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DIDÁTICA CRÍTICA E CURRÍCULO: RESISTÊNCIA AO NEOLIBERALISMO E À TECNOCRACIA NA EDUCAÇÃO EMANCIPATÓRIA

PID: S0104-70432025000100051 | Periódico: Revista da FAEEBA: Educação e Contemporaneidade (0104-7043) | Ano: 2025
Autores: Fonseca Lima Suanno
RESUMO Este artigo explora como a didática crítica e dialética pode contribuir para uma educação emancipatória, resistindo às tendências neoliberais e tecnocráticas nas políticas educacionais contemporâneas. A didática é reafirmada como enfoque pedagógico e força de resistência frente a políticas de currículo que atuam como campos de disputa e podem promover o controle ideológico. Assim, ela se torna um instrumento essencial para questionar e transformar narrativas dominantes no espaço educacional. A metodologia utilizada é a pesquisa bibliográfica com abordagem analítico-descritiva. O estudo revela que reafirmar a didática crítica como uma forma de insurgência contra o neoliberalismo requer políticas curriculares que abordem as causas profundas dos problemas sociais. Dessa forma, a didática crítica emerge como um meio de subverter imposições, contribuindo para a promoção de um currículo que favoreça a formação de cidadãos ativos, capacitados a refletir criticamente sobre contradições sociais e a transformá-las.

EDUCAÇÃO FÍSICA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS PELOS ESTUDOS DA(S) CORPOREIDADE(S)

PID: S0104-70432025000100275 | Periódico: Revista da FAEEBA: Educação e Contemporaneidade (0104-7043) | Ano: 2025
Autores: Carvalho Coube
RESUMO Experienciando a praxis pedagógica que se faz pela humanização na docência, coadunada por uma epistemologia que desnaturaliza o viver, reconhecemos os jovens-adultos como sujeitos históricos. Por meio de uma escrita como experiência, com os ecos de diferentes pesquisas e ações acadêmicas que trazem a corporeidade como categoria central de análise, questionamos à forma como a Educação de jovens e Adultos, modalidade da Educação Básica, vem sendo ofertada e desenvolvida na educação básica; assim como seus professores/as são qualificados, nas formações iniciais, para esse público. Aqui, nosso objetivo central foi verificar a presença do conceito corporeidade no documento concernente à Educação Física no Ensino Médio da EJA do Estado do Rio de Janeiro, no contexto do Novo Ensino Médio. Os resultados reforçam que muito ainda temos a caminhar para desenvolver um currículo escolar ampliado, vinculado a um projeto político-pedagógico que contenha a historicidade da cultura corporal.

EDUCAÇÃO INFANTIL E A PANDEMIA NO BRASIL: UMA ANÁLISE BIBLIOGRÁFICA ENTRE 2020 E 2022

PID: S0104-70432025000100132 | Periódico: Revista da FAEEBA: Educação e Contemporaneidade (0104-7043) | Ano: 2025
Autores: Albuquerque Dutra
RESUMO Esse artigo tem como objetivo analisar a produção bibliográfica produzida entre 2020 e 2022 acerca da Educação Infantil e Pandemia. Foi realizada uma pesquisa qualitativa, a partir da leitura de resumos e palavras-chave de 46 artigos científicos, encontrados em duas bases de dados: Google Acadêmico e SciELO. Os materiais analisados foram organizados em quatro categorias de análises: 1) Currículo escolar; 2) Cuidar e educar; 3) Políticas Públicas e intersetorialidade; 4) Vulnerabilidade social. A partir das análises realizadas, percebemos que durante a pandemia houve uma preocupação relacionada à garantia dos direitos das crianças e à manutenção de vínculo entre família e escola; destacou-se a necessidade de colaborações intersetoriais entre políticas educacionais, e de assistência social e saúde pública; por fim, a pandemia afetou de forma contundente, populações em situação de vulnerabilidade social.

