☰ Menu
Educ@

Búsqueda por Índice

Filtro por título, resumen, autor, revista y año

Total: 691 | Página 30 de 35
0 resultados seleccionados

Universidade e formação de educadores ambientais críticos

PID: S1981-81062013000100007 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2013
Autores: Rodrigues Oliveira Queiroz
Como resultado de pesquisas já concluídas, discutiu-se acerca da Formação de Educadores Ambientais sob o viés crítico, compreendendo-a como um mecanismo de superação do modelo de sociedade vigente. Com a gravidade dos problemas socioambientais, naturalizam-se discursos e práticas conservadores por dentro e por fora do contexto escolar. Políticas de formação de educadores surgem sem aprofundamento crítico, limitando-se a experiências romantizadas, tecnicistas e comportamentais. Porém, entende-se ser possível infiltrar, por entre as brechas existentes, uma Educação Ambiental crítica, emancipatória e transformadora que questione e lute por qualidade de vida e justiça socioambiental. Fundamentado em textos de autores da área, neste artigo, intenciona-se, por conseguinte,refletir sobre a formação do educador ambiental crítico e sobre a incorporação dessa dimensão na Universidade. Embora um importante espaço social para reflexão, formação e difusão de novos conhecimentos acerca da educação, a Universidade insere a dimensão ambiental de modo reduzido nas licenciaturas.

Vivências profissionais e construção da disciplina escolar biologia na formação inicial de professores

PID: S1981-81062013000400004 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2013
Autores: Vilela Selles Andrade
Resumo Com o objetivo de analisar conhecimentos produzidos por licenciandos e compreender sentidos das experiências vividas por eles, na interface entre a universidade e a escola, este artigo apresenta resultados de uma investigação da Prática de Ensino em Ciências Biológicas. Com base em perspectivas variadas do campo do currículo - história das disciplinas escolares e conhecimento escolar - e na problemática dos saberes docentes, a pesquisa analisa relatórios da Prática de Ensino e de depoimentos gerados por meio de entrevistas. A análise indica que os licenciandos, ainda na formação inicial, elaboram conhecimentos que passam a compor seus saberes experienciais, necessários à legitimação da profissão. Além disso, sugere, também, que os professores em formação participam da construção das disciplinas escolares, ao mesmo tempo em que estas influenciam e reforçam a especificidade disciplinar de sua formação. Por fim, a análise evidencia que a formação no âmbito de uma licenciatura não se situa apenas no plano geral de uma preparação acadêmica, mas, também, mobilizando saberes oriundos de diversas fontes, constitui-se no interior mesmo de uma disciplina escolar.

A mídia e a educação científica: uma discussão sobre a cobertura da reforma do Código Florestal Brasileiro pela Folha de S.Paulo

PID: S1981-81062012000200013 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2012
Autores: Gonçalves Bonato
O texto objetiva levar à reflexão sobre a importância do conhecimento científico para tomadas de decisões nos diferentes setores da sociedade, e sobre o compromisso da mídia em não restringir-se à cobertura factual, mas contribuir para o processo educacional. A reforma do Código Florestal brasileiro recebeu em 2011 atenção tanto no Congresso Nacional quanto na mídia. Deputados brasileiros aprovaram a proposta que prevê a ampliação do desmatamento sem ouvir os cientistas a respeito. A medida prejudica a meta brasileira de controle das emissões de gases que acentuam o efeito estufa. O jornal Folha de S.Paulo defendeu, em editoriais, a alteração da legislação e somente opinou a favor da manifestação dos cientistas depois que a medida tinha sido aprovada. A sociedade ficou à margem dessa discussão, pois não se construiu um conhecimento científico capaz de propiciar um entendimento sobre o significado de tal reforma e as consequências ambientais que afetam diretamente a vida no planeta. Este artigo analisa a cobertura da Folha de S.Paulo acerca dessa reforma do Código Florestal brasileiro do ponto de vista da Análise do Discurso e conclui que o contrato de leitura entre jornal e leitores revelou-se inadequado, pois se esperava mais análise e reflexão de temas de tamanha importância.

