☰ Menu
Educ@

Búsqueda por Índice

Filtro por título, resumen, autor, revista y año

Total: 1596 | Página 40 de 80
0 resultados seleccionados

Percepção dos Estudantes de Medicina sobre Comunicação de Más Notícias na Formação Médica

PID: S1981-52712019000500254 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2019
Autores: Dias Pio
RESUMO Introdução A comunicação se apresenta como uma habilidade que deve ser conquistada na graduação médica, configurando-se como um campo de conhecimento a ser contemplado no que se refere à formação médica. A forma como a comunicação é feita, incluindo seu conteúdo, constitui um importante elemento do vínculo estabelecido entre paciente, equipe, família e instituição de saúde. Diante das Diretrizes Curriculares Nacionais, estimula-se a aprendizagem por meio de metodologias ativas, com a comunicação como parte do processo ensino-aprendizagem, com o desafio de contemplar a comunicação de más notícias de forma efetiva na formação. Objetivo Analisar as percepções de estudantes de Medicina que cursam um currículo organizado com metodologias ativas acerca da comunicação de más notícias na formação. Método Tratou-se de um estudo qualitativo, realizado na Faculdade de Medicina de Marília (SP). Participaram da pesquisa 39 estudantes da primeira à sexta série do curso de Medicina. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevista semiestruturada, e os dados foram analisados por meio da técnica de Análise de Conteúdo, na modalidade temática. Resultados e discussão Com base na análise realizada, foram identificadas quatro categorias temáticas: Dificuldades em definir “comunicação de más notícias”: produto ou processo?; É possível aprender a dar ou receber más notícias pela experiência?; Dificuldades na implementação do currículo integrado: insuficiente articulação teórico-prática em comunicação de más notícias; Valorizando a comunicação de más notícias: é preciso preparo teórico, técnico e emocional. Os resultados permitem um olhar circunscrito e importante da percepção dos estudantes sobre a comunicação de más notícias dentro da proposta curricular. Considerações finais Aponta-se que os participantes do estudo percebem a necessidade de maior articulação teórico-prática, preparo dos docentes e um cuidado com a formação pessoal e profissional dos estudantes acerca do que abrange a comunicação de más notícias. Espera-se que o estudo contribua para ampliação dos olhares acerca do tema no que se refere ao desenvolvimento de habilidades comunicacionais nos profissionais de saúde a partir da graduação.

Percepção dos Profissionais de Saúde em relação à Integração do Ensino de Estudantes de Medicina nas Unidades de Saúde da Família

PID: S1981-52712019000500175 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2019
Autores: Parma Oliveira Almeida
RESUMO Introdução O curso de Medicina do Centro Universitário de Votuporanga (UNIFEV), implantado em 2012 em acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Graduação em Medicina (DCN) de 2001, insere os discentes nos cenários da atenção primária à saúde (APS) desde o primeiro período do curso até o final do internato, rompendo com o modelo tradicional de formação, centrado no hospital e segmentado em especialidades. Nesse contexto, a integração ensino-serviço-comunidade exerce um papel importante na transformação dos cursos de graduação em saúde, visando também à modificação do modelo assistencial vigente. Objetivos Compreender a percepção dos profissionais das Unidades de Saúde da Família (USF) quanto à inserção dos estudantes de Medicina nesses serviços e interpretar os reflexos desta integração para o serviço, a comunidade e a formação médica. Métodos Pesquisa qualitativa, realizada com profissionais de saúde de três USF de Votuporanga (SP), frequentadas pelos discentes da UNIFEV. Eles foram convidados a participar de grupos focais em que expressaram suas opiniões de acordo com perguntas disparadoras de discussão. O material gravado foi transcrito, organizado e submetido à análise de conteúdo de Bardin. Resultados e discussão Emergiram opiniões que permitem identificar o que segue: a integração ensino-serviço-comunidade contribui com a formação médica; a presença do aluno promove a integração e o autoaprendizado da equipe e promove o processo de trabalho; a integração do aluno tem impacto na comunidade. Entre as contribuições do aluno, os participantes destacaram as práticas reflexivas assistenciais e acadêmicas, as ações de educação em saúde e as atividades complementares que apoiam a equipe na resolução de problemas locais. Os participantes identificaram algumas situações de dificuldade, tais como: os estudantes dos períodos iniciais do curso necessitam adquirir domínios afetivos para uma adequada postura profissional na USF; o constrangimento de pacientes na consulta médica com a presença dos estudantes; e o curto tempo de permanência dos discentes para a necessária construção de vínculo. Conclusão Para os profissionais das USF, a inserção dos estudantes nestes cenários contribui para o desenvolvimento do serviço, a formação médica e o apoio à comunidade. Devido às relações solidárias existentes entre a instituição de ensino e a gestão do SUS, esta pesquisa pode contribuir para promover as adaptações necessárias e preparar a comunidade e os profissionais para a presença dos estudantes na APS.

Percepção dos alunos do primeiro ano sobre a aprendizagem baseada em equipes em um novo curso de genética médica

PID: S1981-52712019000300170 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2019
Autores: Santana Oliveira Ramos
RESUMO Introdução A educação médica evoluiu consideravelmente nos últimos anos, especialmente através da adoção de novas tecnologias e metodologias ativas. Essas metodologias visam melhorar a aprendizagem e envolver os alunos profundamente no processo. O TBL é uma metodologia amplamente utilizada em escolas de saúde, incluindo escolas médicas. Podemos usá-lo para trabalhar com grandes grupos, divididos em pequenas equipes. Primeiro, os alunos trabalham individualmente, depois dentro das equipes e, finalmente, os grupos cooperam para resolver os problemas aplicados. Objetivos Descrever as percepções e a satisfação dos alunos em relação a um curso de Genética Médica organizado em blocos de assuntos em que utilizamos sessões de TBL com estudantes de medicina do primeiro ano. Métodos Um curso de Genética Médica foi organizado em blocos de assuntos em que uma sessão de TBL foi realizada em cada um desses blocos para melhorar o processo de aprendizagem. No final do curso, os alunos responderam a um questionário sobre satisfação e percepções. Resultados Pela primeira vez nós descrevemos um curso de Genética Médica organizado em 5 blocos de assuntos, compreendendo 25 doenças genéticas, nos quais, uma sessão de TBL foi conduzida em cada um desses blocos. Participaram um total de 290 alunos, dos quais 96% estavam satisfeitos com o método de TBL. Além disso, 97% dos estudantes acreditam que o TBL os ajudou a aprender, e 87% aprovaram o uso do TBL no futuro, em outras etapas de seu curso de medicina. Conclusão A aplicação do método TBL durante um curso de genética médica foi bem recebida pelos estudantes e se mostrou uma ferramenta importante na estruturação curricular para a educação médica nesta universidade.

