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“Na luta pela vida, uteis a si e á Pátria”: perfil biográfico-profissional do Professor Benjamin Flores

PID: S1982-78062019000300621 | Revista: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Año: 2019
Autores: Ribeiro Silva
Resumo Benjamin Flores (1872-1950) se empenhou em promover condições de existência e trabalho à sociedade de Belo Horizonte na primeira metade do século XX. Suas iniciativas incluem uma escola profissional para mulheres, quando a urbe se abria a uma atuação e produção social feminina maior na esfera pública. Tal ação pode ser vista como à frente de seu tempo, maturada num processo de autoconscientização de sua realidade social. Esse artigo incide na atuação profissional de Flores para reconhecer, em sua conduta, antecedentes de seu projeto educacional, com base em cartas, jornais e escrituração escolar, entrevistas e fotografias, fontes lidas com um olhar de intenção histórico-dialética para ver continuidades e permanências, convergências e contradições, coerência e fragmentação. Os resultados apontam como homem de sensibilidade quanto às demandas sociais que buscou atuar em instâncias variadas como agente público e, sobretudo, como professor que entendeu o ensino em suas várias facetas.

“Una impronta di italianitá”: os livros didáticos para as escolas étnicas italianas no Brasil entre o liberalismo e o fascismo

PID: S1982-78062019000200329 | Revista: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Año: 2019
Autores: Barausse
RESUMO Este artigo pretende investigar o processo histórico das políticas de produção dos livros escolares adotadas pela classe dirigente italiana para as escolas no exterior a fim de oferecer uma contribuição para o entendimento das dinâmicas e complexas ações que têm caracterizado e acompanhado o desenvolvimento da escolarização e dos processos culturais e formativos, sobretudo identitários, dos colonos italianos no Brasil, entre a segunda metade do século XIX e a fim dos anos 30, do século XX. Os livros didáticos foram, desde o começo da experiência da unificação italiana, um instrumento fundamental para as classes dirigentes italianas que tinham por finalidade modernizar e, sobretudo, homogeneizar e uniformizar o ensino nas escolas em sentido nacional. No curso das décadas seguintes, a produção e a circulação dos livros didáticos aumentaram significativamente também em relação ao desenvolvimento das publicações escolares. A questão assumiu uma grande importância também quando os governos italianos promoveram uma nova política de expansão colonial e de emigração de massa para o exterior. Após a aprovação da lei com a qual o governo Crispi, no ano 1889, instituiu o sistema das escolas italianas coloniais e subsidiadas, se colocou o problema de quais livros didáticos introduzir nos países que recebiam emigrantes italianos e quais características os mesmos deveriam ter. O artigo enfatiza o processo de continuidade e descontinuidade das políticas e da produção de libros didáticos introduzidos nas escolas italianas no exterior e no Brasil, em específico até a ascensão do fascismo para fomentar diferentes ideias de italianidade.

"Na Grande Pátria, Nossa Tão Amada, o Culto que lhe Devemos": o Ensino de História no Grupo Escolar Barão de Mipibu - RN (1909-1920)

PID: S1982-78062018000200515 | Revista: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Año: 2018
Autores: CRUZ STAMATTO
Resumo O presente trabalho tem por objeto de pesquisa o ensino de História no Grupo Escolar Barão de Mipibu - RN de 1909 a 1920. O seu objetivo é discutir como essa disciplina tornou-se elemento colaborador na formação do imaginário social republicano. As fontes analisadas na pesquisa foram Diários de Classe e o livro didático de História da instituição. O estudo se encontra inserido na História da Educação. Como aporte teórico foi utilizado as contribuições de Carvalho (1990) sobre a formação do imaginário social na República brasileira e Chervel (1990) acerca da História das disciplinas escolares. O trabalho possibilitou a compreensão da organização da disciplina História no Brasil ao longo dos tempos e de forma particular como via de contribuição da formação do cidadão brasileiro no início da República.

