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Autoeducação e liberdade na Pedagogia Waldorf

PID: S1981-81062013000100011 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2013
Autores: Bach Junior Stoltz Veiga
Este artigo discute o significado de educação para a liberdade na Pedagogia Waldorf. A análise fenomenológica é adotada como suporte para compreensão do autodesenvolvimento da consciência docente em direção à sua potencialidade intuitiva. A autoeducação dos professores é a tradução prática dos fundamentos filosóficos concebidos por Steiner. Na educação Waldorf, a autoeducação é explorada na dialética entre os movimentos psíquicos de simpatia e antipatia em relação ao mundo. A autoeducação seria, então, um princípio do individualismo ético do docente Waldorf para evitar tendências unilaterais do afastar-se ou perder-se da realidade. A conciliação entre os ideais de educação e o contexto real onde educador e educandos se encontram seria realizada pela capacidade criativa, denominada por Steiner de fantasia moral. Para não redundar em prescrições e receitas, ou fórmulas que apenas repetem o passado, o desafio do ideal da Pedagogia Waldorf é uma atualização do professor em nível existencial e profissional.

Ciborgues e monstros em não- lugares: aspectos da educação em uma sociedade supermoderna

PID: S1981-81062013000200002 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2013
Autores: Carvalho
O sujeito que reside no ambiente escolar recebe a ação de forças específicas que o condicionam a certos comportamentos e determinam aspectos de sua personalidade. No entanto, ele mesmo causa impactos no sistema em que é inserido, por suas características de constante mutação. A Escola é, aqui, percebida como pano de fundo político, social e cultural desse ente social. Com base em algumas ideias de Michel Foucault e da dupla formada por Gilles Deleuze e Felix Guattari faz-se a análise dos instrumentos de poder e das ações neles presentes. Além desses, apresentam-se conceitos apoiados nas definições de Marc Augè, sobre as características do não-lugar na supermodernidade, lugar desprovido de experiência. Para apoiar a observação realizada a respeito do ser que habita a Escola, toma-se a ciborgologia, de Donna Haraway, oferecendo a chance de substituir a dicotomia homem versus máquina por uma ontologia do homem-máquina e as sete teses sobre os monstros, de Jeffrey Jerome Cohen que volta o olhar para a monstruosidade que nos cerca. É, portanto, possível identificar o que é a Escola e os entes que são a ela submetidos: um não-lugar repleto de infantes-ciborgues-monstruosos.

Concepção de corpo de estudantes de 1º e 8º períodos de duas Universidades de Goiás

PID: S1981-81062013000400009 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2013
Autores: Ferreira Baptista
Entender a concepção de corpo de alunos de educação física é importante para analisar como a formação e as determinações sociais vêm influenciando a sua forma de pensar, as quais podem gerar impactos posteriores em sua intervenção profissional. Desse modo, o problema do presente texto é saber se existem diferenças entre as concepções de corpo dos acadêmicos de 1° e 8° períodos de dois cursos de graduação?. O objetivo geral é identificar e comparar as concepções de corpo de alunos de 1° e 8° períodos de licenciatura em Educação Física de duas instituições de ensino de Goiás. Este estudo descritivo, de análise qualitativa, foi feito por meio de um questionário elaborado especificamente para esta pesquisa, o qual foi aplicado a 143 alunos de graduação (Licenciatura em Educação Física) das duas instituições de ensino. Os resultados revelam que as concepções de corpo estão próximas do viés hegemônico, voltadas para uma compreensão de corpo instrumental, demonstrando a necessidade de uma melhor discussão no ambiente acadêmico.

