PID: S1982-596x2012000100003 |
Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) |
Año: 2012
Autores: Mendonça Lourenço Filho
Neste artigo, procuramos investigar e discutir a questão da autonomia do educando em dois diferentes momentos históricos: o período clássico e o moderno. O problema do artigo diz respeito à pergunta: Como a questão da autonomia discente foi discutida nos períodos clássico e moderno? Baseamo-nos, sobretudo, nas concepções platônicas acerca da Paidéia e, na concepção educacional pensada por Rousseau e por Kant, no período iluminista, orientada por um novo ideal de formação humana que priorizava o desenvolvimento da razão. Ambas as concepções (clássica e iluminista) apontam para a humanização e para o aperfeiçoamento do homem por meio da educação, destacando, nesse processo, a importância da formação autônoma. O método diz respeito à revisão bibliográfica por se tratar de exame realizado no contexto da filosofia da educação. Como resultados, pudemos perceber que a autonomia constitui-se de base fundamental para a educação clássica e moderna.
PID: S1982-596x2012000100010 |
Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) |
Año: 2012
Autores: Cainelli
Trabalhar questões relativas ao ensino de História e a História da Educação na educação básica está relacionado historicamente à seleção de conteúdos para ensinar História. Entre os principais fundamentos deste olhar historiográfico para o ensino de História está a importância do pensamento histórico para este processo. Autores como Rusen (1998, 2001) Lee (2001, 2006) e Schmidt (2009) argumentam que para se investigar a aprendizagem histórica é preciso ter como referência teórica e metodológica a ciência da História. Nesta pesquisa que realizamos pretendemos discutir como os conteúdos da História ensinada são determinados e postos em prática em sala de aula. A seleção e definição de conteúdos escolares pressupõem uma determinada concepção de história além das demandas relacionadas aos poderes constituídos, nesse sentido definir o que se ensina na disciplina de História caracteriza-se por disputas em torno da memória, constituição da nação e de seus sujeitos.
PID: S1982-596x2012000200004 |
Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) |
Año: 2012
Autores: Silva
Este artigo procura captar a ação educativa do município de Lisboa durante a primeira grande experiência descentralizadora do ensino, enquadrada pela Reforma de António Rodrigues Sampaio (Lei de 2/5/1878). Ao longo da década de 1880, período em que decorre a referida experiência, a Câmara de Lisboa, na assunção de uma vontade local e procurando dar corpo a um projeto republicano de educação popular, protagoniza um interessante movimento de renovação educacional. O Estado, no entanto, tenta a todo o custo refreá-lo. Mas a verdade é que a iniciativa reformadora da Câmara prossegue bem explícita nos seus objetivos e firmada numa série de medidas e realizações. É paradigmática, por exemplo, a aposta na escola graduada (ou central). Trata-se, porém, de uma dinâmica que contrasta com a da generalidade dos outros municípios do país, destituídos de uma elite política forte e de recursos financeiros.
PID: S1982-596x2012000200005 |
Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) |
Año: 2012
Autores: Coleta Gomes
Com o intuito de construir instrumentos de medida, e obter parâmetros de percepção de existência de condutas ilícitas emitidas por professores e alunos universitários, este artigo apresenta os resultados de um estudo realizado com 610 sujeitos, professores, coordenadores e alunos de diversos cursos de graduação. A coleta de dados foi realizada a partir de um instrumento em que se solicitava a porcentagem de emissão destes comportamentos pelos estudantes, e outro relativo às condutas dos professores. Os resultados mostram que os diversos comportamentos são percebidos como tendo altos níveis de frequência de ocorrência no meio universitário, tanto por coordenadores, professores e alunos, com diferenças significativas entre esses três grupos de sujeitos, bem como ao se considerar as diferentes IES participantes deste estudo.
PID: S1982-596x2012000100011 |
Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) |
Año: 2012
Autores: Naldinho Cardoso Jr
O artigo desenvolve a tese de que no cerne da estratégia foucaultiana de enfrentamento à sujeição imposta pelo biopoder - caracterizada pela possibilidade de reabilitação da estética da existência na atualidade -situa-se a prática constante da filosofia. Para tanto, descreve como Foucault entende que a consideração fundamental, similar àquela presente entre os antigos greco-helenístico-romanos, da filosofia como um amálgama constituído por um discurso teórico e seu imprescindível modo de vida respectivo, envolve diretamente a ética com a política e noções relacionadas, como poder, liberdade, autonomia e crítica. Isso posto, o texto define, a partir da conexão de pontos dispersos pela obra de Foucault, qual seria o trabalho específico da filosofia em uma estética da existência, como também descreve o modo de vida respectivo que a filosofia foucaultiana buscava construir, ou seja, a amizade.
