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As noções de concreto e abstrato: sua relação com as práticas de ensino

PID: S0102-25551992000100005 | Revista: Revista da Faculdade de Educação (0102-2555) | Año: 1992
Autores: Meksenas
Os conceitos de concreto e abstrato são utilizados por muitos professores como noções ilustrativas de práticas muitas vezes não refletidas. Decorre daí uma espécie de “abuso” no emprego desses conceitos, implicando a criação de “simplismos” dos seus significados. Nesse sentido, uma concepção mecânica da relação entre os conceitos que o professor utiliza para explicar a sua prática docente demonstra, muitas vezes, um posicionamento “etilista” frente aos alunos e frente ao conhecimento.

Aspectos cognitivos do trabalho escolar

PID: S0102-25551992000200006 | Revista: Revista da Faculdade de Educação (0102-2555) | Año: 1992
Autores: Penteado Valle Filho Penin
Este artigo resultou de uma palestra proferida pelos autores no Encontro da Educação “O Eu e o Nós”, realizados nos dias 15 e 16/09/89 no Externato N. SRA. DO MORUMBI, em comemoração aos seus 25 anos de existência. O nome do encontro - “O Eu e o Nós” - originou-se na postura filosófica que orienta a prática educacional desta escola, segundo a qual “todo crescimento individual só se realiza no social, pelo confronto das descobertas, pela partilha das conclusões, pela conscientização da importância de cada um no todo e do todo em cada um”.

Ensino de literatura e vestibular

PID: S0102-25551992000200004 | Revista: Revista da Faculdade de Educação (0102-2555) | Año: 1992
Autores: Vieira
Este texto a partir de uma visão diacrônica da política que rege os exames vestibulares, apresenta uma análise das questões de literatura elaboradas pela FUVEST, em um período de oito anos, examinando a natureza do conhecimento literário avaliado e suas implicações no ensino de 2º grau. Por último, discute as expectativas dos alunos e de seus professores em relação ao vestibular, mostrando o quanto tais expectativas estão destinadas ao fracasso por injunções políticas e sociais.

Escolaexclusão e representação (notas para uma reflexão)

PID: S0102-25551992000100002 | Revista: Revista da Faculdade de Educação (0102-2555) | Año: 1992
Autores: Teixeira
O presente artigo tem por objetivo analisar a marginalidade e a exclusão da escola a partir de uma perspectiva antropológica. Apontando o etnocentrismo pedagógico, que tem orientado algumas pesquisas a respeito desta questão, procura mostrar a importância da consideração do universo representacional dos marginalizados nos estudos sobre a exclusão.

La educación alemaña y su curriculum

PID: S0102-25551992000200003 | Revista: Revista da Faculdade de Educação (0102-2555) | Año: 1992
Autores: Bravo
Este ensayo presenta uma explicación Del por qué La educación alemana de fines del siglo XIX y princípios Del XX, no surgió La teoria curricular. Ya que se tuvieron los fundamentos filosóficos y científicos de esa época para lograrlo. La teoria curricular realmente surge em Norteamérica, em dondo tomo como principal modelo a La fábrica y SUS necessidades productivas para elaborar los planes de estúdio escolares. Como contraste y en esa misma época, La educación alemaña presentó outra propuesta para estructurar El plan de estúdio, tal es el caso de George Kerschensteiner que para diseñar el plan de estúdio de La matéria de dibujo, partió de lo que el niño siente, piensa y desea. La influencia de La educación estadounidense em La elaboración de planes de estúdio, há sido demasiado notória em los países latinoamericanos, ES por ello que, se deben de buscar otras perspectivas que den outro enfoque del diseño curricular.

