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Inserção do Conteúdo Fitoterapia em Cursos da Área de Saúde

PID: S1981-52712016000200197 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2016
Autores: Feitosa Soares Borges Andrade Costa
RESUMO Este trabalho verificou a opinião de acadêmicos da Saúde sobre a inserção do conteúdo fitoterapia nos cursos de graduação. Trata-se de estudo transversal e analítico, realizado com aplicação de questionário a alunos de Enfermagem, Medicina e Odontologia em 2011. Participaram 248 acadêmicos, a maioria do sexo feminino (69,8%), com idade entre 17 e45 anos. Os estudantes (70,8%) mostraram interesse pela inclusão da fitoterapia, sem diferença entre os sexos (p= 0,757), sendo 83,1% da Enfermagem, 68,2% da Medicina e 63,0% da Odontologia (p=0,019). Entre as motivações destacam-se: ampliação do conhecimento (35,7%) e constatação da evidência científica (16,5%). O desconhecimento da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares foi de 84,7% na Enfermagem, 84,6% na Medicina e 74,7% na Odontologia (p=0,166), sem diferença significativa entre os sexos (p= 0,333). Conclui-se que os estudantes são favoráveis à inserção do conteúdo fitoterápico no currículo, embora desconheçam a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares, regulamentada para o sistema de saúde brasileiro.

Integração Intercampi no Ensino: Desenvolvendo Competências do Profissionalismo

PID: S1981-52712016000300344 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2016
Autores: Mendonça Cotta Lelis Moreira Carvalho Junior
RESUMO Objetivo Analisar o desenvolvimento das competências do profissionalismo em estudantes de diferentes áreas do conhecimento por meio de uma proposta de ensino crítico-reflexiva, que aliou a utilização das metodologias ativas e tecnologias de informação e comunicação. Métodos Estudo de intervenção, prospectivo, comparativo, do tipo antes e depois. Foram aplicados questionários a estudantes universitários de dois campi de uma universidade pública (Fases I e II) para avaliação do desenvolvimento de competências relacionadas ao profissionalismo. Resultados Observou-se uma melhoria dos escores avaliativos nos itens pesquisados, o que leva a inferir que houve eficiência das estratégias de ensino, aprendizagem e avaliação utilizadas. Conclusões O desenvolvimento das competências pesquisadas é importante para outras áreas do conhecimento, uma vez que estas incluem a aprendizagem dos aspectos relacionados a cidadania, ética, comunicação, trabalho em equipe e raciocínio crítico e reflexivo, entendidos como requisitos universais para a formação de qualquer estudante universitário.

Literatura e Humanização: uma Experiência Didática de Educação Humanística em Saúde

PID: S1981-52712016000100093 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2016
Autores: Silva Gallian Schor
RESUMO Considerando a fundamental importância do debate sobre a humanização na área da saúde, apresentamos resultados de uma experiência didática de formação humanística com base na experiência estética causada pela literatura do romance “Os Anos de Aprendizado de Wilhelm Meister”, de Goethe, com base numa atividade acadêmica oferecida a estudantes e profissionais da área da saúde. Investigamos o potencial desta experiência como meio de fomentar a formação humanística e a humanização. Na coleta dos dados utilizamos metodologias qualitativas, partindo da observação participante e da história oral de vida. Os dados foram analisados com base na Fenomenologia Hermenêutica. Inspirados na filosofia estética de Friedrich Schiller e Immanuel Kant, verificamos que a leitura do romance, com apoio da metodologia utilizada na atividade, proporcionou o que entendemos ser uma educação humanizadora, por meio da “ampliação da experiência da arte” e do “despertar lúdico”.

Matrizes para a Aquisição de Competências no Ensino de Urgências Clínicas / Ensino de Urgências Orientado por Competências

PID: S1981-52712016000200172 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2016
Autores: Senger Campos
RESUMO A Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde (FCMS) da PUC-SP, campus Sorocaba, inseriu o aluno do internato em uma Unidade de Pronto Atendimento no estágio de urgências clínicas com os objetivos de melhorar o processo de ensino-aprendizagem em urgências durante a graduação e preparar o graduando para atuar em todos os níveis de atenção do Sistema Único de Saúde (SUS). Essa experiência levou à análise das competências a serem adquiridas para o atendimento ao paciente clínico nos serviços de urgência, considerando as especificidades desse tema. Para a aquisição de tais competências, foram construídas matrizes de conhecimentos, habilidades e atitudes, baseadas nas demandas por atendimento e nas oportunidades de aprendizagem, enfatizando que os conteúdos e as práticas devem ser oferecidos desde os anos iniciais da graduação. O modelo curricular da FCMS, desenvolvido por meio de módulos, mostrou ser propício a esta construção. Esse arcabouço pode ser estendido a escolas que usam outras estratégias pedagógicas e pode ser desenvolvido por várias disciplinas, conferindo ao ensino de urgências um caráter longitudinal e interdisciplinar.

