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Leituras de história e filosofia da ciência na formação inicial de professores

PID: S1981-81062012000200003 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2012
Autores: Almeida
Este estudo foi realizado com o objetivo de contribuir para a compreensão do funcionamento de leituras de/sobre história e filosofia da ciência na formação inicial do professor de física. Os procedimentos de ensino, e construção dos dados sustentaram-se, principalmente, em noções da análise de discurso conforme publicações de Eni Orlandi no Brasil. A análise mostrou como licenciandos em física produzem significados ao lerem textos de/sobre história e filosofia da ciência, e como esses licenciandos situam a possibilidade de virem a trabalhar com essa estratégia quando professores. Os resultados apontam para deslocamentos positivos nos conhecimentos e no imaginário dos licenciandos sobre as possibilidades da história e filosofia da ciência. Verificou-se grande diversidade, manifestada por eles nas respostas a questões abertas, com relação a posições que foram chamados a assumir ao responderem essas questões. Diversidade que justifica a necessidade de se trabalhar não apenas com conteúdos de física e de história e filosofia da ciência, mas, também, com as posições dos estudantes nos cursos de Licenciatura.

O FUNDEB e a municipalização do ensino fundamental em São Paulo: novo fundo, velhas tendências

PID: S1981-81062012000300009 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2012
Autores: Militão
Este artigo tem como objetivo precípuo analisar como o processo de municipalização do ensino fundamental, deflagrado no Estado de São Paulo a partir de meados dos anos 1990, se comporta no contexto do FUNDEB. Com base em levantamento e análise bibliográficos e documentais acerca da temática em tela, recuperam-se, inicialmente, a história e os desdobramentos de tal processo, antecipado/favorecido por medidas adotadas em nível estadual e fortemente induzido pelo agora extinto FUNDEF. Na sequência, demonstra-se que apesar do advento do FUNDEB, sistemática de financiamento voltada à cobertura de toda a educação básica, o processo de municipalização do ensino fundamental se mantém em curso no Estado de São Paulo. Mesmo representando significativo avanço em relação ao Fundo precedente, o Fundo vigente continua, também, a induzir, na prática, a municipalização da etapa escolar em questão. Por fim, revela-se que, em tempos de FUNDEB, o referido processo segue caracterizando-se pela permanência de marcantes tendências registradas durante a vigência do Fundo anterior: (1) adesão municipal fundada no enfoque economicista; (2) notória preferência das administrações municipais pelos anos/séries iniciais; e (3) segmentação do ensino fundamental.

O currículo de Harry Potter: representações de escola e currículo na literatura infanto-juvenil

PID: S1981-81062012000100007 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2012
Autores: Silva Paraíso
Este artigo tem como objetivo analisar as representações de escola e currículo divulgadas pela série de livros Harry Potter. Sucesso em todo o mundo, a série Harry Potter é composta por sete livros que contam as aventuras de um menino que, aos 11 anos, descobre ser um bruxo e é enviado para a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, onde aprenderá a usar seus poderes mágicos. Com base na vertente pós-estruturalista dos Estudos Culturais, considero que a representação não apenas apresenta uma realidade, mas atua ativamente na sua construção. O argumento desenvolvido é do que a escola entendida como ideal pelos livros é aquela que é um lar para professores/as e alunos/as, que é segura e que agrupa os/as estudantes segundo suas habilidades e características individuais. O modelo curricular divulgado pela série é uma fusão do currículo científico com o currículo prático. Tendo em vista a abrangência dos livros, é importante compreender como a educação vem sendo divulgada em um artefato cultural não escolar endereçado para os/as jovens.

