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A participação escolar de alunos com deficiência na percepção de seus professores

PID: S1413-65382010000200009 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2010
Autores: Abe Araújo
A identificação do nível de participação escolar do aluno com deficiência é fundamental para o monitoramento do processo educacional inclusivo. Requer o uso de instrumentos de medida que contemplem a funcionalidade perante demandas escolares específicas e que possam, ao mesmo tempo, motivar o professor a uma reflexão sobre o seu julgamento acerca do desempenho desse aluno. A School Function Assessment (SFA) é um instrumento que favorece a identificação de necessidades especiais do aluno com deficiência sob parâmetros de funcionalidade e participação. Nessa perspectiva, este estudo teve como objetivo analisar a influência da aplicação da SFA no julgamento do professor sobre a participação escolar do seu aluno com deficiência. Participaram do estudo oito professores que responderam sobre a participação escolar de seus nove alunos, por meio da SFA e de roteiro de entrevista. Os resultados demonstraram que, para cinco professores, a SFA favoreceu a percepção da participação com foco na demanda de atividades e propiciou reflexões que abrangeram os seguintes destaques: necessidade de avaliação da participação fora da sala de aula, relação entre o grau de deficiência e a participação, entendimento de especificidades do desempenho, importância do recurso adaptado para neutralizar a incapacidade e importância do desvio do foco de atenção da deficiência para a funcionalidade.

Análise do conhecimento sobre DSTs e planejamento familiar entre deficientes auditivos e ouvintes de uma escola pública de Fortaleza

PID: S1413-65382010000100011 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2010
Autores: Pinheiro Filho Silva Filho Gonçalves Dantas Hyppólito
Segundo a OMS, havia cerca de 278 milhões de deficientes auditivos no mundo, em 2005. A maioria deles não tem acesso a serviços de educação em saúde sexual, o que os tornam bastante vulneráveis a ocorrência de gravidez precoce e infecção por Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs)/AIDS. Objetivou-se analisar comparativamente o conhecimento de estudantes, com ou sem alguma deficiência auditiva, de uma escola pública, sobre planejamento familiar e DSTs. Trata-se de um estudo transversal e comparativo em que 149 estudantes de uma escola pública foram divididos em 2 grupos: 98 ouvintes e 51 não-ouvintes. Foi então aplicado um questionário com indagações sobre planejamento familiar e DSTs. Os dados foram analisados pelo programa EPI INFO, considerando p válido quando < 0,05. RESULTADOS: 50,00% dos não-ouvintes referiram existir cura para AIDS contra 25,30% dos ouvintes; 92,90% dos ouvintes relataram que uso de preservativo protege contra AIDS/DST's, contra 43,10% dos não ouvintes. A maioria dos ouvintes, 97,90%, afirmou que procuraria um serviço de saúde caso alguma lesão típica de DSTs se manifestasse, contra 47,10% dos não-ouvintes. Os dados apresentados inferem que há uma carência de informação acerca destes temas entre a população jovem com deficiência auditiva.

Análise exploratória das escalas de silhuetas bidimensionais e tridimensionais adaptadas para a pessoa com cegueira

