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OSCE para Competências de Comunicação Clínica e Profissionalismo: Relato de Experiência e Meta-Avaliação

PID: S1981-52712015000300433 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2015
Autores: Franco Franco Santos Uiema Mendonça Casanova Severo Ferreira
RESUMOA comunicação clínica e o profissionalismo estão entre as principais competências médicas e, portanto, devem ter sua avaliação garantida. Nesse contexto, o exame clínico objetivo estruturado (OSCE) tem papel fundamental. Objetivos Descrever as etapas de elaboração de um OSCE, bem como a avaliação da qualidade das estações e a percepção do estudante de Medicina sobre a sua realização.Método O estudo é composto pela realização de um OSCE com quatro estações por 16 estudantes de Medicina e pela análise da qualidade psicométrica e aplicação de um questionário de satisfação.Resultados Para os estudantes, o OSCE é o método que melhor avalia e ensina essas competências, ao passo que os testes de múltipla escolha estão no polo oposto quanto à avaliação. Em relação à qualidade múltipla das estações: duas se apresentaram com boa confiabilidade, uma se tornou satisfatória após adequação e uma se revelou inconsistente.Conclusão Mesmo bem avaliadas pelos estudantes, algumas estações apresentaram falhas. A análise do OSCE é fundamental para sua validade e mensurabilidade, em especial para o OSCE de alta aposta.

Percepção do Estudante de Medicina acerca do Ambiente Educacional Utilizando o Dreem

PID: S1981-52712015000400517 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2015
Autores: Guimaraes Falbo Menezes Falbo
RESUMO Introdução A percepção sobre o ambiente educativo pode influenciar o desempenho acadêmico, e a sua análise fornece subsídios importantes para melhorá-lo. Objetivo Avaliar a percepção do estudante acerca do ambiente educativo do Hospital Dom Malan/Imip durante o internato médico. Método Estudo do tipo survey, envolvendo 105 estudantes no período de abril a setembro de 2013. Foi utilizado o questionário Dundee Ready Education Environment Measure (Dreem). Resultados Foram considerados os seguintes resultados: questões individuais, as cinco dimensões e o Dreem global. A percepção geral foi considerada “more positive than negative” (pontuação 144,4/200), e a análise das dimensões revelou: percepção da aprendizagem: “a more positive perception”; percepção sobre os preceptores: “model course organisers” (49,5%); percepção dos resultados acadêmicos: “feeling more on the positive side” (70,5%); percepção do ambiente geral: “a more positive atitude” (55,2%); percepção das relações sociais: “not a nice place” (90,5%); e percepção geral do ambiente educativo: “more positive than negative” (69,5%). Não houve diferença estatisticamente significante quando comparados os dois grupos (p >0,05). Conclusões A percepção geral foi positiva, e a dimensão das relações sociais foi apontada como problemática.

Percepção dos Alunos dos Cursos de Graduação na Saúde sobre Integralidade

PID: S1981-52712015000200208 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2015
Autores: Oliveira Cutolo
A integralidade e seus sentidos têm sido objeto de discussões na área da saúde, principalmente no que se refere à graduação.Esta pesquisa investiga as concepções dos formandos dos cursos de graduação da área da saúde da Universidade do Vale do Itajaí(Univali). Objetivo Analisar e compreender as concepções e sentidos atribuídos pelos discentes acerca da integralidade.Metodologia Trata-se de uma pesquisa com abordagem qualitativa, tendo como técnica de coleta de dados oficinas pedagógicas baseadas na metodologia do Arco de Maguerez. Como instrumento de análise, obtiveram-se os registros escritos. Este estudo contou com a participação total de 31 discentes dos cursos de Enfermagem, Farmácia, Fonoaudiologia e Nutrição. A análise foi realizada com base na escolha das unidades de registro que traduzem o eixo temático do estudo por meio de palavras e expressões categorizadas.Resultados A análise dos registros escritos permitiu elaborar as seguintes categorizações: integralidade como princípio do Sistema Único de Saúde(SUS); integralidade como totalidade; integralidade como visão holística; integralidade como necessidade do sujeito; integralidade como interdisciplinaridade; integralidade como biopsicossocial; integralidade como cuidado; integralidade como níveis de complexidade; integralidade como resposta à necessidade do sujeito; integralidade como modo de organizar as práticas. Além disso, a maior parte das concepções de integralidade dos discentes diz respeito a sentidos que necessitam ser desmistificados ou até desconstruídos frente à sua superficialidade, para que sejam potencializadores de mudança. Assim, é importante refletir acerca das práticas curriculares de integralidade nos cursos de graduação na área da saúde.