Constituição histórica da criança com paralisia cerebral como anormal e os reflexos na educação

PID: S1981-81062013000100009 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2013
Autores: Braatz Kraemer
O presente artigo tem como objetivo compreender a relação entre a constituição histórica dacriança com paralisia cerebral e a educação. Trata-se de um estudo de análise histórica e bibliográfica, a partir da concepção genealógica de Michel Foucault. A criança com paralisia cerebral é atualmente vista, em nossa sociedade, como uma criança anormal. Assim, elas são privadas de certas oportunidades em suas atividades, submetidas a uma dependência dos adultos, por serem protocoladas como deficientes e incapazes. Dessa forma, faz-se necessário um estudo sobre a história da constituição do conceito de deficiência, e de anormalidade, tanto nos paradigmas biomédicos, quanto no que diz respeito aos aspectos socioculturais, buscando compreender os efeitos desses conceitos sobre a criança e de suas implicações para a educação. Crianças com paralisia cerebral já foram incluídas na loucura, na idiotia, no retardo mental. No século XIX foram caracterizadas como doentes e, no mesmo século, passam de crianças doentes para crianças anormais.

Educação popular e pedagogia social: um encontro possível no caso de Porto Alegre?

PID: S1981-81062013000200009 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2013
Autores: Paulo Conte Bierhals
Este artigo se propõe a apresentar algumas reflexões acerca da educação popular e da pedagogia social, e no bojo destas, problematiza-se o caso de Porto Alegre, apresentando o engajamento de educadores populares, organizados na Associação de Educadores Populares de Porto Alegre - AEPPA, com vistas à luta por formação. O método utilizado se baseia em estudos teóricos e inserção direta em contextos de educação popular, com sínteses e discussões grupais. Como resultado, enfatiza-se que há convergências, mas também desencontros, entre ambas as terminologias e, somam-se a elas, ainda outras, parecidas. A educação popular surge muito fortemente vinculada a movimentos sociais populares e carrega consigo o compromisso pela transformação social. A pedagogia social, por sua vez, nasce no contexto pós-segunda guerra mundial, numa situação de vulnerabilidade, propondo-se a assistência e amenização de sofrimentos. Sob esse aspecto há diálogos possíveis, entretanto, a educação popular possui um caráter marcadamente de classes, com opção pelos (empobrecidos, que, de acordo com Freire, aprendem também a ler o mundo. O desencontro ocorre, quando se confundem os termos - educação popular e pedagogia social - como se fossem a mesma coisa, ou se um pudesse substituir o outro. Por fim, como conclusão, pontua-se que a educação popular não exclui a pedagogia social e vice versa, sendo que as duas possuem sentido nos fazeres pedagógicos.

História de vida na pesquisa com adultos com deficiência: algumas reflexões

PID: S1981-81062013000400006 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2013
Autores: Drago Santos
Entendendo que o ser humano produz história e cultura ao mesmo tempo em que é invadido pela história e pela cultura dos outros seres com os quais entra em contato durante toda a sua vida, este texto busca discutir a metodologia de história de vida para a pesquisa com adultos que possuem deficiência, transtornos globais do desenvolvimento ou altas habilidades/superdotação, reconhecendo-os como sujeitos que possuem voz e que, a partir de suas narrativas, podem contribuir para que suas subjetividades e identidades sejam reconhecidas. Nesse sentido, trata-se de um estudo teórico onde são apresentadas as características do método de história de vida, sua importância para a pesquisa educacional, seus procedimentos, bem como seu valor no resgate da identidade e subjetividade de pessoas adultas com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento ou altas habilidades/superdotação.

História ensinada: práticas de letramento e produção de sentido

PID: S1981-81062013000400003 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2013
Autores: Azevedo
O presente artigo buscou investigar a produção de sentido em práticas de letramento na história ensinada, operando conceitualmente com o campo da linguagem a partir de Bakhtin como arcabouço teórico em interface com o currículo. O currículo, nesse sentido, é compreendido como um signo ideológico que se constitui em seu tempo-espaço sócio- histórico, em uma composição híbrida, ambivalente, complexa e polissêmica. Como foco e recorte metodológico, investigou-se, em um tempo determinado do ano de 2009, o 6º ano de escolaridade do ensino fundamental no espaço específico da sala de aula de história de uma escola estadual no Rio de Janeiro/Baixada Fluminense. Na perspectiva teórica adotada, os enunciados se constituem no processo relacional situado, com um pano de fundo sócio- cultural, e o cenário composicional se relaciona diretamente com o emprego das enunciações e de suas relações intersubjetivas. Esse viés teórico possibilitou o adensamento analítico dos eventos de letramento que se materializavam no espaço da sala de aula, onde atos de ler o livro, copiar do quadro, escrever no caderno e responder provas são práticas contextualizadas da/na vida escolar.

