☰ Menu
Educ@

Búsqueda por Índice

Filtro por título, resumen, autor, revista y año

Total: 1596 | Página 26 de 80
0 resultados seleccionados

O significado do feedback: um olhar de estudantes de medicina

PID: S1981-52712021000300228 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2021
Autores: Pricinote Pereira Costa Fernandes
Resumo: Introdução: O processo ensino-aprendizagem em saúde envolve um binômio: por um lado, o ensino (o docente e a instituição) e, por outro, o aluno e sua capacidade de interagir adequadamente nesse contexto. Assim como o ensinar demanda competências específicas, o aprender também exige dos alunos a capacidade de dominar as habilidades necessárias à aprendizagem. O feedback também deve ser entendido nesse sentido. Apesar de o feedback ser um tema frequente na literatura, poucas pesquisas abordam o seu significado e impacto na perspectiva dos discentes. Além disso, existe uma lacuna entre a literatura e a prática sobre o seu poder real no processo de ensino-aprendizagem. Objetivo: Este estudo objetivou avaliar a compreensão de feedback por alunos de cursos de Medicina. Método: Trata-se de uma pesquisa qualitativa com enfoque descritivo e exploratório, na modalidade de estudo de caso, com a utilização da técnica de grupo focal na coleta de dados e análise de conteúdo temática. Os participantes foram discentes do quarto ano ou oitavo período de três faculdades de Medicina localizadas no estado de Goiás. Resultado: As seguintes categorias emergiram: compreensão de feedback, frequência do feedback recebido, impacto dele no processo de ensino-aprendizagem e percepção sobre o feedback recebido. Os alunos compreenderam parcialmente o conceito de feedback, mas não reconheceram o feedback interno. Foi relatada uma baixa frequência de feedback e de sua relação com o professor, a disciplina e o tempo no curso relacionado ao tipo de currículo. Mesmo assim, os estudantes reconheceram os pontos impactantes do feedback no processo de ensino-aprendizagem, estando receptivos ao feedback efetivo. Conclusão: Embora conhecessem apenas parcialmente o significado de feedback e o vivenciassem de forma irregular, os estudantes de Medicina reconheceram o impacto dessa ferramenta no processo ensino-aprendizagem. Num contexto de alunos capacitados em conhecer sobre seu próprio conhecimento, verdadeiramente os emponderando no processo de ensino-aprendizagem, eles desenvolverão uma prática reflexiva constante de gerar o feedback interno, possibilitando que o impacto real do feedback no processo de ensino-aprendizado possa ser observado na prática conforme descrito na literatura.

O uso de metodologias ativas de ensino-aprendizagem em pediatria: uma revisão narrativa

PID: S1981-52712021000200301 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2021
Autores: Faria Amaral
Resumo: Introdução: O modelo tradicional de ensino médico possui uma ideia biocêntrica dos problemas de saúde, hipervalorizando os aspectos biológicos do paciente, sem considerar os demais aspectos envolvidos no processo saúde-doença. Esse método é centrado no professor, e o aluno atua como receptor passivo do conhecimento. Em contrapartida, nas metodologias ativas, o estudante possui papel ativo no processo de ensino-aprendizagem, construindo um conhecimento crítico e reflexivo. Objetivo: Este estudo teve como objetivos analisar a importância das metodologias ativas no ensino de Pediatria I do curso de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e propor adaptações que permitam a aplicação dessas metodologias no período de ensino remoto emergencial (ERE). Método: Trata-se de uma revisão narrativa, com dados obtidos de forma independente pelos autores, por meio de busca abrangente e não sistemática no PubMed e na SciELO. Primeiro, realizaram-se a busca e a análise de dados das principais metodologias ativas, e, posteriormente, os achados foram aplicados à disciplina de Pediatria I do curso de Medicina da UFMG, incluindo suas adaptações para a implementação no ERE. Resultados: Analisaram-se a problematização, a aprendizagem baseada em problemas e o fishbowl como recursos didáticos das metodologias ativas. Esses métodos reforçam a curiosidade, a autonomia, a motivação e as capacidades crítica e reflexiva do aluno. Ademais, promovem integração entre teoria e prática, incentivo do trabalho em equipe e estímulo para o estudante se conscientizar sobre os problemas sociais existentes. Conclusão: Assim, o uso das metodologias ativas no ensino em Pediatria I possibilita alcançar os objetivos da disciplina, tanto no modo presencial quanto no ERE, e atingir as expectativas das diretrizes brasileiras sobre a formação médica.