PID: S1413-65382010000100005 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2010
Autores: Morgado Ferreira
Realizar uma análise exploratória da Escala de Silhuetas Bidimensionais (ESB) e da Escala de Silhuetas Tridimensionais (EST), verificando qual destas Escalas é a mais apropriada e representativa à pessoa com cegueira congênita. Trata-se de uma pesquisa qualitativa e exploratória. A amostra foi composta por 20 sujeitos adultos com cegueira congênita. Foram entrevistados 10 homens e 10 mulheres, com idades entre 21 e 50 anos, do Instituto Benjamin Constant, no Rio de Janeiro e da Associação dos Cegos de Juiz de Fora, MG. Os Instrumentos para coleta de dados foram: ESB, EST e roteiro de entrevista semiestruturada. A estratégia adotada para tratar os dados foi a Análise de Conteúdo de Bardin. Foram formadas três grandes categorias: 1) Principais vias de informações sobre o corpo, subdividida em: tato; informações sobre peso e altura; informações das pessoas do convívio; informações culturais; tamanho das roupas e atividade física como referência. 2) Escala de Silhuetas Bidimensionais, subdividida em: não reconhecimento da ESB; dificuldades; utilidades. 3) Escala de Silhuetas Tridimensionais, subdividida em: Reconhecimento da Escala; Relação consigo ou com o outro; Facilidades e preferências da EST. Foi constatado que 90% dos participantes não reconheceram a ESB, enquanto que todos os participantes reconheceram a EST. A EST é a Escala mais apropriada e representativa para a pessoa com cegueira congênita. Sugere-se a realização de estudos futuros que visem avaliar as qualidades psicométricas da EST.

Avaliação da eficácia do software "Alfabetização Fônica" para alunos com deficiência mental

PID: S1413-65382010000100006 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2010
Autores: Hein Teixeira Seabra Macedo
O objetivo do estudo foi verificar a eficácia da intervenção com o software Alfabetização Fônica Computadorizada em alunos com deficiência mental. O software possibilita a realização de atividades que desenvolvem a consciência fonológica e a compreensão das relações grafofonêmicas. Participaram do estudo 22 crianças e adolescentes com idades entre 10 a 17 anos. Foi feita avaliação inicial do nível intelectual com a Escala de Maturidade Mental Columbia e a Escala de Inteligência Weschsler para Crianças. Os participantes foram divididos aleatoriamente em dois grupos: experimental e controle. Os grupos foram pareados por sexo, idade e nível de inteligência. A Bateria de Avaliação de Leitura e Escrita e a Prova de Consciência Fonológica por Produção Oral foram aplicadas no início e término do estudo. Dezesseis sessões individuais com o software "Alfabetização Fônica Computadorizada" foram conduzidas com os participantes do grupo experimental. Os resultados indicaram melhora nas habilidades de escrita e leitura e nos indicadores de consciência fonológica apenas para as crianças e adolescentes do grupo experimental. Comparação com dados normativos identificaram que os participantes do grupo experimental apresentavam um desempenho semelhante ao de crianças no final do ensino infantil e, após a intervenção o desempenho era semelhante aqueles da 2ª série do ensino fundamental.

Avaliação de um programa de comunicação alternativa e ampliada para mães de adolescentes com autismo

PID: S1413-65382010000300008 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2010
Autores: Walter Almeida
O objetivo do presente estudo foi de avaliar os efeitos de um programa de Comunicação Alternativa e Ampliada (CAA) no contexto familiar de pessoas com autismo. O programa, denominado ProCAAF, foi aplicado mediante a real necessidade dos familiares em estabelecer comunicação eficaz com seus filhos, mediante as necessidades apresentadas no contexto familiar. O estudo analisou os efeitos da aplicação da CAA e registrou as modificações ocorridas no comportamento comunicativo dos familiares com seus filhos. Fizeram parte do estudo seis participantes, sendo três participantes familiares (Pfs), representado pelas mães e seus respectivos filhos, denominados de participantes alunos (Pas), com diagnóstico de autismo, não-verbal e/ou fala não funcional. Para verificar os efeitos do ProCAAF, foi empregado um delineamento de múltiplas sondagens entre as mães e seus respectivos filhos (as). Os dados quantitativos foram analisados mediante o desempenho das mães na utilização da CAA com seus filhos, considerando os níveis de apoio e suporte oferecido pela pesquisadora. Os resultados demonstraram que as mães aprenderam a utilizar a CAA com seus filhos no contexto familiar, conseguindo suprir algumas das prioridades comunicativas determinadas previamente. Os dados qualitativos foram analisados mediante as respostas obtidas em questionário aplicado em período anterior e posterior a intervenção, demonstrando significativa mudança em relação à competência comunicativa dos participantes com autismo. É recomendada a implementação desse programa em outros contextos

