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Educar, elaborar o passado, desnazificar: Memória histórica e neonazifascismo no início do século XXI

PID: S1982-596x2019000301541 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2019
Autores: Loureiro
Resumo Apesar de o nazismo e o fascismo terem sido aparentemente “enterrados” após a 2ª Guerra Mundial, atualmente o avanço do nazifascismo causa preocupação em nível mundial. Este artigo trata do conceito de elaboração do passado - negação determinada do objeto - e busca responder como, quando, por que, quanto tempo durou e as principais características do Programa de Desnazificação (PDA) na Alemanha do pós-guerra. Foi uma política pública bem-sucedida? Como se deu a participação da educação formal, nesse PDA? As respostas decorrem da análise mediada por uma hermenêutica histórico-filosófica fundamentada na teoria e em aspectos da filosofia da educação de T. Adorno, que visa apreender as razões pelas quais o nazifascismo sempre foi uma ideologia política presente, desde o Zeitgeist que o inaugurou, no início do século XX, até os dias atuais.

Educação Filosófica e Magia: A experimentação de outros processos de subjetivação

PID: S1982-596x2019000200685 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2019
Autores: Perencini
Resumo Defendo que a relação entre filosofia e magia possibilita processos de subjetivação para experimentarmos outro tipo de educação filosófica, que possa resistir à biopolítica e ao neoliberalismo na contemporaneidade. Faço uma caracterização de ambos como um tipo de poder enfeitiçador que se enraizou em nossa subjetividade. Partindo de uma leitura anarqueológica sobre o pensamento de Michel Foucault, procuro conceituar os processos de subjetivação, evidenciando como a cronologia ocidental silenciou a magia, experiência-limite para a filosofia, da mesma maneira que teço algumas considerações sobre como esse paradigma nos conduz a experimentar outro tipo de educação filosófica, mais atenta à erótica e ao resgate de saberes e práticas originárias.

Educação de, por e para a democracia: a relação meio-fim na filosofia de John Dewey

PID: S1982-596x2019000100219 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2019
Autores: Mercau
Resumo A intenção do presente trabalho é explorar a relação meio-fim, explicando que ela é apresentada no trabalho de John Dewey como um caminho e horizonte coerente e consistente de sua proposta filosófica e educacional. O relacionamento meios-fins direciona pesquisas que nos levam a uma compreensão do conhecimento como uma prática valorativa e transformadora. Essa concepção epistemológica lança as bases para repensar a educação e a democracia e fornece elementos suficientes para superar as dicotomias pensamento - emoção, fatos - valores e sociedade - indivíduo. O método utilizado é a investigação. Educação e democracia são espaços em que a relação meio-fim, seja em sua fase natural ou adaptativa, seja em sua fase moral ou crítica, seja em sua fase social ou pública, encontra unidade e continuidade. Na educação de, pela e para a democracia, a inteligência e a atividade estão mutuamente inter-relacionadas.

Educação e Filosofia: uma leitura a partir de Freud e Benjamin

PID: S1982-596x2019000301467 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2019
Autores: Schlesener
Resumo O presente artigo tem o objetivo de tecer algumas considerações sobre as concepções de mundo que formam nosso imaginário a partir de uma leitura de Freud e de Benjamin. Este aporte teórico permite entender a dimensão ideológica de ideias e preconceitos que sedimentam o senso comum e que consolidam relações de dependência. A educação, entendida como processo de formação que acontece na vida, se alimenta da filosofia mesmo inconscientemente e as relações sociais e políticas orientam a formação da subjetividade individual. Benjamin explicita estas relações ao analisar as imagens oníricas cotejando os conceitos de sonho e despertar com o objetivo de mostrar a importância de conhecer o passado e elaborar uma história materialista da cultura, como tarefa básica para pensar o futuro.

