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Educação no cárcere feminino: formação de educadores e currículo na perspectiva intercultural crítica

PID: S1809-38762017000300640 | Revista: Revista e-Curriculum (1809-3876) | Año: 2017
Autores: Oliveira Oliveira
RESUMO Neste artigo debate-se a formação de educadores que atuam na Educação de Jovens e Adultos em cárcere feminino. O objetivo é refletir, a partir do recorte de uma pesquisa realizada em cárcere feminino, sobre a formação de educadores para atuação como docentes em escolas de presídios com jovens e adultos e sua relação com o currículo. As questões norteadoras são: que formação é necessária para o desenvolvimento de uma educação no cárcere feminino? Que concepção de educação e de currículo são fundamentais para a formação dos educadores de presídios, e, em especial, nos cárceres femininos? A investigação foi realizada com os seguintes sujeitos: duas professoras do ensino fundamental, duas coordenadoras pedagógicas e três egressas do Centro de Reeducação Feminina - CRF. Nesta pesquisa foram utilizados como procedimentos metodológicos: o levantamento bibliográfico e documental, entrevistas semiestruturadas com uso de gravador e observação in loco, com registro no diário de campo. Os dados foram sistematizados e analisados com técnicas de categorização da análise de conteúdo. Na pesquisa, como cuidado ético, apresentou-se o Termo de Compromisso Livre e Esclarecido (TCLE) a todas as pessoas entrevistadas. Entre os resultados destaca-se que a educação no cárcere feminino, pela caracterização das mulheres atendidas, precisa de uma formação docente que debata as questões da diferença por questões de gênero, etnia, classe, entre outras, sendo a educação intercultural crítica um dos caminhos na construção curricular dos cursos de formação continuada.

Educação popular e incidência em políticas públicas

PID: S1809-38762017000100062 | Revista: Revista e-Curriculum (1809-3876) | Año: 2017
Autores: Pontual
RESUMO O objetivo deste artigo é contribuir com a reflexão sobre a temática da participação cidadã e de sua incidência em políticas públicas desde a perspectiva da educação popular. Tal temática tem sido objeto de reflexão a partir de diversas práticas de educação popular na América Latina, cujo objetivo tem sido a democratização das políticas públicas e de sua gestão. Estamos confrontados com distintas práticas e discursos sobre o tema, o que nos exige explicitar o sentido, os critérios e as metodologias que orientam as práticas de educação popular nesse terreno da vida social. A metodologia utilizada foi uma revisão da bibliografia sobre o tema e em especial uma sistematização do debate que ocorre hoje na América Latina. No âmbito do CEAAL - Conselho de Educação Popular da América Latina, tal temática é assumida como um dos eixos estratégicos de intervenção da educação popular nesse momento de tantas transformações pelas quais passam a América Latina e o mundo. Perguntas como: a que tipo de participação cidadã estamos nos referindo e qual é a direção e qualidade das práticas de incidência em políticas públicas a que nos dedicamos são algumas das preocupações que orientam nosso debate no âmbito do CEAAL sobre o papel da educação popular nesse campo.