O experimento investigativo e representações de alunos de ensino médio: obstáculos epistemológicos em questão

PID: S1981-81062012000200007 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2012
Autores: Zuliani Bocanegra Gazola Martins Mello
Este trabalho teve por finalidade explorar o potencial teórico-metodológico de uma atividade investigativa como recurso didático para o processo de construção e validação de hipóteses. Objetivou-se, também, analisar as interpretações discursivas - representações - produzidas pelos alunos quando se deparam com fenômeno(s) que não consegue(m) explicar, ou explicam utilizando argumentos distorcidos do ponto de vista científico. Nesta perspectiva, as representações dos alunos foram discutidas tendo em conta a presença de obstáculos epistemológicos bachelardianos. Os resultados mostram que nessas representações aparecem os obstáculos animistas e realistas, os quais podem dificultar a compreensão dos conceitos científicos por parte dos alunos. Apenas ocasionalmente aparece o obstáculo verbalista, relacionado com o uso de uma linguagem comum para explicar certo conceito científico. O obstáculo substancialista também se faz presente por meio da “propriedade substancial” responsável por algumas distorções conceituais produzidas pelos alunos.

O fazer docente no processo de mudança das teorias pedagógicas

PID: S1981-81062012000100002 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2012
Autores: Scotuzzi
Este artigo constitui uma revisão bibliográfica sobre as diferentes teorias pedagógicas e sua relação com o fazer docente. Apresenta o contraponto entre a escola tradicional, fundamentada na força dos modelos e no estudo dos clássicos da história humana, e a escola nova, que defende a ideia de centralidade na atividade do aluno e em métodos e programas baseados na experiência da criança. Adota, para tanto, o seguinte referencial teórico: Saviani (2008a/2008b), Snyders (1974), Gramsci (1991), Luzuriaga (1961), Bloch (1951), Hernandez (1998), Ball (1994) e Gauthier (1998), entre outros. Propõe uma reflexão sobre a escola como principal recurso estratégico de educação das comunidades humanas e sobre os saberes necessários à profissionalização do ensino. Debate, ainda, as pedagogias adotadas pela Secretaria de Estado da Educação de São Paulo, nas últimas décadas, incluindo o novo currículo oficial, e a influência do Estado e do mercado na prática docente.

Problemas de comportamento de filhos na opinião de mães e pais: definições, características e causas

PID: S1981-81062012000300011 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2012
Autores: Silva Cia
As causas e características dos problemas de comportamento são diversas e descrever esse fenômeno é importante para a promoção de intervenções educativas. Este estudo teve o objetivo de levantar os conhecimentos de pais sobre problemas de comportamento. Participaram da pesquisa 79 pais de crianças pré-escolares e escolares que preencheram a um questionário composto por cinco questões. Em relação ao conhecimento do que são problemas de comportamento, os pais apontaram: comportamentos, atitudes e hábitos não apropriados; desvios do comportamento; desajustamento quanto aos padrões comportamentais pré-estabelecidos; distúrbios; dificuldade em saber como se comportar. Quanto às características dos problemas de comportamento externalizantes, segundo os pais têm-se, comportar-se de modo agressivo e ter acessos de raiva, e dos problemas de comportamento internalizantes os pais destacaram isolamento e baixa auto-estima. Quanto às causas dos problemas comportamentais, os fatores familiares foram apontados como tendo maior influência. Os dados fornecem informações sobre como a questão dos problemas de comportamento é compreendida pelos pais, contribuindo para subsidiar intervenções com o foco de orientar familiares sobre a prevenção dos problemas comportamentais.

Problematização do tempo na escola

PID: S1981-81062012000300007 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2012
Autores: Casagrande Cyrino Jutkoski Camargo
O tempo, como categoria imprescindível a ser discutida e pensada nas instituições escolares, faz parte da temática central do presente artigo. A distinção entre instituições escolares e educacionais faz-se importante para as reflexões propostas: por instituições escolares entendem-se as escolas, foco deste artigo, como dito, e por instituições educacionais toda instituição que se preste à educação do indivíduo, como a família. Sob essa perspectiva, discutimos o referido conceito abordando diferentes faces que o compõem: a instituição escolar e a instituição educacional; o tempo cronológico e o tempo vivido; o tempo oculto das escolas; o tempo de aprendizagem do aluno e o tempo de ensino do professor. As reflexões realizadas perpassam os seguintes questionamentos: Como poderíamos reconfigurar o tempo na escola com relação ao tempo determinado pela sociedade? Poderíamos pensar a escola sem o controle rígido do tempo cronológico? Se constata que não é possível deduzir unilateralmente o tempo da escola, nem a escola do tempo, por isso, um primeiro passo para cogitar outra possibilidade de organização deste, no espaço escolar, seria repensá-lo enquanto referência única na/para a sociedade de maneira geral. Assim, viu-se que o controle do ritmo em que as coisas devem acontecer é reflexo da organização que o homem quer ter a todo o momento, sob o auspício do tempo cronológico. Em face das reflexões realizadas conclui-se que os alunos e professores “reféns” de um tempo programático e condensado têm dificuldade em superar essa lógica na rotina do espaço escolar.

