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INTERAÇÃO E QUESTIONAMENTO NUMA REDE SOCIAL NO CONTEXTO DE UM ESTÁGIO PROFISSIONAL

PID: S1809-38762019000100028 | Revista: Revista e-Curriculum (1809-3876) | Año: 2019
Autores: GONÇALVES LOUREIRO
RESUMO A utilização de ferramentas Web 2.0 é cada vez mais usual nos dias de hoje, sendo considerada uma tecnologia ao serviço de todos que possibilita a criação e partilha de informação. No entanto, a sua utilização enquanto ferramentas que potenciem o questionamento e a interação, em situações de estágio profissional de alunos de cursos tecnológicos, dispersos em várias empresas, não é documentada na literatura. O estudo que originou este artigo, de natureza qualitativa e do tipo estudo de caso, pretendeu colmatar este gap. Analisou-se em que medida a utilização da rede NING, explorada no atrás referido contexto e no 12º ano de um Curso Tecnológico, potenciou a interação e o questionamento. A rede social foi explorada para promover a entreajuda entre alunos, professora/orientadora e monitores, na resolução de problemas emergentes da prática e para facilitar o acompanhamento mais próximo dos alunos. Os registos na rede social foram sujeitos a análise de conteúdo. Os resultados sugerem que a rede social foi usada para colocar perguntas e fornecer respostas e pistas. Houve ainda interações de índole mais social, por exemplo, sobre a vida académica ou questões pessoais. A análise realizada indica ainda que os alunos colocaram perguntas emergentes dos problemas reais, decorrentes das atividades em curso durante o estágio (perguntas de relevância profissional), e académicas, predominantemente fechadas. Apesar de o estudo ora apresentado ter resultados pouco generalizáveis, considera-se que as estratégias exploradas, bem como os instrumentos de avaliação (análise de conteúdos), podem ser inspiradores/adaptáveis em investigações com objetivos semelhantes.

JOGOS DIGITAIS E AS FUNÇÕES EXECUTIVAS NA INFÂNCIA: ALTERNATIVAS À DIVERSIFICAÇÃO DO CURRÍCULO

PID: S1809-38762019000301373 | Revista: Revista e-Curriculum (1809-3876) | Año: 2019
Autores: RAMOS
RESUMO Os jogos digitais, por apresentarem características como desafios progressivos, regras e feedback, criam experiências que podem contribuir com o aprimoramento das funções executivas. Essas funções integram um conjunto de habilidades cognitivas importantes à aprendizagem, bem como são fundamentais para o sucesso escolar e a inserção social e profissional dos sujeitos. Assim, este trabalho tem o objetivo de sistematizar evidências científicas relacionadas às contribuições do uso dos jogos digitais para o exercício das funções executivas, visando discutir as possibilidades e a importância de sua integração ao currículo escolar. Nesse sentido, apresenta-se os resultados de uma pesquisa bibliográfica realizada por meio de levantamento da literatura e de revisão sistemática em bases de dados. Desse modo, pretende-se ampliar a discussão e a reflexão sobre as inúmeras possibilidades de diversificação curricular para um desenvolvimento mais integral e holístico dos alunos, o qual contemple, de maneira intencional, o aprimoramento das funções executivas pelo uso dos jogos digitais.

LICENCIATURA EM ESTUDOS AFRICANOS E AFRO-BRASILEIROS: FORMAÇÃO DE PROFESSORES/AS EM DIREÇÃO À CONSTRUÇÃO DA JUSTIÇA CURRICULAR

PID: S1809-38762019000300990 | Revista: Revista e-Curriculum (1809-3876) | Año: 2019
Autores: REGIS NERIS
RESUMO No Brasil, a Lei nº 10.639/2003 tornou obrigatório o ensino da História e Cultura Africana e Afro-Brasileira. Entretanto, são muitos os desafios para que a temática seja abordada com a seriedade, a rigorosidade e a complexidade necessárias, particularmente, na formação de professores/as nas Instituições de Ensino Superior, o que requer mudanças estruturais nos currículos dos cursos de Pedagogia e das demais licenciaturas. Nesse contexto, este artigo apresenta resultados do subprojeto de pesquisa “Formação de professores/as para o Ensino da História e Cultura Africana e Afro-Brasileira em uma perspectiva intercultural emancipatória”, que integra a pesquisa “A justiça curricular no século XXI, as políticas e os sujeitos do currículo”. Buscou-se analisar como as ações realizadas em trabalho de campo em Cabo Verde pelo curso de Licenciatura em Estudos Africanos e Afro-Brasileiros da Universidade Federal do Maranhão contribuem com a apreensão da História e Cultura Africana e Afro-Brasileira em direção à construção da justiça curricular.

