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AVALIAÇÃO DE APLICATIVO QUE TRABALHA CONTEÚDOS DE FILOSOFIA E SUAS RELAÇÕES COM O ENSINO

PID: S1981-81062020000100105 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2020
Autores: Hanauer Fumaco Abegg
Resumo O objetivo deste trabalho consiste em avaliar as condições técnicas e as potencialidades didático-metodológicas do aplicativo Quiz Filosófico, o qual foi desenvolvido para smartphone e tematiza conteúdos da história da filosofia, para fortalecer o processo de ensino-aprendizagem na disciplina de filosofia no âmbito do Ensino Médio. Através de uma revisão da literatura, busca-se descrever as características e potencialidades deste aplicativo e a percepção de sua possível aplicabilidade, ou não, na perspectiva da escolarização de nível médio. Como conclusão, destacamos que este recurso digital apresenta limitações de conteúdo filosófico e talvez não seja um recurso essencial para apoiar o desenvolvimento da experiência primordial do filosofar com estudantes do Ensino Médio em sala de aula, embora possa servir para atividades extraclasse.

BEM-ESTAR SUBJETIVO E FUNCIONAMENTO PSICOLÓGICO POSITIVO AO LONGO DOS PRIMEIROS ANOS DO ENSINO SUPERIOR

PID: S1981-81062020000100202 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2020
Autores: Oliveira Levindo
Resumo A transição e adaptação ao Ensino Superior (ES) é geralmente acompanhada por novos desafios e exigências na vida dos estudantes, que poderão afetar o seu bem-estar e desempenho académico. O objetivo principal deste estudo longitudinal é analisar o bem-estar subjetivo e o funcionamento psicológico positivo dos estudantes ao longo do seu percurso inicial no ES. Para o efeito, 137 estudantes de licenciatura responderam a três questionários em dois momentos distintos, com um ano de intervalo entre ambos: a Satisfaction With Life Scale, a Positive and Negative Affect Schedule e a Escala de Funcionamento Psicológico Positivo. Os resultados na amostra global não revelaram diferenças significativas entre os dois momentos, contudo verificaram-se pontuações menos favoráveis na passagem do 1º para o 2º ano, comparativamente com a passagem do 2º para o 3º ano. Além disso, no 2º momento de recolha de dados, o grupo de estudantes deslocados da sua residência mostrou uma melhor satisfação com a vida. Em conclusão, as instituições educativas devem prestar atenção a alguns grupos de estudantes em maior risco, implementando medidas de apoio à sua integração e adaptação ao ES.

CAMINHOS METODOLÓGICOS POSSÍVEIS NA FORMAÇÃO DOCENTE EM LETRAS: METODOLOGIAS ATIVAS NA DISCIPLINA DE SINTAXE

PID: S1981-81062020000100098 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2020
Autores: Mello Caetano Souza
Resumo O artigo tematiza o ensino de Língua Portuguesa (LP) nos cursos de licenciatura, dando ênfase aos conteúdos gramaticais, em uma perspectiva atual, a fim de analisar caminhos metodológicos possíveis para abordagens ativas em torno da disciplina de Sintaxe. Como objetivos específicos, busca-se: (i) apresentar um breve panorama sobre o ensino de gramática na formação do professor de língua portuguesa; (ii) apontar contribuições das metodologias ativas (MAs) para o processo de ensino-aprendizagem; e (iii) apresentar uma proposta didática idealizada com base no uso das MAs como alternativas pedagógicas relevantes e significativas para o trabalho com conteúdos gramaticais em nível superior. Justifica-se esta pesquisa pelas discussões atuais envolvendo o despreparo dos docentes para o trabalho com gramática nas salas de aula e, ainda, pelo destaque que as MAs têm ganhado no contexto educacional. Assim, este trabalho se utiliza de uma metodologia de caráter bibliográfico, contando com o aporte teórico de autores como Antunes (2003), Geraldi (2001), Moran (2018) e Luckesi (2011). Como resultado, apresenta-se a sugestão metodológica visando a sistematizar todas as discussões realizadas ao longo deste estudo.

