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Perspectivas de Ivan Illich sobre a educação na prática: de projetos educacionais contraculturais na década de 1970 à pedagogia decolonial indígena dos anos 1990 em diante

PID: S1982-78062023000100029 | Revista: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Año: 2023
Autores: Zaldívar Olmeda Uceda
Resumo Ivan Illich publicou Deschooling Society em 1971. Neste artigo, são examinados projetos educacionais e movimentos fundamentados tanto numa visão contracultural como em propostas pedagógicas indígenas. As questões centrais no presente trabalho são: como esses projetos leem Illich dentro do contexto específico em que estavam inseridos? Quais foram as intenções daqueles que se basearam nas ideias de Illich? Na primeira parte do artigo, são examinados dois espaços que funcionaram com noções de contracultura: o CIDOC, em Cuernavaca (México); e o Learning Exchange, em Evanston (Chicago, EUA). Em seguida, foca-se a influência de Illich sobre John Holt, que liderou o movimento do ensino doméstico a partir de 1977, e Lee Felsenstein, que introduziu as ideias de Illich no Homebrew Computer Club em 1975. Por fim, analisam-se os fundamentos teóricos subjacentes a "La Universidad de la Tierra".

Professores autores e livros didáticos: a definição de vida em compêndios de História Natural e Biologia (1930-1959) para o Ensino Secundário

PID: S1982-78062023000100068 | Revista: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Año: 2023
Autores: Josephino Santos Bastos
Resumo Neste estudo foi realizada uma análise da definição de vida e do estudo dos seres vivos em compêndios de História Natural e Biologia, compreendidos como a materialização das disciplinas escolares. O objetivo foi compreender como o conceito de vida foi abordado em nove livros didáticos de História Natural e de Biologia (1930 - 1959) de autoria de Candido Firmino de Mello-Leitão, Lafayette Rodrigues Pereira e Waldemiro Alves Potsch, professores catedráticos destas disciplinas no ensino secundário. A análise apontou que a definição de vida era considerada complexa no ensino da História Natural e Biologia e que a questão principal não era a definição de vida, mas como o processo da vida podia ser diferenciado dos processos físicos ou corpos brutos por meio de suas propriedades características. Não foram identificadas mudanças na definição de vida e no estudo dos seres vivos nos livros didáticos analisados das duas disciplinas escolares neste período.

Práticas educativas em Matemática no Colégio de Aplicação da UMG/UFMG (1954-1968) e suas relações com os livros didáticos

PID: S1982-78062023000100053 | Revista: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Año: 2023
Autores: Costa Gomes Dassie
Resumo Este artigo focaliza livros didáticos de Matemática no Colégio de Aplicação da Universidade de Minas Gerais/Universidade Federal de Minas Gerais no período 1954-1968. O estudo teve como objetivo realizar uma análise com base no cruzamento de documentação escrita e narrativas de antigos estudantes e professores colhidas em entrevistas com a metodologia da História Oral. A investigação evidenciou o protagonismo dos livros didáticos num contexto de ensino centrado no professor, grande carga de exercícios e presença de instrumentos avaliativos rigorosos. Procurou-se articular, no estudo dos livros, que tiveram papel fundamental nas práticas educativas em Matemática do Colégio de Aplicação, as formas de organização do campo da educação no período investigado, a estrutura das obras envolvidas e sua recepção por alunos e professores.

Reflexões sobre os processos de feminização e profissionalização do magistério rural mexicano no período de unidade nacional

PID: S1982-78062023000100005 | Revista: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Año: 2023
Autores: López
Resumo Durante o governo de Manuel Ávila Camacho (1940-1946), foi promovida uma política denominada Unidade Nacional, em nome da qual se impuseram acordos internos para fortalecer o Estado, no contexto da 2ª. Guerra Mundial, à qual o México aderiu. Para a educação rural, significou um importante deslocamento à direita, um retrocesso nas políticas reformistas, socialistas, feministas e agrárias do período cardenista. Neste artigo, analisam-se os antecedentes e os desafios educacionais da profissionalização do magistério rural e dá visibilidade à sindicalização controlada pelo Estado, bem como a precariedade e feminização desse grêmio, sendo os professores ds escolas rurais considerados fundamentais para a alfabetização e pacificação do país. Nesse sentido, temos dados concretos sobre a feminização da educação rural; referências analíticas para compreender esses processos em conjunto com a ideologia da unidade nacional e narrativas que demonstram a aplicação dessas políticas na vida das professoras rurais e suas resistências a essas políticas.

