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Governamentalidade como ferramenta analítica: uma prática de pesquisa em educação especial

PID: S1982-596x2016000200859 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2016
Autores: Lunardi-Lazzarin Hermes
Resumo: Este artigo objetiva mostrar como a governamentalidade constitui-se como uma ferramenta analítica na prática de pesquisa em Educação Especial. Situamos a problemática na condução das condutas dos docentes do Atendimento Educacional Especializado (AEE) nas escolas inclusivas. A partir de documentos legais e materiais didáticos relativos a essa formação continuada, em nível nacional e regional e das incursões nos Estudos foucaultianos em Educação, desenvolvemos o AEE como uma tecnologia de governamento docente, cuja estratégia de produção de uma subjetividade docente operacionaliza as táticas da docência no jogo de cada um e de todos, da docência como querer modificar-se e da docência como prática solidária. A partir dessa materialidade, a governamentalidade possibilita desenvolver um exercício de problematização numa proposta de análise das relações de poder.

Habermas Leitor de Marx: análise dos escritos dos anos de 1960

PID: S1982-596x2016000100291 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2016
Autores: Silva
Resumo: Objetiva-se com este artigo evidenciar o quadro referencial teórico presente na obra de Jürgen Habermas (1929 - ), a partir dos quais se possa analisar em que medida tal pensador estabeleceu relações de aproximação e ou distanciamento com a teoria social marxiana. Tratar-se-ia, portanto, de tentar evidenciar Jürgen Habermas enquanto leitor de Karl Marx (1818- 1883), de tal forma a identificar as possíveis influências marxianas em sua obra. Nesse sentido, poder-se-ia levantar a seguinte questão: Seria possível pensar a obra de Jürgen Habermas, a partir do prisma marxiano? Para responder a tal questão, tentar-se-á desenvolver um trabalho genealógico acerca da teoria social de Jürgen Habermas, como forma de expor seus principais pontos de contato com a teoria social de Karl Marx, de tal forma que se possibilite ler a Theorie des Kommunikativen a partir das lentes marxianas. Portanto, o movimento desse trabalho é duplo: a) no primeiro, trata-se de identificar as categorias analíticas marxianas na obra de Jürgen Habermas; b) no segundo, tratar-se-ia de cotejá-las, comparando o sentido e o significado que possuem na obra de um e outro; e, por final c) buscar-se-ia diagnosticar e expor as relações de aproximação e distanciamento entre as teorias sociais dos dois filósofos alemães em questão.

Interacionismo simbólico, formação do self e educação: uma aproximação ao Pensamento de G. H. Mead

PID: S1982-596x2016000100375 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2016
Autores: Casagrande
Resumo: Este artigo versa sobre a educação e o processo de formação do self na perspectiva do "interacionismo simbólico". Tem como objetivo principal esboçar uma aproximação ao pensamento de G. H. Mead, autor pouco conhecido na comunidade acadêmica brasileira, e estabelecer uma discussão teórica, com base em revisão de literatura, para o campo da teoria da educação. Para tanto, parte do seguinte problema: como podemos entender o processo de individuação do eu na perspectiva teórica de G. H. Mead e qual é a concepção de educação decorrente do "interacionismo simbólico"? Nossa opção pela teoria de G. H. Mead alinha-se à concepção de que nós, seres humanos, somos inscritos numa matriz intersubjetiva, interativa e simbólica por meio da qual, mediante processos de socialização e de aprendizagem, desenvolvemos uma identidade pessoal e estruturamos nossa personalidade.

Linguagem e acordos linguísticos em Aristóteles: contribuições para uma educação artística, poética e retórica

PID: S1982-596x2016000300243 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2016
Autores: Andrade Cunha
Resumo: Filiado ao movimento de revisão da filosofia aristotélica iniciado no século XX, e seguindo uma das linhas de investigação do Grupo de Pesquisa Retórica e Argumentação na Pedagogia (USP/CNPq), este texto aborda as noções de linguagem e acordos linguísticos presentes no discurso de Aristóteles. Ao valorizar o logos como imprescindível à atualização de uma psique apta a conduzir acordos coletivos e elaborar discursos internos virtuosos, Aristóteles situa a educação no âmbito de um universo artístico, poético e retórico. O projeto educacional aristotélico oferece força e poder ao homem, com o intuito de melhorar a sua vivência em coletividade e consolidar a felicidade individual, que é indissociável da construção da polis ideal.