Percepção, Atitudes e Ensino sobre a Morte e Terminalidade da Vida no Curso de Medicina da Universidade Federal do Acre

PID: S1981-52712019000300123 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2019
Autores: Marques Oliveira Santos Silveira Silva
RESUMO Entre os vários tabus da sociedade ocidental contemporânea, a morte figura como um dos principais. É assunto interdito e evitado. Se no passado ela era um evento público e doméstico, hoje se encontra oculta nos hospitais, que, por outro lado, estão abarrotados de profissionais despreparados para lidar com as questões relativas ao fim da vida, reflexo de uma formação excessivamente tecnicista e pouco humanística, que privilegia o curar em detrimento do cuidar. Dessa forma, parece que o estudante de Medicina é ensinado a trabalhar contra a morte e não com a morte. Nesse contexto, buscou-se traçar o perfil de atitudes dos estudantes concluintes do curso de Medicina da Ufac perante a morte e avaliar como esse curso tem preparado os estudantes para lidar com assuntos referentes à morte e ao morrer, considerando a percepção dos próprios discentes. Foram utilizadas metodologias quanti e qualitativas, com aplicação de dois instrumentos para a coleta de dados: um questionário para a coleta de dados sociodemográficos e acadêmicos e sobre o ensino da morte, e outro para a definição do perfil de atitudes perante a morte (Eapam-R). As variáveis de estudo foram analisadas de forma descritiva, com frequência e médias, e correlacionadas entre si para inferência das hipóteses. O discurso dos estudantes também foi considerado para análise e discussão dos resultados com base em comentários escritos sobre as respostas a um dos questionários. Verificou-se que a postura dos estudantes perante a morte foi caracterizada por uma visão da morte como algo natural (aceitação neutral), ao mesmo tempo em que o imaginário sobre a morte estava permeado de sentimentos conflitantes; que a maioria dos estudantes havia vivenciado situações de morte de um paciente ao longo do curso (75,8%), porém poucos receberam orientação nessas situações (80%); que a abordagem sobre a morte esteve concentrada em disciplinas de caráter humanístico, tendo contribuído pouco para gerar reflexão e desenvolver habilidades para manejo das situações de morte. Conclui-se que o ensino sobre a morte e o morrer ainda está concentrado em poucas disciplinas do currículo médico, principalmente nas de caráter humanístico, e é excessivamente teórico, sendo que as experiências reais com a morte durante a graduação são tratadas com distanciamento e silêncio, quando poderiam ser mais bem aproveitadas no ensino-aprendizagem sobre o fim da vida.

Perfil Epidemiológico e Qualidade de Vida dos Estudantes de Medicina Portadores de Hiperidrose Primária

PID: S1981-52712019000500386 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2019
Autores: Lima Almeida Rocha Santos Andrade Jesus
RESUMO Hiperidrose é a produção excessiva de suor pelo corpo, podendo ser primária ou secundária e generalizada ou localizada. As regiões craniofacial, axilar, palmar, dorso, face interna das coxas, plantar são comumente afetadas. A hiperidrose primária (HP), embora seja uma doença benigna, apresenta um eminente impacto negativo na qualidade de vida do paciente. Essa doença é classificada quantitativamente de acordo com a Escala de Gravidade da Doença da Hiperidrose, com base em como ela pode afetar as atividades diárias, podendo ser de leve a grave intensidade. Os acadêmicos de medicina enfrentam situações desgastantes físicas e emocionais durante seus afazeres e, quando portadores de doenças crônicas como a HP, podem ser estigmatizados como inseguros na sua profissão. Objetivou-se definir a prevalência, os critérios diagnósticos, a gravidade e o impacto na qualidade de vida que a HP proporciona nos âmbitos profissional e extracurricular dos acadêmicos de medicina. Trata-se de um estudo transversal de abordagem quantitativa de caráter descritivo, que inclui 300 acadêmicos do curso de Medicina da Universidade Tiradentes, em Aracaju/SE, no período de agosto a novembro de 2017. Utilizaram-se frequências absolutas e relativas no caso de variáveis categóricas e medidas de tendência e variabilidade central no caso de variáveis numéricas. O valor de p < 0,05 foi considerado significativo. A prevalência de HP em estudantes de medicina foi de 18% sem diferença entre os sexos e com predomínios das cores branca e parda. A doença ocorreu principalmente em sítios combinados, como palmoplantar, sendo a região palmar a mais acometida. Os sintomas iniciaram-se, principalmente, durante a infância e adolescência, com prejuízo importante nas atividades diárias pessoais e laborativas, e exacerbação do suor com situações de estresse. A gravidade da HP mais encontrada foi a moderada, sendo o impacto negativo na qualidade de vida principalmente relatado nos graus mais avançados da doença, dificultando as atividades acadêmicas. É importante a inclusão do conhecimento da HP no currículo médico para uma maior divulgação da doença, de modo a permitir um diagnóstico precoce e relacionado à intensidade da sudorese na sua abordagem terapêutica.

