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Os fundamentos da educação popular e seu horizonte formativo: a cidadania em questão

PID: S1982-596x2017000200959 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2017
Autores: Pitano
Resumo O texto desenvolve uma análise crítica da cidadania, problematizando-a como possível horizonte formativo da educação popular. A análise se estende ao processo educativo escolar, colocando em crise o consenso de que cabe à escola formar o cidadão. A seguir são investigadas as transformações históricas que o conceito sofreu, explicitando suas múltiplas faces no bojo das organizações políticas respectivas. Em relação ao momento atual, busca evidenciar as características da cidadania concebida e desejada pelas modernas democracias, como a brasileira. A questão central e motivadora desse estudo é retomada nas considerações finais: pode uma concepção política e pedagógica radicalmente libertadora como a educação popular balizar-se no cidadão como ideal formativo? Os argumentos reunidos e analisados ao longo do texto permitem concluir que por coerência e fidelidade, embora possa, não deve, pois iria de encontro aos princípios fundantes da educação popular.

Os paradoxos da representação na era da informação

PID: S1982-596x2017000301675 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2017
Autores: Bernal
Resumo Este artigo apresenta uma tentativa de vincular a imagem como objeto virtual, não somente como aquele utilizado nas tecnologias da informação e comunicação, mas, também, como na perspectiva da representação. As mutações que a sociedade da informação gerou, por meio dos processos de digitalização, implicam efeitos nas imagens novas. A partir de uma perspectiva crítica, as inúmeras dimensões de abordagem serão, aqui, limitadas a três: a imagem-máquina, como construção histórica; o signo que representa a imagem das múltiplas linguagens artísticas, como expressões diversas; e os limites da arte como possibilidades extremas entre a visibilidade e a incivilidade. Finalmente, tem-se as considerações finais sobre a arte e as tecnologias do virtual originando um encontro cognitivo do desenvolvimento cultural.

Políticas da diferença e políticas públicas em educação no Brasil

PID: S1982-596x2017000301497 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2017
Autores: Gallo
Resumo Como pensar a presença de uma “lógica das diferenças” nas políticas públicas para o campo da Educação produzidas no Brasil nas três últimas décadas? Este artigo coloca a hipótese de que está em curso no Brasil, desde a década de 1980, a consolidação de uma “governamentalidade democrática”, pensada a partir do conceito de governamentalidade proposto por Foucault, que tem como centro a afirmação da cidadania. Serão visitados alguns documentos referenciais de políticas educativas para mostrar a centralidade da afirmação da cidadania e a importância da afirmação da diversidade, como forma de garantir uma cidadania plural. Para fazer frente a esta lógica de governamentalização da vida, que implica em um controle do Estado sobre os indivíduos que têm a ilusão da liberdade e da autonomia pelo seu estatuto de “participante” dos processos políticos, serão trabalhadas as ferramentas conceituais fornecidas por Jacques Rancière para pensar a política como acontecimento e a democracia como dissenso.

Possibilidades de (re)inventar a inclusão para os aprendizes do século XXI: contribuições da filosofia da diferença de Gilles Deleuze

PID: S1982-596x2017000201127 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2017
Autores: Orrú
Resumo Apesar da legislação vigente pró-inclusão, os modos tradicionais enraizados no processo de ensino enredam e confundem o fluir para uma educação inclusiva, uma vez que o aluno não é compreendido como autor de seu processo de aprendizagem. O presente artigo discute a diferença na diferença como ponto de partida para a inclusão que se amplia para além do panorama escolar em razão das muitas fronteiras em que o excluído caminha. Aborda as possibilidades e a necessidade de (re)inventar a inclusão para os aprendizes do século XXI. Obras de Gille Deleuze, um importante pensador da Filosofia da Diferença compõem nosso repertório. Foram realizadas cinco entrevistas sobre inclusão e diferença junto a atores com distintos papéis sociais. As vozes enunciam a inclusão como necessidade imanente do ser humano e a diferença como sendo própria da espécie humana.

Protágoras e Górgias: mestres de virtude?