Percepção sobre o Adoecimento entre Estudantes de Cursos da Área da Saúde

PID: S1981-52712015000100102 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2015
Autores: Gonçalves Brito Carvalho Sampaio
Este trabalho teve por objetivo conhecer a percepção sobre o adoecimento entre estudantes dos cursos de Enfermagem, Medicina e Odontologia de uma universidade pública por meio de uma pesquisa qualitativa. Os acadêmicos participantes da pesquisa foram submetidos a entrevistas guiadas por um roteiro semiestruturado com foco no conceito de adoecimento construído por esses estudantes. As entrevistas transcritas foram organizadas e sistematizadas com auxílio do programa Atlas.ti 6 e submetidas a análise do discurso. Destacaram-se as respostas acerca do conceito de adoecimento que os alunos expressavam antes do curso e o que passaram a considerar após o ingresso na universidade. Além disso, foi feita uma análise comparada dos conceitos de adoecimento expressos pelos entrevistados dos três cursos. Percebeu-se que os acadêmicos tenderam a ampliar suas percepções sobre o processo saúde-doença, acrescentando as dimensões socioeconômica e psicológica à visão biomédica antes estabelecida.

Percepções Acadêmicas sobre o Ensino e a Aprendizagem em Anatomia Humana

PID: S1981-52712015000100023 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2015
Autores: Salbego Oliveira Silva Bugança
Esta pesquisa investiga as percepções de acadêmicos sobre o processo de ensino e aprendizagem na disciplina de Anatomia Humana oferecida nos cursos de Ciências Biológicas e Enfermagem de uma universidade da Região Centro-Oeste do Estado do Rio Grande do Sul. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, com caráter descritivo e exploratório, realizada com dez acadêmicos de cada um dos cursos envolvidos, regularmente matriculados na disciplina e frequentando o Laboratório de Anatomia Humana. Os depoimentos foram coletados por meio de entrevistas semiestruturadas e analisados à luz da análise de conteúdo. Emergiram percepções acerca do processo de ensino e aprendizagem da disciplina e da sua relevância para a formação profissional. Conclui-se que as percepções dos acadêmicos apontam obstáculos enfrentados para uma aprendizagem efetiva. As dificuldades despertam nos estudantes sentimentos de impotência e desânimo. Nesse contexto, surge um grande desafio: propor estudos que considerem a opinião dos acadêmicos, promovendo espaços de troca e construção coletiva do processo de formação.

Percepções e Sentimentos de Professores de Medicina frente à Avaliação dos Estudantes – um Processo Solitário

PID: S1981-52712015000100012 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2015
Autores: Megale Ricas Gontijo Mota
Introdução O processo de avaliação formativa nas escolas médicas envolve o professor na observação direta do desempenho do estudante. Esta avaliação gera desconforto e angústia para alguns professores, na tentativa de serem justos e imparciais. Este trabalho tem por objetivos identificar as dificuldades na avaliação dos estudantes de Medicina, conhecer os sentimentos, conceitos e crenças dos professores frente ao processo e identificar os fatores que dificultam e facilitam esta avaliação.Método Foram conduzidos três Grupos Focais com professores do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais estratificados por tempo de docência e classificados quanto a gênero, titulação e categoria funcional. As reuniões tiveram uma moderadora auxiliada pelo pesquisador, duraram entre 90 e 120 minutos e terminaram quando ocorreu a saturação do tema. Toda a discussão foi transcrita e rendeu 118 páginas, que foram submetidas à análise de conteúdo.Resultados O discurso foi categorizado em cinco grandes temas: dificuldade da avaliação de habilidade clínica e atitudes; relação professor-aluno; sentimentos vivenciados pelos docentes durante a avaliação; fatores facilitadores; necessidade de mudanças.Conclusões Os docentes sentem falta de objetivos bem definidos e instrumentos avaliativos específicos. Reconhecem a necessidade de melhores conhecimentos pedagógicos e considera a avaliação formativa uma situação solitária, com pouco respaldo da instituição.

