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O bem e o mal nas ‘Disputas Metafísicas’ de Francisco Suarez

PID: S1982-596x2018000100185 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2018
Autores: Cezar
Resumo Suarez (1548-1617) apresenta nas ‘Disputationes Metphysicae’ - Disp. 10 e 11 - uma explicação metafísica do termo ‘bem’ e do termo contrário ‘mal’. ‘Bem’ é um atributo transcendental, isto é, um predicado que cabe a todo ente real. Ele significa a perfeição e a conveniência do ente real. ‘Mal’ significa uma privação de perfeição ou uma inconveniência. O significado metafísico destes termos está na base do significado moral deles.

O ensino de filosofia entre a “história da filosofia” e a “filosofia”: uma questão não esgotada

PID: S1982-596x2018000300965 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2018
Autores: Alexandre
Resumo Trata-se, neste artigo, de questionar acerca de um ensino não-dogmático de filosofia. Com essa larga temática no horizonte, pergunto de maneira mais detalhada: seria tal ensino alcançado tão somente através de uma espécie de recapitulação neutra da história da filosofia, ou então nenhuma recapitulação da história da filosofia estaria em condições de caminhar desacompanhada de uma específica filosofia? No presente trabalho, opto por interpelar essa conhecida querela revisitando o debate entre a chamada metodologia estrutural (de Martial Guéroult e Victor Goldschmidt), adepta da primeira posição, versus seus críticos brasileiros (Oswaldo Porchat e Carlos Alberto Ribeiro de Moura), adeptos da segunda posição. Defendo, por fim, que os verdadeiros dogmáticos da contenda serão os partidários da primeira posição (porquanto vislumbram estruturas monolíticas para toda filosofia), ao invés dos partidários da segunda (os quais encampam uma perspectiva crítica e interrogativa frente a toda filosofia: aberta assim à autotransformação).

O pensar compreensivo e o inflacionamento do pensar informativo na educação

PID: S1982-596x2018000301255 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2018
Autores: Junges Souza Adams
Resumo O artigo apresenta argumentos que versam sobre a questão da pesquisa nas escolas sob a perspectiva das novas tecnologias e de seus desafios. O objetivo é mostrar os riscos que se corre nas pesquisas diante do novo cenário que se vive, baseado na internet. Ao mesmo tempo em que são disponibilizados materiais da melhor qualidade, obras de autores clássicos e de pesquisas recentes mais avançadas das mais diversas áreas do conhecimento, os resultados interpretativos destes estão aquém das pesquisas que eles exigem. O artigo trabalha com a hipótese de que nunca se teve tanto acesso e condições para pesquisa na escola quanto na atualidade, mas que, talvez, seja o momento em que a ideia de pesquisa, em sua história, esteja mais enfraquecida. Este momento reflexivo se apresenta em forma de “conto”, enquanto tentativa de superação de uma linguagem tecnocibernética.

Os discursos da Educação em slogans do cotidiano e nos pactos governamentais

PID: S1982-596x2018000200565 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2018
Autores: Pereira
Resumo A partir da Análise de Discurso francesa e da noção de sujeito da Psicanálise, o artigo apresenta uma discussão sobre slogans acerca da Educação tal como circulam na grande mídia; além disso, analisa o uso da denominação “pacto” em alguns programas governamentais brasileiros. Para isto, são mobilizados os conceitos de sujeito e acontecimento discursivo. Pelo modo de captura do sujeito dos slogans e das nomeações governamentais conclui que por conta da persistência do sentido de uma educação total e unívoca, não há ruptura definitiva com regimes de interpretação já instalados no cenário nacional.

Para além do corpo belo: notas sobre corpo e educação a partir da leitura foucaultiana do Alcibíades

PID: S1982-596x2018000100361 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2018
Autores: Lima Neto Araújo
Resumo Este artigo objetiva apresentar algumas contribuições da leitura foucaultiana do Alcibíades, de Platão, para pensar as relações entre o corpo e a educação. Centramo-nos sobre a discussão de Foucault em torno noção de cuidado de si. Exploramos aí a vinculação perdida entre a subjetividade e o conhecimento, outrora presente na filosofia socrático-platônica. Inicialmente, detemo-nos nas características da relação entre Alcibíades e Sócrates; posteriormente, apresentamos as relações entre educação, espiritualidade e erotismo ressaltadas por Foucault em sua leitura do Alcibíades; por fim, haurimos algumas implicações para pensar o fenômeno educativo na atualidade, principalmente no que concerne à recuperação do corpo como lócus no qual se efetua a subjetivação.