A nova filantropia capitalista e a intensificação do trabalho docente: reflexões sobre o voluntariado empresarial.

PID: S1981-81062012000100006 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2012
Autores: Silva Miranda Diniz
Este artigo sintetiza resultados de pesquisa obtidos pelos autores sobre os novos formatos da filantropia capitalista por meio do trabalho voluntário. Coloca em relevo, especificamente, práticas pedagógicas desenvolvidas no âmbito das empresas com “responsabilidade social” consolidando uma nova modalidade de trabalho docente. A partir dos discursos dos gestores da empresa e dos docentes voluntários, as análises problematizam os paradoxos, contradições e ambiguidades presentes nas ações voluntárias, apreendendo os processos de intensificação laboral presentes no conjunto dos mecanismos da administração capitalista, os quais incidem sobre as dimensões subjetivas do trabalhador e nas dimensões objetivas de ampliação do capital.

As imagens do “natural”: uma análise da dominação masculina nos livros didáticos de ciências

PID: S1981-81062012000300006 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2012
Autores: Santos Germano Cervi
Este artigo faz uma análise de imagens presentes em três livros didáticos de ciências à luz do conceito de dominação masculina desenvolvido por Pierre Bourdieu. Parte-se do pressuposto de que o livro didático, como meio legítimo para disseminação de conhecimentos no universo escolar, ao conter em suas imagens princípios dominantemente masculinos, inculca e reproduz arbitrariedades que este tipo de dominação suscita. Para tanto, inicia-se o artigo relacionando a instituição escolar com o livro didático, também com os sentidos que tal relação supostamente produz. Na sequência são analisadas duas categorias de imagens, isto é, de atlas do corpo humano e de atividades físicas que têm como elemento principal o corpo masculino e feminino. Por conseguinte, tomando as imagens como meio para discutir as características que apresentam, dentro da lógica de dominação, simbolicamente masculina, demonstra-se na materialidade dessas formas o modo com que o simbólico se apresenta. As considerações finais apontam para uma problematização do livro didático enquanto instrumento de formação de conceitos e subjetividades escolarizadas.

Aspectos da prática docente: formação do professor e processos de socialização

PID: S1981-81062012000100004 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2012
Autores: Penna
Este artigo apresenta discussão sobre aspectos da prática pedagógica de professores, enfatizando aprendizagens realizadas em processos de socialização ocorridos na escola. Parte-se do conceito de prática docente formulado por Gimeno Sacristán (1999), ou seja, como expressão de conjunto de esquemas práticos que o professor mobiliza em sua ação, e que são adquiridos, entre outros aspectos, pela experiência. Também, utiliza-se o conceito de saberes docentes (TARDIF, 2002). Os dados foram coletados por meio de entrevistas com dez professores do ensino fundamental I em duas escolas públicas estaduais paulistas. As análises permitem afirmar que parte considerável do ofício é aprendida na prática e são, no mais das vezes aprendizagens tácitas, ou seja, não ocorrem de forma intencional. Na pesquisa, destacaram-se aprendizagens de práticas relacionadas às rotinas escolares e ao funcionamento da escola, práticas de controle e de relacionamento com os alunos e práticas de organização e seleção de conteúdos.

Despersonalizando o ensino de evolução: ênfase nos conceitos através da sistemática filogenética

PID: S1981-81062012000200005 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2012
Autores: Santos Klassa
É consenso que o ensino de biologia deve se centrar na evolução. Entretanto, há ainda grandes dificuldades em desfragmentar as diferentes áreas de conhecimento biológico para estudá-las sob a óptica evolucionista. Influências do meio externo e interpretações incorretas ou superficiais deste assunto afetam o modo como a ciência é compreendida dentro da sala de aula, contribuindo, muitas vezes, para um aprendizado pouco significativo e compartimentado, calcado principalmente na memorização. A biologia deve ser tratada em um enfoque histórico-filosófico, permitindo que o aluno transcenda às informações factuais e alcance o raciocínio subjacente a elas. Com o intuito de driblar essas dificuldades, discute-se aqui como trabalhar o ensino de evolução como eixo norteador das ciências biológicas por meio de conceitos fundamentais da sistemática filogenética (ancestralidade comum, homologia e a noção de tempo geológico). Nosso objetivo é o de desconstruir a visão simplista de uma ciência personalizada, amplamente difundida, e mostrar uma alternativa para se repensar o ensino de biologia sob uma perspectiva evolutiva.