Avaliação e intervenção no desenvolvimento motor de uma criança com Síndrome de Down

PID: S1413-65382010000100003 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2010
Autores: Santos Weiss Almeida
O objetivo deste estudo foi analisar o desenvolvimento motor de uma criança com síndrome de Down e verificar os efeitos de um programa de intervenção motora específica. Trata-se de uma pesquisa descritiva do tipo estudo de caso. Para a avaliação do desenvolvimento motor foram utilizados os testes da Escala de Desenvolvimento Motor - EDM que analisa as áreas da motricidade fina e global, equilíbrio, esquema corporal, organização espacial e temporal/linguagem, e lateralidade. Essa criança participou, respectivamente, de avaliação motora, intervenção motora (32 sessões, 2 vezes semanais) e reavaliação motora. As intervenções motoras mostraram avanços positivos nas áreas da motricidade global, equilíbrio e organização espacial. A motricidade fina, esquema corporal e a organização temporal /linguagem não apresentaram avanços. Verificou-se que a linguagem foi a área de maior prejuízo. O quociente motor em todos os itens foi classificado como muito inferior, o que se caracteriza como déficit motor. Esses dados justificam a relevância de programas de intervenção motora para essa população.

Caminhando com Dibs: uma trajetória de construção de conceitos em educação especial

PID: S1413-65382010000300002 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2010
Autores: Omote
O artigo é uma resposta ao trabalho de Piccolo, Moscardini e Costa, publicado no volume 16, número 1 deste periódico, no qual os autores analisaram a minha produção bibliográfica publicada em periódicos científicos. Alguns fatos da minha vida pessoal, intimamente ligados à trajetória acadêmica percorrida, são descritos com o intuito de favorecer a compreensão radical da minha posição teórica. As referências que dão suporte ao artigo foram, em boa parte, publicadas há algumas décadas. Isto se deve ao fato de que grandes contribuições teóricas nas Ciências Humanas ocorreram em meados do século passado. Significa que a preocupação excessiva com a atualidade das referências, avaliada em termos de cronologia, leva os pesquisadores a abrirem mão da vasta e rica sistematização teórica daquele período.

Comunicação alternativa e ampliada para educandos com autismo: considerações metodológicas

PID: S1413-65382010000200010 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2010
Autores: Nunes Nunes Sobrinho
Foram analisadas as características metodológicas de 56 artigos científicos focados no tema Comunicação Alternativa e Ampliada (CAA), para educandos com espectro do autismo. Esses artigos foram produzidos no período 1980-2007; 18 versaram sobre o uso de sistemas manuais e língua de sinais; 26 empregaram sistemas pictográficos de comunicação; 9 utilizaram sistemas assistidos com acionadores de voz e 3 utilizaram sistemas híbridos, contendo mais de uma modalidade de CAA. Com base nos resultados desta análise preliminar, a proposta foi direcionada para a identificação das melhores práticas adotadas pelos programas de intervenção para esta população. Os resultados da análise das características metodológicas dos artigos revisados sustenta a predominância de delineamentos experimentais e quase-experimentais do tipo intrassujeitos, o que corrobora a escassez de pesquisas de grupo em população de autistas. Os estudos envolveram, predominantemente, número reduzido de participantes, selecionados de forma incidental. Metade das pesquisas revisadas descreve, claramente, medidas de generalização de comportamentos, para ambientes naturais ou sustentabilidade de respostas após a intervenção. Foram escassos os estudos avaliativos do grau de satisfação dos participantes no que se refere aos efeitos produzidos pela intervenção. Nesta revisão foram identificadas as melhores práticas no atendimento da população autista, tendo como fundamento a validade interna, a validade externa e a validade social das intervenções. Indicações de diretrizes válidas e confiáveis foram apontadas no sentido de favorecerem o desenvolvimento de projetos científicos sobre o tema.