A presidência de província e a instrução pública como fatores de ampliação do espaço público no Império brasileiro 1 Este artigo resulta das pesquisas que vimos realizando, no âmbito da História da Educação, com vistas a compreender as relações estabelecidas entre a administração provincial e o governo da Corte, em especial, a circulação geográfica dos presidentes de província e suas implicações na administração da instrução pública. Projetos de pesquisa: “Política e educação na Província de Minas Gerais: implicações da alta rotatividade no cargo de presidente na formulação das políticas de instrução pública primária (1850-1889)”- Edital Demanda Universal 01/2014 - FAPEMIG e Edital FAPEMIG 03/2016 (BIPDT); “O Império das Minas Gerais: relações entre política, poder, educação e cultura na administração dos negócios da província (1834-1889) – Edital Universal MCTI/CNPq nº 01/2016; Subprojeto de pesquisa: Espaço público e educação no Brasil Imperial: a trajetória política de Herculano Ferreira Penna (1811- 1867), Edital FAPEMIG 03/2017 (BIPDT). Os projetos fazem parte do Acordo Interinstitucional vinculado ao Programa do Pensar a Educação Pensar o Brasil (UFMG).

PID: S1982-78062018000300627 | Revista: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Año: 2018
Autores: NOGUEIRA PAULA
Resumo O objetivo deste artigo é apresentar uma discussão acerca da atuação dos presidentes de província, integrantes da elite política nacional que, após a Independência, se tornou um dos grupos responsáveis pela manutenção da unidade e garantia da estabilidade política do Estado imperial. Diferentemente das ex-colônias espanholas, que deram origem a vários estados republicanos, no Brasil adotou-se o regime monárquico, com governo civil estável, que centralizou todas as decisões nas mãos do Imperador, inclusive a nomeação para o cargo de presidente de províncias. O foco é na atuação de Herculano Ferreira Penna (1811-1867), político que administrou mais províncias no Estado imperial e no tratamento que ele conferiu à instrução pública nas províncias por onde passou. Entendemos que, além das armas e da política, a escolarização da população foi uma estratégia fundamental na construção dos Estados e que, também, contribuiu para a ampliação do espaço público, no Brasil.

A trajetória histórico-normativa das políticas curriculares de graduação tecnológica no Brasil: cursos superiores de tecnologia (LDB 4024/61 a 9394/96) 1 Artigo vinculado à projeto de pesquisa apoiado pela Fapesp (Processo 2011/08456-8) e ao desenvolvimento de estágio de pós-doutorado na Universidade Federal de Uberlândia.

PID: S1982-78062018000300821 | Revista: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Año: 2018
Autores: Silva Inácio Filho
Resumo: Este artigo aborda a trajetória histórico-normativa das políticas curriculares dos cursos de graduação tecnológica no contexto da legislação federal. Articula-se ao contínuo das pesquisas de doutorado; Pesquisa FAPESP (2011/0845608) concernentes às políticas de educação tecnológica no Estado de São Paulo; reportando-se também à atual Pesquisa de Pós Doutorado em Educação (História da Educação) que versa sobre as políticas públicas da educação profissional e tecnológica no Brasil. Sob bases metodológicas da pesquisa qualitativa em educação a análise abrange a pesquisa bibliográfica e a documental. Nesse espaço textual, contemplou-se, prioritariamente, a pesquisa documental. Focaliza a análise da legislação federal da: I) primeira Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) 4.024/61 e legislação complementar do extinto Conselho Federal de Educação (CFE); II) da vigente LDB 9394/96; Pareceres e Resoluções do atual Conselho Nacional de Educação (CNE).À luz de uma abordagem descritivo-analítica e de interpretação legislativa visou-se, aqui, referenciar as normatizações de Pareceres e Resoluções expedidos pelo CNE. Priorizou-se o estudo do Parecer CNE/CEB 29/2002, pois esse documento contempla o histórico da educação tecnológica no Brasil. A título de considerações preliminares, cabe enfatizar a relevância do Estado de São Paulo, prioritariamente pelas orientações normativas do CEE/SP e do Centro Paula Souza (CPS), na inovação e oferecimento de educação profissional e tecnológica pública no Brasil. Entretanto, constam ainda demandas urgentes quanto ao reconhecimento das peculiaridades dos cursos superiores de graduação tecnológica; bem ainda quanto à necessidade de um vigoroso planejamento participativo e diagnóstico a fim de identificar as especificidades do desenvolvimento nacional e a correlata formulação de políticas curriculares para a educação profissional tecnológica pública.

