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A concepção de “trabalho” na filosofia de Hegel e de Marx

PID: S1982-596x2013000100004 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2013
Autores: Semeraro
A influência da filosofia de G. W. F. Hegel foi muito marcante na estruturação do pensamento de K. Marx. Embora tenha posto em evidência aspectos questionáveis de seu mestre de juventude, Marx assimila substancialmente a “filosofia da história” e a concepção “dialética” de Hegel. Poucos, no entanto, sabem que o maior filósofo “idealista” chegou a inspirar também os elementos fundamentais do trabalho no idealizador do “materialismo histórico”. Nas páginas desse texto, enquanto se evidenciam os diferentes pontos de vista desses dois grandes pensadores, se destaca particularmente a revolucionária concepção de trabalho e de homem que emana dos seus escritos, apontando com isso horizontes que podem dar respostas à crise que assola profundamente o mundo atual.

A escola pública laica em Portugal: a república e os republicano: um inquérito aos programas dos partidos republicanos (1910-1926)

PID: S1982-596x2013000300003 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2013
Autores: Afonso
No presente texto procuramos refletir sobre o processo de criação da escola pública laica no Portugal republicano. Partiremos da exploração dos programas eleitorais das formações partidárias explicitamente republicanas e resultantes de cisões no Partido Republicano Português (PRP). Esta opção radica na possibilidade de através dessa fonte de informação se proceder a uma aproximação à realidade centrada no modo como os atores republicanos configuraram essa escola - elemento matricial do ideário do PRP -, por um lado, em face das sucessivas conjunturas políticas que assolaram o período de 1910 a 1926, e, por outro lado, como se reconfiguraram as diferentes sensibilidades republicanas face à própria constitucionalização da República.

A evolução das ideias cosmológicas de Kant em seus últimos escritos

PID: S1982-596x2013000300009 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2013
Autores: Seidengart
Em nossa investigação, nós nos propusemos a determinar, com a maior precisão possível, a posição de Kant em face das questões de ordem cosmológica após a publicação de sua terceira Crítica. Sua correspondência reivindica expressamente as ideias cosmológicas que ele delineou em sua Teoria do céu, em 1755, e que ele decidiu reeditar várias vezes a partir da última década do século XVIII. No entanto, Kant procurou manter-se fiel à crítica das ideias cosmológicas que havia desenvolvido na Antinomia da razão pura. Essas duas intenções foram retomadas novamente na última obra que ele esboçava a partir de 1795, mas que não conseguiu concluir por conta de sua saúde em declínio. Seu objetivo era conseguir realizar o Übergang, isto é, a “ciência da passagem da metafísica da natureza à física”, a qual ele mesmo dizia aos seus amigos que seria sua “obra-prima”. Esse manuscrito inacabado, que a Academia de Berlim publicou sob o título Opus postumum, continha numerosas considerações físico-cosmológicas e cosmoteológicas das quais se pode restabelecer as grandes linhas. Em um primeiro momento, analisaremos a função eminente e as propriedades do “éter” ou “calórico” no Opus Postumum, a fim de entender como ele acabava de completar as considerações sobre o espaço cósmico considerado doravante por Kant expressamente como ilimitado. Em seguida, elucidaremos como Kant pretendia fazer a transição do “sistema dos elementos ao sistema do mundo”, em conformidade com o plano geral do Opus Postumum, unificando o conjunto de forças motrizes que constituem o universo com a ajuda do éter. Finalmente, examinaremos como Kant passou da “metafísica das ciências da natureza” à Filosofia Transcendental para tentar concluí-la, realizando uma síntese final unificadora das três Ideias totalizadoras, que são Deus, o Mundo e o Homem, apoiando-se no tema do “Cosmotheoros”, isto é, a Ideia de Homem considerado como ser pensante e que age, mas também como um habitante do mundo. Apesar de inacabado, esse escrito tardio permite precisar como o último Kant pretendia concluir a arquitetônica de sua filosofia transcendental.

A experiência hermenêutica do jogo no ensino do direito ambiental

PID: S1982-596x2013000100009 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2013
Autores: Hupffer Adolfo
Um dos grandes desafios do ensino do Direito Ambiental nas Faculdades de Direito, hoje, está na descoberta de estratégias que contemplem as possibilidades e modalidades de diálogos entre os diversos paradigmas que sustentam o conhecimento, entre as diferentes ciências, metodologias de ensino-aprendizagem que coexistem em um espaço onde se constroem e se consolidam saberes. Uma orientação docente na área ambiental conduz, inegavelmente, a incentivar o hábito da análise inter, multi e transdisciplinar. O estudo propõe alguns caminhos para o ensino do Direito Ambiental, fundamentado na experiência hermenêutica do jogo desenvolvido por Heidegger e Gadamer. O jogo, como espaço de diálogo crítico, reflexivo e transdisciplinar, propicia uma relação de ensinoaprendizagem no Direito Ambiental iluminada pela aplicação como um momento, no processo hermenêutico, tão essencial e integral como a compreensão e a interpretação.