Marcas da modernidade pedagógica no ensino religioso dos anos 1930: uma leitura do livro a pedagogia do catecismo do Padre Álvaro Negromonte

PID: S1982-596x2016000100081 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2016
Autores: Orlando Junquira
Resumo: Este trabalho busca apreender indícios das matrizes do pensamento pedagógico que imprimiram uma nova marca no ensino religioso no Brasil, a partir do mapeamento das referências utilizadas no livro A pedagogia do catecismo (1940), utilizado na formação de catequistas e professoras católicas entre os anos de 1930 e 1960, atentando para os modos como essa apropriação era feita ou indicada. Busca-se compreender as bases pedagógicas do processo de escolarização da catequese, articuladas às modernas pedagogias que ancoraram os projetos da escola brasileira republicana. Esses avanços aparecem nos materiais didáticos que passaram a incorporar as propostas pedagógicas oriundas da Pedagogia Moderna e, posteriormente, das Escolas Novas. O livro didático foi tomado portanto, como a principal fonte para compreender esse processo de escolarização da catequese e renovação do ensino religioso, ancorado nos pressupostos teóricos da História do livro com Chartier (1990; 1994) e Carvalho (2001; 2006).

Notas de uma pedagogia da singularidade

PID: S1982-596x2016000100425 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2016
Autores: Prado
Resumo: O trabalho procura pensar uma pedagogia da singularidade. Ele consta de quatro seções e um adendo. A primeira seção caracteriza o modelo escolar de educação partindo dos conceitos de transmissão, desigualdade e controle e indicando como aí a "universalidade abstrata" do saber não coaduna com uma educação que se quer democrática. A segunda começa com a ideia (comum) de democracia como "governo de todos" e passa pela compreensão do poder nesse regime como de todos e de ninguém (como lugar de qualquer um) para chegar à ideia de singularidade. A terceira descreve da singularidade como fundamento e sentido da democracia. A quarta extrai algumas consequências da ideia de singularidade para a educação, opondo simetricamente comunidade a transmissão, igualdade a desigualdade, risco a controle, "universalidade concreta" do pensamento a "universalidade abstrata" do saber. O adendo esboça a aplicação de uma pedagogia da singularidade nos limites da (sala de) aula.

Notas sobre a contribuição de Jean-Luc Marion acerca do estudo do conceito de philosophia prima em Descartes e na Escolástica

PID: S1982-596x2016000300133 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2016
Autores: Agostini
Resumo: Este artigo tem por objeto a indagação que Jean-Luc Marion consagrou nos seus numerosos escritos e, em particular, em Sur le prisme métaphysique de Descartes (1986), à concepção cartesiana da Metafísica em relação à Escolástica. Propõem-se mostrar que as pesquisas de Marion constituem uma das maiores contribuições da literatura crítica cartesiana ao estudo das relações entre Descartes e a Escolástica. Em particular, o artigo discute e reconsidera a tese de Marion segundo a qual a escolha, da parte de Descartes, do termo philosophia prima para intitular as suas Meditationes teria sido feita em detrimento do termo metaphysica.

Notas sobre teoria e práxis

PID: S1982-596x2016000200883 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2016
Autores: Conte
Resumo: O trabalho busca discutir o poder de determinação que a teoria e a prática possuem na educação contemporânea, diante da necessidade inquestionável de atualizar a teoria e de reconhecer as imensas exigências para uma ação crítica frente às questões tecnológicas, salientando a necessidade do diálogo e do aprender na atualidade. Percebemos a larga influência da epistemologia da prática nas pesquisas atuais sobre formação de professores, bem como nas políticas oficiais, baseadas em conhecimentos científicos de racionalidade procedimental e no mundo da experiência pedagógica, cujo diagnóstico revela o seu empobrecimento e desqualificação no âmbito da vida social. Para além de uma relação entre teoria e prática, na qual uma determina o que deve ser utilmente aceitável da outra, apostamos como saídas as teorias para a expressão da ação livre, criativa e autônoma, reafirmando a necessidade de abertura à mudança como retomada da valorização da prática social.

O Universo de Aristóteles é hiperbólico?

PID: S1982-596x2016000200547 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2016
Autores: Ugaglia
Resumo: A refutação do infinito, em toda a sua amplitude, leva Aristóteles a conceber um universo finito em grandeza e detentor de multiplicidade finita de objetos. A sua concepção estritamente “imanentista” implica que um tal universo finito deva abarcar não só a física, mas também a matemática, sem qualquer concessão à imaginação: na matemática de Aristóteles não há, então, conjuntos de elementos infinitos, nem linhas de comprimento infinito. Mais ainda: nem sequer há linhas infinitamente estendíveis ou curvas que rumam ao infinito. Não obstante isso, Aristóteles afirma que a sua visão restritiva do infinito não é exatamente um problema para os matemáticos, e explica de que modo podem abrir mão de conjuntos infinitos e de linhas infinitamente estendidas.