LOS RELATOS DIGITALES PERSONALES Y LAS REDES SOCIALES EN ADOLESCENTES

PID: S1809-38762019000100010 | Revista: Revista e-Curriculum (1809-3876) | Año: 2019
Autores: RODRÍGUEZ ILLERA MARTÍNEZ OLMO GALVÁN
RESUMEN Se propone repensar los relatos digitales personales (RDP) con las nuevas formas de comunicación basadas en los contenidos que aparecen en las redes sociales, así como el valor central de la imagen en todos ellos. En primer lugar, se ha intentado mapear las principales funciones de los RDP en el Plan Curricular español de la Educación Secundaria, de 11 a 16 años, y algunas de las competencias asociadas. En segundo lugar, se ha construido una encuesta sobre las formas de publicación en esas mismas redes. Los resultados son analizados, obteniéndose algunas diferencias por edad, país y sexo, si bien con grandes dosis de similitud. Finalmente, se propone algunas sugerencias didácticas sobre cómo incorporar los resultados de la encuesta.

MASCULINIDADES NOS CURRÍCULOS DE “TROPA DE ELITE” E DE “PRAIA DO FUTURO”

PID: S1809-38762019000401502 | Revista: Revista e-Curriculum (1809-3876) | Año: 2019
Autores: CARVALHO FILHO MAKNAMARA
RESUMO O artigo toma como material empírico os modelos de masculinidades veiculados nos currículos de dois filmes brasileiros: “Tropa de Elite” e “Praia do Futuro”. Partimos do pressuposto oriundo do campo dos estudos culturais numa perspectiva pós-crítica em que o cinema é compreendido como um artefato cultural, portanto capaz de disseminar saberes e educar o seu público. O objetivo é analisar os diferentes modelos de masculinidades produzidos e visibilizados pelos currículos dos filmes. O argumento desenvolvido é que esses currículos operam de modos distintos a partir das representações de masculinidades de cada obra: a masculinidade hegemônica em “Tropa de Elite” e a masculinidade abjeta em “Praia do Futuro”. Concluímos que o cinema pode propiciar encontros potentes entre gêneros e sexualidades e o campo educacional, pois se por um lado um desses currículos reitera um modelo hegemônico hierárquico de masculinidade, por outro há vazamentos e escapes mais diversos e menos afeitos a normatividades.

MENTALIDADE ILUMINISTA E SEDIÇÃO DO BACHAREL EM DIREITO NO BRASIL DO SÉCULO XIX

PID: S1809-38762019000200402 | Revista: Revista e-Curriculum (1809-3876) | Año: 2019
Autores: PLATT FERNANDES BALTHAZAR
RESUMO Este artigo apresenta os resultados da pesquisa científica cujo propósito foi o de contribuir com os debates referentes às bases que orientam a lógica curricular universitária do bacharel em Direito no Brasil, no fim do século XIX. O estudo se preocupou em descrever a racionalidade formativa curricular desses acadêmicos e sua relação com os elementos determinantes que culminam com a Proclamação da República de 1889, procurando os elementos sediciosos que as aliançam. Os dados analisados no currículo das Academias de Direito do Recife e de São Paulo demonstram que o “espírito revolucionário” dos bacharéis não possui determinado lastro insurgente no curso nem em sua formação em si, mas em práticas críticas ao modelo de estado que se operam revestidas de autodidatismo e aplicadas nas iniciativas de estudos privados em literaturas europeias dos intelectuais acadêmicos que dela faziam parte, como Castro Alves, Joaquim Nabuco, Sílvio Romero, Rui Barbosa, Tobias Barreto, entre outros.