COMPETÊNCIAS DE ESTUDO E ADAPTAÇÃO ACADÊMICA – ESTUDO CORRELACIONAL ENTRE MEDIDAS

PID: S1981-81062020000100211 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2020
Autores: Oliveira Cunha
Resumo Os estudantes devem ter competências de estudo para atender às muitas demandas de adaptação à nova etapa de estudos no ensino superior. Nesse sentido, este artigo tem como objetivo geral investigar as relações entre as competências de estudos e a adaptação acadêmica por meio de instrumentos. Participaram 464 estudantes de seis cursos de graduação de uma universidade particular do Sul de Minas Gerais. Foram utilizados a Escala de Avaliação de Competências de Estudos (ACE) e o Questionário de Adaptação Acadêmica ao Ensino Superior (QAES). Os resultados mostraram correlações entre os fatores e os totais das médias obtidas pelos participantes nos dois instrumentos, em sua maioria de fracas a moderadas. Espera-se que esses resultados possam auxiliar na reflexão tanto por parte dos alunos como das instituições para que se estabeleçam programas de auxílio aos estudantes.

COMPETÊNCIAS DOCENTES NO ENSINO SUPERIOR: O QUE NOS DIZ A LITERATURA?

PID: S1981-81062020000100203 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2020
Autores: Ruiz-Melero Bermejo Arcas Sánchez Moreira
Resumo O novo modelo de universidade inspirado nos princípios do espaço europeu de ensino superior pressupõe uma mudança nos papéis do professor, que passa de transmissor a facilitador das aprendizagens, e assumindo o estudante o papel protagonista do processo educativo. Isso requer a incorporação de um enfoque nas competências a desenvolver na formação universitária, ao considerar que levar a cabo um ensino de qualidade implica que os professores no ensino superior devam ter competências pessoais, formativas, investigativas e pedagógicas que lhes permitam desempenhar a função docente de modo eficaz. Assim, este texto tem como objetivo a identificação das competências pedagógicas mais relevantes para favorecer o desenvolvimento de habilidades, valores e aptidões profissionais e pessoais nos estudantes, com o objetivo de que estes possam fazer face às diferentes situações que irão enfrentar no seu futuro trabalho profissional e melhorar a sua empregabilidade no mercado laboral. Para isso realizamos uma revisão de literatura em níveis nacional e internacional para poder planear o desenho de um instrumento em função das competências mais relevantes extraídas desta revisão: 1) conhecer e compreender; 2) saber fazer e 3) saber ser.

COMUNICAÇÃO ORAL E ESCRITA NO CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS: EXPERIÊNCIAS NO ENSINO E NA APRENDIZAGEM

PID: S1981-81062020000100106 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2020
Autores: Conde
Resumo Trata-se de um relato descritivo que contempla a observação acerca da disciplina Comunicação Oral e Escrita, componente da área de Humanas e Sociais do Plano Pedagógico do Curso de Ciências Contábeis da Fundação Universidade Federal de Rondônia, Câmpus José Ribeiro Filho, e sua correlação com a forma interativa de apreensão dos acadêmicos durante as atividades propostas em 2016. Com suporte em revisão bibliográfica e observação participante, o objetivo desse trabalho é demonstrar a apreensão dos estudantes acerca dos conteúdos debatidos e assimilar o alcance não apenas das teorias, mas da prática cotidiana relacionada às experiências dos sujeitos, suas necessidades e seus interesses à área de formação profissional. Dessa forma, os resultados inferem a construção de saberes compartilhados no processo de ensino e aprendizagem entre docente e discentes e a apreensão do conteúdo estudado para além do âmbito das Ciências Contábeis.

CONCEPÇÕES DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM PROCESSOS DE MEDIAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS NA ESCOLA

PID: S1981-81062020000100072 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2020
Autores: Arnaldo Santana
Resumo Este texto analisa as concepções de educação ambiental presentes em processos de mediação de políticas públicas de educação ambiental na escola. A pesquisa, de natureza qualitativa, que deu origem a este artigo foi desenvolvida a partir de seleção de sete escolas de Ensino Fundamental I de um município do interior do estado de São Paulo. As escolas foram selecionadas devido à informação de que possuíam projetos com conteúdos relacionados com a temática ambiental. Os procedimentos de pesquisa foram: entrevistas semiestruturadas, observações e análises de documentos. Os resultados apontaram que os processos que indicam a mediação de políticas públicas de educação ambiental nas escolas pesquisadas são permeados, predominantemente, por uma concepção pragmática da educação ambiental, isto é, estão voltados para a mudança de comportamento, para a reciclagem e para a responsabilização individual, deixando, muitas vezes, de problematizar as questões ambientais, de associar suas causas às questões sociais e de vislumbrar transformações nas estruturas da sociedade.