Perfil do Estudante de Medicina da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), 2013

PID: S1981-52712015000100032 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2015
Autores: Cardoso Filho Magalhães Silva Pereira
O objetivo deste trabalho é mostrar o perfil do estudante de Medicina da UERN por meio de um estudo transversal feito em 2013 com 72 alunos, utilizando questionário autoaplicável e anônimo. Foram coletadas informações socioeconômicas sobre o curso e o processo ensino-aprendizagem. Verificou-se predomínio do sexo masculino (58,0%), brancos (48,6%), solteiros (90,3%), renda familiar até R$ 2.565,00 (20,5%) e ensino fundamental e médio cursados somente em escola pública (58,3% e 61,1%, respectivamente). Os estudantes escolheram a profissão por adequação à aptidão pessoal e vocacional (37,5%) ou possibilidade de realização pessoal (31,9%) e se dizem satisfeitos com o curso (98,6%). Muitos alunos relatam que atividades excessivas e ansiedade são os fatores estressores que mais interferem no desempenho acadêmico. Grande parte (88,9%) indica a internet como principal fonte de informação. Os resultados mostram o impacto positivo do sistema de cotas no ingresso do aluno da rede pública de ensino no curso de Medicina da UERN, os efeitos da imensa carga horária curricular sobre a qualidade de vida e a influência do modelo de ensino flexneriano preconizado, atualmente, no Brasil.

Pesquisa e Extensão em Saúde e a Aprendizagem nos Níveis Cognitivo e Afetivo

PID: S1981-52712015000400550 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2015
Autores: Silveira Rodrigues Shishido Moraes
RESUMO O objetivo deste estudo foi comparar a aprendizagem nos níveis cognitivo e afetivo entre alunos bolsistas do programa PET-Saúde e alunos que não tiveram experiência em atividades de pesquisa e extensão. O método utilizado foi um estudo exploratório comparativo com 14 estudantes dos cursos de Medicina, Medicina Veterinária, Odontologia, Nutrição, Fisioterapia, Enfermagem e Educação Física da Universidade Regional de Blumenau. Os temas abordados foram integralidade do cuidado em saúde, pesquisa e extensão. Utilizou-se abordagem qualitativa por meio da técnica de entrevista semiestruturada. A análise foi realizada por meio da taxonomia de Bloom.Os Alunos envolvidos com as atividades de pesquisa e extensão no programa PET-Saúde atingiram maiores níveis da taxonomia de Bloom nos domínios cognitivo e afetivo em comparação com os outros estudantes. A experiência dos estudantes nos grupos PET-Saúde parece contribuir para uma aprendizagem diferenciada nos cursos da saúde.

