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Lélia e Paulina: uma conexão libertária de discursos feministas em Brasil e em Moçambique

PID: S0104-026x2025000200601 | Periódico: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Ano: 2025
Autores: Ferreira
Resumo: No presente artigo, analiso possíveis semelhanças nos discursos presentes em Niketche: uma história de poligamia (CHIZIANE, 2021) e nas questões levantadas por Lélia Gonzalez (2020) acerca do racismo e do sexismo no ensaio “Racismo e sexismo na cultura brasileira”. Isso tendo em vista que no “texto”, objeto dos quais partem os sentidos experienciados pelas práticas humanas, vê-se semelhanças em intenções para mudança de postular práticas sociais de opressão de gênero, de classe e de raça, tanto em solo brasileiro quanto em Moçambique. A opressão de gênero em Niketche... e as questões sexistas e racistas estudadas por Lélia Gonzalez compõem uma semelhança social nos dois países, podendo conferir uma “linha geográfica comparativa” de práticas de abusos sócio-históricos sofridos por mulheres africanas, bem como de suas diásporas.

Margem de manobra, capacidade e potência de agir: Repensar a noção de agência

PID: S0104-026x2025000300210 | Periódico: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Ano: 2025
Autores: Paz Amazonas
Resumo: Neste artigo, temos como objetivo discutir teoricamente o conceito de agência, tal como o compreendemos, no sentido de capacidade de agir ou de margem de manobra. Noção histórica das teorias que se inspiram nos movimentos feministas, ocupa, recentemente, uma notoriedade importante no campo dos estudos de gênero e sexualidade. Num diálogo estreito com a performatividade, uma nova teoria sobre a capacidade de agir tem permitido pensar formas de se construir como sujeito pela superação das dicotomias entre dominação e resistência. Nessa visão, privilegia-se uma construção de si no híbrido de práticas de assujeitamento, adaptação e liberdade, onde as normas não são unicamente contestadas, mas igualmente incorporadas.

Memória e ancestralidade em “Olhos d’água”, de Conceição Evaristo

PID: S0104-026x2025000200200 | Periódico: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Ano: 2025
Autores: Karlo-Gomes Menezes
Resumo: No presente estudo, analisa-se a memória em “Olhos d’água”, de Conceição Evaristo (2016), compreendendo-a enquanto mecanismo de resgate da identidade da protagonista. Para tanto, as discussões aqui propostas acerca da ideia de corpo são mediadas por análises sociológicas e antropológicas. Logo em seguida, é analisado o papel da memória ancestral e o lugar ocupado por Evaristo e sua narrativa quando inseridas num contexto de produção intelectual pós-colonial. O corpus dialoga diretamente com os estudos da ancestralidade, memória e identidade, evidenciando a relação com os antepassados e rompendo com os estereótipos atribuídos ao corpo negro. Nessa perspectiva, dois aspectos nutrem a análise da categoria memória: o corpo, enquanto construção simbólica e cultural, e a força ontológica exercida pelo corpo negro, agora protagonista, pelo viés da cosmopercepção.

Mortes de mulheres, justiça criminal e o enfrentamento às violências de gênero

PID: S0104-026x2025000300601 | Periódico: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Ano: 2025
Autores: Fachinetto
Resumo: Propomos, neste artigo, uma reflexão sobre o enfrentamento às violências letais por razões de gênero, no contexto brasileiro, a partir de estudos e pesquisas que realizamos cujo foco é atuação do sistema de justiça criminal. Apresentamos uma retomada das principais políticas adotadas no país desde a década de 1980, com vistas ao enfrentamento às violências de gênero até a mais recente tipificação do Feminicídio como um crime autônomo, em 2024. Sistematizamos algumas transformações que foram adotadas sobre a questão a partir dos anos 2000 e que contribuíram para ampliar a visibilidade do tema no judiciário. Para além das medidas que têm como foco o sistema de justiça criminal, argumentamos que as estratégias de prevenção e de proteção às mulheres necessitam ser priorizadas de modo que possamos efetivamente avançar na redução dos índices de violência por razões de gênero no país.

Mudar o rumo do mundo: Violências persistentes, resistências e justiça de gênero

PID: S0104-026x2025000300600 | Periódico: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Ano: 2025
Autores: Bonetti Figueiredo Gasparetto
Resumo: Esta Seção Especial, composta por cinco artigos, é uma pequena amostra das reflexões que tiveram lugar no Seminário Internacional Fazendo Gênero 13, realizado em Florianópolis, em 2024, edição comemorativa dos 30 anos do evento e que agora buscamos disseminar com o compromisso ético e político de pensar e agir em direção a outro mundo. O elo em comum dos artigos aqui reunidos é emblemático das históricas lutas feministas latino-americanas, sobretudo no Brasil: as persistentes violências de que são alvos as mulheres, cis e trans, as meninas e as pessoas dissidentes de gênero em suas diferentes dimensões e as formas de resistência.