Perfil das Atividades Complementares dos Graduandos em Medicina pela Universidade Estadual de Feira de Santana, 2009-2017

PID: S1981-52712019000500265 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2019
Autores: Cruz Peixoto Silva Damas Oliveira
RESUMO As atividades complementares (AC) têm a finalidade de enriquecer o processo ensino-aprendizagem, privilegiando a complementação da formação social e profissional, sendo realizadas por meio de atividades acadêmico-científico-culturais com o objetivo de aprimorar a formação acadêmica. Este estudo tem como objetivo caracterizar o perfil das atividades complementares realizadas pelos graduandos do curso de Medicina da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) no período de 2009 a 2017. Trata-se de uma pesquisa documental de natureza descritiva. A coleta foi conduzida por meio da revisão dos dados constantes nos pareceres do colegiado de curso e certificados entregues pelos estudantes. Após a digitação, os dados foram processados por meio do programa estatístico Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), versão 20.0 para Windows, e apresentados em gráficos e tabelas, com a subsequente análise descritiva das variáveis de interesse. A amostra foi composta por 171 estudantes, com predomínio do gênero feminino (56,1%). A maioria das atividades realizadas pelos estudantes ocorreu na modalidade participação em eventos científicos (51,6%). Observou-se que atividades culturais e esportivas não são aproveitadas pelo colegiado. Os estágios extracurriculares mais procurados foram na área de Urgência e Emergência (38,5%). Observou-se a média de quase um artigo publicado por aluno, sendo a Pediatria a área de conhecimento com maior número de publicações (24,8%). Além disso, encontrou-se grande disparidade entre carga horária apresentada pelo aluno e carga horária aproveitada pelo colegiado de curso, com perdas de 74% nos estágios extracurriculares e de 63% em monitoria + iniciação científica + extensão. Os resultados deste estudo apontam a necessidade de discussão e revisão do Regimento de Atividades Complementares do curso de Medicina da UEFS e podem contribuir para a educação médica por discutirem um tema esquecido pela maioria dos cursos de graduação em Medicina.

Perfil de Competência em Genética para Médicos do Brasil: uma Proposta da Sociedade Brasileira de Genética Médica e Genômica

PID: S1981-52712019000500440 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2019
Autores: Melo Silva Husny Ferraz
RESUMO Educação em genética é fundamental para o entendimento dos aspectos biológicos do binômio saúde-doença. Além disso, com a mudança do perfil epidemiológico, as doenças com determinantes genéticos tornaram-se mais relevantes como problema de saúde pública. Assim, manejar estas doenças, tanto em pacientes como em suas famílias, de forma ética, diligente e considerando a lógica e as políticas do Sistema Único de Saúde (SUS), passa a ser competência desejável para todos os médicos, impactando sua formação na graduação. Entendendo esta questão como absolutamente relevante, a Sociedade Brasileira de Genética Médica e Genômica (SBGM) definiu as competências desejáveis em genética para os médicos do Brasil, articuladas às políticas públicas relacionadas à área existentes no País. Este artigo é um ensaio teórico que objetiva contextualizar e apresentar o perfil de competência em genética para médicos proposto pela SBGM. O perfil de competência, apresentado e discutido neste ensaio, foi estruturado com base em quatro competências essenciais: (a) reconhecer a necessidade de educação continuada, examinando regularmente a sua própria competência clínica; (b) identificar indivíduos que apresentem ou possam desenvolver uma doença genética e saber como e quando encaminhá-los para aconselhamento genético; (c) manejar pacientes com doenças genéticas e/ou defeitos congênitos no âmbito da sua atuação profissional; (d) promover e estimular práticas clínicas e de educação em saúde, objetivando a prevenção de doenças genéticas e defeitos congênitos. Conhecimentos, habilidades e atitudes necessários para alcançar essas quatro competências foram elencados. Dessa forma, é apresentado um referencial teórico, baseado em competências, para apoiar o ensino da genética durante a graduação em Medicina. Defende-se a adoção deste perfil de competência mínimo em genética em todas as escolas médicas brasileiras com a finalidade de formar um médico mais adequado às atuais demandas do SUS. Adicionalmente, esse perfil de competência pode subsidiar ações de educação profissional permanente na área da genética, de forma a capacitar o recurso humano do SUS em relação às doenças genéticas e aos defeitos congênitos.

Perspectiva dos Discentes de Medicina de uma Universidade Pública sobre Saúde e Qualidade de Vida

PID: S1981-52712019000500228 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2019
Autores: Mendonça Gêda Guimarães Mendes Manna Monteiro
RESUMO Introdução Desde o preparo para o ingresso até a conclusão do curso de Medicina, há uma cobrança além do conteúdo; exige-se preparo emocional. Diante de um curso com carga horária integral, que demanda dedicação intensa para atingir boa bagagem teórico-prática e contemplar as exigências curriculares, e, muitas vezes, da distância da família, tem-se a percepção diminuída da qualidade de vida entre esse grupo. Essa adaptação a mudanças fisiológicas e emocionais é capaz de interferir no processo de adoecimento desse grupo, refletindo na atuação profissional e na comunidade em que atuará. Objetivo Conhecer hábitos de vida e o processo de adoecimento dos acadêmicos de Medicina da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) ao longo do curso, além de buscar entender a possível relação entre esses fatores e a alta incidência de queixas gástricas nesse grupo. Metodologia Estudo descritivo e transversal cuja amostra é composta de estudantes de Medicina do 1º ao 8º período da UFAL, separados por gênero e ciclo do curso. Utilizou-se o método de Bardin para análise qualitativa do conteúdo gerado na discussão dos grupos. Resultados Por meio da análise de Bardin, chegou-se à categoria final qualidade de vida, em todos os grupos, feminino e masculino, tanto do ciclo básico quanto do ciclo clínico. Essa categoria advém das categoriais intermediárias: acessibilidade à alimentação saudável, hábitos de vida e sintomas gerais. A carga horária exorbitante foi a principal queixa dos grupos. Chamaram atenção a frequência das queixas gastrointestinais e a distância do núcleo familiar. Destacaram-se as peculiaridades de cada grupo nas categoriais iniciais, a competitividade entre as alunas do 5º ao 8º período do sexo feminino e a ingestão de bebida alcoólica entre alunos do sexo masculino do 5º e o 8º período. Discussão A diminuição da qualidade de vida é resultado da matriz curricular, com mais de oito mil horas. O reflexo dessa carga horária exorbitante é o estresse, que serve de gatilho para qualidade de sono ruim e carência de tempo para dormir, hábitos alimentares precários, ingestão de bebida alcoólica, nervosismo, ansiedade, competividade, sintomas como cefaleia, dores nas costas e sintomas e patologias digestivas. Com o sistema de seleção unificado, a distância do núcleo familiar transformou o perfil e as necessidades desse grupo, refletindo nas condições financeiras e responsabilidades adicionais que precisam assumir. Considerações finais Os resultados encontrados nesta pesquisa sobre os principais fatores que levam à diminuição da qualidade de vida e à repercussão desse processo no adoecimento tanto de estudantes do sexo masculino quanto do feminino nos diferentes períodos do curso de Medicina coincidem com os da literatura nacional e internacional. Há uma tendência mundial que aposta no autocuidado do currículo médico, a fim de formar profissionais mais capacitados. Em vista disso, este artigo pode despertar as instituições universitárias sobre a necessidade de intervir no curso de Medicina.

