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Uma dimensão avaliativa do Fundef: a desigualdade regional

PID: S0104-40602003000300008 | Revista: Educar em Revista (0104-4060) | Año: 2003
Autores: Oliveira
O objetivo deste texto é discutir a desigualdade nacional em educação, tomando como referência o papel da esfera federal no financiamento da educação e de sua possível ação com vistas a diminuir as desigualdades intrafederativas. Toma-se como objeto de reflexão o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério - Fundef, de modo que na análise aqui desenvolvida também há uma dimensão de avaliação dessa iniciativa de política pública.

A internet na escola fundamental: sondagem de modos de uso por professores

PID: S1517-97022003000200008 | Revista: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Año: 2003
Autores: Santos
Esta investigação objetiva o esclarecimento de modalidades de uso da internet em situações de ensino fundamental, em escolas das redes pública e particular do Distrito Federal. Trata-se de uma pesquisa que empregou leitura qualitativa de dados quantitativos em que, por meio de questionários, entrevistas e observações diretas, abordamos a atuação de vinte professores para explicitar de que forma os conteúdos disponibilizados por meio da internet estão sendo apreendidos e trabalhados em sala de aula, o tipo de navegação nos hipertextos eletrônicos que tem sido proposto aos alunos e uma tipologia de modalidades de uso da internet na educação. Os dados indicam que há quatro modalidades de navegação (aleatória e linear; orientada e problematizada; por meio de pedagogia de projetos e por meio de abordagens de construção de hipertextos). Indicam também que os professores são capazes de avançar em uma utilização mais interessante da internet como meio de ensino e de aprendizagem e que a escola, com seu ritmo e ritos, constitui uma amarra importante. Sem dúvida, há um clamor geral pela mudança. Se os alunos sentem-se pouco à vontade com a forma e o hermetismo com que as relações educativas vêm sendo conduzidas, o que é traduzido na prática por um desinteresse sistemático pela escola, o mesmo parece acontecer com os professores, sobretudo quando eles são cobrados por gestores, pais, alunos e teóricos da educação para assumirem posturas docentes para as quais eles não foram preparados.

A questão da periodização do desenvolvimento psicológico em Wallon e em Vigotski: alguns aspectos de duas teorias

PID: S1517-97022003000200003 | Revista: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Año: 2003
Autores: Teixeira
Este artigo apresenta alguns aspectos de duas teorias de desenvolvimento psicológico elaboradas sob a ótica do materialismo dialético: a de Henri Wallon e a de Lev Vigotski. O trabalho argumenta que o fato de esses autores terem desenvolvido suas pesquisas apoiados na mesma matriz filosófica propicia importantes aproximações entre eles. Entre os aspectos comuns, o artigo destaca: a recusa em enquadrar o desenvolvimento psicológico em esquemas rígidos, orientados segundo uma lógica linear; a concepção de que o psiquismo humano foi e continua sendo produzido historicamente pelos próprios homens no interior das relações que estabelecem entre si e com a natureza; a defesa feita por essas duas teorias quanto ao caráter constitutivo, portanto positivo, dos conflitos e alternâncias entre períodos críticos e estáveis que caracterizam o desenvolvimento psicológico; e, principalmente, o fato de ambos os autores ressaltarem que uma compreensão adequada do desenvolvimento exige uma análise desse processo em sua essência interna, isto é, uma análise dos condicionantes dos sintomas externos do desenvolvimento psicológico. Especificamente sobre a teoria walloniana, o artigo realça a idéia de que o desenvolvimento é marcado pelas alternâncias entre cognição e afeto e entre razão e emoção; em relação à concepção vigotskiana, o texto enfatiza que o estudo do desenvolvimento psicológico deve partir da análise da atividade da criança tal como ela se apresenta nas condições concretas de sua vida.

