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Estresse na Formação Médica: como Lidar com Essa Realidade?

PID: S1981-52712015000400558 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2015
Autores: Moreira Vasconcellos Heath
RESUMO Ao ingressarem no curso de Medicina, os estudantes se sentem eufóricos e realizados. No entanto, os desafios inerentes à formação podem ser fonte de estresse e angústia, comprometendo o bem-estar desses estudantes. Assim, este estudo se propôs a explorar as causas do estresse na formação médica e os modos de enfrentamento dos estudantes de uma universidade em Montreal, Canadá. Trata-se de um estudo exploratório, com abordagem metodológica qualitativa, mediante um questionário semiestruturado. Participaram do estudo 18 estudantes distribuídos entre o primeiro e o quarto ano do curso de Medicina. Os principais eventos estressores mencionados pelos entrevistados foram: dificuldade em conciliar as atividades acadêmicas e a vida pessoal, avaliações de desempenho, relação com professores/residentes e pacientes, além de terem que morar longe da família. Diante desses eventos, os estudantes desenvolveram estratégias adaptativas e algumas não adaptativas. Entre as estratégias adaptativas, eles mencionaram: falar sobre sentimentos negativos, apoio psicológico, atividades de lazer e apoio espiritual. Em relação às respostas não adaptativas, foram observados sentimentos negativos, como angústia e tristeza, negação da realidade, bebida alcoólica e drogas para recreação. Nesse contexto, as universidades precisam reconhecer essa realidade, de modo a construir estratégias institucionais que possam ajudar os estudantes a lidar com os eventos estressores, para que, assistidos nas próprias necessidades, consigam enxergar as necessidades psicossociais dos pacientes.

Estudantes de Medicina e as Drogas: Evidências de um Grave Problema

PID: S1981-52712015000100159 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2015
Autores: Machado Moura Almeida
Este artigo analisa a prevalência e os fatores que desencadeiam o consumo de drogas entre estudantes de Medicina. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura científica acerca da prevalência do uso de drogas em estudantes de Medicina.Optou-se por privilegiar periódicos de indexação científica, consultando-se o Pubmed e a Biblioteca Virtual em Saúde, e utilizando-se as bases de dados SciELO,Medline e Lilacs. São analisadas três categorias do fenômeno: prevalência do uso de drogas entre os estudantes de Medicina (categoria dividida em drogas lícitas e ilícitas); fatores que propiciam o uso de drogas entre os estudantes de Medicina; e análise referente aos estudantes brasileiros de Medicina. Constatam-se evidências de um grave problema nas Faculdades de Medicina, que é a grande e constante prevalência do uso de drogas lícitas ou ilícitas entre os estudantes e fatores intrínsecos ao curso que podem desencadear o início ou a continuidade dessa prática. Esse problema requer a atenção dos diversos representantes das universidades a fim de que se adotem políticas de controle e redução de uso de drogas no âmbito universitário.

Estudo sobre o Uso do Moodle em Cursos de Especialização a Distância da Unifesp

PID: S1981-52712015000400507 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2015
Autores: Magnagnagno Ramos Oliveira
RESUMO A sociedade absorve novidades tecnológicas cada vez mais rápido. Essa evolução vem influenciando todas as atividades humanas e as práticas pedagógicas. A incorporação das Tecnologias de Informação e Comunicação na educação proporcionou o surgimento dos Ambientes Virtuais de Aprendizagem. O presente artigo tem como objetivo estudar o uso dos recursos do Moodle e discutir seu potencial pedagógico em três cursos de especialização a distância da Universidade Federal de São Paulo. Com enfoque quantitativo e tendo o estudo de caso como estratégia de pesquisa, utilizou a análise de conteúdo e uma ferramenta denominada Moodle 1.9.x Data Extrator, desenvolvida na pesquisa, para a coleta dos dados. O estudo concluiu que, embora o Moodle tenha como focos principais a interação e construção colaborativa de conhecimento, disponibilize ferramentas para processos de formação baseados na pedagogia construtivista e voltados para a interação e construção colaborativa de conhecimento, nos cursos da amostra de pesquisa, o processo de ensino e aprendizagem, no que concerne ao uso do Moodle e das ferramentas disponibilizadas pelo AVA, parece ter assumido uma tendência mais próxima das premissas da abordagem tradicional de ensino.