O uso de tecnologias de informação e comunicação por estudantes de medicina

PID: S1981-52712021000500209 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2021
Autores: Pereira Santos Caldas
Resumo: Introdução: O tema central deste estudo é a avaliação do uso de tecnologias de informação e comunicação (TIC) pelos discentes do curso de Medicina, uma vez que, nos dias atuais, tal relação tornou-se indissociável da formação e da prática médica. Objetivo: Este estudo teve como objetivo caracterizar o perfil de utilização de TIC entre os acadêmicos, de modo a identificar quais são as mais adotadas, os possíveis estímulos e as principais barreiras ao seu uso. Método: Foi realizado um estudo observacional e transversal por meio da aplicação de um formulário eletrônico, do qual participaram discentes do primeiro ao 12º período da graduação. Resultado: Entre os 216 participantes, notou-se uma predominância do sexo feminino (60,6%), na faixa etária entre 20 e 24 anos (65,3%) e com renda familiar inferior a três salários mínimos (36,1%). O principal dispositivo utilizado pelos participantes foi o smartphone (68,1%). Quanto às TIC, os estudantes apontaram preferência por aplicativos de mensagens de texto (99,5%) e navegadores de internet (96,8%), enquanto aplicativos de medicamentos (48,1%) e calculadoras especializadas (31%) foram significativamente menos utilizados. De acordo com participantes do estudo, a possibilidade de comunicação a distância é o principal benefício das TIC. Com relação aos possíveis problemas, predominou o quesito segurança. Conclusão: O uso das tecnologias pelos acadêmicos é bastante frequente e variado, porém há a necessidade de treinamento deliberado de docentes e discentes para maior aproveitamento das tecnologias disponíveis.

OSCE 3D: uma ferramenta virtual de avaliação de habilidades clínicas para tempos de pandemia de coronavírus

PID: S1981-52712021000200220 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2021
Autores: Faria Perdigão Marçal Kubrusly Peixoto Peixoto Junior
Resumo: Introdução: Em tempos de pandemia em que a “estratégia de bloqueio” tem sido adotada, é imprescindível a utilização de inovações utilizando recursos tecnológicos como a criação de instrumentos que possam substituir os métodos tradicionais de ensino-aprendizagem na formação dos profissionais de saúde. Objetivo: o objetivo deste estudo foi desenvolver e avaliar a usabilidade de um sistema computacional de simulação interativa realista utilizando tecnologia de imagem tridimensional e realidade virtual com ferramentas computacionais de acesso livre disponíveis na web. Métodos: o desenvolvimento de um protótipo (OSCE 3D) baseou-se nas etapas utilizadas para a construção de um software de simulação de um “Serious Game”. Foi utilizada a versão de acesso livre da plataforma Unity Editor 3D (Unity Technologies, versão 2018) para o desenvolvimento de jogos educacionais, software GNU Image Manipulation Program (GIMP, versão 2.10.12), Blender (versão 2.79) e MakeHuman (versão 1.1 .1) para criar texturas e modelos de construção de ambientes 3D. Uma fase experimental para avaliação da usabilidade foi realizada por meio de um questionário baseado na Escala de Usabilidade de Sistema. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da instituição e todos os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Resultados: um total de 39 alunos de graduação do 6º semestre de uma universidade privada do Nordeste do Brasil participaram voluntariamente da avaliação do OSCE 3D. A avaliação de usabilidade resultou em pontuação média de 75,4 com margem de erro de 3,2, sendo esta considerada uma boa usabilidade de acordo com a literatura. Conclusões: este trabalho permitiu o desenvolvimento de um protótipo de baixo custo, utilizando um sistema de simulação realista tridimensional para avaliação de habilidades clínicas. Este produto, ainda em fase de protótipo, apresentou boa usabilidade.

Os efeitos do mindfulness na percepção dos estudantes de medicina de uma universidade brasileira

PID: S1981-52712021000200201 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2021
Autores: Silveira Fabrizzi Hamilko Stefanello Santos
Resumo: Introdução: Sob a perspectiva do cuidado em saúde do estudante, o bem-estar mental desempenha forte influência na qualidade de vida e, consequentemente, na performance acadêmica e profissional. Programas baseados na atenção plena focam o desenvolvimento de habilidades de gerenciamento de estresse, sendo estratégias eficazes para melhorar o manejo da saúde mental. Ademais, esses programas se mostram reproduzíveis e com a característica de serem realizados em grupo. Objetivo: Este estudo teve como objetivo analisar a percepção sobre um programa de prática meditativa oferecido a estudantes de Medicina com o enfoque nas estratégias apreendidas a partir dessa experiência. Método: Este estudo foi realizado na Universidade Federal do Paraná, por meio da aplicação de um protocolo preexistente de mindfulness adaptado para a realidade dos estudantes de graduação. Trata-se de um estudo de metodologia qualitativa que avaliou os impactos trazidos pela meditação e as implicações efetivas na vida dos participantes do programa. Resultados: Significativas mudanças foram relatadas pelos participantes, como um autocuidado maior, melhora na organização pessoal e maior compreensão de suas emoções. Apontaram a estratégia como ponto de apoio importante para enfrentamento das dificuldades diárias que encontravam no curso. Tais aspectos perduraram nos discursos dos participantes mesmo após seis meses da intervenção. Apesar dessa melhora, os alunos não incorporaram a meditação em si como um hábito diário. Conclusões: Na perspectiva de uma abordagem em grupo, além dos efeitos positivos, a prática se mostrou barata e de fácil reprodução. Por se tratar de uma prática com diversos protocolos estabelecidos e bem estudados, poderia se tornar uma inestimável ferramenta de apoio à saúde mental dos estudantes.