Educação superior no Brasil: desafios e expectativas dos professores iniciantes

PID: S1809-38762017000300615 | Revista: Revista e-Curriculum (1809-3876) | Año: 2017
Autores: Linhares Pimenta Gonçallo
RESUMO O Brasil enfrenta problemas históricos e complexos como a desigualdade econômica e social, a criminalidade e a corrupção, entre outros. É consenso que para solução desses problemas a qualidade da educação, em todos os graus de ensino, precisa ser atingida. Uma análise do panorama atual da educação superior brasileira mostra que ainda estamos distantes de consolidar o acesso aos cursos e a necessária qualidade da produção de conhecimento e da formação profissional. As Instituições de educação superior lidam com desafios como o alto índice de evasão e um processo de ensino-aprendizagem cristalizado em práticas que se reproduzem desconsiderando os avanços tecnológicos. A formação de professores para a educação superior pode ser um fator estratégico para construir a educação com qualidade. Tendo esse pressuposto, foi realizada uma pesquisa com abordagem qualitativa, cujo objetivo era conhecer os desafios e as expectativas de professores iniciantes da educação superior em duas instituições, uma pública e uma comunitária. Fizeram parte da metodologia: a revisão bibliográfica, a análise documental, a pesquisa telematizada (MORESI, 2003) e o estudo de campo com entrevistas respondidas por professores com até três anos de docência. A análise de conteúdo (FRANCO, 2008) das respostas indicou que a maioria dos entrevistados escolheu a profissão motivada pelo prazer e pelo exemplo; que suas expectativas têm como foco a realização profissional e que os docentes percebem a necessidade de melhorar sua formação pedagógica. Nas considerações finais, são trazidos elementos para respaldar propostas de programas para o desenvolvimento profissional do docente da educação superior.

Elementos de inclusividade e cultura escolar: outras perspectivas para a análise de uma prática curricular inclusiva

PID: S1809-38762017000200345 | Revista: Revista e-Curriculum (1809-3876) | Año: 2017
Autores: Mesquita Rocha
RESUMO No contexto da educação inclusiva e da definição de parâmetros para definir uma prática que se caracterize como tal, este texto objetiva problematizar esses engessamentos a partir de outros elementos que nos possibilitem avançar nesse campo tão tenso e contraditório. Nesse sentido, as práticas curriculares inclusivas ganham uma dimensão substantiva, passando a ser denominadas práticas curriculares com elementos de inclusividade. Tais elementos, analisados à luz da categoria cultura escolar, trazem apontamentos que possibilitam reflexões acerca da inclusão enquanto elemento constituinte da escola sendo produzida gradualmente, rompendo com a ideia de que a inclusão é um modelo exemplar exterior à escola, e que por esta deve ser alcançada. As análises trazidas são resultantes de pesquisa bibliográfica e de pesquisa de campo em uma escola pública estadual localizada em Belém/PA. Os resultados apontam que a prática curricular efetivamente inclusiva é aquela que possibilita ao aluno em situação de deficiência participar, produzir e se apropriar da cultura própria da escola.

Ensinar em prol da democracia

PID: S1809-38762017000400008 | Revista: Revista e-Curriculum (1809-3876) | Año: 2017
Autores: Beane
RESUMO: Salas de aula democráticas valorizam coisas como a voz do aluno, um currículo integrador, disciplinas centradas na resolução de problemas, atividades colaborativas, recursos multiculturais e avaliações reflexivas. Nem sempre é fácil começar e a autonomia do professor é frequentemente limitada, mas existem muitas maneiras de dar vida à democracia na sala de aula, desde que estejamos determinados a fazer isto. Este artigo explora algumas dessas possibilidades.

Estratégias de ensino pela ótica dos estudantes: reflexões sobre a aprendizagem

PID: S1809-38762017000300664 | Revista: Revista e-Curriculum (1809-3876) | Año: 2017
Autores: Fonseca Magina
RESUMO O presente estudo tem por objetivo investigar as práticas pedagógicas do professor universitário pela ótica dos estudantes. Para tanto, desenvolvemos um estudo com a participação de 103 estudantes advindos de três cursos pertencentes a duas áreas distintas: exatas (licenciatura em Matemática - 25 estudantes - e Engenharia da Produção - 36 estudantes) e social (Administração - 42 estudantes). A metodologia utilizada apoiou-se nos paradigmas da pesquisa descritiva que envolveu a aplicação coletiva (com os estudantes respondendo individualmente) de um questionário e uma entrevista com características de semidirigida. Esta foi aplicada a aproximadamente 14% dos participantes, entre uma semana e 15 dias após o questionário. Os resultados da pesquisa indicam que o estudante, independente da área em que seu curso se insere e mesmo que de maneira intuitiva, consegue ter clareza entre as boas e as más práticas pedagógicas, elencando-as e avaliando-as com clareza e discernimento. O estudo concluiu que o professor universitário, independente do seu nível de titulação, carece de uma formação que contemple disciplinas didáticas para realizar a contento seu papel de formador.