Medicina como Nova Graduação: Motivações, Dificuldades e Expectativas

PID: S1981-52712016000200226 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2016
Autores: Corrêa Gonçalves Oliveira Silva Ribeiro
Metodologia Os motivos que levam graduados a iniciarem novo curso superior em Medicina têm sido pouco estudados, principalmente no Brasil. O objetivo deste trabalho foi conhecer os motivos que levam um profissional já graduado a iniciar um novo curso, especificamente Medicina, as dificuldades para cursá-lo e as expectativas profissionais. Estudo transversal com estudantes de Medicina já graduados em outros cursos superiores. Utilizou-se questionário com questões abertas e fechadas. Análise descritiva dos dados quantitativos e análise de conteúdo dos dados qualitativos foram realizadas. Dos 110 estudantes já graduados em outro curso matriculados na faculdade no período estudado, 49% (54) participaram da pesquisa. A faixa etária predominante foi de 29 a 33 anos. Os graduados ingressam no curso médico em busca de maior valorização pessoal e profissional, não alcançada no primeiro curso, principalmente melhores remuneração e empregabilidade. Embora ter completado um curso superior traga benefícios ao ingressar num segundo, há também dificuldades, uma vez que muitos já constituíram família ou precisam trabalhar. Em relação às expectativas, o desejo de obter independência financeira coexiste com a intenção de realizar a especialização em residência médica.

Metodologias Ativas em Fisioterapia: Estudo de Confiabilidade Interexaminador do Método Osce

PID: S1981-52712016000100128 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2016
Autores: Cacho Baroni Ruaro Lopes Britto Ferreira Guedes Oliveira
RESUMO O presente estudo relata a experiência da aplicação do Exame Clínico Objetivo Estruturado (do inglês Objective Structured Clinical Examination – Osce) em um curso de Fisioterapia e demonstrar a confiabilidade interexaminador dos instrumentos de avaliação da simulação de atendimento fisioterapêutico. Participaram do estudo 29 estudantes regularmente matriculados no sétimo período do curso de Fisioterapia da Faculdade de Ciências da Saúde do Trairi, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Facisa/UFRN). Foram elaboradas quatro estações de casos clínicos referentes à área de aparelho locomotor; para cada estação, havia um instrumento de avaliação da simulação do atendimento fisioterapêutico com as opções de resposta “sim”, “não” e “insuficiente”, com avaliação realizada por dois docentes em cada estação. O aluno teve sete minutos em cada estação para realizar a tarefa clínica, sendo que quatro alunos foram avaliados simultaneamente. Houve diferença significativa na distribuição de notas entre as estações 1 e 2 (p < 0,001) e 1 e 3 (p = 0,001). Verificou-se confiabilidade interexaminador excelente nas estações 1 (CCI = 0,89), 2 (CCI = 0,99) e 3 (CCI = 0,99), enquanto na estação 4 a confiabilidade interexaminador foi satisfatória (CCI = 0,73). Dessa forma, os achados indicam que o Osce na prática fisioterapêutica possui confiabilidade interexaminador de satisfatória a excelente, independentemente do perfil de ensino-aprendizagem e do instrumento de avaliação adotado, podendo ser um método útil para o processo avaliativo da formação profissional em saúde.

