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Crer, experimentar, fabular: ensaio sobre a experiência?

PID: S1982-596x2021000100341 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2021
Autores: Vinci
Resumo Partindo da concepção deleuziana e deleuzo-guattariana da crença nesse mundo, esse ensaio procurará pensar a temática da experiência dentro do campo educacional. Para tanto, procuraremos pensar o modo como os filósofos Gilles Deleuze e Félix Guattari concebem uma espécie de crença imanente, voltada para a experimentação vital das forças constitutivas do mundo, capaz de ultrapassar os condicionantes transcendentes da experiência. Para a devida compreensão de uma tal crença, devedora daquilo que Deleuze denomina de empirismo transcendental, retomaremos o diálogo travado pelos autores de O que é a Filosofia? com a noção de fabulação preconizada por Henri Bergson. Buscaremos apresentar o modo como se dá a articulação entre os conceitos de fabulação e crença, importante na medida em que permitirá pensarmos uma experiência não condicionada por nenhuma instância transcendente, experiência a qual Deleuze e Deleuze-Guattari denominarão de experimentação. O conceito de experimentação, acreditamos, pode contribuir para as discussões recentes sobre experiência presentes no campo educacional, mormente aquelas empreendias por Jorge Larrosa Bondia e Julio Groppa Aquino.

Da assepsia moral na educação

PID: S1982-596x2021000100393 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2021
Autores: Cossetin
Resumo O presente artigo problematiza, à luz de uma perspectiva hermenêutica, o suposto da dissociabilidade entre ética e moral e suas consequências para a educação. Parte da hipótese de que as teorizações e os desdobramentos educacionais e pedagógicos têm preterido as discussões sobre a moral e as suas demandas normativas, prescritivas e até pragmáticas, em nome da adoção, tanto em nível teórico quanto prático, de uma postura de permanente suspensão, relativização e crítica. Em contextos educativos, tal perspectiva estaria conduzindo ao abandono e à recusa de valores razoáveis e minimamente estáveis, indispensáveis à justificação da própria razão de educar. Diante disso, estes escritos orientam-se segundo três propósitos fundamentais: compreender as causas da controversa, apesar de necessária, dissociação entre ética e moral; problematizar a relação entre o devir humano, a sua educabilidade e a questão moral; e demonstrar a co-pertença entre ética, moral e educação.

Das Crises às possibilidades da Educação Superior no Brasil: uma leitura a partir de Hannah Arendt

PID: S1982-596x2021000301593 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2021
Autores: Martins Rodrigues-Silva
Resumo O texto procura entender os pressupostos da educação superior no Brasil e faz considerações sobre seus limites e potencialidades à luz de Hannah Arendt. Segundo Hannah Arendt, a crise da educação remete-se a uma crise de estabilidade de todas as instituições políticas e sociais. E para o enfrentamento dessa crise, Hannah Arendt sugere reconsiderar a crise da modernidade para se repensar criticamente o papel da educação no mundo contemporâneo. De fato, sua reflexão assevera que a educação está entre as atividades mais elementares e necessárias da sociedade humana, e, por isso, tem de ser continuamente repensada em função das transformações do mundo no qual nascem novos seres humanos. Hannah Arendt questiona e faz pensar como que a crise da e na educação impede todo desenvolvimento de tarefas e dinâmicas que ajudem, especialmente aos estudantes (em qualquer área de conhecimento), a possuírem e produzirem um conhecimento que leve a um enfrentamento de situações críticas do quotidiano.

Desafios e dilemas da condição de trabalho de professores iniciantes no magistério público no DF