CONSENSO DE WASHINGTON: PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO DOCENTE DE ENSINO SUPERIOR NO BRASIL

PID: S1981-81062020000100085 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2020
Autores: Morais Silva Silva
Resumo O objetivo do presente texto é discutir os impactos dos direcionamentos do Consenso de Washington na precarização das condições de trabalho do docente de ensino superior no Brasil. Tal documento foi apresentado como forma de recomendações para a retomada do desenvolvimento das nações periféricas na década de 1990. Depois, transformou-se em exigências do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial para o fornecimento de ajuda aos países em crise, bem como para as renegociações das dívidas externas. Nesse contexto, surgiram diretrizes hegemônicas para a condução das reformas educacionais no Brasil. Medidas governamentais de descapitalização das universidades públicas e de favorecimento à expansão do ensino superior privado, cernes da precarização do trabalho da docência do ensino superior, possuem ligações lógicas com as direções político-econômicas do Consenso de Washington. As análises aqui registradas a partir dessa revisão de literatura não esgotam o tema, mas permitem concluir que há evidências reais de que o Consenso de Washington contribuiu para a precarização do campo de trabalho do ensino superior.

CONTRADIÇÕES E LIMITES DAS POLÍTICAS PÚBLICAS DE EDUCAÇÃO INCLUSIVA NO BRASIL

PID: S1981-81062020000100075 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2020
Autores: Crochick Costa Faria
Resumo Este artigo objetiva refletir sobre o progresso, as contradições e os limites das políticas de educação inclusiva em uma sociedade capitalista, utilizando o referencial teórico da Escola de Frankfurt. A principal contradição refletida se refere à defesa da educação inclusiva em uma sociedade que se vale da exclusão como ameaça a todos os que estiverem fora da ordem: como a estrutura social permanece inalterada, a educação inclusiva tanto busca romper a exclusão em uma sociedade que incentiva a competição e desvaloriza os perdedores, quanto pode potencializá-la, uma vez que o pertencimento ocorre por meio da subsunção às condições estruturais previamente impostas. Conclui-se que as políticas e práticas da educação inclusiva são fundamentais na luta por uma sociedade justa e igualitária; não obstante, assim como para a educação escolar em geral, seus limites devem ser conhecidos para que possam ser pensadas as condições que os determinam, com o propósito de serem superados.

DIFICULDADES DA OPERACIONALIZAÇÃO DO ECA: AS LEIS PODEM SER ESTIGMATIZADAS?

PID: S1981-81062020000100090 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2020
Autores: Azevedo
Resumo Esse artigo aborda o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) no espaço escolar. Elabora um esboço sobre a trajetória histórica pretérita ao ECA (Lei 8.069/90), sobre os movimentos sociais que deram origem a essa Lei e como o Estatuto se tornou um instrumento legal de proteção integral, diferente do Código de Menores de 1979. Expõe sobre o conceito de Estigma de Erving Goffman, e traz uma proposta para além de Goffman: como a sociedade pode estigmatizar para além de indivíduos, tentando fazer uma unidade dialética entre a teoria de Goffman e a experiência de estágio que culminou em uma pesquisa de campo em um Colégio Estadual no noroeste do Estado do Rio de Janeiro. Como metodologia, foi aplicado um questionário com perguntas objetivas e qualitativas aos docentes que atuam na escola. Identificou-se que há um desconhecimento da Lei, assim como uma percepção “estigmatizante” que dificulta uma maior proximidade com o ECA. Discute, numa proposta provisória, as possibilidades de intervenções de Assistentes Sociais no âmbito escolar como via de enfrentamento da estigmatização do ECA.