Nova Metodologia de Ensino do ECG: Desmistificando a Teoria na Prática – Ensino Prático do ECG

PID: S1981-52712016000400751 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2016
Autores: Barros Silva Oliveira Neto Escarião Albuquerque
RESUMO O eletrocardiograma é um método diagnóstico de simples execução, de grande utilidade nos diagnósticos das doenças cardiovasculares, sobretudo as agudas, como as arritmias e o infarto agudo do miocárdio. O seu entendimento não é claro, provavelmente porque a base da explicação é voltada para conceitos básicos da física, atrelado ao ensinamento mais teórico que prático aos estudantes de medicina. A presente experiência mostra o modelo criado e adotado para explicar um método de ensino desenvolvido com os devidos materiais fornecidos à população alvo do ensino: estudantes de medicina e médicos residentes de cardiologia e outras especialidades clínicas, que fazem prática de estágio obrigatório dos seus respectivos programas de aprendizagem em uma emergência cardiológica de um hospital universitário em Recife/PE.

O Cuidado Empático: Contribuições para a Ética e Sua Interface com a Educação Moral na Formação em Saúde

PID: S1981-52712016000100011 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2016
Autores: Mayernyik Oliveira
RESUMO O presente artigo apresenta alguns pontos essenciais do pensamento do filósofo Michael Slote em sua obra “The ethics of care and empathy”. Situamos a sua produção no contexto em que a ética do cuidado foi desenvolvida e problematizada, evidenciando, sobretudo, a questão de gênero que atravessa essa perspectiva ética. Assim, convocamos autores e autoras que dialogam estreitamente com as questões levantadas por Slote como interlocutores fundamentais para se pensar a empatia como componente fundamental da ética do cuidado. Em sequência, resgatamos o sentido ontológico do cuidado e da responsabilidade, correlacionando-os com a prática do cuidado em saúde. Ao final, apresentamos um caso paradigmático para um debate concreto da ética do cuidado e empatia no âmbito da educação moral, destacando sua importância no processo de formação dos profissionais de saúde no Brasil.

O Ensino da Cirurgia Plástica na Graduação em Medicina no Contexto da Realidade Brasileira

PID: S1981-52712016000200286 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2016
Autores: Fernandes
RESUMO Apesar do grande número de cirurgiões plásticos no Brasil, o formando egresso/médico generalista necessita conhecimentos de Cirurgia Plástica que possibilitem sua adequada atuação em situações de emergência ou eletivas, referindo pacientes ou proporcionando proteção e suporte básico da vida. Esta educação deve ainda considerar o ambiente socioeconômico brasileiro, suas necessidades e limitações na escolha das atitudes, habilidades e conhecimentos em Cirurgia Plástica que o aluno deve absorver na escola médica. O ensino da Cirurgia Plástica na graduação requer esta ótica particular, além de levar ao estudante de Medicina o espectro integral da especialidade, estimulando vocações para a adequada residência médica e posterior titulação como especialista. Este artigo apresenta o programa de Cirurgia Plástica e a metodologia de ensino que vêm sendo oferecidos aos alunos do curso de Medicina da Universidade Positivo, em Curitiba, há dez anos, por meio da integração das disciplinas Clínica Cirúrgica II e Cirurgia Ambulatorial. As avaliações institucionais discentes, relatos pedagógicos de situações extracurriculares vivenciadas por alunos e a existência de cinco especialistas/residentes em Cirurgia Plástica entre 265 ex-alunos inicialmente formados sugerem uma produtiva funcionalidade do programa apresentado.

O Ensino sobre Deficiência a Estudantes de Medicina: o que Existe no Mundo?

PID: S1981-52712016000100053 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2016
Autores: Costa Koifman
RESUMO O currículo de graduação de profissionais de saúde deveria atender às necessidades das pessoas com deficiência. O objetivo deste estudo é trazer experiências de ensino sobre deficiência oferecido pelas escolas médicas no mundo, identificadas por meio de pesquisa bibliográfica. Encontramos diversas abordagens de ensino sobre deficiência: aulas, painéis, oficinas, anamnese e visitas a serviços que atendem pessoas com deficiência. Algumas tiveram como objetivo construir conhecimento geral e específico sobre deficiências comuns; outras, promover atitudes positivas e compromisso no cuidado de pessoas com deficiência; ou desenvolver habilidades para o cuidado centrado no paciente. De acordo com cada escola médica, as atividades ocorreram no início, no meio ou no final do curso. Raras experiências apresentam uma implementação planejada para todo o currículo da escola médica. As pessoas com deficiência, seus familiares e cuidadores participam como professores, pacientes padronizados, pacientes padronizados educadores, palestrantes e tutores. Esperamos que esta pesquisa sirva de apoio a esforços para preparar melhor futuros médicos a cuidar de pacientes com deficiência.