PID: S1982-596x2021000100113 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2021
Autores: Silva Rocha
Resumo Este trabalho se origina nas preocupações voltadas às condições de trabalho de professores que iniciam na docência e tem por objetivo estudar a condição de trabalho do professor no início da carreira, buscando entender os desafios e dilemas enfrentados, no intuito de contribuir com a análise da realidade da atividade docente. O foco é o professor iniciante na Secretaria de Educação do Distrito Federal. Os resultados são obtidos a partir da análise documental em legislações e publicações no Diário Oficial do DF, e na aplicação de questionários e entrevistas. Os dados revelam um quantitativo expressivo de desistentes na carreira, compreendido em um terço dos professores que são aprovados no concurso público, anunciando questões objetivas ligadas as condições de trabalho, nos levando em questionar a necessidade de políticas de formação pensadas a partir da realidade do trabalho docente. Chamamos atenção para a omissão de políticas públicas diante do caso, como um fator condicionador para intensificar ainda mais as dificuldades enfrentadas nesta etapa da carreira. Se espera contribuir para a produção de conhecimento na área de formação de professores no que se refere aos dilemas vividos pelo professor iniciante, visando fundamentar propostas sobre acompanhamento profissional dos docentes iniciantes na carreira.

Dispositivos da Formação Teórica Queer: contribuições de Michel Foucault e Jacques Derrida

PID: S1982-596x2021000301457 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2021
Autores: Calou Nobre
Resumo O presente artigo busca discutir as contribuições de Michel Foucault e Jacques Derrida para a formulação da teoria queer, apresentando algumas de suas propostas teóricas que passeiam e incorporam movimentos políticos e acadêmicos, bem como corpos em constante construção de si, incorporados por enunciados de gênero, suas oposições, mas também por suas Différances. Para isso, apresentamos inicialmente os itinerários históricos dos movimentos políticos queer, ou seja, uma pragmática que se dará ao longo da sua construção, base para o pensamento teórico. A seguir, apresentamos o pensamento desses autores como pressupostos para a potencialização, tanto dessa pragmática, como de dispositivos que compõem a analítica das normalizações dos gêneros e para além deles, constitutivas da Teoria Queer.

Elaboração uma proposta de projeto de tese. Notas destinadas aos doutorandos de Filosofia da Educação

PID: S1982-596x2021000100423 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2021
Autores: Santos
Resumo Neste texto procurarei indicar possibilidades de elaboração de uma proposta configurável como Projeto de Tese, de modo a ser submetida a apreciação de um júri académico e, se aprovada, dar início à investigação. Refuta-se a ideia comum de que uma proposta curta não é suficientemente esclarecedora e representativa do Projeto de Tese, referindo o investimento exigido para alcançar uma versão depurada, clara e cientificamente correta. Não se trata, em contrapartida, de apresentar uma fórmula mágica ou de padronizar exemplos, o que anularia o valor pedagógico e epistemológico do texto. Trata-se, sim, de procurar uma forma razoável capaz de estruturar um plano de estudo em Filosofia da Educação. Neste sentido serão considerados todos os campos constitutivos da Proposta de Projeto de Tese, concluindo-se que a sua elaboração, antecipatória da Tese, corresponde já ao exercício filosófico dotado de valor racional. Seguindo uma linha explicativa-interpretativa, tomam-se para referência textos que contribuem para aproximar o exercício filosófico de uma metodologia académica que sem ignorar a especificidade funciona como regulador comum.

Elementos para uma psicopedagogia da cultura digital

PID: S1982-596x2021000200757 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2021
Autores: Nunes
Resumo a cultura digital é um paradigma emergente que coloca questões a serem tratadas pelas mais diversas áreas do conhecimento. A educação é uma das áreas mais questionadas, exigindo-se dela uma constante renovação para acompanhar as mudanças que o mundo digital provoca no processo de aprendizagem. A psicopedagogia da cultura digital é uma proposta epistemológica de reflexão sobre o processo de aprendizagem permeado por desafios informacionais e comunicacionais. Nesta pesquisa, fazendo análise de bibliografia no campo da psicopedagogia, mas também da teoria da comunicação e da filosofia da mente, propomos um quadro teórico que visa fundamentar tais exigências epistemológicas em educação. Apresentamos, por fim, alguns elementos teóricos, advindos das demandas da cultura digital, que permitem-nos pensar um outro paradigma psicopedagógico e outra abordagem da aprendizagem.