PalliComp: um instrumento para avaliar a aquisição de competências em cuidados paliativos

PID: S1981-52712021000300204 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2021
Autores: Guirro Perini Siqueira
Resumo: Introdução: Os cuidados paliativos fazem parte da atividade profissional do médico generalista e devem ser ensinados durante a graduação. A European Association for Palliative Care descreveu as dez competências centrais em cuidados paliativos, e é necessário avaliar a aquisição delas durante a graduação dos profissionais de saúde. Não existiam instrumentos para avaliar a aquisição das competências. Objetivo: Este estudo teve como objetivos desenvolver e validar um instrumento denominado PalliComp para avaliar a aquisição de competências em cuidados paliativos entre estudantes de Medicina. Método: Trata-se de estudo transversal de validação de instrumento de pesquisa, em que os autores desenvolveram 30 afirmativas baseadas nas competências e as submeteram à avaliação de médicos especialistas e docentes brasileiros por meio de etapas da metodologia Delphi, com critérios previamente estabelecidos (qualidade da redação, adequação do conteúdo à competência e qualidade geral do item). Os especialistas atribuíram notas e puderam apontar correções para cada item. A aprovação ocorreria quando as notas médias ultrapassassem 70%. Após a aprovação, aplicou-se o instrumento em uma amostra de estudantes de Medicina matriculados no oitavo semestre. Com vistas à validação, os dados foram avaliados por meio dos testes esfericidade de Bartlett, Kaiser-Meyer-Olkin (KMO) e coeficiente de alfa de Cronbach. Resultado: Dos 33 médicos especialistas e docentes localizados no país, 24 aceitaram participar da avaliação do conteúdo. A aprovação ocorreu na quarta rodada da metodologia Delphi. Das 30 afirmativas inicialmente desenvolvidas, restaram 24 na versão final do instrumento. Dos 80 estudantes matriculados, 71 responderam ao PalliComp. O estudo estatístico mostrou que se tratava de uma matriz de identidade com correlação adequada (teste de Bartlett p < 0,001), padrões de correlação relativamente compactos e pouco dispersos (KMO = 0,63), e consistência interna (coeficiente alfa de Cronbach = 0,73). Conclusão: Foi possível desenvolver e validar o instrumento PalliComp para avaliar a aquisição de competências em cuidados paliativos entre os estudantes de Medicina.

Pandemia: vivências de médicos da atenção primária à saúde e de mestrandos em Saúde da Família

PID: S1981-52712021000200213 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2021
Autores: Correia Taveira Silva Machado Azevedo Souza
Resumo: Introdução: A Covid-19 trouxe uma série de desafios para o Sistema Único de Saúde. Na atenção primária à saúde (APS), tais desafios se somam aos já existentes. Objetivo: Este estudo teve como objetivo analisar a vivência de enfrentamento da pandemia de Covid-19 entre médicos do Programa Mais Médicos Brasil, mestrandos em Saúde da Família e atuantes na APS. Método: Trata-se de estudo qualitativo envolvendo oito médicos da APS de Alagoas que cursam o Mestrado Profissional em Saúde da Família (PROFSAÚDE). Foram elaboradas cinco questões, cujas respostas foram analisadas com base na teoria de Análise de Conteúdo. Resultado: Observaram-se três categorias e quatro subcategorias: categoria 1 - “Processo de estudo e de trabalho” (subcategoria 1.1 - “Características do PROFSAÚDE” - e subcategoria 1.2 - “Estratégias pessoais desenvolvidas”), categoria 2 - “Desafios no gerenciamento da vida” (subcategoria 2.1 - “Mudanças no cotidiano” - e subcategoria 2.2 - “Impacto nas emoções”) e categoria 3 - “Crescimento pessoal e profissional”. Conclusão: Em tempos de pandemia, os profissionais médicos vivenciam situações complexas e dinâmicas em razão de um duplo e acumulativo processo - o trabalho na APS e a condição de mestrando. Apesar de todas as dificuldades enfrentadas, o mestrado possibilitou o aprimoramento das habilidades em lidar com situações críticas.

Pelo buraco da fechadura - estudo etnográfico de um grupo de mentoria na escola médica

PID: S1981-52712021000400204 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2021
Autores: Spina Bellodi
Resumo: Introdução: Programas de mentoria vêm sendo reconhecidos por seus benefícios e estão sendo implementados em muitas escolas médicas. No entanto, poucos estudos têm enfocado a compreensão da relação de mentoria em si. Como a relação de mentoria se desenvolve, em tempo real, no cotidiano de uma escola médica? Objetivo: Neste estudo, buscamos observar as interações entre uma mentora e seu grupo de alunos de diferentes anos em seu ambiente natural. Método: Utilizando uma metodologia qualitativa etnográfica, um grupo de mentoria foi acompanhado por meio de observação participante durante um ano. Ao final do período de observação, realizou-se um grupo focal para validar as notas de campo. A análise temática de conteúdo orientou nossa organização e interpretação dos dados. Resultado: Não é simples para um grupo de mentoria, composto por alunos de diferentes anos de graduação, reunir-se regularmente e com tempo suficiente para a atividade. Nesse contexto, o mentor é sempre desafiado a estabelecer conexões entre diferentes temas e experiências para dar sentido à experiência do grupo como um todo. Por sua vez, a diversidade do grupo permite discussões estimulantes e ricas sobre o curso, a vida pessoal dos participantes e o futuro profissional. Os alunos veteranos têm um papel fundamental na dinâmica do grupo ao compartilharem suas vivências e motivarem os alunos iniciantes a seguir em frente. Conclusão: Manter um grupo de mentoria em uma escola médica é uma tarefa complexa e desafiadora. Mentores precisam ser motivados, ter certas características pessoais e receber apoio para essa função. Grupos heterogêneos com alunos de diferentes anos potencializam o desenvolvimento e o suporte entre os integrantes, aliviando as angústias da formação médica. No entanto, a estrutura e a dinâmica do curso de Medicina dificultam muitas vezes o envolvimento dos alunos, impedindo o acesso deles aos efeitos positivos da mentoria.