EDUCAÇÃO, CURRÍCULO E FORMAÇÃO DE PEDAGOGOS NA CONTEMPORANEIDADE

PID: S0104-70432025000100015 | Periódico: Revista da FAEEBA: Educação e Contemporaneidade (0104-7043) | Ano: 2025
Autores: Lucindo Lima Nunes Araujo
RESUMO Os estudos sobre a formação de pedagogos trazem a potência que os currículos têm exercido nessas discussões. Revelam a atuação do profissional de Pedagogia em âmbitos que ultrapassam os limites da escola. Este artigo discute essa temática a partir dos resultados de duas pesquisas que demonstram a diversidade de espaços em que o pedagogo se insere e evidencia, a partir da análise do projeto pedagógico, matrizes curriculares e ementários disciplinares dos cursos de oito universidades, qual o tipo de formação tem sido ofertado aos seus discentes. Os resultados demonstram que a docência se mantém fortemente no centro dos processos de formação do pedagogo, ocasionando um distanciamento entre teoria e prática que garanta a atuação em espaços de educação não escolar. O baixo percentual de disciplinas, bem como a carga horária destinada à temática, vem resultando em uma formação permeada de fragilidades, que impede ou dificulta a entrada e permanência de pedagogos nesses espaços.

O ZIGUE-ZAGUE CURRICULAR: INSURGÊNCIAS ANTE POLÍTICAS DE FORMATAÇÃO DA DOCÊNCIA NO BRASIL

PID: S0104-70432025000100099 | Periódico: Revista da FAEEBA: Educação e Contemporaneidade (0104-7043) | Ano: 2025
Autores: Faria Gomes
RESUMO Este artigo debate currículo e formação docente, problematizando como a dinâmica entre prescrições e acontecimentos mobiliza, conecta e expande currículos ziguezagueantes e o devir-docente, ante perspectivas eficienticistas, burocráticas e disciplinadoras do currículo e de formatação da docência. Mobiliza pesquisa cartográfica realizada no/com o cotidiano de uma Escola Municipal de Ensino Fundamental de Serra/Espírito Santo, em 2019, tendo como instrumentos de produção de dados o registro em diário de campo e a constituição de redes de conversações. Dialoga com os conceitos de devir, desejo (Deleuze, Guattari, 1995), transcriação (Corazza, 2013) e redes de conversações (Carvalho, 2009). Como resultados, considera currículo e formação docente como processos e possibilidades de re-existência à extinção da diferença promovida pela lógica neoliberal. Ressalta a produção de possíveis como meio de expandir currículos e docências para além do estabelecido.

ORALIDADE NO CURRÍCULO: SILENCIAMENTO FEMININO PROBLEMATIZADO NA FORMAÇÃO DOCENTE

PID: S0104-70432025000100224 | Periódico: Revista da FAEEBA: Educação e Contemporaneidade (0104-7043) | Ano: 2025
Autores: Oliveira Magalhães Giovannetti
RESUMO Neste artigo2, trazemos reflexões para contribuir com as práticas de oralidade no currículo escolar, buscando nos alinhar a uma concepção de ensino de gêneros orais num viés problematizador. Para tanto, relacionamos o ensino de oralidade ao fenômeno do silenciamento, retomando os objetivos do ensino de Língua Portuguesa na escola básica, para relacioná-lo às questões de gênero e ao silenciamento feminino. Desse modo, buscamos responder quais são os sentidos dados à fala nas práticas de oralidade da educação básica construídos por ingressantes na universidade. Como percurso metodológicos, realizamos, em 2022, uma sessão reflexiva com alunas do 1º período de Pedagogia de uma universidade pública, gravada e transcrita para análise. Os dados evidenciam que a compreensão das alunas sobre as práticas de oralidade na escola se relaciona ao seu silenciamento e à imposição de normas. Como contribuição, mencionamos práticas curriculares em resistência a essas normas.

