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Literatura pedagógica e escolarização da infância: os bons moldes de ensino da “caixa de utensílios”

PID: S1982-78062022000100039 | Revista: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Año: 2022
Autores: Fernandes
Resumo Falar de literatura pedagógica pressupõe considerar uma racionalidade orientada em saberes objetivados, que conquistaram sua excelência na e pela escrita. Essa literatura, no Brasil, se ligou ao modelo de formação docente da “caixa de utensílios”, vinculado à pedagogia moderna e introduzido em São Paulo, no final do século dezenove. Nessa linha de entendimento, objetiva-se refletir os modos de educar e ensinar da caixa de utensílios. Modelo esse difundido, em grande medida, por contribuição da Revista do Jardim da Infância (1896-1897), da Escola Normal Caetano de Campos. Sendo uma pesquisa histórica, a metodologia articula a análise de fontes documentais à historiografia. Como considerações finais, os modos de ensinar e educar são concebidos enquanto dispositivos de uma forma e um modo escolar de socialização da infância, de conformidade aos moldes da pedagogia do Kindergarten.

Livro escolar - adaptação e tradução no Portugal de Oitocentos: do ‘aprender pelo livro’ ao ‘mestre-livro’

PID: S1982-78062022000100025 | Revista: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Año: 2022
Autores: Magalhães
Resumo O livro está na base da cultura escolar. Ordena o conhecimento e a acção pedagógico-didáctica. É razão, representação e memória do educacional escolar. Na produção, na tradução e adaptação, na circulação e formas de acesso, na utilização e na apropriação, o livro escolar tem características distintivas do livro em geral. No decurso do século XVIII, enquadradas pela Ilustração e pela Revolução Ocidental, surgiram recomendações e orientações sobre o que deveria ser um livro escolar. Associado a novas práticas leitoras - aprender pelo livro e mestre-livro, o livro escolar foi ganhando configuração, autoria e propriedade editorial. Para final de Oitocentos, conjuntamente com o periódico e beneficiado de melhorias tipográficas, o livro escolar tornou-se um meio de aculturação de massas. Neste estudo, far-se-á referência a aspectos comuns e transversais, e a aspectos específicos do livro escolar, designadamente na composição, na disciplina leitora, no discurso, na autoria, na tradução, na adaptação, na circulação.

Livros de leituras ou manuais de civilidade como cultura material da escola maranhense para o ensino do ler e do vir-a-ser

PID: S1982-78062022000100026 | Revista: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Año: 2022
Autores: Castellanos
Resumo Neste artigo analisam-se pontos de contatos entre livros de leitura de autores maranhenses e manuais de civilidade não nacionais, no intuito de se alargar estes conceitos em ambas as direções, já que temas sustentados no controle e nas estratégias de imposição permitidos em lei derivam de armaduras conceituais conectadas à teia de significados construída por indivíduos/instituições em tempos específicos. Fundamenta-se a análise d’O livro do Povo de Antonio Marques Rodrigues e do Código de Bom Tom de J. I. Rouquette como fonte e objeto à luz dos pressupostos teórico-metodológicos da história cultural. Conclui-se que os livros de leitura de autores maranhenses podem ser apreciados como manuais de prescrições, visto que não só coabitam e concorrem pelo consumo escolar; como também criaram estratégias semelhantes à produção não nacional, marcando singularidades da cultura local sem perder de vista o controle de hábitos, condutas e comportamentos em nome de uma moralidade específica.

Livros escolares para a escola elementar italiana nos dois lados do Atlântico: o estudo do Libro d’appunti de Giovanni Soli (entre o final do século XIX e início do século XX)

PID: S1982-78062022000100029 | Revista: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Año: 2022
Autores: Panizzolo
Resumo Entre as últimas décadas do século XIX e início do XX foram criadas várias escolas italianas na cidade de São Paulo, mantidas pelas famílias dos alunos e contando com os subsídios em livros, materiais e dinheiro enviados pelo governo italiano. Este artigo tem como objetivo compreender as políticas educacionais, a produção, a circulação e a distribuição de livros escolares para a península e escolas italianas no exterior, contemplando os enviados como subsídio que circularam no Brasil nos primeiros anos do século XX. Ancorado nas contribuições da História da Educação e na História Cultural e tendo a análise documental como procedimento adotado, o presente texto toma como fonte privilegiada o Libro d’appunti de Giovanni Soli, relatórios sobre as escolas em São Paulo, além de leis, correspondências, relatórios de cônsules, ofícios, despachos, circulares ministeriais e anuário das escolas italianas. Os livros são considerados artefatos culturais que se situam na articulação entre as prescrições impostas pelos programas oficiais e os discursos singulares dos professores.

