A autora realiza uma abordagem sobre as duas faces da avaliação: a técnica e a política, que, muitas vezes, são apresentadas como antagônicas ou excludentes, em sua visão. Mostra que estes dois aspectos são complementares e julga não poder cumprir a meta da educação sem a utilização de uma avaliação que esteja de acordo com eles.
A autora faz uma tentativa de investigar o que a avaliação da aprendizagem estaria propiciando aos alunos, no que se refere às possibilidades de conhecimento de suas próprias capacidades e/ou dificuldades dentro do processo de aprendizagem.
O autor procura recapitular noções importantes ligadas a provas de desempenho escolar: instrumento de coleta, instrumento de medida, escala de medida e mensuração. Conclui o artigo com um repasse sobre as etapas que compõem a construção e validação de itens.
A autora discute definições do termo avaliação em educação, ressaltando suas diferentes acepções, a partir da citação do filósofo alemão que o homem é o animal que se avalia.
Atributo o convite, para a minha presença nesta mesa redonda, ao desejo dos organizadores de terem aqui alguém que há mais de 60 anos ficou sabendo o que era um exame vestibular e, mais tarde, teve oportunidade de participação em tentativas de modificação do antigo sistema.
Num país, como o Brasil, em que só recentemente vem sendo alcançada a universalização do acesso à Escola do 1º grau, a Escola do 2º grau tem um papel muito mais amplo que de servir de mero instrumento preparatório para concursos vestibulares às Instituições de Ensino Superior (IES). Desta forma, é um desserviço à Escola do 2º grau que o processo de seleção para as IES seja utilizado para fixar diretrizes ou mesmo simples parâmetro para o ensino secundário.
Discutir vestibular constitui-se em exercício exaustivo e limitador, a um só tempo, já que de pronto se percebe a impossibilidade de esgotar temática tão importante, tendo em vista as inúmeras interfaces que a compõem, bem como a multiplicidade de abordagens, raramente pacíficas, que a questão suscita e comporta.
Falar após o pronunciamento de todos os participantes tem suas vantagens e desvantagens. A vantagem está em poder argumentar com os dados que foram fornecidos pelos expositores; a desvantagem resulta em ser obrigado a discutir algumas idéias expostas com o brilho pelos que me antecederam. Assim, inicialmente, quero declarar que considero o vestibular um exame de massa que precisa adotar técnicas adequadas para a sua concretização efetiva.
Um sentimento de angústia paira por cima do ensino público deste país. É um sentimento bastante generalizado de que se gasta mal em educação, priorizando projetos assistencialistas que pouco ou nada têm a ver com os propósitos educacionais. Após o abandono da escola pública pela classe média e a efetiva duplicação da rede pública com recursos próprios, a disposição do público em bancar maiores aventuras nessa área já está quase no limite.
Os autores realizam um amplo estudo empírico, com base nos resultados do exame vestibular na Universidade Federal do Espírito Santo, em 1990, com o objetivo de testar a hipótese de que candidatos reprovados na primeira etapa do vestibular e que conseguiram desempenho global, nessa etapa, entre 40,0 e 49,9% obteriam, na segunda etapa, resultados superiores ao de candidatos aprovados na primeira etapa ou em ambas as etapas. Usando procedimentos de análise de variância, a hipótese da proposta foi rejeitada.
Há 10 anos não tenho trabalhado mais com a problemática do vestibular. Em 88, no entanto, eu me rebelei com o que estava acontecendo, pois as idéias sobre um vestibular único, unificado, moderno na linha de pensamento do prof. Walter Leser, que já vinha sendo deturpado lentamente com a especialização, com provas discursivas, tornou-se fortemente habilitatório. O número de vagas ociosos que eram produzidas se concentravam principalmente nas carreiras mais importantes deste país, as licenciaturas.
Esta exposição é dedicada ao relato e à justificativa das mudanças introduzidas nos exames vestibulares da FUVEST DURANTE MINHA GESTÃO NA Pró-Reitoria de Graduação da Universidade de São Paulo, entre fevereiro de 1990 e agosto de 1993.