Educação estética em “Rua de mão única” (Walter Benjamim) e em “A idade da terra” (Glauber Rocha)

PID: S1982-596x2019000301501 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2019
Autores: Betlinski Lobo Barbosa
Resumo O presente ensaio analisou o tema da educação estética a partir do texto literário “Rua de mão única” de Walter Benjamin e do filme “A idade da terra” de Glauber Rocha e buscou identificar semelhanças entre a forma alegórica presente nas duas obras, bem como descrever as potencialidades pedagógicas presentes nas imagens-pensamentos produzidas por elas junto ao receptor. Definimos como problematização a compreensão do potencial de crítica e ensino da forma alegórica mediada pela literatura e pelo cinema. Nosso principal objetivo foi identificar as características alegóricas na construção das obras, entendendo as relações com os contextos históricos, econômicos e culturais em que foram produzidas. Como principais resultados de nossa investigação apontamos que o cinema e a literatura são espaços privilegiados de construção de imagens-pensamentos, que associados aos conceitos filosóficos potencializam a interpretação e a crítica da realidade histórica, econômica e cultural, derivando na dimensão pedagógica da imagem que acreditamos possa ser melhor explorada pelos educadores.

Entre o governo das diferenças e o ingovernável dos corpos: possibilidades de resistências em educação

PID: S1982-596x2019000200563 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2019
Autores: Pagni
Resumo Este artigo analisa o governo das diferenças em instituições como a escola e discute as condições de possibilidade de os corpos ingovernáveis resistirem às formas de dominação representadas pela biopolítica neoliberal. Para isso, recorre ao projeto foucaultiano e aos seus interlocutores com a finalidade de provocar no campo filosófico-educacional uma maior abertura para com o outro e as diferenças que encarnam. Vislumbramos com essa atitude ética e política agenciada pela relação com o ingovernável a possibilidade de resistir aos desdobramentos fascistas da atual configuração da biopoder.

Fernando de Azevedo: um sujeito do afeto

PID: S1982-596x2019000100141 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2019
Autores: Campos Discini
Resumo O presente artigo analisa a crônica A graça do amor e da fé (sobre um manuscrito de minha mãe), publicada pelo intelectual Fernando de Azevedo no jornal O Estado de S. Paulo, no ano de 1955. A crônica diz respeito à vida e à morte de Sara Lemos Almeida de Azevedo. A partir da análise crítica desse escrito, e à luz da Retórica, de Aristóteles, discutimos o ethos de um filho amoroso e grato (cujo discurso é articulado pela visada de um “observador sensível”), bem como o ethos do intelectual da educação, que problematiza práticas relacionadas ao campo educacional (cujo discurso é articulado pela visada de um “observador social” imprimida no relato feito sobre as ações pedagógicas da própria mãe). Assim, se fundam nessa crônica os papéis sociais e os individuais desse sujeito: papéis concomitantes e entrecruzados na constituição do corpo discursivo da crônica.

Implicações da noção de consciência histórica nas ciências humanas e sociais: um modo de projeção para o futuro e de posição em relação ao passado

PID: S1982-596x2019000200817 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2019
Autores: Junges Brutti Adams
Resumo O presente texto, de caráter bibliográfico, discute o problema da consciência histórica com o objetivo de pensar o sentido dessa expressão na atualidade e as variações que esse conceito adquiriu ao longo da história das Ciências Humanas e Sociais, com ênfase no século XX. A hipótese é que a discussão a respeito da consciência histórica passou a se ocupar, na modernidade, com uma múltipla relatividade de pontos de vista, o que é destacado por Gadamer em sua análise sobre os preceitos implicados na definição do que significa “ter senso histórico”. É defendida a tese, portanto, de que a noção de consciência histórica não se limita ao conhecimento das experiências vivenciadas no passado, mas se apresenta como condição de possibilidade de projetar o futuro e se posicionar em relação ao passado, especialmente no que diz respeito às ciências humanas e sociais. A defesa desta ideia central é realizada por meio de dois gestos reflexivos, com apresentação, primeiramente, do marco teórico da consciência histórica e, posteriormente, de suas implicações na constituição das Ciências Humanas e Sociais.