Dialogando com o saber matemático em sala de aula

PID: S1981-81062012000300008 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2012
Autores: Costa
Desde que ocupamos lugares específicos de participação nas atividades nas quais nos inserimos, partimos de posicionamentos que são o nosso lugar de origem nos diálogos, principalmente na sala de aula, onde o ensejo de estarmos imersos ali, por excelência, é a comunicação dos conteúdos escolares de forma discursiva. Neste texto, analisaremos uma comunicação na escola que problematiza a produção do conhecimento de forma a contemplar a própria comunicação como algo eminentemente problemático. Antes de chegarmos à análise do relato de pesquisa, passamos pela consideração do termo comunicação dialógica para Bakhtin, e da problematização advinda da diferença e usos dos termos sentidos e significados dados pela literatura científica. Por fim, mostramos como a problematização ocupa um lugar predominante na comunicação de sala de aula, quando o professor atua a partir de uma posição estratégica, dando possibilidades do sujeito se tornar um membro legítimo desta comunidade.

Dimensão afetiva e projetos vitais de jovens estudantes de ensino superior

PID: S1981-81062012000300003 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2012
Autores: Pátaro
O presente texto discute possíveis relações entre as estratégias de resolução de conflitos e a construção de projetos vitais dos jovens, por meio de análise das influências dos sentimentos e emoções no pensamento. Buscou-se investigar de que forma as emoções e os sentimentos, relacionados aos interesses e preocupações dos jovens, configuram-se no raciocínio. Parte-se de dados provenientes de entrevista semi-estruturada realizada com 20 jovens, de 20 a 24 anos, estudantes de Ensino Superior do interior do Paraná. A partir da análise, fundamentada na teoria dos Modelos Organizadores do Pensamento, foram identificadas relações entre a natureza dos interesses e preocupações dos jovens e o raciocínio implicado nos sentimentos e emoções comentados. Os resultados apontam que a construção de projetos vitais pode estar relacionada ao modo como os jovens encaram os conflitos, de modo que são traçadas considerações acerca da indissociabilidade entre afetividade e cognição, e de implicações aos processos educativos voltados à juventude.

Educandas do PEJA em: conversas sobre a língua inglesa e sua influência no cotidiano

PID: S1981-81062012000100009 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2012
Autores: Guerra Camargo
Este trabalho foi desenvolvido a partir de eventos de letramento em língua inglesa a educandos de EJA do projeto de extensão PEJA, UNESP - Rio Claro. Os sujeitos participantes foram mulheres, na faixa etária entre 40 a 70 anos, que não tiveram oportunidade de estudo anteriormente e agora buscam concluir o Ensino Fundamental. Pensamos buscar nas falas dessas educandas, por meio de eventos de letramento, suas reflexões sobre a presença do inglês em nossa sociedade e como lidam com essa língua estrangeira (LE) cotidianamente. Entendemos letramento como uma forma de prática social de leitura e escrita, resultante do processo de ensino/aprendizado de um grupo social ou individual. Os eventos de letramento vêm proporcionar aos indivíduos participantes da pesquisa um aculturamento, um contato inicial e gradual com uma LE. Pretendeu-se otimizar esse contato com a língua inglesa expondo esses indivíduos a situações cotidianas em que o uso dessa LE estivesse presente. Levamos para a sala de aula elementos normalmente encontrados no cotidiano, material que consistiu em fotos de materiais publicitários encontrados nas ruas centrais da cidade e que continham essa LE, na tentativa de fomentar um diálogo e discussão de idéias. Objetivou-se motivar esses alunos de EJA a observarem o quanto a língua Inglesa está presente em nosso dia a dia, estimulando o desenvolvimento de uma leitura crítica e reflexiva. Ao final do trabalho percebemos que a maioria das educandas reconhece a constante presença da LE em questão e que, ainda que não tenham tido ensino formal nessa LE, estabelecem algum tipo de relação com tal LE em diversas esferas de suas vidas. E, muitas vezes, entendem o significado de uma palavra estrangeira devido à preferência dos falantes em utilizá-la em detrimento à língua materna, o que indica um processo de naturalização do inglês no mundo lexical dos brasileiros.