A televisão como ferramenta pedagógica na formação de professores

PID: S1517-97022003000200007 | Revista: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Año: 2003
Autores: Belloni
O texto parte da análise da experiência dos primeiros anos de implementação do Programa TV Escola em Santa Catarina para propor uma reflexão sobre o uso educativo e pedagógico das tecnologias de informação e comunicação (TIC). A integração dos meios de comunicação mais contemporâneos aos processos educacionais é tarefa urgente e necessária pois essas técnicas já estão presentes em todas as esferas da vida social. Já não se discute mais se a integração deve ser feita ou não, desde que a disseminação da informática pôs a escola perante o desafio de uma nova linguagem presente na sociedade, não só no mundo do trabalho, mas também no lazer e na cultura, e ausente da escola. No entanto, a prática pedagógica inovadora utilizando as TIC esbarra num obstáculo importante: a formação de professores, que ainda ignora em grande parte esses temas. A TV Escola surge como uma política efetiva com o objetivo de melhorar e atualizar essa formação. Busca-se, neste trabalho, compreender e explicar as formas de utilização das mensagens da TV Escola e as razões da persistência de usos inadequados do meio como ferramenta pedagógica, tanto para auto-formação de professores - à distância - quanto na utilização de mensagens televisuais como material didático em sua prática docente. O estudo mostra que a integração do meio televisual no espaço escolar, em sua dupla dimensão de ferramenta pedagógica e objeto de estudo, ainda encontra dificuldades, embora a televisão seja o meio de comunicação mais freqüentado por professores e estudantes.

Administração e participação: reflexões para a educação

PID: S1517-97022003000200014 | Revista: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Año: 2003
Autores: Motta
Este artigo trata dos conceitos de participação conflitual, participação funcional, participação administrativa, co-gestão e autogestão, discutindo a noção e o papel da educação participativa na construção de uma nova sociedade.

Como trabalhar com "raça" em sociologia

PID: S1517-97022003000100008 | Revista: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Año: 2003
Autores: Guimarães
Numa exposição didática, de caráter teórico-metodológico, o autor explica o modo como utiliza em suas pesquisas a categoria "raça", em conexão com outras categorias como "cor", "etnia", "região", "classe", "nação", "povo", "estado", etc. A partir do pressuposto de que os conceitos, teóricos ou não, só podem ser aplicados e entendidos no seu contexto discursivo, o autor estabelece a distinção entre conceitos "analíticos" e "nativos", ou seja, entre categorias retiradas de um corpus teórico e categorias que compõem o próprio universo discursivo dos sujeitos que estão sendo analisados, mas que devem ser utilizados pelo sociólogo. Na parte central do texto, o autor esboça uma história dos significados da categoria "raça" no Brasil e das diversas explicações do caráter das relações entre brancos e negros avançadas pela Sociologia: desde o trabalho pioneiro de Donald Pierson, nos anos 1940, passando pelos estudos da Unesco, nos anos 1950, os trabalhos da chamada "escola paulista", nos anos 1960, e a retomada da teoria da "democracia racial" nos anos mais recentes, em estreito diálogo com os movimentos negros. O autor termina por fazer uma pequena discussão sobre os diversos estímulos, ou perguntas, dados em pesquisas tipo survey, para definição e mensuração da variável cor ou raça.

Desigualdades raciais no sistema brasileiro de educação básica

PID: S1517-97022003000100011 | Revista: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Año: 2003
Autores: Soares Alves
O Saeb - Sistema de Avaliação da Educação Básica - vem acompanhando o desempenho acadêmico dos alunos de educação básica brasileira desde 1990. Seus dados permitem conhecer os sistemas de ensino em sua capacidade de produção de eficácia e de equidade educacional em relação aos diferentes estratos sociais. Este artigo analisa as desigualdades do desempenho escolar entre alunos discriminados por raça, com ênfase no impacto de algumas políticas e práticas escolares na produção de equidade entre esses grupos. Este estudo utilizou, como técnica privilegiada de análise, os modelos de regressão que permitem manter na análise os dois níveis hierárquicos presentes nos dados, isto é, alunos e escolas. Os resultados mostram que (1) há um grande hiato entre alunos brancos e negros e, em menor grau, entre alunos brancos e pardos em relação ao desempenho escolar; e (2) os fatores produtores de eficácia do ensino não têm uma distribuição equânime, pois eles favorecem principalmente o desempenho escolar dos estratos socialmente mais privilegiados, ou seja, alunos brancos, contribuindo, na maioria das situações analisadas, para acirrar e não reduzir a diferença basal entre os grupos raciais. Concluímos este trabalho ponderando que a alteração desse quadro dependerá da implementação de políticas públicas e escolares para produzir um equilíbrio mais justo entre a eficácia e a equidade na educação.*