Experiência Pedagógica em Patologia na Faculdade de Medicina da UFC

PID: S1981-52712015000300450 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2015
Autores: Monteiro Silva Júnior Matos Pompeu Dornelas
RESUMOObjetivo Relatar a experiência da aplicação de material didático composto por catálogo com imagens macroscópicas e microscópicas, disponível em meio impresso e digital, acompanhado de coleções de lâminas, instrumento criado por alunos do mestrado e iniciação científica, focando a autonomia do aprendizado em Patologia Humana para os alunos da graduação.Métodos Foi elaborado um questionário para ser aplicado aos alunos, para avaliação de resultados alcançados pelo modelo criado, que será oferecido aos estudantes de diversos cursos que possuem a disciplina de Patologia Humana, oferecida na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC). O catálogo relata a história e evolução da doença de uma paciente com tuberculose sistêmica, suas manifestações clínicas, exames físicos e laboratoriais, além de achados de necropsia, com diferentes aspectos da resposta inflamatória.Resultados Os alunos que viveram esta experiência se manifestaram a favor da implantação da nova ferramenta como material didático da disciplina e sua manutenção nos laboratórios.Conclusão A inovação nas aulas é necessária, e este modelo surge como um material complementar para a melhoria e motivação das aulas práticas no tema proposto.

Experiências na Extensão Universitária: Reabilitação de Amputados

PID: S1981-52712015000400602 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2015
Autores: Santos Luz
RESUMO Este estudo relata as atividades do Projeto de Extensão Reabilitar e Integrar: Reabilitação Multidisciplinar em Amputados, da Universidade Estadual de Santa Catarina (Udesc), integradas à Rede de Atenção à Saúde. Pretende-se divulgar a experiência e os métodos aqui utilizados para aprimorar o processo de ensino-aprendizado que visa a uma formação profissional atenta à promoção da saúde da população em questão. Apresenta-se o projeto e descreve-se o desenvolvimento teórico-prático dos objetivos, ações e recursos empregados em sua execução, a fim de oferecer uma revisão e reflexão que contribuam para um enfoque na reabilitação integral de pessoas amputadas. Este projeto se traduz como uma oportunidade de a Instituição de Ensino Superior (IES) contribuir com a Rede de Atenção à Saúde da pessoa que sofreu amputação, reduzindo os riscos de morbidade com ações de promoção, prevenção e prática multidisciplinar, e aprimorando as habilidades e competências de discentes e profissionais da saúde.

Formação Médica na UFSB: II. O Desafio da Profissionalização no Regime de Ciclos

PID: S1981-52712015000100123 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2015
Autores: Almeida Filho Lopes Santana Santos Coutinho Cardoso Loureiro
Este é o segundo artigo de uma série que apresenta estrutura curricular e modelo pedagógico do curso de Medicina em implantação na Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), que adota um regime de dois ciclos de formação, integralmente realizado nos contextos de prática do Sistema Único de Saúde. Para isso, apresentam-se resumidamente perfil e competências dos egressos, introduzindo a estrutura curricular do segundo ciclo do curso e destacando sua aderência ao marco legal vigente. Em seguida, destacam-se os blocos temáticos do eixo de formação técnico-científica, com organização de conteúdos em ciclos de vida, visando superar o modelo que fragmenta o sujeito humano em sistemas, órgãos e patologias. Aborda-se ainda o eixo de práticas, composto por estágios supervisionados em todos os níveis de atenção da rede SUS, destacando a Atenção Primária em Saúde, que perpassa todo o segundo ciclo de formação. Por último, discutem-se impacto e efeitos dessa reestruturação da educação superior no sentido da convergência entre modelos formativos de profissionais de saúde e necessidades de saúde da população.

Formação Situada ou Situações do Formar: Internato Médico em Questão

PID: S1981-52712015000200252 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2015
Autores: Ferri Gomes
Analisamos os processos de formação médica situados nos corredores da emergência de um hospital público da região metropolitana de Vitória, no Espírito Santo. O internato entra em questão como um processo de experimentação do trabalho em que a curiosidade e a novidade dos primeiros procedimentos realizados impulsionam a conquista do hospital como espaço de experimentação do ser médico. Apostamos numa formação que extrapola o sentido clássico de tempo em que se está vinculado a um processo formal de aquisição de conhecimento – formação que extrapola o percurso acadêmico e ganha sentido enquanto processo de produção de sujeitos. Este trabalho se vincula a uma leitura singular do modo como são tratados os fenômenos do trabalho e da formação em saúde.