Produção de narrativas reflexivas por licenciandos em química como modo de construção da aprendizagem docente

PID: S1981-81062012000200009 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2012
Autores: Zanon
O objetivo deste trabalho consistiu em analisar narrativas reflexivas produzidas por estagiários de um curso de licenciatura em Química, a partir de atividades planejadas e executadas em escolas públicas de Ensino Médio. Pretendeu-se, com o uso das narrativas, propiciar a cada licenciando a oportunidade de repensar suas práticas e concepções e avaliar seu desempenho profissional, além de se engajar em um processo de busca pessoal. Nesse contexto, o estágio é concebido como um espaço privilegiado de ação, reflexão e desenvolvimento profissional. As narrativas foram construídas pelos estagiários e analisadas pela pesquisadora, de acordo com uma vertente crítica adaptada do ciclo reflexivo. As vozes dos sujeitos, tratadas sob a forma de episódios narrativos, permitiram comunicar os sentidos atribuídos por eles ao refletirem sobre a complexidade da realidade vivida. Assim, foi possível identificar categorias que revelaram a aprendizagem da docência, ou seja, a produção de narrativas permitiu ao estagiário refletir sobre todas as etapas das atividades desenvolvidas, desde o confronto do plano de aula com as ações ocorridas em sala, até o desenvolvimento do estado de alerta diante de determinadas situações.

Prática de ensino em (micro)história e linguagem cinematográfica: o curta metragem como ‘outra’ narrativa histórica no e do local

PID: S1981-81062012000100005 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2012
Autores: Perinelli Neto Paziani Mello
Este artigo tem o objetivo de repensar conceitos, conteúdos e objetivos de temáticas ligadas à área de História através da articulação entre o uso de linguagens audiovisuais - no caso, o cinema - o papel da narrativa e a construção de práticas de ensino, todas baseadas nos estudos de micro-história. Desejamos não apenas debater os potenciais pedagógicos e empíricos dos recursos tecnológicos dentro das salas de aula, mas, especialmente, o das possibilidades reais de transformação dos alunos em sujeitos do processo de construção de novos conhecimentos na área, por meio da produção do curta metragem. Essa ferramenta pedagógica e tecnológica pode ajudar-nos a refletir sobre as prerrogativas dos PCN’s que prevem em suas propostas a valorização do local e do cotidiano dos alunos, o respeito à diversidade e pluralidade, o papel dos sujeitos na História. A proposta aqui apresentada é fruto de um projeto realizado na Fundação Educacional de Fernandópolis entre 2009 e 2010, sob a forma de trabalhos de conclusão de curso desenvolvidos por alunos do curso de graduação em História.

Psicologia do desenvolvimento no currículo de formação de professores

PID: S1981-81062012000300004 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2012
Autores: Lins
Este artigo focaliza o papel do estudo da Psicologia do Desenvolvimento no currículo dos cursos de formação de professores. O objetivo deste artigo é enfatizar a importância da Psicologia do Desenvolvimento para todas as pessoas que serão responsáveis pela educação de crianças e adolescentes. A metodologia analisou a natureza e os objetivos da Psicologia do Desenvolvimento como um campo de conhecimento para os futuros professores nas escolas. Psicologia do Desenvolvimento foi considerada em relação aos domínios cognitivo, afetivo, social, moral e físico. Teorias da Psicologia do Desenvolvimento são a base da prática educacional na escola e, por isso, é sugerido que seja dada mais atenção à Psicologia do Desenvolvimento nos currículos dos cursos de formação de professores. Como uma conclusão, pode ser dito que a Psicologia do Desenvolvimento é indispensável para todos que pretendem trabalhar em escolas e, especialmente, para o professor. Teorias da Psicologia do Desenvolvimento são a base da prática educacional na escola. Contribuições da Psicologia do Desenvolvimento são avaliadas como instrumentos principais para professores em todos os diferentes campos de conhecimento.