Licenciatura em Computação e Profissionalidade Docente

PID: S1981-81062013000100010 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2013
Autores: Gentil Milhomem
O objetivo deste trabalho é analisar questões relativas à profissionalização e profissionalidade docente no que se refere à Licenciatura em Computação. Este estudo foi realizado a partir da análise de alguns aspectos das matrizes curriculares de cursos de Licenciatura em Computação da UNEMAT, elementos da legislação e do contexto em que se inserem esses cursos e de discussões atuais acerca do profissional professor de Computação. As normas que orientam essa formação e as propostas curriculares apresentam contradições: o curso é uma licenciatura, mas a definição do perfil profissional não se restringe à docência; os egressos serão professores da Educação Básica, mas não há esse campo de atuação ou disciplina previsto em sua organização; apenas para o Ensino Médio, são indicados conhecimentos, competências e habilidades na área de Informática. As propostas de formação analisadas (Diretrizes para Formação de Professores e a proposta curricular da Sociedade Brasileira de Computação) se orientam pela demanda da sociedade contemporânea de profissionais flexíveis, aptos a atuar em mais de um campo de trabalho, dificultando a constituição da profissionalidade docente e o papel dos cursos de formação inicial em sua tarefa de contribuir para a profissionalização da profissão professor.

Música nas escolas: mercadoria ou formação humana?

PID: S1981-81062013000200011 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2013
Autores: Requião
O ensaio propõe uma reflexão sobre o encaminhamento da regulamentação da Lei 11.769/2008, que dispõe sobre a obrigatoriedade do ensino de música como componente curricular obrigatório da disciplina Artes nas escolas brasileiras de educação básica. Um breve histórico da Educação Musical no Brasil é levantado com o propósito de demonstrar a contradição entre as discussões e documentos, como os Parâmetros Curriculares Nacionais, que observam a importância da formação do professor de música e o veto ao artigo 2° da Lei 11.769/2008 que previa a necessidade de formação específica para o professor de música. Destacamos o debate sobre o desenvolvimento da Economia da Cultura no Brasil, que, nos últimos anos, vem representando cifras expressivas e que, segundo orientações da UNESCO, vem tratando a cultura como um promissor mercado de compra e venda de produtos e serviços culturais. Nesse contexto, no qual a música vem sendo tratada como uma mercadoria, nossa preocupação está no sentido de assegurar que a Lei 11.769/2008 não represente um mercado de compra e venda de mercadorias musicais através da indústria do material didático, mas, sim, um campo profícuo para a formação humana.

Novas relações e saberes em uma escola de tempo integral na área rural

PID: S1981-81062013000200007 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2013
Autores: Lobato Santos
O presente artigo lança o olhar sobre a realidade escolar de tempo integral na zona rural do município de Iaciara/GO. A investigação percorre o cotidiano escolar e tem como objetivo analisar de que maneira a referida instituição planeja suas atividades (regulares e complementares/oficinas), e se as mesmas são articuladas com as manifestações culturais locais. Os métodos utilizados para a coleta de dados junto aos professores, monitores, pais, gestores e alunos, da instituição, são de natureza qualitativa, com a realização de entrevistas e aplicação de questionários. Buscam-se as concepções de educação integral e as possibilidades de espaços educativos localizados na área rural. Ao final, percebe-se que os sujeitos participantes reconhecem a ampliação da jornada escolar como importante para o processo de ensino-aprendizagem, e que a realidade cultural da região deve ser contemplada no cotidiano escolar. A investigação revelou a deficiência na formação continuada dos educadores e, consequentemente, certa resistência no sentido de vislumbrar, no contexto rural, outras possibilidades de espaços educativos.