Comunicação e inclusão de crianças com alterações de linguagem de origem neurológica na perspectiva de pais e educadores

PID: S1413-65382010000200007 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2010
Autores: Takase Chun
O sistema de educação brasileiro tem passado por diversas transformações em prol de mudanças que proporcionem uma política inclusiva. Estudos relativos à comunicação e inclusão de crianças com alterações de linguagem de origem neurológica necessitam, no entanto, de maior atenção, particularmente no âmbito da Fonoaudiologia. Tendo em vista buscar maiores subsídios de como o profissional desta área pode contribuir no processo de inclusão, o objetivo deste estudo é investigar as expectativas, dificuldades e facilidades encontradas pelas famílias e educadoras de crianças com alterações de linguagem em acompanhamento fonoaudiológico. O corpus constitui-se de 11 crianças, 12 familiares e 7 educadoras. Realizou-se a coleta de dados, por meio de estudo do prontuário institucional das crianças, e entrevistas semi-estruturadas distintas com os familiares e educadoras, gravadas em vídeo e transcritas ortograficamente. Os dados foram analisados à luz dos referenciais teóricos que respaldam esta pesquisa. Os resultados mostram dificuldades na inserção de algumas crianças na rede regular, particularmente, daquelas com maior comprometimento de linguagem, além de questionamentos quanto à formação do educador e preparo das instituições de ensino para receber tal população. Verificam-se avanços neste processo, expressos pela inclusão da maioria dos sujeitos na escola regular e por maior abertura institucional, evidenciada pelas referências de troca de informações/experiências entre pais, educadoras e fonoaudiólogos. Os achados corroboram, na perspectiva dos familiares e das educadoras, a necessidade do acompanhamento terapêutico especializado e evidenciam que a Fonoaudiologia pode contribuir, nos aspectos de comunicação e de alimentação, no processo de inclusão.

Desfazendo mitos para minimizar o preconceito sobre a sexualidade de pessoas com deficiências

PID: S1413-65382010000200002 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2010
Autores: Maia Ribeiro
Este texto aborda a presença de idéias preconceituosas sobre a sexualidade de pessoas com deficiência discorrendo, de modo critico e reflexivo, sobre diversos mitos, tais como: (1) pessoas com deficiência são assexuadas: não têm sentimentos, pensamentos e necessidades sexuais; (2) pessoas com deficiência são hiperssexuadas: seus desejos são incontroláveis e exacerbados; (3) pessoas com deficiência são pouco atraentes, indesejáveis e incapazes para manter um relacionamento amoroso e sexual; (4) pessoas com deficiência não conseguem usufruir o sexo normal e têm disfunções sexuais relacionadas ao desejo, à excitação e ao orgasmo; (5) a reprodução para pessoas com deficiência é sempre problemática porque são pessoas estéreis, geram filhos com deficiência ou não têm condições de cuidar deles. A crença nesses mitos revela um modo preconceituoso de compreender a sexualidade de pessoas com deficiência como sendo desviante a partir de padrões definidores de normalidade e isso se torna um obstáculo para a vida afetiva e sexual plena daqueles que são estigmatizados pela deficiência. Esclarecer esses mitos é um modo de superar a discriminação social e sexual que prejudica os ideais de uma sociedade inclusiva.