Os confins paulistas na Revolução Constitucionalista de 1932: uma análise do bandeirantismo na região da Alta Araraquarense 1 Artigo resultante de pesquisa financiada pelo Cnpq e pela Fapemig, a partir das discussões ocorridas no âmbito do Grupo de Pesquisas História da Educação e História Regional.

PID: S1982-78062018000300837 | Revista: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Año: 2018
Autores: CAMPOS
Resumo O artigo discute a reconstrução sucedida nas primeiras décadas do século XX, na região Noroeste Paulista, também conhecida como Alta Araraquarense, da mitologia em torno da figura do bandeirante. Parte das pesquisas realizadas pelo geógrafo Pierre Monbeig e pela socióloga Maria Isaura Pereira de Queiroz para tratar, por intermédio da análise da imprensa local, da ressignificação de antigas simbologias bandeirantes naquelas plagas, num período de franca expansão territorial e capitalista. Apresenta informações sobre os usos dados às instituições escolares ao longo da Revolução Constitucionalista de 1932, ápice do que se convencionou nomear como epopea bandeirante, além de discutir algumas práticas e representações dos sujeitos escolares envolvidos no conflito.

A Educação na Constituinte do Estado de Minas Gerais (Brasil) - 1947

PID: S1982-78062018000300734 | Revista: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Año: 2018
Autores: CURY
Resumo Este texto visa verificar o processo de tramitação do direito à educação na Constituinte do Estado de Minas Gerais - Brasil no ano de 1947. O Brasil, país federativo, atribuía aos Estados o respeito às diretrizes e bases da educação nacional e a capacidade de desenvolvimento de seus sistemas de ensino em suas Constituições. Ao mesmo tempo, a Constituição determinava que os Estados deveriam elaborar suas Constituições devido à sua autonomia e à descentralização de competências no campo da educação. Este estudo se insere dentro de pesquisas e estudos interessados na relação entre processos parlamentares e educação. O estudo das fontes evidenciou que a Constituinte Mineira de 1947 se desincumbiu do dever posto na Constituição Federal. Busca-se tanto apontar o texto final como o processo que o constituiu. As fontes documentais foram a matéria-prima de consulta nos Anais da Assembleia Constituinte na biblioteca e arquivos da Assembleia Legislativa Estadual de Minas Gerais e no Arquivo Público Mineiro. Bibliotecas de universidades e do setor público também foram investigadas. O capítulo próprio da educação ganharia um desenho mais detalhado por meio de leis infraconstitucionais.

A Língua Espanhola e a Educação Militar no Brasil (1905-1920)

PID: S1982-78062018000300716 | Revista: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Año: 2018
Autores: GUIMARÃES SOUZA
Resumo Este estudo é o resultado da investigação do processo de institucionalização do ensino de espanhol na educação militar brasileira, de 1905 a 1920, buscando delinear as finalidades políticas e culturais. O objetivo foi investigar as justificativas para a entrada do espanhol no ensino militar, no período de 1905, quando o idioma foi inserido oficialmente no currículo militar, mediante Decreto nº 5.698 e, finalizou em 1920, após reformularem os regulamentos militares e o ensino de espanhol deixar de ser oferecido no âmbito militar. Para tanto, foram utilizados a legislação educacional e textos jornalísticos, bem como pressupostos teóricos da história das disciplinas escolares.

A cidadania na Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos: publicações entre 1995 e 2013

PID: S1982-78062018000100232 | Revista: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Año: 2018
Autores: Oliveira Corsetti
Resumo O tema da cidadania é constantemente utilizado em políticas educacionais e documentos institucionais. O presente trabalho insere-se em uma pesquisa maior, a qual analisa textos publicados na Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos entre 1944 e 2013. Este estudo dedica-se especificamente ao período compreendido entre 1995 e 2013, fase em que houve maior número de publicações sobre o tema. Objetiva-se compreender a trajetória histórica do conceito de cidadania presente nas publicações da referida revista. Verificou-se que, a partir de 1995, houve aumento substancial no número de publicações sobre o tema. Tais publicações foram marcadas, também, pela variedade de concepções sobre cidadania e sua relação com diferentes áreas do conhecimento.