Fios que se unem nas tramas do curriculo e da formação

PID: S1809-38762017000300764 | Revista: Revista e-Curriculum (1809-3876) | Año: 2017
Autores: Guedes Araujo
RESUMO Este estudo objetiva compreender como a relação entre o currículo instituído e a formação propriamente dita acontece e se manifesta nos contextos de estágios supervisionados, considerando que o curso de Pedagogia tem como eixo principal a formação de professores para a educação infantil e os primeiros anos do ensino fundamental. Partimos do pressuposto de que discutir o currículo conduz necessariamente a uma reflexão sobre: Como o professor é formado? Com base nessa formação, como ele operacionaliza a sua prática? O campo empírico se constituiu de 25 (vinte e cinco) alunos do último período do Curso de Pedagogia da Universidade Federal do Piauí, e desse total sorteamos aleatoriamente 10 (dez) alunos para compor a nossa amostra. Na perspectiva metodológica, o estudo se caracteriza como uma pesquisa qualitativa cujo dispositivo de mediação se constitui de um questionário composto de questões abertas no qual os alunos puderam expressar suas angústias e tensões originadas desse momento de conclusão da formação inicial. Os resultados apontam que as reflexões trazidas pelos alunos nos conduziram à apreensão de que a relação instituinte/instituído do currículo provoca conflitos e tensões que podem acarretar processos de institucionalização dinâmicos e únicos considerando ser nessa perspectiva que se opera a relação entre currículo e formação.

Formação continuada de professores em tecnologia: a "ousadia" na dialogicidade entre a universidade e a escola

PID: S1809-38762017000100221 | Revista: Revista e-Curriculum (1809-3876) | Año: 2017
Autores: Brito Knoll Simonian
RESUMO Neste artigo, apresentamos os resultados de uma experiência do Grupo de Estudo e Pesquisa Professor, Escola e Tecnologias Educacionais (Geppete) ao planejar, desenvolver e avaliar a formação "Tecnologias e Educação na Cibercultura", sendo este integrante do projeto de formação continuada de professores -EduPesquisa. Esse curso ocorreu por meio da parceria entre a Secretaria Municipal de Educação de Curitiba,a Universidade Federal do Paraná e a Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação durante os anos de 2013 a 2015. Foram referências dessa produção quanto à metodologia autores como Saldaña (2013) e Bardin (2009) e na análise qualitativa dos dados o software ATLAS.ti. No que se refere à fundamentação teórica,foram referência os autores Marcelo (1999) e Freire (1968; 1987;1998). A questão norteadora centrou-se em analisar os resultados da formação continuada baseada na pesquisa por meio da parceria entre universidade e escola a partir de depoimentos de professores(as).As categorias explicativas reveladas no processo foram: as emoções dos(as) professores(as) frente à oportunidade de estudar e pesquisar em serviço,as mudanças conceituais e de visão sobre a pesquisa, bem a escrita(em forma de artigo) dos ensaios de estudo, pesquisa e reflexão, comunicando-os aos pares e à comunidade acadêmica. Em síntese, podemos afirmar que a experiência vivida pelos professores reaproximou-os da universidade e da "vida teórico-acadêmica", articulando a realidade pessoal e profissional do(a) professor(a) da educação básica às demandas da academia.