Para pensar o ensino de história e os passados sensíveis: contribuições do pensamento decolonial

PID: S1982-596x2018000301229 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2018
Autores: Pereira Paim
Resumo O presente artigo problematiza o ensino de História a partir da perspectiva da Decolonialidade. Considera especificamente o papel das chamadas questões sensíveis como maneira de redefinir o modo de representar a temporalidade e o papel do ensino de História nos processos de resistência política e social. Ao explicitar alguns conceitos utilizados pelos pensadores decoloniais, principalmente Anibal Quijano, o texto se volta para o questionamento ao eurocentrismo e ao processo de colonialidade a que a América Latina está submetida e seus efeitos para o campo educacional. A partir dessa perspectiva, consideramos o campo educacional, em geral, e a área de ensino de História, em particular, como lugares de onde se pode colocar em xeque a colonialidade através de um processo de decolonização do tempo e dos modos de ensinar história, dando ênfase aos aspectos éticos e estéticos do ato de ensinar.

Para pensarmos a prática da pesquisa em Educação

PID: S1982-596x2018000200725 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2018
Autores: Amaral Filho
Resumo A partir da distinção epistemológica entre ciências humanas e ciências da natureza, busca-se compreender as especificidades próprias da pesquisa em educação. Para tanto, além de Aristóteles, o presente artigo recorre fundamentalmente a Descartes e a Kant. Buscando compreender que o campo de investigação em educação, não pertencendo à objetivação dos entes naturais, mas antes àquilo mesmo que nos constitui, as múltiplas possibilidades de ser, é no horizonte da linguagem, intrinsecamente polissêmica, que devemos praticar as nossas pesquisas. Ainda que, a cada passo, tenhamos que ir construindo o nosso próprio caminho (método).

Para um conceito Habermasiano de ação pedagógica

PID: S1982-596x2018000200747 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2018
Autores: Zaslavsky
Resumo O presente artigo trata das implicações pedagógicas da teoria da ação comunicativa de Jürgen Habermas, em especial para um conceito de ação pedagógica. Mediante revisão das obras de Habermas e também da literatura específica, identifica uma tendência a compreender ação pedagógica enquanto processo argumentativo. Propõe conceito de ação pedagógica inscrito no discurso explicativo, cuja finalidade é a obtenção de entendimento quanto à inteligibilidade do significado. Desse modo, sugere solução ao problema da compatibilidade conceitual entre a pressuposição de simetria da ação comunicativa e de assimetria da ação pedagógica mediante a noção de uso didático da linguagem. Visa contribuir para a reflexão sobre uma didática comunicativa.

Por que é tão difícil definir o conhecimento a ser ensinado na escola? Um olhar para a Geografia

PID: S1982-596x2018000100059 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2018
Autores: Galian Stefenon
Resumo Este artigo se fundamenta em resultados de uma pesquisa que pretendeu evidenciar as escolhas consubstanciadas em documentos curriculares de produção recente no que se refere à definição da importância do conhecimento escolar de Geografia e do que constitui conhecimento relevante a ser abordado nas aulas dessa disciplina. Da mesma forma, professores universitários e da escola básica, envolvidos com a pesquisa e a produção de conhecimentos na área e/ou com o ensino da disciplina - em cursos de licenciatura e em salas de aula do Ensino Fundamental - foram instados a refletir sobre os mesmos aspectos e a se posicionarem frente a uma seleção de excertos dos documentos antes mencionados. Os resultados são discutidos à luz de referenciais teóricos do campo do currículo e do conhecimento escolar, notadamente Basil Bernstein, na análise do processo de recontextualização do conhecimento especializado na constituição do discurso pedagógico, e Michael Young, em sua ênfase no conhecimento como princípio de organização curricular, na necessária diferenciação entre o conhecimento escolar e aquele que advém da experiência cotidiana dos alunos, e na ideia de conhecimento poderoso. Ressalta-se entre os achados da pesquisa, a sintonia entre as seleções encontradas nos documentos e as suas opções diferenciadas no que se refere ao espaço conferido para as escolhas desenvolvidas na escola. E destaca-se, centralmente, a dificuldade - por parte dos sujeitos entrevistados - para desenvolver reflexões acerca do que constituiria uma base de conhecimentos relevantes a serem ensinados na escola.