A genealogia da ética de Michel Foucault

PID: S1982-596x2013000100010 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2013
Autores: Candiotto
A problematização da ética, observável principalmente nos últimos escritos de Michel Foucault, foi durante muito tempo insuficientemente analisada se comparada aos estudos em torno da analítica do poder e da arqueologia do saber. Ainda que, inicialmente, ela tenha sido explicitada a partir do estudo da conduta sexual dos homens livres da antiga Grécia e da Roma imperial, não é o aprofundamento desse domínio o que realmente interessa neste ensaio. Antes, importa o modo como a ética é singularmente situada em relação à moral e quais elementos fazem parte de sua constituição. Além disso, sustenta-se que a interrogação ética na investigação de Foucault objetiva a elaboração de um diagnóstico de nosso ser histórico e, com isso, se afasta de qualquer fundamentação da moral no pensamento contemporâneo.

A gênese das condições de possibilidade de toda a síntese teórica no pensamento pré-crítico de Kant

PID: S1982-596x2013000300013 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2013
Autores: Seneda
A distinção entre conhecimento filosófico e conhecimento matemático constitui um dos temas centrais da construção do pensamento kantiano durante a década de 1760. Conquanto operasse com a distinção entre Filosofia e Matemática, Wolff não pressupunha uma radical oposição entre o modo de operação dessas duas ciências. Essa oposição radical surge pela distinção entre conceitos arbitrários e conceitos dados, que Kant propõe já em 1764, no texto Investigação sobre a evidência dos princípios da teologia natural e da moral. Tomando essa distinção como ponto de partida, este texto pretende executar os seguintes passos: expor a incompatibilidade entre procedimento filosófico e procedimento matemático, que surge do modo de definir cada uma dessas ciências; examinar a transposição de tarefas que Kant projeta sobre a Filosofia e a Matemática, a partir do modo como cada uma pode operar com o conceito de espaço; e fazer uma apresentação inicial dos elementos da estética, particularmente do espaço, como fonte de possibilidade de toda a síntese teórica. Esse último passo do texto será realizado a partir de uma análise dos elementos da estética contidos na Dissertação de 1770.

A interpretação de textos e a formação da pessoa reflexiva: sobre a concepção Deweyana da leitura

PID: S1982-596x2013000200008 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2013
Autores: Matos
Por meio do exame do pensamento de John Dewey, sobretudo das obras Democracia e educação (1916) e Como pensamos (1910-1933), discute- se uma concepção acerca da leitura e interpretação de textos. O papel educacional da leitura é destacado por meio de uma identificação desta atividade com o que Dewey denomina de “pensamento reflexivo”. Assim, não haveria oposição entre a pedagogia da experiência de Dewey e uma forte tonalidade pedagógica atribuída à leitura. O resultado da prática da leitura é a formação de hábitos mentais mais integrados, maior aproveitamento da energia dispensada, e aumento das chances do comportamento bem sucedido, de acordo com os objetivos que os próprios agentes estabelecem. A leitura é compreendida como investigação, direcionada a apreender o significado do texto. Este último é compreendido como um artefato, ou utensílio, constituído a partir dos símbolos escritos. Por ser um utensílio, se presta a um uso individual e social. No ambiente social em que a linguagem escrita ocupa papel determinante na conduta bem sucedida dos indivíduos, a leitura é fundamental instrumento de comunicação por meio do qual as crenças, conhecimentos, modos de agir são transmitidos e modificados.