A educação em nível primário da professora Isabel Doraci Cardoso (1940-1944): uma história da educação vista de baixo

PID: S1982-78062018000200309 | Revista: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Año: 2018
Autores: BARRETO
Resumo Em Sergipe, as Escolas Isoladas eram instituições escolares onde a maioria dos sertanejos sergipanos cursava a educação primária. A professora Isabel Doraci Cardoso (86 anos), representando bem a tradição interiorana, fez o seu curso primário entre o final dos anos de 1930 e meados de 1940 nesse tipo de escola. Este trabalho - com base no conceito de experiência de Edward Palmer Thompson (1981), na noção de cultura escolar de Dominique Julia (2001) e a partir de uma abordagem da história vista de baixo, de Jim Sharpe (1992) - propõe-se tratar sobre o processo de formação escolar da referida professora, estabelecendo as fronteiras entre as condições materiais e educacionais experienciadas e reveladas por sua narrativa, que se constituiu fonte e objeto de análise. Os dados revelam, em termos conclusivos, que esse tipo de narrativa contribui para o entendimento de uma pluralidade de circunstâncias que configuram e colaboram com a escrita da história.

A educação no espaço público: a pedagogia cívica dos jornais mineiros no período regencial

PID: S1982-78062018000300604 | Revista: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Año: 2018
Autores: GOMES FARIA FILHO MESQUITA
Resumo O artigo tem por objetivo evidenciar, a partir de jornais, o uso do espaço público pelas associações mineiras do período regencial na configuração de um plano de educação, tendo em vista a pedagogia cívica de disciplinar, instruir, civilizar e moralizar. Seus projetos educativos são entendidos como projetos políticos-culturais, definidos na relação com dois fenômenos que estão entrelaçados e são complementares, contudo, distintos: a difusão das Luzes e a configuração de uma esfera pública de poder.

Alfabetizadoras da EJA: entre Memórias, Saberes e Viveres (1940-1960)

PID: S1982-78062018000200546 | Revista: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Año: 2018
Autores: MELLO SANTOS
Resumo Este trabalho apresenta parte da pesquisa História, Memória e Vivências: A EJA no Norte de Minas Gerais 1940-1960, investigando a historiografia local, reconstituindo a história e memória dos saberes e práticas de professoras. Procurou-se compreender como procediam na alfabetização dos adultos, considerando as dificuldades daquela realidade para o saber sobre sua profissão. Situado no campo da Educação de Jovens e Adultos, focado na história oral temática. Os resultados da pesquisa apontam o modo como as trajetórias dessas educadoras foram construídas, marcadas pela coibição política e pedagógica em uma época em que o sertão do Norte de Minas Gerais era considerado uma região de "resistência habitual ao analfabetismo". A presente pesquisa conduziu à percepção de que as professoras alfabetizadoras não somente criaram alternativas de trabalho ou mesmo aprenderam com suas próprias experiências, mas, se inscreveram em uma tradição, resgatando laços com a EJA, como tributárias, continuadoras e recriadoras de uma tradição.

Aspectos de trajetórias de professoras rurais no Paraná (1957-1979)

PID: S1982-78062018000200365 | Revista: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Año: 2018
Autores: CORRÊA
Resumo A proposta deste artigo é analisar aspectos da trajetória de professoras que atuaram em escolas primárias na zona rural, no município de Bocaiúva do Sul, no Estado do Paraná, entre os anos de 1957 e 1979. Os dados a serem trazidos neste trabalho resultam de levantamento feito junto ao Departamento de Educação da prefeitura desse município, como também de depoimentos orais obtidos por meio de entrevistas, além de documentos, como legislação, histórico escolar e portaria de admissão ao serviço público. Os resultados mostram a incipiente formação inicial dessas professoras e a gradativa formação profissional em curso normal regional. Também revelam aspectos concernentes às práticas pedagógicas desenvolvidas pelas mestras em salas de aula com turmas multisseriadas e às condições de trabalho dessas professoras, que exerciam múltiplas funções, além de garantir, em certos casos, material de escrita para o alunado.