O cenário global e as implicações para a formação continuada de professores

PID: S1981-81062013000100006 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2013
Autores: Rossi Hunger
A formação continuada de professores, concebida como um fenômeno global, permeia os debates educacionais desde a década de 90, em consequência, especialmente, das pressões do mundo do trabalho e dos precários desempenhos escolares de grandes parcelas da população, constatado pelos sistemas governamentais. Por ser concebida como meio para a transformação da qualidade da educação, integra praticamente todas as reformas educativas em curso. No Brasil, a LDB/1996 impulsionou as ações nesse âmbito, refletindo esse período de debates. Objetivou-se neste artigo, de natureza teórica, analisar as relações entre a conjuntura global da atualidade e a formação continuada de professores, tendo como fontes livros e artigos da literatura, resultados de pesquisas atuais e a pesquisa documental, a partir da análise da legislação vigente. Os organismos internacionais, como o Banco Mundial, exercem influência nas diretrizes para essa formação, sendo contempladas muitas de suas recomendações nos documentos oficiais, como a ênfase na formação em serviço e na educação a distância. No cenário da nova ordem global, a educação é transformada em mercadoria e a formação continuada, por vezes, em projeto econômico, configurando-se como um grande negócio que, como tal, deve ser regido pela lógica do mercado.

O manual escolar como guarda-comidas, ou um processo de trofalaxia

PID: S1981-81062013000400010 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2013
Autores: Costa
O manual escolar revela-se, sem dúvida hoje, um dispositivo que realiza percursos essenciais, numa espécie de quadrangulação, entre professores, alunos, encarregados de educação e editores. Como dispositivo privilegiado de educação, o ME assume, então, uma vitalidade que lhe confere um lugar especial junto dos docentes, mas envolvendo-se num intrincado circuito comercial, que lhe pode retirar essencialidade no ato educativo. Devendo constituir o ME um organizador avançado, a sua construção não deveria ser na base de instruções ou na perspetiva de que, se se tornar rotina, isso facilitaria a aquisição das aprendizagens. A construção do ME deve equacionar a legitimidade do outro, o aluno, e só fará sentido se considerar esse outro como consumidor, produtor, construtor, gestor e seu apreciador. Desta análise, pode resultar uma aproximação teórico-prática à construção de manuais escolares, mesmo considerando-se a análise empírica adoptada como método de investigação, base essencial, de modo, o ME possa adquirir uma dignidade elevada e consistente, na premissa de que deve contribuir, também, para a dignidade e consistência do conhecimento a adquirir pelos alunos.

O processo de reelaboração do fazer pedagógico de uma professora de inglês: construindo um ensino que faz sentido

PID: S1981-81062013000100008 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2013
Autores: Reis
Muito comumente, a prática pedagógica do professor de língua estrangeira está baseada em ensinar estruturas isoladas e, deste modo, a atenção dos alunos é direcionada apenas para aspectos formais da língua (WILLIAMS, 2001). Isso acaba por gerar uma aula descontextualizada na qual o professor é o centro de sua prática pedagógica e uma série de atividades é proposta de forma “mecânica” sem que sejam criadas possibilidades para que a aprendizagem dos alunos se desenvolva de fato. O objetivo central deste artigo é investigar as possibilidades de outro fazer pedagógico fundamentado na comunicação de forma significativa, fomentando a aprendizagem. Para tanto, são discutidos conceitos teóricos referentes ao insumo e produção (input/output); ao foco nas formas e foco na forma (FonF); ao ensino significativo e às representações no ensino-aprendizagem de LE. Nesse sentido, são apresentados e discutidos dados de uma pesquisa-ação colaborativa que emerge a partir do desejo de uma professora de inglês de descobrir uma nova possibilidade para seu fazer pedagógico.