O Novo Currículo e o Fim da Patologia

PID: S1981-52712016000300528 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2016
Autores: Soares Athanazio
RESUMO A gradual adoção de novas diretrizes curriculares afetou dramaticamente a atuação do professor de Patologia no curso médico. O resultado prático das mudanças adotadas foi a redução do espaço do ensino da Patologia na graduação e a perda de espaço do professor médico patologista no curso médico. Como consequência, os novos médicos compreendem menos os mecanismos envolvidos nas doenças, e, pelo menos em algumas regiões do mundo, a perda de visibilidade da Patologia como especialidade médica resultou em falta de patologistas dedicados à carreira acadêmica e à prática diagnóstica. Nesta revisão, discutimos o cenário internacional e comentamos como a nova realidade atingiu, na prática, o ensino da Patologia em duas escolas médicas tradicionais do Brasil.

O Paciente e a Vivência da Visita Médica à Beira do Leito

PID: S1981-52712016000400704 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2016
Autores: Silva Silva Alencar
RESUMO Objetivo Analisar os significados atribuídos pelos pacientes à vivência das visitas médicas realizadas em grupo à beira do leito na enfermaria de Clínica Médica. Método Utilizou-se o método qualitativo, por meio da técnica de entrevistas semiestruturadas. Foram entrevistados 11 pacientes, internados em um hospital-escola localizado no Recife. As entrevistas foram submetidas à técnica de análise de conteúdo, e as categorias analíticas foram embasadas na psicologia da saúde, com enfoque biopsicossocial. Resultados e discussão Os entrevistados perceberam a visita como algo bom, que auxilia na aprendizagem dos estudantes, porém alguns a consideraram algo negativo e desconhecido. Os participantes interpretaram a visita como um espaço dos médicos, do qual eles não devem participar, sendo a comunicação centrada nos médicos e estudantes. Essa postura pode desfavorecer a construção do vínculo médico-paciente e contribuir para um sentimento de passividade dos pacientes. Conclusão Embora a maioria dos pacientes tenha avaliado a visita médica de forma positiva, como a comunicação está centrada nos médicos-estudantes, limita-se a participação do paciente durante a visita médica.

O Papel Transformador do Estudante de Medicina no Cenário da Endemia de Hanseníase no Brasil: Relato de Experiência

PID: S1981-52712016000200295 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2016
Autores: Rodrigues Diniz Barbieri Cazola Longo Lima
RESUMO Durante o Internato em Saúde da Comunidade, os acadêmicos de Medicina vivenciaram uma experiência em que foi possível desenvolver habilidades e atitudes na resolução de um caso de diagnóstico tardio de hanseníase. Trata-se de um estudo descritivo de abordagem qualitativa, envolvendo uma Unidade Básica de Saúde da Família em Campo Grande (MS) e a Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. O acompanhamento desta paciente permitiu reflexões e aprendizado quanto à necessidade de realizar exame físico e, com base em protocolos para diagnóstico e tratamento da hanseníase, assegurar o acompanhamento e seguimento de um caso que permaneceu por mais de dois anos sem tratamento apesar dos evidentes sinais clínicos da doença. Por outro lado, o analfabetismo, a ocupação e o espaço geográfico da paciente contribuíram para o agravamento do quadro. Este estudo de caso favoreceu uma visão ampliada da formação de profissionais, que praticaram a integração dos diferentes campos de conhecimento para garantir a assistência integral à paciente.

O Papel da Psicoterapia de Grupo na Formação do Residente em Psiquiatria

PID: S1981-52712016000100109 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2016
Autores: Souza Lima
RESUMO O objetivo deste trabalho foi analisar o papel da psicoterapia de grupo na formação do residente em psiquiatria do Programa de Residência Médica em Psiquiatria da Universidade Federal de Goiás. Trata-se de um estudo descritivo exploratório com abordagem qualitativa em educação médica. Os dados foram coletados por meio de relatórios descritivos e entrevistas semiestruturadas, submetidas à análise de conteúdo temático-categorial. Emergiram da análise dos dados duas categorias: as ações educativas do ensino da psicoterapia de grupo e as ações sociais do ensino da psicoterapia de grupo. Na análise da primeira categoria, obtivemos cinco subcategorias: relação médico-paciente, aprendizagem cognitiva, aprendizagem afetiva, diálogo interdisciplinar e desenvolvimento pessoal. Na segunda categoria, obtivemos duas subcategorias: socialização e encontro. Conclui-se que o ensino da psicoterapia de grupo tem papel educativo, pois contribui com a inovação dos cenários de prática, possibilitando mudanças na relação médico residente-paciente e consolidando o conceito ampliado de saúde na perspectiva da integralidade. Revela também seu papel social, pois contribui para uma aproximação sociointerativa entre preceptor-residente-grupo.