PID: S1982-596x2012000200007 |
Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) |
Año: 2012
Autores: Silva
Este trabalho tem por objetivo analisar alguns aspectos da filosofia da educação de Richard Rorty. Nessa abordagem privilegiaremos os antecedentes teóricos dos distintos e complementares processos educacionais de socialização e individualização: a crítica ao paradigma epistemológico, a proposta de um novo paradigma conversacional ou educacional, o método filosófico da redescrição e o uso de narrativas como elemento formativo. Ressaltamos que nossa análise é uma tentativa de determinar os limites e os pontos de intersecção entre os dois processos educacionais, articulados com a possibilidade do uso de narrativas como elemento de formação. As considerações finais indicam que tal proposta neopragmatista é um incentivo em prol da manutenção de hábitos de ação que resultam em uma solidariedade humana criada por meio do aumento de nossa sensibilidade aos pormenores específicos da dor e humilhação que padecem outros seres humanos desconhecidos.
PID: S1982-596x2012000100020 |
Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) |
Año: 2012
Autores: Silveira
Marcuse aborda o caráter ideológico da morte por meio da análise de alguns de seus aspectos biológicos, históricos, sociais, filosóficos e religiosos. O autor reflete a propósito de como o poder sobre a morte também se torna poder sobre a vida das pessoas. Desse modo, libertar-se do modo de vida repressivo significa assenhorear-se de sua própria morte.
PID: S1982-596x2012000100012 |
Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) |
Año: 2012
Autores: Frias
O artigo discute as principais questões morais colocadas (1) pelo descarte de embriões necessário para a pesquisa com células-tronco embrionárias e para a fertilização in vitro e (2) pela seleção de embriões usando diagnóstico genético pré-implantação. Depois de apresentar as principais teorias sobre o status moral do embrião, é defendida a tese de que embriões humanos não têm direito à vida, embora devam ser tratados com respeito. Em seguida, a revisão dos quatro principais argumentos contra a seleção de embriões levou à conclusão de que eles não são suficientes para justificar a proibição dessa tecnologia. Por fim, algumas aplicações muito controversas dessa tecnologia são apresentadas e discute-se brevemente qual princípio moral é mais adequado para decidir qual embrião deve ser implantado.
PID: S1982-596x2012000100013 |
Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) |
Año: 2012
Autores: Silva Júnior
Este artigo tem como objetivo refletir sobre a relação entre o modelo de ciências e a educação escolar. Nesse sentido, algumas questões tornaram-se recorrentes: Existe um diálogo entre modelo de ciências, teoria de aprendizagem e práticas pedagógicas? Como se deu o processo da construção das ciências? Quais as dificuldades, necessidades e possibilidades da educação nesse contexto? Na procura de respostas às referidas inquietações, podem ser consideradas básicas as obras de Morin (2001), O Método 4, e Levi (2007), A inteligência Coletiva. Ao fazer o exercício de refletir sobre a mudança de paradigmas da Ciência e a relação com a educação escolar, foi possível vislumbrar uma “nova escola”.
PID: S1982-596x2012000100008 |
Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) |
Año: 2012
Autores: Escudero
Este artículo persigue poner en contrapunto dos filosofías educacionales de dos personajes de la segunda mitad del siglo XX que representan el pensamiento laico y el pensamiento católico en Chile; ellos son Roberto Munizaga y Ernesto Livacic, quienes recibieron en 1979 y 1993, respectivamente, el Premio Nacional de Educación. A pesar de las diferencias ideológicas, ambos personajes mantienen una postura antagónica respecto de las creencias religiosas, pero en cuanto a sus respectivos análisis sobre el papel que representa el proceso de educación en la vida del hombre muestran notables coincidencias. Los aspectos fundamentales de la filosofia de la educación son abordados desde sus respectivos enfoques.
PID: S1982-596x2012000200003 |
Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) |
Año: 2012
Autores: Chizzotti
O artigo analisa a ascensão de um novo paradigma normativo do currículo da educação básica em muitos sistemas nacionais de educação, tendo como referência as competências esperadas dos alunos ao fim da escolaridade. Apresenta o ingresso progressivo do conceito de competências promovido por agências e uniões internacionais e pelos países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) na formulação e gestão das políticas curriculares, indicando a centralidade do currículo escolar como foco nuclear para o enfrentamento dos desafios e exigências do desenvolvimento e da competitividade. Historia o compartilhamento dos debates dos diferentes sistemas de educação em torno da questão curricular e a formulação de um proposta consensual em favor das competências básicas esperadas dos alunos ao fim da escolaridade obrigatória nos respectivos sistemas de educação. A pesquisa apoia-se nos documentos produzidos e nas normas jurídicas promulgadas, que definiram as competências básicas para os países membros da OCDE para a educação obrigatória dos sistemas de educação dos países membros.