Discurso médico e discurso pedagógico: interfaces e suas implicações para a prática pedagógica

PID: S1413-65382010000300010 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2010
Autores: Franco Carvalho Guerra
O estudo investigou os efeitos do discurso médico no processo de ensino-aprendizagem escolar, particularmente, como ele tem sido apropriado pelo corpo docente e os seus efeitos nas práticas pedagógicas dos educadores. Trata-se de um estudo qualitativo realizado ao longo do período letivo de 2008. Participaram do estudo 17 educadores que trabalham com crianças com paralisia cerebral, com idade entre 6 e 12 anos e acompanhadas pela equipe de reabilitação da Rede Sarah de Hospitais, em Belém. Foram realizadas entrevistas gravadas em áudio no início e no final do período letivo, seguindo o mesmo roteiro. Ao longo do ano, foram realizadas visitas escolares, pela equipe do Sarah, com intervalos de aproximadamente dois meses e com o objetivo de dialogar com os educadores e esclarecer sobre o diagnóstico da criança, seus potenciais, limites e adaptações que favorecessem o processo de inclusão e de aprendizagem. A análise dos dados iniciais revelou a inconsistência teórica dos educadores sobre os conceitos de inclusão e de paralisia cerebral. Indicou o desconhecimento sobre o diagnóstico da criança e a elaboração de práticas pedagógicas orientadas por discursos médicos baseados no senso comum. Ao final do processo, identificou-se que as percepções, as concepções, as práticas e o discurso pedagógico dos educadores haviam se modificado. Foram observadas reelaborações de ações pedagógicas considerando o diagnóstico, aspectos individuais e coletivos da aprendizagem, além dos limites e potenciais de cada criança. Constatou-se assim, o processo de subjetivação discursiva, como resultado da interlocução entre campos de saberes diferentes, no caso, Saúde e Educação, resultando em reelaboração do discurso e das práticas pedagógicas no processo de ensino-aprendizagem das crianças com paralisia cerebral.

Educação inclusiva em revistas pedagógicas: análises de conteúdo e bibliométrica

PID: S1413-65382010000300011 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2010
Autores: Barbosa Campos
As revistas pedagógicas constituem um tipo de periódico educacional que têm sido amplamente lidas por professores e candidatos à docência no Brasil. Embora atuem decisivamente na formação inicial e continuada dos docentes e, por consequência, nas práticas pedagógicas adotadas em sala de aula, essas revistas têm sido pouco estudadas. A carência de estudos é ainda maior quando se trata das concepções e práticas sobre inclusão escolar veiculadas por elas. Com o objetivo de efetuar análises de conteúdo e bibliométrica de escritos sobre inclusão escolar publicados entre 1994 e 2005 em duas revistas pedagógicas, foram recuperados e analisados 40 textos, sendo 24 da revista AMAE Educando e 16 da Presença Pedagógica. As principais características bibliométricas das publicações sobre inclusão escolar dos dois periódicos são: artigos em gênero descritivo/reportativo; autoria individual; e apresentação de referências ou bibliografias. O conteúdo desses textos tem como tema principal a inclusão escolar de forma global, sem especificar um ou mais tipos de necessidades educacionais especiais. Adotam uma abordagem educacional da inclusão escolar não delimitando níveis e/ou tipos de ensino. Divergências entre as duas revistas foram detectadas, mas elas parecem convergir mais do que discrepar. São analisadas as limitações dos textos no que diz respeito aos fundamentos teóricos e práticos da inclusão escolar.

Escolarização inclusiva de alunos com autismo na rede municipal de ensino de Belo Horizonte

PID: S1413-65382010000300005 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2010
Autores: Gomes Mendes
O direito a matrícula de alunos com necessidades educacionais especiais em escolas regulares no Brasil é garantido por lei desde a Constituição de 1988. Os dados do Censo Escolar do Ministério da Educação indicam aumento no número de matrícula desses alunos no país ao longo dos anos, especialmente em escolas da rede municipal de ensino. Entre os alunos enquadrados na definição de "necessidades especiais" encontram-se aqueles com autismo, caracterizados por apresentarem alterações na interação social, na comunicação e pela presença de padrões estereotipados de comportamento. A prefeitura de Belo Horizonte - MG vem desenvolvendo ações com o intuito de favorecer o acesso de estudantes com autismo a escolas regulares do município, porém dados sobre o andamento deste processo são escassos. O objetivo desse estudo consistiu em caracterizar os alunos com autismo matriculados em escolas municipais regulares de Belo Horizonte, assim como descrever a maneira pela qual essa escolarização vem ocorrendo nas escolas comuns, a partir da perspectiva de seus professores. Participaram do estudo trinta e três professores da rede regular de ensino do município que tinham contato direto e diário com alunos com autismo. Foram utilizados um questionário semi-estruturado e a escala CARS (Childhood Autism Rating Scale). Os resultados indicaram que as estratégias utilizadas pela prefeitura parecem favorecer a freqüência dos alunos com autismo, porém há evidências de que eles participam pouco das atividades da escola, a interação com os colegas é escassa e a aprendizagem de conteúdos pedagógicos é limitada.

