PID: S1414-40772001000300005 |
Revista: Avaliação: Revista da Avaliação da Educação Superior (Campinas) (1414-4077) |
Año: 2001
Autores: Baía
O artigo intitulado O Pensamento Liberal e as Universidades federais: notas preliminares, é um exercício de reflexão acerca do Pensamento Liberal e dos impactos das políticas neoliberais na educação e em particular, nas universidades públicas brasileiras. A discussão trata de aspectos de Política Educacional como subsídio às investigações sobre educação escolar brasileira, identificando e situando, historicamente, as diferentes fases e aspectos da política educacional nacional. Neste sentido, o trabalho sugere uma reflexão histórica desta política quanto ao Estado Liberal/Neoliberalismo e suas interfaces educacional e política.
PID: S1414-40772001000500008 |
Revista: Avaliação: Revista da Avaliação da Educação Superior (Campinas) (1414-4077) |
Año: 2001
Autores: Stancato
Um dos maiores desafios da sociedade brasileira, nesta virada de século, marcada pelos impactos tecnológicos e globalizantes, é melhorar a qualidade de produtos e serviços. O movimento em busca da qualidade de vida tem-se concentrado de forma mais contundente naqueles setores mais competitivos como é o caso da área industrial, seguida pela de prestação de serviços. Setores como educação e saúde, bem tardiamente, vêm despertando para esta necessidade de inovação: busca da· qualidade do serviço que oferece. Devemos salientar que o atraso na prestação de serviços públicos, voltados sobretudo para a educação e a saúde, é ainda muito grande e este fato tem que ser reavaliado. O papel do profissional Enfermeiro deverá ser de grande relevância com relação à avaliação das condições de vida do cliente e da equipe.
PID: S1414-40772001000400004 |
Revista: Avaliação: Revista da Avaliação da Educação Superior (Campinas) (1414-4077) |
Año: 2001
Autores: Santiago Tavares Taveira Lencastre Gonçalves
Os autores apresentam neste texto os resultados de um estudo sobre o insucesso acadêmico aplicado a quatro universidades portuguesas. Além do nível da compreensão numa perspectiva de conjunto, buscam explicar o fenômeno em estudo e, sobretudo, produzir estratégias científicas, pedagógicas, psicológicas e administrativas de intervenção na promoção do sucesso acadêmico, no nível dos alunos, dos professores, da organização e do currículo.
PID: S1414-40772001000100003 |
Revista: Avaliação: Revista da Avaliação da Educação Superior (Campinas) (1414-4077) |
Año: 2001
Autores: Palharini
O artigo analisa o desenvolvimento do PAIUB em universidades federais da região sul e sudeste quanto a sua abrangência e configuração, além de avaliar suas repercussões internas e referências conceituais utilizadas para processar a avaliação. Afirma, a partir de entrevistas com os coordenadores do programa, complementadas com consultas a documentos institucionais, que ele orienta-se para formas padronizadas e quantitativas de avaliação, com reduzido grau de repercussão nas estruturas da instituição. Analisa o papel das comissões centrais de avaliação, ressaltando o tormento que vivenciam diante da falta de apoio material e institucional, mas ressalta que a paixão pelo PAIUB faz com que o programa avance. Conclui pela necessidade de uma metodologia mais explícita para a análise e integração dos dados institucionais e sugere outras ações para incrementar o programa.
PID: S1414-40772001000400006 |
Revista: Avaliação: Revista da Avaliação da Educação Superior (Campinas) (1414-4077) |
Año: 2001
Autores: Silva Fernandes
Esta pesquisa discute a avaliação de desempenho dos programas de pós-graduação de engenharia no Brasil, no que diz respeito ao ensino e pesquisa. Caracteriza-se pela utilização de uma ferramenta para mensuração e avaliação de eficiência. Esta ferramenta é a Análise Envoltória de Dados (DEA). Foram experimentados, na pesquisa, vários formatos de modelos que pudessem retratar o cenário da avaliação de 1998, de modo compatível com os parâmetros de avaliação da Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Esta Fundação possui um sistema de acompanhamento das atividades de ensino e pesquisa da pós-graduação de engenharia, o qual serviu de fonte de dados para o estudo desenvolvido nesta pesquisa. O processo de avaliação da CAPES busca determinar um grau que represente o nível de qualidade dos programas de pós-graduação. A aplicação do DEA empenha-se em ampliar o conhecimento dos avaliadores e propiciar aos coordenadores dos programas conhecimentos para formulação de estratégias, rumo a um melhor posicionamento.
PID: S1414-40772001000400009 |
Revista: Avaliação: Revista da Avaliação da Educação Superior (Campinas) (1414-4077) |
Año: 2001
Autores: Gonçalves Filho Pinho
Resenha do livro Pós-modernidade, ética e educação, de Pedro Goergen, publicado na coleção "Polêmicas do nosso tempo" da Editora Autores Associados, Campinas, 2001.