PID: S1982-596x2012000100004 |
Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) |
Año: 2012
Autores: Dozol
Georges Gusdorf, na segunda parte de L’ avénement des sciences humanies ao siécle des lumiéres (A ascensão das ciências humanas no século das luzes), afirma que a pedagogia rousseauniana é “compreensiva e global”. A proposta do presente trabalho é entender tal afirmação, ou seja, de que maneira Rousseau, por meio de uma ambígua ideia de natureza humana, vai além das teorias materialistas e sensualistas do seu tempo e edifica um conceito de formação que compreende desde profundas questões metafísicas, instigantes desdobramentos biológicos e psicológicos, até considerações líricas das paisagens do mundo físico. Trata-se aqui de esclarecer a utopia pedagógica que, não ignorando as diversas dimensões do humano, procurou fundir o corpo e o entendimento sem dissolver as recorrências da sensibilidade. As implicações ético-morais daí advindas aparecem como condição para uma outra utopia: aquela, de caráter político e social.
PID: S1982-596x2012000100009 |
Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) |
Año: 2012
Autores: Faye
A comparação das traduções latina e holandesa do original perdido de La Recherche de la Vérité par la lumière naturelle permite concluir a presença de uma ocorrência notável do termo “consciência” nesse diálogo póstumo de Descartes. Essa ocorrência permite responder às interpretações que põem em questão a existência de uma invenção cartesiana da consciência moderna, bem como esclarecer o que aproxima e separa, ao mesmo tempo, Descartes de La Forge e Malebranche no que concerne à significação do termo consciência. Este estudo visa, enfim, reavaliar a importância filosófica desse diálogo de Descartes.
PID: S1982-596x2012000200008 |
Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) |
Año: 2012
Autores: Fernandes
Na década de 1960, os movimentos artísticos de vanguarda e os movimentos estudantis de protesto buscavam, além de uma mudança de comportamento, uma mudança na consciência política dos indivíduos. No entanto, enquanto no campo do conhecimento já se sabia o que deveria ser feito para a transformação social, no campo dos fatos essa possibilidade se via impedida, por isso as exigências revolucionárias conduziram o movimento para fora das universidades, a fim de que a comunidade pudesse realizar materialmente a crítica que surgia no interior da academia. Para Marcuse, a arte poderia contribuir decisivamente para este processo. Ao alertar para uma nova sensibilidade estética, a arte, como manifestação da autonomia e liberdade humanas e não como mero instrumento político, poderia fornecer as “Imagens da Libertação” que, por sua vez, poderiam conduzir a uma nova consciência e à uma nova humanidade.
PID: S1982-596x2012000200009 |
Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) |
Año: 2012
Autores: Merçon
A noção de esperança ocupa uma posição central na obra de Paulo Freire. Por compreendê-la como motora da mudança, necessidade ontológica e ato político, Freire conclui que é preciso educar a esperança para que não se converta em desesperança infértil ou desespero trágico. Em espírito freireano, meu propósito neste artigo é o de tecer um diálogo entre o pensamento deste grande educador e a filosofia de Spinoza. Este encontro impossível entre esses dois homens que se rebelaram, em pensamento e ato, contra as opressões de seus tempos, transcorrerá por meio da investigação dos seguintes temas: 1) o papel da esperança na noção freireana de história; 2) as relações entre liberdade e necessidade; 3) as funções sociais da esperança e 4) a proposta de ‘educação da esperança’. Duas noções de esperança serão discutidas: a esperança ingênua e a esperança crítica. A provocação spinozana consistirá em sugerir uma postura ética e política que, movida por nossa potência para pensar e agir, prescinde da esperança.
PID: S1982-596x2012000100007 |
Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) |
Año: 2012
Autores: Cornelli
Desde a Magna Grécia de Pitágoras, Empédocles e Parmênides, passando pelas relações “perigosas” entre a sabedoria nascente e as tradições órficodionisíacas, em nítida continuidade com a mitologia arcaica e as narrativas teogônicas, dialogando com as práticas médicas asclepíades, a filosofia antiga visita cavernas. A caverna da República, uma das mais poderosas e fecundas alegorias do pensamento ocidental, é simultaneamente herdeira e ponto de fuga da longa trajetória dessa metáfora. Não se pretende aqui, no entanto, compreender a imagem platônica como a consumação de uma velha tradição filosófica que “pensa em cavernas”; procura-se, antes, iluminar essa alegoria com a interpretação oferecida pela filosofia acadêmica posterior. No Antro das Ninfas, Porfírio parte de 11 versos de Homero (Od. XIII, 102-112) para habilmente desenhar uma exegese inspirada na teoria platônica da alma. A lectio porfiriana permite sugerir que a imagem da caverna revela algo mais que uma simples alegoria literária. Ela dá prova da existência de relações dialógicas e circulares entre a filosofia platônica e o imaginário religioso popular do mundo antigo.
