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Educação e individualidade em Diderot

PID: S1982-596x2017000301361 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2017
Autores: Firode
Resumo Este artigo propõe-se a uma leitura dos diversos escritos pedagógicos de Diderot (A Refutação de Helvetius e o Plano de uma universidade em particular) tomando como fio condutor a ideia de “individualidade”. A hipótese que se propõe explorar é a de que é possível e fecundo perceber o pensamento pedagógico de Diderot em seu conjunto sob o ângulo de uma teoria que poderíamos da educação que poderíamos chamar “individualista”. A originalidade e o interesse das análises diderotianas, mais precisamente, parece-nos residir no fato de que elas se distanciam, em certos pontos decisivos, das teorias que pertencem à tradição humanista e universalista das quais o pensamento pedagógico atual é herdeiro, que fazem da formação do sujeito autônomo (e não do indivíduo independente) a finalidade última do processo educativo.

Educação pela contingência - o não idêntico no seio da instituição

PID: S1982-596x2017000200783 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2017
Autores: Chataignier
Resumo O intuito do trabalho é o de problematizar a educação na formação das subjetividades enquanto um locus privilegiado de reflexão da sociedade sobre si mesma. Enquanto Instituição, se insere nos processos de efetivação de forças, o que lhe confere uma posição eminentemente política. Assim sendo, serão exploradas sobretudo duas vias descritivas: primeiramente, atentar-se-á à conceituação althusseriana de “Aparelhos Ideológicos de Estado”, em consonância com a teoria da ideologia do autor francês. Em um segundo momento, o campo teórico abordado será o hegeliano. Será então questão, após uma crítica ao chamado “panlogicismo” que impede o desabrochar das particularidades, um remanejamento do sistema, no sentido de privilegiar a figura da contingência. Assim, o conceito de “efetivação” ganha relevo para se pensar Instituições na história. Por fim, a “dialética negativa” adorniana se aproxima de uma formação teórica que une continuidade e ruptura. Em nosso caso, lida-se com a universidade aberta à diversidade.

Ensaio sobre EIS AICE: proposição e estratégia para pesquisar em educação

PID: S1982-596x2017000100233 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2017
Autores: Corazza
Resumo: Ensaio que intervém tanto no teórico como no prático de um fora do pensamento da pesquisa em educação. Mediante a estratégia metodológica do desvio, de uma pedagogia de formação da incerteza e de empréstimos da filosofia da diferença, da epistemologia científica e das teorias da tradução transcriadora, sugere duas proposições: 1) podemos limitar a direção do trabalho educacional de ensinar, escrever, orientar, pesquisar, a ocupar Espaços, fazer Imagens e nos con frontar com Signos, expressos na unidade EIS; 2) EIS que não remetem ao que é representado, mas àquilo que nos põe diante da presença de quatro conceitos: Au tor, Infantil, Currículo e Educador, expressos pela unidade AICE. Mediante uma posição combinatória e correlacional do bloco EIS AICE, fala o tempo todo de texto; isto é, de um discurso que não se deixa compreender na economia uniforme de nenhuma verdade estatal do pensamento.

Entre o intuir e o proferir: Descartes e a argumentação filosófica

PID: S1982-596x2017000100263 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2017
Autores: Zanette
Resumo: O escopo deste artigo é examinar a questão da argumentação filosófica de Descartes no contexto da relação entre intuição e proferimento do cogito. Para René Descartes, que procedimento metódico permite ao sujeito efetuar certa expe riência de descoberta de si a si, intuição ou proferimento? Dizendo de outra forma, o ato de proferir ou enunciar o cogito está submetido à uma regra transcendente à argumentação filosófica?