A relação entre a Teoria do Juízo e natureza humana em Kant

PID: S1982-596x2013000300012 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2013
Autores: Perez
O objetivo deste artigo é apresentar a possibilidade de formular o problema da relação entre teoria do juízo e natureza humana em termos kantianos. Tradicionalmente, a filosofia kantiana tem sido interpretada de diversos modos, muitos deles focando a Crítica como trabalho de fundamentação, e pouco ou nenhum lugar tem merecido a reflexão sobre a natureza humana. Entretanto, encontramos nas obras kantianas uma série de referências do “humano” que precisam ser levadas em consideração à hora de estudar a teoria do juízo, sua estrutura, validação e limite. Para alcançar tal fim, primeiro realizaremos uma reconstrução do percurso kantiano para localizar a pergunta fundamental da crítica como pergunta pela possibilidade do juízo. Em segundo lugar, apresentamos diferentes momentos da história das interpretações kantianas para mostrar a dificuldade de retornar à pergunta kantiana. Em terceiro lugar, mostraremos os diferentes momentos da obra kantiana onde temos elementos para considerar o problema da natureza humana como algo não meramente acidental. Finalmente, propomos a formulação do problema. O resultado não pretende apenas contribuir com a exegese kantiana, senão também com a possibilidade de aportar, a partir de uma matriz conceitual kantiana, com a questão contemporânea linguagem-natureza humana.

A tese pitagórico-platônica da metempsicose enquanto “teoria genética” da antiguidade

PID: S1982-596x2013000200015 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2013
Autores: Spinelli
Este texto se ocupa não só em conferir sob quais termos Pitágoras e Platão conceberam a chamada transmigração das almas, como também em averiguar o que de fato entenderam por alma (por psychê). Quanto a este segundo aspecto, o que efetivamente está posto em questão não é o conceito alma (psychê) em sentido estrito do termo, e sim como, sob os termos da palingênese e/ou da metempsicose, tal conceito foi por eles concebido e dotado de significação.

As condições de vida dos professores primários da república ao fim da ditadura

PID: S1982-596x2013000300005 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2013
Autores: Felgueiras
Os professores primários portugueses constituíram na década de 1920 um movimento organizado e activo na defesa da educação popular. Eram já um grupo com forte poder reivindicativo, organizado em torno a União do Professorado Primário Oficial Português (UPPOP). Publicava uma revista - O Professor Primário - e realizavam congressos com regularidade. Fundaram um Monte Pio e o Instituto do Professorado Primário Oficial Português (IPPOP). Com a Ditadura, desmantelado o movimento sindical, o grupo profissional vai aparecer como o mais submisso e conformista. Pretendemos compreender esta passagem de um associativismo actuante a um conformismo silencioso e um pensamento e práticas arcaicas. Para isso analisámos os processos e candidatura de filhas e filhos e professores primários ao IPPOP entre 1915-1985. Identificámos o número de famílias de professores que esses processos representavam. Procurámos caracterizar essas famílias tendo em conta vários aspectos dos quais apresentaremos apenas dados relativos a: origem geográfica dos professores/as, profissão o cônjuge do professor/a, número de filhos, estado civil e condições socioeconómicas. Este trabalho constitui em Portugal uma primeira abordagem às condições de vida do professorado primário rural. Logrou evidenciar especificidades face a outros países e que explicam a passividade demonstrada até ao final da Ditadura.

As crianças em cena, contextos e identidades: reflexões sobre o contributo de pesquisadores vinculados ao “projecto de investigação sobre a infância em Portugal”

PID: S1982-596x2013000300007 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2013
Autores: Barros Ferreira
Apresentamos reflexões sobre pesquisas desenvolvidas no âmbito do “Projecto de investigação sobre a infância em Portugal” (PiiP) realizado de 1997 a 1999. Esse estudo, em Portugal, abordou a redefinição do campo da infância e dos médias por meio de levantamento bibliográfico realizado no período de 1974 a 1998. Nessa concepção, discorremos a respeito da história da infância, a partir da visão desses investigadores, ponderando que com o advento da sociedade industrial as crianças assumiram um novo lugar como cidadãos em formação, o que incluiu uma relação com o trabalho na sociedade capitalista e suas múltiplas implicações. A indagação que trazemos é a seguinte: a circulação de temáticas sobre as crianças acarretou melhores condições sociais para esse público?

Biblioteconomia, filosofia da informação e epistemologia social. Notas para uma possível discussão entre Floridi e Habermas.

PID: S1982-596x2013000200002 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2013
Autores: Braga
Em dois artigos dedicados à discussão dos fundamentos conceituais da biblioteconomia, Luciano Floridi distingue três possíveis sentidos da noção de epistemologia social: sociologia do conhecimento (de caráter descritivo), abordagem clássica da teoria filosófica do conhecimento social (entendido como conhecimento que envolve relações epistêmicas entre diversos indivíduos), e abordagem revolucionária (construtivista) deste último tipo de teoria. Floridi procura demonstrar que tanto a sociologia do conhecimento quanto as teorias filosóficas do conhecimento são inadequadas para o papel de fundamento conceitual da biblioteconomia, defendendo a tese de que este papel deve ser ocupado por uma “filosofia da informação”. O objetivo central deste trabalho consiste em mostrar que o argumento de Floridi a respeito do caráter prescritivo da teoria filosófica do conhecimento pode ser adequadamente respondido por uma interpretação habermasiana da abordagem construtivista deste tipo de teoria.