O CURRÍCULO ENTRE O QUE FIZERAM E O QUE QUEREMOS FAZER DE NÓS MESMOS: EFEITOS DAS DISPUTAS ENTRE CONHECIMENTOS E OPINIÕES

PID: S1809-38762019000401414 | Revista: Revista e-Curriculum (1809-3876) | Año: 2019
Autores: PARAÍSO
RESUMO Este artigo traz resultados de uma pesquisa que buscou conhecer como professoras/es da escola básica estão recebendo o ataque sistemático que tem sido feito ao conhecimento e como lidam com os moralismos difundidos junto à tentativa de controle do conhecimento que se deve ensinar na escola. Trabalhando em uma perspectiva pós-crítica de currículo, o artigo desenvolve dois argumentos: o primeiro é o de que foi possível identificar, entre diferentes professoras/es da escola básica, uma compreensão de que, pelo grau de ignorância que se tornou evidente no Brasil, elas/es precisam ser defensoras/es do conhecimento e acolhedoras/es da diferença. O segundo argumento é o de que as nossas críticas e as críticas das/os professoras/es são importantes, mas é apenas um primeiro passo na luta pela criação de possíveis. O artigo mostra, assim, que tão importante como essa crítica é aprendermos a nos deixar afetar pelas alegrias ativas das diferenças criadoras em nós e nos outros, a praticar a potência de educar para a liberdade de criar valor, para também criar o nosso próprio destino!

O DESENVOLVIMENTO DAS METODOLOGIAS ATIVAS NA EDUCAÇÃO BÁSICA E OS PARADIGMAS PEDAGÓGICOS EDUCACIONAIS

PID: S1809-38762019000401837 | Revista: Revista e-Curriculum (1809-3876) | Año: 2019
Autores: NOFFS SANTOS
RESUMO Este artigo é um recorte de pesquisa realizada no programa de Pós-Graduação stricto sensu em Educação: Currículo na linha de pesquisa formação de Educadores da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Este trabalho tem como objetivo apresentar alguns procedimentos didáticos que servirão de referência para os princípios das metodologias ativas e sua articulação com o paradigma da educação que fundamenta a sua efetivação. Diante do atual cenário, algumas alternativas têm sido propostas, na dimensão das metodologias ativas de aprendizagem, por apresentarem um conjunto de princípios e de estratégias que buscam reconfigurar a ação docente e discente, a partir dos três paradigmas pedagógicos, a saber: o da instrução, o da aprendizagem e o da comunicação. Nesse sentido, a atuação do professor apresenta-se como um interlocutor qualificado, criando condições para que seus alunos adquiram autonomia intelectual e social, ressignificando os procedimentos e as informações de tal modo que possam descobrir o mundo que os rodeia visando a sua transformação. O trabalho desenvolveu-se no enfoque qualitativo e partiu de pesquisa bibliográfica. Utilizou-se como referência Rui Trindade, Ariana Cosme, Neide Noffs, José Manoel Moran, dentre outros. Esta pesquisa revelou que o modo de organizar e planejar a aula conhecida como convencional não mais atende às necessidades das crianças e dos jovens presentes na escola contemporânea. Propõem-se, assim, alternativas denominadas de metodologias ativas, em que o aluno se torna protagonista no processo de ensino, de modo a interagir ativamente com o espaço de aprendizagem.

O DIREITO À EDUCAÇÃO NAS ORIENTAÇÕES CURRICULARES DE UM MUNICÍPIO PAULISTA: A PERCEPÇÃO DOS PROFESSORES

PID: S1809-38762019000200441 | Revista: Revista e-Curriculum (1809-3876) | Año: 2019
Autores: MIRANDA BRESSAN ARAÚJO
RESUMO Este artigo insere-se em uma pesquisa que analisou as concepções de professores de um município paulista acerca do direito à educação na perspectiva das orientações curriculares cujo processo de elaboração ocorreu de forma democrática e participativa. Teve como objetivo compreender a forma como o currículo, por meio de suas Orientações Curriculares, prevê meios para garantir o direito às aprendizagens essenciais, bem como a permanência dos estudantes na escola. Para tanto, empreendeu-se uma pesquisa qualitativa com orientação analítico-descritiva, mediante análise documental das orientações curriculares do município investigado e entrevistas semiestruturadas com questões em aberto, cujos sujeitos foram os professores da Rede Municipal de Ensino desse mesmo município. A interpretação do material coletado seguiu os ensinamentos da “análise de conteúdo”. Os resultados mostram que os professores acreditam que as orientações curriculares são importantes para a efetivação do direito à permanência dos estudantes na escola, mas apontam a necessidade de uma avaliação dessas orientações, bem como a necessária participação dos pais para que estes compreendam a importância da escola na vida de seus filhos e contribuam para a motivação e o incentivo à permanência dos estudantes na escola para a garantia de um futuro melhor.