Prevalência de Ansiedade e Depressão entre Estudantes de Medicina

PID: S1981-52712015000300388 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2015
Autores: Tabalipa Souza Pfützenreuter Lima Traebert Traebert
RESUMOIntrodução Estudantes de Medicina são uma população propícia ao desenvolvimento de transtornos de depressão e ansiedade.Objetivo Estimar a prevalência de ansiedade e depressão entre acadêmicos de Medicina.Métodos Estudo transversal envolvendo uma amostra aleatória e representativa (n = 346) de estudantes de Medicina de uma universidade no Brasil. Os níveis de ansiedade e depressão foram aferidos pelos Inventários de Depressão e Ansiedade de Beck. Análises brutas e ajustadas foram realizadas utilizando-se regressão de Poisson.Resultados A prevalência de ansiedade foi de 35,5%, e a de depressão, 32,8%. Mulheres apresentaram prevalência 14% maior de ansiedade e 16% maior de depressão (p = 0,025 e p = 0,006, respectivamente). Estudantes com pais não médicos apresentaram prevalência de ansiedade 23% maior (p = 0,006), e aqueles com pais médicos, prevalência de depressão 29% maior (p = 0,034). Aqueles que se sentiam sempre ou frequentemente cobrados pelos pais apresentaram ansiedade 22% maior (p = 0,006) e depressão 19% maior (p = 0,016). Estudantes que tinham preocupações com o futuro mostraram prevalência de depressão 15% maior (p = 0,017).Conclusões A prevalência de sintomas depressivos e ansiosos foi superior à média encontrada na população em geral.

Prevalência de Sintomas de Ansiedade e Depressão em Estudantes de Medicina

PID: S1981-52712015000100135 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2015
Autores: Vasconcelos Dias Andrade Melo Barbosa Souza
Objetivos Determinar a prevalência de sintomas de ansiedade e depressão em estudantes de Medicina e avaliar fatores associados.Métodos Estudo de corte transversal com 234 estudantes que responderam a um questionário eletrônico com variáveis sociodemográficas e a Escala Hospitalar de Ansiedade e Depressão (Ehad).Resultados Em relação à ansiedade, o escore médio da Ehad foi de 6,7 (DP: +/- 3,4), com 34,3% (80) apresentando sintomas falso-positivos de ansiedade e 19,7% (46) manifestando sintomas sugestivos do transtorno. Quanto à depressão, o escore médio da Ehad foi de 4,4 (DP: +/- 3,1), com 19,3% (45) apresentando sintomas falso-positivos para depressão e 5,6% (13) manifestando sintomas sugestivos do transtorno. Na análise univariada, o uso de drogas psicoativas associou-se à presença de sintomas de ansiedade; para sintomas de depressão, o estudante ser procedente da RMR foi fator protetor, ao passo que o uso de drogas ilícitas foi associado a risco.Conclusão A prevalência de sintomas de ansiedade e depressão associada ao uso de drogas psicoativas e ilícitas, respectivamente, indica a necessidade de medidas de prevenção e diagnóstico precoces.

Prevalência de Síndromes Funcionais em Estudantes e Residentes de Medicina

PID: S1981-52712015000300395 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2015
Autores: Pereira Capanema Silva Garcia Petroianu
RESUMOO curso universitário é gerador de estresse, e, de acordo com a literatura, há elevada prevalência de sintomas depressivos e transtornos emocionais em até metade dos universitários. Cerca de um terço das pessoas com síndromes funcionais ou síndromes somáticas funcionais (SSF) sofre de ansiedade ou depressão. Percebe-se, assim, a associação das SSF com fatores psicossociais e estresse. Objetivo Verificar a prevalência de síndrome funcional em estudantes e residentes de Medicina.Métodos Foram entrevistados 200 estudantes da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) que cursavam o quinto, sexto, nono e décimo períodos, sendo 25 homens e 25 mulheres de cada período, bem como 27 residentes de várias especialidades do Hospital das Clínicas da UFMG (11 homens e 16 mulheres). Os voluntários responderam aos questionários Beck Depression Inventory (BDI) e Stait-Trait Anxiety Inventory (Stai), ambos validados no Brasil para avaliação da depressão e ansiedade, e a questionário para verificar a presença de síndromes funcionais. Resultados Oitenta e sete indivíduos (38,3%) tiveram o diagnóstico de síndrome somática e funcional (SSF), sendo prevalente nos residentes (48,1%) e nos alunos do quinto ano (43%) e menor nos alunos do terceiro ano (30%). Mulheres e seguidores da religião espírita foram os que apresentaram maior associação com SSF (p < 0,05), assim como os que possuíam maiores pontuações no questionário de avaliação de depressão e aqueles em período de formação mais avançado no curso médico. A SSF foi mais encontrada em estudantes com idade menor que 24 anos (39,4%), com renda inferior a dez salários mínimos (53,2%), casados (46,7%), com filhos (80%), entre os que possuíam parentesco médico (40,8), em tabagistas e alcoolistas (58,5%) e em estudantes com traços de ansiedade alta (45,6%).Conclusão As síndromes funcionais são frequentes entre os estudantes e residentes de Medicina. Elas ocorrem mais no sexo feminino e em deprimidos em períodos de maior tensão emocional.