Prática educativa, vivência e afetos na constituição de alunos com histórias de sucesso na escola

PID: S1982-596x2018000200765 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2018
Autores: Marques Carvalho
Resumo A prática educativa que se realiza na escola tem como objetivo colaborar com a aprendizagem e, consequentemente, com o desenvolvimento dos alunos. Quando isso acontece, depreendemos que houve ali um bom ensino. O bom ensino para Vigotski é aquele que leva ao desenvolvimento de funções psicológicas superiores, enfim, ao desenvolvimento do que há de mais humano no homem. Nesse sentido, o artigo analisa a constituição social da prática educativa bem-sucedida a partir da relação entre vivência e afetos sob o ponto de vista da Psicologia Socio-Histórica e da Filosofia de Espinosa. Essas análises resultantes de pesquisa apontam que a dialética entre vivência, afetos e sentidos ativa o desejo humano de ser mais na escola, portanto, a prática educativa bem-sucedida se constitui na ativação de desejos e produção de sentidos.

Reflexões sobre o Método Paulo Freire. Para além de uma metodologia, uma práxis política

PID: S1982-596x2018000301273 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2018
Autores: Cristi García
Resumo Em ocasiões, Paulo Freire é enunciado como um ‘metodólogo’. Tal enunciado é só em parte acertado, pois para além de uma simples metodologia, a pedagogia de Freire é uma práxis política. Para mostrar isto, que ainda pareça obvio não está tão claro no ambiente acadêmico, no presente texto descreveremos e refletiremos o método dialógico do professor pernambucano; isto é, faremos uma compreensão crítica das bases teóricas e da prática da ideia de educação como liberação baseada no diálogo, sua fundamentação e sua práxis. Em síntese, o texto constitui um retrato compreensivo do método de conscientização e dos fundamentos pedagógicos, filosóficos e políticos que respaldam a Freire.

René Schérer e a Filosofia da Educação: primeiras aproximações

PID: S1982-596x2018000200793 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2018
Autores: Gallo
Resumo Este artigo efetua um “sobrevoo” (no sentido conceitual de Deleuze e Guattari) sobre a obra do filósofo francês contemporâneo René Schérer com o objetivo de procurar os traços ali presentes de uma Filosofia da Educação. Elege três eixos ou pivôs na heterogeneidade da obra: a problematização da infância; uma política da hospitalidade; o anarquismo como marca de um pensamento aberto, rebelde e inovador para, a partir deles, traçar os contornos desta Filosofia da Educação. Apresenta a noção de “dispositivo pedagógico”, que promove uma infantilização das crianças. Na contramão deste processo, o filósofo propõe uma “infância maior”, que se afirma por si mesma, sem tutelas. Uma Filosofia da Educação pensada neste registro só pode ser tomada como abertura, expressão de um pensamento errante e anárquico, sem princípios (fundamentos) e sem transcendência. A proposta de uma educação que não seja pura condução, mas um “caminhar junto” com as crianças.