PID: S1982-596x2017000201159 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2017
Autores: Eustacchi
Resumo O movimento sofista forneceu uma contribuição significativa para a investigação filosófica no campo ético-educacional, dando atenção particular para o problema do ensino da virtude. Protágoras se define abertamente como “mestre de virtude”: o sofista é aquele que ensina aos jovens a arte política, ou seja, a capacidade de discernir o útil (não em sentido absoluto, mas no tocante a diversas situações concretas) e de fazê-lo prevalecer na cidade por meio de um eficaz discurso retórico. Górgias circunscreve seu ensinamento à arte retórica, mas não ignora com efeito o problema moral: tal arte não é julgada em si própria, mas em relação ao quanto é justa, no sentido de oportuna, utilizada em um dado contexto; o mesmo vale para a ação virtuosa que assim é no tocante a uma circunstância específica: o sofista descreve uma série de comportamentos oportunos, que designam um elenco de exemplos úteis para o agir virtuoso. Ambos os sofistas propõem pontos interessantes de confrontos em uma ótica pragmático-descritiva; o próprio Platão estabelece diálogo com este horizonte sofístico.

Qual herança da modernidade? Uma crítica ao universalismo como critério normativo e projeto cosmopolita

PID: S1982-596x2017000201191 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2017
Autores: Danner
Resumo A cultura europeia moderna possui, na teoria da modernidade de Habermas, duas características especiais e correlatas, secularização das instituições e subjetividade reflexiva, que viabilizariam a constituição de processos de socialização-subjetivação não-etnocêntricos e não-egocêntricos, garantidores do universalismo e instauradores da democracia e dos direitos humanos como o seu cerne. Critico esta posição, acusando-a de apresentar uma cegueira histórico-sociológica e uma romantização do racionalismo que o idealiza e o separa dos processos colonizatórios desenvolvidos desde a Europa, pondo-o como independente em relação a eles, de modo a servir como paradigma avaliativo dos contextos particulares e base para um processo integrativo em nível cosmopolita. Defenderei que o universalismo epistemológico-moral, ao colocar a racionalização como a chave para a maturidade das culturas e para a realização de um projeto cosmopolita, leva diretamente à deslegitimação dos saberes e das práticas mítico-tradicionais, abrindo espaço à modernização travestida de colonização cultural e globalização econômica.

Rapport au savoir na perspectiva psicanalitica

PID: S1982-596x2017000100491 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2017
Autores: Bocca Oliveira
Resumo: Apresentamos a noção francesa de rapport au savoir (relação com o saber) na vertente desenvolvida por Jacky Beillerot, fundamentada na Psicanálise de Freud que tem no “desejo pelo saber” seu conceito fundamental, construído no âmbito da sexualidade infantil, das expectativas familiar e escolar. Trata-se de uma perspectiva que permite refletir sobre o papel da escola e da família quando sepa ram a possibilidade de aprender como manifestação de uma epistemofilia (saber de si) da possibilidade de aprender como instrumento de sucesso social (saberes exteriores). Beillerot defende o processo criador que integre todos os saberes, que parte de uma condição ou interesse particular, único e irreproduzível, mas que em seguida demanda uma condição social, o outro como agente viabilizador da reali zação do desejo de saber, o que institui o educar como um ato de companheirismo (permitir o saber) mais do que de acompanhamento (dever fazer), ensejando uma relação com o saber como relação entre sujeitos desejantes.

Representação do pluralismo: política e ética

PID: S1982-596x2017000301339 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2017
Autores: Vincent
Resumo Este artigo pretende estabelecer que no seio de uma dada sociedade o pluralismo e a diversidade dos grupos devem ser completados e refletidos num pluralismo e numa diversidade intra-individual. Certamente é necessário que tal diversidade seja representada em um nível político e, sobretudo, social. E podese dizer que, neste nível, ela deva permanecer aberta. Mas também precisamos pensar que ela possa se refletir através dos próprios indivíduos, de modo plural ou diverso. Não todos, mas alguns. Se há uma política da representação do diverso, há também uma ética, que permite as passagens entre o que permanece separado.