O Significado de Saúde e Doença para o Aluno de Medicina ao longo da Graduação: Estudo Exploratório entre Alunos da Unifesp-EPM

PID: S1981-52712016000400669 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2016
Autores: Lerman Fiore Blay
RESUMO No início da graduação, a compreensão sobre saúde e doença do aluno depende de seus conhecimentos e experiências prévias, bem como do grau de contato com a prática médica e a realidade que envolve esse tema. Neste estudo, pretende-se compreender qual é a visão de saúde e doença que permeia a mente dos futuros médicos e traçar que relações são estabelecidas entre a noção de saúde e doença com as experiências pessoais e profissionais do aluno ao longo da graduação. Foi realizado um estudo qualitativo, utilizando-se um questionário psicossocial e entrevista semiestruturada com alunos do primeiro, terceiro e sexto ano de um mesmo ano letivo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp-EPM). O material foi submetido à análise de conteúdo. As experiências e características pessoais de cada participante, assim como as experiências curriculares e extracurriculares e o currículo oculto influenciam tanto a visão que possuem de saúde e doença quanto a escolha profissional. Nota-se certo esfriamento na relação médico-paciente e uma postura de maior desconfiança em relação aos pacientes ao longo da graduação. Os alunos têm o conhecimento de uma visão mais global e humana dos pacientes, mas não conseguem colocá-la em prática. Observa-se que essa problemática está vinculada ao fato de terem dificuldade de entrar em contato com os aspectos emocionais despertados na relação médico-paciente.

O “Bê-Á-Bá” da Aprendizagem Baseada em Equipe

PID: S1981-52712016000400602 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2016
Autores: Krug Vieira Maciel Erdmann Vieira Koch Grosseman
RESUMO A Aprendizagem Baseada em Equipe (ABE) é uma estratégia educacional que tem sido empregada na educação de profissionais de saúde para o desenvolvimento de competências fundamentais, como a responsabilização do aluno pela aquisição do próprio conhecimento, a tomada de decisão e o trabalho colaborativo e efetivo em equipe. Levando em consideração que, no Brasil, poucos artigos nacionais explicam como realizar esta estratégia educacional, o objetivo deste artigo foi descrever os conceitos, os princípios, o planejamento e o processo detalhado para aplicação da ABE.

Objeção de Consciência e Aborto Legal: Atitudes de Estudantes de Medicina

PID: S1981-52712016000100086 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2016
Autores: Madeiro Rufino Santos Bandeira Freitas
RESUMO Introdução No Brasil, o aborto é permitido em caso de risco de morte da mulher, gravidez decorrente de estupro e anencefalia fetal. Objetivo O objetivo deste trabalho foi avaliar as atitudes de estudantes de Medicina em relação à objeção de consciência ao aborto legal. Métodos Todos os estudantes das escolas médicas do Piauí foram convidados a responder a um questionário eletrônico e anônimo com perguntas sobre características sociodemográficas, objeção de consciência ao aborto e obrigações éticas em caso de recusa. Resultados A taxa de resposta foi de 66,7% (n = 1.174). Enquanto 13,2% dos estudantes apresentariam objeção de consciência por risco de morte da mulher, 31,6% objetariam quando houvesse anencefalia fetal e 50,8% em caso de estupro. Na recusa do aborto por estupro, 54% não encaminhariam a mulher a outro profissional e 72,5% não explicariam a ela as opções de tratamento. Religião foi a única característica associada à recusa para o aborto. Conclusões A objeção de consciência no aborto por estupro foi mais frequente do que nas outras circunstâncias previstas pela legislação brasileira. Os estudantes com religião estiveram mais associados à recusa.