Perspectivas sobre o Aprendizado na Óptica de Estudantes de Medicina: Análise do Impacto de Transição Curricular

PID: S1981-52712019000200087 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2019
Autores: Lima Filho Marques
RESUMO Com o avanço tecnológico e as modificações políticas e socioculturais ocorridos ao longo dos anos, as perspectivas educacionais vão se remodelando, com utilização de novas metodologias de ensino e ampliação do número de vagas. Com esses novos ambientes educacionais, surgem novos desafios e necessidade de adaptação. Entre os componentes que influenciam o processo de aprendizagem, procuramos, neste estudo, compreender a percepção dos discentes de um novo curso de graduação em Medicina quanto aos aspectos de infraestrutura, do corpo docente e tutoriais, do currículo informal, composto por grupos acadêmicos organizados pelos próprios alunos, e da organização didático-pedagógica. A pesquisa foi realizada por meio de questionário com 31 itens, com opções de resposta na escala do tipo Likert, envolvendo 208 alunos regularmente matriculados do segundo ao oitavo período. Estes foram divididos em dois grupos: um composto por alunos entre o quinto e o oitavo período (G2), que passaram por um processo de transição entre a metodologia mista, com aspectos tradicionais e algumas disciplinas ativas, para metodologia ativa; e outro por alunos do segundo ao quarto período (G1), que desde o primeiro período já utilizavam as metodologias ativas. Os alunos avaliaram como satisfatórios 41,9% dos itens questionados e como insatisfatórios 19,3% dos itens. Os itens que mais foram considerados satisfatórios estavam relacionados a interdisciplinaridade, bibliografia recomendada, uso de metodologias ativas, integração com a comunidade, práticas de ensino, titulação docente e equipamentos didáticos. Os principais pontos de discordância entre os grupos estão relacionados aos aspectos didático-pedagógicos, como articulação teoria-prática, interdisciplinaridade, flexibilidade curricular, pertinência dos conteúdos, integração com a comunidade e atividades práticas. Questões relacionadas a número de docentes por alunos, práticas de ensino nos períodos mais avançados, componentes da biblioteca e apoio psicopedagógico foram os mais criticados pelos alunos. De forma geral, apesar das diversas dificuldades encontradas no contexto de um curso novo, houve mais pontos positivos que negativos na influência do aprendizado. Ainda assim, são necessárias algumas reestruturações para garantir a melhor experiência no processo ensino-aprendizagem.

Preconceito contra Diversidade Sexual e de Gênero entre Estudantes de Medicina de 1º ao 8º Semestre de um Curso da Região Sul do Brasil

PID: S1981-52712019000500557 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2019
Autores: Moretti-Pires Guadagnin Tesser-Júnior Campos Turatti
RESUMO As disparidades no oferecimento de cuidado em saúde à população de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT) são evidentes e documentadas. O preconceito molda-se na naturalização de padrões instaurados e mantidos por diversas instituições, e a literatura corrobora com a existência de preconceito contra LGBT em escolas de medicina. A educação médica, historicamente consolidada em modelo biomédico-farmacêutico, concreto, positivista, hospitalocêntrico, com enfoque em um processo saúde-doença unicausal, representa um status conservador que se mantem rígido há um século. A despeito de programas e diretrizes nacionais e internacionais que orientam medidas inclusivas e de combate à discriminação, é verificada a presença de preconceito contra LGBT na prática médica e inclusive durante o processo educacional médico, notando-se atitudes preconceituosas entre os estudantes de medicina. Objetivo analisar o perfil de atitude e o preconceito contra diversidade sexual e de gênero entre estudantes de um curso de Medicina. Métodos foram empregados questionários autoaplicáveis a 391 estudantes de primeiro ao oitavo semestre de um curso de Medicina público da região sul do Brasil no ano de 2017. Resultados obteve-se uma taxa de resposta de 85,2% dos entrevistados. O nível de preconceito com base nas assertivas variou de 69% a 89%. Entre os respondentes, 74,9% concordaram que o sexo entre dois homens é errado, 83,9% consideraram homens gays nojentos, 83,9% acreditaram que a homossexualidade masculina é uma perversão, 80,9% afirmaram que o sexo entre duas mulheres é totalmente errado, 83,9% afirmaram que as meninas masculinas deveriam receber tratamento. Em relação à comparação da distribuição dos resultados quanto ao gênero declarado dos estudantes, observou-se que os estudantes autodeclarados masculinos foram mais preconceituosos que as estudantes autodeclaradas femininas. A distribuição de preconceito entre estudantes que se autodeclararam masculinos variou entre 81,5% a 94,4%, e rntre as estudantes que se autodeclararam femininas, variou entre 57,3% e 76,4%. Os dados corroboraram para a importância de integrar a temática de saúde LGBT de forma obrigatória aos currículos e de construir mecanismos de apoio à estruturação pedagógica que auxiliem as aulas e/ou disciplinas a cumprirem seu papel.

