PID: S0104-40361998000400007 |
Revista: Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação (0104-4036) |
Año: 1998
Autores: Barreto
O trabalho se baseia em pesquisa realizada na UFF/Niterói/RJ por um grupo de professores e estudantes do Departamento de Administração/Curso de Mestrado, sobre a Formação do Administrador, seu amadurecimento moral e social, além de levar a uma reflexão sobre a ideologia e as metodologias que devem ser buscadas nos currículos dos cursos de Administração. A amostra inclui 103 sujeitos, com idade variando de 20 a 42 anos. Para avaliação do julgamento moral dos sujeitos, utilizou-se o Questionário de Reflexão Social com Histórias de Barreto, Crespo e Nogueira, adaptadas por Barreto (1995). As histórias distribuídas aos sujeitos têm o mesmo conteúdo, baseado na tipologia de estágios de Kohlberg. Como conclusões gerais, verificamos que o grau de correlação entre MMS e o período do curso é a média (= 0,6); e o grau de correlação entre MMS dos alunos de sexo feminino (<em>(RSF </em>= 0,77)) e a evolução dos períodos é alto; e o grau de correlação entre MMS dos alunos de sexo masculino (<em>RSM </em>= 0,31) e a evolução dos períodos é baixo.
PID: S0104-40361998000200005 |
Revista: Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação (0104-4036) |
Año: 1998
Autores: Santos
O presente artigo trata da história do acesso ao ensino superior no Brasil enfocando seus determinantes socioeconômicos. Para efeito de estudo a história do Brasil foi dividida em duas fases: a primeira, denominada "fase luso-brasileira", quando os jovens brasileiros tinham que fazer o curso superior na Europa; e a segunda, a "fase nacional", a partir da vinda da família real portuguesa e da instalação de cursos superiores no Brasil até as últimas décadas do século XX. Á luz dos acontecimentos ligados ao acesso ao ensino superior nestas duas fases, faz-se uma análise da discutida discriminação socioeconômica promovida pelos diversos mecanismos e instrumentos utilizados para a seleção, inclusive o vestibular. Não obstante a confirmação da predominância de estudantes dos segmentos de maior poder aquisitivo nas instituições de ensino superior; identifica-se uma tendência deselitizante no acesso às faculdades e universidades. Tal tendência aponta para uma mudança, em médio prazo, no perfil do aluno das instituições de ensino superior brasileiras.
PID: S0104-40361998000400002 |
Revista: Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação (0104-4036) |
Año: 1998
Autores: André Pontin
Utilizando dados de uma pesquisa sobre a formação do professor, o presente texto procura mostrar a contribuição do diário reflexivo na avaliação da prática docente e na melhoria do trabalho didático. Na primeira parte discute o papel da avaliação no diagnóstico dos problemas de ensino-aprendizagem, na correção de rumos e na reformulação das práticas de sala de aula, tornando-as mais efetivas. A segunda parte do texto descreve um processo de formação continuada em que o diário reflexivo foi usado com professoras das séries iniciais do ensino fundamental, para tomada de consciência das suas concepções e práticas de avaliação e para a elaboração de projetos de mudanças em seu trabalho docente. Na terceira parte são analisados trechos do diário de uma professora, mostrando a evolução nas suas concepções de avaliação e as mudanças nas suas práticas. São também apresentados trechos de diários e depoimentos das professoras que adotaram este instrumento com seus alunos e revelam sua contribuição na avaliação e na reorganização do ensino.
PID: S0104-40361998000200007 |
Revista: Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação (0104-4036) |
Año: 1998
Autores: Gomes Merchede
O trabalho apresenta uma visão geral do ensino fundamental nas três Regiões de menor desenvolvimento do Brasil, isto é, Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Para isso utiliza dados dos censos educacionais de 1991 e 1995 e do SAEB/95. As variáveis selecionadas reiteram as desigualdades regionais a situação de desvantagem das três Regiões. Apesar do aumento do tamanho médio dos estabelecimentos, ainda persistem muitas escolas pequenas e dispersas. Parte ponderável das matrículas se urbanizou, acompanhando as migrações rurais-urbanas. O nível de formação dos professores teve significativo avanço e se reduziram a reprovação e o abandono. Os resultados em geral, indicam a necessidade de políticas específicas para reduzir o hiato entre as regiões do Brasil.
PID: S0104-40361998000300005 |
Revista: Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação (0104-4036) |
Año: 1998
Autores: Giuliani Pereira
Este artigo, propõe-se a apresentar os (des)caminhos da educação profissional no Brasil, abordando, essencialmente, seus primeiros contornos no contexto educacional, permeados por avanços e recuos, tendo como referência-chave as leis de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. A seguir, são evidenciados os primeiros esforços de pensar o fenômeno trabalho-educação, destacando a teoria do capital humano. Posteriormente, é objeto de analise a educação profissional (Lei 5692/71). No quarto item, destacam-se os desafios de repensar a relação trabalho-educação diante; das exigências colocadas pelo processo de globalização. O item cinco é um esforço de análise da educação profissional na atualidade, considerando os pressupostos da nova LDB e o fenômeno da globalização. Finalizando, são apresentadas algumas considerações sobre a trajetória histórica da Educação Profissional no Brasil e os novos rumos delineados com a nova LDB.