O sentido político das relações entre educação e autonomia e suas diferentes implicações

PID: S1981-81062013000100002 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2013
Autores: Oliveira
A educação, enquanto um processo social e uma prática política, pode assumir diferentes perspectivas e significações, atuando contra ou a favor de determinados modelos e valores. Partindo dessa premissa, este artigo procura tecer uma análise crítica acerca da apropriação do conceito de autonomia pelo discurso educacional vigente, na tentativa de esclarecer a significação política dessa apropriação e suas consequentes implicações em relação às diversas dimensões do processo educativo. Tal análise, construída a partir de uma reflexão teórica empreendida durante a concretização de uma pesquisa cujo foco incidia sobre a relação entre a prática educativa e a autonomia, permite constatar que, conquanto a autonomia possa estar sendo sujeitada a uma instrumentalização que reduz o seu verdadeiro significado e a coloca a serviço do ideário neoliberal, sua legitimidade ainda pode e deve ser garantida no âmbito educacional. Essa legitimidade implica o entendimento da autonomia de forma articulada aos fatores sociais, culturais, políticos, econômicos e ideológicos que condicionam a experiência dos sujeitos e das instituições, com vistas à construção de relações sociais mais justas e igualitárias.

Os enunciados da função social da escola nos discursos de educandos jovens e adultos

PID: S1981-81062013000100005 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2013
Autores: Silva
A escola ainda é uma instituição privilegiada para muitos educandos da modalidade educação de jovens e adultos (EJA), uma vez que oportuniza, entre outras coisas, o acesso ao saber socialmente valorizado e por qualificar esses educandos com os instrumentos da leitura, da escrita e dos fundamentos básicos da matemática. O presente artigo investiga os discursos sobre a função social da escola, de educandos jovens e adultos de uma escola pública, localizada na comunidade Mumbaba I, no Distrito Industrial de João Pessoa/PB. Aporta-se na análise do discurso, na perspectiva arqueológica preconizada por Foucault (2000). Os dados foram coletados a partir de entrevistas semiestruturadas. Os resultados permitiram identificar discursos que convergem para um entendimento de que a escola é a porta de acesso aos códigos linguísticos, à formação do caráter e à formação profissional, elementos essenciais que permitem às camadas populares uma melhor interação social e as ferramentas para o exercício pleno da cidadania.

Participação dos pais e alunos no cenário da gestão democrática

PID: S1981-81062013000400008 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2013
Autores: Diógenes Gomes
Este artigo representa o recorte de uma pesquisa realizada no ensino público municipal de Maceió. Investigou-se a participação, no cenário da gestão democrática, do ponto de vista dos pais e alunos. A gestão democrática foi implantada, nesse município, em 1993, três anos antes da LDBEN Nº 9394/96. O interesse central configurou-se em perceber se os pais e alunos conseguiam se sentir partícipes do processo de democratização da gestão escolar. Daí que se estudou: Libâneo (2004), Gadotti (2002), Paro (2001), Hora (2007) e Tavares (2003) para embasar as categorias gestão democrática e participação. A abordagem metodológica é de base qualitativa, em que se utilizou a técnica de grupos focais com os alunos e os pais. Estes demonstraram os poucos espaços de participação oferecidos, enfatizando as reuniões, em que sua participação está limitada à condição de ouvintes. Os sujeitos da pesquisa lamentam a inércia das famílias diante dos problemas que a escola enfrenta. Para efeito de estrutura, o texto tem duas partes: 1) a historicidade da gestão democrática, os seus princípios e fundamentos em que as autoras abrangem a temática de forma ampla; 2) o relato de como se deu a pesquisa: os sujeitos e os principais procedimentos adotados bem como a análise efetivada.

Plano de Desenvolvimento da Escola (PDE-Escola): ferramenta de autonomia escolar?

PID: S1981-81062013000100003 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2013
Autores: Schimonek Muranaka
O presente ensaio analisa a implantação do Plano de Desenvolvimento da Escola (PDE-Escola) em duas unidades educacionais do município de Limeira-SP, as quais apresentaram o Ideb/2007 abaixo da média nacional e foram direcionadas a adotar o programa a partir de 2009. O PDE-Escola é um programa do Governo Federal que se proclama capaz de viabilizar a autonomia da escola, a obtenção de melhores resultados educacionais e a modernização da estrutura, organização e gestão escolares por meio de modelos administrativos gerenciais. Este estudo qualitativo teve por finalidade verificar se os objetivos delineados por tal programa, no que tange à garantia da autonomia escolar, ganham concretude na prática. A metodologia utilizada foi o estudo de caso, com base na coleta de dados (entrevistas e questionários semiestruturados, análise documental e revisão bibliográfica). Os resultados obtidos acenaram para a imposição de um sistema padronizado e burocrático, pautado por mecanismos de monitoramento, cobrança e controle que dificultaram a conquista gradativa da autonomia pedagógica, administrativa e financeira das escolas pesquisadas.