Escrita de si e trabalho ético no estágio supervisionado na formação inicial de professores

PID: S1982-596x2017000200833 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2017
Autores: Leite Garcia
Resumo O artigo trata da constituição do si docente através das disciplinas de Estágio Supervisionado, em um curso de licenciatura em Teatro, problematizando o trabalho ético experimentado por sete alunos ao escreveram seus relatórios de estágio. Do ponto de vista teórico-metodológico, o estudo inspira-se nas últimas investigações de Michel Foucault sobre o domínio da ética, analisando a constituição de uma forma de profissionalidade autorreflexiva através do universo dos significados e das relações estabelecidas em um conjunto de vinte e um relatórios de estágios que os alunos escreveram ao longo de três semestres do componente do Estágio. Argumenta que o Estágio e a escrita dos relatórios são dispositivos pedagógicos no interior dos quais certas formas de experiência de si dos futuros docentes são elaboradas e reelaboradas frente às contingências do currículo, de suas histórias pessoais e das normas e relações de poder das instituições em que atuam.

Exclusão social: esboço de uma crítica ontológica marxiana

PID: S1982-596x2017000100321 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2017
Autores: Rossi
Resumo: O conceito de exclusão social tem sido debatido nas últimas décadas tanto no plano teórico acadêmico, quanto nas orientações de algumas políticas públicas. A partir da dissertação de mestrado que desenvolvemos na área de Geo grafia, apresentamos uma reflexão com base em pesquisa bibliográfica a respeito da exclusão social com objetivo de contribuir com o debate e entendimento desta polêmica. Neste artigo, debatemos os principais argumentos presentes nas análi ses sobre o conceito de exclusão social e contrapomos estas proposituras com o esboço de uma crítica que se baseia na ontologia marxiana. Assim, explicitaremos a divergência metodológica nestas duas abordagens antagônicas.

Filosofias da diferença e a formação de professores: experimentações com ateliê de escrileituras

PID: S1982-596x2017000100369 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2017
Autores: Schnorr Rodrigues Schwantz
Resumo: Na trama entre Filosofias da diferença e a formação de professores, são produzidas intervenções educativas denominadas ateliês de escrileituras. Com a oferta destes espaços e por meio de variadas linguagens, visa-se trazer discussões a respeito dos modos de vida atuais, por meio de práticas filosóficas e artísticas, como condição do aprender, da desconstrução e da reconstrução de si, na intenção de criar e produzir o inédito. Dessa forma, foi executado o ate liê Conatus, um espaço de trabalho onde foi possível efetivar experimentações e fomentação de diferentes tipos de arte, de conhecimentos e aprendizagens, tendo como produto final a elaboração de novelas de rádio. No conjunto de dispositivos filosóficos e artísticos utilizados, propuseram-se possibilidades de produções consideradas singulares, que potencializassem a vida docente. Ofer taram-se procedimentos para uma formação de professores na promoção de bons encontros, bem como na potencialização dos pensamentos, no rompimento das ideias prontas e nas estruturas enrijecidas.

Governar pela dívida e subjetividade funcional na educação: qual o lugar da deficiência?

PID: S1982-596x2017000301419 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2017
Autores: Carvalho
Resumo A partir da leitura de Gouverner par la dette (LAZZARATO, 2014), o objetivo do trabalho consiste em investigar a relação das estratégias consolidadas em um tipo de sociedade governada pela dívida com a produção de subjetividades. Significa pensar que, neste tipo de sociedade, a subjetividade é absorvida pelos dispositivos e pelos agenciamentos da dívida compelindo cada um a uma experiência de endividamento próprio com uma mais-perfeição que nunca se obterá. Assim, reduz-se as possibilidades de modos de ser a uma subjetividade funcional. Privilegiando a deficiência como um valor próprio, a hipótese interpretativa assinala que o sujeito deficiente é um operador crítico e de mutação dos agenciamentos produtores de subjetividade na sociedade governada pela dívida. De um lado, porque o campo da deficiência anuncia uma polivocidade de sentidos contra a univocidade de sentidos que são forjados nas sociedades governadas pela dívida, sociedades com Estado (CLASTRES, 2009). Por outro lado, porque ao indagar a composição das unificações de sentidos, questiona-se a própria produção de subjetividades funcionais. Para tanto, o trabalho avança em três frentes. Na primeira, introduz a questão do governo da dívida na dimensão geral das sociedades com Estado e como esta relação assinala para uma produção cultural unificadora. A seguir, analisa a produção de subjetividade por intermédio do governar pela dívida. Finalmente, aborda a questão da deficiência como polivocidade de sentidos face à produção da subjetividade, trazendo implicações para se pensar o amplo papel da educação na cultura do governo pela dívida, perscrutando como a dimensão subjetiva pode ser distinta daquele a que somos destinados pela axiologia da dívida.