Língua inglesa nas Classes Integrais nos anos 1960: um estudo no Colégio Estadual do Paraná

PID: S1982-78062022000100066 | Revista: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Año: 2022
Autores: Bocca Corrêa
Resumo Este artigo tem por objetivo compreender as finalidades do ensino de língua inglesa no Colégio Estadual do Paraná, na década de 1960, quando estava em andamento um experimento que visava a renovação do ensino secundário, cujas turmas foram denominadas Classes Integrais. Com apoio teórico da História Cultural (CHARTIER, 2002) e do conceito de Cultura Escolar (JULIÁ, 2001), o estudo toma como fonte documental os Relatórios das Classes Integrais de 1960 a 1967. Os resultados apontam que estas Classes trouxeram novidades no ensino da Língua Inglesa, como: adoção de metodologias ativas, emprego de recursos didáticos diversificados, avaliação diferenciada, vocabulários e estruturas gramaticais eram tratadas em situações específicas e familiares aos alunos, prática das quatro habilidades (ler, escrever, falar, ouvir). No entanto, os objetivos gerais do ensino desta disciplina eram, além do domínio das estruturas básicas da língua, interpretar textos com a finalidade de se preparar para o curso superior ou profissionalizante.

Magistério Público no Brasil: remuneração e primeiros ensaios estatutários

PID: S1982-78062022000100059 | Revista: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Año: 2022
Autores: Machado
Resumo Este artigo discute a remuneração do magistério público no Brasil, identificada nas normas oficiais, considerando o período de 1759 a 1889. Trata-se de um ensaio de caráter documental e bibliográfico. Mostra que no período analisado não houve o reconhecimento da atividade docente com evidências que apontem para dignas condições salariais, principalmente para aqueles que se dedicavam às “primeiras letras”. Apesar disso, são apresentados elementos sugestivos de que nesse período tenham sido instituídas as primeiras normas estatutárias e de carreira para o magistério público regulado pelo Estado.

Manuais e livros de texto para os professores italianos da emigração no início do Novecentos

PID: S1982-78062022000100030 | Revista: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Año: 2022
Autores: D’Alessio
Resumo Na esteira dos primeiros resultados do estudo sobre a relação entre o alfabeto, a emigração e os professores, na circulação transnacional dos saberes e dos livros de leitura, um caminho muito promissor para a pesquisa histórico-educacional diz respeito às políticas migratórias do Estado italiano, especialmente nos primeiros vinte anos do século XX. A contribuição dedica um suplemento de atenção ao segmento de textos publicados para a preparação “muito especial” - política, cultural e educacional dos professores da emigração, em cursos abertos para a sua formação (D’ALESSIO, 2019). O artigo pretende tratar dos manuais específicos que lhes são dirigidos - dos quais o modelo é Il maestro degli emigranti de Cabrini (1912). Os textos e livros pretendiam preparar, com os conhecimentos e orientações necessárias, aqueles que deviam dar uma instrução adequada aos que se viam de saída, pretendiam favorecer o amadurecimento de uma cultura específica no campo da emigração, entre todos os professores da Itália.

Marchas e contramarchas da educação técnica durante o terceiro governo peronista (1973-1976)

PID: S1982-78062022000100038 | Revista: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Año: 2022
Autores: D'Ascanio
Resumo Este artigo reconstrói os altos e baixos da educação técnica nacional entre 1973 e 1976. São analisados os discursos e projetos de reforma do sistema educacional e as ações do Conselho Nacional de Educação Técnica (CONET). Desenvolve-se a hipótese de que, apesar da presidência do CONET ter estado a cargo do mesmo governante ao longo do período, dois momentos distintos podem ser observados. Durante o mandato de Taiana como Ministra da Educação, houve um interesse especial na articulação da educação e do trabalho, no desenvolvimento de inovações institucionais e na introdução de mudanças na estrutura curricular do nível técnico médio. Após a morte do Presidente Perón e a substituição deste governante, as preocupações de controle e disciplina centraram as atenções, limitando o âmbito dos projetos transformadores relacionados com a oferta educativa do CONET. A base empírica do texto é composta por documentação oficial e fontes jornalísticas.