Rousseau e Schiller: elementos para uma formação estética do homem

PID: S1982-596x2017000201227 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2017
Autores: Eccel Dozol
Resumo A preocupação com a formação humana da forma como foi inaugurada por Rousseau na França do século XVIII chegou até a Alemanha. O resultado é que filósofos e poetas como Kant, Schiller, Goethe e Hölderlin escreveram sobre alguns aspectos que compunham a Bildung. Neste artigo nos dedicaremos a investigar os elementos para uma estética formativa por meio de Rousseau e Schiller. Ambos têm em comum o fato de criticarem o tipo de homem cultivado em seu tempo e perceberem a emergência de uma formação que levasse em consideração tanto a autonomia da razão quanto a força dos sentimentos por meio de um livre jogo entre eles.

Sobre o lugar da argumentação na filosofia como disciplina

PID: S1982-596x2017000100517 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2017
Autores: Velasco
Resumo: Nos dispositivos legais que orientam a Educação Básica brasileira, atri bui-se às competências argumentativas um papel central no ensino filosófico. O presente artigo tem como objetivo refletir sobre o lugar da argumentação na Filo sofia como disciplina escolar. Defende-se que, embora imprescindível, o exercício argumentativo não encerra suficientemente a atividade filosófica, constituída tam bém por problematização, reflexão e conceitualização. Por conseguinte, torna-se necessário recolocar o papel da argumentação na Filosofia (e em seu ensino) sob outra perspectiva, a saber, como uma das fundamentações desta última. A despeito da impossibilidade de identificação da Filosofia, exclusivamente como discurso argumentativo, sustenta-se que o fomento de práticas argumentativas em sala de aula pode contribuir tanto com o desenvolvimento da criticidade quanto com a criatividade e a civilidade.

Teatro de Arena de São Paulo: reflexões sobre política, arte e formação

PID: S1982-596x2017000100539 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2017
Autores: Said
Resumo: Pretendemos neste texto analisar o projeto político-pedagógico do Tea tro de Arena de São Paulo (1955 - 1972) que nos incita a refletir sobre a relação entre política, arte e formação humana. Nesse sentido analisaremos o alcance de sua obra e de suas críticas político-sociais dentro do contexto histórico e ideológi co em que se formou e atuou o Teatro de Arena de São Paulo. Estudaremos a obra do Arena, dentro do quadro de efervescência cultural e política de final dos anos 1950 e década de 1960, e da resistência ao período obscuro da ditadura militar no Brasil. Para que possamos fazê-lo, a análise da influência isebiana com a questão da conscientização, incluindo a obra de Paulo Freire, torna-se fundamental.

Trajetórias, memórias e legitimação de vidas letradas na educação de adultos

PID: S1982-596x2017000201249 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2017
Autores: Laranjeira
Resumo Neste artigo apresenta-se uma análise de modos de reconstrução das identidades letradas de adultos inscritos em processos de reconhecimento, validação e certificação de competências, no âmbito da Iniciativa Novas Oportunidades (2005 - 2010), em Portugal. Seguindo os contributos dos Novos Estudos de Literacia (STREET, 1984; BARTON; HAMILTON, 1998), analisa-se fragmentos de histórias de vida relativos às literacias de dois sujeitos e caracteriza-se as identidades letradas construídas ao longo da vida. Dos fragmentos analisados emergiram objetos, tempos, espaços e funções da práticas letradas dos sujeitos. A análise evidencia que as literacias assumem, por um lado, novos modos de existência na história de vida que os sujeitos escrevem no âmbito da certificação de competências. Por outro lado, a entrevista constitui igualmente um momento de (re)interpretações das literacias vividas. O processo de reconhecimento contribui para a reconstrução de identidades letradas, na medida em que os sujeitos validam discursivamente trajetórias de vida.

Um caso extremo: o projeto educativo de Platão, escritor de filosofia: a centralidade da educação para a sociedade ateniense.