Cinema e educação: o que pode o cinema?

PID: S1982-596x2013000200003 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2013
Autores: Freitas Coutinho
Problematizando o uso repetido e dominante do cinema em educação, enquanto recurso didático-metodológico para o ensino-aprendizagem e como disciplinador de condutas e modos de ser, este artigo pretende pensar “o que pode o cinema para a educação?”. A partir das ideias de Gilles Deleuze foi possível investigar e experimentar, em projetos de extensão e pesquisa desenvolvidos junto ao Centro de Educação da UFRN, três usos diferenciais do cinema em educação: 1) o cinema como produtor de choques e violências ao pensamento, que forçam a pensar; 2) o cinema como resistência às representações dominantes, aos estereótipos e aos clichês; 3) o cinema como potencializador da cartografia da contemporaneidade e dos modos de subjetivação contemporâneos. Consolidando estas outras potencialidades do cinema para pensar a educação, o artigo apresenta, como resultado das pesquisas realizadas, uma breve cartografia dos sujeitos contemporâneos, produzida com o filme Ken Park (Larry Clarck, EUA, 2002).

Conoscenza storica e coscienza morale in Pietro Piovani

PID: S1982-596x2013000100005 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2013
Autores: Lomonaco
Questo saggio discute i volume di libro di Pietro Piovani Conoscenza storica e coscienza morale. Non è una semplice raccolta di saggi (apparsi per la prima volta dal 1959 al 1965), perché c’è un’unità profonda delle pagine data da un interno filo conduttore identificato con la meditazione sul problema della specificità del conoscere, sulle sue conseguenze, tra cui emerge, dunque, la lenta maturazione novecentesca di un senso nuovo della storicità. Nella crisi dei valori assiologici il filosofo napoletano dedica particolare attenzione all’oggetto dello scandalo, l’individualità e pone la questione di partenza comune all’esistenzialismo e alla fenomenologia: la datità primaria dell’ordine, come l’individualità di ordinazione, osservato da Ernst Troeltsch in Der Historismus und seine Probleme. Alle radici del nuovo storicismo in senso critico è il tentativo di dinamicizzare la datità del soggetto nella costitutiva “situazionalità” storica. Nell’individualità come “insolubile mistero” della vita è racchiuso un nucleo di umanità in espansione che il soggetto moderno (leibniziano e non cartesiano) ha lasciato in eredità allo Storicismo (da Schleiermacher a Meinecke) in coerenza con un processo di oggettivazione attraverso il quale l’esistente si autocostruisce quale doveroso-necessario ampliarsi e perfezionarsi.

Da relação entre os graus de conhecimento e as capacidades de representação em Kant

PID: S1982-596x2013000300014 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2013
Autores: Pimenta
Na Lógica Jäsche encontramos uma descrição dos graus do conhecimento segundo Kant, que em ordem crescente seria a seguinte: representar- se, perceber, saber, conhecer, entender, discernir e compreender (Log: 09, 64-65), com a seguinte advertência no quarto nível: “os animais também sabem dos objetos, mas não os conhecem” (Log: 09, 65). É bem conhecida a definição kantiana de conhecimento enquanto resultado da aplicação de conceitos do entendimento aos objetos da intuição sensível. Também conhecemos sua tese de que as “categorias são conceitos que prescrevem leis a priori aos aparecimentos, por conseguinte à natureza, como conjunto de todos os aparecimentos” (KrV: B163). Buscamos analisar neste artigo a referida série ordenada dos graus de conhecimento mediante a consideração dos papéis específicos que Kant atribui a cada uma das capacidades de representação que compõem o aparelho cognitivo humano e que colaboram para a construção do conhecimento, conforme descrições feitas principalmente no âmbito da KrV (AA 03 e 04), Anthropologie (AA 07), Logik (AA 09) e Vorlesungen (AA 24: ff.). Sustentamos a posição de que estes distintos graus de conhecimento se devem à crescente complexidade operacional proporcionada, primeiramente, pelos sentidos, que recebem de modo meramente passivo o múltiplo desconectado da intuição, para então elaborar espontaneamente pela imaginação um conjunto de sínteses subjetivamente unificadas, construindo aparecimentos; Erscheinungen; mediante a formação de imagens no espaço e a associação de intuições no tempo, para, finalmente, e com a colaboração do entendimento que prescreve leis à natureza (KrV: B165, B163, B159), elaborar o conhecimento empírico dos objetos da experiência, ou fenômenos; Phaenomena, pela reunião objetiva da multiplicidade dos aparecimentos sob regras de unidade intelectuais.