Refrações históricas e culturais nas transições educacionais recentes: o exemplo dos países europeus do antigo bloco socialista

PID: S1982-78062023000100025 | Revista: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Año: 2023
Autores: Goodson Mikser
Resumo Trinta anos após a queda do bloco soviético, ainda persiste uma retórica de diferenciação e polarização discursiva entre os padrões educacionais ocidentais e não ocidentais. Tal retórica ofusca uma semelhança potencial, ou homogeneidade, entre os diversos contextos dominantes e marginalizados. Variações regionais, locais e pessoais são prematuramente atribuídas a diferenças culturais fundamentais, embora muitas vezes mal fundamentadas. Procuramos apresentar e resumir preliminarmente os entendimentos existentes quanto à refração na educação e na pesquisa social. Usada esporadicamente, mas raramente definida, a metáfora da refração apresenta: (a) uma multiplicidade de pontos de vista como incentivo à pesquisa social; (b) um progresso científico não relativista como valor final para a compreensão da realidade social; (c) uma abordagem equilibrada em relação à homogeneidade e heterogeneidade na pesquisa social; (d) uma orientação substancialmente histórica para analisar a homogeneidade e a heterogeneidade. A educação nos países europeus do antigo bloco socialista permite demonstrar como são retoricamente exageradas a diferença e a heterogeneidade e como as variações podem ser abordadas de forma mais adequada por meio da análise de refrações.

Sob as torres sineiras da Candelária: escolarização em uma freguesia urbana da capital brasileira (1870)

PID: S1982-78062023000100057 | Revista: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Año: 2023
Autores: Limeira Santos
Resumo Este estudo, cujo recurso teórico-metodológico está centrado na perspectiva das variações de escala, com recorte geográfico específico e investimento na análise de singularidades locais, pretende analisar aspectos relacionados ao processo de escolarização da capital brasileira no século XIX. Para isso, selecionou como objeto de análise algumas fontes e vestígios documentais da década de 1870, referentes às experiências, sujeitos, instituições e dados estatísticos da História da Educação de uma freguesia urbana da Corte Imperial, cujo nome é Candelária. Desta feita, apreendeu importantes reflexões acerca do que pode ser considerado ímpar ou similar em relação à freguesia da Candelária e das demais freguesias urbanas e rurais da Corte Imperial, no que concerne aos assuntos da Instrução.

Trabalho doméstico infantil e ensino e aprendizado da leitura no Brasil no final do Século XIX e início do século XX

PID: S1982-78062023000100062 | Revista: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Año: 2023
Autores: Peres
Resumo Este artigo analisa anúncios de jornais, coletados na Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional, do período entre as últimas décadas do século XIX e a primeira do século XX, em que crianças são solicitadas ou oferecidas ao trabalho, em especial ao trabalho doméstico, e nos quais é referido a possibilidade de que pudessem aprender a ler ou “terminar de aprender a ler”. Em um contexto de diversas mudanças no Brasil, as demandas do ler, escrever e contar cresceram expressivamente. O principal argumento desenvolvido é que, no período mencionado, o trabalho, notadamente o doméstico, foi um espaço no qual uma parcela da infância brasileira aprendeu a ler e a escrever. A necessidade de trabalho e de aprendizado de um ofício, o crescimento urbano, a insuficiência de escolas, as condições de vida das crianças nascidas livres a partir de 1871 e o pós-abolição estão entre as razões que explicam essa realidade.

Trajetórias, intelectuais e a Antropologia no Brasil: Oswaldo Rodrigues Cabral e Sílvio Coelho dos Santos

PID: S1982-78062023000100054 | Revista: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Año: 2023
Autores: Hoeller Melo Daros
Resumo Este texto objetiva compreender a institucionalização da antropologia no Brasil, por meio das trajetórias de dois intelectuais catarinenses: Oswaldo Rodrigues Cabral e Silvio Coelho dos Santos. A narrativa se desenvolve a partir das seguintes questões: Como se constituíram as trajetórias, quais aproximações e distanciamentos entre eles? Em que medida as suas ações no campo educacional, podem ser avaliadas como fatores de projeção para a institucionalização da antropologia, enquanto área específica? Em que proporção estes intelectuais podem ser tomados como produtores de capital simbólico, por meio do que propuseram e instituíram e que tensões derivaram disto? O percurso teórico-metodológico mobilizou os conceitos de trajetória, campo e capital na perspectiva de Pierre Bourdieu, compreendendo que as trajetórias são resultantes de um sistema de traços que pertencem a uma biografia individual ou de um grupo de biografias, objetivadas pelas relações que se estabelecem entre os agentes e as forças próprias dos campos.