Formação de educadores(as) na perspectiva da educação popular freireana em uma escola do campo

PID: S1809-38762017000401100 | Revista: Revista e-Curriculum (1809-3876) | Año: 2017
Autores: Amaral Giovedi Pereira
RESUMO: Este artigo consiste em um relato e análise do processo e dos resultados do trabalho de formação permanente, fundamentado na perspectiva da educação popular freireana, de educadores(as) das séries finais do Ensino Fundamental de uma escola do campo situada na zona rural do município de Vila Velha/ES, mais precisamente na comunidade do Xuri. O processo de formação é coordenado pelo autor e pelas autoras deste artigo. A metodologia que orienta a nossa prática é a perspectiva colaborativo-crítica. O processo de formação realizado até aqui ocorreu em dois momentos: no primeiro, buscou levantar e analisar coletiva e criticamente as principais situações-limite pedagógicas vivenciadas pelos(as) educadores(as) da escola; no segundo, buscou incentivar, construir e efetivar com os(as) professores(as) práticas de investigação de temas geradores e de elaboração de planos de trabalho pedagógico baseados em tais temas. Os dados aqui sistematizados referem-se ao segundo momento. Apresentamos uma breve exposição e análise dos caminhos trilhados no processo de formação, destacando alguns exemplos de construções que os(as) educadores(as) realizaram na busca por reorientar suas práticas pedagógicas a partir da perspectiva da educação popular freireana.

Internacionalização dos currículos na educação básica: concepções e contextos

PID: S1809-38762017000400991 | Revista: Revista e-Curriculum (1809-3876) | Año: 2017
Autores: Thiesen
RESUMO Este trabalho resulta de pesquisa em desenvolvimento, que tem por objetivo analisar implicações dos movimentos de internacionalização curricular no/do Ensino Superior sobre as atuais políticas e reconfigurações curriculares na Educação Básica, particularmente, nos cenários de Brasil e Portugal. No texto, como recorte, apresento e exploro, com base em pesquisas já realizadas, um conjunto de aspectos conceituais e outros elementos de contextualização do movimento de internacionalização da educação, com o propósito de destacar a presença da Educação Básica no debate dessa problemática, que, como se sabe, tem a Educação Superior como lócus principal. Opero com procedimentos metodológicos comumente utilizados em investigações do tipo descritivo-exploratórias, com base em textos de periódicos indexados, teses e dissertações, além de trabalhos apresentados em anais de eventos científicos. No artigo, identifico, inicialmente, alguns sentidos conceituais atribuídos por pesquisadores para internacionalização da educação e do currículo e sobre esta base formulo provisoriamente um conceito para internacionalização do currículo na Educação Básica. Numa segunda seção, situo contextos nos quais se insere a problemática da internacionalização do currículo e pontuo aspectos da participação ou do envolvimento desse nível da Educação no movimento.

Internacionalização dos currículos na educação básica: concepções e contextos

PID: S1809-38762017000400006 | Revista: Revista e-Curriculum (1809-3876) | Año: 2017
Autores: Thiesen
RESUMO Este trabalho resulta de pesquisa em desenvolvimento, que tem por objetivo analisar implicações dos movimentos de internacionalização curricular no/do Ensino Superior sobre as atuais políticas e reconfigurações curriculares na Educação Básica, particularmente, nos cenários de Brasil e Portugal. No texto, como recorte, apresento e exploro, com base em pesquisas já realizadas, um conjunto de aspectos conceituais e outros elementos de contextualização do movimento de internacionalização da educação, com o propósito de destacar a presença da Educação Básica no debate dessa problemática, que, como se sabe, tem a Educação Superior como lócus principal. Opero com procedimentos metodológicos comumente utilizados em investigações do tipo descritivo-exploratórias, com base em textos de periódicos indexados, teses e dissertações, além de trabalhos apresentados em anais de eventos científicos. No artigo, identifico, inicialmente, alguns sentidos conceituais atribuídos por pesquisadores para internacionalização da educação e do currículo e sobre esta base formulo provisoriamente um conceito para internacionalização do currículo na Educação Básica. Numa segunda seção, situo contextos nos quais se insere a problemática da internacionalização do currículo e pontuo aspectos da participação ou do envolvimento desse nível da Educação no movimento.