PID: S1982-596x2012000200006 |
Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) |
Año: 2012
Autores: Starzynski
O termo “virada teológica da fenomenologia francesa” foi introduzido por D. Janicaud para estigmatizar certa tendência da teologização da fenomenologia. Se retiramos dessa expressão a significação negativa, uma questão mais séria se põe, já não de desqualificar tal ou qual autor, mas aquela de um lugar ou de uma maneira de acontecer essa “virada” na via fenomenológica do pensamento. Pode-se indicar tal momento em que se produz o evento da ocorrência ou de uma revelação de Deus? Pondo à parte a solução metafísica das provas da existência de um ente privilegiado, apresento a hipótese que será o fio condutor deste trabalho: o pensamento filosófico sobre Deus, sua eventual revelação, pode racionalizar-se essencialmente no domínio da filosofia do infinito, e mais precisamente, inspirando-se do pensamento cartesiano, em que a ideia do infinito aparece à subjetividade. Servindo-me deste motivo, gostaria de examinar as variantes de suas interpretações fenomenológicas, seguindo os exemplos-chave de Husserl, Sartre, Lévinas, para enfim pôr em questão a fenomenologia da doação de J.-L. Marion.
PID: S1982-596x2012000200010 |
Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) |
Año: 2012
Autores: Silva
O livro didático faz parte da cultura material da maioria das escolas públicas brasileiras por meio do Programa Nacional do Livro Didático. Sendo assim, um dos objetivos pesquisados foi identificar e analisar o processo de escolha dos livros didáticos no Estado do Ceará, relacionando-o com os usos que se faz deste instrumento no cotidiano. Tivemos como espaço de pesquisa quatro escolas públicas; em cada escola, uma turma de 6º ano. Como parte do procedimento metodológico, realizamos entrevistas, questionários e observação direta durante as aulas de História do ano de 2008. Finalizamos com uma “roda de conversa”. Utilizamos como categoria de análise o conceito de “apropriação”, de Chartier, as categorias de “estratégias e táticas”, de Certeau, o conceito de “cultura escolar” cunhado por Julia. Percebemos que, em geral, apenas o texto principal de cada capítulo é trabalhado. Então, apesar das transformações teóricas e gráficas na produção do livro didático, este é subutilizado.
PID: S1982-596x2012000100015 |
Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) |
Año: 2012
Autores: Martins
A discussão epistemológica que atravessa o campo de educação em relação ao conhecimento quotidiano, científico e escolar merece ser retomada na actualidade. O autor analisa a relação da “continuidade - descontinuidade” dos conhecimentos quotidiano e científico, sendo o conhecimento escolar o resultado da transposição didáctica do conhecimento científico em contexto de aprendizagem em sala de aula. Num primeiro ponto aborda-se as opções epistemológicas do conhecimento quotidiano e científico em três perspectivas diferentes. O segundo ponto parte da diversidade das formas de conhecimento, insistindo na (des) construção do conhecimento escolar, orientada à integração didáctica das várias formas de conhecer. A visão do mundo, desde dos seus paradigmas científicos, actua como marco referencial da conceptualização escolar e da evolução do conhecimento. Pretende-se clarificar o estado da arte da epistemologia das formas de conhecimento.
PID: S1982-596x2012000200011 |
Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) |
Año: 2012
Autores: Cardoso Júnior
O presente artigo desenvolve o argumento de que existe um modo nômade de pensar em consonância com proposições formuladas a este respeito por Deleuze e Guattari. Procuraremos desenvolver tal argumento por meio da determinação de quatro eixos de reflexão, a saber, epistemológico, político, histórico e ontológico. Em conjunto, esses quatro eixos a serem caracterizados perfazem o que denominamos de pensamento nômade. Tal reflexão especifica-se no sentido de observar um processo de constituição de subjetividades dominante e regrados por uma “axiomática capitalista” em nosso tempo. Tal processo é entendido como um dispositivo nômade envolvendo, como subproduto, o que se denomina de narcisismo da diferença. Ora, se os modos de subjetivação dominantes regrados pela sociedade capitalista, em nosso tempo, são nômades, de que ainda valeria continuar pensando como um nômade, como queriam Deleuze e Guattari?