OS COLETIVOS DOCENTES ENTRE CARTAS, CURRÍCULOS E SABERES

PID: S0104-70432025000100162 | Periódico: Revista da FAEEBA: Educação e Contemporaneidade (0104-7043) | Ano: 2025
Autores: Rodrigues Garcia
RESUMO O texto parte da tese de doutoramento inscrita na relação pesquisa-extensão. Assume o projeto de extensão café com currículo na qualidade de espaçotempo fértil para pensar o processo de produção de saberes docentes e o campo dos coletivos docentes da América Latina para tecer modos de pensar os processos formativos e os currículos criados por esses espaços. O objetivo principal da pesquisa foi de investigar, com base no projeto de extensão Café com Currículo – UERJ e com o Coletivo da Argentina, os saberes docentes e os currículos que são produzidos nesses espaços. Em um segundo momento, compreender os movimentos semelhantes entre esses grupos. Sendo assim, tem como premissa deslocar e (re)pensar processos formativos e práticas educativas narradas nesses espaços, tendo como princípios a dialogicidade, a horizontalidade, o coletivo e os encontros, conceitos que foram fundamentais para o desenvolvimento do trabalho da tese, que percorre a defesa da ideia de espaço coletivo como espaço comum e de multidão. A pesquisa defendeu os saberes docentes que circulam nesses coletivos, a partir de cartas, conversas e narrativas como princípio metodológico, aliado ao método da Cartografia. Por fim, as considerações provisórias da pesquisa apontam que é preciso considerarmos os coletivos investigados como fios crescentes e que permitem que possamos fazer uma outra leitura sobre escolas, formações e currículos.

POLÍTICAS CURRICULARES E RELAÇÕES DE ENSINO-APRENDIZAGEM: TENSÕES ENTRE A FORMAÇÃO NEOTECNICISTA E O ESMAECIMENTO DA REFLEXÃO CRÍTICA

PID: S0104-70432025000100035 | Periódico: Revista da FAEEBA: Educação e Contemporaneidade (0104-7043) | Ano: 2025
Autores: Pizoiati
RESUMO Fundamentada em uma análise documental com foco na relação entre educação e trabalho, especificamente no âmbito da História do Tempo Presente e dos Estudos de Políticas de Currículo, o estudo centrou-se na dinâmica professor-aluno que surge dentro dos limites da racionalidade neoliberal brasileira, influenciada pelos marcos legais estabelecidos a partir de 1996. Esses marcos têm o potencial de minar as práticas de ensino, diminuindo a autonomia da formação crítica reflexiva frente ao neotecnicismo presente no itinerário formativo curricular. Consequentemente, o exercício da docência assume um novo significado no presente, à medida que a educação se alinha com os princípios de uma racionalidade de livre-mercado que adere à cultura empresarial e do empreendedorismo de si. Os indivíduos formados neste contexto procuram integrar os seus objetivos de vida, integração social e aspirações profissionais no seu percurso educativo, o que abrange tanto professores como alunos.

PRÁTICAS CORPORAIS DE AVENTURA NO CURRÍCULO PAULISTA: DESAFIOS NO CHÃO DA ESCOLA

PID: S0104-70432025000100245 | Periódico: Revista da FAEEBA: Educação e Contemporaneidade (0104-7043) | Ano: 2025
Autores: Cardoso Inácio
RESUMO Neste estudo, objetivamos compreender a inserção das Práticas Corporais de Aventura no Currículo Paulista sob a perspectiva dos professores de Educação Física. Observam-se estudos que versam sobre o currículo, em diversos âmbitos e, aqui, buscamos a tematização deste conteúdo do currículo prescrito à sua prática em ação. Trata-se de uma triangulação entre a análise documental e entrevistas com professores de Educação Física da Rede Estadual paulista em Birigui. Este material de apoio visa proporcionar atividades e conhecimentos relacionados às Práticas Corporais de Aventura; porém, seu desenvolvimento é limitado devido a lacunas como a avaliação, a inclusão e acessibilidade, resultados, impactos e quebra de sequência lógica. Concluímos que nosso objeto está inserido no material de apoio, mas mal desenvolvido, por conta das lacunas identificadas e da formação profissional ainda incipiente sobre este tema.