Educação a distância na internet: abordagens e contribuições dos ambientes digitais de aprendizagem

PID: S1517-97022003000200010 | Revista: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Año: 2003
Autores: Almeida
Os avanços e a disseminação do uso das tecnologias de informação e comunicação (TIC) descortinam novas perspectivas para a educação a distância com suporte em ambientes digitais de aprendizagem acessados via internet. Considerando-se que a distância geográfica e o uso de múltiplas mídias são características inerentes à educação a distância, mas não suficientes para definirem a concepção educacional, discute-se a educação a distância (EaD) não como uma solução paliativa para atender alunos situados distantes geograficamente das instituições educacionais nem apenas como a simples transposição de conteúdos e métodos de ensino presencial para outros meios e com suporte em distintas tecnologias. Os programas de EaD podem ter o nível de diálogo priorizado ou não segundo a concepção epistemológica, tecnologias de suporte e respectiva abordagem pedagógica. Este artigo pretende discutir as abordagens usuais da educação a distância, destacando o uso das TIC para o desenvolvimento de um processo educacional interativo que propicia a produção de conhecimento individual e grupal em processos colaborativos favorecidos pelo uso de ambientes digitais e interativos de aprendizagem, os quais permitem romper com as distâncias espaço-temporais e viabilizam a recursividade, múltiplas interferências, conexões e trajetórias, não se restringindo à disseminação de informações e tarefas inteiramente definidas a priori.

Educação, identidade negra e formação de professores/as: um olhar sobre o corpo negro e o cabelo crespo

PID: S1517-97022003000100012 | Revista: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Año: 2003
Autores: Gomes
Este artigo discute as particularidades e possíveis relações entre educação, cultura, identidade negra e formação de professores/as, tendo como enfoques principais a corporeidade e a estética. Para tal, apresenta a necessidade de articulação entre os processos educativos escolares e não-escolares e a inserção de novas temáticas e discussões no campo da formação de professores/as. Dando continuidade às reflexões realizadas pela autora na sua tese de doutorado, discutem-se as representações e as concepções sobre o corpo negro e o cabelo crespo, construídas dentro e fora do ambiente escolar, a partir de lembranças e depoimentos de homens e mulheres negras entrevistados durante a realização de uma pesquisa etnográfica em salões étnicos de Belo Horizonte. Para essas pessoas, a experiência com o corpo negro e o cabelo crespo não se reduz ao espaço da família, das amizades, da militância ou dos relacionamentos amorosos. A escola aparece em vários depoimentos como um importante espaço no qual também se desenvolve o tenso processo de construção da identidade negra. Lamentavelmente, nem sempre ela é lembrada como uma instituição em que o negro e seu padrão estético são vistos de maneira positiva. O entendimento desse contexto revela que o corpo, como suporte de construção da identidade negra, ainda não tem sido uma temática privilegiada pelo campo educacional, principalmente pelos estudos sobre formação de professores e diversidade étnico-cultural. E que esse campo, também , ao considerar tal diversidade, deverá se abrir para dialogar com outros espaços em que os negros constroem suas identidades. Muitas vezes, locais considerados pouco convencionais pelo campo da educação, como por exemplo, os salões étnicos.

