios de horror e violência de gênero presentes nesses textos.

Incorporações protéticas em Paul B. Preciado: para acabar com a Natureza

PID: S0104-026x2025000100213 | Periódico: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Ano: 2025
Autores: Decarli
Resumo: Ao borrar a distinção entre sexo e gênero, Paul B. Preciado defende que o sexo é produto de um conjunto de tecnologias que produz a materialidade do gênero sob a aparência de Natureza. Exploramos de que maneira a tese de Thomas Laqueur acerca da criação da noção moderna de sexo nos ajuda a compreender a concepção de sexo preciadiana. A partir de então, chegamos à formulação de que o sexo, para Preciado, consiste em uma incorporação protética do gênero. Porém, essa não se limita à noção moderna de sexo, uma vez que se prolonga e se evidencia ainda mais no capitalismo farmacopornográfico. Buscamos compreender, assim, o que o autor define como “incorporações protéticas” e, por fim, como é possível fazer usos subversivos delas.

Jornalismo feminista: estratégias e desafios diante dos conservadorismos

PID: S0104-026x2025000300604 | Periódico: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Ano: 2025
Autores: Lago Massa Bertasso
Resumo: O jornalismo é uma importante tecnologia de gênero que (re)produz estereótipos e divulga modos de conduta a partir de uma perspectiva androcêntrica. Diferente disso, o jornalismo feminista tem questionado estas lógicas e desenvolvido outras práticas, a partir de perspectivas feministas que se definem como interseccionais e por vezes decoloniais. Este texto conceitua o jornalismo feminista apontando suas estratégias antifascistas, antirracistas e sua relação possível com posicionamentos decoloniais. A partir de pesquisa exploratória e de vivências das docentes em ensino, pesquisa e extensão, o trabalho explora especialmente coletivos argentinos e brasileiros, identifica jornalismos feministas que colaboram para resistir aos ataques ultraconservadores, construir alianças e outras pedagogias e epistemologias que possibilitem transformações na realidade social.

Juventude e interseccionalidade: encontrando Lélia Gonzalez

PID: S0104-026x2025000200604 | Periódico: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Ano: 2025
Autores: Prata Ferreira Barbosa
Resumo: A interseccionalidade destaca como diferentes formas de opressão interagem, afetando gênero, raça, classe e outras identidades. Este estudo investiga a transição entre escola e trabalho entre jovens brasileiros, utilizando dados da Pesquisa Ibero-americana com Jovens (15-29 anos) e as contribuições de Lélia Gonzalez. A metodologia combina análise qualiquantitativa e Análise de Correspondência Múltipla (ACM) das categorias sociais em quatro faixas etárias. Os resultados indicam que a abordagem interseccional, fundamentada no feminismo negro de Gonzalez, amplia a compreensão das trajetórias juvenis, oferecendo novas lentes epistemológicas e complexificando a análise dessas experiências.

Leis anti-LGBTI+ na educação: o caso das No Promo Homo Laws

PID: S0104-026x2025000100200 | Periódico: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Ano: 2025
Autores: Silva César
Resumo: Ao considerar o crescente movimento antiLGBTI+ e suas consequências na educação, este artigo pretende analisar leis de não promoção da homossexualidade nos Estados Unidos da América que ficaram conhecidas como No Promo Homo Laws. A partir de um referencial pós-estruturalista, investiga-se quais foram as condições que possibilitaram o crescimento de discursos antiLGBTI+. Para tanto, apresenta-se o histórico das No Promo Homo Laws e o texto da lei dos estados do Arizona, Alabama, Carolina do Norte, Carolina do Sul, Louisiana, Mississippi, Oklahoma, Texas e Utah. Conclui-se que analisar as leis antiLGBTI+ em outros países é de extrema importância para os estudos de gênero, uma vez que esse movimento antigênero não tem se propagado apenas no Brasil, mas tem conquistado um alcance global.

Lesbianidades, sapatonices e plataformas digitais no Brasil

PID: S0104-026x2025000100404 | Periódico: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Ano: 2025
Autores: Motter
Resumo: Este estudo apresenta um mapeamento preliminar das formas como as plataformas digitais têm impactado a (re)produção das lesbianidades e sapatonices. Examina-se como essas plataformas tanto perpetuam a lesbofobia quanto contribuem para a construção de novos entendimentos acerca das lesbianidades e sapatonices. Além disso, investiga-se como os processos de colonialidade de dados e tecnologias intensificam as discriminações simbólicas e materiais contra lésbicas e sapatonas. O foco da pesquisa é a incidência desses processos em plataformas do Vale do Silício presentes em países da América Latina, com ênfase no Brasil, como o Instagram, o ChatGPT e o buscador do Google. Busca-se compreender também de que maneiras os algoritmos e outros elementos presentes nas plataformas digitais contribuem para a construção dos dispositivos de sexualidade e gênero, conforme elucidados por Foucault (2014).
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