Educação e fotografia: uma análise quantitativa do projeto “olhar socioambiental”

PID: S1981-81062012000300005 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2012
Autores: Perinotto Coêlho
O presente artigo procura descrever o processo de desenvolvimento do projeto “Olhar Socioambiental”, uma ação extensionista da Universidade Federal do Piauí (UFPI), envolvendo alunos dos cursos de Bacharelado em Turismo e Licenciatura em Ciências Biológicas, bem como mostrar a sua importância para as comunidades trabalhadas. O projeto constitui-se de oficinas fotográficas, objetivando estimular a criatividade e, também, desenvolver uma nova percepção de conservação ambiental dos jovens envolvidos, usando a fotografia como ferramenta de educação. O levantamento estatístico realizado nas comunidades foi feito por meio de dois questionários, cujas informações utilizadas possibilitaram traçar um perfil dos participantes da ação extensionista, assim, criou-se uma análise com gráficos, para ilustrar tais relevâncias do estudo e sua profundidade. O projeto foi importante, nesse sentido, para a realização de um levantamento estatístico sobre o perfil dos alunos dessas comunidades, no caso especifico do objeto de estudo do presente trabalho, as comunidades do Delta do Parnaíba. O projeto trouxe informações relevantes sobre seus hábitos, valores e necessidades.

Educação entre a teoria e a práxis: o legado de Marx diante da crise do capitalismo contemporâneo

PID: S1981-81062012000100011 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2012
Autores: Crioni
“Os filósofos têm apenas interpretado o mundo de maneiras diferentes; a questão, porém, é transformá-lo.” Foi a partir das premissas superficiais da 11ª tese sobre Feuerbach que o pensamento de Marx recebeu as mais honrosas exaltações e as mais duras refutações. No palco do século XX, a “rotulagem” marxista atingiu o ápice com o movimento operário e o socialismo real. Entretanto, no crepúsculo do século XX, o inesperado colapso do modelo de “capitalismo estatal” soviético deixou paralisado o pensamento de esquerda e a crítica capitalista marxista, permanecendo no máximo como possibilidade de uma reivindicação nostálgica defensiva. Mas o próprio Marx concebia sua crítica da economia política como uma reflexão que ultrapassava sua aplicabilidade prática. Se esse aspecto da crítica categórica do capitalismo apresenta-se, por um lado, como algo que congela a ação, por outro, mostra-se adequado a interpretar a crise global que se desencadeia. Ao mesmo tempo que desconstrói o vigente discurso hegemônico do progresso, da eficiência e da produtividade, abre espaço para uma perspectiva de experiência educativa de valorização das relações vitais sensíveis, da arte, da cultura do ócio, imputadas como supérfluas e colocadas a serviço da onipresente coerção da produção abstrata de riqueza.

Educação superior no Brasil e as políticas de expansão de vagas do Reuni: avanços e controvérsias

PID: S1981-81062012000100008 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2012
Autores: Borges Aquino
Este artigo apresenta uma discussão sobre as políticas de expansão da Educação Superior, afirmando as influências do neoliberalismo e explicitando as contradições da legislação e das reformas nesse nível de educação no Brasil após os anos 1990. Questiona o modelo da Universidade Nova em relação à realidade brasileira e os parcos investimentos disponíveis para tal reforma. Chama a atenção para o perigo de uma expansão de vagas em detrimento da qualidade do ensino, o que representaria o sucateamento da universidade pública. Aponta as contradições do Reuni, com ações improvisadas e condicionamento das verbas, mediante o cumprimento de metas. Por um lado, reconhece o aumento de vagas na Educação Superior, e, por outro, reafirma que a democratização do acesso exige universidades com autonomia financeira, cursos bem estruturados com currículos inovadores, professores bem qualificados, infraestrutura adequada e condições de oferecer ensino de boa qualidade, com pesquisa que almeja a produção de conhecimentos novos e extensão universitária.