Música, gênero e migração. Trajetórias de mulheres musicistas migrantes

PID: S0104-026x2025000100210 | Periódico: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Ano: 2025
Autores: Muñoz Guerrero Maggiolo Navarro
Resumo: Partindo da tríade música, mulheres e migração, este artigo aborda as trajetórias de mulheres migrantes que se aventuraram na prática musical, para a qual assumimos uma perspectiva feminista e situada. O corpus analisado faz parte de uma investigação mais ampla sobre músicas migrantes latino-americanas, da qual foram selecionadas entrevistas com mulheres, privilegiando uma abordagem biográfica. Os principais achados revelaram o lugar subalterno da mulher nas cenas musicais e a persistência de mandatos de gênero que se traduzem em diversos obstáculos para se alcançar a consagração musical, evidenciando uma “tripla hierarquização sexuada” em que se multiplicam as formas de dominação. Ao mesmo tempo, as narrativas mostram a importância da música nas biografias dessas mulheres como recurso constitutivo de memória, afeto e subjetividade.

Não binariedade nos menstruapps - paradoxos entre visibilidade e vigilância queer

PID: S0104-026x2025000100406 | Periódico: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Ano: 2025
Autores: Pelúcio Motta
Resumo: Discutimos, neste texto, como os menstruapps se colocam na peculiar interseção entre os debates contemporâneos de gênero e a busca capitalista por novos produtos e mercados. Focamos a investida de dois dos mais populares calendários menstruais digitais (Clue e Flo) em torno da não binariedade de gênero. Problematizamos essas investidas inspiradas pela proposta provocativa de algoritmização e vigilância queer. Parece-nos que, em tempos de capitalismo de vigilância, estamos lidando com outros “problemas de gênero” (Judith BUTLER, 2003) em contextos nos quais corpos físicos e corpos de dados são cada vez mais indissociáveis. É sobre estas tensões que nos debruçamos, a partir de pesquisa imersiva em meios digitais.

O Que os Machos Querem: tradução intercultural desestabilizando o patriarcado

PID: S0104-026x2025000300403 | Periódico: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Ano: 2025
Autores: Silva
Resumo: Na contramão do paradigma colonialista, neste artigo, tenho o propósito de investigar como a intersecção entre os textos “O que os machos querem” e sua tradução para o inglês “What males want” viabiliza a desestabilização do patriarcado através do intersigno “macho-male”. Eu tomo como base a perspectiva de que o processo tradutório intercultural se situa no entrecruzamento de saberes linguístico-semiótico-culturais. Sendo assim, como fundamentos teóricos, apresento: discussões sobre raça-gênero; tradução intercultural e semiótica da cultura. Ao analisar o corpus desta pesquisa, percebi que alguns elementos linguístico-culturais, enunciados em processo de intersigno, significam a desestabilização do patriarcado.

O duplo padrão de gênero na cena musical de Barcelona

PID: S0104-026x2025000200202 | Periódico: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Ano: 2025
Autores: Calderón-López Villarroya
Resumo: Com base em uma série de entrevistas semiestruturadas, este artigo investiga as experiências de trabalho de um grupo de profissionais do setor musical da cidade de Barcelona, Espanha. A partir do conceito de “padrões duplos”, o estudo identifica os principais obstáculos que as mulheres enfrentam para desenvolver uma carreira no setor musical e permite uma abordagem sobre das formas de sexismo, discriminação e violência.

O mito das dissidências LGBTQIA+ nas mídias digitais chilenas

PID: S0104-026x2025000200203 | Periódico: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Ano: 2025
Autores: Flores-Aguilar Browne Sartori del Valle Rojas
Resumo: Este artigo analisa criticamente a construção do mito realizada pelos meios de comunicação (MCM) digitais chilenos mais lidos sobre as dissidências LGBTQIA+, a partir das publicações feitas em torno do dia internacional do orgulho LGBTQIA+ de 2022. A partir de uma abordagem qualitativa, foi realizada a análise crítica de 40 notícias dos MCM digitais chilenos mais lidos (imprensa, TV e rádio), utilizando como método a teoria fundamentada construtivista. Os resultados revelam uma construção mítica complexa que, à primeira vista, evoluiu, narrando as dissidências LGBTQIA+ de perspectivas mais integradas, humanas e informadas; no entanto, em um nível de análise mais profundo, observou-se que o discurso midiático ainda obedece aos interesses de grupos hegemônicos que monopolizam a construção social da realidade e, consequentemente, determinam a maneira como entendemos e significamos as pessoas LGBTQIA+.