Indivíduo atômico e indivíduo relacional: as bases da formação da subjetividade no Ocidente e na China

PID: S1982-596x2019000301109 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2019
Autores: Florentino Neto
Resumo O propósito desta análise é apontar alguns elementos da tradição ocidental, em contraposição a elementos da tradição oriental, que nos possibilitam compreender melhor as possíveis consequências da assimilação incondicional, por parte da China, desses aspectos fundamentais da tradição ocidental. Nesta direção, antecipo o propósito principal deste texto, que é expor, a meu ver, os motivos pelos quais não é possível à China simplesmente assumir os “valores” ocidentais como consequência natural da abertura para a economia de mercado, sem ter de abrir mão daquilo que a torna o que é. A tarefa é, portanto, pensar a relação entre modernidade e tradição na China hoje, a partir de uma determinada concepção de “modernidade”, sem desconsiderar, mas também, sem problematizar, o intenso debate que já ocorreu em torno da própria questão.

Interdisciplinaridade, totalidade e a construção do conhecimento em artigos das áreas de Educação e Ensino

PID: S1982-596x2019000301623 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2019
Autores: Mutti
Resumo Neste artigo interrogamos: O que se mostra sobre a interdisciplinaridade e totalidade, tomadas sob a ótica do materialismo dialético, nos artigos de periódicos das áreas de Educação e Ensino, disponibilizados no Google acadêmico? Por meio da análise de conteúdo realizada em 27 pesquisas. Os resultados revelaram que ainda que não exista na literatura uma concepção única do que vem a ser a interdisciplinaridade, há entre os estudiosos a compreensão comum de que ela está vinculada à busca pela ruptura com a fragmentação do conhecimento. No contexto escolar, explicita-se dos artigos analisados, a interdisciplinaridade impulsionada pelos interesses dos modos de produção capitalista, bem como o discurso de que a ampliação do debate sobre ela na escola solicita mudanças no modo como se dá o trabalho pedagógico, uma vez que requer abertura ao estabelecimento de uma relação dialógica para a construção do conhecimento, de modo que a totalidade possa ser almejada sem que as particularidades sejam desconsideradas.

Liberdade e eticidade: o diagnóstico crítico da modernidade política em Hegel

PID: S1982-596x2019000301255 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2019
Autores: Müller
Resumo Após uma sucinta caracterização do processo de diferenciação e separação histórico-conceitual entre sociedade civil e Estado, respectivamente, entre o indivíduo burguês e o cidadão como traço principal da modernidade política (1), empreende-se uma análise concisa dos três registros da “apresentação” (Darstellung) do conceito de liberdade, que, no âmbito do espírito objetivo, culmina no desenvolvimento do conceito de eticidade (2). Em seguida, explicita-se os três momentos lógicos, isto é, os três elementos constitutivos e processuais do conceito de liberdade (universalidade, particularidade e singularidade) (3), que, em sua efetivação no âmbito do espírito subjetivo, assume três figuras, a da vontade natural, a da vontade do arbítrio e a da vontade livre que quer a efetivação universal da liberdade como seu “conteúdo, objeto e fim” (4). Hegel é por excelência o filósofo da modernidade política e, ao mesmo tempo, o seu crítico, na medida em que aprofunda a ruptura com a fundamentação teológica e jusnaturalista que o contratualismo moderno introduz no pensamento ético-político ao fundar a família, a sociedade e o poder político na vontade livre autônoma, ao mesmo tempo em que critica o caráter atomista e negativo da liberdade individual que o paradigma contratualista põe como sua base. (5) Por fim, examina-se mais detidamente os dois pilares fundamentais que fundam a estrutura normativa de uma eticidade moderna e reflexiva (6): a pessoa como sujeito de direitos (6A) e a liberdade subjetiva da consciência moral moderna (6B).