O NECESSÁRIO PARÂMETRO DE IDENTIDADE PARA A INTERNACIONALIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR NO BRASIL

PID: S1809-38762019000200726 | Revista: Revista e-Curriculum (1809-3876) | Año: 2019
Autores: MIRANDA BISCHOFF STALLIVIERI
RESUMO A educação superior tem recebido especial atenção por parte dos governos de países centrais que compreenderam a necessidade de incorporar um novo movimento que surge como resposta à globalização: a internacionalização da educação superior. Os dirigentes investem fortemente na definição de políticas públicas, com diretrizes claras e com metas estratégicas para internacionalização de suas estruturas tanto organizacionais quanto programáticas. O presente artigo objetiva aprofundar as reflexões sobre a necessidade da definição de parâmetros de identidade para a internacionalização da educação superior brasileira. O estudo realizado é de natureza qualitativa descritiva, desenvolvido por meio de consultas documentais e bibliográficas. O estudo evidencia a ausência de documentos governamentais que apresentem com clareza as diretrizes brasileiras para a educação internacional, e a necessidade da definição de parâmetros de identidade. Constata-se ações pontuais mais propositivas por parte do Brasil no âmbito de América Latina e na África ao longo dos últimos anos, onde é possível identificar a obtenção de padrões internacionais para os programas de pós-graduação, que formam uma dimensão internacional e intercultural para a pesquisa e o ensino, via ações do Ministério da Educação, porém ainda com baixa intensidade do Ministério de Relações Exteriores.

O OLHAR DO PROFESSOR UNIVERSITÁRIO SOBRE A AUTONOMIA DO ALUNO EM AMBIENTES DE TECNOLOGIAS DE APRENDIZAGEM

PID: S1809-38762019000401855 | Revista: Revista e-Curriculum (1809-3876) | Año: 2019
Autores: CRUZ NASCIMENTO VIANA
RESUMO Este trabalho consiste numa investigação sobre o olhar dos professores do ensino superior de duas instituições públicas na cidade de Maceió em relação à autonomia do aluno. Objetiva investigar como o professor universitário percebe a autonomia do aluno no processo de aprendizagem, visando ao uso de novas metodologias, das tecnologias da informação e comunicação (TIC) e da integração com todos os participantes do curso. A verificação da existência dessa autonomia do aluno é um processo complexo, pois envolve vários elementos pessoais como: iniciativa, organização, motivação, interação com as partes envolvidas; e externos como: estrutura organizacional, currículo, metodologia utilizada, relação pedagógica, bem como o formato do sistema educacional. A metodologia adotada fundamenta-se na pesquisa qualitativa com abordagem descritiva. A partir da análise dos dados na perspectiva do professor, foram sugeridas mudanças no currículo, em novas metodologias como aprendizagem baseada em problemas, o uso do ensino híbrido e da sala de aula invertida. Eles também citaram que as tecnologias podem ser usadas para ajudar nesse processo de aprendizagem, desde que os alunos tenham maturidade, responsabilidade e disciplina para usá-las, pois as mesmas podem também dispersá-los. Existe a necessidade de um aprofundamento do tema, pois pode-se entender que, embora tenhamos níveis de autonomia, não nos é possível sermos totalmente autônomos nesse processo de aprendizagem.

PEDAGOGIA DO OPRIMIDO - UM LEGADO GENEROSO E ESPERANÇOSO

PID: S1809-38762019000100168 | Revista: Revista e-Curriculum (1809-3876) | Año: 2019
Autores: MADERS BARCELOS
RESUMO Este artigo tem como objetivo principal fazer uma reflexão sobre a contribuição e a atualidade, para a educação brasileira, do clássico Pedagogia do Oprimido, de Paulo Reglus Neves Freire (1921-1997). Com Pedagogia do Oprimido, Freire fez um exercício intelectual fundamental: partiu da busca do entendimento da realidade vivida para construir a realidade sonhada. Sintetizou esse exercício ao dizer que a realidade não é assim, está assim. Mais uma vez, a atualidade de Pedagogia do Oprimido soa como um clamor a todos(as) que não se conformaram com as injustiças e “malvadezas” de grande parte das elites brasileiras. Freire nunca se deixou abater e apostou na esperança como força revolucionária e libertadora. A esperança em Freire não é uma esperança van. É um compromisso com a história vivida pelas “gentes” do Brasil. Essa esperança se fundamenta na crença de que homens e mulheres são seres “inconclusos” e, como tal, em permanente transformação de si e das suas realidades. Para Freire, a história é uma construção inacabada. Essa é uma das diferenças fundamentais entre uma educação “bancária” e uma educação problematizadora e libertadora. Enquanto a primeira busca a acomodação, a repetição; a segunda busca a reflexão, a ação, a problematização das dificuldades, a superação das barreiras interpostas por uma dada realidade. A superação dessas barreiras é o primeiro passo para a superação dos limites e realização do “inédito-viável” que propõe Freire.