Ensino de física moderna e contemporânea: análise de uma disciplina para ingressantes na educação superior

PID: S1981-81062012000200010 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2012
Autores: Zanotello Fagundes
As ementas das disciplinas introdutórias de física em cursos de educação superior nas áreas de ciências naturais e tecnologia seguem, essencialmente, a mesma organização de temas presente em coleções tradicionais de livros didáticos. A Física Moderna e Contemporânea (FMC), contemplada em geral no último volume das coleções, normalmente não faz parte do rol de assuntos para estudantes ingressantes. Neste trabalho apresentamos uma reflexão sobre o ensino da FMC no contexto da disciplina Estrutura da Matéria, obrigatória para alunos do primeiro período letivo em uma Universidade Federal no estado de SP. Os dados indicam que estudantes e docentes compartilham a opinião de que a inserção da FMC nesse contexto é interessante e que sua aprendizagem não pressupõe o estudo de toda física clássica e do cálculo avançado, mas requer um novo enfoque quanto ao uso da matemática e abordagem dos conceitos físicos, abrindo novas perspectivas inclusive sobre questões que permeiam o ensino de FMC na educação básica.

Final-idades dos tempos da infância: crianças pequenas, relações de idade e educação infantil

PID: S1981-81062012000100010 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2012
Autores: Prado
Este artigo objetiva divulgar os resultados de pesquisa de doutorado concluída, que investigou, através de estudo etnográfico, as relações de idade entre crianças pequenas (de 3 a 6 anos) em uma instituição de Educação Infantil pública paulista. Através da ampliação do conceito de infância para além de um recorte etário, no campo das Ciências Sociais, em especial, na Antropologia, articulada às produções brasileiras e italianas no campo da Educação Infantil, as crianças revelam que não são somente reprodutoras das determinações etapistas e cronológicas impostas, mas também, inventoras de novas formas de se ter determinada idade, questionadoras das finalidades das idades da infância e propositivas na construção de uma pedagogia anti-idadista e interetária.

Formação de professores de física: problematizando ações governamentais

PID: S1981-81062012000200011 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2012
Autores: Garcia Higa
Aborda questões atuais que têm preocupado pesquisadores na área de ensino de Física, particularmente sobre a formação de professores, do ponto de vista de seus aspectos teóricos e políticos. Partindo de reflexões sobre a atual conjuntura das políticas educacionais e do significado de ser professor hoje, são realizadas análises de algumas ações e políticas públicas implementadas pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC), cujas concepções implicam diretamente na formação de professores, num contexto marcado pela alta demanda por professores de Física. São realizadas reflexões sobre o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) e sobre a política de implementação das licenciaturas nos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFs) como instituições formadoras de professores, tendo em vista suas implicações para a formação de docentes em geral e de Física em particular. As análises são realizadas a partir dos documentos legais que regulamentam tais ações, procurando desvelar concepções sobre a formação do professor a elas subjacentes e compreender como, em que medida e com qual participação da sociedade civil e de suas organizações essas propostas foram construídas, buscando interpretar o significado de enfrentamento de desafios, que, por vezes, pode mascarar o real campo em que as disputas devem ou deveriam ter sido travadas, ou seja, o parlamentar e outras instâncias de decisão no âmbito governamental.

Formação e desenvolvimento do professor de química: a história de Jailton

PID: S1981-81062012000200012 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2012
Autores: Ribeiro Bejarano
O artigo apresenta aspectos da aprendizagem pela experiência, a partir da experiência de vida e formação do professor Jailton. Chama a atenção para o fato de que os espaços de formação inicial e continuada são imprescindíveis na constituição de um professor, porém não são os únicos. A pesquisa desenvolvida inscreve-se num amplo movimento de investigação-formação que adota a abordagem biográfica como perspectiva epistemológica sobre a aprendizagem, a partir das experiências dos sujeitos. Essa abordagem proporciona ao professor confrontar-se com a construção de sua identidade, como uma maneira de aprofundar as reflexões sobre sua formação docente. Pesquisas com enfoque nessa abordagem ainda são escassas na área de Ensino de Química. Neste artigo, mostramos que o professor constrói saberes ao longo do seu percurso de vida e de trabalho, e muitos desses saberes não advêm da academia. Ele vai aprendendo com as experiências, bem e mal sucedidas, e vai construindo conhecimentos referenciais que o ajudarão a avaliar as futuras situações. Além disso, o que os professores aprendem na academia somente se torna útil no momento em que eles experienciam essa aprendizagem, no momento em que põem em prática o que aprenderam, adequando à sua realidade.