Formação de Médicos para o SUS: a Integração Ensino e Saúde da Família – Revisão Integrativa

PID: S1981-52712015000400630 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2015
Autores: Vasconcelos Ruiz
RESUMO O ensino médico vem sendo objeto de estudos, pesquisas e formulações novas, influenciado por aspectos políticos, didático-pedagógicos, culturais e comunitários relacionados às mudanças nos sistemas e serviços de saúde. A educação médica tem sofrido profundas críticas quanto à necessidade de diversificar os cenários de ensino-aprendizagem para que se construam novos currículos e sujeitos, possibilitando-lhes a inserção num processo pedagógico reflexivo e dinâmico. Constatando a complexidade dessa questão, apontamos diretrizes necessárias para avançar com o processo de mudança da formação médica. O estudo foi realizado por meio do método da revisão integrativa. Foram pesquisados artigos com as palavras-chave: “educação de graduação em Medicina” e “atenção primária à saúde” na Biblioteca Virtual em Saúde, procurando-se captar a totalidade de artigos que abordassem a formação médica para o Sistema Único de Saúde (SUS). Resultaram desta busca 14 artigos, que constituem a amostra deste trabalho. Para análise e discussão dos resultados, os artigos foram categorizados de acordo com seus objetivos, metodologias, referenciais, resultados, conclusões e recomendações, em duas categorias temáticas: formação profissional no SUS e educação médica. A análise dos artigos sugere efetivar a integração ensino-aprendizagem da Medicina com os serviços de saúde e a participação de organizações da comunidade. Isto parece constituir um desafio central nessa busca pela mudança da formação médica que disponibiliza novos recursos para o financiamento de programas e esforços inovadores, numa abrangência que engloba discentes, docentes e serviços de saúde, e que busca novas estratégias, novas tecnologias pedagógicas e reformulações curriculares.

Formação para a Estratégia Saúde da Família na Graduação em Medicina

PID: S1981-52712015000100112 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2015
Autores: Nóbrega-Therrien Souza Pinheiro Castro
A adoção da Estratégia Saúde da Família (ESF) como modelo de reorientação da Atenção Básica tornou necessário um novo tipo de profissional médico. Este estudo objetiva analisar a formação médica adquirida na graduação em Medicina para o desenvolvimento das ações exigidas pela ESF e identificar lacunas dessa formação.Foram conduzidas entrevistas semiestruturadas com 37 médicos residentes de Medicina de Família e Comunidade de unidades de saúde de Fortaleza (CE)de setembro a dezembro de 2007. Os depoimentos foram categorizados e apreciados mediante a técnica de Análise de Conteúdo. Observou-se que já ocorrem mudanças na formação médica, embora ainda haja muitas lacunas a preencher. Novos currículos,mais voltados para a Atenção Básica, permitiram que os médicos recém-formados se sentissem mais preparados para atuar na ESF, ao contrário dos profissionais formados em currículos antigos.

Gênero Pode Ser um Fator na Seleção do Vestibular de Duas Escolas Médicas Brasileiras

PID: S1981-52712015000200268 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2015
Autores: Beraldi Gagliardi Filho Nunes Gannam
Este é um estudo de dados secundários para investigar se o gênero é um fator determinante na admissão do vestibular de Medicina. O vestibular de duas escolas médicas (EM) brasileiras, universidades A e B, foi analisado, e o número de candidatos de cada vestibular foi comparado ao número de alunos matriculados em cada EM de acordo com o gênero no período de 1995 a 2009. Os mesmos dados disponíveis dos Estados Unidos (EUA) em 2011 foram avaliados. Notou-se um aumento do número de mulheres prestando vestibular de Medicina, mas este aumento não correspondeu à porcentagem de mulheres matriculadas. Houve uma tendência a selecionar mais homens. Em A, 39,3% dos candidatos e 47% dos estudantes admitidos eram homens (OR = 1,37; IC95% = 1,24 – 1,51). Em B, os homens representavam 39,3% dos candidatos e 65,4% dos estudantes admitidos (OR = 2,93; IC95% = 2,76 – 3,11). Estes resultados não foram confirmados nas EM dos EUA. A análise do EE sugere que a maior seleção de homens poderia ser produto do formato dos vestibulares.