PID: S0104-40361998000200002 |
Revista: Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação (0104-4036) |
Año: 1998
Autores: Demo
O texto discute os riscos da tendência atual e oficial de introduzir na escola básica a promoção continuada, evitando a reprovação de todos os modos. A visível boa intenção que existe no fundo é facilmente desfeita pelo tentação de promover sem a devida aprendizagem, apelando inclusive para o argumento da sustentação da auto-estima do aluno. Busca-se argumentar em favor da aprendizagem, ia que o aluno tem direito de aprender, devendo ser promovido porque aprende adequadamente. A promoção, tornando-se automática, escamoteia a falta de aprendizagem, levando a escola pública de modo ainda mais rápido e fatal a ser reconhecida como "coisa pobre para o pobre". Ademais, não se cultiva a auto-estima pela via do escamoteamento. A pedagogia da verdade é sempre preferível. A verdade do aluno é a aprendizagem bem feita.
PID: S0104-40361998000300007 |
Revista: Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação (0104-4036) |
Año: 1998
Autores: CNE
Dispõe sobre os programas especiais de formação pedagógica de docentes para as disciplinas do currículo do ensino fundamentai, do ensino médio e da educação profissional em nível médio.
PID: S0104-40361998000100006 |
Revista: Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação (0104-4036) |
Año: 1998
Autores: Zimmer Neiva Lapa
O texto analisa o cenário em que se insere o Exame Nacional de Cursos e descreve os resultados do "provão" nas instituições de ensino superior do Estado de Santa Catarina; faz algumas apreciações sobre os dados observados, relacionando-os a situações típicas existentes no ensino superior catarinense; remete a análise para a crítica de alguns dos critérios utilizados e das repercussões da divulgação dos conceitos construídos pelo INEP.
PID: S0104-40361998000200003 |
Revista: Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação (0104-4036) |
Año: 1998
Autores: Lopes
Trabalhar com seres humanos interagindo integralmente em um contexto inseparável durante todo tempo, como sujeito e objeto, evidencia toda a turbulência contida no processo sócio-ambiental do cenário no qual contracenamos diariamente como atores principais, coadjuvantes ou figurantes. A liderança administrativa apresenta conceitos, princípios e resultados dependentes diretamente das ciências humanas relacionadas às posições, funções e papéis do administrador educacional em função das relações humanas, metas estabelecidas, inovações e interpretações da eficiência social. Temos certeza que o gestor organizacional terá que compreender com profundidade o processo facilitador da função administrativa, com uma maneira menos mecanicista e mais viabilizadora das funções técnicas com seu maior propósito. O Modelo Transformacional torna-se de fácil reconhecimento quando podemos detectar a presença de certos elementos e fatores que têm a capacidade de criar um ambiente propício ao desenvolvimento das potencialidades individuais e coletivas perenemente. Os procedimentos coletivos e o incentivo motivacional através de articulações não veladas serão sempre as tônicas utilizadas como variáveis constantes pelo administrador transformacional em suas atividades práticas. Os princípios da moralidade e do desenvolvimento cognitivo sempre em posição de destaque para que esteiam assegurados e preservados os ideais de equilíbrio e integração do modelo transformacional, em virtude da constante presença dos conflitos em qualquer coletividade. O Modelo Transacional por sua vez, durante todo o desenrolar do processo, está relacionado com as gestões coniventes geradas e implementadas no comportamento organizacional pelos atores envolvidos no cenário. Fundamenta-se o modelo transacional nas evidentes atividades da transação, de troca e de barganhas e nas necessidades emergenciais de específicas situações, nas quais as irrestritas dependências do desempenho e dos resultados sejam as variáveis observadas no contexto de recompensas, premiações e punições.
PID: S0104-40361998000400004 |
Revista: Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação (0104-4036) |
Año: 1998
Autores: Álvarez González
Este artigo apresenta uma investigação realizada com alunos de altas capacidades, de cinco a sete anos, da Comunidade de Madrid (Espanha). Trata-se de uma experiência de atendimento educativo a estes alunos dentro da aula regular. O estudo toma com fundamento as investigações teóricas e a prática escolar representada por uma revisão de programas norte-americanos de atendimento aos alunos mais capazes. A partir desta base, se desenha o plano de identificação e, posteriormente, o programa DASE (Desenvolvimento de habilidades de pensamento: Análise, Síntese e Avaliação), que se experimenta ao longo de dois cursos acadêmicos: aplicação piloto durante o último trimestre do curso 1995/96 e programa experimental o seguinte curso. Ao final do artigo se mostram os principais resultados derivados das análises estatísticas realizadas.
