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Inclusão escolar do portador de paralisia cerebral: atitudes de professores do ensino fundamental

PID: S1413-65382006000100007 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2006
Autores: Gomes Barbosa
RESUMO As atitudes em relação às pessoas com as necessidades especiais representam um dos mais importantes fatores para o sucesso da escola inclusiva. Para avaliar as atitudes do professor quanto à inclusão de portadores de paralisia cerebral (PPC), um questionário com uma escala de atitude foi aplicado em 68 professores de ensino fundamental. Foi evidenciada discordância com relação à inclusão de PPC na escola. A análise fatorial levou a seis fatores que podem explicar tais atitudes: como ensinar PPC em classes normais; sentimentos e emoções de professores na presença de PPC; contato com os PPC; o tipo de educação mais adequado para os PPC; rendimento escolar da sala de aula com a presença de um PPC; e preconceito na sala de aula. Dissonância entre as dimensões afetiva, cognitiva e denotativa das atitudes dos professores foi constatada, a discordância e a dissonância evidenciadas podem representar barreiras quanto à inclusão escolar de PPC

Inclusão nos Estados Unidos: filosofia, implementação e capacitação de professores.

PID: S1413-65382006000100002 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2006
Autores: Peterson
RESUMO A inclusão de alunos com deficiência em classes da educação geral é uma exigência importante das Leis para Indivíduos com Deficiência de 1975 e 1997 e da emenda da Lei para Indivíduos com Deficiência de 2004. Desde a promulgação dessas leis, as escolas públicas dos Estados Unidos têm sido obrigadas a incluir alunos com deficiência ao máximo possível em classes da educação geral onde eles possam estudar com pares não deficientes ao invés de passarem a maior parte de seu dia em classes segregadas com outros alunos com deficiência. Este trabalho discute a filosofia dos programas de inclusão e apresenta detalhes sobre programas de inclusão em um Estado específico dos Estados Unidos, o Estado do Arizona, Finalmente, descreve a necessidade de capacitação de professores para a área de educação geral e especial. Essa sessão demonstra porque os programas melhorados de capacitação de professores são necessários para aumentar o sucesso da inclusão nos Estados Unidos.

O faz-de-conta em crianças com deficiência visual: identificando habilidades

PID: S1413-65382006000300005 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2006
Autores: Hueara Souza Batista Melgaço Tavares
O presente trabalho tem por objetivo descrever modos de brincar de crianças com deficiência visual na situação de brincadeira faz-de-conta em pequenos grupos, enfocando a construção de conhecimentos. Participaram do projeto quatro crianças de quatro a sete anos, com diagnóstico de deficiência visual (baixa visão ou cegueira), algumas com outros problemas orgânicos associados. A maioria freqüentava pré-escola; e várias crianças eram caracterizadas por alterações no desenvolvimento e/ou apresentavam dificuldades escolares. Foram realizadas seis sessões com dois grupos de crianças, que duravam em média 25 minutos, nas quais eram oferecidos diferentes brinquedos propícios ao faz-de-conta (miniaturas de cozinha e quarto, bonecos e carrinhos). As sessões foram filmadas, transcritas e analisadas, buscando-se selecionar trechos representativos de capacidades das crianças, em suas várias manifestações. A análise das transcrições permitiu a identificação de capacidades das crianças, relativas a: a) reconhecimento de objetos e criação de cenas; b) criação de narrativas e faz-de-conta; c) exploração de objetos por criança que usualmente recusava qualquer tipo de contato; d) construção conjunta de significados. Considerou-se que as situações de brincadeira faz-de-conta proporcionaram o reconhecimento de habilidades que normalmente não seriam notadas em atividades cotidianas e/ou dirigidas. A interação entre parceiros e a situação de brincadeira relativamente livre, mediada por adultos, que buscavam principalmente facilitar e propiciar o brincar, proporcionou um ambiente favorável às múltiplas elaborações das crianças. Essa proposta, com foco no processo de construção de conhecimentos e habilidades permitiu descrever e promover o desenvolvimento das crianças com deficiência, mais do que caracterizá-las por suas incapacidades.