EDUCAÇÃO AMBIENTAL E EDUCAÇÃO ESTÉTICA: UM PROCESSO EDUCATIVO PARA A SUSTENTABILIDADE

PID: S1981-81062020000100102 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2020
Autores: Dolci Pereira
Resumo Este artigo tem o objetivo de promover um diálogo entre a educação ambiental e a educação estética a partir de uma visão crítica e emancipatória, com o intuito de problematizar o conceito de sustentabilidade que se faz presente em nosso contexto social. Nessa discussão, esclarecemos a concepção de desenvolvimento sustentável, elegendo a conceituação de sustentabilidade significativa que se contrapõe a lógica capitalista. A metodologia consiste em apresentar os conceitos de educação ambiental, educação estética e sustentabilidade com o intuito de analisar as aproximações conceituais e compreender possíveis caminhos para que efetivamente se atinja uma educação humanizadora. Os resultados evidenciaram que a educação estética e a educação ambiental são significativamente importantes na formação humana que, ao serem estimuladas, no contexto educativo podem contribuir no desenvolvimento humano em sua totalidade. Enfatizamos a necessidade de emancipação dos sentidos e, nesse processo, a educação estética e a educação ambiental podem ter um papel central.

EDUCAÇÃO NO CAMPO, FORMAÇÃO DOCENTE E O PROTAGONISMO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS: DIVERSIDADE TERRITORIAL EM DEBATE

PID: S1981-81062020000100082 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2020
Autores: Almeida Abreu
Resumo Este artigo aborda o protagonismo dos movimentos sociais que visam a assegurar o direito à educação das populações rurais em sua luta por espaço político, apontando para políticas de formação de professores que reconheçam as múltiplas territorialidades da Amazônia paraense. Para demonstrar a realidade atual da educação básica nas redes públicas rurais, utilizamos dados extraídos do Censo Escolar (2017) com o objetivo de evidenciar a existência de um abismo entre aqueles que pensam e planejam as políticas públicas educacionais e os que verdadeiramente experimentam os desafios educacionais nessas localidades. Ao analisar os desdobramentos dessas políticas em suas vivências individuais e coletivas de professores e alunos, o artigo conclui que há a necessidade de uma formação inicial e continuada de professores no campo, fundamentada na perspectiva de Educação do Campo com base nas propostas dos movimentos sociais, com suas implicações político-pedagógicas em consonância com as territorialidades desses povos.

EM TEMPOS DE REPRODUÇÃO SOCIAL É PRECISO “FAZER-SE” OPORTUNIDADE

PID: S1981-81062020000100108 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2020
Autores: Andrade Lumbreras Matta
Resumo O artigo trata do papel da educação escolar em um cenário marcado por contradições. Por um lado, pratica-se uma educação de padrões reprodutores, por outro defende-se uma educação transformadora em que a aprendizagem é contínua, flexível e com significado para o indivíduo. Nesse contexto, o objetivo do artigo é discutir o papel da educação escolar tendo como referências principais: Bourdieu, na ótica da reprodução social, e Pedro Demo, com enfoque no desenvolvimento humano e no combate à pobreza política. Para tal, desenvolveu-se uma pesquisa bibliográfica, de abordagem qualitativa, a partir da perspectiva teórica desses dois autores. Acrescenta-se ainda a relação da educação escolar com o trabalho, abordada por meio de uma pesquisa feita com trabalhadores da indústria petrolífera. Questionamentos são feitos no sentido de elucidar expressões que já ficaram banalizadas em discursos políticos como: “É preciso investir em educação”. Demo sugere uma educação emancipatória, de teor estratégico que esteja comprometida com a formação. O país mantém, atualmente, quadros elevados de desemprego e é necessário que se reflita sobre questões como as tratadas neste texto para “fazer-se” oportunidade.

ESCOLA DA FAMÍLIA, BOLSA UNIVERSIDADE E A ATUAÇÃO DAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR

PID: S1981-81062020000100107 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2020
Autores: Maia Ramos
Resumo O Programa Escola da Família foi iniciado em 2004, tendo como foco a abertura das escolas estaduais paulistas aos finais de semana, para participação dos diferentes segmentos sociais em atividades variadas. Para auxiliar seu desenvolvimento, foram definidos diferentes educadores, dentre eles, o educador universitário, que realiza atividades socioeducativas nas escolas por meio do Programa Bolsa Universidade. Com base nesse contexto, o objetivo deste artigo é analisar a atuação das instituições de ensino superior dentro do Programa Escola da Família, tendo como foco a ação do educador universitário sob o suporte do Programa Bolsa Universidade. Foram utilizados como recursos metodológicos a análise bibliográfica e documental. Constatou-se que o Estado, por meio do Programa Escola da Família, com apoio do Programa Bolsa Universidade, consegue sujeitos – ainda que não qualificados - para execução de políticas sociais gerais, a baixos custos, por dentro da escola. Em contrapartida, tais instituições conseguem, pela ação do Estado, diminuir seus níveis de inadimplência, fortalecendo a expansão do ensino superior privado.