Preferências de Aprendizagem e Inteligencias Múltiplas: Um Estudo Observacional em Estudantes Brasileiros

PID: S1981-52712019000300134 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2019
Autores: Biscardi Costa Petterle Fraga
RESUMO Nos últimos anos, Inteligências Múltiplas (IM – corporal-cinestésica, espacial, intrapessoal, interpessoal, linguística, lógico-matemática, musical e naturalista) e Preferências de Aprendizagem (PA – visual, auditiva, leitura/escrita, cinestésica, multimodal) vêm sendo intensamente estudadas em todo o mundo. Em tal contexto, diversas ferramentas que avaliassem tais parâmetros foram criadas e posteriormente aprimoradas ao longo das últimas décadas. Atualmente, a necessidade de se utilizar as melhores estratégias de aprendizado e a crescente necessidade de que o ensino seja individualizado reforçam a importância de que sejam mapeadas as habilidades e preferências cognitivas individuais. Objetivos analisar as distribuições de IM – e como elas se influenciam – e das PA em estudantes de medicina da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Brasil. Espera-se que os resultados estimulem melhorias no contexto educacional. Materiais e Métodos estudo transversal e descritivo envolvendo estudantes de medicina da UFPR de todos os 12 semestres, sendo analisados através de questionários quanto às suas MI e (“Lista de verificação para avaliar inteligências múltiplas de alunos”) e PA (“Visual, Aural, Read/Write, Kinesthetic – VARK – Questionnaire”, previamente traduzido e validado para a língua Portuguesa). Resultados 1054 questionários foram coletados e processados. As IM intrapessoal (71±10,5), lógico-matemática (69,3±14) e linguística (68,4±11,8) atingiram as maiores médias gerais, enquanto a naturalista registrou a menor pontuação (47,3±19,5). Observou-se correlação positiva entre todas as IM. Quanto às PA, prevaleceu a multimodal (42,3%), seguida por visual (21,3%), auditiva (18,6%), cinestésica (11,2%) e leitura/escrita (6,6%). Quando correlacionadas ambas as teorias cognitivas, sobressaíram-se as seguintes associações: PA visual e IM intrapessoal; PA auditiva e IM interpessoal; PA leitura/escrita e IM lógico-matemática; PA cinestésica e IM lógico-matemática; e PA multimodal e IM intrapessoal. Conclusão A IM intrapessoal atingiu maiores médias, seguida por lógico-matemática e linguística. A IM naturalista, por outro lado, obteve menores pontuações em termos de semestres, ciclos e análise geral. Todas as inteligências apresentaram influência apresentaram interdependência positiva. A multimodalidade foi a PA mais prevalente, enquanto leitura/escrita foi a menos observada. Correlações inicialmente esperadas entre IM e PA foram confirmadas. Quanto às perspectivas futuras, espera-se que professores e gestores educacionais adaptem estratégias de ensino atuais de modo a melhor contemplar as preferências dos estudantes. Em conjunto, IM e PA preconizam que atualmente não mais se questione o quão inteligente alguém seja, e sim de que maneiras o seria.

Prevalência de Transtornos Mentais Comuns entre Estudantes de Medicina da Universidade Regional de Blumenau (SC)

PID: S1981-52712019000500276 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2019
Autores: Grether Becker Menezes Nunes
RESUMO Os transtornos mentais comuns (TMC) estão cada vez mais frequentes na população mundial, apresentando-se menos graves que outros grupos de transtornos mentais. Estão associados a perda de qualidade de vida, problemas de relacionamento e sofrimento psíquico. Estudos que investigam prevalência de TMC são normalmente voltados ao âmbito ocupacional, acadêmico e da saúde. Estudos brasileiros na área de saúde mental realizados com estudantes de Medicina apontam que entre 30% e 44% de suas amostras apresentam algum tipo de transtorno mental comum ou sintoma nesse grupo. O objetivo do presente estudo é identificar a prevalência de TMC entre os estudantes de Medicina da Universidade Regional de Blumenau (SC). Trata-se de um estudo transversal, realizado de agosto a outubro de 2017, com 340 alunos do primeiro ao décimo segundo semestre do curso de Medicina. Para o rastreamento de TMC foi utilizado o Self-Reporting Questionnaire (SRQ-20). A prevalência de TMC encontrada foi de 50,9%. Os TMC apresentaram-se associados (p < 0,05) a carga horária média por dia maior que 12 horas, menos de uma hora de lazer por dia, sentir que não recebe apoio emocional necessário, ter história médica pregressa de doença psiquiátrica, usar antidepressivo, nunca ter feito psicoterapia ou tê-la abandonado antes de receber alta e uso de álcool e outras substâncias. Foi encontrada maior prevalência de casos suspeitos de TMC na presente amostra do que em outros estudos com alunos dos cursos de Medicina brasileiros. A prevalência de TMC no internato mostrou-se semelhante à dos dois primeiros ciclos do curso, apesar da presença de fatores protetores demonstrados na literatura. É fundamental a atenção da universidade para atividades de promoção de saúde, juntamente com os serviços de saúde e com a família, formando uma rede de apoio psicológico. Para isso, são apresentados subsídios para ações de prevenção e cuidado da saúde mental do estudante de Medicina.