Operacionalização de escala para análise de padrão de mediação materna: um estudo com díades mãe-criança com deficiência visual

PID: S1413-65382006000300007 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2006
Autores: Cunha Enumo Canal
O desenvolvimento cognitivo da criança com necessidades especiais pode ser afetado por padrões inadequados de mediação materna, decorrente das baixas expectativas das mães acerca da capacidade cognitiva infantil, que se constroem a partir da compreensão inadequada acerca dos reais limites e possibilidades de aprendizagem da criança. Nesse sentido, faz-se relevante a avaliação do padrão de mediação materna por instrumentos que forneçam indicadores de análise da mediação presente na interação mãe-criança. Com esse objetivo foi operacionalizada a Mediated Learning Experience (MLE) Rate Scale (Escala de Avaliação de Experiência de Aprendizagem Mediada - Escala MLE), elaborada por Carol Lidz em 1991, com base na Teoria da Experiência de Aprendizagem Mediada. É uma proposta de avaliação da interação adulto-criança, na qual são avaliados os comportamentos mediadores do adulto. Esses comportamentos podem favorecer a construção de expectativas mais otimistas e de um padrão de mediação mais adequado de interação. Após a tradução da Escala MLE, elaboraram-se 36 categorias comportamentais para análise do padrão de mediação materna, organizadas em 4 níveis, para cada um dos 12 componentes da Escala: intencionalidade, significação, transcendência, atenção partilhada, experiência partilhada, regulação na tarefa, elogiar, desafio, diferenciação psicológica, responsividade contingente, envolvimento afetivo. Esta versão adaptada foi aplicada em 12 díades mãe-criança com deficiência visual (5-9 anos), filmadas em 3 sessões de jogos de dominó, com níveis crescentes de dificuldade. A versão operacionalizada da Escala MLE mostrou-se ferramenta útil à análise quantitativa e qualitativa da interação adulto-criança, em situação semi-estruturada de aprendizagem, corroborado por índice de concordância aceitável (77,2%).

Orientação sexual para jovens adultos com deficiência auditiva

PID: S1413-65382006000100004 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2006
Autores: Cursino Rodrigues Maia Palamin
RESUMO O estudo investigou o tema da sexualidade junto a 14 jovens adultos com deficiência auditiva de 18 a 35 anos de idade, no Centro de Distúrbios da Audição Linguagem e Visão (CEDALVI) que faz parte do HRAC-USP/Bauru. Os objetivos foram: identificar quais as necessidades de informação no que diz respeito à sexualidade; intervir, através de um programa de orientação sexual, informando e discutindo sobre temas referentes à sexualidade e verificar a aquisição de informação obtida com o programa de orientação sexual. Para tal, foi realizado um programa de orientação sexual, com três encontros abordando os seguintes temas: Órgãos sexuais e relações de gênero, Relacionamento afetivo e Gravidez, doenças sexualmente transmissíveis e auto-estima. Utilizou-se para a coleta dos dados um questionário inicial, questionários com questões fechadas, falso e verdadeiro, tipo pré e pós-teste no início e ao final de cada encontro e uma entrevista de avaliação processual, ao final do programa. Observou-se que o termo sexualidade continua sendo reduzido ao ato sexual ou as formas de prevenção de doenças ou métodos contraceptivos por grande parte dos jovens e a fonte de informação mais citada foi a mídia. O tema de maior número de acertos no pós-teste foi Órgãos sexuais e relações de gênero e todos, em geral, avaliaram positivamente a participação no programa. Concluiu-se que é necessário que a sexualidade seja cada vez mais incluída em programas de reabilitação, garantindo o acesso a informação e a discussão do tema, tão importante na vida desses jovens

Políticas para a educação especial e as formas organizativas do trabalho pedagógico

PID: S1413-65382006000300002 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2006
Autores: Garcia
O artigo apresenta reflexões acerca das proposições sobre formas organizativas do trabalho pedagógico nas políticas para a educação especial e referencia-se em análise documental, por meio da qual busca-se apreender os significados dos discursos políticos e as concepções que os sustentam. As fontes principais analisadas são aquelas representativas das Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica (Resolução CNE/CEB 2/2001 e Parecer CNE/CEB 17/2001). As ponderações possíveis acerca do tema remeteram para a compreensão segundo a qual as formas organizativas do trabalho pedagógico nas políticas vigentes para a educação especial apóiam-se em dois eixos: 1) uma abordagem educacional para a educação especial, cujo pilar é a concepção de necessidades educacionais especiais em contraposição ao trabalho pedagógico tradicional que tomava como referência o modelo médico-psicológico e 2) uma crítica à homogeneização da escola regular, na defesa de um trabalho pedagógico com referência na diversidade e no reconhecimento das diferenças. O estudo permitiu perceber a insuficiência das proposições inclusivas para as políticas de educação especial no Brasil no sentido da superação das desigualdades educacionais. Esta posição expressa, em grande medida, uma reprodução em relação às proposições internacionais, mas expressa também uma apropriação e preservação ativa de princípios conservadores na compreensão das relações sociais, as quais subordinam, em grande medida, as formas organizativas do trabalho pedagógico no campo em análise.