Heterogênese criativa: o que podem as imagens nas didáticas contemporâneas?

PID: S1982-596x2017000100385 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2017
Autores: Carvalho Leite
Resumo: O artigo investiga a relação da cultura de imagens com as didáticas contemporâneas. Ao indagar o que podem as imagens nas didáticas contemporâ neas, o trabalho assume a hipótese de que a sociedade atual vive uma profunda transição nas formas de experimentar a acessibilidade, a associação de conteúdos, as formas de aprender e as de produzir pensamento nos espaços educacionais. Para tanto, parte-se de alguns conceitos presentes no campo da Filosofia da Diferen ça, sobretudo a partir de Deleuze, Foucault e Serres, bem como de uma pesquisa desenvolvida com produção de imagens produzidas por crianças e professores, para problematizar e refletir sobre os lugares, as experiências e as formas com os quais os saberes e as empirias da educação, obstinadamente, são convocados a se redimensionar.

Identidade e diferença na teoria pós-dialética: sobre as conferências parisienses de Theodor W. Adorno

PID: S1982-596x2017000301351 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2017
Autores: Olivier
Resumo Como pensar a identidade e a diferença em um contexto pós-dialético? Adorno é geralmente considerado um pensador da alteridade, sendo a alteridade compreendida como oposta à identidade. Este artigo examina a posição de Adorno e a forma como ele trata as questões da “identidade” e da “diferença” em suas conferências de Paris, proferidas no Collège de France em 1961, e que constituem o esboço de sua Dialética Negativa. O objetivo de Adorno é o de criticar a concepção filosófica dominante baseada no conceito de identidade para mostrar suas implicações políticas. Na situação mundial do pós-guerra, tal reflexão política estava ligada a um projeto de educação concernente à educação do cidadão na época do capitalismo tardio para evitar uma recaída no barbarismo.

Interdisciplinaridade: da simplificação ao pensamento complexo

PID: S1982-596x2017000201011 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2017
Autores: Tauchen Fávero Alvarenga
Resumo O presente artigo objetiva discutir a insatisfação epistemológica decorrente dos limites disciplinares e colocar em relevo princípios epistemológicos que podem nos ajudar na autoprodução do ensino que intenciona contribuir com o desenvolvimento do pensamento interdisciplinar, sustentando as seguintes teses: a) as interações disciplinares podem ser potencializadas pelo diálogo, mas é por meio da postura epistemológica dialógica e da aprendizagem intersubjetiva que produzimos o tensionamento disciplinar, incluindo/excluindo as contradições; b) a interdisciplinaridade, no plano das atividades de ensino, não é um atributo ontológico, mas uma emergência epistêmica pragmática. O estudo é de natureza qualitativa, de base hermenêutica. Concluímos que as condições de interação disciplinar podem ser organizadas pela produção do lugar; pela diferença criadora dos diferentes elementos (disciplinas) e pelas inter-relações entre os sujeitos que compartilham as necessidades de compreensão, de religar o que foi desconectado, expressando que no ensino encontramos um lugar para a complexa convivialidade humana.

Jacques Derrida e a condição de (im) possibilidade de dom

PID: S1982-596x2017000100421 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2017
Autores: Santana
Resumo: O presente artigo analisa criticamente o conceito de dom e as condições de sua possibilidade ou impossibilidade. Jacques Derrida foi o primeiro a ponde rar filosoficamente a questão depois de analisar o sistema de trocas que envolve o dom, narrado pelo sociólogo francês Marcel Mauss. O dom, devendo ser por sua natureza gratuito, acaba caindo numa aporia que resiste a toda forma de solução porque todas as vezes em que ele é reconhecido como tal, retorna àquele que o enviou, deixando de ser gratuito e se tornando assim similar a um círculo econômico de troca. Assim as condições de sua possibilidade são, ao mesmo tempo, as con dições de sua impossibilidade. O dom ainda se assemelha ao tempo que é mesmo tempo é, mas escapa às mãos do articulador, sendo, no final, nada.