O sistema de informação policial e a violência por parceiro íntimo

PID: S0104-026x2025000200206 | Periódico: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Ano: 2025
Autores: Carvalho Laguardia Deslandes
Resumo: As lacunas na produção de informações oficiais sobre a violência por parceiro(a) íntimo constituem um dos maiores desafios para o enfrentamento do problema. Nesse sentido, os sistemas de informação sobre violência contra as mulheres são instrumentos fundamentais na produção de estatísticas oficiais que auxilie o planejamento, a tomada de decisões, a avaliação e o monitoramento das medidas já adotadas. Assim, o presente artigo teve como objetivo analisar o Sistema de Informação da Secretaria de Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro e a construção das estatísticas sobre violência por parceiro íntimo (VPI) produzidas pelo complexo de instituições da Segurança Pública. Conclui-se que a incorporação da abordagem interseccional pelo sistema de informação policial se faz necessária para a construção de estatísticas precisas e inclusivas sobre o fenômeno.

Participação de mulheres em STEM: uma reflexão interseccional

PID: S0104-026x2025000100203 | Periódico: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Ano: 2025
Autores: Rodrigues
Resumo: Com base nos dados qualitativos de programa do bolsas em Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM) implementado em uma universidade pública estadunidense, defendo uma abordagem interseccional específica do contexto cultural na avaliação de programas de apoio aos/às estudantes. Embora as mulheres sejam quase universalmente sub-representadas em STEM, viso interrogar de que maneira o gênero interage juntamente a outros sistemas de privilégio e opressão. A partir dos dados que apresento, destaco de que modo as desigualdades interseccionais baseadas em gênero, raça e classe social moldam as experiências de alunos/as nos cursos STEM. Após a análise, discuto recomendações para uma abordagem interseccional nas avaliações de programas STEM.

Patrícia Galvão (Pagu): mulher, mãe, militante

PID: S0104-026x2025000100208 | Periódico: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Ano: 2025
Autores: Schmitt Fiuza
Resumo: Neste artigo, apresentamos reflexões sobre as trajetórias de vida e militância de Patrícia Galvão (Pagu). Ela foi uma das primeiras e mais conhecidas presas políticas, uma expressiva militante que, por meio da arte e de sua produção intelectual, socializou reflexões sobre as condições de vida da classe trabalhadora, em especial da mulher. A pesquisa foi realizada a partir das produções acadêmicas sobre Pagu e de suas próprias escrituras. Recorremos, ainda, aos documentos da polícia política, disponibilizados no acervo on-line do Arquivo Nacional. A intenção com este estudo é estabelecer reflexões sobre as condições históricas de militância das mulheres no Estado Novo, bem como analisar suas contribuições sobre questões políticas, sociais e econômicas que desencadearam mudanças nesses campos de atuação e de afirmação identitárias. Pagu enfrentou a ditadura estadonovista e deixou um legado inestimável.

Perfis queer e pós-vigilância

PID: S0104-026x2025000100402 | Periódico: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Ano: 2025
Autores: Martín
Resumo: Este artigo aborda a capacidade hipotética dos sistemas algorítmicos de gerar perfis de usuários queer, como uma modalidade recente da chamada "vigilância queer", cujos antecedentes podem ser rastreados até as reflexões foucaultianas sobre o panopticon e o dispositivo da sexualidade. Analisamos extensivamente como o mecanismo de criação de perfis de usuários opera desde seus primeiros protótipos no final da década de 1970. Estabelecemos suas particularidades em relação a outros tipos de identificação. Propomos que esses sistemas configuram um salto exponencial nas tecnologias de percepção da sexualidade dos sujeitos que nos obriga a repensar aspectos centrais da teoria queer, como o dispositivo de sexualidade foucaultiano ou a matriz heterossexual butleriana, em um contexto de pós-vigilância.

Presidentas legislam para mulheres?

PID: S0104-026x2025000300200 | Periódico: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Ano: 2025
Autores: Rodrigues Schettini
Resumo: O artigo analisa se presidentas propõem mais leis favoráveis ao desenvolvimento econômico das mulheres, comparado aos presidentes, com base na legislação brasileira e chilena de 1999 a 2019. Selecionamos apenas legislações do Poder Executivo relacionadas ao desenvolvimento econômico das mulheres, incluindo medidas de transferência de renda, políticas de cuidado, ações profissionalizantes ou afirmativas. Calculamos taxas brutas e relativas da produção das legislações por ano. Comparando-se os governos de Dilma Rousseff, no Brasil, e Michelle Bachelet, no Chile, com os demais presidentes adjacentes, conclui-se que elas produziram mais do que os homens. Bachelet teve a maior taxa de legislações pró-mulheres no primeiro mandato, mas Rousseff supera Bachelet considerando o total dos dois mandatos, destacando a menor produção de Bachelet em seu segundo mandato.