Percepção de pacientes sobre a comunicação de médicos clínicos e cirurgiões em hospital universitário

PID: S1981-52712021000200207 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2021
Autores: Perez Oliveira Ortiz Peña Job Gianini
Resumo: Introdução: A maneira de transmitir informações é essencial na relação médico-paciente, pois a boa comunicação reduz queixas por práticas inadequadas e preocupações dos pacientes, e melhora a adesão aos tratamentos e a recuperação da saúde. Porém, não são raras as insatisfações dos pacientes sobre esse assunto. Objetivo: O objetivo deste trabalho foi avaliar a percepção dos pacientes internados em um complexo hospitalar sobre a comunicação de médicos clínicos e cirurgiões durante o período de internação. Método: Trata-se de estudo transversal, descritivo e analítico, do tipo inquérito, com aplicação de um questionário com perguntas sobre a comunicação geral do médico. O instrumento foi construído pelos pesquisadores e respondido por 120 pacientes adultos. A amostra foi definida por conveniência, estratificada por clínica médica e cirúrgica. Realizaram-se análises de frequência e estatística dos resultados encontrados. Resultados: Dos 120 pacientes, 53,33% (n = 64) foram internados na clínica cirúrgica e 46,67% (n = 56) na clínica médica. Desse total, 57,5% (n = 69) tinham escolaridade que variava de ensino médio a superior. Os pacientes relataram respostas mais negativas do que positivas em questões referentes a: informações sobre os efeitos colaterais dos medicamentos (66%), orientações de procedimentos pós-cirúrgicos (68,75%) e informações sobre promoção e prevenção da saúde no ambiente hospitalar (63,33%). A clínica cirúrgica teve proporções de respostas positivas significativamente menores para: “O médico disse o nome dele” (p < 0,01; OR bruta 0,33; IC95% 0,15-0,76); “O paciente foi informado sobre como será seu tratamento” (p = 0,02; OR bruta 0,38; IC95% 0,17-0,87); e “O paciente foi informado sobre a necessidade de realizar exames” (p = 0,02; OR bruta 0,40; IC95% 0,18-0,90), que se mantiveram significativas após o ajuste por determinados fatores intervenientes. Não se observaram diferenças significativas para as demais questões. Na análise da questão “Que nota você daria para a comunicação geral do médico? ”, verificou-se valor significativamente maior (p = 0,007) para a clínica médica (média 4,46 ± 0,76) quando comparada à clínica cirúrgica (média 4 ± 1,19). Conclusão: A comunicação médico-paciente apresentou déficits significativos. Por isso, é necessário que as escolas médicas ofereçam para os discentes o desenvolvimento dessa competência. Além disso, para uma generalização adequada dos resultados encontrados, novos estudos precisam ser realizados em níveis diferentes do cuidado médico.

Percepção e desempenho de estudantes em relação ao uso das ferramentas on-line Socrative e Kahoot! na disciplina de Urologia

PID: S1981-52712021000500226 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2021
Autores: Oliveira Meyer Neumaier Ströher Silva Loesch
Resumo: Introdução: As metodologias ativas são ferramentas que visam ao engajamento dos estudantes no processo de aprendizado. Por meio delas, o aluno é confrontado com situações-problema e, para resolvê-las, necessita participar ativamente na construção da solução. O Socrative® e o Kahoot!® são ferramentas que podem ser usadas para auxiliar na demanda crescente por novos métodos de ensino. Objetivo: Este estudo teve como objetivos comparar a pontuação obtida pelos alunos da disciplina de Urologia em pré-testes aplicados com as ferramentas Socrative® e Kahoot! ® e analisar a percepção deles após exposição aos aplicativos. Método: O estudo, de caráter comparativo, foi realizado a partir da inserção dos aplicativos Socrative® e Kahoot! ® na disciplina de Urologia no curso de Medicina. A amostra foi composta por duas turmas, totalizando 193 estudantes. Cada uma delas foi dividida em seis grupos, separados em dois horários distintos, que semanalmente revezavam o uso das ferramentas. Utilizaram-se as metodologias no formato de pré-teste durante as sessões de discussão de casos clínicos, visando à comparação entre as notas obtidas pelos graduandos entre os aplicativos. Quanto à percepção dos alunos, ao término da disciplina, eles responderam a um questionário de percepção em relação a cada plataforma. Os dados foram analisados estatisticamente com o programa SPSS Statistics v. 20.0. Utilizaram-se o teste não paramétrico de Wilcoxon e o teste de qui-quadrado. Valores de p < 0,05 indicaram significância estatística. Resultado: O Socrative® obteve melhores resultados quanto ao número de acertos e em relação à satisfação dos graduandos. Dentre seis temas abordados nos pré-testes, dois apresentaram pontuação superior com o Socrative® (p = 0,017 e p = 0,042). Quanto ao questionário de percepção, o Socrative® obteve nota média de 1,8 ponto superior ao Kahoot! ® (escala entre 0 e 10), e encontrou-se significância estatística em sete das oito questões avaliadas. Conclusão: A ferramenta Socrative® apresentou melhores notas e se mostrou mais satisfatória aos alunos em comparação ao Kahoot! ®.