Neste ensaio procuro desenvolver uma argumentação a favor da superação dos monismos metodológicos no campo da pesquisa em sociologia da educação. Com base no que Jeffrey Alexander (1987) denominou o “novo movimento teórico”, defendo a necessidade de superar a divisão do trabalho de pesquisa entre os investigadores que se dedicam à microssociologia e os que preferem abordagens macrossociais. Nessa perspectiva, as opções teórico-metodológicas devem-se ancorar nas necessidades da investigação e não numa opção a priori do pesquisador por qualquer uma das alternativas.
Argumenta-se que em virtude das mudanças ocorridas no capitalismo em nível global, caracterizadas pela ascensão da produção de caráter flexível, desencadeou-se na educação profissional e no ensino médio brasileiros um conjunto de modificações, objetivando assegurar maior aproximação dessas modalidades de ensino com o setor produtivo. O governo brasileiro, contudo, influenciado pelas agências multilaterais e pelo grande empresariado, aos invés de buscar assegurar um modelo de formação profissional direcionado à confecção de um trabalhador mais autônomo e crítico, estabeleceu uma divisão de tarefas entre os Ministérios da Educação e do Trabalho, reforçando no interior do sistema educacional brasileiro a dicotomia entre a educação profissional e a formação propedêutica.
O principal argumento deste artigo consiste em sugerir que seria ainda cedo para propor um novo paradigma para o campo das ciências sociais e humanas. A emergência de abordagens metodológicas qualitativas veio permitir um novo olhar sobre os fenômenos sociais, que rejeita os princípios fundamentadores da pesquisa empírico-analítica e, por conseguinte, questiona seus critérios hegemônicos de qualidade. As tentativas da última década de proclamar um novo paradigma não só denotam o embate pelo poder no meio científico mas também silenciam precocemente um debate profícuo sobre pressupostos e princípios estruturantes de um campo em plena maturação e em busca de seus próprios parâmetros de qualidade. Neste artigo, em que as experiências anglo-americana e francesa se entrelaçam, propomos um quadro/esquema de caráter essencialmente descritivo, que pretende contribuir para a melhor compreensão e análise de diversas práticas de pesquisa qualitativa. O quadro também consiste em mais uma arena de discussão sobre “qualidade” nas abordagens qualitativas de pesquisa.
O artigo analisa as reformas educacionais ocorridas na América Latina, na década de 90, com o objetivo de dar indicações sobre como opera a regionalização no plano da cultura e das instituições e sobre os conteúdos desses processos macros, independentemente das variações nacionais e locais. Efetua também um balanço dos objetivos expressos por esses conteúdos após uma década de reformas educacionais na região. Embora o trabalho focalize o nível regional, a análise se apóia nas ações no nível nacional, uma vez que elas são estruturadas pelas políticas nacionais e, portanto, ocorrem dentro de um espaço definido por essas políticas, a Nação.
Este artigo pretende apresentar os resultados da análise das concepções de aprendizagem construídas por uma alfabetizadora da rede pública, durante sua formação acadêmica e sua prática pedagógica. Utilizando abordagem etnográfica, dados foram levantados mediante observações em sala de aula (e seus respectivos diários de campos), entrevistas gravadas, relatórios e anotações pessoais da docente. Chegou-se à conclusão de que essa alfabetizadora fundamentou suas práticas em teorias diversas, principalmente em pressupostos psicogenéticos, mas apoiou-se também em alguns aspectos básicos do Behaviorismo e do Humanismo, postura que lhe possibilitou ter uma prática bem-sucedida.
Esta resenha de idéias e conceitos esclarece o leitor sobre uma sucessão de termos empregados livremente nos últimos tempos: sociedade civil, ONGs, Terceiro Setor, Lei das OSC-IPs, conselhos paritários - o que vêm a ser, integrando a pauta da grande imprensa? Em abordagem simples, apresentam-se elementos da trajetória política das ONGs brasileiras dentro do cenário mais amplo da sociedade civil organizada. Discute-se o papel especial desempenhado por elas na longa luta pela socialização da educação, e seu atualíssimo dilema frente à onda de privatização de deveres constitucionais do Estado.
O texto sintetiza e discute as principais constatações de estado da arte realizado sobre o tema no Brasil, tendo utilizado como fontes artigos publicados em dez dos principais periódicos da área na década de 90. Examina pressupostos e modelos de avaliação, estudos empíricos e documentais que envolvem a avaliação na escola e da própria escola, detém-se na avaliação de sistema e, ainda, de políticas e programas educacionais.