Empresariado industrial e a educação profissional brasileira

PID: S1517-97022003000200004 | Revista: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Año: 2003
Autores: Oliveira
Considerando as mudanças políticas e econômicas transcorridas na sociedade brasileira na última década do século passado, marcadas, entre outros fatos, pela ascensão da ideologia neoliberal e por mudanças no setor produtivo, além da ênfase discursiva de governo e de setores empresariais sobre a necessária reformulação do sistema educacional visando o alcance de uma economia competitiva, objetiva-se analisar o papel que o empresariado industrial reserva à educação profissional visando a consecução do seu projeto de desenvolvimento econômico. Foram utilizados como fontes primárias documentos técnicos da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), além de depoimentos das lideranças dessas instituições em diversos periódicos brasileiros. Concluiu-se que embora o empresariado brasileiro tenha enfatizado o investimento na educação básica e na educação profissional, tal ênfase busca ajustar a educação brasileira aos interesses econômicos e não considerá-la um direito social a ser garantido pelo Estado a todos cidadãos brasileiros. As análises e proposições do empresariado para a educação estruturam-se em bases semelhantes às proferidas pelo Banco Mundial, o qual segue enfaticamente a Teoria do Capital Humano. Afirma-se também que suas proposições concernentes ao desenvolvimento econômico e à política educacional foram incorporadas na agenda do governo central brasileiro no transcorrer da década de 1990.

Entre o pioneirismo e o impasse: a reforma paulista de 1920

PID: S1517-97022003000100003 | Revista: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Año: 2003
Autores: Cavaliere
Partindo das atuais preocupações com a melhoria da qualidade das escolas brasileiras de educação fundamental, o texto reexamina a reforma do ensino paulista de 1920, a qual explicitou o dilema político que atravessaria todo o século xx entre expansão e qualidade nos sistemas educacionais. Sua importância histórica tem sido registrada devido a seu pioneirismo na tentativa de inovar métodos de ensino e de racionalizar procedimentos administrativos. Neste trabalho, aponta-se o conflito entre a proposta curricular da reforma em questão e sua prioridade declarada de alfabetizar em massa as crianças do estado em um curso primário por ela reduzido a dois anos de duração e duas horas e meia diárias de aula. A reforma inaugura de forma tecnicamente justificada a "solução" da redução do tempo de permanência das crianças na escola como condição para a ampliação da oferta de vagas, o que veio a se tornar uma prática generalizada nos sistemas educacionais de todo o país. São analisadas também as contradições nela reveladas entre as primeiras apropriações da pedagogia escolanovista e as tendências à simplificação e empobrecimento da escola pública brasileira No momento atual em que a universalização do atendimento parece configurar um outro patamar a exigir novas soluções políticas para a obtenção da qualidade educacional, o texto enfoca retrospectivamente o tipo de solução política utilizada pela reforma paulista de 1920, destacando seus resultados imprevistos e indesejados, com vistas a um bom equacionamento dos desafios ora presentes.

Infovias e educação

PID: S1517-97022003000200009 | Revista: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Año: 2003
Autores: Toschi Rodrigues
Este artigo relata os resultados da pesquisa Infovias e Educação, desenvolvida nos anos de 2000 a 2002, envolvendo quatro cidades de Goiás. A finalidade desse estudo era a introdução do uso de tecnologias na educação, em especial a informática, de forma prazerosa, sem os anseios que, geralmente, têm acompanhado experiências desse gênero. O acompanhamento desse processo, a identificação e análise das necessidades dos envolvidos estavam entre os outros objetivos desse projeto, assim como ainda visava-se, a longo prazo, produzir conteúdos, tais como textos, materiais didáticos, análise de vídeos e materiais de apoio na formação de professores para disponibilizá-los na rede goiana de informação. A metodologia foi qualitativa e visava à intervenção nos processos, execução de atividades, acompanhando-as e analisando os resultados. Incluía oferecimento de cursos, reflexões teóricas em grupo de estudos, jornadas acadêmicas, consultorias com especialistas, produção fotográfica e de vídeo e criação de home pages. Os resultados obtidos foram três relatórios de iniciação científica, um CD-Rom para uso em cursos à distância de didática, e a criação, elaboração e publicação de um Museu Virtual da Educação. As conclusões levaram à compreensão de que trabalhos que incluem tecnologias na educação requerem atuação articulada de três dimensões: acadêmica, técnica e de gestão, isto é, a existência de uma política institucional de uso das tecnologias na educação.