Percepções de docentes e discentes sobre feedback em estágios práticos no curso de medicina

PID: S1981-52712021000300212 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2021
Autores: Stagini Peres
Resumo: Introdução: No ensino médico, feedback - ou devolutiva - é um dos componentes principais da avaliação formativa. Feedback pode ser definido como transmissão de uma informação quando se observam os estudantes em ação, a fim de propiciar melhorias para aquisição de competências médicas que compõem o profissionalismo médico. Objetivo: Este estudo teve como objetivo avaliar se há dificuldades de transmissão e recepção de feedback pelos preceptores e estudantes durante os estágios práticos do curso de Medicina. Método: Este estudo de delineamento misto qualitativo/ quantitativo envolveu todos os discentes que concluíram os estágios no período de março de 2018 a agosto de 2019 (n = 50), assim como todos os preceptores responsáveis pelos estágios práticos (n = 9) da Universidade Municipal de São Caetano do Sul. O conhecimento sobre feedback, na visão dos discentes e preceptores, foi avaliado por meio de questionários adaptados com perguntas categóricas e abertas. Utilizaram-se análise descritiva nos dados quantitativos e técnica de conteúdo nos dados qualitativos. Resultado: Os preceptores relataram que os objetivos de fornecer feedback são: apontamento de melhoria, reflexão crítica e oportunidade de adequações. Por sua vez, os estudantes relataram: esclarecimento de dúvidas, planejamento de melhorias e conhecimento de pontos positivos. Metade dos preceptores afirmou fornecer feedback, porém os estudantes gostariam de recebê-lo de forma mais contínua. Os estudantes desejam que o feedback seja construtivo e feito em local privado. Metade dos preceptores tem dificuldade em dar feedback negativo, porém 60% dos estudantes relataram lidar bem com críticas. Conclusão: Os preceptores afirmaram ter conhecimento dos objetivos do feedback. Porém, eles têm dificuldades para transmiti-lo, principalmente quando envolve críticas para correções de comportamentos ou atitudes. Os estudantes aceitam críticas e requerem que o feedback seja transmitido com mais frequência nos estágios práticos. Há a necessidade de melhorar o processo de fornecer e receber feedback.

Percepções de médicos residentes em clínica médica em relação ao atendimento de pacientes psiquiátricos

PID: S1981-52712021000200224 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2021
Autores: Santana Rodrigues
Resumo: Introdução: Os transtornos mentais são responsáveis pela segregação de pacientes em diversas culturas e momentos históricos globalmente. A evolução das neurociências, tecnologias e avanços na esfera psicossocial não têm sido suficientes para mudar este paradigma. Muitas pessoas ainda temem ter relações sociais com alguém com transtorno psiquiátrico, apesar dos avanços científicos e dos esforços para reduzir o preconceito nas últimas décadas. Objetivo: Este estudo teve como objetivos avaliar a formação em saúde mental na graduação oferecida a médicos residentes de clínica médica e analisar os sentimentos, as percepções e os estigmas deles ante a assistência a pacientes com transtornos mentais. Método: Trata-se de um estudo com abordagens qualitativas e quantitativas, de natureza descritiva e transversal. Participaram 32 residentes de clínica médica, e, para comparação, os questionários foram respondidos por oito residentes de psiquiatria. Aplicaram-se dois instrumentos: um para a caracterização do perfil sociodemográfico dos participantes e o questionário de atribuição (AQ-26B). Os dados qualitativos foram obtidos por meio de grupo focal com 14 residentes, e empregou-se a análise de conteúdo para categorização. As categorias de maior frequência foram ilustradas com diagramas de Pareto. Resultado: Como os residentes de clínica demonstraram maiores índices de estigma em aspectos como medo e intolerância, intuiu-se que há lacunas na formação em saúde mental, baixa percepção de responsabilidade do cuidado, além de dificuldade em legitimar as queixas e exibir sentimentos negativos. Conclusão: Concluiu-se pela necessidade de intervenções educacionais que fomentem a diminuição do estigma e a busca de capacitação para o cuidado integral e empático de pessoas com transtornos mentais.