O trabalho apresentado por GOERGEN, ora publicados em Estudos em Avaliação Educacional, procuram responder, inicialmente, à pergunta - O que é o pensamento científico? e fazem uma discussão aprofundada do pensamento científico na Física, na Biologia e na Química, discutindo questões epistemológicas e as implicações do ensino dessas ciências no Ensino Médio.
A autora, a partir de sua experiência como educadora, analisa os problemas relacionados com a progressão continuada, criada com base no artigo 32 -parágrafo segundo - da Lei 9394/96. A autora, com sensibilidade, esclarece a questão e desfaz mal-entendido, mostra que esse procedimento exige avaliações diárias e contínuas, complementadas por diferentes formas de recuperação para garantia do direito de aprender, que, ressalta, é um direito de todos os cidadãos.
O ensaio escrito pelo autor é uma longa reflexão sobre suas vivências e ações no campo da avaliação educacional ao longo de 33 anos, no período de 1962 a 1995. O autor refere-se à grande figura de Lee J. Cronbach, professor emérito da Universidade de Stanford (Palo Alto, Califórnia), que o levou a pensar sobre aspectos da sua multifacetada experiência. As suas considerações diferem sensivelmente das que foram oferecidas por L. Depresbíteris, pois são outras as suas experiências e diversificados os caminhos percorridos. A leitura do texto permite identificar no autor algumas influências, aliás inicialmente confessadas, entretanto, essa mesma leitura revela autonomia e um pensamento com características próprias, que traduzem um posicionamento e uma concepção sobre o processo de avaliação em suas diferentes dimensões. O autor concorda com uma das figuras mais significativas da pesquisa e da avaliação - Michael Scriven - que tudo, absolutamente tudo, possa ser avaliado, inclusive a própria avaliação, o que constitui objeto de uma área de conhecimento ainda insipiente entre nós, a meta avaliação.
As confissões da autora refletem a experiência de uma educadora preocupada com a aprendizagem de crianças e jovens; por outro lado, acusam, igualmente, cautela na apresentação dos procedimentos avaliativos para constatação dessa aprendizagem. Inicialmente, as confissões revelam momentos de sua formação e indicam autores nacionais e estrangeiros que influenciaram o seu pensamento docimológico, expondo alguns de seus posicionamentos teóricos. Depois, passam a oferecer articuladas observações visando a responder perguntas que tem apresentado a si mesma: - qual a diferença entre avaliar o ensino e avaliar a aprendizagem? o que são critérios de avaliação? qual a diferença entre teste e prova? que outros tipos de instrumentos e técnicas existem para avaliar o desempenho dos alunos? como se avaliam os resultados da avaliação da aprendizagem? A todas essas perguntas a autora responde com ponderações e ilustrações, assinalando, entretanto, que outras respostas são igualmente possíveis.
A alunos da antiga 8ª série do ensino fundamental de Minas Gerais foi solicitada dissertação envolvendo o problema do preconceito, sendo os trabalhos corrigidos por professoras com grande experiência na rede pública e privada. Um grupo de pesquisadoras também de Minas Gerais - Simões, Santos, Passos, Vianna e DoVal - analisou e pesquisou o corpus. A pesquisa mostrou que a escola em geral não está desenvolvendo certas habilidades importantes e desejáveis, além de nem sempre ser bem sucedida no desenvolvimento da capacidade de observar, comparar e generalizar. A conseqüência de tudo isso é que o aluno muitas vezes nem sempre consegue elaborar um texto que efetivamente seja seu e que não reproduza outras falas e opiniões alheias. A investigação realizada por esses educadores contém informações que refletem não apenas um caso singular, mas o drama comum a toda população estudantil brasileira em seus diferentes níveis educacionais.
Os Estudos em Avaliação Educacional, realizados pelo autor, abrangem análises sobre Tyler, Cronbach e Scriven. A avaliação é discutida, inicialmente, sob a perspectiva de Ralph W. Tyler, sendo oferecidas várias contestações ao modelo que, entretanto, ainda tem grande importância e influência. Um amplo exame sobre a prática da avaliação é feito com base em L. J. Cronbach sendo, também, examinada a lógica da avaliação a partir de M. Scriven. A questão do planejamento é examinada na discussão de Cronbach, enquanto questões metodológicas de grande relevância são vistas no exame das idéias de Scriven.
Os autores comprovam, empiricamente, através desse artigo, que os alunos admitidos na PUC-MG, em 1995, têm menor habilidade acadêmica e menor índice de posição social que aqueles admitidos na Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, no mesmo ano e mesmo curso. Este resultado foi obtido com a aplicação da Teoria de Resposta ao Item, cujo uso foi viabilizado pela existência das respostas de todos os alunos a todas as questões das provas dos vestibulares nas duas Universidades. Essa constatação implica que os resultados brutos do Exame Nacional de Cursos, aplicado pelo MEC, não podem ser usados para comparar instituições de ensino, como a divulgação dos resultados sugere.