Nietzsche e o budismo: ilusão, morte de Deus, morte de Buda, vazio e vacuidade

PID: S1982-596x2017000100443 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2017
Autores: Borges
Resumo: Procuramos repensar as relações da filosofia de Nietzsche com a filoso fia budista a partir dos temas da ilusão da percepção humana do mundo, da morte de Deus e do matar o Buda e da implícita experiência do vazio ou da vacuidade, descobrindo convergências impensadas pelo próprio Nietzsche que abrem novos horizontes para a compreensão do seu pensamento.

O Eutidemo de Platão: um convite à filosofia e à virtude. Um diálogo protréptico sobre a protréptica

PID: S1982-596x2017000200865 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2017
Autores: Palpacelli
Resumo Esse artigo propõe uma leitura em um sentido protréptico do Eutidemo, oferendo assim uma possível chave hermenêutica para compreender um dos diálogos mais desorientadores de Platão. A cena é dominada, de fato, por dois eristas, Eutidemo e Dionisodoro, que não fazem mais que construir sofismas, para serem declarados, ao final, vencedores na discussão com Sócrates e Clinia. Aparentemente se está em face de um grande jogo de palavras que retornam sobre si próprias, mas em realidade, nesse diálogo, construído como uma comédia, Platão enfrenta um tema muito sério: a educação dos jovens. O filósofo, na alternância das cenas que veem como protagonistas primeiro os eristas e depois Sócrates, desenvolve um particularíssimo convite para a filosofia e para a virtude, isto é, um protréptico, em um diálogo que é pensado, para os leitores, como estruturalmente protréptico. O Eutidemo, em última análise, pode ser lido em dois níveis: em um primeiro nível sobre a cena, Platão desenvolve um convite para cultivar a filosofia e a virtude, e em um segundo nível, o próprio leitor ao acompanhar Platão no seu desenho e nos seus jogos, se encontra em face de um delicioso protréptico que o impulsiona a fazer filosofia e o inicia na filosofia platônica.

O deslocamento do esquematismo do entendimento do sujeito pela indústria cultural que o apresenta como o primeiro serviço prestado ao cliente

PID: S1982-596x2017000100141 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2017
Autores: Lage Filho
Resumo: O deslocamento do esquematismo do entendimento do sujeito para a indústria cultural que o apresenta como o primeiro serviço prestado ao cliente, nos remete à afirmação de Adorno e Horkheimer na Dialética do Esclarecimento, que a função que este esquematismo permitia ao sujeito referir previamente a multipli cidade do existente captada pelos sentidos aos conceitos fundamentais, foi tomada por esta indústria. Na investigação dessa asserção, exploraremos como Kant pen sou o esquematismo dos conceitos puros do entendimento, para entender como Adorno e Horkheimer se apropriaram deste conceito e o utilizaram para demons trar o poder da indústria cultural de configurar profundamente a existência indivi dual, tolhendo o entendimento e incutindo nas consciências o que foi antecipado no esquematismo da produção, em função da reprodução ampliada do capital.

O dualismo e o problema do mal em Rousseau

PID: S1982-596x2017000100169 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2017
Autores: Bezerra
Resumo: Apresentaremos neste artigo duas possíveis interpretações sobre o dua lismo de Rousseau expresso pelo Vigário saboiano na Profissão de fé. Uma delas refere-se à de Paul Hoffmann, que aponta a influência do pensamento teológico de Calvino e de Ostervald no dualismo defendido pelo Vigário. Hoffmann obser va que além do dualismo entre corpo e alma, existe outro que divide a alma; o que aponta para a origem do mal enquanto resultado do conflito interno da alma. Robert Derathé, por outro lado, destaca o platonismo de Rousseau que vê o mal como proveniente da busca de satisfazer os interesses materiais, enquanto o bem se identifica com a satisfação dos interesses da alma.