Química e literatura na formação de professores

PID: S1981-81062012000200008 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2012
Autores: Pinto Neto
O texto apresenta uma reflexão sobre a formação de professores de química em suas múltiplas dimensões, e o papel das representações sobre a química e a atividade do químico nesta formação. Aborda os processos de difusão dos saberes e das representações sobre a química, tomando como referência a produção literária, especialmente os textos que fazem da química seu tema de fabulação e, do químico, suas personagens. Finalmente, são apresentadas, como exemplos, duas importantes obras literárias do século XIX, mostrando como alguns estereótipos do químico são constituídos e se estabelecem como modelos para representá-lo, especialmente quando se toma a química como uma “ciência de loucos”.

Reflexões teóricas sobre a construção do conhecimento pedagógico do conteúdo dos futuros professores

PID: S1981-81062012000100003 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2012
Autores: Marcon Graça Nascimento
O conhecimento pedagógico do conteúdo (CPC) é utilizado pelo professor para transformar seus conhecimentos sobre o conteúdo em conhecimentos compreensíveis e ensináveis aos alunos. Para a construção do CPC, a literatura indica que os futuros professores se deparem com questões inerentes à atuação docente desde seu ingresso na formação inicial, e não apenas nos estágios curriculares. Diante disso, este ensaio objetivou refletir sobre a relação entre os contextos de formação inicial e de atuação docente na Educação Básica, bem como sobre os eventuais reflexos das experiências de prática pedagógica nos estágios curriculares dos futuros professores e na construção do seu CPC. A literatura consultada sugere que: o contexto de formação necessita permear e ser permeado pelos contextos social e educacional que circundam os cursos, sendo a relação entre formação inicial e Educação Básica pautada pela harmonia, complementaridade e reciprocidade; a participação das práticas pedagógicas na construção do CPC permite que os futuros professores cheguem aos estágios curriculares em melhores condições de assumir as responsabilidades inerentes a essa etapa de sua formação docente; e mesmo que a literatura não evidencie estratégias para a implementação das práticas pedagógicas, é crescente o consenso de que elas necessitam distribuir-se horizontalmente nos cursos de formação inicial de professores.

Relação entre o desempenho no processo seletivo para acesso ao ensino superior e o aproveitamento durante um curso de medicina

PID: S1981-81062012000300002 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2012
Autores: Oliveira Júnior
O estudo apresenta a relação existente entre os resultados obtidos no 1o Processo Seletivo de 2003, realizado pela Universidade Católica de Brasília para o curso de Medicina, e das variáveis sociodemográficas (sexo, idade, local de moradia e local de nascimento) com o desempenho dos alunos aprovados nos três primeiros semestres do curso. Para tanto, validou-se o processo seletivo para o ingresso dos alunos no curso e foi determinado se o resultado obtido no processo seletivo interfere no desempenho dos alunos no curso. Assim, o poder discriminante das provas de Matemática, Biologia e Química indicam que tais avaliações são capazes de diferenciar os candidatos com mais habilidade daqueles que apresentam menor domínio desses conteúdos e, portanto, atingem o objetivo que é a classificação dos melhores candidatos. Conclui-se que as influências do resultado do concurso vestibular e das variáveis sociodemográficas consideradas apresentam-se cada vez menores no decorrer do curso, o que indica que é a dimensão de realização acadêmica a que assume maior importância na explicação do rendimento escolar dos alunos.