PEDAGOGIA FREIRIANA: O CURRÍCULO E A PRÁTICA PEDAGÓGICA NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM

PID: S1809-38762019000100204 | Revista: Revista e-Curriculum (1809-3876) | Año: 2019
Autores: CONCEIÇÃO SCHNEIDER SOEIRA
RESUMO O artigo objetiva refletir sobre a obra de Paulo Freire: “Pedagogia do Oprimido”, correlacionando-a às discussões sobre currículo e prática pedagógica, a partir da análise acerca da política educacional pautada na constituição do currículo enquanto defesa da integração do conhecimento científico e da experiência. Para tanto, entende-se as práticas pedagógicas articuladas a processos de aprendizagem que valorizem e colaborem para a emancipação do indivíduo. Para a construção desse texto realizou-se a leitura reflexiva da obra de Paulo Freire: Pedagogia do Oprimido (1968) e de autores que agregam valor ao seu pensamento e método de ensino, bem como apresenta um esboço das discussões feitas na disciplina de Currículo do Programa de Pós-Graduação, além de um relato de experiência da prática pedagógica por meio de temas de interesse trabalhados na disciplina Educação a Distância, numa turma do curso de Pedagogia. Diante das reflexões e proposições, infere-se que as concepções e práticas pedagógicas que se considerem emancipadoras são aquelas apropriadas por gestores da educação, professores, alunos e comunidade em geral numa relação dialógica com perspectivas libertadoras. Enfatiza-se, ainda, por meio do relato de experiencia aqui apresentado, que o currículo articulado a temas de investigação agrega valor significativo ao processo de aprender. E, por isso, vale destacar, o quão atuais e fundamentais são as considerações de Paulo Freire na Educação.

PERTINÊNCIA E URGÊNCIA DA LÍNGUA DE SINAIS (L1) E DO PORTUGUÊS (L2/LE) NO CURRÍCULO DOS ALUNOS SURDOS EM MOÇAMBIQUE

PID: S1809-38762019000300909 | Revista: Revista e-Curriculum (1809-3876) | Año: 2019
Autores: BAVO COELHO
Resumo Este artigo constitui parte de uma investigação doutoral, focada num estudo realizado numa escola regular inclusiva de Maputo, incidindo sobre a língua de ensino e de comunicação professor/aluno surdo. Apesar da Lei Constitucional (2004) reconhecer que o ensino de surdos deve realizar-se através da Língua de Sinais Moçambicana (LSM), essa premissa não vigora, pois o currículo dos alunos surdos, não contempla a LSM como língua de instrução, nem como língua primeira (L1), não prevendo também o ensino do português como segunda língua (L2) e/ou Língua Estrangeira (LE). Numa abordagem qualitativa, de análise documental de normativos legais e de análise de conteúdo de entrevistas realizadas com professores, analisámos o currículo proposto e os modos como é aplicado, constatando que a língua que medeia o espaço educacional é o Português, como língua hegemónica, de ensino e de comunicação. Os resultados evidenciam também que a LSM é uma língua de uso restrito e esporádico dos alunos surdos na sala de aula, o que coloca em causa o cumprimento e o respeito dos seus direitos linguísticos e conduz a práticas pedagógicas segregadoras, discriminação e exclusão nos ambientes educativos. Os professores destacam não terem formação adequada para trabalhar com alunos surdos e referem recorrer a gestos não estandardizados e à escrita no quadro como forma de tentar contornar algumas dificuldades. Numa lógica de articulação de Currículo e Justiça Curricular, concluímos, alertando para a pertinência e a urgência da regulamentação da LSM (L1) e do português (L2/LE) no currículo escolar dos alunos surdos em Moçambique.