PRÁTICAS CURRICULARES DOCENTE-GESTORAS DECOLONIAIS NAS CLASSES MULTISSERIADAS DO CAMPO

PID: S0104-70432025000100208 | Periódico: Revista da FAEEBA: Educação e Contemporaneidade (0104-7043) | Ano: 2025
Autores: Silva Silva Ferreira
RESUMO O presente texto versa sobre práticas curriculares docente-gestoras que vêm sendo protagonizadas nas escolas do campo com multisseriadas com base em reflexões do currículo pós-colonial. Assim, objetivamos evidenciar as possibilidades e tensões político-práticas na construção de currículos específicos e diferenciados no contexto da multisseriação. Metodologicamente, utilizamos a pesquisa bibliográfica e a Análise de Conteúdo para estabelecermos diálogos sobre a prática curricular docente-gestora decolonial. Concluímos que a prática curricular docente-gestora, no cenário de possibilidades e tensões, constrói seus saberes ancorados em princípios que se articulam política e pedagogicamente com as reais demandas do cenário escolar. Isso abrange os processos formativos, os recursos didáticos, os processos metodológicos e avaliativos, bem como outros contextos internos e externos ao território escolar, visando romper a inferiorização imposta às escolas e classes multisseriadas do campo.

RECRIAÇÕES DE CHAPEUZINHO VERMELHO: FRESTAS CURRICULARES?

PID: S0104-70432025000100146 | Periódico: Revista da FAEEBA: Educação e Contemporaneidade (0104-7043) | Ano: 2025
Autores: Emilião Souza Moura
RESUMO O presente artigo pretende dialogar com enunciados elaborados por crianças entre 9 e 14 anos, que cursam o A- e 5º anos do Ensino Fundamental nas redes públicas municipais do norte do Estado do Maranhão, quando convocadas a criarem um final diferente para o conto Chapeuzinho Vermelho. Os enunciados fazem parte de avaliações diagnosticas aplicadas por um projeto de formação continuada de professores, no primeiro semestre de 2024. A leitura dos enunciados está teóricametodologicamente2 ancorada no campo dos estudos dos cotidianos em diálogo com a filosofia da linguagem bakhtiniana, a fim de que os cotejos dos enunciados infantis com os cotidianos e a literatura infanto-juvenil provoquem uma reflexão sobre a criação ética, estética e política das produções infantis. O artigo está organizado em seções que se complementam e dialogam entre si para pensar os deslocamentos de compreensões, ampliação de sentidos e a impossibilidade de apreender e determinar um sentido único, ou alguns possíveis, mesmo na reescrita de textos clássicos. Constatamos, neste estudo, que as crianças apresentam frestas para a recuperação da artesania do pensar e do fazer, opondo-se às padronizações constantes na contemporaneidade.

SABER ENSINAR NA EJA: DAS RELAÇÕES SOCIOFAMILIARES AO COMPROMISSO COM A PRÁTICA PEDAGÓGICA

PID: S0104-70432025000100259 | Periódico: Revista da FAEEBA: Educação e Contemporaneidade (0104-7043) | Ano: 2025
Autores: Ferreira Dieb
RESUMO O trabalho tem o propósito de analisar a mobilização de professores para ensinar em turmas de EJA de pequenos municípios do Maciço de Baturité, no interior do Ceará. A base teórica para essa reflexão se concentra nas ideias de Bernard Charlot (2000) sobre a relação com o saber, de Jessé de Souza (2023) acerca dos impeditivos de acesso à cidadania e de Robert Castel (2013) a respeito dos homens e mulheres que ficam à margem da sociedade. A construção dos dados ocorreu por meio de entrevistas semiestruturadas com três professoras de EJA, as quais, na forma de conversa, narraram situações carregadas de significados atribuídos a sua prática docente. Os resultados mostram que a mobilização das professoras está centrada basicamente no prazer de alfabetizar adultos e idosos quase como uma retribuição e uma gratidão pela oportunidade que receberam de seus próprios pais e familiares. Em função disso, as professoras desenvolvem práticas que levam sempre em consideração a realidade difícil de seus estudantes, considerando os afetos como a base para o saber ensinar e aprender na EJA.