"Fala pouco e bem, ter-te-ão por alguém": escolarização, moralização e produção de sentido a partir das memórias de José Lins do Rego e Graciliano Ramos (Brasil, 1930-1945)

PID: S1982-78062022000100010 | Revista: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Año: 2022
Autores: Silva Menezes
Resumo O artigo em tela se debruça sobre o processo de escolarização elementar no Brasil na primeira metade do século XX, adotando como ângulo de observação a produção de sentido e os discursos de moralização contidos nas práticas de escolarização da infância. Para tal, privilegia o exame das memórias autobiográficas acerca das experiências escolares de dois escritores célebres da literatura nacional, José Lins do Rego e Graciliano Ramos, presentes, respectivamente, nos títulos Doidinho e Infância. Exemplares típicos dos romances de formação, os itinerários dos autores-personagens nos convidam a cruzar as memórias daquelas práticas de ensino com o desenho que apresentam das relações familiares, instituições escolares, imagens da profissão docente e das hierarquias e transformações sociais que caracterizam a sociedade brasileira do período.

A Escolologia como uma proposta da pedagogia Antipoffiana para a formação de professores em Minas Gerais na década de 1930

PID: S1982-78062022000100063 | Revista: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Año: 2022
Autores: Almeida Campos
Resumo A proposta inovadora de uma nova área de pesquisa denominada Escolologia - a ciência da escola - iniciada pela psicóloga e educadora Helena Antipoff na Escola de Aperfeiçoamento de Professores de Belo Horizonte, nos anos de 1930, é examinada através de investigação documental. A Escolologia apoiava-se em conceitos da Psicologia da Criança e da Pedagogia Experimental, de Édouard Claparède, e no método de Experimentação Natural, de Alexander Lazursky, visando obter uma síntese objetiva das relações entre o desenvolvimento físico, mental e social dos escolares, suas origens sociais e as práticas culturais de suas famílias, os procedimentos pedagógicos adotados e o funcionamento institucional das escolas. Os estudos escolológicos permitiram identificar os fatores que influenciavam no aproveitamento escolar dos alunos, tais como: o alto índice de retenção no primeiro ano de escolarização, as condições de higiene e nutrição das crianças, o método pedagógico, a organização escolar e as condições socioeconômicas e culturais das famílias.

A Federação Escolar de Escoteiros e a Federação Escolar de Bandeirantes: notas para pensar a educação primária na cidade do Rio de Janeiro em finais dos anos 1920

PID: S1982-78062022000100042 | Revista: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Año: 2022
Autores: Silva Melo
Resumo Consagrando uma aproximação que já vinha se estabelecendo entre alguns educadores que propugnavam a ideia de “renovação escolar” e as propostas do escotismo, na Reforma da Instrução, aprovada em 1928, tendo Fernando de Azevedo como Diretor Geral, foram criadas a Federação Escolar de Escoteiros e a Federação Escolar de Bandeirantes na cidade do Rio de Janeiro. Este artigo objetiva analisar alguns pontos de vista e aspectos referentes à operacionalização dessas propostas, utilizando como fontes periódicos e a legislação educacional. Discutimos como a concepção e o funcionamento das Federações se articularam com a compreensão de que a necessidade de organizar, disciplinar e harmonizar o cotidiano citadino deveria corresponder a uma (re)significação dos saberes e práticas da escolarização primária.

A Pedagogia com Personalidade de Pierre Faure: receção em Portugal e estudo de caso

PID: S1982-78062022000100021 | Revista: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Año: 2022
Autores: Pintassilgo Franco Pinho
Resumo O presente artigo tem como principal finalidade refletir sobre a receção da pedagogia personalizada e comunitária de Pierre Faure em Portugal a partir dos anos 60 do século XX. Usaremos para tal o caso do colégio de S. Miguel, fundado em Fátima em 1962, e a trajetória do seu primeiro diretor, o padre Joaquim Rodrigues Ventura. Foi o ideário pedagógico de Faure que serviu de fonte de inspiração à construção do projeto educativo do colégio, possibilitando a sua afirmação como paradigma de “escola católica” e como referência de inovação no panorama educativo português.