Profissionalismo na Formação do Especialista Médico: Revisão Integrativa da Literatura

PID: S1981-52712019000500692 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2019
Autores: Feitosa Brilhante Cunha Sá Nunes Carneiro Santos Catrib
RESUMO Introdução O constructo profissionalismo vem, cada vez mais, sendo reconhecido como importante componente da educação médica, sendo fundamental na atuação do médico na sociedade. Objetivo Reunir de forma sucinta e sistematizada as informações disponíveis nas produções científicas sobre o conceito de profissionalismo médico e sua aplicação nos programas de residência médica. Métodos Foram encontrados 85 artigos em maio de 2018, dos quais 13 foram excluídos por duplicidade com o uso da plataforma Mendeley. Dos 72 artigos restantes, 35 foram excluídos por não responderem à pergunta de pesquisa. Dos 37 artigos selecionados pela leitura dos resumos, 8 não estavam disponíveis, restando 29 artigos. Após leitura integral de todos os artigos para a seleção definitiva, foram eliminadas 11 publicações. Destas, 6 artigos não responderam aos objetivos da pesquisa e 5 eram artigos de opinião. Resultados A amostra incluiu 18 artigos, de cuja análise emergiram três categorias temáticas: (a) profissionalismo: constructo multidimensional; (b) ensino de profissionalismo: papel da modelagem e do currículo; (c) avaliação de profissionalismo: estratégias múltiplas no currículo. Os domínios mais citados foram: altruísmo, responsabilidade, cuidado, trabalho em equipe, autocontrole, princípios éticos e excelência clínica. Dez artigos destacaram a importância da modelagem por preceptores e membros da equipe de saúde no programa de residência médica para o ensino de profissionalismo. Em relação às estratégias mais utilizadas para avaliação, destacaram-se as práticas de feedback e Osce em cenários para avaliar os domínios de profissionalismo. Conclusão Profissionalismo é um constructo dinâmico que é trabalhado na forma de domínios no ensino e avaliação nos Programas de Residência Médica. Não há consenso sobre o conceito de profissionalismo, sendo utilizadas estratégias múltiplas para o ensino, com destaque para a modelagem. O ensino do profissionalismo médico, enquanto constructo, na formação de especialistas pode reduzir lapsos e fomentar uma assistência pautada no respeito à autonomia das pessoas e na responsabilização social.

Promoção da Saúde: Coerência nas Estratégias de Ensino-Aprendizagem

PID: S1981-52712019000500641 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2019
Autores: Dias Vargas Silva Souza Santos Raimondi Paulino
RESUMO A formação em medicina pode gerar grandes responsabilidades ao estudante e provocar diversos problemas comportamentais, psíquicos e físicos. Diante desse fato, evidencia-se a necessidade de problematização de estratégias de Promoção da Saúde física e mental dos graduandos, conforme apontam as Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de graduação em Medicina no Brasil. Este relato de experiência almeja problematizar uma iniciativa do eixo curricular de Saúde Coletiva de uma Universidade Federal brasileira voltada para o aprimoramento de competências relacionadas à Promoção da Saúde. Durante a terceira unidade curricular desse eixo, problematizou-se com os estudantes, por meio do Arco de Maguerez, o aprimoramento de competências relacionadas à Promoção da Saúde e à salutogênese, em consonância com os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS) e as políticas públicas de saúde, especialmente a Política Nacional de Promoção da Saúde. Com isso, a unidade curricular com essa temática foi construída coletivamente, com diálogo e amorosidade entre discentes e docentes. Partimos da realidade dos estudantes para aprender sobre Promoção da Saúde e, assim, poder transformá-la. As atividades construídas, em um componente do currículo formal de um curso médico, permitiram aprender a relevância e a prática da Promoção da Saúde no cotidiano e se sensibilizarem em relação a elas. Buscou-se realizar ações para a ampliação do bem-estar dos discentes de forma autônoma e libertadora. Assim, empoderados com esses saberes, a unidade foi encerrada em uma atividade construída pelos estudantes por meio dos objetivos pedagógicos propostos. O local em que ela ocorreu se mostrou potente para produzir saúde e constituir-se como cenário de ensino-aprendizagem para a formação médica. Compreendeu-se que a Promoção da Saúde por intermédio de atividades contextualizadas com as realidades e necessidades discentes, inseridas na rotina acadêmica, possui potencial transformador na saúde dos estudantes, preparando-os para uma prática médica ética, relacional, com amorosidade e corresponsabilidade. A experiência foi inovadora, pois enfrentou a incoerência de ensinar a Promoção da Saúde sem praticá-la, em um contexto em que cada vez mais as condições de saúde física e mental dos estudantes de Medicina têm se tornado precárias. Assim, a oportunidade de aprender sobre o tema foi aproveitada para desenvolver competências e vivenciar a Promoção da Saúde na realidade dos estudantes, preparando-os para as intervenções com a comunidade, que ocorreram em seguida. A avaliação da atividade foi positiva, e destacou-se a relevância da Saúde Coletiva na formação médica para pensar as interfaces entre o eu e o outro, nossas semelhanças, diferenças e necessidades de transformações nos encontros que a graduação e a profissão médica proporcionam.

Protagonismo dos Estudantes de Medicina no Uso do Facebook na Graduação

PID: S1981-52712019000100187 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2019
Autores: Purim Tizzot
RESUMO Esta pesquisa analisou o uso do Facebook e as noções de conhecimento ético em rede por estudantes da graduação de Medicina. Trata-se de estudo transversal descritivo, realizado de agosto a dezembro de 2015, com questionário estruturado impresso autoaplicado a alunos de Medicina procedentes de instituição pública de Curitiba (PR). A amostra foi composta por 310 acadêmicos, com maior frequência feminina (58,1%; p = 0,005) e média de 23,3 anos de idade. O Facebook foi usado de modo espontâneo e informal para fins educacionais três vezes na semana por 68 (21,9%) alunos e diariamente por 188 alunos (60%; p < 0,0001). As ferramentas empregadas foram documentos (84,2%; p < 0,0001), mural (55%), bate-papo (50%) e eventos (49%). Essas aplicações foram usadas para verificar avisos com representantes, atualizar cronograma, resolver exercícios, tirar dúvidas com professores e colegas, fazer trabalho on-line. Os estudantes perceberam como vantagens o compartilhamento de informações, interação entre pessoas, facilidade e rapidez, e formação de grupos. As desvantagens alegadas foram falta de privacidade (34,5%), distração e perda de foco (19,7%), questões éticas (11%), dificuldade de inclusão digital (4,2%), disponibilidade de tempo dos professores (3,5%), vício e dependência da internet (1,6%) e conteúdos duvidosos (1,3%). Fotos ou filmes de pacientes foram postados em mídias sociais por 13,1% dos estudantes. Apenas 2% do total de acadêmicos conheciam as normas éticas para sites de medicina e saúde na internet. O uso do Facebook, criado e administrado pelos estudantes com base em suas necessidades, interesses e desejos, extrapolou a simples incorporação de uma rede social. Permitiu criar um espaço de comunicação, interação, partilha e colaboração que promoveu aprendizagem. Entretanto, políticas educacionais para o ambiente virtual podem melhorar a integração entre professores e alunos, e promover o uso pedagógico mais reflexivo, criterioso e profundo. Para uso sistematizado da internet e suas redes nesse curso, poderiam ser propostos investimentos financeiros, treinamento docente e discente, e estabelecimento de regras para uso mais seguro e responsável. Nesta amostra de estudantes, o Facebook foi utilizado para a organização acadêmica e do aprendizado de forma complementar ao ensino presencial. Contudo, são necessárias estratégias educativas de maior abrangência, com normas éticas e profissionais acerca de mídias digitais.