Gabinete de curiosidades: o paradoxo das maravilhas

PID: S1981-81062012000200014 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2012
Autores: Gonçalves Amorim
Os Wunderkammern, gabinetes de maravilhas ou curiosidades, são bastante citados como a origem dos museus modernos. O artista plástico Walmor Corrêa fez referência a esses espaços na sua instalação intitulada Memento mori, realizada no ano de 2007 em Porto Alegre. Trabalhou-se com as imagens dessa obra e com referenciais dos Estudos Culturais para pensar os sentidos de ciência, principalmente da biologia, postos em circulação por essa instalação ao evocar os gabinetes. Caminhou-se entre a potência que as maravilhas têm de desestabilizar as hierarquias a que estamos familiarizados e a força que os sentidos já dados exercem sobre essas excentricidades, fazendo com que elas acabem por (re)afirmar a centralidade da qual parecem se fazer fugir. Memento mori pode multiplicar possibilidades no entre arte-ciência, questionar a centralidade das regras normativas, efetuando-se como uma atividade política no encontro entre arte-biologia. E pode, também, levar a uma jogada que reforça sistemas classificatórios, estereotipagens. Pode, ainda, sugerir mais um caminho, e outro, e outros.

História, filosofia, ensino de ciências e formação de professores: desafios, obstáculos e possibilidades

PID: S1981-81062012000200002 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2012
Autores: Martins
A História e a Filosofia da Ciência (HFC) conquistaram um papel de destaque no campo do Ensino de Ciências Naturais. Entretanto, persistem dificuldades quanto ao uso de elementos históricos e filosóficos no ensino e na formação de professores de ciências. Este trabalho focaliza essa temática e está dividido em duas partes. Na primeira, fazemos um breve resgate de dois estudos empíricos. Um deles foi conduzido com professores e futuros professores de Física e aponta a natureza de alguns dos reais obstáculos ao uso da HFC para fins didáticos. O outro procurou realizar uma análise comparativa entre disciplinas de natureza histórico-filosófica em dois cursos de licenciatura. Na segunda parte deste trabalho, argumentamos que um caminho possível para superar algumas das dificuldades relativas à inserção da HFC no ensino é o trabalho com “episódios” que promovam discussões relevantes sobre a natureza da ciência. Reportamos a dinâmica de um curso de extensão endereçado a professores de Física do ensino médio de escolas públicas de Natal (RN), voltado à discussão de dois episódios da história da mecânica. Nossas conclusões sinalizam para um cenário complexo de problemas a serem enfrentados no trabalho com a HFC no ensino e na formação de professores.

Instrumentos antigos como fontes para a história do ensino de ciências e de física na educação secundária

PID: S1981-81062012000200006 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2012
Autores: Zancul Souza
Este trabalho tem como objetivo examinar a potencialidade analítica do estudo dos instrumentos científicos antigos na escrita da história do ensino de Ciências, a partir da organização de uma coleção de objetos, pertencentes ao laboratório de Física da Escola Estadual Bento de Abreu, localizada em Araraquara (SP). Levando-se em conta que os instrumentos da coleção podem ser relacionados a propostas para o ensino de Ciências e de Física formuladas, em nosso país, na primeira metade do século XX, apresenta-se aqui, com base na legislação, um resumo sobre os estudos científicos no currículo do ensino secundário até 1961. Na discussão, argumenta-se que, embora apresentem algumas dificuldades como fontes de pesquisa, os instrumentos oferecem, sem dúvida, uma contribuição valiosa como objetos de estudo, alargando as possibilidades de compreensão do projeto histórico de difusão das ciências na educação escolar brasileira.
Reportar erro A