Infância e educação em Platão

PID: S1517-97022003000100002 | Revista: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Año: 2003
Autores: Kohan
Este trabalho estuda, desde uma perspectiva filosófica, o conceito de infância em Platão, com ênfase nos seguintes diálogos: Alcibíades I, Górgias, A República e As Leis. Num primeiro momento, situamos a questão da infância no marco mais ampliado do projeto filosófico e político de Platão. A seguir, propomos quatro traços principais do conceito de infância em Platão: a) como possibilidade (as crianças podem ser qualquer coisa no futuro); b) como inferioridade (as crianças - como as mulheres, estrangeiros e escravos - são inferiores em relação ao homem adulto cidadão); c) como superfluidade (a infância não é necessária à pólis); d) como material da política (a utopia se constrói a partir da educação das crianças). Não há a pretensão de levar Platão a algum tribunal. Busca-se apenas delimitar um problema e uma forma específica de enfrentá-lo, com vistas a contribuir para a análise da produtividade dessa perspectiva na história da filosofia da infância e da educação ocidental, bem como nas atuais teorias e práticas educacionais. Ao mesmo tempo, de forma implícita, procura-se oferecer elementos para problematizar uma visão já consolidada entre os historiadores da infância - particularmente desde o já clássico História social da infância e da família de Philippe Ariès -, segundo a qual a infância seria uma invenção moderna e ela não teria sido "pensada" pelos antigos enquanto tal.

Los sentimientos en el ámbito de la moral

PID: S1517-97022003000200002 | Revista: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Año: 2003
Autores: Timón Herrero Sastre Vilarrasa
El artículo tiene como objetivo el análisis de los modelos organizadores elaborados en la resolución de un conflicto interpersonal en el que una chica renuncia a la realización de un deseo propio, en benéfico de su compañero. La situación experimental está organizada de tal modo que los resultados permiten detectar y analizar con detalle distintas formas de articular las vertientes afectiva y moral implicadas en la resolución de una renuncia en la que las connotaciones de género desempeñan un papel importante. Se pidió a los sujetos que resolvieran el mismo conflicto desde tres perspectivas diferentes: Justicia, Felicidad y Ayuda . La muestra estuvo formada por tres grupos experimentales que diferían exclusivamente por la secuencia temporal con la que debían analizar el mismo problema desde la perspectiva de cada uno de los ámbitos morales anteriormente mencionados. El análisis comparativo de los resultados obtenidos permitió detectar las interacciones que tienen lugar en la construcción del razonamiento moral entre Justicia, Felicidad y Ayuda. Mientras que desde ciertos enfoques teóricos los sentimientos son considerados como elementos perturbadores del razonamiento moral, el enfoque de los modelos organizadores permitió constatar que la consideración previa de los aspectos emocionales de un conflicto puede repercutir positivamente en el análisis desde una perspectiva de justicia. Por otra parte, se detectaron diferencias de género no relacionadas ni con el nivel estructural ni con la orientación moral: La forma en que chicas y chicos invistieron de contenido el conflicto difería, así como la dinámica que establecían entre justicia y felicidad.

Metodologia de análise de ferramentas computacionais segundo os princípios da lógica operatória

PID: S1517-97022003000100005 | Revista: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Año: 2003
Autores: Behar Pivoto Silveira Siblesz
O presente estudo é um dos resultados obtidos pelo grupo de pesquisa que realiza a Análise de Ambientes Computacionais, do ponto de vista da lógica operatória, no Nuted - Núcleo de Tecnologia Digital aplicada à Educação Faced/UFRGS. Utiliza-se a lógica operatória piagetiana como base teórica para a construção de uma metodologia de análise de ferramentas computacionais. Portanto, foi preciso definir os conceitos utilizados no método proposto em forma de quadro. Em primeiro lugar, investigou-se a teoria do sujeito individual, no que se refere à sua estrutura e função simbólica, reinterpretando esses conceitos no objeto. Nesse caso, o objeto é a ferramenta computacional de uso individual. A partir desse estudo, foi possível construir o modelo geral de interação de um sujeito qualquer com uma ferramenta computacional, para depois analisá-la operatoriamente. Em um segundo momento, foi introduzida a teoria do sujeito coletivo e construído o modelo interativo do mesmo com a ferramenta computacional de uso coletivo. Esses modelos construídos são utilizados para visualizar a interação e identificar, tanto na ferramenta quanto no usuário, as operações lógicas ou infralógicas e os agrupamentos de classes ou relações, de acordo com os espaços topológicos euclidiano e projetivo. É importante fazer essa distinção, pois há ferramentas que suportam apenas operações do tipo individual e, outras, operações coletivas/cooperativas. Logo, pela aplicação desses modelos, poderá ser identificado o nível operatório em que um sujeito deve se encontrar para interagir com um ambiente computacional, assim como a estruturação e reestruturação dessas operações durante a própria interação.

