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Zaratustra e o Fracasso Pedagógico

PID: S1982-596x2020000100403 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2020
Autores: Brito
Resumo O presente texto toma o Prólogo da obra Assim Falou Zaratustra, precisamente, aquilo que se pode chamar de fracasso pedagógico. O argumento é que Zaratustra não fracassa ao dialogar com o povo na praça do mercado, mas faz desse encontro o seu primeiro ato fundamental de formação e aprendizado.

Às voltas com a questão do sujeito: da transparência à encarnação

PID: S1982-596x2020000301213 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2020
Autores: Santos
Resumo O propósito deste artigo é mostrar a limitação do sujeito cartesiano no que diz respeito ao fenômeno da existência. Concebido como transparente a si mesmo, este sujeito não abarca as contingências do mundo da vida (Lebenswelt), pois se a verdade somente pode ser acessada por meio do pensamento, a dimensão do que escapa à representação não é contemplada. Na filosofia de Merleau-Ponty, buscaremos pensar um sujeito que, diferente de Descartes, não reduz o mundo ao cogito, mas assume sua inessencialidade, sua incompletude. Por fim, veremos emergir um sujeito que somente se sustenta na medida em que afirma o non-sens que lhe atravessa.

“Positivista feliz” ou “hipermilitante pessimista”? Sobre os atos de problematização em Michel Foucault

PID: S1982-596x2020000100333 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2020
Autores: Soares
Resumo Através do escrutínio de duas noções centrais do pensamento de Michel Foucault - crítica e genealogia-, este texto elucida o conceito de problematização, dando ênfase a seu possível caráter performativo. Numa primeira parte, construímos uma perspectiva do que seria a tarefa do pensador crítico, para, num segundo momento, elucidar a diferença entre uma história das soluções e uma genealogia dos problemas. A provocativa interrogação do título remete a duas atitudes aludidas pelo filósofo. Ao pensar os atos de problematização, esperamos fornecer uma posição acerca deles, e mostrar um modo particular do autor de moldar as noções centrais abordadas anteriormente.

A contribuição da filosofia e da cultura para a boa vida de um corpo precário

PID: S1982-596x2019000200659 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2019
Autores: Genis
Resumo Você pode levar uma vida boa no meio de uma vida ruim? A partir desta pergunta feita por Butler, temos o objetivo de refletir sobre o caso de César González (ex-criminoso da vila da miséria na Argentina que sai dessa situação e se torna escritor e cineasta), com base na abordagem As capacidades de Martha Nussbaum e a importância do autocuidado na formação humana (conceito trabalhado por nós desde o último Foucault), inquietação e autoconhecimento. É também uma reflexão sobre a importância da filosofia ligada ao desenvolvimento humano, pensamento crítico e imaginação criativa e uma reflexão sobre o escopo e a relevância da educação e cultura na transformação dos sujeitos e de suas vidas.

A crítica cristã ao prazer epicureu

PID: S1982-596x2019000100167 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2019
Autores: Santos
Resumo O presente artigo tem o objetivo de apresentar e analisar as críticas e deturpações promovidas pelos Padres Apologistas acerca da Filosofia de Epicuro, mais especificamente a parte dessa Filosofia relativa à fruição dos prazeres. Para tanto, elegemos aqui quatro dos vários Padres Apologistas que criticaram e deturparam a Filosofia de Epicuro, a saber: Tito Flávio Clemente (150 a.C. - 215 d.C.), mais conhecido como Clemente de Alexandria; Justino de Nablus (ou Justino Mártir) (100/114 d.C. - 162/168 d.C.); Ambrósio Aurélio (340 d.C. - 397 d.C.) e Jerônimo de Estridão (347 d.C. - 407 d.C.).

A educação do negro na imprensa paulista do fim do século XIX (1880 - 1900)

PID: S1982-596x2019000301433 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2019
Autores: Lucas Chiozzini
Resumo O presente artigo é parte de uma pesquisa que contempla os projetos para a educação dos ingênuos veiculados na imprensa paulista entre a promulgação da Lei do Vente Livre (1871) e os anos subsequentes à abolição da escravidão. Tomando como pressuposto que as ideias são produtos culturais gestados em redes de sociabilidade, analisamos de que maneira as noções acerca de raça e modernização relacionavam-se às propostas educativas para os filhos de escravas na imprensa, suporte material privilegiado para tal circulação de ideias. Trabalhando com três periódicos que julgamos representativos dos segmentos identificados como “imprensa branca”, “imprensa negra” e “imprensa abolicionista”, tidos como fonte e objeto, notamos diferenças substanciais na abordagem relativa ao tema, mesmo identificando o trânsito de colaboradores entre espaços de sociabilidade comuns.