Docência em filosofia: pensando na prática

PID: S1982-596x2013000200005 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2013
Autores: Correia
Este trabalho enfoca a temática pertinente ao ensino de Filosofia pelo viés do exercício docente. Problematiza a prática de ensino de conteúdos filosóficos. Foi realizado sob as diretrizes da pesquisa filosófica. Baseouse na literatura especializada da área, com foco naqueles trabalhos que abordam a problemática do ensino de Filosofia na Educação Básica. Propõe indicações para debate sobre a necessidade de se superar o cânone tradicional de pesquisa e ensino no âmbito do saber filosófico.

Educação, psicastenia e intelectualidade

PID: S1982-596x2013000200006 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2013
Autores: Petarnella Soares Nogueira
Partindo do questionamento das implicações tecnológicas em sala de aula, este artigo busca desvelar as maneiras pelas quais podem ser realizadas as práticas docentes frente ao excesso informacional. Este último, matriz constituinte do estado psicastênico hodierno. Para tanto, utiliza-se dos trabalhos de Vilém Flusser, Gilles Deleuze e Josef Esquirol, como arcabouço teórico, para o entendimento de que frente à psicastenia socialmente generalizada, trabalhar a dúvida enquanto condição do desenvolvimento da contemplação e da intelectualidade se faz como o desafio da educação formal.

Educação, verdade e valor: diálogo com Nietzsche

PID: S1982-596x2013000100006 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2013
Autores: Oliveira Valdemarin
Este artigo sistematiza reflexões sobre alguns dilemas da educação contemporânea, principalmente aqueles que prescindem de um horizonte de verdade e de valor, base fundamental e justificativa para a instauração da escola moderna. Tais reflexões estão ancoradas em textos de Friedrich Nietzsche que discutem a dissolução da metafísica, aqui considerada como um dos elementos de desestabilização do repertório simbólico da instituição escolar. Propõe-se, ao final, a recuperação do ato interpretativo como alternativa ao esvaziamento dos conceitos de verdade e de valor e o reconhecimento do diálogo como lugar privilegiado para a aproximação com a verdade provisória e circunstancial.

Entre a religião e a política: Hannah Arendt, leitora de Kierkegaard

PID: S1982-596x2013000100007 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2013
Autores: Paula
Hannah Arendt (1906-1975), mulher, judia e pensadora, foi uma das figuras mais desafiadoras do século XX. Sua sólida formação filosófico- teológica e sua percepção aguçada dos totalitarismos foram fundamentais para o respeito adquirido junto ao ambiente acadêmico e político. Múltiplas foram as interpretações de sua obra e os estudiosos seguem, até os dias atuais, debruçados sobre todos os possíveis desdobramentos da sua filosofia. Desse modo, o intuito do nosso trabalho é avaliar aqui uma dessas questões, a saber, a influência de Kierkegaard no seu pensamento. Para tanto, a executaremos através das seguintes subdivisões: (1) um breve panorama da vida e obra da autora; (2) Hannah Arendt, leitora de Søren Aabye Kierkegaard; (3) Hannah Arendt e a época moderna: a questão da dúvida e (4) considerações finais.

Entrevista pública concedida por Fausto Castilho

PID: S1982-596x2013000100002 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2013
Autores: Soares Torino Seneda
Com toda uma vida dedicada à reflexão, Fausto Castilho teve a sua trajetória marcada por duas grandes paixões: a Filosofia e o Brasil. Ambas o acompanharam desde a infância e a adolescência, tendo atravessado o seu caminho personagens emblemáticos, que o ajudaram a demarcar o traçado peculiar do seu destino. Formado na Sorbonne, numa época em que ela reunia, com seu corpo docente, um dos mais significativos e completos departamentos de filosofia do ocidente, Fausto Castilho trouxe consigo diversos métodos rigorosos de trabalhar um texto filosófico, sem jamais deixar de ter um pensamento e uma posição refletida sobre os temas aos quais se dedicou. Essa mesma postura sempre marcou sua profunda reflexão sobre o Brasil, que sempre coadunou assuntos estratégicos, vocação tecnológica e formação política, ocupando-se não tanto com a identidade do país - tema que marcou sua geração -, mas muito mais com o seu desenvolvimento e sua inserção cosmopolita
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