Processos cognitivos e plasticidade cerebral na Síndrome de Down

PID: S1413-65382006000100009 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2006
Autores:
RESUMO Muito tem se falado sobre a Síndrome de Down. Mas um ponto se destaca: suas dificuldades cognitivas. Quais as áreas mais afetadas? Como potencializá-las? Essas são perguntas que instigam muitos pesquisadores. Com a efetivação da inclusão escolar, ampliaram-se as buscas por respostas, uma vez que, nas últimas décadas, ficou evidente que pessoas com Síndrome de Down têm potencial cognitivo a desenvolver. Deixamos claro aqui que não estamos negando a constatação de lesões em função de alterações genéticas, mas a possibilidade de minimizá-las. Esse artigo tem o intuito de abordar e discutir algumas das descobertas relacionadas aos processos cognitivos na Síndrome de Down, procurando evidenciar a importância da plasticidade cerebral no desenvolvimento e na aquisição da aprendizagem. Assim, procuraremos fazer um apanhado dos processos cognitivos na Síndrome de Down, correlacionando-os com os conceitos gerais de plasticidade cerebral e verificar como esses conhecimentos podem favorecer a aprendizagem. Temos plena consciência de que não esgotaremos o tema, mas pretendemos iniciar uma reflexão. Para isso, faremos uma revisão de literatura, contemplando as pesquisas, desde as mais antigas até as mais recentes, numa tentativa de entender melhor como fazer uso dessas descobertas.

Produção científica dos alunos egressos do curso de especialização da Universidade Estadual de LondrinaScientific production of students who completed the specialist degree course in the State University of Londrina

PID: S1413-65382006000100008 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2006
Autores: Marquezine Tramontina
RESUMO Na década de 80, foi criado um curso de pós-graduação lato sensu, especialização em Educação Especial-Deficiência Mental na Universidade Estadual de Londrina-Pr, como uma alternativa para formação de professores de Educação Especial. Diante da necessidade de reformular o currículo do Curso, com base em fundamentos parâmetros científicos, percebeu-se que a avaliação da produção científica desenvolvida pelo corpo discente deveria ser uma das etapas do processo de reformulação. Por ter o Curso como um dos objetivos a formação do professor-pesquisador, foi estabelecido que o estudo deveria analisar a produção científica (monografias) e a sua administração (tema, formação do orientando, consonância com a proposta do curso, correlação na trajetória profissional do aluno ou mudança no desempenho de tarefas) tendo em vista os objetivos da pesquisa. A fonte de dados analisada foi a das monografias, referentes aos períodos de 1987 a 2002, elaborados pelos 143 alunos egressos do Curso. O instrumento utilizado para a coleta de dados foi uma ficha de registro que abordava dados de identificação da monografia, orientador, objetivo, temática, população-alvo, local de realização da monografia, tipo de pesquisa, tipo de referência bibliográfica utilizada na pesquisa e a data de publicação da obra utilizada. Os resultados mostraram que as pesquisas foram desenvolvidas em sua maioria, na escola, com alunos especiais, com quantidade equilibrada de pesquisas de levantamento e pesquisas de intervenção, cuja maior incidência de temas foi a de investigações relacionadas a procedimentos de ensino. Todos os resultados foram discutidos.

Programa de suporte comunitário: alternativa para o trabalho do adulto deficiente mental