La escuela que transformó el currículo con tecnología. desafíos para sus docentes y la formación que necesitan

PID: S1809-38762017000100004 | Revista: Revista e-Curriculum (1809-3876) | Año: 2017
Autores: Paredes-Labra F-Cortina Andrés-Viloria
RESUMEN El objeto del estudio es conocer cómo organizan su currículo y formación de docentes las escuelas que incorporan tecnología de programas de "un ordenador por niño" para, de ese modo, aprender de su experiencia para organizar otro currículo y formación de docentes. El estudio estuvo compuesto por cinco casos de otras tantas escuelas. Se aplicaron diversas técnicas, siendo la principal la de entrevistas a diversos colectivos (profesores, directivos, padres). Las escuelas están localizadas en tres regiones de la zona central de España. Entre los resultados se observa que los docentes han aceptado cambiar diversos principios de articulación del mismo currículo, se han organizado en equipos muy comprometidos, han abierto procesos de diálogo con la comunidad y han ido resolviendo sus necesidades con formación a la medida. Se observa en estas escuelas que hay múltiples temas del currículo sin resolver para dialogar y sobre los que seguir formándose.

Literatura e estado: tal lugar, qual valor?

PID: S1809-38762017000200401 | Revista: Revista e-Curriculum (1809-3876) | Año: 2017
Autores: Costa Botelho
RESUMO Neste trabalho são discutidos os impactos gerados pelo neoliberalismo na educação brasileira. Como resultante do incentivo à competitividade, o processo de “Mcdonaldização da educação”, a “descentralização centralizante” e a “centralização descentralizada” são legados neoliberais, em conformidade com as considerações de Gentili (2016). Observa-se também a não valorização da literatura e de suas contribuições para a língua portuguesa, tendo em vista que os estudos literários não fazem parte do currículo como disciplina específica, razão pela qual, tanto em termos de Brasil, quanto em termos de Pernambuco, a disciplina é tratada minimamente como conteúdo que integra a disciplina de Língua Portuguesa. Para se observar como o neoliberalismo atinge o currículo, realiza-se também a análise do modo como a literatura é tratada, no ensino fundamental, tanto em nível nacional, com os Parâmetros Curriculares Nacionais - PCN (BRASIL, 1998), quanto em nível estadual, com três documentos principais: 1. “Parâmetros Curriculares de Língua Portuguesa para o Ensino Fundamental e Médio” - PCLP (PERNAMBUCO, 2012b); 2. “Parâmetros na Sala de Aula: Língua Portuguesa: Ensino Fundamental e Médio” - PSA (PERNAMBUCO, 2013); 3. “Currículo de Português para o Ensino Fundamental” - CPEF (PERNAMBUCO, 2012a).

O currículo escolar oficial como expressão objetiva da razão subjetiva

PID: S1809-38762017000100045 | Revista: Revista e-Curriculum (1809-3876) | Año: 2017
Autores: Oliveira Piassa
RESUMO O contexto do nascimento do campo do currículo escolar remete ao desenvolvimento do modelo industrial de sociedade nos Estados Unidos ao final do século XIX. Com base nos textos de Theodor W. Adorno e Max Horkheimer, este artigo pretende discutir a ideia de que o currículo escolar, oriundo desse contexto histórico, materializa na escola a razão subjetiva em detrimento da razão objetiva. O texto foi organizado em dois segmentos. No primeiro, denominado "Na esfera dos conceitos", exploramos a ideia de razão objetiva e razão subjetiva, bem como a passagem de uma para outra no desenvolvimento histórico. Na segunda parte, exploramos como essas razões se materializam no currículo escolar, explorando apenas os elementos objetivos e conteúdos. Mesmo num caráter sintético, como supõe um artigo, o estudo vislumbra que o currículo escolar para as massas nasceu como um projeto social para alavancar o desenvolvimento econômico industrial e trouxe consigo as profundas marcas da razão subjetiva.