PID: S1982-596x2017000100107 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2017
Autores: Migliori
Resumo: Platão considera o problema da educação uma das questões centrais para a salvação da polis grega de seu tempo. Mas, digno aluno de Sócrates, põe, antes de tudo, o problema para si próprio como escritor de filosofia. Esta não é tran smissível como outras ciências, porque requer a participação ativa do sujeito que indaga. Conforme sublinha no Fedro, a escrita parece esmaecida por sua fixidez e pela impossibilidade de escolher o leitor e dialogar com ele. No entanto, Platão não renunciou à escrita, que parece útil seja como recurso da memória, seja para aqueles que estão longe no tempo e no espaço e que seguem o mesmo caminho de pesquisa. Portanto, Platão inventou uma técnica de escrita que ele descreve como “um jogo”: os diálogos são uma sequência de textos protréticos que propõem, sob a forma de jogo, crescentes problemas filosóficos, baseados naquilo que o diálogo comunica; este sempre remete à apresentação das coisas mais valiosas, em suma, à solução (platônica) dos problemas propostos. De um certo ponto de vista, essa tentativa falhou completamente: as gerações seguintes utilizaram a escrita para se comunicar e aprender muitas coisas, não para um jogo tão complexo como aquele que esses textos propunham. No entanto, se o desejo de Platão era forçar o leitor a “fazer” filosofia, ele e seus diálogos se tornaram verdadeiramente os mestres do pensamento ocidental

Uma ontologia negativa do indivíduo em Althusser

PID: S1982-596x2017000201055 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2017
Autores: Goto
Resumo Em sua teoria da ideologia em geral, exposta em Ideologia e Aparelhos Ideológicos de Estado, Louis Althusser sustenta que os sujeitos nunca são constituintes, mas sempre e já constituídos na e pela ideologia, a partir de algo que os precede - os indivíduos. Aí está, senão exposta, ao menos sugerida, uma ontologia do indivíduo, ainda que negativa, na medida em que o indivíduo que se torna sujeito pelas artes e artimanhas da ideologia é uma espécie de origem, fonte ou fundamento que nunca existe concretamente, abortado que é no instante mesmo em que a interpelação ideológica faz dele um sujeito, destinado a viver a ambivalência de ser simultaneamente ativo e passivo. Este ensaio especula sobre essa ontologia no contexto do célebre pedido de desculpas que entremeia o texto althusseriano, confrontando-a com a questão que ele suscita a respeito do que chama de “heróis”.

“Pessoa”, um si mediatizado: uma reflexão educativa e multicultural na filosofia de Ricoeur

PID: S1982-596x2017000201111 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2017
Autores: Fonseca
Resumo A forte presença das questões multiculturais na sociedade atual torna premente a reflexão e o questionamento sobre a importância da cultura na formação do ser humano, assim como torna imperativo refletir sobre o modo como a educação promove o desenvolvimento do homem como ser cultural e o prepara para o diálogo e para o convívio com as demais culturas. É objetivo deste artigo refletir sobre a importância da educação multicultural na formação da pessoa humana, evidenciando a dimensão ética que está associada aos conceitos de cultura e de educação. O interesse em compreender a educação multicultural sob o signo da ética conduz-nos à procura de linhas de reflexão multicultural na filosofia de Paul Ricoeur.

"Escrever-te-ei sem demora"! O epistolário de Chiara Lubich: estratégias e práticas

PID: S1982-596x2016000100107 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2016
Autores: Dantas Povilus
Resumo: Este artigo ressalta o debate acerca dos usos das correspondências como fonte para os estudos de História da Educação e, sobretudo, da História da Educação religiosa católica. Chiara Lubich, professora italiana, adotou as cartas como um recurso de formação capaz de chegar a pessoas e lugares onde não poderia estar fisicamente e, ao longo de sua vida, criou uma abordagem educativa por meio epistolar que, pela notoriedade em âmbito religioso e social, pode ser considerada uma perspectiva diferenciada de pedagogia católica. O estudo visa identificar por meio da análise de um de seus epistolários, o enfoque pedagógico contido em seus escritos. A reflexão apresenta como subsídios teóricos os conceitos de materialidade de Roger Chartier; carisma, campo religioso e relações simbólicas de Pierre Bourdieu, além de estratégia e tática de Michel de Certeau.