Quais Fatores Influenciam a Taxa de Aprovação na Disciplina de Anatomia Humana?

PID: S1981-52712015000400574 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2015
Autores: Silva-e-Oliveira Furtado
RESUMO A Anatomia Humana (AH) é uma disciplina básica para todos os estudantes dos cursos superiores das áreas da saúde e biológica. A maior parte a considera de conteúdo difícil. O ensino da AH precisa ser repensado no contexto da política atual de acesso amplo ao ensino superior. E corresponder ao dever das instituições de proporcionar ao estudante uma formação de qualidade com vistas à formação de um profissional crítico e de perfil criativo frente às distintas situações do cotidiano. É preciso entender possíveis fatores que levam às elevadas taxas de reprovação nesta disciplina. Portanto, o objetivo do presente estudo foi relacionar o resultado do vestibular/Enem com hábitos de estudo e desejo profissional no desempenho acadêmico da disciplina dos alunos dos cursos de Educação Física, Ciências Biológicas e Nutrição do IF Sudeste MG. Foram entrevistados 129 alunos. A pontuação do vestibular/Enem foi maior entre os aprovados em AH; não houve entre os grupos diferença quantitativa nas horas de estudo e tampouco na escolha do curso, que ocorreu por opção do aluno (versus por falta de opção).

Reflexões acerca do Ensino de Pediatria no Século XXI: o Cenário Brasileiro

PID: S1981-52712015000300339 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2015
Autores: Moreira Araújo Ribeiro Siqueira-Batista
RESUMOIntrodução O Relatório Flexner é considerado o ponto de partida para a discussão do ensino da medicina no século XX. Após amplas discussões, em 2001, o Ministério da Educação homologa as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Medicina (DCN). Tais diretrizes objetivam a formação de um médico generalista, humanista, reflexivo, crítico, que atue como promotor da saúde integral do ser humano. A Pediatria é a área da medicina onde a promoção da saúde integral é de extrema importância, pois a criança é o adulto do futuro.Objetivo Discutir as questões: O que se espera do médico geral, em relação à Pediatria, no século XXI? E a questão dela derivada: Mudanças nas diretrizes para o ensino de Pediatria são necessárias a partir das DCN?Métodos Ensaio reflexivo com base em dois documentos: Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Medicina (DCN) e Diretrizes para o Ensino de Pediatria (DEP) propostas por Eduardo Marcondes.Discussão Este artigo discorre a respeito das percepções de Marcondes acerca do ensino de Pediatria, correlacionando-as com as DCN e discutindo aspectos importantes na formação do médico, tais como: promoção, prevenção, proteção e reabilitação em saúde e educação médica em Pediatria.Considerações finais As Diretrizes para o Ensino de Pediatria propostas por Marcondes em 1993 parecem se manter extremamente atuais no contexto brasileiro do século XXI, ressalvando-se apenas diferenças de mortalidade e morbidade infantil.

Relato de Inovação Pedagógica na Abordagem da Ecologia Médica

PID: S1981-52712015000400597 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2015
Autores: Souza Teixeira Almeida Júnior Costa Gonçalves Côrtes Júnior Mendonça
RESUMO Este artigo relata a inovação pedagógica na abordagem da Ecologia Médica no curso de Medicina da Universidade Severino Sombra (USS) por meio do conteúdo programático da disciplina Sistema de Integração Curricular e Comunitária I, descrevendo suas contribuições para a formação de médicos com visão ampliada de saúde, conscientes da interface entre saúde e meio ambiente.