Schiller, Arendt e a fuga do reino das necessidades: estética, formação e política

PID: S1982-596x2018000301307 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2018
Autores: Eccel
Resumo Apesar de pertencerem a diferentes séculos, Friedrich Schiller e Hannah Arendt diagnosticam seu próprio tempo, caracterizam nossa condição humana e identificam-se como devedores intelectuais de Kant. Em sua obra Educação estética do homem: em uma série de cartas, Schiller encontra na arte a via de saída para a decadência política. Arendt, em seu artigo “A crise na cultura: sua importância social e política”, identifica as relações presentes entre cultura, arte e política. Investigar o que há de comum nas teses desses dois autores, assim como identificar as diferenças entre eles, constitui o objetivo deste artigo. Na primeira parte, trataremos das percepções de ambos os autores a respeito da condição animal do homem, bem como da necessidade de transgredi-la. Na segunda, verificaremos se há, na obra de Arendt, elementos correspondentes ao “homem que joga”, de Schiller, e, finalmente, mostraremos os fundamentos kantianos comuns em ambos os pensadores.

Sentidos de público e comum nas políticas curriculares: que efeitos na definição de conhecimento escolar?

PID: S1982-596x2018000100025 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2018
Autores: Gabriel
Resumo Em diálogo com a abordagem discursiva pós-fundacional, o objetivo deste artigo é investigar como a articulação entre conhecimento escolar, escola pública e currículo comum vem sendo mobilizada nos debates em torno da construção da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). A análise permitiu apontar, a despeito do posicionamento em relação à necessidade ou à pertinência dessa proposta curricular específica, estabilidades na definição de conhecimento escolar em meio às lutas pela significação dos significantes comum e público que adjetivam respectivamente currículo e escola nos textos analisados. O artigo acena para outras possibilidades abertas para a definição desses termos e para a articulação entre os mesmos, deslocando assim, o foco da reflexão da defesa ou da crítica a esse documento para a importância de continuar operando com esses significantes tanto para a produção da leitura política do campo curricular quanto para a afirmação de um sentido de escola pública democrática.

Utopia como potencial crítico da Modernidade Capitalista

PID: S1982-596x2018000200817 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2018
Autores: Coelho Rodrigues Wanderley
Resumo Utopia é um conceito moderno que articula a enunciação de um mundo melhor e a reflexão crítica sobre a realidade. Constitui, como formas da consciência (Mannheim) ou como modelos de perfeição (Hinkelammert), instrumento de análise da realidade sócio-política. Mesmo ante a secularização e a racionalização, o conceito permanece aparentado da religião, por articular esferas do desejo, de esperança ou do simbolismo, em que sonhar uma vida diferente aponta para a negação da realidade estabelecida. Neste texto, no diálogo do marxismo crítico de Bloch e Benjamin com a teologia latino-americana, indicamos a força da esperança frente fetiches e idolatrias do capitalismo na dialética do pensamento utópico e o pensamento mítico, como forma de renovar a abordagem dos problemas epistemológicos com a política. Considerar a ilusão transcendental permite outra crítica da razão instrumental e da estrutura epistemológica que nega e oculta a possibilidade da razão utópica e da razão mítica.

A deficiência em sua radicalidade ontológica e suas implicações éticas para as políticas de inclusão escolar

PID: S1982-596x2017000301443 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2017
Autores: Pagni
Resumo Este ensaio propõe conceber a deficiência como uma forma ética de vida que se funda em uma radicalidade ontológica e discute os seus efeitos políticos em instituições como a escola. A partir da ontologia do acidente, objetivamos contribuir para o delineamento das bases particulares das formas de vida deficientes e interpelar a sua associação a um devir que consiste no convívio com os efeitos dos acidentes sobre a vida humana. Argumentamos que esse devir comum conduz aos deficientes e ao seu entorno comunitário a transformações, cuja discussão, no caso ficcional e nas duas crônicas selecionadas, sugere que os efeitos políticos dos acidentes lancem essas vidas a uma improvisação existencial ou as façam descobrir que o improviso já estava determinado em sua existência pelos estados de dominação vigentes. Assim, propomos uma inclusão pautada na alteridade com esse ethos e no encontro dos demais atores com seu devir comum na escola.