Pretuguês, interseccionalidade e agência político-cultural das mulheres negras no Brasil

PID: S0104-026x2025000200605 | Periódico: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Ano: 2025
Autores: Abreu
Resumo: Neste artigo, busco posicionar a teoria de Lélia Gonzalez em diálogo com as teorias interseccionais contemporâneas. Para tanto, são retomadas as contribuições da autora para a psicanálise e a centralidade do conceito de pretuguês em sua obra. Por meio deste, objetivo observar o papel central atribuído pela autora às mulheres negras na formação social brasileira, assim como as formas de ação política cotidiana dessas sujeitas. A teoria de Gonzalez, assim, é entendida como uma contribuição para a construção da interseccionalidade situada no contexto brasileiro.

Práticas feministas na tradução de teoria

PID: S0104-026x2025000300405 | Periódico: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Ano: 2025
Autores: Pfau Souza
Resumo: O grupo de pesquisa Textos Fundamentais em Tradução (Key Texts in Translation - KiT) traduz teoria da tradução e as atividades preveem práticas feministas, desde a escolha dos textos até o modo de lidar com eles intratextualmente. A proposta é demonstrar escolhas de textos representativos para os Estudos da Tradução Feminista e práticas intratextuais à luz de teorias feministas da tradução. Assim, o grupo inclui a tradução de textos teóricos produzidos por mulheres, pessoas não brancas do Sul Global e/ou discussões de tradução feminista. As práticas são observadas pelas estratégias de tradução feminista de Luise von Flotow: suplemento, prefácios e notas de rodapé, e “sequestro”, através de adequações de gênero, visibilidade e a “feminização” do texto em práticas mais intervencionistas que quebram convenções culturais da língua portuguesa e de gêneros textuais acadêmicos que costumam apagar as mulheres.

Queixas do viver só: emoções, gênero e envelhecimento na vida cotidiana

PID: S0104-026x2025000100207 | Periódico: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Ano: 2025
Autores: Bispo
Resumo: A proposta mais ampla deste artigo é refletir sobre a experiência da solidão em seu entrecruzamento com questões de gênero e do curso da vida. Entenderemos o estar só não como algo estagnado e de sentido único - uma “sensação de separação do outro” ou “contemplação libertária” -, mas como uma experiência emocional oriunda das negociações cotidianas operadas pelos sujeitos acerca de suas próprias vidas. Tendo como base teórico-metodológica a antropologia das emoções, é objetivo deste texto explorar as vicissitudes e ambiguidades do sentir-se só a partir das narrativas de queixas presentes em duas histórias de vida de mulheres cisgêneras, heterossexuais, brancas, pertencentes às classes populares e hoje com mais de sessenta anos de idade. A etnografia dessas trajetórias nos revela que a sensação de solidão tem lugar a partir de um continuum entre solidões acontecidas e deliberadas, entre o prazer de estar só e a sensação de distanciamento dos outros.

Redistribuição e reconhecimento no processo constituinte chileno

PID: S0104-026x2025000300201 | Periódico: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Ano: 2025
Autores: Brevis-Cartes
Resumo: Baseado na teoria política feminista, este artigo analisa os debates contemporâneos sobre redistribuição e reconhecimento a partir das questões que surgiram no processo constituinte chileno. Para tal, em primeiro lugar, reflete sobre as justificativas para o reconhecimento das diferenças no espaço público; em segundo lugar, analisa as contribuições do pensamento feminista para o debate no quadro teórico da igualdade; e, por fim, enquadra o reconhecimento da diferença na construção do Estado Democrático de Direito.

Representações visuais da mulher e mobilização conservadora

PID: S0104-026x2025000200204 | Periódico: Revista Estudos Feministas (0104-026x) | Ano: 2025
Autores: Araujo
Resumo: Neste artigo, analisamos as representações da mulher como parte crucial do discurso político e moral do coletivo conservador peruano Con Mis Hijos No Te Metas (CMHNTM). Por meio da análise de artes digitais - imagens fixas compostas por desenhos, fotografias, emojis e textos - postadas pelo grupo em sua página oficial do Facebook, são identificadas três representações da mulher: a mãe, a mulher do povo e a feminista. O objetivo é compreender como essas artes reforçam papéis sociais e estereótipos de gênero ao criarem identificações das pautas do CMHNTM com a mulher/mãe, que simboliza o povo, bem como ao delinear a feminista como oposta aos interesses das demais mulheres.
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