Museu Pedagógico Nacional - Pedagogium, uma vitrine comercial (Rio de Janeiro, Brasil / 1890-1919)

PID: S1982-78062022000100016 | Revista: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Año: 2022
Autores: Silva
Resumo O Museu Pedagógico Nacional - Pedagogium foi fundado em 1890 e funcionou até 1919, na cidade do Rio de Janeiro. Estabelecido pelo Decreto nº 981, era função da instituição oferecer ao público e aos professores os meios de instrução profissional, a exposição dos melhores métodos e material de ensino inovador, disponibilizando formações de diferentes tipos. Sabe-se de uma parcela da história dessa instituição como centro de formação de professores, porém, além disso, a história dos museus pedagógicos está intimamente ligada às Exposições Universais, já que eles seriam centros difusores de tecnologias educacionais; não raro, museus pedagógicos poderiam ser formados a partir do que era apresentado em exposições. Esta publicação tem por objetivo apresentar variadas facetas entre o Pedagogium e suas relações com feiras universais, comerciais e museus, bem como compreender e analisar a constituição do acervo do Pedagogium, levando em conta as suas afinidades com o comércio e a indústria.

Museu e Biblioteca Pedagógicos: um grande gabinete experimental de ciência popular (Montevidéu / Uruguai, 1889...)

PID: S1982-78062022000100015 | Revista: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Año: 2022
Autores: Silva Scagliola
Resumo O Museu Pedagógico do Uruguai foi fundado em Montevidéu em 1889, formando par com a Biblioteca Pedagógica num projeto que buscou interlocução internacional. Agregou em suas funções uma espécie de formação prática de professores primários com laboratórios e instrumentos que permitissem ensaios de práticas, divulgação de ideias pedagógicas e exposição de artefatos que ajudassem a construir socialmente um modelo ideal de escola, bem como apoiava sua comercialização. Alberto Gómez Ruano (1858-1923), seu primeiro diretor, teria tido atuação fundamental na criação dos Institutos Nacionales: Museo y Archivo Histórico Municipal, do Servicio Meteorológico de Uruguay e da Biblioteca y Museo Pedagógicos, um aparato estatal com base científica e modernizadora. A exemplo de congêneres, este museu funcionou como canal de conexão com outros países, promovendo troca de peças para os acervos, de informações sobre gerenciamento e organização, visitas, arranjos para a exposição e comercialização de artefatos.

Museus Pedagógicos: diálogos ibero-americanos

PID: S1982-78062022000100011 | Revista: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Año: 2022
Autores: Silva
Resumo Com o presente Dossiê vislumbramos explorar vínculos entre diferentes Museus Pedagógicos estabelecidos na América e na Europa nos anos finais do século XIX e em princípios do XX, além de destacar particularidades destas instituições que não tiveram somente os modelos francês e espanhol como referência, mas também, agregaram elementos resultantes de parcerias e diálogos. Assim reunimos estudos que comtemplam o Museu Pedagógico Nacional da Espanha fundado em 1882 na cidade de Madri (abordado por Pedro Luis Moreno Martínez); o Museu Pedagógico de Portugal criado em 1883 na cidade de Lisboa em Portugal (por Maria João Mogarro); o Museu Pedagógico da Argentina criado em 1888 na cidade de Buenos Aires (por María Cristina Linares); o Museo Pedagógico do Uruguai criado em 1889 na cidade de Montevideo (por Vera Gaspar e Gabriel Scagliola) e o Museu Pedagógico Nacional do Brasil criado em 1890 no Rio de Janeiro (por Camila Marchi da Silva).

Método intuitivo na instrução pública paranaense: diálogos com a Revista A Escola (1906-1910)

PID: S1982-78062022000100052 | Revista: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Año: 2022
Autores: Honorato Silva
Resumo Neste artigo, discorre-se sobre a presença do Método Intuitivo na Instrução Pública Paranaense divulgada pela Revista A Escola (1906-1910). Para tanto, foram usadas as edições da Revista A Escola: Revista do Gremio dos Professores Publicos do Paraná. As premissas do texto estão ancoradas nas discussões respaldadas em autores que pesquisam sobre o Método Intuitivo, como Valdemarin (2004) e Schelbauer (2003), e em autores que pesquisam a imprensa pedagógica, como Catani (1996), Carvalho (1998), Bastos (2002) e Rodrigues e Biccas (2015). A questão fundamental foi identificar e analisar as discussões feitas pelos colaboradores da Revista A Escola (1906-1910) acerca do Método Intuitivo. Como resultado, pôde-se considerar que o Método Intuitivo teve espaços nas políticas para a Instrução Pública Paranaense e que os colaboradores da Revista A Escola usaram dessa imprensa para disseminar as ações que estavam sendo feitas, conectadas com a concepção de escola moderna para a época.