SOCIALIZAÇÃO DE PROFESSORES FORMADORES INICIANTES: NARRATIVAS (AUTO) BIOGRÁFICAS

PID: S0104-70432025000100179 | Periódico: Revista da FAEEBA: Educação e Contemporaneidade (0104-7043) | Ano: 2025
Autores: Soares Guimarães
RESUMO Este artigo é resultado de uma pesquisa mais ampla de doutoramento que visou analisar trajetórias formativas de professores formadores iniciantes no ensino superior. Este trabalho está direcionado aos processos de socialização profissional de professores formadores iniciantes no Ensino Superior como eixo para analisar os desafios e possibilidades durante os primeiros anos de atuação dos formadores no contexto da docência universitária em cursos de licenciatura. O percurso metodológico do estudo foi baseado a partir da abordagem de história de vida (auto)biográfica, pesquisa bibliográfica, análise documental e estudo de campo, com a participação de seis professores formadores em início de carreira em instituições de Ensino Superior na região Norte. O percurso analítico foi elaborado à luz de uma reflexão interpretativo-compreensiva. Os dados sinalizaram que os formadores vivenciaram, nos processos de socialização em início da carreira na docência universitária, sentimentos de angústia, solidão pedagógica e institucional e incertezas, além da falta de informações, choque de realidade, sobrevivência e descobertas da/na docência.

A Análise temática e o uso de software para análise de dados qualitativos como uma possibilidade metodológica

PID: S1519-39932025000100407 | Periódico: Revista de Educação PUC-Campinas (1519-3993) | Ano: 2025
Autores: Ferrari Almeida Brum Dalapicola Araujo
Resumo Os debates legislativos têm se mostrado fontes importantes de análises e um fértil material para o campo das políticas educacionais. Todavia, nesse campo, há uma lacuna no que se refere à profundidade teórico-metodológica nas produções acadêmicas. Nesse sentido, este artigo objetiva apresentar possibilidades para um percurso metodológico utilizando a Análise Temática, baseada na produção de Virginia Braun e Victoria Clarke, e o software MAXQDA, de natureza Computer Assisted Qualitative Data Analysis Software, para analisar políticas educacionais a partir de fonte legislativa. Os resultados apontam que a Análise Temática se estabelece como uma metodologia eficaz e versátil na pesquisa qualitativa em educação, sobretudo para a análise das políticas educacionais de tramitação de projetos de lei no legislativo. A metodologia apresentada nesse artigo proporciona um percurso claro e sistemático, que oferece tanto uma base teórica sólida quanto ferramentas tecnológicas adequadas para tratar dados qualitativos.

A construção de universidades de classe mundial: implicações, estratégias e desafios para o Ensino Superior

PID: S1519-39932025000100500 | Periódico: Revista de Educação PUC-Campinas (1519-3993) | Ano: 2025
Autores: Abreu Diegues Lima Araújo Castro
Resumo A busca pela excelência acadêmica tem levado instituições de ensino superior a adotarem estratégias para se tornarem universidades de classe mundial. O conceito, amplamente promovido por organismos internacionais como o Banco Mundial, enfatiza a concentração de talentos, a abundância de recursos e uma governança eficiente. Este estudo tem como objetivo analisar criticamente o conceito de universidade de classe mundial, bem como as estratégias de internacionalização e as parcerias público-privadas associadas a esse modelo, além dos impactos dos rankings internacionais no ensino superior. Metodologicamente, a pesquisa baseia-se na análise documental de um relatório do Banco Mundial (2009) e de estudos correlatos, adotando uma perspectiva crítica fundamentada na sociologia da educação. Os resultados indicam que, embora as universidades de classe mundial possam impulsionar a competitividade global, a adoção de modelos globais, sem adaptações ao contexto local, pode comprometer a inclusão e a autonomia das universidades. Conclui-se que é fundamental equilibrar excelência acadêmica e equidade social para garantir um ensino superior sustentável e acessível.