Língua materna vs. Língua estrangeira: uma relação fundamental (porém menosprezada) no ensino/aprendizagem de línguas

PID: S0102-25551992000200002 | Revista: Revista da Faculdade de Educação (0102-2555) | Año: 1992
Autores: Jovanovic
O presente texto consiste numa reflexão crítica a respeito das abordagens e métodos de ensino de línguas estrangeiras, no tocante à relação que estabelecem entre língua materna/língua estrangeira durante o processo de ensino aprendizagem. E assim sendo, o trabalho articula-se da seguinte maneira: 1) analisa, diacronicamente, a simbiose e o divórcio a que L1 e L2 foram submetidos; 2) indica o fato de que o problema sempre figurou de modo inadequado nas abordagens e métodos de ensino de línguas, e 3) aponta a necessidade de novas pesquisas, lastreadas nos modelos de caráter psicolingüístico.

Memórias da prática de ensino

PID: S0102-25551992000200009 | Revista: Revista da Faculdade de Educação (0102-2555) | Año: 1992
Autores: Carvalho
No princípio era a Didática Especial. Uma Didática Especial muito mais sedimentada nos conhecimentos empíricos do professor que a ministrava do que baseada em um corpo de conhecimentos sobre o ensino do conteúdo específico. A Prática de Ensino nasceu quando o Conselho Federal de Educação, pelo Parecer 292/62, estabeleceu o currículo mínimo para os cursos de licenciatura, substituindo, então, a Didática Especial pela Prática de Ensino e introduzindo de forma obrigatória os Estágios Supervisionados (Castro, 1974).

Mitanálise organizacional: arquetipologia social e imaginário grupal

PID: S0102-25551992000100004 | Revista: Revista da Faculdade de Educação (0102-2555) | Año: 1992
Autores: Carvalho
O texto desenvolve a noção junguiana de arquétipo no sentido da constituição de uma arquetipologia social, tal como pressentida pela sociologia profunda e pela arquetipologia geral de Gilbert Durand. Vale-se, para tanto, de ampliações envolvendo, a modo de fundamentação, os trabalhos de Dumézil, Parsons-Bales, Bion, Anzieu e Kaes, em “convergência hermenêutica”. Mas, ao mesmo tempo, se propõe como pistas para leitura do imaginário grupal e como mitanálise organizacional, centradas nas produções imaginárias de teor mítico como organizadoras das formas e estilos de socialidade prevalentes nos grupos. Apresenta, assim, caminhos para a educação fática e a ação cultural com a dinâmica sócio-pscio-organizacional dos grupos.

O que é amor?

PID: S0102-25551992000200010 | Revista: Revista da Faculdade de Educação (0102-2555) | Año: 1992
Autores: Pieper
É necessário estarmos prevenidos para o fato de que no campo da linguagem ocorre um contínuo desgaste das palavras. Precisamente as grandes palavras que designam, ou deveriam designar algum aspecto grandioso da realidade humana, estão expostas a esse desgaste. E chega um momento em que simplesmente já não suportamos mais ouvi-las; causam-nos mesmo irritação. Quem, por exemplo, ao folhear uma revista ilustrada no barbeiro, já não sentiu o desejo irresistível de nunca mais pronunciar a grande palavra “amor”? Mas não se pode simplesmente calar e deixar de lado essa palavra básica, como também não se pode substituí-la por outras.

Orientação e mobilidade na habilitação de deficientes visuais

PID: S0102-25551992000200005 | Revista: Revista da Faculdade de Educação (0102-2555) | Año: 1992
Autores: Bueno
Este artigo trata de uma pesquisa realizada com alunos da disciplina de Orientação e Mobilidade - Habilitação de Deficientes Visuais, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. Os resultados mostraram que o treinamento de orientação e mobilidade para deficientes visuais foi eficiente para produzir mudanças de comportamento verbal e de ação nos sujeitos em Habilitação de Deficientes Visuais.

Política estadual no Brasil: alguns desafios nos anos 90

PID: S0102-25551992000100001 | Revista: Revista da Faculdade de Educação (0102-2555) | Año: 1992
Autores: Oliveira
O objetivo deste trabalho é apresentar, em linhas gerais, alguns aspectos da situação atual do ensino brasileiro de nível fundamental e médio, e localizar seus principais desafios ante as necessidades da modernização tecnológica, do desenvolvimento econômico e da democracia social.