Novos olhares para a pesquisa em história da educação: análise da frequência de termos na revista The New Era via uso do software ATLAS.Ti

PID: S1982-78062022000100067 | Revista: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Año: 2022
Autores: Monção
Resumo O artigo tem como objetivo analisar a frequência absoluta de termos referentes as etapas de escolarização presentes na revista The New Era, órgão oficial em língua inglesa, da New Education Fellowship, publicadas entre 1920 e 1930. As discussões teóricas e metodológicas apoiam-se na intersecção das proposições oriundas da História Digital e da História da Educação. Como resultado, pode-se observar que o termo mais frequente na revista foi nursery school e que reflete o período das discussões sociais e educativas em curso no contexto britânico no período analisado. Por fim, frente à abordagem teórica e metodológica acionada no artigo, é possível pensar sobre a importância da constituição de uma História Digital da Educação como braço epistêmico que oportunize ao campo avanços nas discussões e análises de acervos digitais e digitalizados.

O Colégio Santa Cruz como laboratório: a perspectiva de Yvon Lafrance (1959-1962)

PID: S1982-78062022000100020 | Revista: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Año: 2022
Autores: Gonçalves
Resumo Durante a década de 1950, sob o vaticínio do Ministério da Educação brasileiro, grupos específicos de educadores, fundamentados em pedagogias renovadas, promoveram, em escolas públicas e particulares, uma cruzada a favor do que entendiam ser inovação. Chegavam ao Brasil as classes experimentais, assim definidas por inspiração ao modelo das classes nouvelles francesas. A pesquisa examinou o projeto do intelectual canadense Yvon Lafrance, realizado no colégio Santa Cruz, em São Paulo, entre 1959 e 1962. Lafrance elaborou um relatório que, em seu preâmbulo, sistematizou convicções filosóficas e pedagógicas, objeto central do exame deste artigo, que considerou a dinâmica História-Instituições-Intelectuais-Contexto, com ênfase nas proposições conceituais, derivadas do conteúdo do documento. Resulta da análise, a tese sobre uma experiência pedagógica que articulou pressupostos de um catolicismo revisto sob as bases neotomistas, aliado às intenções de modernizar o campo da didática, num contexto de reordenamento de forças e luta cultural.

O Museo Pedagógico Nacional e a renovação educativa na Espanha (1882-1941)

PID: S1982-78062022000100012 | Revista: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Año: 2022
Autores: Martínez
Resumo O Museo Pedagógico Nacional, fundado em 1882 em Madri, inicialmente com o nome de Museo de Instrucción Primaria, foi criado a partir de uma proposta da Institución Libre de Enseñanza como parte do seu projeto pedagógico e político. Visava a modernização e a transformação social do país. A iniciativa estava vinculada à necessidade de fomentar as reformas necessárias para melhorar as condições do ensino primário, tendo como referência a experiência museal internacional. O Museo, tal como foi concebido pelo seu primeiro diretor, Manuel Bartolomé Cossío (1857-1935), deveria ser a porta pela qual seriam introduzidos na Espanha os avanços já verificados em outros países em relação ao ensino primário. As suas principais linhas de atuação estavam direcionadas à formação docente, à reforma do mobiliário escolar e do material para o ensino. Propunha-se, também, converter-se no centro de informação, estudo, renovação e difusão pedagógica mais importante do país naquele período.

O Museu Pedagógico Municipal de Lisboa (Portugal, 1883-1933): Percurso e significado de uma instituição renovadora

PID: S1982-78062022000100013 | Revista: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Año: 2022
Autores: Mogarro
Resumo O Museu Pedagógico Municipal de Lisboa foi inaugurado em 1 de julho de 1883, inscrevendo-se num movimento internacional de afirmação de instituições semelhantes. Adolfo Coelho dirigiu o Museu e teve um papel fundamental na sua organização; ele concebeu a sua estrutura e selecionou e comprou os seus materiais e livros. O Museu Pedagógico Municipal de Lisboa, a partir de 1892 designado Museu Pedagógico de Lisboa, ilustrava bem as conceções pedagógicas e as orientações para uma renovação do ensino que marcavam o discurso pedagógico da época. Ele integrava-se na corrente internacional da moderna pedagogia, que considerava os museus pedagógicos como dispositivos fundamentais para o estudo da educação e do ensino e para a formação profissional dos professores. A reconstituição da sua biblioteca confirma o lugar do Museu na rede transnacional de circulação das ideias, nela se encontrando obras de autores de referência da pedagogia mundial, publicadas em diversas línguas.