PID: S1413-65382006000200006 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2006
Autores: Araújo Escobal Goyos
Este trabalho de pesquisa desenvolveu e avaliou um procedimento de formação de um grupo de planejamento de programa de suporte comunitário, visando atender a necessidade de preparação, encaminhamento, colocação e apoio ao jovem e adulto com deficiência mental no ambiente natural de trabalho. O procedimento procurou integrar as diferentes agências já existentes na comunidade para planejar, desenvolver, implementar e avaliar diversos serviços relativos à formação do deficiente mental para o trabalho, desde a transição da escola especial para o trabalho até a colocação e manutenção em uma ocupação remunerada. Foram convidados para participar no grupo, representantes de setores expressivos da comunidade local. Sete passos referentes à organização grupo foram implementados: 1) constituição da equipe; 2) identificação e descrição das necessidades da comunidade; 3) identificando os membros da equipe; 4) inicio do planejamento; 5) definição da missão do grupo; 6) avaliação de oportunidades de mudança e 7) estabelecimento de objetivos e atividades. Os resultados apontaram onze aspectos de conteúdo para análise do processo realizado. Observaram-se grandes dificuldades na manutenção do grupo, o que impediu que o procedimento fosse aplicado até o final do planejamento. Foi apresentado uma análise das possíveis razões dessas dificuldades, e proposto um curso para divulgar e discutir o conceito de planejamento de programa de suporte para o trabalho do deficiente mental adulto e estimular novos grupos em outras comunidades.

Quando alunos surdos escolhem palavras escritas para nomear figuras: paralexias ortográficas, semânticas e quirêmicas

PID: S1413-65382006000200005 | Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) | Año: 2006
Autores: Capovilla Capovilla Mazza Ameni Neves
O Teste de Nomeação de Figuras por Escolha (TNF2.1-Escolha) avalia a habilidade de escolher palavras escritas para nomear figuras, e analisa processos quirêmicos, ortográficos e semânticos envolvidos. Foi aplicado a 313 surdos de 6-34 anos, de 1ª.série do Ensino Fundamental a 1ª. do Médio de quatro escolas bilíngües paulistas (dos quais 77% com perda congênita, e 49%, congênita-profunda), junto com TNF1.1-Escolha, e testes de vocabulário receptivo de sinais (TVRSL), competência de leitura de palavras (TCLPP), compreensão de leitura de sentenças (TCLS), nomeação de figuras por escrita (TNF-Escrita), e de sinais por escolha e escrita (TNS-Escolha e TNS-Escrita). Foi gerada tabela normativa de nomeação por série escolar. O TNF2.1-Escolha manteve as seguintes inter-relações positivas significativas: correlação muito alta (r = 0,89) com TNF1.1-Escolha; alta (r = 0,77-0,80) com escrita do nome de figuras (TNF-Escrita) e leitura de sentenças (TCLS), média (r = 0,62-0,68) com nomeação de sinais por escolha e escrita (TNS-Escolha, TNS-Escrita) e competência de leitura (TCLPP); e baixa (r = 0,36) com vocabulário de sinais (TVRSL). De 1.507 paralexias, houve 583 ortográficas, 546 semânticas e 378 quirêmicas. Estas revelam que, ao escolher palavras para nomear figuras, surdos primeiro evocam o sinal da figura e, depois, a palavra do sinal, corroborando a hipótese de que o léxico quirêmico indexa o ortográfico ao pictorial. Corroborando a validade do TNF2.1-Escolha em induzir paralexias, quanto maior a competência de leitura no TCLPP, menos paralexias ortográficas no TNF-Escolha, e quanto maior o vocabulário de sinais no TVRSL, menos paralexias quirêmicas no TNF2.1-Escolha.

A ciência na modernidade para Jürgem Habermas

PID: S1981-416x2006000300009 | Revista: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Año: 2006
Autores: Bonetti Scherer
Este texto tem como desafio entrar nas particularidades da argumentação desenvolvida por Habermas para resgatar a capacidade reflexiva e crítica da razão humana, bem como identificar possíveis contribuições deste autor para fundamentar uma proposta de racionalidade. Particularmente, o desafio deste texto é o de encontrar em Habermas elementos que podem justificar a necessidade (e a possibilidade) de se construir uma fundamentação para repensar o papel da razão, justamente em tempos em que se prega a sua desconstrução, o fim do princípio da universalidade do conhecimento e do neopragmatismo.