Ensino de filosofia: notas sobre o campo e sua constituição

PID: S1982-596x2021000200813 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2021
Autores: Rodrigues Gelamo
Resumo Objetiva-se perspectivar as discussões sobre o campo científico-filosófico “Ensino de Filosofia” e seu estatuto epistemológico, reconstituindo historicamente alguns acontecimentos e uma percepção possível de sua emergência na realidade brasileira. Primeiramente, retoma-se o debate através das pesquisas de Velasco, figura de destaque e agenciadora do assunto nos últimos anos. Apresentam-se suas teses e posicionamentos, cujos desdobramentos apontam para a existência de um campo científico-filosófico consolidado na última década. Posteriormente, reconstrói-se uma narrativa sobre a trajetória de criação e desenvolvimento do campo que ressoa em suas análises. Explora-se uma movimentação política e acadêmica ocorrida no final da década de 1990 e começo dos anos 2000, realizada por professores-pesquisadores de filosofia, que, ante a possibilidade do retorno da filosofia à educação básica, se unem a fim de lutar por uma territorialização do ensino de filosofia na própria filosofia, de modo a transformá-lo em um problema genuinamente filosófico, alargando os limites epistêmicos e institucionais da filosofia brasileira. Finalmente, destaca-se que um campo é consequência de uma disputa concorrencial e das tensões estabelecidas entre os diferentes núcleos de pesquisas, complexidade que não consegue ser dimensionada por uma única percepção dos acontecimentos, abrindo-se, assim, caminhos para investigações futuras.

Epistemologia de fronteiras em Walter Mignolo: compreensão, críticas e implicações na pesquisa em educação

PID: S1982-596x2021000200643 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2021
Autores: Oliveira Gomes
Resumo Este artigo objetiva compreender a “Epistemologia de Fronteiras” como uma categoria essencial para a crítica epistemológica do filósofo Walter Mignolo, a partir do pensamento decolonial, e descrever as principais questões e argumentos que problematizam este conceito, refletindo sobre as suas implicações para a pesquisa em educação. Desta forma, explicita-se as concepções fundamentais da Rede Modernidade/Colonialidade (M/C), a partir de uma investigação de perfil qualitativo e histórico-conceitual. Considera que a “Epistemologia de Fronteiras” possibilita a reflexão em torno da decolonialidade na produção de conhecimentos, ao mesmo tempo em que estimula a crítica epistemológica e metodológica à colonialidade do poder no âmbito da pesquisa em educação.

Especificidades e usos da noção de signo em A Arqueologia do Saber

PID: S1982-596x2021000200617 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2021
Autores: Carlos
Resumo O reconhecimento da noção do signo em diferentes domínios do saber com significados, sentidos e usos diversos sinaliza sua relevância estruturante e operante nos processos de produção do conhecimento, da comunicação e da sociabilidade humana. Considerando esse fato, o presente ensaio objetivou identificar e localizar as formas de aparecimento da noção de signo em A Arqueologia do Saber (2008), a fim de analisar e sistematizar seu status na Análise Arqueológica do Discurso - AAD - e de refletir sobre ele. Recorrendo à própria AAD para escandir o referido livro, verificamos que Foucault tocou, inúmeras vezes e de modos diferenciados, na questão do signo, sempre em conexão com a problemática do discurso, seja como uma estratégia de sua elisão, seja como limiar de sua constituição. O ensaio concluiu que Foucault operou, em A Arqueologia do Saber (2008), um deslocamento do sentido e do uso corrente da noção de signo para a de discurso-enunciado, como uma formação discursiva fundamental para os estudos e as pesquisas analítico-arqueológicas.

Filosofia, educação a descolonização epistêmica do saber

PID: S1982-596x2021000100083 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2021
Autores: Castro Oliveira
Resumo O artigo pretende abordar as possíveis contribuições da filosofia latino-americana e das filosofias e pedagogias indígenas na descolonização epistêmica do saber. Para tanto, investiga o trabalho de libertação da filosofia proposto Enrique Dussel e Raúl Fornet-Bettancourt, bem como a noção de colonialidade do saber, pensada por diferentes teóricos da concepção decolonial. Identifica-se a necessidade de compreender o Outro a partir dele mesmo como matriz de um processo decolonizador, e por isso propomos a leitura do trabalho do autor, filósofo e educador indígena Daniel Munduruku, a fim de identificar aspectos que nos ajudem a empreender um trabalho de reconfiguração e descolonização epistemológica.