O Museu Pedagógico da Argentina: nascimento e vicissitudes de uma instituição renovadora (1883-1940)

PID: S1982-78062022000100014 | Revista: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Año: 2022
Autores: Linares
Resumo Os museus pedagógicos surgiram a partir de meados do século XIX acompanhando a formação de professores e a construção dos sistemas educacionais nacionais. Eram centros que incluíam uma biblioteca com obras pedagógicas, legislação e outros tipos de documentos, bem como mobiliário escolar e acervos de material didático. Eles subscreveram a circulação de ideias, práticas e materiais escolares. Tiveram um caráter prospectivo e instituidor das novas metodologias, ferramentas, política e estrutura escolar, e a intenção expressa de construção de identidades nacionais. Na Argentina, a iniciativa de criar um museu pedagógico no âmbito do Conselho Nacional de Educação, o Museu Nacional da Escola, anexo à biblioteca e voltado para o ensino fundamental, foi entendido como um motor de renovação político-pedagógica e material da educação. O museu foi um dos mecanismos do Estado dentro do sistema educacional para levar gradualmente a sociedade a um nível de “civilização”.

O Processo de federalização da Escola de Farmácia e a criação da Universidade Federal de Ouro Preto (Minas Gerais, Brasil)

PID: S1982-78062022000100044 | Revista: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Año: 2022
Autores: Paula
Resumo Discorrer acerca da criação da Universidade Federal de Ouro Preto (1969) e analisar o papel da Escola de Farmácia nesse processo é o intuito deste artigo. Através de pesquisa bibliográfica e de ampla investigação documental realizada no Arquivo Histórico da instituição corrobora-se que o curso farmacêutico de Ouro Preto além de ser pioneiro e de se manter perene na cidade de Ouro Preto desde o século XIX, também exerceu papel primordial na criação da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), sendo um centro de referência e expansão educacional na região antes mesmo do seu processo de federalização e mesmo após a sua incorporação à UFOP.

O binômio “Segurança e Desenvolvimento”: propaganda, controle social e educação superior durante a ditadura militar no Brasil (1964-1988)

PID: S1982-78062022000100070 | Revista: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Año: 2022
Autores: Mansan
Resumo O binômio segurança e desenvolvimento, em boa parte através da influência da Escola Superior de Guerra, constituiu um dos fundamentos ideológicos da ditadura implantada no Brasil a partir do golpe de 1964. A disseminação daquela ideia ocorreu, dentre outros meios, através da propaganda, um dos principais elementos do sistema de controle social configurado após a deposição do presidente Goulart. A educação superior possuía importância estratégica para o grupo então no poder. A análise das funções cumpridas por aquele binômio nos processos de propaganda voltados para a educação superior permite compreender um pouco melhor tanto o funcionamento daquele meio de controle social quanto as diretrizes ideológicas que fundamentavam aquele regime autoritário.

O reposicionamento político do Barão de Abiahy nos debates educacionais do fim do Império e início da República

PID: S1982-78062022000100051 | Revista: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Año: 2022
Autores: Costa Costa
Resumo Este artigo demonstra como Silvino Elvídio Carneiro da Cunha - o barão do Abiahy, figura atuante da elite política na Paraíba e representante do partido conservador, permaneceu monarquista até as vésperas da proclamação republicana, aderindo ao novo regime estabelecido e ajustando seu discurso envolvendo as reformas educacionais para continuar em condições de controle político. Com a República, alguns sujeitos do final do século XIX reposicionaram suas ideias sobre elementos centrais da instrução. Estas discussões, como parte das concorrências políticas, encontravam-se, sobretudo, nos jornais e nos relatórios presidenciais. Percebe-se uma concepção adesista e liberal em vários momentos como: defesa da instrução para os ingênuos, ideário do Ensino Livre e criação de aulas noturnas para o público adulto trabalhador. Assim, constata-se o caráter adesista na atuação do barão de Abiahy, que representava a redefinição do jogo político em período caracterizado pela coexistência de posicionamentos diante do ordenamento educacional, político e social.
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