O amor erótico como paradigma da experiência do outro: Michel Henry e Jean-Luc Marion

PID: S1982-596x2016000300169 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2016
Autores: Starzyński
Resumo: O texto trata do tema do amor erótico do ponto de vista de suas implicações para a questão clássica da Fenomenologia que é aquela do outro. Num primeiro passo, apoiando-nos sobre as notas do jovem Michel Henry, reconstruímos sua própria posição do problema. Em segundo lugar, relacionamos as hipóteses de Henry com o pensamento do fenômeno erótico desenvolvido por Jean-Luc Marion. Sustentamos, em seguida, que, para os dois fi lósofos, o Eros é pensado como um entrecruzamento dos dois corpos que cada um vive subjetivamente, que uma tal experiência leva a um certo pensamento de Deus, que o amor erótico pensado de uma maneira unívoca diz respeito também às fi guras da criança e do amigo.

O conceito de saúde no livro IV da República: Platão contra os hipocráticos?

PID: S1982-596x2016000100209 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2016
Autores: Cornelli Matsui
Resumo: O conceito de saúde trabalhado por Platão no Livro IV da República tem sido mal interpretado ao longo dos séculos. Para entender melhor quais seriam as colocações de Platão, é necessário entender e dialogar com o background da sua época. No caso do conceito de saúde é necessário um diálogo com a medicina hipocrática. Existe uma relação entre o conceito de justiça e saúde que não faz jus ao que está escrito. Platão, um hábil escultor de textos, faz um paralelo entre a alma e a cidade para descobrir o que é justiça e depois aplica ao indivíduo. Finda esta empresa, ele começa a delinear o que são atos de justiça. Tais atos são comparados com a saúde corporal. Isto é uma preparação para o discurso sobre os tipos de governo. Parece que o conceito de saúde não é o mesmo que encontramos desde Alcmeon até os hipocráticos, pois a temática da saúde se encontra em consonância com suas noções de política.

O ensino da filosofia como uma tecnologia de governamentalidade

PID: S1982-596x2016000200799 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2016
Autores: Oliveira
Resumo: O presente trabalho insere-se nas discussões sobre o ensino da Filosofia. Pretendo a partir de uma inspiração foucaultiana analisar as condições de emergência do discurso sobre a importância da Filosofia no vestibular da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e as implicações do ensino da Filosofia como uma tecnologia de governamentalidade.

O fenômeno educativo entre ideologia e utopia. O pensamento de Paul Ricoeur: Base para uma educação emancipatória

PID: S1982-596x2016000200739 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2016
Autores: Gomes
Resumo: O pensamento de Paul Ricoeur não é, ainda, muito discutido no Brasil, salvo em meios estritamente acadêmicos. O presente artigo tem por finalidade pôr à discussão um dos aspectos fundamentais do profícuo pensamento de Paul Ricoeur - as questões relacionadas com a ideologia e utopia, suas diferenças e analogias -, e demonstrar que tais temáticas, na medida em que tipificam a imaginação social e cultural de um determinado povo, podem constituir bases importantes para novas análises, reflexões e linhas de orientação do sistema educativo e da educação. Esta é, sempre, configurada por representações simbólicas de natureza ideológica ou utópica, sobrevive no conflito, nem sempre pacífico, entre uma e outra pendendo, umas vezes para a ideologia, algo aprisionadora, outras para a utopia, transgressora da ordem existente. A formação para uma cidadania plena e para a emancipação exige a assunção de novos pressupostos teóricos, quer a nível sociológico e axiológico quer a nível epistemológico, pressupostos que, não podendo desligar-se de contextos ideológicos, supõem, todavia, novos olhares que possam reconstruir universos de sentido inovadores no âmbito educativo.

O feto e a procura do Si. Um diálogo crítico com Merleau-Ponty

PID: S1982-596x2016000200821 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2016
Autores: Clemente
Resumo: À luz da vida pré-natal, radicalizamos a reabilitação do corpo sustentada por Merleau-Ponty. Atribuimos ao feto a participação ao fenômeno do “self”. Em particular, reabilitamos o feto mediante a análise da processualidade que o constitui sem um princípio previamente dado. Nosso intuito principal é pensar o aparecimento do feto criticando os privilégios que Merleau-Ponty aponta para o mundo pós-natal.