Estudo das habilidades de memória e raciocínio simbólico e não-simbólico de crianças e adolescentes surdas por meio da bateria padrão do Universal Nonverbal Intelligence Test.

PID: S1413-65382010000100007 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2010
Autores: Borges Lopes Lopes
Este estudo explorou as habilidades de memória e raciocínio simbólico e não simbólico de crianças e adolescentes com deficiência auditiva através das análises de desempenho da Bateria Padrão do Universal Nonverbal Intelligence Test (UNIT). Participaram deste estudo 55 crianças e adolescentes surdos. Os dados coletados foram analisados através de análises paramétricas. Os dados mostram que a memória simbólica, a capacidade de manipular e representar a informação simbólica memorizada está sendo melhorada por atividades escolares e/ou extracurriculares.

FM listening evaluation for children: adaptação para a língua portuguesa

PID: S1413-65382010000300004 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2010
Autores: Jacob Molina Amorim Bevilacqua Lauris Moret
INTRODUÇÃO: A inclusão do deficiente auditivo na escola é assegurada pelo poder público no Brasil por documentos oficiais e o sistema FM é um instrumento da tecnologia assistiva que o professor deve ter acesso. OBJETIVO: traduzir e adaptar para a Língua Portuguesa o questionário FM Listening Evaluation for children. MÉTODOS: A tradução e adaptação do questionário FM Listening Evaluation incluíram a tradução para o idioma português, adaptação lingüística e revisão das equivalências gramatical e idiomática e adaptação; também foi avaliada a reprodutibilidade intra-pesquisadores. O questionário foi aplicado nos professores e na fonoaudióloga de 12 crianças de sete a treze anos deficientes auditivas, usuárias de Aparelho de Amplificação Sonora Individual e adaptadas com sistema FM. RESULTADOS: A tradução e adaptação do questionário resultaram no novo inventário:AVALIAÇÃO DO SISTEMA FM, apresentando diferença significativa entre os resultados de ruído e: via auditiva e silêncio; - distância e: via auditiva e silêncio; - via auditiva e: ruído, distância e silêncio; - silêncio e: ruído, distância e via auditiva. Houve diferença significativa sem e com o Sistema FM, sendo que neste a pontuação foi sempre maior. Na comparação intrapesquisadores evidenciou-se diferença significativa entre: pontuação total com FM; via auditiva sem FM e ruído com FM. CONCLUSÃO: O questionário Avaliação do Sistema FM foi considerado um instrumento confiável para verificação e acompanhamento dos benefícios do Sistema FM podendo favorecer assim o processo de inclusão escolar do aluno deficiente auditivo.