Práticas Integrativas e Complementares: Avaliação do Processo de Ensino-Aprendizagem em Práticas Integrativas nas Escolas Médicas do Brasil

PID: S1981-52712019000400109 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2019
Autores: Albuquerque Lima Silva Correia Maia Bessa Bessa
RESUMO Contexto Medicinas Complementares e Alternativas (MAC) são práticas de cuidados não convencionais que, segundo a Organização Mundial da Saúde, devem ser implementadas no sistema de saúde, particularmente nas regiões pobres do País. No Brasil, têm sido inseridas na saúde como Práticas Integrativas por meio de programas assistenciais e no ensino de graduação. Objetivou-se avaliar o processo de ensino-aprendizagem em Práticas Integrativas nas escolas médicas brasileiras. Metodologia Um estudo transversal foi realizado em escolas médicas brasileiras com um questionário autoaplicável para professores, e um levantamento de dados secundários foi obtido em websites de escolas médicas e instituições de bancos de dados governamentais. Na apresentação das variáveis utilizou-se a distribuição de frequências e os testes do coeficiente de Pearson (x2) – Qui-Quadrado. As proporções foram comparadas por meio do teste Qui-Quadrado ou do Teste Exato de Fisher. Quando o valor esperado de uma tabela de contingência foi igual ou superior a 5, utilizou-se o teste Qui-Quadrado; em todas as outras situações, utilizou-se o Teste Exato de Fisher. A diferença entre as proporções foi estimada pela Odds Ratio, calculada por meio de regressão logística simples (95% IC). Resultados Das 272 escolas médicas do Brasil, 57 abordam MAC, sendo essa proporção maior nas regiões Sul e Centro-Oeste. Há uma concentração de escolas médicas em capitais, e a Região Nordeste apresenta uma concentração significativa de escolas médicas com MAC nas capitais. O número de escolas com metodologias ativas e tradicionais no ensino de MAC é equivalente. A homeopatia, a acupuntura e a medicina integrativa predominam, com uma minoria usando práticas indígenas, cromoterapia e medicina antroposófica. As novas diretrizes educacionais não causaram impacto no número de escolas com MAC. O crescimento em MAC foi insignificante (p < 0, 5) nos últimos dez anos. Conclusão Não houve crescimento no ensino em Práticas Integrativas e Complementares no Brasil na graduação médica após as novas diretrizes curriculares, mesmo diante das necessidades do sistema de saúde.

Pôster Quiz como Estratégia Inovadora na Exposição de Trabalhos em um Congresso de Educação Médica

PID: S1981-52712019000400187 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2019
Autores: Rodrigues Morais Manzi Teles Lisboa Ramos Machado Sugita
RESUMO Introdução A exposição de trabalhos científicos é uma das metodologias utilizadas nos congressos e faz parte da comunicação informal do conhecimento científico, usada entre os cientistas ao se inserirem em um cotidiano restrito de pesquisadores. A tecnologia QR code facilita o acesso à produção científica e à dinamização do conhecimento; o Pôster Quiz constitui uma ferramenta de exploração dos trabalhos científicos facilitada pela inserção do QR code. Objetivos Relatar a criação e elaboração do Pôster Quiz como estratégia inovadora na exposição de trabalhos em um congresso de educação médica, aliada a uma ferramenta digital, o QR code, a fim de incentivar a leitura dos trabalhos expostos nos totens digitais, disseminando a pesquisa científica, seus autores e sua importância. Relato de experiência Trata-se de uma metodologia desenvolvida por discentes e docentes do curso de Medicina do Centro Universitário de Anápolis (UniEVANGÉLICA), em contou com reuniões periódicas que propunham a elaboração de QR codes que expusessem perguntas sobre resumos previamente lidos pelos participantes em formato e-poster. Esse processo envolveu a participação de sete discentes, um docente e 47 congressistas. Utilizaram-se banners com QR codes correspondentes às perguntas de seis totens de e-poster espalhados pelo evento, cartões-resposta referentes às perguntas expostas pelos QR codes e uma urna para depósito dos cartões; a correção dos cartões foi automática. Ao encontrarem um banner, os congressistas utilizavam um aplicativo leitor de QR code para obter acesso às questões daquele totem no período específico e em seguida tinham que realizar uma leitura dos trabalhos expostos ou assistir à apresentação do e-poster para que pudessem responder às questões. A correção dos cartões-resposta ocorreu por meio do aplicativo mobile Merrit®, que utiliza a câmera do smartphone para identificar as respostas de questões objetivas, comparando-as com um gabarito previamente informado. Do total de 150 questões, os primeiros colocados apresentaram 77 (51,33%), 76 (50,66%) e 70 (46,66%) acertos, sendo que a média de acertos foi de 61 (40,66%). Ao término do evento, ocorreu a premiação dos ganhadores nas três primeiras colocações. Também foram coletados relatos pessoais dos congressistas, atribuindo credibilidade a essa prática. Conclusão A importância dessa dinâmica repousa, sobretudo, na valorização dos trabalhos expostos com o objetivo de estimular o interesse dos congressistas, além de incentivar a integração entre os participantes da dinâmica e despertar maior atenção para as informações prestadas. Vale ressaltar o impacto positivo de uma atividade distinta de todas as outras do congresso, que agregou um elemento competitivo favorável ao objetivo primordial de obter conhecimento. O uso dessa nova tecnologia teve um resultado auspicioso, visto que a criação de um desafio premiado promoveu benefícios intelectuais, como a aquisição de habilidades de leitura e o aprendizado de temas pouco retratados na faculdade. A eficácia dessa dinâmica reside numa troca proveitosa de conhecimentos e de interesse entre os participantes, os autores dos trabalhos e os elaboradores do Pôster Quiz.