A educação filosófica por meio da narrativa: a experiência de pensar a democracia

PID: S1982-596x2019000100243 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2019
Autores: Muraro Sousa
Resumo Este trabalho objetiva apresentar o processo de criação de um material para ensino de filosofia para crianças centrado na temática da democracia. A metodologia filosófica de análise de conceitos, ancorada no trabalho de exploração bibliográfica, orientou o estudo. Como hipótese de trabalho foi analisada a concepção de democracia como modo de vida ético e político e suas relações com a prática educativa a partir do pensamento de Dewey (1979) e Lipman (1990). A compreensão da atitude filosófica como prática educativa na e para a democracia resultou na criação de uma narrativa filosófica sobre democracia. A experiência da casa é a referência para a criação da narrativa metafórica da democracia. Os personagens conceituais que habitam a casa problematizam e discutem a democracia a partir diferentes perspectivas filosóficas: antropológica, epistemológica, ontológica, ética, política, estética etc. A casa se transforma numa comunidade de investigação como ambiente reflexivo e criativo do humano.

A emersão do homo friabilis: subjetivação em tempo de cleptoafetividade

PID: S1982-596x2019000200591 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2019
Autores: Carvalho
Resumo O artigo investiga a seguinte hipótese: o homo friabilis tem se tornado uma nova condição para a compreensão humana emergente da experiência contemporânea. O homo friabilis é uma experiência de fragmentação, no sentido de friável, ou seja, aquilo que se fragmenta facilmente, esboroa-se, ou em sua aquisição mais figurativa, desagrega-se. Para tanto, parte-se de uma questão teórica situada por Deleuze e Guattari em Mil Platôs acerca da complexa relação da potência-impotência do poder na produção de subjetivação. Ver-se-á que tal perspectiva diz respeito ao coeficiente afetivo dos sujeitos. Nesse caso, o sujeito contemporâneo estaria padecendo de uma cleptoafetividade, entendida como roubo da potência de agir e demanda maior à adaptação aos circuitos afetivos padronizados. Ao explorar esse cenário, o artigo sustenta que não se pode ignorar o impacto de tais mutações para se avançar nas pesquisas concernentes às ciências humanas.

A ensaística de Hannah Arendt em “A crise na educação”

PID: S1982-596x2019000100307 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2019
Autores: Silva Filho
Resumo Neste artigo, proponho uma leitura do ensaio de Hannah Arendt “A crise na educação” que o apreenda como um exercício de pensar. Assim, os problemas, argumentos e conceitos das quatro seções do ensaio serão examinados como constitutivos de um movimento argumentativo, cujo ponto de partida são aspectos particulares de uma crise na educação em direção às suas origens gerais e mais profundas, oriundas da crise da Modernidade. Por fim, tecerei algumas considerações mais gerais sobre a forma do ensaio em Hannah Arendt.

A formação inicial na construção de identidade(s) profissional(is) em educação física

PID: S1982-596x2019000301583 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2019
Autores: Vanzuita Garanhani
Resumo A presente pesquisa tem o objetivo de analisar como as experiências de formação inicial de formandos(as) em Educação Física da Universidade Federal do Paraná, contribuem para a construção de identidade(s) profissional(is). A produção de dados ocorreu por meio da realização de dois grupos focais distintos, um com formandos(as) da modalidade de licenciatura e outro de bacharelado em EF. O programa de Análise de Conteúdo Atlas.TI 8 foi utilizado para criar as unidades de análise do eixo previamente definido sobre formação inicial. Identificou-se, que os(as) formandos(as) ao experimentarem práticas de estágio e trabalho, de pesquisa nos programas e projetos de iniciação científica, além de refletirem, construírem, planejarem, criarem, elaborarem seus métodos e metodologias de ensino e aprendizagem, constroem identidade(s) profissional(is) mestiças não articuladas integralmente aos processos de pesquisa e criação de métodos e metodologias.

A proposta pedagógica de António Ribeiro Sanches: a educação pública da Mocidade Portuguesa

PID: S1982-596x2019000301659 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2019
Autores: Duarte
Resumo Com as Cartas à Mocidade Portuguesa António Ribeiro Sanches define o seu lugar entre os filósofos que dedicaram os seus pensamentos à educação dos mais novos. Mas ao contrário de Locke, Rousseau ou Martinho de Mendonça, Sanches reorienta a sua atenção para a educação pública abrindo um caminho diferente de reflexão no âmbito da pedagogia e tornando mais clara a ligação entre educação e a preservação da sociedade enquanto fim. Este artigo pretende analisar a proposta pedagógica de Sanches tendo presente que, para o autor, ainda que todos devam ter acesso à educação pública, esta deve ser pensada de acordo com a condição social de cada um. Sanches assume, assim, a ideia de uma educação entendida como instrumento que garante eficácia na determinação, e perpetuação, do lugar que cada um ocupa na sociedade pela transmissão de conhecimentos e promoção de aptidões específicas para cada classe social.