Multiculturalismo e educação: do protesto de rua a propostas e políticas

PID: S1517-97022003000100009 | Revista: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Año: 2003
Autores: Gonçalves Silva
No presente artigo retomam-se alguns elementos analisados em estudo anterior de nossa autoria, intitulado "O jogo das diferenças: o multiculturalismo e seus contextos". Considerando as profundas modificações no contexto do debate brasileiro sobre o tema, abordam-se aqui novas questões que, no nosso entender, têm ficado na superfície das discussões no campo da educação, na medida em que elas tendem a focalizar o multiculturalismo como se fosse unicamente um movimento escolar ou educacional. Pretende-se salientar que, antes de serem introduzidas no campo educacional, expressões do multiculturalismo se fazem presentes nas artes, nos movimentos sociais, em políticas. Aponta-se como o multiculturalismo implica o reconhecimento da diferença, o direito à diferença, colocando em questão o tipo de tratamento que as identidades tiveram e vêm tendo nas democracias tradicionais. Finalmente, o artigo pretende também chamar a atenção para o peso do contexto de cada sociedade multicultural na definição de propostas e políticas, em educação. No plano internacional, nem sempre a reação contra o etnocentrismo seguiu na direção da multiculturalidade; encontramos tanto propostas nesse sentido como alternativas etnicamente centradas. Conclui-se que uma educação multicultural exigirá um grande trabalho de desconstrução de categorias, caso contrário, o tema da pluralidade cultural, preconizado pelos Parâmetros Curriculares Nacionais, tenderá a ser tratado nas salas de aula, com significações que acentuam e atualizam discursos e atitudes preconceituosas e discriminatórias.

O ambiente virtual de aprendizagem e sua incorporação na Unicamp

PID: S1517-97022003000200011 | Revista: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Año: 2003
Autores: Franco Cordeiro Castillo
O artigo apresenta uma investigação sobre a incorporação de ambientes virtuais de aprendizagem e suas conseqüências na aprendizagem dos alunos de graduação da Universidade Estadual de Campinas - Unicamp. Esses ambientes podem ser agregados de várias formas no cotidiano acadêmico de alunos e professores. Uma maneira eficiente de promover a incorporação desses ambientes, encontrada pela equipe de apoio em Educação a Distância (EaD), da Unicamp, é realizar a formação de professores e alunos para o seu uso. São descritos neste artigo, duas opções de treinamento para a orientação da comunidade acadêmica na utilização do ambiente de aprendizagem TelEduc, software livre e gratuito, desenvolvido e coordenado pelo Núcleo de Informática Aplicada à Educação (NIED) e adotado institucionalmente pela Unicamp. Os treinamentos são oferecidos em duas modalidades, uma presencial e outra à distância, dependendo da preferência de cada professor. O artigo compara os dois tipos de treinamento apontando vantagens e desvantagens de cada uma das modalidades. A apropriação do uso do ambiente TelEduc e suas conseqüências diretas no processo de aprendizagem são descritas em uma pesquisa realizada junto a alguns alunos de graduação, da área de engenharia, da Unicamp. São apresentados o questionamento dos autores e as impressões gerais, de professores e alunos, sobre a efetividade do uso do TelEduc como apoio ao ensino presencial. Essa investigação mostrou a relevância da formação dos professores para o uso dos ambientes e sua eficácia.