O direito de aprender no cotidiano da escola pública

PID: S1809-38762017000401081 | Revista: Revista e-Curriculum (1809-3876) | Año: 2017
Autores: Aguiar
RESUMO: A pesquisa objetivou investigar os pressupostos que presidem a estrutura curricular numa concepção crítico-emancipatória e analisar uma proposta político-pedagógica para o ensino fundamental que considera a diversidade cultural, a desigualdade social existente e o direito de todas as crianças à aprendizagem na escola pública. Trata-se de uma mudança na lógica da escola, um processo sócio-histórico-cultural vislumbrando a construção de uma escola pública, popular, democrática, com qualidade social. A função social da escola objetiva a aquisição de conhecimentos e valores, a formação humana e a formação cidadã, o direito à voz, à participação, à reinvenção do mundo e tem como horizonte a construção de uma escola mais justa e solidária. Por fim, a educação popular e a estrutura curricular crítico-emancipatória condicionam uma mudança radical na estrutura organizacional no cotidiano da escola e na proposta de gestão da política pública em um sistema de ensino.

O inédito-viável na democratização da escola em tempos de privação de direitos

PID: S1809-38762017000401152 | Revista: Revista e-Curriculum (1809-3876) | Año: 2017
Autores: Leite Abreu
RESUMO Construir uma escola pública, democrática e de qualidade tem sido o objetivo e a luta de muitos educadores. Ao longo da história houve muitas conquistas. Mas, o corporativismo, o desenvolvimentismo e o capitalismo exacerbado têm dificultado esse processo. No cenário atual, em nossa nação, vivemos um momento de perdas de direitos, retrocessos e opressão. O que fazer? Queixar-se e cruzar os braços? Precisamos continuar na luta. O objetivo do texto é discutir possibilidades de trabalhar com a democratização de propostas e práticas de currículo utilizando em sua argumentação o conceito inédito-viável (FREIRE, 2005) e o conceito de policy enactment - atuação política (BALL et al., 2012). A análise dos dados indica que o projeto de leitura da escola contribuiu para que as professoras percebessem que a situações-limites (metas e pressões) impostas pela Secretaria de Educação não poderiam paralisá-las e engessar o seu trabalho. Assim, elas mantiveram a metodologia de alfabetização de que já tinham se apropriado e estava funcionando e continuaram fortalecendo as relações pessoais por meio do diálogo. As docentes tinham encontros sistemáticos para discutir o trabalho. Concluímos que, vislumbrando o inédito-viável, a escola buscou equilibrar o seu projeto pedagógico com as metas e pressões impostas pela Secretaria.

Os (des)arranjos curriculares na formação inicial portuguesa de educadores de infância e de professores dos 1º e 2º Ciclos do Ensino Básico

PID: S1809-38762017000200253 | Revista: Revista e-Curriculum (1809-3876) | Año: 2017
Autores: Ferreira
RESUMO A formação inicial de professores constitui o primeiro período formal de aquisição de conhecimentos diversos e de competências profissionais necessárias à resposta adequada aos desafios colocados ao exercício da profissão. Em Portugal, foi recentemente publicado um novo regime jurídico de habilitação para a docência que indica novas orientações para a formação inicial de educadores de infância e de professores dos 1º e 2º ciclos do ensino básico. Daí que o presente texto vise refletir e problematizar as diretrizes estipuladas para a formação inicial desses profissionais. Essas novas diretrizes enfatizam o domínio dos conhecimentos científicos que os educadores de infância e os professores dos 1º e 2º ciclos vão ensinar e a sua transmissão em sala de aula. Na sequência da adequação dos cursos de formação inicial de professores ao processo de Bolonha, essas novas orientações implicaram a alteração no modelo de formação adotado e mudanças nos planos curriculares dos cursos que formam esses profissionais de ensino.