Implantação de uma Liga Acadêmica de Anatomia: Desafios e Conquistas

PID: S1981-52712015000200310 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2015
Autores: Silva Chiochetta Oliveira Sousa
As Ligas Acadêmicas exercem papel fundamental nas universidades, com atividades extracurriculares que expandem o conhecimento dos alunos integrantes além da graduação, contemplando também o meio acadêmico e a sociedade. O processo pioneiro de implantar uma Liga Acadêmica em um campus em implantação é um grande desafio. A Liga Acadêmica de Anatomia do Campus UFRJ-Macaé (Laanamac) objetiva estimular a interação dos alunos, desenvolver projetos de pesquisa, extensão e ensino, e ser modelo para a criação de novas ligas. Este trabalho relata o primeiro ano da Laanamac e os resultados alcançados: maior interesse dos alunos pela Anatomia, possibilidade de ingresso em uma Iniciação científica, dissecação de cadáveres, interação com docentes e discentes de outras instituições, desenvolvimento de habilidades como gerenciamento de uma liga e organização de eventos, e divulgação do nome da instituição em congressos. Uma liga recém-formada pode contribuir de forma significativa no desenvolvimento de novos campi, por ampliar as possibilidades, principalmente, dos que estão se estabelecendo longe das grandes cidades.

Integralidade e Interdisciplinaridade na Formação de Estudantes de Medicina

PID: S1981-52712015000300378 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2015
Autores: Santos Ribeiro Anjos Farias Lucena
RESUMOEste artigo objetiva investigar de que forma os alunos de Medicina estão sendo formados quanto à integralidade e à interdisciplinaridade. O estudo teve abordagens qualitativa e quantitativa. Inicialmente, foi realizado um grupo focal com estudantes do último ano do curso de Medicina da Universidade Federal da Paraíba; posteriormente, todos os estudantes matriculados no último ano do curso responderam a um questionário elaborado pelos pesquisadores, com questões sobre o perfil sociodemográfico e estudantil, e sobre a integralidade e interdisciplinaridade na formação médica. As questões avaliaram conceito, prática, aptidão profissional e contribuição da extensão universitária para a integralidade e interdisciplinaridade, as quais se mostraram limitadas na formação dos estudantes. Os resultados apontam a necessidade de priorizar a interação entre teoria e prática; investir na formação dos docentes de modo a capacitá-los para atuação/ensino da integralidade e interdisciplinaridade; organizar as atividades para que possam garantir encontros em componentes curriculares obrigatórios, realizando atividades conjuntas numa perspectiva interdisciplinar; diversificar mais os cenários de prática, para que contemplem a integralidade no cuidado e a atuação interdisciplinar, em todos os níveis de atenção à saúde.

Internato Médico: o Desafio da Diversificação dos Cenários da Prática

PID: S1981-52712015000200226 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2015
Autores: Teixeira Spicacci Melo Takao Dornelas Pardi Bollela
A formação do aluno no curso de Medicina precisa se aproximar dos campos de prática vivenciados pelo médico atualmente. Este estudo objetivou caracterizar as experiências educacionais dos internos dentro de atividades em Atenção Primária, Secundária e Terciária à saúde, com vistas a otimizá-las. Inicialmente, foi descrita a criação de um estágio em atendimento secundário, antes inexistente na instituição, e avaliada a percepção dos alunos envolvidos. Posteriormente, foram caracterizados os atendimentos prestados pelos alunos em três cenários (primário, secundário e terciário) durante 30 dias. A criação do estágio na Unidade de Pronto Atendimento foi bem recebida pelos alunos, que sentiram necessidade de investir mais carga horária neste cenário. Foram avaliadas 201 consultas realizadas por internos, sendo a maioria na Atenção Primária. Houve grande diversificação dos motivos das consultas conforme o cenário de prática, e a preceptoria do interno ocorreu em todos os atendimentos. Concluímos que os diferentes cenários realmente oferecem oportunidades de aprendizado complementares que devem ser valorizadas institucionalmente.