Atos fundantes da Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro: entre o ideal e o concretizado (1953-1960)

PID: S1982-78062018000200567 | Revista: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Año: 2018
Autores: LOPES SOUZA
Resumo O texto apresenta a trajetória inicial da Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro em Uberaba-MG, no período entre 1953 e 1960. Foi o primeiro curso de Medicina da região, contribuindo para o desenvolvimento do seu campo médico. Até o advento de sua criação, os aspirantes a esse curso só podiam frequentá-lo nas capitais, especialmente no Rio de Janeiro. O grupo que participou do processo de implantação dessa instituição era composto por médicos da cidade, advogado e deputado federal e a maior parte do seu corpo docente foi indicada por mestres das Escolas de Medicina das capitais do sudeste. Os egressos do curso eram originários de cidades do interior e da capital mineiras, além de São Paulo e Goiás. O seu processo de federalização decorreu da ação política de seus administradores buscando viabilizar a manutenção da instituição que não conseguia ser viabilizada apenas com as anuidades dos alunos e subsídios governamentais.

Conferência Curricular Nigéria 1969: uma abordagem prática para a emancipação educativa

PID: S1982-78062018000200479 | Revista: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Año: 2018
Autores: AKANBI ABIOLU
Resumo Após a Nigéria conseguir sua independência em 1 de outubro, 1960, o consenso geral era que havia a necessidade da emancipação educative por meio da descolonização dos conteúdos acadêmicos de educação; para tornar a educação relevante às necessidades do indivíduo e da sociedade em geral. Isso levou à organização da Conferência Curricular de 1969 que teve efeitos extensos nos conteúdos curriculares, propósitos, metas e objetivos de educação na Nigéria. No entanto, o que se obtêm no setor de educação hoje faz parecer que não havia planejamento inicial adequado para emancipação educacional. Este artigo, portanto, foca na Conferência Curricular de 1969 da Nigéria (CC) como uma abordagem prática para a emancipação educativa na Nigéria. Na estrutura conceitual da globalização da educação, a observação de Cookey (1972: xxv) durante a conferencia que, “educação então tende a produzir crianças que podem ler e escrever e passar exames e que as qualificam para emprego apenas como escriturários” foi uma importante razão para a conferência e ainda é relevante hoje em dia como uma questão principal de discussão nos resultados da nossa educação. Este é um estudo histórico; ele, portanto, emprega o método histórico de coleta de informações e fatos necessários tanto por fontes primárias quanto secundárias. Como o estudo recomenda inclusive que há uma necessidade por total revisão das políticas e filosofia educacionais da Nigéria, é esperado que a pesquisa possa sensibilizar todas as partes interessadas na Nigéria em enfatizar a importância de prover um currículo de educação funcional relevante às necessidades dos indivíduos e da sociedade em geral.

Currículo e Educação Física: uma análise do documento de Minas Gerais de 1978

PID: S1982-78062018000300763 | Revista: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Año: 2018
Autores: VARGAS CUNHA JUNIOR
Resumo Em meados da década de 1980, emergiu no campo da Educação Física (EF) o conhecido Movimento Renovador. Trata-se de um período fortemente marcado pela influência das teorizações críticas sobre a área, seus professores e suas produções, bem como sobre a elaboração de documentos curriculares. Tendo encontrado potencialização a partir do período de reabertura política do Brasil, ao fim da ditadura militar, o referido movimento tem sido considerado pelos estudiosos da área como um momento de ruptura de paradigma, ou seja, a EF passou a não mais se pautar pela prática exclusiva de desenvolvimento da Aptidão Física no interior escolar. O presente trabalho objetivou analisar o documento curricular de EF escolar de Minas Gerais, publicado em 1978 pela Secretaria de Estado da Educação de Minas Gerais. Por meio de uma abordagem qualitativa de análise de conteúdo, verificamos a sólida presença das teorizações tradicionais de currículo em seu interior, mas destacamos, entretanto, rudimentos do debate crítico que inspirou o movimento citado. Na estrutura, apresentamos a descrição metodológica da investigação, uma síntese das teorizações curriculares e a contextualização da Educação e da EF na década de 1970 no Brasil. A análise é inspirada em referenciais teóricos consagrados na Educação e na EF. Por fim, sustentamos que o documento mineiro, no auge do governo militar, apresentava indícios de uma tensão, a qual já procurava caminhos mais críticos para a EF nas escolas.