A autoformação do escritor fora e contra a escola portuguesa: Teixeira de Pascoaes e a sublimação do génio, do Livro de memórias (1928) a Uma fábula (1952)

PID: S1982-78062022000100005 | Revista: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Año: 2022
Autores: Paz
Resumo A discussão que neste artigo se procura instaurar em torno da figura mítica do poeta Teixeira de Pascoaes (1877-1952), escritor que lidera em Portugal o movimento literário do saudosismo e que ainda hoje se conhece por via dos manuais escolares, prende-se com as teses culturais que sucessivamente perpassam na sua obra sobre a autoformação do artista. Muito em particular nos seus escritos autobiográficos, Livro de memórias (1928) e Uma fábula (1952), este último apenas publicado em 1978, Teixeira de Pascoaes descreve uma escolarização incapaz de assegurar um processo de ensino-aprendizagem para a escrita literária, em particular a disciplina de Língua Portuguesa. Descreve a sua trajetória como um ‘calvário escolar’, que apenas conseguiu combater graças à própria vida literária da sua casa, o Solar de Pascoaes, num confronto direto entre cultura familiar, cultura escolar e uma série de atributos do próprio génio artístico (destino, infância prodigiosa, talento).

A curiosa história da primeira escola a formar um agrimensor no Estado de Santa Catarina

PID: S1982-78062022000100033 | Revista: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Año: 2022
Autores: Cabral Dalri Hasenack
Resumo A história da formação de agrimensores em Santa Catarina e por extensão no Brasil está dispersa em vários arquivos de instituições públicas e privadas, sendo que uma parte significativa está definitivamente perdida. Em Santa Catarina, os agrimensores registrados vinham de escolas de outros estados ou com diplomas validados de outros países, condição que dificulta o resgate de documentação que aponte o primeiro profissional formado em Santa Catarina. As pesquisas indicam que em 1901 surgiu em Florianópolis o Instituto Technico Commercial e Naval, escola com esta finalidade em Santa Catarina, estabelecendo-se a partir desta, outras instituições que então passaram a formar Agrimensores no Estado.

A escolha de Pierre Faure como diretor do Instituto Superior de Pedagogia do Instituto Católico de Paris: afirmar posições doutrinais da pedagogia cristã diante da impressão de caos criado por métodos ativos

PID: S1982-78062022000100018 | Revista: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Año: 2022
Autores: Gutierrez
Resumo A criação do Institut Supérieur de Pédagogie (ISP) do Institut Catholique de Paris (ICP), em 1941, foi um passo importante na história da formação profissional de professores na educação católica francesa. Enquanto alguns a viam como uma oportunidade de participar do aperfeiçoamento pedagógico dos professores através do estudo de métodos ativos, outros preferiram aproveitar esta oportunidade para refletir sobre os fundamentos teológicos do novo movimento educacional do qual eles surgiram. Ao nomear Pierre Faure para a direção pedagógica deste Instituto, o ensino superior católico está mostrando seu desejo de estar o mais próximo possível das práticas pedagógicas que são fiéis à doutrina cristã, em contraponto às descobertas pedagógicas de seu tempo.

A experiência de produzir fontes orais para a História das Instituições Escolares

PID: S1982-78062022000100050 | Revista: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Año: 2022
Autores: Santos Marra
Resumo Como metodologia de pesquisa, a História Oral se projetou no ramo da história das instituições escolares, seja como guia da pesquisa, seja como forma complementar. Em parte, permite produzir fontes para realidades cujos registros materiais inexistem ou não foram encontrados. Essa metodologia orientou a pesquisa subjacente ao estudo a que este se filia; ou seja, uma dissertação de mestrado sobre uma escola confessional, o Externato Santa Teresinha. Essa metodologia não só ajudou a estruturar e desdobrar a pesquisa, como também ampliar o escopo das fontes. Nesse sentido, este texto relata a experiência de produzir fontes segundo a História Oral para tal pesquisa, por meio de entrevista a cinco colaboradores que participaram da história daquela instituição de ensino. A expectativa é que este relato possa ser pertinente e importante à reflexão sobre problemas que permeiam a produção de fontes orais e que inspire outros a usar a História Oral.