Ligas Acadêmicas no Processo de Formação dos Estudantes

PID: S1981-52712015000300410 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2015
Autores: Silva Flores
RESUMOAs Ligas Acadêmicas (LAs) surgem nas universidades brasileiras no início do século XX como estratégias e atividades extracurriculares. O objetivo deste estudo foi analisar as Ligas Acadêmicas estruturadas e em funcionamento na Universidade de Brasília como estratégias de ensino e aprendizagem. Método A coleta de dados foi construída por levantamento documental, entrevista de sondagem e entrevistas individuais aplicadas a acadêmicos membros das Ligas (oito representantes), professores/coordenadores membros das Ligas (quatro representantes) e acadêmicos que participavam das atividades oferecidas pelos membros das Ligas (quatro representantes).Resultados Percebe-se o reconhecimento do princípio da indissociabilidade do ensino, pesquisa e extensão por parte dos entrevistados, embora a atuação dos membros ligantes tenha sido marcada pelas atividades de ensino e pesquisa em contraposição às atividades extensionistas. No entanto, as concepções dos participantes refletem convergências no que se refere aos princípios/estratégias de criação e desenvolvimento das Ligas Acadêmicas como importantes na formação em saúde.Conclusão As Ligas Acadêmicas poderiam se tornar instrumentos de exploração da autonomia, da criticidade, da criatividade e do comprometimento, em detrimento de práticas isoladas que induzem ao risco de especialização precoce.

Linguagem como Abertura ao Diálogo entre Cuidado em Saúde e Educação Médica

PID: S1981-52712015000400565 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2015
Autores: Jabur Silveira
RESUMO Este estudo objetivou estudar a temática do cuidado, inerente e imanente às relações dos sujeitos da saúde, a partir de uma pesquisa teórica com implicações para a prática. Utilizamos o referencial filosófico de Merleau-Ponty, que analisa o sujeito do conhecimento em sua experiência mundana. Sob esta ótica, parte-se do pressuposto de que a experiência vivida pelo profissional da ciência médica, em seus campos de atuação, abre um espaço singular de constituição de sentidos em suas trocas intersubjetivas. A linguagem, como ponto de partida para o entendimento da relação entre a equipe de saúde e os usuários dos equipamentos, tem na comunicação a possibilidade de abertura para o homem se constituir enquanto sujeito autônomo; e a cada momento, a fala propicia a interação entre o eu e o outro, favorecendo o encontro. A fenomenologia, cada vez mais evidenciada em estudos de saúde, é importante ferramenta para a educação médica e, ao apresentar a linguagem como o sentido que habita a palavra, torna-se elemento-chave das atuações clínico-institucionais, promovendo a produção de cuidado.

Mediarte com Amor e Humor: uma Experiência a partir do Olhar dos Participantes

PID: S1981-52712015000200294 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2015
Autores: Amorim Rocha Silva Melo Araújo
Trata-se de um relato e reflexão a respeito do Projeto MediArte com Amor e Humor, com base nas vivências e percepções das autoras/estudantes integrantes do projeto. O Projeto é uma atividade de extensão da UFRN envolvendo estudantes de medicina. Neste objetiva-se trabalhar a humanização por meio das virtudes humor e amor através de atividades lúdico-recreativas, nas dependências do Hospital de Pediatria da UFRN, envolvendo pacientes, acompanhantes e profissionais semelhantes às intervenções de palhaçoterapia. Busca-se, dentre outros aspectos, resgatar o sorriso e alegria das crianças doentes e promover o cuidado humanizado. Observa-se que a presente iniciativa conforma-se como uma estratégia de educar em saúde, onde teoria e práticas potencialmente interdisciplinares, humanizadoras e éticas são desenvolvidas, contribuindo para uma formação mais integral dos alunos de graduação, bem como uma iniciativa de humanização do cuidado no SUS.