Perfil e trajetória dos egressos de programas de residência das áreas básicas: um corte transversal

PID: S1981-52712021000100221 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2021
Autores: Lima Lima Andrade Castro Fernandes
Resumo: Introdução: A residência médica é reconhecida como o “padrão ouro” para a formação de especialistas. O estudo do perfil dos egressos da residência médica é importante para identificar potencialidades e fragilidades da especialização. Objetivo: Este estudo teve como objetivo conhecer o perfil e a satisfação profissional dos egressos dos programas de residência das áreas básicas de um hospital-escola do Nordeste. Método: Trata-se de estudo de corte transversal que utilizou a plataforma eletrônica Survey. Incluíram-se residentes das áreas básicas que concluíram o programa no período de 2013 a 2017. O Termo de Consentimento Livre e Esclarecido foi enviado com o formulário. Realizaram-se análises descritivas das variáveis, e os dados foram apresentados em frequências absoluta e relativa. O trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética do IMIP. Resultados: Dentre os 194 egressos, tivemos a adesão de 79 (40,72%). Com relação aos participantes do estudo: 73,4% eram do gênero feminino e 60,8% já estavam casados. Destacamos que 55,7% informaram que tinham uma renda mensal de dez a 20 salários mínimos. Dos egressos, 54 (68,4%) tinham cursado graduação em instituição de ensino superior privada. Sobre a pós-graduação stricto sensu, 19 egressos (21,7%) tinham mestrado. Sobre a atuação profissional, 93,7% exercem a especialidade e 54 (68,4%) trabalham no estado onde cursaram o programa. Em relação ao serviço público, 64,6% são vinculados ao Sistema Único de Saúde do estado de Pernambuco. Sobre a quantidade de horas de trabalho semanais, 43% trabalham entre 40 e 60 horas. Cerca de 75% dos egressos afirmaram que cursariam o programa novamente na instituição e declararam que a realização da residência facilitou a vida profissional deles. Conclusão: A monitoração periódica de egressos de programa de residência é um instrumento útil para avaliação do programa e permite monitoramento das intervenções implementadas, viabilizando inclusive a obtenção de informações que ajudem no planejamento de novos programas.

Prevalência de empatia, ansiedade e depressão, e sua associação entre si e com gênero e especialidade almejada em estudantes de medicina

PID: S1981-52712021000300229 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2021
Autores: Brunfentrinker Gomig Grosseman
Resumo: Introdução: A empatia e a saúde mental são fundamentais para o autocuidado e desempenho do estudante de medicina e seu cuidado dos pacientes. Objetivo: Avaliar a prevalência e associação entre empatia, ansiedade e depressão, e com gênero, especialidade almejada e período do curso em estudantes de medicina. Método: Estudo transversal com 405 de 543 estudantes (74,6%) de semestres ímpares e do 12º semestre do curso de medicina de duas universidades do Sul do Brasil. Os dados foram coletados com questionário autoaplicado contendo idade, sexo, semestre do curso, especialidade almejada, Escala Jefferson de Empatia (JSE) e Inventários de Ansiedade e de Depressão de Beck (BAI e BDI). Os dados foram analisados com estatística descritiva, testes t-Student, Chi-quadrado e ANOVA bidirecional entre grupos. O nível de significância admitido foi de p < 0,05. Resultados: A média da JSE foi de 120,2 (DP = 10,6) [116,9 (DP = 11,0) em homens e 123,4 (DP = 9,2) em mulheres, p = 0,000] e maior entre estudantes que almejavam áreas médicas voltadas a pessoas [123,1 (DP = 10,1)] do que entre os que almejavam áreas voltadas a técnicas e procedimentos [(118,5 (DP = 11,2)], p = 0,003. Não houve diferença por período do curso. As médias de ansiedade e depressão foram, respectivamente, de 16,2 (DP = 11,3) e 11,9 (DP = 9,0) [13,1 (DP = 10,3) e 9,9 (DP = 8,3) em homens, e 19,1 (DP = 11,4) e 13,8 (DP = 9,4) em mulheres, p = 0,000 para ambas]. A prevalência de ansiedade moderada e alta foi de 33,8%, e, incluindo-se ansiedade leve, de 59%. A prevalência de disforia (BDI = 16 - 20) e depressão (BDI > 20) foi de 26,4%, e de 11,9% para ideação suicida. A ansiedade grave associou-se à subescala Walking in patient’s shoes da JSE, mais relacionada ao estresse empático. Conclusões: A empatia é alta, estável ao longo do curso nas instituições estudadas e maior entre mulheres e estudantes que almejam especialidades voltadas a pessoas. A prevalência de ansiedade e depressão é alta e maior nas mulheres. A ansiedade grave se associou à subescala “colocar-se no lugar do paciente” da JSE.

Prevalência do consumo de substâncias psicoativas entre estudantes de medicina no interior do Nordeste brasileiro

PID: S1981-52712021000500216 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2021
Autores: Siebra Queiroz Lucena Maia Nogueira Junior Lima
Resumo: Introdução: No contexto da formação em Medicina, muitos estudantes buscam alívio e equilíbrio emocional por meio do uso de substâncias psicoativas. Objetivo: Este estudo teve como objetivo avaliar o consumo de substâncias psicoativas entre os acadêmicos de Medicina da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) com o intuito de contribuir para a formulação de atividades de prevenção. Método: A pesquisa possui corte transversal e abordagem quantitativa e descritiva. Aplicaram-se questionários padronizados entre outubro e dezembro de 2020 para discentes do primeiro ano e do internato. Analisaram-se variáveis de natureza categórica por meio de frequências e percentuais, e a relação entre essas variáveis foi realizada pelo teste qui-quadrado ou exato de Fisher. As associações e comparações, em relação aos períodos, foram consideradas significativas no caso de p-valor < 0,05. Resultado: A prevalência do uso de substâncias psicoativas na vida foi de 81,7% (n = 107). O consumo de tabaco e Cannabis foi significativamente maior em mulheres em relação aos homens: p = 0,019 e p = 0,05, respectivamente. Além disso, 48,4% dos discentes que têm insônia, 85,7% dos que relataram possuir dependência e 39% dos que acreditam que cursar Medicina é fator precipitante de consumo fazem uso de ansiolíticos, sedativos e hipnóticos: p = 0,025, p = 0,004 e p = 0,01, respectivamente. Conclusão: Observaram-se um elevado uso de substâncias psicoativas entre os estudantes de Medicina da UERN e a manutenção do perfil de uso ao longo dos períodos do curso com a presença de achados atípicos que divergiram de outros trabalhos, evidenciando a heterogeneidade das populações estudantis médicas, o que aponta para a necessidade de mais estudos para ampliação e análise dos resultados encontrados.