Impacto da epilepsia no processo de escolarização de crianças e adolescentes

PID: S1413-65382010000200005 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2010
Autores: Zanni Maia Filho Matsukura
O objetivo deste trabalho foi identificar o número de crianças com epilepsia matriculadas em escolas públicas regulares e especiais de duas cidades brasileiras e verificar se variáveis associadas à epilepsia estão correlacionadas ao tipo de escola, que as crianças frequentavam. Participaram do estudo 56 crianças e adolescentes com idade entre 7 e 14 anos e utilizaram-se para a coleta de dados dois instrumentos: Formulário de identificação da criança e Classificação de Crises de Engel. Os dados obtidos foram analisados descritiva e comparativamente, utilizando-se o Software Minitab - Versão 12.1, por meio dos testes t de Student, Mann-Whitney, qui-quadrado, além de regressão logística. Os resultados indicaram que as crianças das escolas especiais quando comparadas às crianças das escolas regulares apresentavam gravidade da doença e frequência de crises mais elevadas, início mais precoce e duração da epilepsia mais longa, além de utilizarem maior número de medicamentos. Conclui-se que variáveis orgânicas da epilepsia podem interferir no processo de escolarização de crianças epilépticas. Entretanto, são necessários novos estudos visando investigar dificuldades que poderiam interferir no rendimento acadêmico causando alterações no aprendizado de crianças com epilepsia.

Inclusão de crianças com Síndrome de Down e paralisia cerebral no ensino fundamental I: comparação dos relatos de mães e professores

PID: S1413-65382010000300006 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2010
Autores: Ferraz Araújo Carreiro
O princípio fundamental da escola inclusiva é de que todas as crianças aprendam juntas, independentemente de dificuldades ou diferenças. Hoje, há necessidade de revisão da inclusão de alunos com deficiências e da função da escola como contribuinte do seu desenvolvimento. Diante disso, percebe-se a importância da interação pais e escola para efetivação desse processo. Assim, este trabalho buscou conhecer o processo de inclusão do aluno com Síndrome de Down (SD) e Paralisia Cerebral (PC), a partir da comparação dos relatos de pais e professores e analisar como sua interação afeta o processo de inclusão. Participaram deste estudo 4 mães com filhos com PC, 4 mães com filhos com SD e 8 respectivos professores dessas crianças, do ensino público regular de um município na grande São Paulo. Utilizou-se uma entrevista estruturada construída pelos pesquisadores e adaptada para pais e professores. Para análise foram identificadas as categorias que emergiram dos relatos dos grupos. Como resultados observaram-se: oportunidade da inclusão diminuir o preconceito; a expectativa dos pais em matricular o filho na escola regular como possibilidade de aprender a ler e a escrever ao menos o nome. Por outro lado, os professores declaram não se sentirem preparados para este trabalho; entretanto, mesmo sem orientações, recursos e estrutura física adequada, trabalham para efetivação do aprendizado em sala de aula. A escola deve possibilitar condições para que os pais e professores se comuniquem de forma adequada e assim compartilhem conhecimentos indispensáveis para a inclusão e aprendizado efetivo de crianças com SD e PC.

Interação social de crianças com Síndrome de Down na educação infantil

PID: S1413-65382010000100004 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2010
Autores: Anhão Pfeifer Santos
A inclusão escolar na rede pública de ensino traz à tona discussões pertinentes e constituintes deste novo paradigma social, principalmente para as crianças com Síndrome de Down, as quais têm seu processo de desenvolvimento cada vez mais estudado. O objetivo desta pesquisa é verificar e analisar a interação social de crianças com Síndrome de Down e crianças com desenvolvimento típico, na rede regular de educação infantil em um município de médio porte no interior do estado de São Paulo. Participaram 6 crianças com Síndrome de Down, na faixa etária de três a seis anos (grupo de estudo), e 6 crianças com desenvolvimento típico que frequentavam as mesmas salas dos pares com Síndrome de Down, também na faixa etária de três a seis anos (grupo comparado). Cada criança foi analisada através de categorias que envolvem o processo de interação social em ambiente escolar. Os resultados apontam que, de maneira geral, não foram observadas diferenças significativamente relevantes entre os comportamentos apresentados pelo grupo de estudo e pelo grupo comparado. Os comportamentos que apresentaram diferença significativa foram: "Estabelece contato inicial com outras pessoas" (p=0,017), mais freqüente no grupo comparado e "Imita outras crianças" (p=0,030), mais freqüente no grupo de estudo. O estudo concluiu que nos comportamentos observados e de acordo com a faixa etária estudada, o grupo de crianças com Síndrome de Down abordado, não apresentou características de interação social muito diferentes das crianças com desenvolvimento típico estudadas. Reforçando a importância do processo de inclusão escolar desta população.