Relato de Experiência: Construção e Desenvolvimento do Programa de Saúde na Escola (PSE) sob a Perspectiva da Sexualidade na Adolescência

PID: S1981-52712019000400193 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2019
Autores: Santos Gasparim Monteiro Brito Silva
RESUMO O curso de Medicina da Universidade Federal do Pampa desenvolve-se sob pilares transformadores e vanguardistas da metodologia ativa. O curso transcende as práticas e educação biomedicalizadoras tradicionais por meio do reconhecimento dos aspectos humanos e sociais da medicina, em busca de uma formação centrada na visão holística do cuidado, preconizando um Serviço de Saúde público de qualidade. Além disso, a formação médica do Pampa traz à tona a necessidade de valorizar a autonomia do estudante, por meio de atividades que promovam a reflexão crítica e a aplicabilidade em situações reais dos temas propostos pelos docentes, valorizando ainda a articulação em grupo para diálogo, construção de ideias e resolução de problemas. A apropriação e aplicação de metodologias ativas em ambientes de promoção de saúde contribuem, portanto, para esse ideal de formação. Nessa perspectiva, este estudo consiste em um relato de experiência de abordagem crítico-reflexiva de acadêmicos do quarto semestre do curso de graduação em Medicina da Universidade Federal do Pampa (Unipampa). O estudo se refere ao componente de Práticas de Integração Ensino, Serviço e Comunidade (Piesc) do Núcleo de Prática Profissional (NPP) no período de abril a junho de 2018 e se trata de uma atividade proposta com o objetivo de compartilhar a vivência desses estudantes na construção e execução de uma atividade para o Programa de Saúde na Escola (PSE) vinculada a uma das Estratégias de Saúde da Família (ESF) de um município da fronteira oeste do Rio Grande do Sul. O assunto promovido pelos alunos foi escolhido por ser fundamental à prática de uma medicina com foco na prevenção de agravos e ainda assim pouco discutido devido à delicadeza do tema: saúde sexual. A atividade foi proposta com base teórica centrada no Aprendizado Baseado em Equipes (Team-Based Learning – TBL), destacando o autoconhecimento, prevenção contra infecções sexualmente transmissíveis, empoderamento no quesito de direitos sexuais e reprodutivos e o consentimento sexual. Foi realizada uma análise dialética das discussões com o propósito de avaliar as atividades realizadas, (re)significar as vivências e compilar as expectativas e impressões acerca da experiência

Relações Interpessoais no Contexto do Projeto Sérgio Arouca: Contribuições para Formação Médica

PID: S1981-52712019000400072 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2019
Autores: Liston Henicka Lima
RESUMO O Sistema Único de Saúde é um patrimônio nacional conquistado na VIII Conferência Nacional de Saúde e reconhecido pela Constituição Federal de 1988. A mesma Constituição que o aprovou exigiu um horizonte democrático para a formação em saúde no Brasil, a ser explorado por ensino, pesquisa e extensão. O horizonte requerido fez-se possível (e está constitucionalmente vivo) graças ao art. 207 da Constituição Federal, que determina às universidades o cumprimento do princípio da indissociabilidade entre as três modalidades formativas. Este artigo analisa características éticas, políticas e epistemológicas das relações interpessoais experimentadas na vivência do Projeto Sérgio Arouca, na perspectiva de acadêmicos do curso de Medicina da Universidade do Vale do Itajaí (SC), Brasil. O Projeto Sérgio Arouca, criado em 2009 e inspirado no Projeto Rondon, tem características extensionistas, que possibilitam aos estudantes de Medicina imersão no contexto social da atenção básica de territórios catarinenses socialmente desfavorecidos. Esta pesquisa configura-se como um estudo social de natureza qualitativa, de nível exploratório e caráter analítico. Unindo ensino, extensão e pesquisa, foi desenvolvida com sete acadêmicos por meio da técnica de grupo focal e diário de campo. Os resultados evidenciaram que as relações interpessoais desenvolvidas no contexto do projeto foram atravessadas por uma ética aplicada, por uma epistemologia dialética e por uma ação política responsiva consigo e com o outro. Desta forma, o projeto foi teorizado como uma trégua ao revelar a potencialidade de desacelerar tempos e valorizar a formação fora da estrutura epistêmica curricular do dia a dia, possibilitando encontros reflexivos aos envolvidos sobre valores fundamentais para a construção das relações interpessoais na atenção médica, sendo o amor revelado como o valor-matriz fundante de uma ética com potência para fundamentar a ação política da boa clínica. Concluiu-se que a relação interpessoal que a medicina para o Brasil requer é uma relação interpersonas em diálogo com o contexto da pessoa cuidada; uma relação entre, com, especialmente no contexto da atenção básica, contexto macro das reflexões que aqui serão apresentadas.

Resenha Crítica do Livro: Theory of Addiction

PID: S1981-52712019000400200 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2019
Autores: Rios
RESUMO Trata-se de uma resenha do livro Theory of Addiction, de Jamie Brown e Robert West, publicado no Reino Unido pela Wiley Blackwell em 2013. A Teoria PRIME de Mudança de Comportamento é apresentada e o autor discute a sua aplicabilidade em estudos ou intervenções visando à mudança de comportamentos no campo da educação médica.
Reportar erro A