Mal-estar na filosofia nacional Leitura estrutural: impasse e críticas

PID: S1982-596x2019000100349 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2019
Autores: Fleck
Resumo O assim chamado “método estrutural de análise de texto” tem persistido no pensamento filosófico brasileiro, apesar das críticas recebidas e de seus sinais de esgotamento. A presente investigação pretende aventar algumas hipóteses acerca da sobrevida de tal procedimento, assim como analisar a relativa ausência de participação da filosofia no debate público nacional quando comparada tanto com a presença de áreas próximas quanto com a sua participação no debate estrangeiro.

O campo de saber artístico nos currículos de formação de pedagogos e seu eco nas escolas

PID: S1982-596x2019000301373 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2019
Autores: Moraes Ribeiro
Resumo O texto problematiza a legitimação das Artes como campo de saber nos currículos de cursos de Pedagogia. Reflete, pois, sobre formação inicial de pedagogos e o repertório artístico-cultural desses profissionais para atenderem às demandas escolares referentes ao ensino de Artes. Tomamos como base de fundamentação teórica, principalmente, a noção de campo de Bourdieu (2006; 2004; 1983) e sua idéia de consagração desse campo como um processo constituído relacionalmente. O trabalho traduz um estudo bibliográfico imerso no campo da Educação, guiado, entretanto, por reflexões sustentadas em observações e vivências estético-pedagógicas no âmbito da formação inicial docente, numa universidade pública estadual brasileira. Com o estudo, infere-se que à universidade cabe a responsabilidade estratégica de garantir a ampliação de componentes curriculares que abranjam saberes em Artes.

O enfoque sistêmico dialético e a organização dos conteúdos da Química: reflexões didático-filosóficas

PID: S1982-596x2019000100275 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2019
Autores: Núñez Silva
Resumo Neste artigo, apresentam-se fundamentos de uma proposta para a organização dos conteúdos de um tema da disciplina Química Geral sob as exigências do enfoque sistêmico-dialético do tipo genético. Essa forma de organização dos conteúdos toma como pressupostos filosóficos o materialismo dialético e histórico e a categoria de sistema, como estruturante e integrativa. É uma proposta didática que pode contribuir para o desenvolvimento teórico do pensamento dos estudantes no contexto da educação química. Por sua vez, constitui-se em um método do pensamento para a compreensão do conteúdo como um sistema complexo em desenvolvimento, mostrando um potencial para a transferência das aprendizagens, se considerada sua natureza teórica e geral.

O modelo chinês e a sabedoria chinesa da modernização

PID: S1982-596x2019000301223 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2019
Autores: Xiaodong
Resumo O modelo soviético de socialismo e o modelo americano de capitalismo são as duas principais soluções para a modernização. Sob a orientação da doutrina chinesa tradicional do caminho do meio e do materialismo dialético marxista, o Partido Comunista da China, aprendendo sucessivamente com essas duas soluções principais e combinando-se com a situação atual da China, propôs soluções chinesas de socialismo com características chinesas, modernização da governança do estado e, assim, ofereceu ao mundo a sabedoria chinesa além dos conflitos entre duas grandes ideologias, a saber, socialismo e capitalismo.

O sentido do ato de educar em Edgar Morin

PID: S1982-596x2019000100401 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2019
Autores: Martinazzo
Resumo Temos como propósito, neste texto, contribuir com o debate acerca da razão de ser da escola, bem como do sentido e das finalidades da educação. A reflexão tem como fonte de inspiração a obra do pensador francês Edgar Morin com o objetivo de compreender quais deveriam ser as grandes finalidades do processo educacional. O estudo é de cunho bibliográfico tendo como horizonte os princípios da complexidade. A pesquisa permite concluir que, em seus primeiros escritos, Morin aponta para a necessidade de instituir uma política de civilização que contemple o contexto planetário da humanidade. Com o decorrer do tempo e, sobretudo, nos escritos mais recentes, Morin ressignifica o pensamento de Montaigne e de Rousseau: com inspiração em Montaigne indica que cabe à escola formar o aluno com uma cabeça benfeita e com base em Rousseau retoma a ideia de que é função da escola ensinar a viver.