Revista Nova Escola: o discurso pedagógico em pauta

PID: S1981-81062012000300010 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2012
Autores: Bezerra Araujo
O artigo objetiva descrever a Revista Nova Escola e algumas de suas tematizações quanto à pauta pedagógica. Além disso, divulga os resultados de um levantamento realizado junto ao banco de teses e dissertações da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) acerca das pesquisas acadêmicas que, entre 2001 e 2010, tomaram-na como mote, haja vista seu forte apelo na formação docente. Os dados apontam 46 estudos focalizados na revista, dentre trabalhos de mestrado e doutorado, com predominância dos primeiros. Os temas mais pesquisados, segundo a leitura dos resumos disponíveis no portal Capes, referem-se à forma como o periódico representa a identidade docente, as interfaces entre linguagem, discurso e manipulação ideológica, além de pesquisas que investigam o posicionamento de Nova Escola sobre práticas pedagógicas voltadas ao ensino de disciplinas escolares. Alguns assuntos frequentemente abordados pela revista têm sido negligenciados pelas dissertações e teses, pois não foram sequer encontradas pesquisas referentes às concepções do periódico quanto à escola inclusiva e alfabetização, dentre outros. Indica-se, portanto, a existência de lacunas no estudo das interfaces entre educação e imprensa pedagógica.

É possível propor a formação de leitores nas disciplinas de ciências naturais: contribuições da análise de discurso para a educação em ciências

PID: S1981-81062012000200004 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2012
Autores: Cassiani Giraldi Linsingen
Compreendendo a leitura como um lugar de produção de sentidos, problematizamos as compreensões de escrita, leitor, autor, apontando algumas contribuições/implicações para a educação em ciências. Ao enfocarmos a formação de leitores, trabalhamos com as histórias de leituras de estudantes como parte das condições de produção da leitura nas aulas. Isso contribui, de forma significativa, para aprofundarmos a compreensão sobre relações estabelecidas entre textos e leitores. Nessa mesma perspectiva, emerge a relação dos estudantes com a escrita, explorada por nós na perspectiva da autoria, compreendida como posição social assumida pelo sujeito que ao interpretar (escrever/ler) filia-se a uma rede de sentidos. É a partir dessa relação estabelecida entre sujeitos, com suas histórias, e diferentes sentidos que circulam socialmente, dentro e fora da escola, que são produzidos os sentidos sobre ciências e tecnologias. Por fim, ao problematizar a própria linguagem do/no ensino de ciências, temos a pretensão de contribuir para a promoção de um ensino comprometido com o questionamento das ciências e seus papéis sociais.

A cultura material escolar como fonte de pesquisa das práticas escolares em São João del-Rei, MG (1938-1944)

PID: S1981-81062011000100011 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2011
Autores: Abreu Junior Guimarães
Este trabalho se insere no campo de pesquisa da história da Educação, mais especificamente no âmbito de pesquisa da cultura material escolar. Investiga as práticas escolares do segundo grupo escolar criado na cidade de São João del-Rei entre os anos de 1938 a 1944 por meio do seu arquivo, que guarda parte dos materiais que foram utilizados naquela época, sendo, em sua maioria, documentos oficiais. Os dois principais documentos analisados foram o Livro de atas e termos de promoção e os Livros de matrícula. Estas fontes primárias de pesquisa não foram analisadas de forma isolada; foi realizado o cruzamento dos dados contidos nesses materiais, o que possibilitou maior entendimento das práticas escolares empreendidas pelo grupo escolar naquele momento. A análise dos materiais foi realizada tendo em vista o momento histórico no qual eles foram produzidos, o “Estado Novo”.

A fraternidade e a educação para a paz: possibilidades pedagógicas numa perspectiva de mudança

PID: S1981-81062011000100007 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2011
Autores: Benites Souza Neto Cyrino Costa Costa
Na preocupação com o processo de formação profissional, o olhar deste estudo voltou-se para o processo de formação continuada, em especial um curso de extensão denominado “Escola de Educadores” que tem como temática a compreensão da fraternidade e da educação para paz como possibilidades pedagógicas. Sendo assim, o objetivo da pesquisa foi esclarecer a proposta do curso e averiguar a produção de material dos participantes e a relação com a temática em questão. Trata-se de um estudo que tem na abordagem de análise qualitativa o seu ponto de referência, privilegiando o estudo exploratório. Como resultado, aponta-se que o curso possui uma estrutura coerente com seus objetivos e apresenta ações pedagógicas planejadas e sistematizadas, de caráter teórico e/ou prático que não são inseridas na estrutura curricular dos cursos regulares de graduação ou pós-graduação e possibilitam o “repensar pedagógico” do professor. Sobre a produção de material, notou-se a incorporação das temáticas trabalhadas no curso na leitura pelos trabalhos de conclusão e iniciativas inovadoras nos estágios. Em caráter de conclusão, entende-se que o curso de extensão apresenta-se como uma oportunidade de formação, mas, também, como um universo de novas experiências e desafios.