O artigo analisa as dificuldades e os conflitos políticos que afetam o delineamento e os processos de implementação das reformas sociais na América Latina, focalizando em especial as áreas de educação e da saúde. Descreve problemas de execução e conseqüências institucionais das mudanças propostas, modos de gestão, formas de interação e tensões entre os diferentes grupos de interesse envolvidos. A análise baseia-se em resultados de estudos de caso realizados entre 1998 e 1999, no âmbito do Programa Reformas Sociais em Educação e Saúde na América Latina, patrocinado pelo BID e pelo CIID, do Canadá e coordenado pelo Cide e pelo llades, do Chile.
As questões de gênero como hoje são faladas e assumidas foram construídas pelos discursos das ciências. Abordaremos como o discurso do gênero foi construído pela psicologia moderna, isto é, como o próprio conceito e as teorias explicativas que o envolvem foram construindo um significado que hoje está associado ao seu próprio estudo. Após a "invasão" de perspectivas pós-modernas, pós-estruturalistas e da teoria critica, assiste-se à crítica aos paradigmas convencionais. São agora colocadas novas questões e desafios tanto para a própria psicologia e para os programas de pesquisa tradicionais, quanto para a análise do significado e práticas associadas ao gênero.
Este artigo apresenta uma reflexão a respeito de algumas concepções teóricas de autoridade e hierarquia, e de como essas concepções se constituem em elementos da cultura escolar que é construída na interação cotidiana, definindo formas diferenciadas de participação nas escolas. Parte do pressuposto de que a escola, como organização burocrática, tem em sua estrutura um corpo de princípios e valores dados pelo sistema educacional, por meio de leis, decretos e papéis formalmente estabelecidos, e um outro corpo de princípios e valores construídos e reelaborados no seu interior, pelos participantes do processo educacional, formando a cultura escolar. Assim, o grau de participação nas escolas se definiria em razão das concepções que seriam compartilhadas e construídas nesse processo de constituição da cultura escolar.
Após termos apresentado reflexões sobre as relações entre as virtudes e a moral e entre polidez e o desenvolvimento moral, apresentamos quatro pesquisas empíricas com crianças de 6, 9 e 12 anos para responder às seguintes perguntas: 1) A polidez faz parte do universo moral da criança? 2) A polidez já é vista pela criança pequena na sua especificidade em relação às regras propriamente morais? Os dados mostram que: 1) a polidez pertence ao universo moral das crianças de 6 a 12 anos, mas com a peculiaridade de sua falta não merecer castigo; 2) que a falta de polidez é, para as crianças de 6 anos, um indício para se julgar o caráter moral de uma pessoa e deixa de sê-lo para as crianças de 12 anos, com uma fase de transição aos 9 anos e 3) que a falta de polidez é vista como conduta de uma certa gravidade nas três faixas etárias. Terminamos o texto com considerações teóricas que procuram mostrar a relevância de uma educação moral que não despreze a polidez.
O artigo descreve a trajetória, bem como apresenta as conclusões de pesquisa que resultou em dissertação de mestrado em educação, defendida em 1997, cujo objeto de estudo é o profissional que atua na educação infantil em nosso país. As análises levaram à conclusão de que, ao longo da história, tem-se reforçado a imagem do profissional dessa área como sendo a da mulher "naturalmente" educadora, passiva, paciente, amorosa, que sabe agir com bom senso, é guiada pelo coração, em detrimento da formação profissional. A não-valorização salarial, a inferioridade perante os demais docentes, a vinculação do seu trabalho com o doméstico e a deficiência articulam-se à difusão da figura mitificada, que não consegue desvincular-se das significações que interligam a mãe e a criança.
Este trabalho discute o público, o privado e o comunitário na educação brasileira, abordando as questões do abandono das teses da democratização, da igualdade e da inscrição da educação no âmbito do assistencialismo como parte do processo de modificação/redução da intervenção estatal nas políticas sociais, legitimado pela metamorfose dos conceitos que se verifica no âmbito educacional e articulado com o esvaziamento da luta pela escola pública e o fortalecimento do denominado “terceiro setor” da sociedade.
Há alguns anos tem-se firmado o debate em torno de uma agenda política e teórica que procura defender e sustentar uma articulação possível entre a procura de competitividade das economias e a manutenção e desenvolvimento dos direitos, nomeadamente sociais, que viabilizam e constituem condições de cidadania. Neste debate, que é atravessado por distintas posições, argumentos e propostas, a educação e formação são apontadas como eixos decisivos daquela articulação. A nossa argumentação vai no sentido de mobilizar análises e investigações em Ciências Sociais, trazendo para o centro da discussão questões e problemas que freqüentemente têm sido omitidos. Defendemos que, pelo contrário, é do confronto dessas questões e problemas que depende a possibilidade de constituir uma agenda política e teórica merecedora de crédito para uma via de desenvolvimento humana, social e ecologicamente sustentável.