POLÍTICAS CURRICULARES PARA O ENSINO SECUNDÁRIO/ENSINO MÉDIO EM PORTUGAL E NO BRASIL

PID: S1809-38762019000401665 | Revista: Revista e-Curriculum (1809-3876) | Año: 2019
Autores: VOIGT MORGADO
RESUMO As mudanças curriculares, tanto em Portugal como no Brasil, são cada vez mais influenciadas por pressões transnacionais que exigem padrões mais elevados, implementação de uma cultura comum e uma educação que prepare para o mundo do trabalho, dando, assim, resposta a uma série de questões oriundas, essencialmente, do cenário econômico. Contudo, perante os aspectos referidos, bem como os recentes avanços científicos e tecnológicos, a educação não pode perder de vista a sua dimensão humana, vendo-se o Ensino Secundário/Ensino Médio compelido a criar condições para que os estudantes desenvolvam competências que os preparem para uma sociedade que se estrutura na base do conhecimento, se transforma a um ritmo cada vez mais intenso e se tornou mais complexa. Importa, por isso, averiguar o que pensam e como se posicionam os professores diante de tais mudanças. Assim, o objetivo deste texto é analisar as percepções de professores acerca das políticas curriculares no que se refere à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), no Brasil, e ao Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória, em Portugal. O referencial teórico que fundamenta o estudo refere-se ao currículo e às políticas curriculares. De cariz qualitativo, a pesquisa contou com a participação de professores do Ensino Secundário/Ensino Médio, por meio de entrevistas realizadas nos dois países. Constatou-se que, para os professores portugueses, só agora as mudanças criaram condições para a participação das escolas nas decisões curriculares; para os professores brasileiros, a BNCC poderá ter uma função mais uniformizadora do que diferenciadora e emancipadora.

POLÍTICAS CURRICULARES: A FORMAÇÃO DO PEDAGOGO PARA A EDUCAÇÃO ESPECIAL

PID: S1809-38762019000301200 | Revista: Revista e-Curriculum (1809-3876) | Año: 2019
Autores: DAMASCENO PEREIRA
RESUMO Este artigo tem por objetivo analisar a política curricular no que se refere à modalidade Educação Especial no âmbito da formação nos cursos de Licenciatura em Pedagogia de duas universidades públicas do Rio de Janeiro: UFRRJ - Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (Câmpus Seropédica e Campus Nova Iguaçu - IM/Instituto Multidisciplinar) e UFF - Universidade Federal Fluminense (Campus Gragoatá/Niterói, Campus Santo Antônio de Pádua e Campus Angra dos Reis). O aporte teórico-metodológico se fundamentou na Teoria Crítica da Sociedade, com base em Theodor Adorno, além de outros teóricos no campo do currículo como Silva (1999) e Apple (2001), entre outros, que nos apoiaram no processo analítico/reflexivo/crítico sobre o currículo da modalidade Educação Especial nos cursos de licenciatura em Pedagogia nas universidades públicas investigadas. A coleta de dados baseou-se na análise documental das ementas/programas analíticos, no que tange à modalidade Educação Especial nas respectivas matrizes curriculares dos cursos que compõem o recorte da investigação. Os resultados indicam que as lutas ideológicas/políticas que perpassam as formas de seleção de certos conhecimentos no Ensino Superior visam a uma legitimação de saberes válidos/não-válidos correspondendo a um padrão uniforme e homogeneizador de currículo, no qual prevalecem mecanismos de regulação/dominação/fragmentação dos conhecimentos a serem difundidos como estratégia do capital refletindo interesses de grupos dominantes.

POR UMA PEDAGOGIA DA AVALIAÇÃO EDUCACIONAL: PRESSUPOSTOS EPISTEMOLÓGICOS, TESSITURAS SOCIAIS

PID: S1809-38762019000200748 | Revista: Revista e-Curriculum (1809-3876) | Año: 2019
Autores: SILVA FRANCO
RESUMO O ensaio analisa a avaliação educacional a partir de sua ontologia e epistemologia. Interpreta a avaliação como práxis multifacetada e intersubjetiva construída em variadas tessituras sociais. Defende a pedagogia da avaliação educacional, isto é, que a avaliação, como prática valorativa de objetos/fenômenos educativos, pode e deve ser pedagógica, para tanto, aponta seus pressupostos epistemológicos. Investiga duas concepções antagônicas de avaliação: o controle e a emancipação, com base no exemplo do SINAES (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior). Objetiva responder a seguinte pergunta: a qual destes conceitos os princípios que atualmente regem o SINAES se aproximam? De caráter teórico-analítico, o estudo fundamenta-se na perspectiva da Sociologia da Avaliação e vale-se de revisão bibliográfica e análise documental. Embora o SINAES tenha sido elaborado com o intuito de integrar paradigmas divergentes, a análise indica que, na atualidade, o Sistema concentra elementos de regulação e supervisão associando-se à ideia de avaliação como controle. Considera a avaliação educacional como campo de lutas no qual conceitos em disputa ganham ou perdem relevância e proporção a partir da intencionalidade subjacente às práticas/políticas educativas.