A educação superior em tempos de pandemia: uma análise da implementação do ensino remoto emergencial na Universidade Estadual do Tocantins

PID: S1519-39932025000100409 | Periódico: Revista de Educação PUC-Campinas (1519-3993) | Ano: 2025
Autores: Moreira Silva
Resumo Em resposta à crise desencadeada pela pandemia de COVID-19, as Instituições de Educação Superior tiveram que paralisar a oferta dos cursos presenciais. Deste modo, a presente pesquisa buscou analisar o processo de implementação do ensino remoto emergencial, na Universidade Estadual do Tocantins. A metodologia empregada foi a abordagem qualitativa, utilizando pesquisas bibliográfica e documental. A implementação do ensino remoto emergencial, na Universidade Estadual do Tocantins, ocorreu como uma “ação em experimento”, em razão do contexto pandêmico. Apesar dos desafios e obstáculos, a Universidade Estadual do Tocantins conseguiu implementar o ensino remoto emergencial com relativo êxito, buscando minimizar o impacto no ensino e aprendizagem. Os resultados da pesquisa evidenciam a importância do planejamento na gestão educacional; do investimento em formação docente e da oferta de suporte técnico para o sucesso do ensino remoto. É preciso repensar a educação superior no contexto pós-pandemia. Assim, destaca-se, também, a necessidade de criação e o fortalecimento de políticas públicas voltadas para a inclusão de tecnologias digitais na educação superior e de estratégias de apoio aos professores e alunos. Essas políticas podem ampliar oportunidades educacionais e reduzir desigualdades, contribuindo para o desenvolvimento do país.

A excelência como modelo opressor: violência e convivência escolar

PID: S1519-39932025000100209 | Periódico: Revista de Educação PUC-Campinas (1519-3993) | Ano: 2025
Autores: Ferreira
Resumo Embora a questão da “violência escolar” se revista de grande complexidade, ela tende a ser abordada de forma restrita, usualmente centrada na violência interpessoal, entre alunos ou alunos e professores. Este artigo não tem a pretensão de examinar as suas múltiplas formas, mas contribuir para a discussão a respeito dela enquanto fenômeno social. Argumenta-se que a violência neoliberal constitui hoje uma das mais intensas formas de opressão, especialmente por se manifestar de forma oculta, dissimulada e até legitimada. Além de uma discussão teórico-conceitual em torno do fenômeno e da sua relação com o modelo opressor de excelência acadêmica, analisa-se o caso de um agrupamento de escolas português que inclui nos seus princípios e práticas a não violência e a promoção da convivência no ambiente escolar. Sendo o autor um consultor desse grupamento, adotou-se a “amizade crítica” como método de pesquisa, numa tentativa de lidar com a familiaridade através da vigilância crítica e reflexiva. As escolas que fazem parte do agrupamento inserem-se num território social e economicamente vulnerável, do qual faz parte o chamado “bairro social”, habitado em grande parte por ciganos e imigrantes. Ainda que não consiga manter-se à margem de políticas neoliberais hostis à sua proposta político-pedagógica baseada em direitos humanos, o compromisso do agrupamento escolar com as crianças, os adolescentes, as famílias e as comunidades abrangidos por ele faz com que esteja menos orientado para a excelência e mais para a experiência e o afeto, ocupando, assim, um lugar inclusivo no seu território.

A promoção da convivência no contexto da educação infantil: apontamentos da literatura