A democratização do ensino e o tratamento das desigualdades sociais no ensino/aprendizagem intercultural de línguas estrangeiras

PID: S1981-416x2006000100007 | Revista: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Año: 2006
Autores: Afonso
O ensino/aprendizagem de línguas estrangeiras tem sido, ao longo dos anos, caracterizado por um certo elitismo, porquanto, por várias razões, eram as minorias oriundas de estratos sociais mais privilegiados que a ele acediam. A democratização do ensino e a sua conseqüente massificação em todos os níveis de escolaridade na Europa do séc. XX tornou esta aprendizagem, em princípio, acessível a todos. Tomando como exemplo o caso de Portugal, em que esta democratização ocorreu a partir de 1974, com a instituição de um regime democrático, defendemos a tese de que o fato de se viver num regime democrático não é por si só bastante para acabar com desigualdades sociais. São necessárias medidas políticas diferenciadas que facultem aos mais carentes os meios que lhes permitam aceder ao conhecimento, o que, por sua vez, lhes facilitará uma plena integração. As políticas protecionistas que as jovens democracias têm a tendência de implementar podem ser perversas na medida em que, não ajudando o cidadão a desenvolver a sua maioridade, perpetuam as desigualdades que se pretendiam eliminar. Consideramos fundamental o acesso de todos à aprendizagem das línguas estrangeiras, cujo domínio se torna cada vez mais importante na época da globalização. Para tal, preconizamos um ensino diferenciado em paralelo com uma escola pública devidamente equipada com todos os recursos técnicos e humanos necessários e adequados, de modo a proporcionar esse acesso aos que dele mais necessitam.

A educação superior no Brasil e o caráter de desigualdade do acesso e da permanência

PID: S1981-416x2006000100008 | Revista: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Año: 2006
Autores: Gisi
A preocupação deste estudo está voltada para aqueles alunos que em razão da condição de classe, de gênero e de etnia, historicamente, vêm sendo excluídos da educação superior. Reverter este quadro é tarefa complexa quando visualizamos a trajetória da educação superior no âmbito da sociedade brasileira. O surgimento tardio deste nível de ensino no país, em especial em universidades, e a sua dependência aos interesses das classes dominantes, evidente nas reformas realizadas; os processos de seleção que têm priorizado os alunos com maior capital cultural, adquirido no decorrer da sua trajetória escolar e de vida e por último as dificuldades de acesso aos bens econômicos, sociais e culturais da maioria da população brasileira, como pano de fundo do caráter desigual da educação superior, não pode deixar de ser considerado quando se discute a questão do acesso e da permanência na educação superior. Dados obtidos mediante pesquisa realizada em duas universidades revelam que existe uma desigualdade de acesso e permanência, dependendo das oportunidades educacionais, sociais e econômicas dos estudantes e que esta desigualdade tem relação com a classe, gênero e etnia.

A experiência das classes-piloto organizadas pelo GEEMPA, ao Tempo da Matemática Moderna

PID: S1981-416x2006000200009 | Revista: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Año: 2006
Autores: Fischer
O texto aborda o estudo, em desenvolvimento, da experiência realizada nas classes-piloto, organizadas pelo Grupo de Estudos sobre o Ensino da Matemática de Porto Alegre - GEEMPA, em 1972. O estudo investiga a experiência realizada nessas classes e, por meio de procedimentos envolvendo documentos orais e escritos, procura analisar as práticas desenvolvidas que, segundo se sabe, marcaram a história da Educação Matemática nas escolas de Porto Alegre. Este estudo integra a pesquisa que busca traços dos cotidianos escolares deixados por professores, durante um tempo que correspondia a um movimento internacional de renovação do ensino da matemática. A metodologia da pesquisa transita entre a pesquisa documental e a história oral, dado que as fontes são professoras das classes e os arquivos do GEEMPA, onde se encontram documentos relativos ao planejamento e desenvolvimento de tais classes, entre outros. Até o momento, pelos depoimentos das professoras, pode-se verificar que a experiência representou uma importante contribuição, tanto na formação docente como na dos alunos das classes. A investigação busca responder a algumas questões: como a escola acolhia a experiência, realizada numa de suas classes? Como era a relação com as demais turmas da mesma série? Foi possível socializar os resultados da experiência com outras turmas e escolas de Porto Alegre ou do Estado? Como é que se desenvolveu uma experiência tão positiva - numa análise preliminar - quando o Movimento da Matemática Moderna já dava sinais de fracasso mundialmente?

A inserção do Movimento da Matemática Moderna na UFRN

PID: S1981-416x2006000200008 | Revista: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Año: 2006
Autores: Brito Cruz Ferreira
Este artigo apresenta alguns resultados da pesquisa que estamos desenvolvendo em Natal acerca do Movimento da Matemática Moderna nesta cidade. Analisamos a inserção do Movimento da Matemática Moderna na Universidade do Rio Grande do Norte, na década de 1960. Para tal, iniciamos com uma contextualização do Movimento da Matemática Moderna de modo a ressaltar suas relações com os eventos sociais da época e, a seguir, analisamos a importância do convênio firmado entre SUDENE e UFRN para a inserção do MMM nesta universidade.