O hábito da reprodução de teorias: produção e ensino de filosofia no Brasil contemporâneo

PID: S1982-596x2017000200985 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2017
Autores: Piza
Resumo O artigo tem como objeto principal apresentar a tendência à reprodução de teorias filosóficas em nossas universidades e escolas, bem como o impacto negativo dessa prática na formação do filósofo e na própria presença da Filosofia no Brasil. Para tanto, considera-se a tradição latino-americana que discorre desde os anos 1960 sobre a existência de Filosofia na América Latina, o que possibilitou uma crítica da forma brasileira de se relacionar com a tradição do pensamento filosófico ocidental. A prática da produção persistente de comentários filosóficos das teorias consagradas se mostra inadequada como modelo para o pensar, disso só decorre uma modalidade de conhecimento estéril que incentiva a subserviência, a ausência de pensamento e a alienação. O saldo desse cenário é que em todos os níveis da educação formal há uma heteronomia generalizada que contraria por princípio a própria natureza da atitude filosófica e as diretrizes de ensino de Filosofia no País.

O prazer (hedoné) como fim (télos) da ação e como fonte de perturbação da mente segundo Epicuro

PID: S1982-596x2017000100475 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2017
Autores: Santos
Resumo: O objetivo do presente artigo é analisar o modo como Epicuro conce beu o prazer somático (hedoné) a partir de dois pontos fundamentais: enquanto fim (télos) da ação e enquanto fonte de perturbação. Compreender a articulação do prazer somático dentro da Filosofia de Epicuro, com base nos dois pontos acima mencionados, contribui para o esclarecimento de outras questões primor diais da Ética epicurista, por exemplo, a conquista da felicidade sob os termos da ataraxia, ou seja, sob os termos de um estado de ausência de perturbações físicas e mentais.

Oficina de criação do e no pensamento: o acontecimento como abertura da filosofia às artes

PID: S1982-596x2017000301625 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2017
Autores: Bom-Tempo Guido
Resumo O pensar como acontecimento é inseparável de uma oficina de criação que opera em funcionamento maquínico. Quando consideramos a oficina de criação do e no pensamento, apostamos em práticas interdisciplinares que lançam a filosofia no domínio do não discursivo em relação com as artes. Outras imagens do pensamento são flagradas frente a sua produção, fazendo novas conexões, construindo outras máquinas e acompanhando o pensar que entra em variações, diferenciando-se nos diagramas que perfazem as interfaces atual e virtual, ao estarmos diante de um acontecimento. Essa maquinação desloca a filosofia do seu lugar estático e a instala em terrenos rizomáticos, abrindo os domínios do pensar a criação. O atravessamento dos territórios entre artes e filosofias exige a adoção de uma postura não-filosófica - inclusive e principalmente do filósofo - sem a qual a oficina incorrerá num risco de ser uma experimentação estéril, ainda presa às territorialidades previamente fixadas em especialidades. Assim, propomos a operação de uma oficina de criação do e no pensamento a partir das interfaces construídas entre literatura, cinema e teatro junto às obras de Sacher-Masoch e Roman Polanski, ambas intituladas A Vênus das Peles.

Os diagramas de Venn como recurso filosófico no jardim de infância

PID: S1982-596x2017000200727 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2017
Autores: Carvalho Santos Sequeira
Resumo Esta investigação insere-se no âmbito científico e pedagógico da Filosofia para Crianças, mais especificamente na sua prática com pessoas em idade pré-escolar. Pretendeu-se investigar o tipo de resposta de uma comunidade de investigação filosófica, modelo pedagógico e epistemológico da Filosofia para Crianças, a alguns problemas lógicos cuja resolução envolveu o recurso a Diagramas de Venn. Explorou-se especificamente a formação de conjuntos com intersecção e concluiu-se pela exequibilidade deste recurso lógico no âmbito da educação pré-escolar, bem como pela sua relevância em termos de formação do pensamento.
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