As fontes da pedagogia trabalhista de António Sérgio

PID: S1982-596x2019000200783 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2019
Autores: Príncipe
Resumo Porventura o traço mais saliente da proposta educativa de António Sérgio para o Portugal republicano é a de ser uma pedagogia trabalhista, em que a preparação para e pelo trabalho é uma condição para a construção de pessoas autónomas, membros de uma sociedade baseada na cooperação. Para Sérgio, a correcta operacionalização dos novos métodos de ensino, valorizadores dos interesses imanentes das crianças, implicava uma fundamentação filosófica séria, um modelo antropológico coerente no qual uma concepção do trabalho humano é fulcral. O propósito deste artigo é o de articular sinteticamente os fundamentos da sua proposta trabalhista do valor educativo e social de um ideal de trabalho, cuidando das fontes estrangeiras de inspiração da mesma, entre as quais destacaremos Pierre-Joseph Proudhon (1809-1865), John Dewey (1859-1952) e Georg Kerschensteiner (1854-1932). Mostra-se que Sérgio soube encontrar uma fundamentação que junta reflexões daqueles pensadores, estabelecendo uma relação habitualmente ignorada entre os pedagogos seus, e nossos, contemporâneos. Pretende-se assim, recorrendo aos métodos da história das ideias, valorizadores da genealogia e da contextualização intelectual, homenagear, no cinquentenário da sua morte, um dos paladinos da Escola Nova em Portugal, dissipando algumas dúvidas sobre as reais motivações daquele Movimento pedagógico progressista no Portugal Republicano.

Autores e modos de entrada no discurso: um exame a partir da psicologia do desenvolvimento

PID: S1982-596x2019000100109 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2019
Autores: Lima
Resumo O artigo recorre aos escritos de Michel Foucault sobre a análise do discurso, para caracterizar as exigências que se impõem aos intelectuais ao adentrarem uma formação discursiva. Examinam-se as condições requeridas para se ocupar a posição de sujeito do enunciado, bem como as regras subjacentes à formação dos objetos, dos conceitos e à escolha dos temas e teorias, os quais tanto permitem como restringem as possibilidades de formação dos enunciados. A análise incide especificamente sobre os discursos da psicologia destinados aos professores em formação, investigando a hipótese de que, na primeira metade do século XX, o tema do desenvolvimento tratado no âmbito da teoria da recapitulação constituiu uma estratégia recorrente para a formulação de enunciados reconhecidos como verdadeiros.

Contribuições de Jean-François Sirinelli à história dos intelectuais da educação

PID: S1982-596x2019000100027 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2019
Autores: Alves
Resumo No presente artigo, buscamos aprofundar a compreensão a respeito das categorias de análise propostas pela vertente da história dos intelectuais, a partir das proposições do historiador Jean-François Sirinelli, com vistas a discutir sua apropriação nas pesquisas empreendidas em História da Educação no Brasil. Na primeira parte, são apresentadas as categorias de itinerário intelectual, rede de sociabilidade e geração intelectual, na sua relação com o conceito de cultura política. Na segunda parte, é construída uma reflexão sobre as especificidades do processo histórico brasileiro que exigem atenção para que se proceda a uma utilização apropriada do arsenal metodológico na pesquisa histórica em educação realizada no Brasil.

Corpos alterados, corpos ingovernáveis: cartografias ético-estéticas para segurar o céu pelas diferenças

PID: S1982-596x2019000200617 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2019
Autores: Freitas
Resumo O artigo desdobra algumas implicações decorrentes de uma análise ficcional em torno das artes neoliberais de governo. Nessa direção, articula os pressupostos das teorias biopolíticas da formação humana agenciadas pela entrada no Antropoceno, a fim de pensar a desabilitação do que Elizabeth Povinelli chama de imaginário do carbono e seus processos de marcação, distinção e desqualificação ontológica. Trata-se, portanto, de um ensaio especulativo produzido em torno do diagnóstico de um desmoronamento catastrófico da distinção fundamental da episteme moderna, a distinção entre as ordens cosmológica e antropológica, sugerindo uma cartografia precária dos corpos ingovernáveis ancorada em uma sutil arte política: a arte de segurar o céu pelas diferenças. Essa arte almeja atravessar o abismo que historicamente separou um povo com filosofia em oposição aos povos com mito, construindo pontes que incitem a Filosofia da educação e seus praticantes a se situarem na equivocidade dos mundos e aí habitar.