A nova pedagogia e a modernização da arquitetura escolar no Rio Grande do Sul (1937-1945): O G.E. Silveira Martins de Bagé/RS

PID: S1982-78062022000100060 | Revista: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Año: 2022
Autores: Sá Werle
Resumo O presente texto é uma abordagem da modernização da rede pública escolar do Rio Grande do Sul sob o olhar da arquitetura, alicerçado em dois eixos: análise histórica e análise de forma e espaço. O primeiro explora o assunto a partir das reformas na educação e das demandas centralizadoras da Era Vargas, examinando a arquitetura escolar à luz dos princípios da Escola Nova. O segundo traz à pauta a perspectiva da análise gráfica e explora o edifício mediante diagramas interpretativos. Sistematizados a partir do projeto do Grupo Escolar Silveira Martins, de Bagé/RS, contemplam itens, como: perímetro, acessos, circulação, setorização e composição. Os dados evidenciam que a modernização pedagógica que ocorreu nos grandes centros se fez sentir em solo rio-grandense em um período que representou a concretização das políticas de expansão. O conjunto de critérios permitiu identificar algumas estratégias projetuais, como: marco arquitetônico, uso de formas geométricas e aproximação aos princípios da arquitetura moderna.

A presença do ideário escolanovista nas primeiras décadas do século XX na educação russa pós-revolução socialista: adaptação ou superação de ideias e práticas educativas?

PID: S1982-78062022000100045 | Revista: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Año: 2022
Autores: Oliveira Lucena
Resumo Este artigo tem como objetivo analisar as possíveis contribuições teóricas do ideário escolanovista para a construção da pedagogia socialista na Rússia soviética no início do século XX. Para tanto, temos o desafio de situar no tempo e no espaço as reflexões sobre a escola, a mudança de mentalidade cultural e política da população, a organização social, política e econômica da Rússia soviética. Neste artigo realizamos um recorte teórico das contribuições do ideário escolanovista a partir do referencial deweyano, especialmente, suas observações in locu das experiências educacionais soviéticas no ano de 1928. Ao evidenciar as aproximações existentes entre os princípios pedagógicos defendidos pela pedagogia ativa, de inspiração liberal, com os escritos dos educadores russos e estadistas soviéticos, analisamos as contradições postas no contexto histórico e problematizamos algumas certezas e convicções que temos acerca do “ineditismo” das propostas pedagógicas oriundas da Revolução Russa.

A recepção da Pedagogia Personalizada e Comunitária em Espanha na ditadura de Franco. O caso de Madrid.

PID: S1982-78062022000100022 | Revista: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Año: 2022
Autores: Zamora Romero
Resumo O ensino personalizado é uma tendência pedagógica que se originou na França no contexto do pós-guerra da Segunda Guerra Mundial. Surgiu como uma resposta à crise de identidade do sujeito provocada pelos totalitarismos europeus. Na Espanha, a recepção e apropriação dessa tendência pedagógica ocorreram no final dos anos 60 durante a ditadura de Franco, um contexto político muito distante do francês ou do italiano. Será apresentado através dos trabalhos e publicações do Professor de Pedagogia Experimental da Universidade Complutense de Madrid (Espanha), Victor García Hoz; e, por outro lado, por meio da Instituição Teresiana. Este artigo enfoca especialmente este último, expondo as diferentes iniciativas que a organização desenvolveu para formar suas professoras nos princípios pedagógicos da pedagogia de Pierre Faure, bem como na aplicação prática que essas professoras desenvolveram em escolas administradas por TI.

Adaptações e traduções: cartilhas e livros de leitura “de americanos para filipinos” (início do século XX)

PID: S1982-78062022000100027 | Revista: Cadernos de História da Educação (1982-7806) | Año: 2022
Autores: Warde
Resumo A dominação dos Estados Unidos sobre as Filipinas, iniciada em 1898, foi o primeiro teste do modelo de colonização cultural que adotariam a partir de então em outros territórios. Representa uma modalidade de “relação transnacional” na qual as partes entraram em condições muito desiguais. Uma vez aniquilados os principais focos insurgentes, o governo dos EUA passou a investir pesadamente na escolarização dos filipinos selecionando e ajustando seus padrões educacionais. O artigo interroga os argumentos dos EUA para a dominação e focaliza os livros de leitura e as cartilhas traduzidos e adaptados para os estudantes filipinos como ferramentas primeiras do arsenal cultural utilizado.
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