PID: S1413-24781995000100007 |
Revista: Revista Brasileira de Educação (1413-2478) |
Año: 1995
Autores: Peralva
As transformações econômicas e políticas recentes na Europa Ocidental são analisadas, com ênfase na perda da centralidade do trabalho na vida social. Estas mudanças não se refletem somente no aumento das taxas de desemprego, mas em alterações mais profundas no papel do trabalho no processo de produção, sendo que a flexibilização dos vínculos de emprego e a diminuição dos efetivos permanentes. de trabalhadores são características cada vez mais marcantes. Todas estas questões repercutem nas demandas em relação à educação e na situação da população jovem.
PID: S1413-24781995000100006 |
Revista: Revista Brasileira de Educação (1413-2478) |
Año: 1995
Autores: Machado
O artigo defende a necessidade de uma nova compreensão sobre a polarização entre educação geral e especializada. São examinadas as alterações ocorridas no campo da ciência, nas relações sociais e nos processos de trabalho, bem como os desafios que surgem para a democratização da escola. Para discutir o lugar da formação geral e profissional neste novo contexto, o artigo analisa a relação sujeito e objeto na construção do conhecimento, o jogo de interesses sociais, a emergência de novos espaços de socialização além da escola, e o impacto da racionalidade técnica.
PID: S1413-24781995000100005 |
Revista: Revista Brasileira de Educação (1413-2478) |
Año: 1995
Autores: Viñao Frago
O texto apresenta um inventário de temas e questões que se constituem como objeto para a história cultural, quando esta dirige sua atenção para o campo da educação. O autor examina os diversos aspectos de temas como: a história das profissões e das disciplinas escolares; a história da organização do espaço e do tempo pela escola, temas pesquisados pelo autor; a história da mente e das práticas da comunicação. Analisa também os aspectos metodológicos envolvidos na abordagem destas questões, apontando as novas possibilidades que a história cultural abre para a análise da escola.
PID: S1413-24781995000100003 |
Revista: Revista Brasileira de Educação (1413-2478) |
Año: 1995
Autores: Chartier
Apoiando-se numa exaustiva revisão bibliográfica, especialmente francesa, a autora confronta abordagens de várias disciplinas sobre os processos de aprendizagem e uso da leitura e da escrita, para construir um amplo panorama dos problemas, hipóteses, interpretações e polêmicas hoje em foco nesses campos de pesquisa. Ao longo do artigo, a autora procura estabelecer um contraponto entre os dados de pesquisa e as mudanças ocorridas nas práticas sociais e escolares, apontando para alguns problemas ainda pouco investigados na área.
PID: S1413-24781995000100004 |
Revista: Revista Brasileira de Educação (1413-2478) |
Año: 1995
Autores: Moysés
O texto analisa as relações que os negros puderam estabelecer com a língua e a leitura, no período da escravidão, utilizando-se de dados sobre o Brasil do século XIX. A condição de escravo havia retirado desta população o direitoà produção da palavra, na medida em que negava sua humanidade e destruía suas formas tradicionais de expressão, ligadas à organização social e à cultura dos povos africanos. Essa ruptura representa um primeiro confronto com a língua escrita, a língua do branco. O artigo descreve como os negros vão desenvolvendo formas próprias de aproximação com a língua oral e escrita, e com o conhecimento, através de exemplos extraídos de fontes históricas diversas.
PID: S1413-24781995000100002 |
Revista: Revista Brasileira de Educação (1413-2478) |
Año: 1995
Autores: Soares
O artigo faz uma revisão da literatura internacional sobre os conceitos de alfabetismo e analfabetismo, considerando os elos entre escrita, sociedade e cultura, dos pontos de vista sincrônico e diacrônico. Examina as dimensões individuais e sociais do alfabetismo, estabelecendo distinções entre os processos de ler e escrever; discute os problemas envolvidos no estabelecimento de critérios para definir o alfabetismo analisa a concepção de alfabetismo funcional e as demais tendências na abordagem do tema; finalmente, enumera as diversas perspectivas existentes sobre o nalfabetismo.
PID: S1413-65381995000100007 |
Revista: Revista Brasileira de Educação Especial (1413-6538) |
Año: 1995
Autores: Araujo Lorenzini
A educação psicomotora como atividade lúdica para crianças com deficiência física estimulou-se a participar ativamente durante exercícios de relaxamento, de consciência corporal, respiratórios, sensório-motores e perceptivo-motores.