Quando surgiu o ensino secundário?

PID: S0102-25551992000100006 | Revista: Revista da Faculdade de Educação (0102-2555) | Año: 1992
Autores: Chervel
Sabe-se que a Revolução Francesa, após ter criado o adjetivo primário, falou pela primeira vez de “escola primária” e, a partir do velho adjetivo secundário, de “escola secundária”. Mas, a noção de “secundário” em Condorcet é bastante diferente da nossa. Nas assembléias revolucionárias, nos gabinetes ministeriais do Império, e no uso geral, durante perto de cinqüenta anos, o “secundário” designa um nível de ensino superior ao primário, mas inferior ao nível das escolas centrais do Diretório, dos liceus de Napoleão, ou o mesmo dos colégios reais da Restauração que correspondem a um nível intermediário.

Teorias da cotidianidade: busca de sentido ou negação de sentido?

PID: S0102-25551992000200011 | Revista: Revista da Faculdade de Educação (0102-2555) | Año: 1992
Autores: Bovone
Na sociologia contemporânea do cotidiano encontramos contribuições teóricas que nos permitem ampliar o conceito de sentido para além do paradigma weberiano da racionalidade com relação a fins e articulá-lo de um modo mais complexo, considerando não só elementos do tipo cognitivo, mas também elementos do tipo ético. Neste ensaio proponho-me, pois, a mostrar a oportunidade de apontar os vários matizes do sentido que pode emergir na vida cotidiana. Na sua heterogeneidade, tais Matizes contribuem para a especificação de um quadro bem articulado “daquilo que dá a compreessibilidade” (elemento cognitivo) e “significatividade do tipo moral prático” (elemento ético) à ação humana e com isso, em última análise, ao ator social.

Vídeo na comunicação escolar: tecendo um futuro

PID: S0102-25551992000200016 | Revista: Revista da Faculdade de Educação (0102-2555) | Año: 1992
Autores: Fusari
Desde os anos oitenta, o vídeo vem se tornando uma prazerosa possibilidade de ensinar e aprender durante os cursos escolares em nosso país. Cada vez mais, a presença do vídeo em nossa vida contemporânea tem mobilizado a retomada das discussões sobre o trabalho educativo com essa e outras mídias na sala de aula. Nessa última década do século XX continuamos, então, a entrelaçar nossa prática e idéias a respeito de comunicação e meios de comunicação na escola, delineando um futuro em andamento. É preciso relembrar, também, que os modos como atualmente nos comunicamos e usamos mídias nas aulas já se configuraram como um futuro cujos entrelaçamentos foram se fazendo desde o passado. Estamos querendo assinalar que as maneiras de interligarmos os meios de comunicação - dentre eles o vídeo - no trabalho escolar, estarão desde já ajudando a tecer um futuro comunicacional nessa instituição educativa.

A consciência fonológica e a aprendizagem inicial da leitura e da escrita

PID: S0100-15741991000100005 | Revista: Cadernos de Pesquisa (0100-1574) | Año: 1991
Autores: Cardoso-Martins
O presente estudo investiga a relação entre consciência fonológica e progresso inicial na aprendizagem da escrita do português, tomando como sujeitos dois grupos de crianças das classes populares sendo alfabetizadas por métodos diferentes: 32 pelo método fonético e 26 pelo método silábico. Os resultados do presente estudo confirmam os de estudos anteriores: de uma maneira geral, variações na consciência fonológica correlacionaram-se com variações na aprendizagem da leitura e da escrita. Os resultados do presente estudo sugerem, no entanto, que variações na consciência de fonemas, observadas no início da alfabetização, podem ser menos importantes para a aprendizagem da leitura e da escrita quando o método de alfabetização é o silábico.