Movimento “Carta Verde” como Transformador da Realidade da Formação em Saúde

PID: S1981-52712015000300336 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2015
Autores: Fernandes Sanches Mendonça Santos Batiston Ferrari
RESUMODiante da necessidade da formação voltada para o trabalho em equipe e o desenvolvimento de discussões e construções coletivas nos campos de saberes, estudantes e docentes das diversas áreas da saúde da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul criaram uma proposta de mobilização em busca de uma formação interdisciplinar. O produto final dessa mobilização culminou na criação, pelos estudantes, de uma Carta de Intenções – denominada “Carta Verde” – para mudanças curriculares voltadas à formação interprofissional. Esse nome representa a liberdade e a saúde, no intuito de que, juntas, todas as profissões possam se complementar e produzir saúde desde sua formação. Além disso, horários “verdes” para a participação de projetos, criação de coletivos em saúde e discussões entre as diversas áreas do conhecimento são estratégias para otimizar a formação em equipe dos futuros profissionais. O produto dessa carta pode induzir mudanças curriculares mais efetivas e concretas no que diz respeito à formação interprofissional segundo as atuais necessidades do Sistema Único de Saúde do nosso país.

O Core Curriculum da Unesco como Base para Formação em Bioética

PID: S1981-52712015000300456 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2015
Autores: Maluf Garrafa
RESUMOA revolução biotecnológica das últimas décadas teve como resultado o desenvolvimento de um poder quase sem limites sobre a vida humana. Tal contexto exige do profissional uma visão globalizada dos problemas éticos e sociais da era contemporânea, alicerçada em sólidas bases filosóficas e legais. Este contexto torna necessária a promoção de novas competências e habilidades relacionadas à vida profissional. Neste sentido, o ensino da Bioética desponta como uma possibilidade de inovação curricular alternativa ao tradicional modelo prescritivo e normativo. Este artigo relata a experiência da Cátedra Unesco de Bioética da Universidade de Brasília com a utilização do Core Curriculum proposto pela Unesco como instrumento didático-pedagógico adequado ao ensino da Bioética. Entre os dilemas pedagógicos enfrentados pela Bioética como disciplina encontram-se: a construção de seus conteúdos, sua estruturação, as concepções teóricas a serem seguidas e seus objetivos. A contextualização e o aperfeiçoamento da estratégia proposta pelo Core Curriculum podem significar importantes instrumentos facilitadores para docentes que buscam organizar práticas didático-pedagógicas inovadoras em Bioética com o intuito de proporcionar resultados efetivos na formação de seus estudantes.

O Ensino de Geriatria e Gerontologia na Graduação Médica

PID: S1981-52712015000300344 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2015
Autores: Brasil Batista
RESUMOEste ensaio evidencia aspectos de relevância para o ensino de Geriatria e Gerontologia nas escolas médicas brasileiras, balizados na literatura atual sobre a temática e no diálogo com docentes de Geriatria. Vislumbramos a inserção acadêmica da Geriatria e Gerontologia como uma aproximação gradual das escolas do processo de envelhecimento e suas consequências médico-sociais. Para que isto ocorra, enfatizamos a utilização de ações verdadeiramente interdisciplinares que perpassem de forma longitudinal todos os anos do curso médico e integrem as demais especialidades. A ampliação e diversificação dos cenários formais de aprendizagem, além da preocupação com a capacitação e qualificação docente nesta área foram identificadas como pilares indispensáveis à formação de profissionais que possam atender de forma adequada às necessidades de saúde da população idosa nas próximas décadas.

O Primeiro Ano do Grupo de Apoio ao Primeiranista

PID: S1981-52712015000200302 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2015
Autores: Damiano Santos Pereira Santos
Este trabalho é um relato de experiência do primeiro ano de funcionamento do Grupo de Apoio ao Primeiranista (GAP). O GAP é um grupo desenvolvido por alunos de Medicina de uma universidade privada do Estado de São Paulo, apoiado por sua direção, com o intuito de amparar e humanizar a recepção aos ingressantes. O início das atividades do GAP ocorreu em 2013 com base nos conceitos de tutoria/mentoring, aplicado por outras escolas médicas brasileiras. Nas reuniões semanais do GAP, os participantes (alunos do primeiro ano) e mentores (acadêmicos veteranos e uma psicóloga institucional) discutiam temas como resiliência, compaixão, humildade e respeito. Durante as reuniões, notou-se uma problemática extensa em relação ao trote universitário, referido pelos primeiranistas como o pior problema enfrentado na universidade. Na sequência dos encontros, o grupo direcionou suas ações para reduzir o trote na universidade. O GAP, apesar de estar em seu primeiro ano de funcionamento, mostrou ter eficácia relevante, podendo ser um modelo a ser implementado em outras universidades.
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