Diálogos entre autor e professor: uma leitura da “Arithmetica Elucidativa” de Nelson Benjamim Monção

PID: S1982-78062018000100116 | Revista: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Año: 2018
Autores: Dassie
Resumo Atualmente diferentes orientações aos professores sobre o livro didático são elaboradas e publicadas separadamente sob a denominação de manual do professor. No entanto, antes da confecção desse impresso, na década de 1960, é possível encontrar ao longo do livro didático no Brasil orientações destinadas aos docentes. Nessa perspectiva, este artigo tem por objetivo analisar o livro Arithmetica Elucidativa, de Nelson Benjamim Monção, com primeira edição datada em 1923. Consideramos que este livro foi originalmente destinado aos professores, e posteriormente também aos alunos. Mesmo com essa ampliação do destinatário, a leitura dos elementos paratextuais nos leva a um conjunto de orientações de naturezas distintas, utilizadas como estratégias para a constituição de diálogos entre autor e professor.

Educar ou instruir? Narrativas anarcossindicalistas nos primeiros anos da República Portuguesa: Revista Lumen (Lisboa, 1911-1913)

PID: S1982-78062018000100213 | Revista: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Año: 2018
Autores: Barreira
Resumo Este artigo focaliza as ações de um grupo de intelectuais portugueses no início do século XX que se apresentava como anarcossindicalista. Autodenominado Grupo Lumen, suas ações visavam à formação do ser social. Dentre tais ações, o texto destaca a criação de uma revista, intitulada Lumen, por meio da qual o Grupo publicou suas teses sobre o educar e o instruir, tendo como referência as experiências da Escola Oficina Nº 1 de Lisboa e da Escola Moderna de Ferrer y Guardia, em Barcelona. A perspectiva de análise adotada pelo autor situa a imprensa no terreno da história social, no âmbito do qual ela é concebida como um conjunto de práticas constitutivas do social. Por meio da imprensa, o Grupo Lumen propôs um programa de instrução laica, científica e livre como condição necessária à criação de uma sociedade ácrata.

Educação e Espaço Público na experiência histórica recente do Chile: o caso da transformação neoliberal e autoritária do sistema educacional durante a Ditadura Militar (1973-1990)

PID: S1982-78062018000300691 | Revista: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Año: 2018
Autores: GARRIDO
Resumo Este artigo tem como objetivo analisar algumas transformações sofridas pelo sistema educacional chileno durante a Ditadura Militar (1973-1990), na perspectiva da mutação do papel desempenhado pelo Estado no campo educacional. Para atingir este objetivo, seguem-se os seguintes passos: num primeiro momento, é caracterizado o sistema educacional chileno em vigor até 1973. Em um segundo momento, são analisadas algumas Políticas Públicas Educacionais de orientação neoliberal desenhadas e implementadas pela equipe econômica da Ditadura Militar. Finalmente, são propostas conclusões sobre os impactos das ações desenvolvidas pela Ditadura Militar sobre o sistema educacional e o corpo docente, destacando um questionamento sobre a modificação do entendimento oficial da educação no espaço público.

Educação em nível secundário de moças de Natal e de Coimbra (1941-1948)

PID: S1982-78062018000200328 | Revista: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Año: 2018
Autores: ARAÚJO VIEIRA
Resumo No ano de 1941, as jovens Petronila da Silva Neri e Maria Isabel Dinis Pedroso de Lima Gonçalves Neves ingressaram no curso secundário do Ateneu Norte Riograndense (NatalBrasil) e no ensino liceal do Liceu Nacional Infanta D. Maria (Coimbra-Portugal). O trabalho, no que concerne à análise do corpus documental, fundamentou-se no entendimento de formação escolar e de autoformação feminina, de Pierré Dominicé (2014), com o objetivo de refletir sobre as dimensões formativas e autoformativas dessas jovens nos correspondentes cursos secundário e liceal, de 1941 a 1948. Em termos de conclusão, a análise histórica a que se procedeu revela que a formação escolar completa e uniforme e igualmente a autoformação das estudantes Petronila da Silva Neri e Maria Isabel Neves foram análogas às interações intergeracionais e às interações intrageracionais, planificadas por legislação especifica, normatizações e programa de estudo em razão de propósitos formativos universalizáveis e em face de uma “unidade geracional” dessa juventude estudantil.
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