Corpos e cartografias da ingovernabilidade na arte e na educação

PID: S1982-596x2019000200643 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2019
Autores: Valle
Resumo O corpo está por toda parte: ele é aquele que «está irreparavelmente aqui» onde estou, eu que não «posso me deslocar sem ele», já disse o filósofo. Talvez por isso mesmo seja tão antigo e tão insistente o movimento que, multiplicando as metáforas para dizer sua presença, visa de fato a maior parte do tempo seu ocultamento. Assim, se é possível falar aqui de uma cartografia, ela sem dúvida designará o intenso movimento filosófico de ocultamento do corpo, que paradoxalmente dá a ver o que tanto se buscou evitar: é que o corpo sempre resiste, insistindo em se fazer disponível aos «mundos múltiplos e divergentes» que a cada vez a arte aproxima.

Democracia em crise: biopolítica e governamento neoliberal de populações

PID: S1982-596x2019000200527 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2019
Autores: Duarte
Resumo Este texto discute a hipótese de que a crise das democracias contemporâneas é indissociável de dois fenômenos políticos distintos, porém correlatos, analisados a partir das teorizações de Michel Foucault sobre a biopolítica e o neoliberalismo: a) a crescente disseminação de atos e discursos de violência, de ódio e de preconceito contra populações vulneráveis, obedecendo à lógica biopolítica da proteção da vida de alguns ao custo da exposição à morte de vastas parcelas da população; b) a disseminação de políticas neoliberais para a gestão da vida de populações vulneráveis. Considera-se que a articulação entre biopolítica e neoliberalismo produz o paradoxo de uma democracia sem demos, no sentido da desvalorização das lutas políticas coletivas por direitos iguais e por melhores condições de vida. Na conclusão, sugere-se que a reinvenção da democracia exige repensar o poder do demos, isto é, repolitizar o poder político de categorias sociais sujeitas a processos históricos de vulneração.

Descartes e a genealogia da teodiceia moderna em Leibniz e Malebranche

PID: S1982-596x2019000200721 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2019
Autores: Gatto
Resumo Este artigo propõe-se a analisar a recepção da teoria de Descartes das verdades eternas nas obras de Leibniz e Malebranche. Os dois autores criticaram e recusaram as premissas cartesianas para evitar as consequências que eles pensavam dependentes da doutrina. O objetivo é demonstrar que não podemos compreender plenamente as reflexões de Leibniz e Malebranche sem interpretá-las à luz da teoria cartesiana, como se essa doutrina representasse a condição crítica de possibilidade da sua abordagem filosófica.

Diderot e a educação como projeto de Estado

PID: S1982-596x2019000301401 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2019
Autores: Tamizari
Resumo O Iluminismo, além de movimento intelectual, também se traduziu em intensa atividade política, sendo uma das faces desta ação o despotismo esclarecido: fruto da aliança entre filósofos, que buscavam divulgar seus ideais, e monarcas absolutistas, empenhados em melhorar a sua imagem pública. A aproximação do filósofo Diderot com a imperatriz russa Catarina II, produziu reflexões sobre vários temas, um deles aqui explorado: o papel do Estado na educação pública, apresentado na obra Plano de Uma Universidade (1783). Em nosso artigo, partimos da apresentação do despotismo esclarecido, com foco na relação de Diderot com a imperatriz russa. Em seguida, discorremos sobre as bases da educação pública no século XVIII, e finalizamos com a proposta diderotiana sobre o papel do Estado no fomento da educação pública, enfatizando três propostas elementares, que, segundo o autor, promoveriam essa aliança: o acesso irrestrito à educação, a presença do Estado na estrutura administrativa e organizacional, e a atualização curricular.

Divisão do trabalho e apologia da ordem em Thomas Hobbes e Norbert Elias

PID: S1982-596x2019000200747 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2019
Autores: Esteves
Resumo O artigo expõe os juízos afirmativos granjeados por Thomas Hobbes e Norbert Elias a respeito da divisão do trabalho e de suas relações com a ordem social, a despeito das diferenças de métodos e de métricas dos autores em pauta. De Thomas Hobbes, recolhe-se a demonstração, com subjacência no raciocínio hipotético-dedutivo do filósofo inglês, de que, do indivíduo, palmilha-se à sociedade, do contrato que edifica o Estado, envereda-se à divisão do trabalho como uma das maneiras de estatuir o conforto necessário à manutenção da sociedade civil. De Norbert Elias, apanha-se a relação processual entre sociogênese e psicogênese que, sem opor indivíduo e sociedade, trata da formação da divisão do trabalho e da individualidade como fenômenos inseparáveis e peculiares ao processo civilizador.
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