A mulher como tema nas disciplinas da USP

PID: S0100-15741991000100006 | Revista: Cadernos de Pesquisa (0100-1574) | Año: 1991
Autores: Blay Conceição
Um levantamento das disciplinas lecionadas em todas as unidades da Universidade de São Paulo - USP (na capital), até 1989, permitiu identificar aquelas que abordam questões de gênero ou relativas à mulher, nas áreas das ciências humanas e biológicas. Além de constatar a predominância do interesse por tais questões nos cursos em nível de pós-graduação, relativamente aos de graduação, o artigo analisa os enfoques dados à questão nas diferentes unidades da USP, salientando que, à escassa incorporação dos estudos sobre a mulher na universidade, contrapõem-se algumas áreas que adotam uma perspectiva inovadora e crítica, demonstrando a insuficiência dos estudos "que ignoram a metade da população".

A obrigatoriedade do ensino segundo alunos de 7 a 14 anos: dever hipotético e dever moral

PID: S0100-15741991000300003 | Revista: Cadernos de Pesquisa (0100-1574) | Año: 1991
Autores: Taille Flor Fevorini
Este artigo propõe-se dar a conhecer e analisar as interpretações que 100 alunos de 7 a 14 anos, de uma escola particular e uma estadual (SP), atribuem à obrigatoriedade do ensino escolar (o dever-estudar). A partir da diferença do caráter da obrigatoriedade entre as pedagogias tradicionais e renovadas, definimos duas possibilidades de compreensão do dever-estudar: como dever hipotético e dever moral. Através de entrevistas clínicas com as crianças, em torno de um dilema relativo ao tema, os resultados indicam uma quase unanimidade a favor do dever hipotético e uma opção dominante, entre os alunos da escola pública, pela sanção expiatória. Esses resultados levam à discussão das questões da heteronomia e autonomia intelectuais e das implicações do individualismo para a questão educacional.

A problemática das pesquisas político-eleitorais: o currículo de matemática para a compreensão social

PID: S0100-15741991000100002 | Revista: Cadernos de Pesquisa (0100-1574) | Año: 1991
Autores: Dugas
O amplo uso de dados estatísticos, determinantes em campanhas políticas, assim como a incapacidade do público em lidar com tais informações estão relacionados com o conteúdo e as práticas do currículo de Matemática. O exame desse currículo, especialmente na escola secundária americana, revela sua descontextualização, sua impregnação positivista:apresentando como "neutro", apolítico, não expõe os estudantes ao modo como a Matemática afeta suas vidas, direta ou indiretamente. Evidencia-se assim a natureza política da Matemática, pleiteando-se uma educação tecnológica voltada para a compreensão das origens e implicações dos cálculos e de suas aplicações à vida social e política.

A produção da exclusão social: violência e educação

PID: S0100-15741991000400007 | Revista: Cadernos de Pesquisa (0100-1574) | Año: 1991
Autores:
A realização do simpósio A produção da exclusão social: violência e educação, no âmbito da 6ª CBE - Conferência Brasileira de Educação, tem por objetivo propor o tema numa perspectiva interdisciplinar, compreendendo Filosofia, Antropologia e Sociologia, e lançá-lo para o debate entre os educadores a fim de melhor equacioná-lo como problema na sociedade brasileira.

A questão da autoridade na educação

PID: S0100-15741991000100008 | Revista: Cadernos de Pesquisa (0100-1574) | Año: 1991
Autores: Davis Luna
Pelo horário, a aula deveria ser de comunicação e expressão. No entanto, nada mais formal. O barulho e a movimentação impedem qualquer trabalho produtivo. A professora grita, na tentativa de se fazer ouvir: os alunos - salvo raras exceções - mal a escutam, dando, assim, continuidade a outras atividades que não aquelas que supostamente deveriam estar realizando. Preponderam a balbúrdia, o tumulto e a agitação típica da recreação, agora deslocadas e desprovidas de sentido porque em sala de aula. Perde-se um precioso tempo que poderia estar a serviço do processo de ensino-aprendizagem - com conversas, brigas, idas ao cesto de lixo ou pura ambulação
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