A jovem pesquisa educacional brasileira

PID: S1981-416x2006000300002 | Revista: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Año: 2006
Autores: André
O presente texto focaliza os principais momentos da história da pesquisa educacional no Brasil. O primeiro período tem como marco a criação do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), em 1938, ligado ao MEC, que vai apoiar pesquisas para dar subsídios às políticas educacionais. O segundo período é inaugurado com a criação do Centro Brasileiro e dos Centros Regionais de Pesquisa, em 1956, ligados ao INEP, que se encarregam da formação de recursos humanos para a pesquisa. O terceiro momento é o da criação dos cursos de pós-graduação, na década de 70, quando são dadas as condições para a institucionalização da pesquisa. O texto menciona que nessa trajetória relativamente curta da pesquisa educacional houve grande crescimento no número de trabalhos e mudanças nos temas, nos enfoques, nas metodologias e no contexto de produção. Menciona ainda que várias análises críticas da pesquisa educacional têm apontado problemas na qualidade dos trabalhos produzidos, como a pulverização de temas, o modismo e a fragilidade metodológica na abordagem dos problemas. Atribui parte desses problemas à falta de condições para produção do conhecimento científico no Brasil e alerta para a necessidade de enfrentar tais problemas para que a pesquisa possa atingir a maturidade com o nível de qualidade e o respeito devidos.

A matemática e as escolas militares

PID: S1981-416x2006000200012 | Revista: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Año: 2006
Autores: Papança
Desde a segunda metade do sécuclo XVIII até meados do século XIX e em alguns casos até ao começo do século XX, os matemáticos mais influentes provinham sobretudo de meios militares. Este artigo tem o objetivo primordial de contribuir para um melhor conhecimento das figuras que marcaram esse período, partindo do meio castrense a que estavam ligados.

A matemática moderna nas escolas do Brasil: um tema para estudos históricos comparativos

PID: S1981-416x2006000200003 | Revista: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Año: 2006
Autores: Valente
Este artigo tem por objetivo defender a necessidade de realização de estudos históricos comparativos, a fim de que seja possível compreender a herança deixada nas práticas pedagógicas do ensino de matemática no Brasil, pelo chamado Movimento da Matemática Moderna. O texto considera referenciais teórico-metodológicos da história cultural, a partir dos quais justifica a necessidade de que sejam realizadas investigações em diferentes cidades brasileiras nas quais foram criados grupos de divulgação e pesquisa da matemática moderna.

A questão do ensino religioso na União Européia

PID: S1981-416x2006000100010 | Revista: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Año: 2006
Autores: Oliveira Junqueira
O Ensino Religioso é um componente curricular nas escolas do continente europeu desde o século dezoito, quando a religião passa a fazer parte do cotidiano escolar. A compreensão de um Ensino Religioso relacionado às instituições religiosas de matriz cristã persiste no século vinte e um, entretanto a alteração do perfil étinico-cultural religioso do continente está exigindo todo um repensar sobre esta prática curricular. O Fórum Europeu de Ensino Religioso, por meio de suas sessões ordinárias, está promovendo uma ampla reflexão sobre esta temática, buscando tecer novos olhares, leituras e perspectivas aos desafios que se apresentam na atualidade em relação a ela. O presente artigo explicita, a partir da Constituição da União Européia e atividades do Fórum Europeu de Ensino Religioso, alguns elementos históricos da geografia e itinerários pedagógicos desse componente curricular.

A saúde da criança em contexto de pobreza e de exclusão - novos desafios de políticas de inclusão

PID: S1981-416x2006000100006 | Revista: Revista Diálogo Educacional (1981-416x) | Año: 2006
Autores: Ramos
São apresentados e analisados, de forma sumária, alguns indicadores e fatores que nos países em desenvolvimento e desenvolvidos estão na origem e no aumento de situações de pobreza, exclusão e violência, provocando disfuncionamentos sociais, familiares, psicológicos e somáticos, com graves conseqüências para a saúde, educação e qualidade de vida dos indivíduos, em particular das crianças e das famílias. Apresentam-se, igualmente, algumas reflexões e estratégias, tendo em vista a promoção de políticas de inclusão.
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