Prevalência do transtorno de ansiedade generalizada e do risco de suicídio em estudantes de medicina

PID: S1981-52712021000200206 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2021
Autores: Trindade Júnior Sousa Carreira
Resumo: Introdução: O transtorno de ansiedade generalizada (TAG) é uma patologia comum da modernidade. Além disso, o Brasil figura entre um dos países da América Latina com o maior aumento do número de suicídios. Objetivo: Este estudo teve como objetivo avaliar a prevalência de TAG e risco de suicídio e a associação entre eles em estudantes de Medicina de Belém, no Pará. Métodos: O estudo observacional, transversal e quantitativo teve como sujeitos da pesquisa graduandos do curso de Medicina que estavam matriculados no primeiro, terceiro e quinto anos na Universidade do Estado do Pará, totalizando 159. Utilizaram-se questionário de autoria dos pesquisadores e o Mini International Neurophsychiatric Interview, sendo a análise estatística feita com o software BioEstat® 5.3. Resultados: Dos 159 estudantes, 52 (32,7%) apresentaram TAG; e 48 (30,2%), risco de suicídio, dos quais 18 tiveram risco leve (11,3%); 17, risco moderado (10,7%); e 13, risco elevado (8,2%). Dos alunos, 46,7% e 50%, respectivamente do primeiro e terceiro anos, apresentaram risco elevado de suicídio, fato que pode estar associado com a pressão do vestibular e do início do ciclo clínico. Dos alunos do quinto ano com risco de suicídio, somente 21,7% apresentaram risco elevado. Conclusão: Percebe-se uma importante taxa de TAG e de risco de suicídio entre os estudantes de Medicina, o que precisa ser investigado e trabalhado para minimizar os impactos desses transtornos nos discentes.

Programa de Mentoria da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Alfenas: relato de experiência

PID: S1981-52712021000400421 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2021
Autores: Couto Vieira Mulati Bressan
Resumo: Introdução: O Programa de Mentoria do curso de Medicina da Universidade Federal de Alfenas (Unifal) foi inspirado em programas de mentoring implantados em escolas médicas brasileiras desde a década de 1990, reconhecendo que a formação do futuro médico é marcada por intenso estresse acadêmico e emocional. Relato de experiência: O Programa de Mentoria tem papel preventivo e de suporte para o desenvolvimento pessoal e profissional dos estudantes de Medicina. As ações visam acompanhar o estudante longitudinalmente para proporcionar momentos de reflexão, tomada de consciência e desenvolvimento de competências para enfrentar os meios acadêmico, social e profissional. O mentor provê ao estudante uma figura-modelo que atua como suporte para auxiliá-lo nas vicissitudes do processo de ser médico. Discussão: Segundo os participantes, o Programa de Mentoria permite troca de experiências, aprendizagem e reflexão sobre temas relevantes da profissão e da vida acadêmica, atendendo às exigências das Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Medicina para uma formação geral, humanista, crítica, reflexiva e ética. Conclusão: O Programa de Mentoria é exemplo de intervenção possível para prevenção de doenças e promoção da saúde durante a formação médica e contribui para o desenvolvimento de habilidades nos contextos pessoal e profissional.

Projeto de ensino como apoio ao telemonitoramento dos casos de Covid-19

PID: S1981-52712021000100403 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2021
Autores: Silveira Costa França Pereira Lomonaco Leal Junior
Resumo: Introdução: Em janeiro de 2020, a OMS reconheceu a pandemia do novo coronavírus no mundo, chegando os casos ao Brasil em fevereiro e ao Acre em março. Uma das respostas para enfrentamento da pandemia no estado foi o telemonitoramento dos casos suspeitos e confirmados de Covid-19, que se viabilizou a partir da parceria entre o Núcleo Telessaúde Acre, as Secretarias de Saúde e os cursos Medicina da Universidade Federal do Acre (Ufac) e do Centro Universitário Uninorte. O objetivo do artigo é relatar a experiência do projeto de ensino de apoio ao telemonitoramento dos casos de covid-19 em Rio Branco. Relato de experiência: O telemonitoramento tem sido realizado por uma equipe composta de 210 alunos de Medicina dos últimos períodos do curso e por um grupo de oito professores. Atenta às necessidades de fortalecimento das ações de enfrentamento do novo coronavírus, a Pró-Reitoria de Graduação da Ufac lançou um edital para projetos de ensino que pudessem cumprir esse papel social por meio da sistematização de conhecimentos sobre o tema. Discussão: A partir daí, o projeto foi executado através de reuniões virtuais sistemáticas da equipe executora do telemonitoramento pela plataforma Zoom, com discussões dos casos acompanhados, de rodas de conversa com especialistas sobre temas clínicos específicos, apresentação de artigos, discussão de dados epidemiológicos e aulas expositivas sobre a Covid-19. Além disso, têm sido articulados trabalhos de conclusão de curso a partir dos dados trabalhados na estratégia. Conclusão: Apesar do desafio que é trabalhar a partir do ensino remoto, o projeto tem contribuído de maneira substancial para o aprofundamento dos conhecimentos sobre a pandemia de Covid-19 e para o acompanhamento dos casos em Rio Branco.