A educação como cuidado e completo florescimento do ser humano Reflecções sobre a paideia em Aristóteles

PID: S1982-596x2017000100187 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2017
Autores: Fermani
Resumo: Este artigo tem como objetivo enfocar o tema da educação em Aris tóteles, mostrando como esta reflexão é original e atual. A investigação par te do exame das ocorrências de alguns lemas dentro do corpus do filósofo, particularmente significativos em relação à questão da educação, como, por exemplo, paide…a, trof», pa‹j, m£qhsij. Pretendemos mostrar como a refle xão aristotélica sobre a paideia, além de utilizar uma metodologia específica de investigação, se move no âmbito de dois cenários educativos fundamen tais: no primeiro (que, por sua vez, articula-se em uma série de sub-questões, como, por exemplo, o tema da possibilidade de ensinar a virtude ou o tema do dell’emotional training e da educação das paixões) a educação precede a ética, enquanto no segundo a educação consiste na ética, de acordo com o modelo teórico fundamental da energeia.

A essencialidade da autoeficácia para a aprendizagem autorregulada

PID: S1982-596x2017000100283 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2017
Autores: Lourenço Paiva
Resumo: No contexto educativo, a perspetiva sociocognitiva concebe a autoeficácia para a aprendizagem como a percepção do aluno acerca das suas capacidades para aprender ou concretizar comportamentos escolares a um nível ambicionado, interpre tando-a como uma componente fundamental no processo autorregulatório. Suportado nos racionais teóricos da autoeficácia de Bandura e nos processos autorregulatórios da aprendizagem de Zimmerman, este texto tem como objetivo fazer uma abordagem teórica e de reflexão sobre a importância das percepções de autoeficácia dos alunos na autorregulação das suas aprendizagens. Estas teorias realçam que os alunos, que normalmente consideram que são capazes de executar as atividades escolares suge ridas, usam mais estratégias cognitivas e metacognitivas no seu desempenho escolar, definem metas mais desafiantes, persistem mais na tarefa e alcançam níveis mais altos de realização. São apresentadas algumas sugestões para a prática pedagógica.

A filosofia e a filosofia da educação em elo recursivo

PID: S1982-596x2017000100345 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2017
Autores: Martinazzo
Resumo: O presente texto tem como objetivo refletir sobre os vínculos que in terligam a Filosofia, enquanto reflexão sobre a realidade toda, com a Filosofia da Educação na sua tarefa específica de pensar o âmbito da formação humana. O foco da reflexão incide sobre um viés de compreensão que, historicamente, a Filosofia tem assumido e cujos reflexos demarcam e orientam o processo edu cacional. A análise da questão visa a demonstrar que a Filosofia, ao se exercer na forma de Filosofia da Educação, tem a tarefa, dentre outras, de servir de suporte para as questões epistemológicas do processo educacional. Sob este ângulo de reflexão a Filosofia da Educação pode ter seu potencial ampliado e ressignificado a partir de uma mudança paradigmática, ou seja, quando inspi rada numa epistemologia complexa. Sob a ótica da complexidade a Filosofia e a Filosofia da Educação, enquanto campos de conhecimento distintos, podem ser entendidos, ao mesmo tempo, como áreas que se religam, se (con)fundem e se intercomplementam, formando um anel recursivo entre si. Concluímos apontando algumas implicações da epistemologia complexa para o campo da Filosofia e da Filosofia da Educação.

A filosofia realista e naturalista de John Dewey:contribuições para uma epistemologia na atualidade

PID: S1982-596x2017000200909 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2017
Autores: Nascimento
Resumo O presente artigo analisa a epistemologia realista e naturalista de John Dewey para discutir sua contribuição para uma epistemologia na atualidade. O eixo central desta investigação consiste em articular os conceitos ‘experiencia’ e ‘natureza’ da epistemologia de John Dewey às contribuições de autores contemporâneos. Ao final, pretende-se demonstrar que o realismo de Dewey, por caracterizar-se como naturalista, aporta contribuições importantes para a epistemologia atual, sobretudo quando esta é colocada numa vertente contraria ao objetivismo, porém sem prescindir da ciência. Ao opor-se à epistemologia clássica Dewey não pretendeu-se separar-se totalmente desta área da filosofia, mas postular um novo modelo teórico em que o conhecimento possa ser compreendido mediado por relações naturais, causais, cognitivas e culturais. Será demonstrado que esta perspectiva se antecipa às vertentes atuais do conhecimento cuja explicação passa pela noção de complexidade e holismo.
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