Gênese e processo histórico do complexo da arte no cotidiano do ser social na Estética de Lukács

PID: S1982-596x2021000301413 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2021
Autores: Araujo Rabelo
Resumo Esse artigo tem como objetivo apresentar o entendimento onto-histórico sobre o trabalho e a origem tardia do complexo da arte no cotidiano dos seres sociais. Trata-se de uma pesquisa teórico-bibliográfica e fundamenta-se, especialmente, na obra “Estética: la peculiaridad de lo estético”, de Georg Lukács. É pela via do trabalho que a significação de utilidade se transpõe a uma dimensão estética. O complexo da arte se estrutura a partir do tempo livre (ócio), do desenvolvimento da técnica e, ademais, pela experiência do agradável e pela consciência do estético. Considera-se, com efeito, que muito mais do que se acercar dos fatos históricos a respeito da arte, é imprescindível reconhecê-los ontologicamente, compreendendo as necessidades assentes ao cotidiano dos indivíduos enquanto partícipes do gênero humano.

Lógica, formação escolar e filosofia entre os jesuítas

PID: S1982-596x2021000201017 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2021
Autores: Nascimento Júnior
Resumo O interesse mais direto deste artigo é a relação entre a Lógica e a formação filosófica na educação jesuíta. Para compor uma imagem da importância e da concreção da Lógica na formação proposta pelos inacianos, nós nos concentraremos na Ratio Studiorum e na obra do jesuíta português Pedro da Fonseca (1526-1599). A razão do recorte proposto é que as reflexões de Fonseca sobre o tema parecem, por um lado, orientar outros jesuítas, como é o caso de Sebastião do Couto, que é o autor da dialética do Curso Conimbricense; por outro, elas são mais completas, sobretudo pela atenção dada por Fonseca ao método e às disputationes. De posse do conceito de Lógica de Fonseca, concluímos com a indicação de caminhos contemporâneos de revisitação de lógicas do passado.

Moral e Direito: uma relação peculiar

PID: S1982-596x2021000100131 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2021
Autores: Silveira
Resumo O objetivo deste artigo é defender a existência de uma relação peculiar pluridirecional entre a moral e o direito, bem como defender que a moralidade é melhor compreendida por sua autoridade normativa em segunda pessoa, especificamente nos casos que envolvem reivindicações de justiça. Para tal finalidade, inicio esclarecendo as características centrais da moralidade, ressaltando a sua natureza e autoridade normativa intersubjetiva. Posteriormente, investigo duas reivindicações de justiça, a saber, a injustiça epistêmica e a desobediência civil. Na conclusão, sugiro uma distinção entre moralidade privada e pública, argumentando que isto pode nos ajudar a compreender melhor a relação pluridirecional que existe entre a moral e o direito.

Nietzsche e Educação: conhecimento e cultura no Estado Moderno

PID: S1982-596x2021000301433 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2021
Autores: Vieira Carvalho Feldens
Resumo Este texto busca tecer algumas reflexões acerca da relação entre a filosofia de Friedrich Nietzsche e o campo educacional, compreendendo suas indagações acerca das instituições de ensino modernas e os valores vinculados ao este tipo de homem. Atrelado ao processo de degeneração da potência instintiva humana e de sua animalidade ocorreu a fixação de um modelo de conhecimento, fundamentado no ideal metafísico e na crença incondicional da verdade. A crítica dirigida ao Estado Moderno e ao seu modelo de cultura, que pretendeu instituir os filósofos e eruditos enquanto guias, entende que é necessário o resgate dos usos e funções destes sujeitos na sociedade, buscando superar o dilema que os constitui hoje, como funcionários e mantenedores do Estado. Perpassando diferentes fases de seu pensamento buscou-se ser mais um instrumento para fornecer ao âmbito da Filosofia da Educação um vínculo sólido com o filósofo alemão, por meio do estudo das relações entre Nietzsche e a Educação.