Possibilidades de mediação dos espaços nas brincadeiras e aprendizagens das crianças na educação infantil

PID: S1981-81062013000200008 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2013
Autores: Sitta Mello
Este artigo discute o espaço físico das escolas de Educação Infantil como mediador no processo de aprendizagem e desenvolvimento infantis, tendo como questão de pesquisa: de que maneira os espaços das escolas de Educação Infantil podem ser mediadores das aprendizagens das crianças? Os objetivos foram: discutir a organização dos espaços internos e externos de escolas de Educação Infantil; averiguar quais desses espaços são destinados às brincadeiras das crianças; identificar como são organizados e analisar as possibilidades de mediação desses espaços nas aprendizagens e brincadeiras das crianças. A metodologia envolveu questionários com 60 professores e 27 diretoras de escolas de Educação Infantil. Realizamos observações em duas escolas, registradas em diário de campo e fotografia. Os resultados demonstram elementos positivos e negativos da organização e utilização dos espaços físicos nas escolas. Seu aspecto mediador nas aprendizagens das crianças pode passar despercebido para as professoras, se a reflexão sobre a sua qualidade não for relacionada ao objetivo da atividade para a criança. A mediação dos espaços nas aprendizagens das crianças precisa fazer parte das preocupações de professores, gestores, arquitetos, engenheiros e foco de políticas públicas.

Profissão professor: a dimensão afetiva contemplada em sua identidade

PID: S1981-81062013000400002 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2013
Autores: Arnosti Benites Souza Neto
A pesquisa emerge do cenário de crises e contradições que envolvem a educação, os professores e a sua identidade. Na tentativa de desvelar a identidade, visando encontrar elementos que contribuam com a construção da profissionalidade docente, partiu-se da importância em se investir no desenvolvimento pessoal do professor, contemplando sua dimensão afetiva. O objetivo foi identificar, a partir de depoimentos e práticas de docentes, os aspectos constitutivos da dimensão (sócio)afetiva de sua identidade. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, tendo como instrumentos de coleta de dados observações e entrevistas semiestruturadas. Os dados contemplam as diferentes categorias da profissionalidade docente, sendo que se visualiza como a afetividade assume papel essencial na formação e no trabalho dos professores, pois seu desenvolvimento possibilita a construção de uma prática pedagógica diferenciada, facilita a elaboração de trabalhos pedagógicos coletivos e, ainda, quando reconhecida e desenvolvida na graduação, contribui para que crenças e princípios pessoais sejam reavaliados sob uma perspectiva científica e profissional.

Representações sociais e grupo focal: um estudo sobre a avaliação da aprendizagem em EAD

PID: S1981-81062013000200010 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2013
Autores: Vieira Resende
Este artigo tem como referência parte de uma pesquisa realizada com o suporte teórico-metodológico da Teoria das Representações Sociais. Enfoca, especificamente, discussões e reflexões sobre avaliação da aprendizagem em cursos a distância. Os dados foram coletados a partir de grupos focais realizados com alunos concluintes do curso de Pedagogia de dois polos de uma Instituição de Ensino - Polos Cariacica e Colatina, no Espírito Santo. Apresenta como objetivo identificar as Representações Sociais que os alunos concluintes de Pedagogia em EAD estão construindo sobre a avaliação da aprendizagem. A análise dos dados identificou três palavras-chave: contradições, rituais e percepções, que foram traduzidas em três unidades de significado. Essas unidades associam-se às representações sociais construídas pelos sujeitos. A partir de suas vivências, falas, imagens, opiniões, estão organizando e materializando suas representações em sentimentos que denotam ser a avaliação primordial e necessária para a aprendizagem no curso, mas, ao mesmo tempo, convivem com contradições entre o que se ensina na teoria e o que se vivencia na prática, o que os leva a reivindicar um processo de avaliação mais humanizado.
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