O sentido ontológico do trabalho e o desenvolvimento das funções psicológicas superiores: considerações preliminares

PID: S1982-596x2019000200925 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2019
Autores: Gonçalves Maia Filho Lopes Júnior
Resumo O presente estudo tem por objetivo demonstrar de que forma o trabalho auxilia no processo de hominização do homem. Trata-se de um estudo de natureza teórica, realizado mediante pesquisa bibliográfica, sendo dividido em três momentos principais. No primeiro, apresenta-se como o trabalho é concebido por Marx e apropriado por Lukács e os representantes da Escola de Vigotski. No segundo, trata-se das tensões entre a importância conferida aos aspectos biológicos e aos aspectos sociais para o processo de desenvolvimento do gênero humano, demonstrando de que maneira a produção de instrumentos gesta o progressivo afastamento da barreira natural, ao passo que propicia o desenvolvimento cada vez mais social do homem. Tal reflexão servirá de base para sinalizar como a teoria de Vigotski destaca em seu edifício categorial a relação entre os instrumentos e as funções psicológicas superiores no processo de humanização do homem.

Os Escolares e a instituição educativa: cânone e cultura escolar

PID: S1982-596x2019000100083 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2019
Autores: Magalhães
Resumo A representação da educação envolve uma noção sistémica e os intelectuais podem funcionar como sistema. Eles configuram e demarcam o campo educacional. O intelectual constitui um conceito que pode ser trabalhado enquanto categoria epistémica com educabilidade e historicidade. Os Intelectuais cedo percepcionam o que está ‘de novo’ em crise e o que deverá permanecer. Entre estes emergem os Escolares; combinando as dimensões de intelectualidade e educabilidade, são intelectuais envolvidos institucionalmente e que estabelecem o cruzamento entre educação e sociedade, são instituintes. Reconhecidos como mestres, são, em regra, autores de textos doutrinários e livros escolares; têm especial relevância na constituição do cânone escolar, literário, científico, artístico. Nada do que é humano lhes é indiferente; sabem fazer uso do poder simbólico e material que o institucional e o normativo lhes conferem. Será sobre os Escolares que procurarei desenvolver o meu texto. Tomarei como referência fundamental os intelectuais portugueses e a história da educação em Portugal.

Os caminhos e os meios: uma visão da transdisciplinaridade

PID: S1982-596x2019000301295 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2019
Autores: Gibbs
Resumo Este é um breve estudo sobre como a noção de pensamento que Heidegger desenvolveu em seus escritos, em Conversation on a Country Path about Thinking [Uma Conversa no Caminho do Campo sobre o Pensar] (2010a), pode ser lida através da consideração de um texto taoísta chinês Tao Te Ching (Laozi) e de um texto confucionista, embora inspirado por taoístas, de Zisi, o Zhongyong [A Doutrina do Meio], para iluminar a natureza essencial da abertura na transdisciplinaridade e as restrições da disciplinaridade do conhecimento a serem tomadas como ritual e regras da metodologia. Essa abordagem oferece uma maneira de entender a desocultação na ontocosmologia da harmonia de todo o Ser e do cultivo pessoal, essencial à ontologia de Heidegger. Sugiro então como isso pode ser oferecido no que poderia ser chamado de pedagogia transdisciplinar.

Os desafios da compreensão: um ensaio sobre a hermenêutica da complexidade

PID: S1982-596x2019000100197 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2019
Autores: Calloni Amorim
Resumo O objetivo do artigo é investigar os desafios da compreensão da complexidade imanente às múltiplas realidades. Metodologicamente, dada a natureza teórica do ensaio, as discussões apresentadas estão acompanhadas das reflexões de Edgar Morin sobre “O Método”. O ponto de partida para o debate é a ruptura histórica entre as ciências da natureza e as ciências do espírito que, por consequência, encerraram a ciência e a filosofia em compartimentos disciplinares aparentemente incomunicáveis. Com vistas à superação deste isolamento, reivindica-se uma hermenêutica da complexidade de modo que sejam compreendidas as relações, colaborações e complementações intrínsecas aos diferentes conhecimentos e saberes.
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