Problematizar a própria realidade: análise de uma experiência de formação contínua

PID: S1517-97022003000100004 | Revista: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Año: 2003
Autores: Zanotto De Rose
Considerando que a habilidade de problematizar pode ser alvo de ação educativa específica, particularmente visando ao desenvolvimento profissional docente, foi proposta uma experiência de formação contínua para professores, no nível universitário e no formato de curso de extensão, com duração de um semestre (90 horas). Da análise de quatro metodologias que enfatizam a ação de problematizar, presentes na literatura, derivamos alguns princípios e características que nortearam nossa proposta: 1) ênfase na aprendizagem da ação de problematizar; 2) ênfase no sujeito ativo; 3) ter a noção de problema tomada no sentido da reflexão filosófica; 4) ter a própria prática como ponto de partida e de chegada; 5) visar a aquisição de estratégias de aprendizagem; 6) visar a mudança conceitual; 7) ser opcional; 8) proporcionar algum ganho imediato para o sujeito (no caso, um certificado com validade oficial); 9) ser oferecido fora do horário de trabalho. Propusemos uma definição para a ação de problematizar, em que qualidades foram atribuídas a cada momento dessa ação. Sete professores concordaram em ser sujeitos da pesquisa, dos quais cinco atenderam a todas as solicitações da pesquisadora. Um instrumento, baseado nos mapas conceituais, foi elaborado para avaliar a ação de problematizar dos professores, no início e ao término do curso. Também foi elaborado um conjunto de critérios qualitativos para a análise da referida ação, baseados na definição que propusemos. Os resultados indicaram que houve mudança qualitativa na ação de problematizar, que pode ser atribuída à experiência de formação proposta.

Racismo em livros didáticos brasileiros e seu combate: uma revisão da literatura

PID: S1517-97022003000100010 | Revista: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Año: 2003
Autores: Rosemberg Bazilli Silva
O artigo se propõe a efetuar uma revisão da produção brasileira sobre expressões de racismo em livros didáticos. Baseando-se em estados da arte já publicados e no original (como o de Baptista, 2002), o artigo analisa a produção brasileira sob dois ângulos: publicações que enunciam o racismo em livros didáticos; e publicações que referem-se ao combate ao racismo em livros didáticos. Num percurso histórico, os autores procuram indicar aspectos comuns ao conjunto de análises já produzidas sobre o tema, as lacunas que vêm permanecendo e a diversidade de enfoques teórico-metodológicos sobre os quais elas têm se apoiado. Concluem analisando as principais ações que vêm sendo desenvolvidas tanto pelo movimento negro como pelos órgãos oficiais para combater o racismo nos livros didáticos, tais como o programa Nacional do Livro Didático e a recente Lei nº10.639 de 9 de janeiro de 2003, que estabelece a obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro-brasileira, no ensino fundamental.

Tecnologias na formação de professores: o discurso do MEC

PID: S1517-97022003000200006 | Revista: Educação e Pesquisa (1517-9702) | Año: 2003
Autores: Barreto
Como síntese da pesquisa Tecnologias da informação e da comunicação e educação a distância: o discurso do MEC, o presente artigo analisa o discurso das políticas de formação de professores em curso no Brasil. Está organizado em quatro seções. A primeira aborda os sentidos atribuídos às tecnologias na educação, na sua relação com os modos pelos quais as tecnologias da informação e da comunicação (TIC) têm sido incorporadas aos processos educacionais. Para tanto, focaliza as perspectivas e propostas definidoras da recontextualização das TIC no discurso pedagógico. A segunda seção discute o conjunto das ressignificações que têm sustentado as políticas de formação de professores, com especial destaque para noções como a do ''divisor digital'', bem como para as relações entre o deslocamento do trabalho docente para atividade e tarefa, a proposta da formação baseada em competências e o uso intensivo de tecnologias. Em outras palavras, está centrada na relação entre as TIC e a educação a distância (EaD), nas suas múltiplas dimensões. A terceira seção explicita as reduções operadas na incorporação das tecnologias na educação, a partir da análise de discurso dos textos do MEC, cujo movimento principal tem sido o de priorizar a formação de professores à distância, em consonância com as recomendações dos organismos internacionais aos países em desenvolvimento. Finalmente, a quarta seção pontua as tendências atuais das políticas de formação de professores, retomando e remetendo às questões relativas aos sentidos das tecnologias e aos modos da sua apropriação educacional, em diferentes contextos.
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