POTENCIALIDADES DA TEORIA DO DISCURSO PARA ANÁLISE DA POLÍTICA CURRICULAR DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES (1996-2006): DEMANDAS, ANTAGONISMOS E HEGEMONIA

PID: S1809-38762019000301144 | Revista: Revista e-Curriculum (1809-3876) | Año: 2019
Autores: ARAÚJO
RESUMO Neste artigo, discute-se a potencialidade da teoria do discurso para análise do debate da política curricular de formação de professores (1996-2006), considerando demandas, antagonismos e hegemonia. Trata-se dos resultados de uma pesquisa cujo objeto de estudo foi o debate da política curricular de formação de professores e os sentidos do Estágio Supervisionado (1996-2006). Em consonância com a teoria do discurso, defende-se a tese de que o referido debate é um campo de articulação discursiva e de disputas hegemônicas de significação em torno de projetos de sociedade, educação e currículo para a formação de professores. Especificamente identificam-se as demandas, os antagonismos e as disputas hegemônicas de significação nos documentos da Associação Nacional pela Formação dos Profissionais da Educação (ANFOPE) e analisam-se os processos hegemônicos a partir da lógica da equivalência e da diferença nos documentos curriculares do Ministério da Educação/Conselho Nacional de Educação. Construiu-se um método de análise com base no arcabouço teórico da teoria do discurso de Laclau e Mouffe (1987), na perspectiva da problematização/desconstrução dos discursos, de modo a demonstrar como se opera a sua hegemonização.

PRESSUPOSTOS EPISTEMOLÓGICOS DOS CÍRCULOS CONCÊNTRICOS

PID: S1809-38762019000200472 | Revista: Revista e-Curriculum (1809-3876) | Año: 2019
Autores: KUHN CALLAI TOSO
RESUMO O ensino dos Estudos Sociais nos anos iniciais do Ensino Fundamental é a temática deste texto. Por que ensinamos Estudos Sociais nos anos iniciais da forma como ensinamos? Que concepção epistemológica e pedagógica orienta essa forma de organização do currículo escolar? Como se produziu o ensino dos Estudos Sociais que toma como referência os círculos concêntricos? O objetivo é fustigar a tradição consolidada em torno da forma como ensinamos os conhecimentos dos Estudos Sociais nos anos iniciais da Educação Básica. É uma reflexão com caráter ensaístico permeada pelos anos de experiência de ensino nos anos iniciais e da formação inicial e continuada de professores. Antecipamos que a disposição curricular dos conteúdos dos Estudos Sociais está organizada tomando como referência os pressupostos epistêmicos dos círculos concêntricos, ou seja, do mais próximo e do mais imediato para o mais distante e abstrato ou do mais simples para o mais complexo.

PRINCÍPIOS EDUCATIVOS COMUNS E TRANSCENDENTES EM MOVIMENTOS SOCIAIS DE TRABALHADORES: OWENISTAS, CARTISTAS BRITÂNICOS E MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA

PID: S1809-38762019000200699 | Revista: Revista e-Curriculum (1809-3876) | Año: 2019
Autores: SILVA DAL RI
RESUMO Neste texto apresentam-se resultados de pesquisa documental e bibliográfica, cuja finalidade foi a de analisar os projetos educativos dos owenistas, dos cartistas britânicos e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) do Brasil. O principal objetivo do estudo foi verificar se há proposições educacionais transcendentes e comuns entre esses movimentos sociais. Verificou-se que há princípios comuns, tais como: a) elaboração e implantação de um projeto próprio de educação; b) crítica e/ou negação do ensino oficial estatal; c) implantação da gestão democrática nas associações e escolas dos movimentos; d) formação dos próprios educadores; e) articulação entre ensino e trabalho produtivo. Os princípios integram os projetos educacionais dos movimentos estudados, contribuem para a formação técnico-científica dos seus membros e para a veiculação de uma concepção de mundo concernente à classe trabalhadora.
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