Os impactos dos feminismos e dos estudos de gênero no currículo educacional

PID: S1809-38762017000200550 | Revista: Revista e-Curriculum (1809-3876) | Año: 2017
Autores: França Felipe
RESUMO A professora Margareth Rago, pós-doutora e livre docente da Universidade Estadual de Campinas, é professora titular do Departamento de História desde 1985. Foi professora visitante da Universidade de Colúmbia em Nova York, entre 2010 e 2011, e do Connecticut College nos Estados Unidos, entre 1995 e 1996. Ministrou aulas na Universidade de Paris 7 em 2003. Fez parte do Coletivo responsável pela publicação da revista "Libertárias", entre 1998 e 2000 e é uma das coordenadoras da revista digital feminista internacional LABRYS. A professora tem estudos e pesquisas sobre feminismo, subjetividade, gênero, Foucault e anarquismo, dentre outras temáticas. Atualmente é assessora científica da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, da CAPES e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e participa do Centro de Cultura Social de São Paulo. Nessa entrevista, a professora dialoga sobre polêmicas atuais no campo das Teorias Feministas e dos Estudos de Gênero e seus impactos nos currículos educacionais.

Os sentidos referentes à classe social e relações de poder presentes no contexto das teorias curriculistas tradicionais e críticas

PID: S1809-38762017000200325 | Revista: Revista e-Curriculum (1809-3876) | Año: 2017
Autores: Santos Lopes Costa
RESUMO O presente trabalho consiste em uma pesquisa bibliográfica desenvolvida com o objetivo de identificar e analisar, por meio das teorias do currículo, os sentidos que este apresenta no que tange à classe social e relações de poder na escola. As categorias currículo, classe social e relações de poder tornaram-se os eixos norteadores de nossas análises, que têm como principais referenciais os seguintes teóricos: Apple (1989, 2003), Sacristán (1999, 2000), McNeil (2001), Marx e Engels (2006) e Silva (2010). Com base nessas produções, procuramos evidenciar como se constituem as relações de classe social e de poder nas concepções curriculares tradicionais e críticas. O estudo aponta a necessidade de reconhecermos o currículo como um território de lutas, conflitos e contradições, que podem confirmar e legitimar, ou não, um conhecimento favorecedor da emancipação dos sujeitos envolvidos nos processos escolares. A pesquisa mostrou que a concepção crítica de currículo favorece a emancipação, por legitimar a atitude da contestação nos destinatários dos saberes presentes na cultura escolar.

Os usos das tecnologias digitais na escola: discussões em torno da fluência digital e segurança docente

PID: S1809-38762017000200504 | Revista: Revista e-Curriculum (1809-3876) | Año: 2017
Autores: Souza-Neto Lunardi-Mendes
RESUMO Este artigo é uma síntese das discussões feitas no Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) na linha de pesquisa “Educação, comunicação e tecnologias” e produzida a partir de demandas das ações e projetos do Observatório de Práticas Escolares (OPE) da UDESC com financiamento da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). A pesquisa teve como objeto os usos das tecnologias digitais de informação e comunicação (TDIC) feitos pelos professores numa escola pública da rede municipal de educação de Florianópolis, mapeando quais desses usos são efetivados com mais ou menos frequência nas práticas escolares à luz da fluência digital a fim de contribuir com discussões no tocante à apropriação tecnológica do professor. Como objetivo, pretendemos apresentar algumas reflexões em torno da fluência digital do professor para usar essas TDIC na escola. Trata-se de um estudo de caso de natureza qualitativa com abordagem etnográfica inspirada na Cartografia de Rolnik (2007). Como instrumentos, fizemos uso de questionários, observações e entrevistas com professores do Ensino Fundamental II. Dos resultados, a insegurança docente emerge como uma das barreiras ao uso das TDIC na escola. Por fim, defendemos que a fluência digital opera no professor como um elemento pedagógico de sua formação e que pode permitir usar as TDIC, superando o sentimento de insegurança que ronda os professores.
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