Intervenção com pais de crianças deficientes auditivas: elaboração e avaliação de um programa de orientação não presencial

PID: S1413-65382010000300009 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2010
Autores: Motti Pardo
As orientações aos pais favorecem a aceitação da deficiência auditiva e esclarecem possibilidades e condutas que viabilizam o desenvolvimento da criança. Devem ser cuidadosas, a fim de evitar insegurança, ansiedade, expectativas irreais ou reações inadequadas dos pais. Essas orientações são oferecidas no diagnóstico e no acompanhamento, mas as restrições de tempo e financeiras são dificuldades dos pais para o comparecimento freqüente a programas que forneçam um suporte contínuo. A proposta deste trabalho foi elaborar e avaliar um programa de orientação não presencial para pais de crianças com deficiência auditiva severa e profunda, de dois a seis anos de idade. O programa, estruturado em quatro unidades, foi aplicado a 30 pais atendidos no Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da USP, em Bauru/SP. As unidades foram formuladas com base nas orientações que os especialistas de diferentes áreas transmitem durante o diagnóstico da deficiência auditiva e nas dificuldades e interesses dos pais, identificando-se o conhecimento sobre as avaliações e acompanhamentos, opiniões sobre desempenho e necessidades da criança, deles próprios e das famílias. Para avaliação do programa foram analisadas as respostas dos pais aos questionários das unidades e às entrevistas finais. As análises revelaram que o programa forneceu aos pais, como eles desejavam, informações claras e sugestões de atividades que pudessem ser adequadas ao contexto familiar e colaborassem para o desenvolvimento da criança. Alguns pais encontraram dificuldade em se expressar por escrito e realizar algumas atividades, mas nas entrevistas, foi verificado que tal fato não inviabilizou o entendimento e a participação no programa.

O momento da avaliação na intervenção precoce: o envolvimento da família estudo das qualidades psicométricas do ASQ-2 dos 30 aos 60 meses

PID: S1413-65382010000200003 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2010
Autores: Graça Teixeira Lopes Serrano Campos
A relação entre pais e profissionais de saúde e de educação é fundamental para o desenvolvimento da criança. Esta se torna ainda mais essencial em crianças que apresentam risco de desenvolvimento. Essa mesma relação é valorizada numa abordagem centrada na família tendo implicações significativas nas práticas nos diferentes contextos e na sua aplicabilidade, exigindo que os profissionais assumam novos papéis e que aprendam novas competências no trabalho com as famílias. Estas competências concretizam-se nos primeiros contactos com a família desde o momento da avaliação até à efetiva prestação de serviços. A realização deste estudo surgiu da necessidade constatada de envolver os pais desde o primeiro momento do processo em intervenção precoce através de um instrumento formal e de simples aplicação. O ASQ-2 é constituído por 19 questionários divididos por diferentes idades entre os quatro e os 60 meses. Cada questionário é composto por 30 itens divididos pelas áreas de desenvolvimento comunicação, motricidade global, motricidade fina, resolução de problemas e pessoal-social. Este trabalho constitui a análise dos questionários dos 30 aos 60 meses para observar as qualidades psicométricas do ASQ, tendo sido aplicados a uma amostra de conveniência de 127 famílias do distrito de Braga. Foi possível verificar que o ASQ-2 traduzido apresenta resultados atraentes o que significa que poderá vir a ser utilizado pela população portuguesa de pais e profissionais (de saúde e de educação) que pretendam concretizar as suas dúvidas através de um instrumento formal de rastreio e de monitorização do desenvolvimento da criança.
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