Nietzsche e seu olhar sobre os estabelecimentos de ensino alemães como reflexo da cultura moderna

PID: S1982-596x2021000200855 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2021
Autores: Costa
Resumo O artigo desenvolve um panorama no que tange às instituições de ensino alemãs sob a visão de Friedrich Nietzsche. Para tanto, inicialmente é realizado o balanço crítico dos estabelecimentos ginasial, técnico e universitário de modo a atribuí-los ao problema da degenerescência cultural sofrida a partir do processo das reformas econômica e política na Alemanha do século XIX. Em complemento a essa investigação, serão tratados os assuntos do filisteu da cultura e das considerações do jovem pensador acerca do Estado e da cultura grega, segundo ele, entendida como o melhor meio de ilustrar o sentido de força [Kraft] e vitalidade [Vitalität]. Por fim, a pesquisa apresenta, na postura de Arthur Schopenhauer, a referência de combate ao filisteísmo e de resistência contra os valores do estilo de vida moderna.

O ánthropos de Protágoras: do singular ao comum

PID: S1982-596x2021000301537 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2021
Autores: Pereira
Resumo Com base no Teeteto de Platão, busca-se compreender a dimensão do termo ánthropos na famosa sentença de Protágoras. Segundo a crítica platônica, Protágoras parece entender corpo e alma como diferentes tipos de percipientes: os órgãos sensoriais corporais percebem a aparência imediata de algo que provoca a sensibilidade; a alma, por sua vez, ‘percebe’ por ter julgamentos admitidos pela aprendizagem e experiência. O homem-medida protagórico, do tema da realidade sensível, conduz-nos à formulação do problema em termos de julgamento e opinião, e a medida, que inicialmente é atribuída a cada indivíduo, para além de cada ser humano, é reputada a cada cidade.

O conhecimento em essência e a linguagem como referência: uma discussão sobre as bases filosóficas da educação

PID: S1982-596x2021000301213 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2021
Autores: Teixeira Junior
Resumo Trata-se de uma discussão teórica a respeito de bases filosóficas da educação, as filosofias realista e idealista, que vêm se desenvolvendo no decorrer da história e apresentam alguns pontos em comum, dentre os quais destaco dois: o essencialismo e o referencialismo. A primeira relacionada ao conhecimento; a segunda, à linguagem. Apresento e discuto esses pontos, a partir das compreensões sobre conhecimento e linguagem dessas filosofias. E, então, apresento a filosofia da linguagem que se desenvolve, principalmente, no fim do século XIX, como uma contraposição a essas concepções. Desse modo, discorro sobre o realismo e o idealismo, suas consequentes compreensões sobre como é adquirido o conhecimento e o lugar da linguagem em cada um destes fundamentos, e como esta passa a ser entendida com a virada linguística.

O ensino de filosofia para/com crianças: uma revisão sistemática da literatura

PID: S1982-596x2021000200719 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2021
Autores: Cunha Junior Freitas Ferreira
Resumo O presente estudo tem como objetivo identificar, na literatura existente, quais os estudos sobre filosofia para/com crianças que investigam sobre as experiências das crianças nessa prática. Por meio de uma Revisão Sistemática da Literatura (RSL), realizada em três etapas: planejamento, seleção e extração, em cinco bases de dados diferentes, encontramos trinta e três (33) pesquisas sobre o ensino de filosofia para crianças (Philosophy for Children), porém, apenas duas (2) pesquisas que abordam especificamente sobre as experiências das crianças com o ensino de filosofia. Por meio dessa Revisão, desejamos contribuir com as pesquisas sobre Filosofia para Crianças.

O estatuto da ideia de Filosofia Primeira na Fenomenologia de Husserl

PID: S1982-596x2021000200879 | Revista: Educação e Filosofia (1982-596x) | Año: 2021
Autores: Vieira
Resumo O objetivo do artigo que se segue é se dedicar a uma leitura e interpretação dos textos de Edmund Husserl que fazem uso do conceito de “Filosofia Primeira” para se referir em geral à fenomenologia e propor a tese de que a ideia de “primeira” surge de início na obra husserliana como uma privilegiada chave de demarcação do projeto fenomenológico em relação à hierarquia das ciências, e que ele traduz no final, com a evolução e o alargamento dos horizontes abertos por esse projeto, o duplo sentido da fenomenologia como “ciência de rigor” e como “filosofia”, e o esforço de elevar a fenomenologia pura ao estatuto de uma filosofia fenomenológica.
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