PID: S1519-39932025000100505 | Periódico: Revista de Educação PUC-Campinas (1519-3993) | Ano: 2025
Autores: Rosa Tessaro
Resumo Este artigo tem como objetivo analisar estratégias pedagógicas utilizadas na educação infantil para a promoção da convivência, por meio de uma pesquisa de revisão bibliográfica. Os estudos analisados estão indexados nas bases de dados: Catálogo de Teses e Dissertação Capes; Portal de Periódicos Capes (Acesso CAFe) e The Scientific Electronic Library Online (SciELO), tendo como recorte temporal os anos de 2013 a 2023. Com base em critérios de inclusão e exclusão, foram selecionados 31 trabalhos para compor a discussão deste texto. Do processo analítico, seguindo os critérios metodológicos da pesquisa, emergiram três categorias: (a) percepções e a formação do professor para promoção da convivência; (b) o brincar como uma possibilidade de promoção da convivência na educação infantil; (c) reconhecimento da diversidade para a promoção da convivência. Entre os destaques desta investigação, identificou-se que a valorização do brincar e da diversidade na escola podem servir de base para a promoção da convivência entre as crianças, mas, para isso, os professores necessitam de formação inicial e continuada. Igualmente, verificamos que diferentes abordagens teórico-metodológicas são utilizadas para fundamentar as práticas pedagógicas dos professores, com vistas à promoção da convivência na infância.

Alfabetização de crianças: a pandemia e a ruptura nos ritos de transição da Educação Infantil para o Ensino Fundamental

PID: S1519-39932025000100304 | Periódico: Revista de Educação PUC-Campinas (1519-3993) | Ano: 2025
Autores: Barros Brito
Resumo Este relato discorre sobre experiências relacionadas à alfabetização de crianças durante e após a de pandemia da COVID-19, especificamente os anos de 2021 e 2022, na rede municipal de educação de Juazeiro do Piauí. Metodologicamente, o trabalho constitui-se em pesquisa narrativa, em que utilizamos a observação participante, os relatórios e os documentos orientadores do trabalho pedagógico para a produção dos dados. Os resultados destacam o relevante trabalho realizado no período pós-pandemia, a partir de três categorias: 1) Reconfiguração do currículo; 2) Reorganização do trabalho pedagógico; 3) Acompanhamento pedagógico, apontando para a necessidade de políticas públicas potentes e ações permanentes para que as crianças tenham o direito à educação efetivado. Conclui-se que muitos entraves estão sendo encontrados, principalmente pelos professores, no trabalho de transição e no processo de alfabetização e letramento. O ensino não presencial afetou, significativamente, a maioria das crianças em fase de alfabetização, principalmente as mais vulneráveis. Dessa forma, faz-se necessário avançar na formulação de políticas específicas voltadas para a superação da defasagem de aprendizagem e desenvolvidas a partir do comprometimento coletivo com a infância.

Alfabetização e deficiência no Uruguai: do direito ao fato

PID: S1519-39932025000100308 | Periódico: Revista de Educação PUC-Campinas (1519-3993) | Ano: 2025
Autores: Carro
Resumo O trabalho versa sobre o estado da alfabetização no Uruguai e torna visível o principal fator da desigualdade no acesso à educação e à alfabetização, que significa ser uma pessoa com deficiência. Embora tenham sido alcançados progressos nesta área, ainda existe uma enorme distância entre as regulamentações, que salientam a necessidade de fazer efetivo o direito à educação para todas as pessoas, e a realidade concreta do país. Levando em conta a análise dos dados disponíveis através da Pesquisa Domiciliar Contínua (2007 a 2019), o país apresenta uma diminuição constante do analfabetismo ao longo do tempo, atingindo 98,77% em 2019. Isto o situa acima da média mundial e da América Latina e Caribe (94,45%). No entanto, a relação entre analfabetismo e deficiência continua pouco visível no mundo, incluído o Uruguai e, talvez seja a que mais abala a determinação se uma pessoa tem acesso a seu direito de ser educada e, dentro deste aspecto, de ser alfabetizada. Entre os limitados dados disponíveis, no Uruguai, 70% das pessoas que se declararam analfabetos também indicaram ter algum tipo de deficiência. Pode-se arriscar que existe e persiste uma ampla barreira, fruto da falta de medição, da escassez de recursos materiais e humanos especializados em educação, e da prevalência de um paradigma excludente, coincidindo com um modelo de rejeição, muito distante do modelo social e dos direitos no cuidado da diversidade funcional. Portanto, é imperativo realizar um planejamento de medição e intervenção sobre uma realidade latente e pressurosa para a população que a sofre.
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