O homo faber, de usuário de ferramentas a objeto tecnológico

PID: S1982-596x2016000100331 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2016
Autores: Oliveira
Resumo: Pretende-se nesse artigo analisar a figura do homo faber segundo a filosofia de Hans Jonas e sua visão descritivo-analítica e valorativa da técnica. Como, segundo o autor, a história da técnica poderia ser dividida em duas partes, a pré-moderna e a moderna, então é possível situar o homo faber segundo essas duas perspectivas: na era pré-moderna, ele é um usuário de ferramentas e na era moderna, um produto ou objeto tecnológico. Ligase, assim, a antropologia filosófica à ética.

O uso poético da linguagem e os conceitos de ideia, sentido e referência no pensamento de Frege

PID: S1982-596x2016000200979 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2016
Autores: Nascimento Júnior Chaves-Tannús
Resumo: A partir da análise de trechos de Sobre o Sentido e a Referência, de Gottlob Frege, procuraremos destacar o espaço que este autor reserva ao estético. Para tanto, apresentaremos a distinção fregeana entre o uso poético e o científico da linguagem, com base nos conceitos de ideia (Vorstellung), sentido (Sinn) e referência (Bedeutung).

O valor político da educação para Kant

PID: S1982-596x2016000200995 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2016
Autores: Hermosa Andújar
Resumo: O discurso de Kant sobre educação visa transformar o educando em um indivíduo livre capaz de racionalmente controlar suas paixões. Se coloca assim na fase de sua fi losofi a da história, quando a razão substituiu a natureza na tarefa de, racionalmente, organizar a convivência humana baseada na liberdade. No entanto, desta forma, por um lado, encontramos a contradição de que a educação pode forjar, no presente, os sujeitos que a história forjaria no futuro, e, por outro, com a consequência fortemente autoritária de que tal educação, ao generalizar-se, incorreria no paradoxo de eliminar do mapa social a própria política, quando em tese seu propósito seria o de estar a disposição dela para estabelecer a liberdade na sociedade.

Paideia sosta: a retórica na formação do cidadão democrático

PID: S1982-596x2016000300191 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2016
Autores: Silva
Resumo: Este trabalho tem por objetivo mostrar a importância do advento da democracia e do surgimento de professores de retórica, os pensadores denominados Sostas, na ampliação do conceito de paideia na Grécia Clássica. Os questionamentos dos Sostas abriram caminho para a derrocada do império da physis, ordem natural que regia as normas estruturantes da sociedade e juntamente com a democracia, que colocou no cenário político os cidadãos até então excluídos, trouxeram o império do lógos, o domínio da palavra na resolução dos assuntos públicos. Assim, foi possível substituir a paideia ar istocrática, que postulava a formação do jovem guerreiro e ocioso, pela paideia dos Sostas, levando os cidadãos a tomarem consciência do valor da retórica para a vida democrática. Uma vez que a polis se realiza mediante ações e decisões humanas, a verdadeira educação é a participação na vida política.

Para uma teoria da ação social

PID: S1982-596x2016000300313 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2016
Autores: Mazzotti
Resumo: Este trabalho visa explicitar os meios que permitam constituir uma teoria da ação social que apresente uma explicação plausível e verificável das crenças, não importa qual disciplina a reivindique. Será examinada a oposição entre argumentos dos cientistas e dos não cientistas para mostrar que em ambos os a priori podem produzir enganos. Apresentaremos a hipótese de que os lugares-comuns são análogos aos a priori do modelo Simmel/Boudon, bem como similares às metáforas de base na acepção de Lakoff e Johnson. As metáforas não são os únicos esquemas para dizer o real, pois a metonímia e a dissociação de noções também são utilizadas e sua validade não pode ser estabelecida por um cálculo lógico, mas pela negociação de significados nas situações retórica e dialética. Por fim, apresentaremos as três circunstâncias que determinam as técnicas para dizer o real: a retórica, a dialética e a de ensino ou os procedimentos argumentativos situados.

Quando o mundo se tornou um labirinto aberto

PID: S1982-596x2016000300269 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2016
Autores: Lemgruber
Resumo: No presente artigo, busco apresentar, a partir do resgate da obra De rerum natura (Da natureza), do poeta/filósofo romano Tito Lucrécio Caro, a influência (e resistências) da filosofia epicurista na constituição do mundo e do homem moderno. Apresento traços dessa influência nas obras de Montaigne, Shakespeare, Giordano Bruno e Galileu Galilei, basilares para a construção da metáfora fundante do mundo como um labirinto aberto que começou a surgir (ou ressurgir).
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