A organização do trabalho escolar em foco: os limites das heranças anti- democráticas e as potencialidades dos processos participativos

PID: S1981-81062011000300011 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2011
Autores: Silva
Historicamente, os processos democráticos e participativos na sociedade brasileira, e, em específico no âmbito escolar, têm sido permeados por intermitências, fragilidades e resistências ocasionadas por múltiplas determinações. O texto enfoca aspectos concernentes à organização do trabalho educativo mediante dois ângulos de análise: o primeiro ângulo refere-se aos constructos sociais de natureza estrutural e orgânica ligados às relações de poder e práticas anti-democráticas da sociedade em geral. O segundo ângulo referencia-se em uma pesquisa de tipo etnográfica, realizada no interior de uma escola pública mineira. Buscamos apreender os desafios na construção de práticas e estratégias em prol de processos participativos da comunidade escolar na elaboração do projeto político pedagógico e no funcionamento do conselho escolar. Propomo-nos com essas análises contribuir com reflexões sobre a condição do professor, enquanto sujeito, na organização do trabalho escolar mediante conexões com as atividades laborais correlatas à sua práxis cotidiana.

A promoção da saúde em escolas do ensino fundamental e médio em Teresina, PI

PID: S1981-81062011000100012 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2011
Autores: Aguiar Sousa
Saúde é um tópico em debate. Trata-se de um tema de amplitude ímpar que deve ser trabalhado e discutido desde os primeiros passos até a terceira idade. Como a informação e a educação são formas de despertar o interesse e o conhecimento da população sobre os aspectos relativos à vigilância sanitária, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) idealizou o Projeto Educação e Informação. Este desenvolve ações educativas em escolas de Ensino Fundamental e Médio a partir da temática saúde, de maneira a aumentar o nível de conscientização dos sujeitos. Leva em conta o fator multiplicador representado pelas crianças e a função social da escola. Este artigo apresenta um relato de experiência desenvolvido a partir de uma ação definida pelo Projeto Educação e Informação, a qual teve o objetivo de trabalhar a promoção da saúde com alunos do Ensino Fundamental e Médio de escolas públicas. Dentre os resultados destacam-se: a identificação de práticas saudáveis no que se refere à preservação da saúde; a distinção entre remédios e medicamentos; maior conscientização quanto aos cuidados com medicamentos; a obtenção de maiores informações quanto à “automedicação”.

A sociologia da infância: esboço de um mapa

PID: S1981-81062011000100008 | Revista: Educação: Teoria e Prática (1981-8106) | Año: 2011
Autores: Moruzzi
Desde a década de 1980 e, mais evidentemente, a partir da década de 1990 a Sociologia da Infância tem se expandido e se consolidado enquanto campo teórico significativo para se pensar a educação e o universo cultural das crianças pequenas. Pesquisas de origens portuguesas, francesas e inglesas, entre outras, mostram, sob diferentes temáticas e arranjos teóricos, as contribuições e a relevância desse campo. Este artigo procura reunir diferentes obras da Sociologia da Infância, no intuito de esboçar um mapa de seus principais temas e pressupostos. Neste artigo será abordado o tema do protagonismo infantil de acordo com a ideia de que as crianças são atores sociais e que as noções a respeito do que vem a ser a criança ou a infância são construídas socialmente. Os processos de socialização também são debatidos e questionados, pois por meio deles se (re)configuram ritos e rituais, produzindo o que vem sendo chamado de cultura ou culturas infantis. Esses temas lançam, por fim, um desafio para a Sociologia da Infância: como desenvolver metodologias adequadas de pesquisas com crianças, no intuito de aprimorar o que conhecemos e o que fazemos com e por elas?
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