ESTILOS INTELECTUAIS, DESEMPENHO E ADAPTAÇÃO AO PLANEJAMENTO DE CARREIRA NO ENSINO SUPERIOR

PID: S1981-81062020000100208 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2020
Autores: Oliveira Inácio
Resumo A presente pesquisa objetivou analisar os estilos intelectuais, o desempenho acadêmico e a adaptação ao planejamento de carreira de estudantes do ensino superior e averiguar se os estilos intelectuais podem prever essas variáveis. Participaram 316 universitários de três estados do Brasil (média de idade [MIdade] = 22,2; desvio padrão [DP] = 4,7) que responderam coletivamente ao Inventário de Estilos Intelectuais e à subescala Adaptação ao Planejamento de Carreira do Questionário de Adaptação Acadêmica do Ensino Superior. As médias de desempenho foram obtidas nas secretarias de graduação das universidades, somente dos alunos que consentiram informá-las. Os resultados indicaram a existência de correlações positivas e significativas entre as variáveis, bem como alguns dos estilos intelectuais da amostra pesquisada puderam prever a adaptação ao planejamento de carreira e o desempenho acadêmico. Também foi observado que a adaptação ao planejamento da carreira pode prever, em certa medida, o desempenho dos estudantes do ensino superior. Os resultados são discutidos em vias de suas implicações psicoeducacionais com base na literatura científica.

ESTRATÉGIAS DE ESTUDO E APRENDIZAGEM DE ESTUDANTES BRASILEIROS EM CURSOS DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES

PID: S1981-81062020000100206 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2020
Autores: Boruchovitch Góes Acee Felicori
Resumo Esta investigação faz parte de uma pesquisa em andamento realizada em intercâmbio interinstitucional com várias universidades no Brasil, uma nos Estados Unidos e uma em Portugal. Seus principais objetivos são identificar as estratégias de estudo e aprendizagem de estudantes universitários brasileiros de uma instituição pública de ensino do estado de São Paulo e analisá-las em relação às variáveis sociodemográficas e de vida acadêmica dos estudantes. O estudo incluiu 163 estudantes universitários matriculados em programas de formação de professores. Os dados foram coletados com o Inventário de Estratégias de Aprendizagem e Estudo (LASSI – 3ª edição) – traduzido e adaptado para uso no Brasil – e um questionário sociodemográfico. Procedimentos estatísticos descritivos e inferenciais foram empregados para a análise dos dados. Os alunos responderam à pesquisa na Plataforma Autorregular desenvolvida para a pesquisa. No geral, os alunos relataram usar uma gama de estratégias de aprendizagem e estudo moderadamente, o que, na pontuação da escala LASSI, significa perto do ponto médio da escala de resposta de cinco pontos. Foram encontradas relações significativas entre as escalas LASSI e as variáveis sociodemográficas e de vida acadêmica. Esperamos que os dados coletados no presente estudo possam contribuir para o aumento do conhecimento sobre fatores que promovem a aprendizagem autorregulada e capacitam os alunos para o sucesso no Ensino Superior no Brasil.

FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE GEOGRAFIA PARA A EJA: CENÁRIOS E DESAFIOS À PRÁTICA PEDAGÓGICA

PID: S1981-81062020000100111 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2020
Autores: Maia Maia
Resumo A formação de professores para a Educação de Jovens e Adultos – EJA tem sido alvo de discussões nas mais diversas instâncias. Nesta perspectiva, evidencia-se a necessidade de compreender, antes de qualquer coisa, como esse processo tem se efetivado no contexto educacional, sobretudo pela formação de professores de Geografia para essa modalidade de ensino. Este artigo objetiva debater e apresentar concepções e percepções sobre a formação em Geografia para a Educação de Jovens e Adultos e suas implicações nas práticas pedagógicas direcionadas a esta modalidade de ensino. A partir de pesquisa realizada no curso de Mestrado, surgem algumas inquietações, em que, além de outras questões, notou-se a existência de “ritos de passagem”, caracterizados pelo processo de tornar-se professor da EJA e seus desdobramentos na prática pedagógica em Geografia. Entende-se que a presente proposta é considerada metodologicamente bibliográfica, a partir da abordagem qualitativa. Nesse sentido, destacamos que, apesar da existência dos referidos ritos de passagem, além das mais diversas características que os compõem, evidenciamos, também, a permanência e desenvolvimento de práticas pedagógicas que não atendem às especificidades do ensinar e aprender Geografia na Educação de Jovens e Adultos. Ainda, apontamos a necessidade de um olhar mais direcionado à modalidade EJA nos cursos de licenciatura em Geografia, objetivando uma maior articulação e integração entre as demandas dos estudantes e a atuação do professor de Geografia na referida modalidade.

FORMAÇÃO DOCENTE: METODOLOGIAS ATIVAS DE APRENDIZAGEM PARA ENSINO SUPERIOR

PID: S1981-81062020000100099 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2020
Autores: Severo Guimarães Serafin
Resumo As Instituições de Ensino Superior devem buscar meios para auxiliar o professor no exercício da profissão, bem como implantar programas de ensino com o efetivo envolvimento do aluno na aprendizagem. Neste contexto, o objetivo deste estudo é analisar o processo de formação docente no curso de Mestrado em Administração, com o uso de metodologias ativas de aprendizagem, bem como descrever os resultados das práticas pedagógicas utilizadas na disciplina de Seminário de Docência. Esta pesquisa classifica-se como qualitativa, descritiva, desenvolvida a partir de um estudo de caso. Como resultados destaca-se que a Active Learning incentiva a autonomia do aluno para a construção do conhecimento e desenvolvimento de competências técnicas e comportamentais.

INCLUSÃO ESCOLAR NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: CONCEPÇÕES E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS

PID: S1981-81062020000100095 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2020
Autores: Bueno Campos
Resumo O estudo teve como objetivo geral analisar as concepções de professores sobre a inclusão escolar e as implicações na prática pedagógica junto ao público-alvo da educação especial (PAEE), no contexto da Educação de Jovens e Adultos (EJA), e, como objetivos específicos, descrever as concepções de professores da EJA e caracterizar a organização e a atuação docente com um aluno PAEE. A coleta de dados foi realizada em uma escola municipal do interior do estado de São Paulo por meio de observação, questionário e entrevista junto a seis professores atuantes em uma sala de aula com a matrícula de um aluno com autismo. Os resultados indicam que, embora considerem válida a inclusão, os professores não se posicionam como sujeitos envolvidos nesse processo, havendo a indicação de necessidades formativas e de dificuldades relacionadas com a interação. Considera-se relevante a realização de estudos que contemplem outros aspectos relacionados à prática de professores na EJA junto ao PAEE, abrangendo a articulação do professor de educação especial e a possibilidade de colaboração entre esses professores.

LEITURA COMO PRÁTICA CULTURAL POLIMORFA: O QUE SE PROPÕE AO “OPRIMIDO”?

PID: S1981-81062020000100078 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2020
Autores: Santos Cusati Guerra
Resumo O artigo analisa as proposições das práticas de leitura no livro didático de língua portuguesa destinado à Educação de Jovens e Adultos do Ensino Médio, desvelando a perspectiva, ou não, da leitura como aprendizagem cultural polimorfa. No contexto da cultura letrada, direito de todos os cidadãos, linguagem e aprendizagem são fundamentais para o desenvolvimento do indivíduo. O corpus de análise foram os gêneros textuais, os encaminhamentos para a leitura e as propostas de compreensão dos referidos gêneros. Os resultados da análise indicam a presença predominante de gêneros literários no Livro Didático (LD), e que a perspectiva da leitura como aprendizagem cultural polimorfa, no conjunto das práticas de leitura propostas no LD, pode ser observada ainda timidamente nas unidades analisadas. A investigação mostrou que os textos abordados no ensino médio, no âmbito escolar, a partir das sugestões do LD, na maioria das vezes, não possibilitam práticas de letramento, nas quais os jovens possam engajar e aproximar seus interesses às atividades de leitura e escrita propostas em sala de aula.
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