Percepção de Alunos de Medicina com a Dramatização: uma Experiência Pedagógica

PID: S1981-52712016000300497 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2016
Autores: Pereira Gallian Reginato De Benedetto
RESUMOO objetivo deste estudo é compreender a percepção dos alunos do segundo ano de Medicina acerca das práticas pedagógicas relacionadas à relação médico-paciente empregadas pela disciplina de Psicologia Médica numa universidade pública em São Paulo nos anos 2013-2015. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, baseada na análise de conteúdo temático-categorial de narrativas obtidas por meio de entrevistas semiestruturadas. Quatro categorias emergiram das narrativas: a percepção dos alunos; as repercussões emocionais; as expectativas dos discentes; e propostas para aprimorar o modelo pedagógico adotado. O role-playing mostrou-se um instrumento de experiência de sensações algumas vezes prazerosas e outras nem tanto, mas que pôde colaborar na preparação dos estudantes para sua futura relação com os pacientes. Os alunos preferiram discutir casos reais e não fictícios, se possível com a participação de médicos formados.

Percepção de Discentes de Medicina sobre o Feedback no Ambiente de Aprendizagem

PID: S1981-52712016000300470 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2016
Autores: Pricinote Pereira
RESUMOO feedback é descrito na literatura como capaz de influenciar poderosamente o aprendizado, mas, na prática, ocorre raramente e/ou de forma ineficaz. O objetivo deste trabalho foi avaliar como estudantes de cursos de Medicina percebem o feedback educacional e identificam as características positivas e negativas, de docentes e discentes, associadas à realização do feedback. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, por meio de grupos focais com alunos do quarto ano ou oitavo período de três faculdades de Medicina. Os dados foram analisados por meio da técnica de análise de conteúdo, criando-se as seguintes categorias: características do feedback recebido, fatores relacionados à ocorrência do feedback, características do docente para dar o feedback e características do discente para receber o feedback. Observou-se que, independentemente da instituição e do modelo curricular, na percepção dos participantes da amostra, a prática do feedback precisa ser melhorada nos ambientes de ensino e aprendizagem. Deve-se estimular tanto os docentes a dar o feedback, quanto os discentes a buscar recebê-lo, para que seja uma prática regular, contínua e com qualidade.

Perfil do Conhecimento de Estudantes de uma Universidade Particular de Curitiba em relação ao HPV e Sua Prevenção

PID: S1981-52712016000400611 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2016
Autores: Okamoto Faria Sater Dissenha Stasievski
RESUMO O HPV é a doença sexualmente transmissível mais frequente no mundo e entre jovens e sexualmente ativos, sendo que 50% dos casos novos ocorrem nos primeiros três anos após o início da atividade sexual. A infecção por este vírus é a principal alteração necessária à ocorrência do câncer do colo do útero. Este trabalho visa avaliar o nível de conhecimento de acadêmicos de uma universidade particular de Curitiba, dos cursos de Enfermagem, Odontologia e Medicina, sobre o HPV. É um estudo transversal observacional descritivo com coleta prospectiva, por meio da aplicação de 527 questionários a estudantes da Universidade Positivo de Curitiba de junho a agosto de 2014. Pertenciam ao sexo masculino 29,5% (N = 155) dos alunos e ao sexo feminino 70,4% (N = 369), com média de idade de 21,85 anos (DP = 4,38). A quantidade de acertos foi maior no curso de Medicina em quase todas as questões sobre conhecimento. Quanto à prevenção do HPV, a maior parte dos estudantes conhecia os meios de transmissão do HPV, sendo que 56,6% (N = 272) citaram corretamente mais de um método preventivo e 41,3% (N = 212) afirmaram que a vacina é o método mais eficaz de prevenção. Sobre o conhecimento das situações que aumentam o risco de transmissão, mais estudantes consideraram que múltiplos parceiros representam maior risco que o não uso de preservativo. Apesar de 86,4% (N = 434) afirmarem já ter ouvido falar do HPV, 76,8% (N = 398) afirmaram que o HPV pode apresentar sintomas, e somente 13% (N = 69) conheciam os efeitos a longo prazo. Do total de estudantes sexualmente ativos, 75,57% (N = 396) usam algum método contraceptivo, sendo o anticoncepcional oral o mais utilizado, com 61% (N = 137), seguido do preservativo masculino, com 33% (N = 73). Das alunas sexualmente ativas com parceiro fixo, 63% (N = 193) realizam visitas anuais ao ginecologista e, destas, 14% (N = 44) nunca fizeram o preventivo. Os estudantes estiveram acima da média esperada na maioria das questões.
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