Repercussões do Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde) na Reforma Curricular de Escolas Médicas Participantes do Programa de Incentivos às Mudanças Curriculares dos Cursos de Medicina (Promed)

PID: S1981-52712015000400527 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2015
Autores: Alves Belisário Abreu Lemos Goulart
RESUMO O objetivo do estudo foi analisar, na perspectiva dos coordenadores, as repercussões do PET-Saúde no processo de reforma curricular das escolas de Medicina participantes do Promed. Trata-se de pesquisa qualitativa, com utilização de grupos focais com coordenadores do PET-Saúde de 12 escolas médicas. Foi evidenciado que o PET-Saúde fortaleceu o desenvolvimento curricular, contribuindo especialmente no que diz respeito à consolidação da Atenção Primária como local privilegiado para as práticas de ensino-aprendizagem. As contribuições mais expressivas do PET-Saúde foram relacionadas à produção de conhecimento voltada para as necessidades do SUS e ao fortalecimento da integração ensino-serviço, aspectos que se configuraram como pontos de estrangulamento no contexto do Promed. O PET-Saúde, ao envolver profissionais não docentes (preceptores), acabou contribuindo para a melhoria dos serviços de saúde onde atua, ao capacitar, valorizar e empoderar esses profissionais. O papel do PET-Saúde foi menos enfatizado na pós-graduação e educação permanente voltadas para as necessidades do SUS. A oferta dessas oportunidades educacionais em estreita articulação com o SUS continua sendo um desafio para as políticas de formação profissional na área da saúde.

Representação Social das Vivências de Estudantes no Curso de Medicina

PID: S1981-52712015000300370 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2015
Autores: Restom Riechelmann Machado Machado
RESUMOA medicina atua com a prevenção e a cura das doenças humanas num sentido amplo. Uma formação com enfoque em problemas permite ao estudante um poder de análise dos componentes das situações de saúde. O Programa de Integração em Saúde da Comunidade (Pisco) prevê levar estudantes e professores para a vivência da prática voltada à integralidade das ações, valorizando a prevenção e a promoção à saúde. O objetivo deste estudo foi analisar as vivências dos estudantes de Medicina no processo de avaliação das atividades do Pisco do primeiro ao quarto ano do curso e a sua relação com o projeto pedagógico do curso. Foi realizado um estudo descritivo quali-quantitativo. Foram produzidos registros escritos pelos estudantes ao final de cada encontro, de março de 2008 a dezembro de 2011, posteriormente analisados por meio do Discurso do Sujeito e pelo software QualiQuantiSoft®. Os resultados mostram diminuição do número de registros a partir da quinta etapa, pois a partir dela os alunos iniciam vivências em ambientes diferentes de prática médica e, assim, passam a desvalorizar as atividades no Programa de Saúde da Família.

Role-Play para o Desenvolvimento de Habilidades de Comunicação e Relacionais

PID: S1981-52712015000400586 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2015
Autores: Rabelo Garcia
RESUMO O desenvolvimento de habilidades de comunicação e relacionais (HbCR) é essencial para a formação médica, logo a utilização de estratégias educacionais que favoreçam seu aprendizado é necessária. O presente trabalho tem por objetivos descrever o processo de implementação da técnica de role-play e avaliar sua utilização no ensino das HbCR, de acordo com a percepção docente. A técnica foi utilizada no curso de Semiologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia (FMB/UFBA). Para atender a esses objetivos, o presente artigo foi estruturado em duas partes: plano de implementação da técnica de role-play e aplicação do role-play segundo a percepção do docente. O role-play revelou ser uma técnica factível, extremamente adequada ao ensino das HbCR, em consonância com as orientações das Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Medicina.