"Individualidade é um conceito recíproco e comunitário": Fichte e as diretrizes de uma filosofia social segundo a wissenschaftslehre

PID: S1982-596x2016000100353 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2016
Autores: Lima
Resumo: Gostaria aqui de discutir a tese proposta por Fichte de que individualidade é um conceito recíproco e comunitário. O ponto de partida é relacionar o desdobramento da Wissenschaftslehre em suas ciências reais ao problema da dedução da consciência efetiva. Em seguida, discuto o programa da Fundamentação do Direito Natural, enfatizando o papel da interação (1). Em segundo lugar, considero a articulação promovida por Fichte, em seu Direito Natural, entre teoria e prática (2). Assim, depois de discutir o problema da atuação prática sobre o mundo (3), detenho-me sobre as reflexões, propostas por Fichte nas Preleções de 1794 (4) e no Direito Natural, acerca da intersubjetividade, procurando sublinhar o elemento em seu esforço ainda decisivo para a filosofia social (5).

A atuação da congregação do sagrado coração de Maria de Berlaar em Minas Gerais, Brasil (1907- 1971): apontamentos históricos e histográficos da educação a partir de arquivos e fontes

PID: S1982-596x2016000100023 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2016
Autores: Lima Gatti Júnior
Resumo: O intuito da presente exposição consiste em abordar as evidências disponíveis para os pesquisadores que pretendem investigar a chegada e a atuação da Congregação do Sagrado Coração de Maria de Berlaar na educação católica, considerando o período entre a chegada das missionárias ao Brasil (1907) e a publicação da Lei nº. 5692/1971 (Reforma de 1º e 2º graus), com destaque para as seguintes fontes, dispostas em arquivos: documentos eclesiais, legislações, manuais, registros (cadernos; boletins; livros de atas; diários; correspondências). Consistem em documentação de grande importância para o entendimento da educação católica ao longo do século XX, destacadamente em Minas Gerais. A fundação da Congregação das irmãs do Sagrado Coração de Maria de Berlaar ocorre em 1845, na Bélgica, no contexto de renovação e de propagação eclesial missionária católica, destacando-se a educação como forma de difusão doutrinária. Em Minas Gerais, a expansão escolar da congregação abrange destacadamente cidades como Montes Claros, Araguari, Patrocínio, Pará de Minas e Belo Horizonte.

A docência administrada: problematizando a questão

PID: S1982-596x2016000200701 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2016
Autores: Amorim
Resumo: O texto que se apresenta é fruto das pesquisas realizadas por ocasião do curso de doutoramento e visa à compreensão da inserção de Sistemas Apostilados de Ensino em escolas públicas municipais. Com base em pesquisa empírica e teórica discorre-se sobre o conceito de Docência Administrada, proposto pelo autor, para ilustrar as consequências desta prática sobre a autonomia docente. Tendo como referencial os estudos provenientes de teóricos da Escola de Frankfurt, em especial Herbert Marcuse, propõe uma reflexão crítica sobre a utilização de apostilas, por meio de um estudo de caso, realizado em dois municípios do noroeste paulista, que propiciou dados para as análises realizadas.

A fabricação dos destinos das alunas do Colégio Notre-Dame de Sion

PID: S1982-596x2016000100053 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2016
Autores: Brito
Resumo: Os percursos individuais têm merecido pouca atenção da sociologia brasileira. Esse artigo busca entender o sentido que as jovens que pertencem às elites femininas dos anos 1960 dão a suas escolhas de vida. Baseando-se em fontes diversas, o autor discute, sobretudo, a validade da memória na apreensão dos aspectos sincrônicos e diacrônicos da realidade; e privilegia o conceito interacionista de carreira, que permite abordar seus aspectos sequenciais. A análise se funda na trajetória das alunas que frequentaram o colégio Sion do Rio de Janeiro de 1949 a 1961, objetivada por questionários e entrevistas. O texto se centrará num ponto fulcral de seus percursos: o momento em que, deixando o ambiente protegido do colégio, elas devem definir um projeto que confirme seu status de adultas, escolhendo entre o casamento, o acesso à universidade e as perspectivas profissionais.
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