Promovendo equidade de gênero nas especialidades cirúrgicas: experiência de programa de mentoria na América Latina

PID: S1981-52712021000400402 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2021
Autores: Nascimento Niquen-Jimenez Campos Ribeiro Gois
Resumo: Introdução: Cirurgia global é uma área que advoga por melhores desfechos e equidade para todos que demandam assistência cirúrgica, anestésica e obstétrica. No Brasil, embora as mulheres componham 46,6% da demografia médica em 2020, inequidades de gênero persistem nas especialidades cirúrgicas. O objetivo deste artigo é relatar a experiência do programa de mentoria do Gender Equity Initiative in Global Surgery como mecanismo de promoção de equidade de gênero. Relato de experiência: O programa almeja capacitar, empoderar e amplificar vozes de minorias de gênero, sendo voluntário e sem fins lucrativos. Baseia-se na criação de pequenos grupos heterogêneos, com diferentes graus de experiência acadêmica e pessoal. As inscrições ocorrem por formulário on-line, com perguntas relacionadas à identidade, a interesses e expectativas dos aplicantes, sendo os grupos organizados de acordo com essas informações. Os mentores são selecionados com base em: nível de treinamento, especialidade, identidade de gênero e expectativas. Realizam-se três acompanhamentos por preenchimento de questionário pelos participantes. Discussão: A necessidade de programas como este durante a pandemia é evidente, mostrando-se como uma iniciativa positiva para desenvolver estratégias de enfrentamento dos desafios vivenciados. Este relato fornece uma visão geral de como um programa de mentoria pode contribuir para que mais estudantes de Medicina sejam incentivados a seguir carreiras em cirurgia, anestesia e obstetrícia, de modo a promover equidade de gênero para além da perspectiva binária, e discute as principais dificuldades em se estabelecerem programas como esse na América Latina. Conclusão: É preciso reforçar que não basta apenas dar suporte a mulheres (cis e trans) e pessoas de gênero não binário, mas também educar a sociedade para compreender identidades de gênero além da perspectiva binária, reconhecendo os impactos nas relações de trabalho e perspectivas de carreira, especialmente dentro do campo cirúrgico.

Promoção da saúde e redução de vulnerabilidades por meio da prática da atividade física

PID: S1981-52712021000200402 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2021
Autores: Borges Vieira Campos Machado Raimondi
Resumo: Introdução: Diante da pandemia da Covid-19, os(as) estudantes de Medicina tornaram-se ainda mais fragilizados(as) e vulnerabilizados(as) pelo contexto de isolamento social, uma vez que tiveram suas rotinas alteradas. Assim, a Associação Atlética Acadêmica Marcel Resende Davi (AAAMRD), visando cumprir com a sua responsabilidade social de promoção da saúde, buscou incentivar a prática desportiva ao valorizar esse hábito em prol do bem-estar físico e mental dos(as) estudantes. Desse modo, este artigo objetiva relatar a experiência da atlética com a realização de um desafio esportivo virtual entre suas equipes. Relato de experiência: O desafio foi elaborado e executado remotamente para 112 atletas de 14 equipes esportivas. Nos grupos de WhatsApp®, particulares de cada time, os(as) atletas deveriam enviar mídias dos exercícios físicos realizados e contabilizá-los em uma lista. Ressalta-se que foram disponibilizados treinos nas redes sociais da atlética, em parceria com profissional capacitado, como forma de proporcionar treinos seguros. Ao final das 11 semanas de desafio, as três melhores equipes foram premiadas. Aplicou-se também um formulário de feedback para verificar a efetividade da ação. Discussão: A tecnologia, importante aliada na organização do desafio, permitiu que a promoção da saúde ocorresse remotamente, respeitando o distanciamento social. Ao estimular a constância de treinos, a atlética contribuiu para a manutenção de parte da rotina dos(as) graduandos(as), prejudicada pelo contexto pandêmico. Além disso, o espírito de coletividade e a interação entre os(as) atletas dentro dos grupos contribuíram para que esse distanciamento não fosse total, formando uma rede de apoio ao compartilharem também seus medos, inseguranças e saudades. Conclusão: Os resultados alcançados com o desafio e os feedbacks positivos confirmaram a efetividade da promoção da saúde proposta pela AAAMRD. Ademais, em conformidade com as Diretrizes Curriculares Nacionais e apesar do momento adverso, a instituição mostrou-se presente na formação pessoal e profissional dos(as) estudantes.
Reportar erro A