Saúde Bucal no Âmbito Escolar e Familiar: da Autonomia à Transformação Social

PID: S1981-52712015000300426 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2015
Autores: Souza Macedo Gusmão Athayde Costa Queiroz Nóbrega
RESUMOA promoção de saúde requer um trabalho com abordagens preventivas, educacionais, curativas e de controle da saúde pelo próprio indivíduo, sendo a motivação e a transformação social por meio da conscientização as únicas propostas viáveis para a diminuição das doenças bucais. O objetivo deste programa foi promover a saúde de forma ampla, atingindo vários atores sociais, e trabalhar a autonomia e a modificação de hábitos essenciais para alterações no fenômeno saúde-doença. Foi desenvolvido na rede pública de ensino do município de Patos (PB), com a participação de três eixos – a família, os educadores e as crianças –, tendo como ações as práticas de promoção e educação em saúde, análise do nível de conhecimento em saúde bucal, realização de tratamento restaurador atraumático, além de cursos de capacitação em saúde bucal para educadores e agentes comunitários de saúde. O projeto teve aceitação por todos os eixos assistidos e alcançou como resultado a melhoria nos níveis de saúde bucal e a criação de agentes multiplicadores de saúde, contribuindo para o desenvolvimento da autonomia e integralidade em saúde.

Simulação in Situ, uma Metodologia de Treinamento Multidisciplinar para Identificar Oportunidades de Melhoria na Segurança do Paciente em uma Unidade de Alto Risco

PID: S1981-52712015000200286 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2015
Autores: Kaneko Couto Coelho Taneno Barduzzi Barreto Sousa Barbosa Carvalho
Introdução A simulação é uma metodologia usada para substituir ou amplificar experiências reais por experiências guiadas que evocam ou replicam aspectos do mundo real de maneira interativa. A simulação in situ leva essa técnica diretamente aos locais onde ocorrem atendimentos, com a própria equipe de saúde atuando em seu ambiente de trabalho em cenário simulado.Objetivo Descrever experiência piloto de simulação in situ realizada em unidade de pronto atendimento, destacando oportunidades de avaliação de sistema de atendimento, trabalho em equipe e detecção de ameaças latentes à segurança (ALS).Métodos Estudo aplicado na Unidade Ibirapuera do Hospital Israelita Albert Einstein e realizado pelo Centro de Simulação Realística Albert Einstein. Foi apresentado cenário de paciente de 45 anos com síndrome coronariana aguda que evolui para parada cardiorrespiratória. Simulação híbrida de 30 minutos com uso de ator e simulador de alta fidelidade (SimMan 3G®).Utilizado checklist e filmagem para avaliar habilidades e atitudes, usados em debriefing estruturado com uma hora de duração.Resultados A experiência proporcionou avaliação técnica, comportamental e sistemas. Detectou quatro ALS e permitiu reflexão guiada sobre trabalho em equipe.Conclusão Este piloto contribuiu para o alcance dos objetivos propostos com o cenário e demonstrou oportunidades de treinamento e melhoria. A simulação in situ pode ser usada no futuro sistematicamente para treinamento contínuo de equipes, visando à melhoria da qualidade de atendimento e à segurança do paciente.

Teste de Progresso: uma Ferramenta Avaliativa para a Gestão Acadêmica

PID: S1981-52712015000100068 | Revista: Revista Brasileira de Educação Médica (1981-5271) | Año: 2015
Autores: Pinheiro Spadella Moreira Ribeiro Guimarães Almeida Filho Hafner
Este estudo teve por objetivo averiguar as potencialidades do Teste de Progresso (TP) no auxílio à gestão acadêmica. Foram analisados os desempenhos dos estudantes do curso de Medicina no TP aplicado em 2008 e reaplicado sem modificações em 2011. Os resultados demonstraram que, no TP de 2008, a progressão ocorreu a cada dois anos de curso, e no TP 2011 esta progressão iniciou-se somente a partir da terceira série. Nas áreas de Saúde Coletiva, Clínica Cirúrgica e Áreas Básicas, não houve acúmulo de conhecimentos gradativo desde o início do curso, o que merece reflexões por parte dos gestores do currículo.
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