☰ Menu
Educ@

Búsqueda por Índice

Filtro por título, resumen, autor, revista y año

Total: 536 | Página 10 de 27
0 resultados seleccionados

A EDUCAÇÃO INCLUSIVA COMO CATALISADOR PARA O DESENVOLVIMENTO BIOGRÁFICO DE JOVENS REFUGIADOS

PID: S1983-92782022000200207 | Revista: Eccos Revista Científica (1983-9278) | Año: 2022
Autores: Foeller-Mancini
Resumo Contra o pano de fundo dos atuais fluxos migratórios, o artigo descreve os desafios para a integração nas sociedades receptoras. Desde 2015, novas estruturas na educação surgiram na Alemanha. As escolas e universidades desenvolveram programas que permitem aos jovens refugiados perseguir seus interesses e objetivos profissionais. De particular importância é a aquisição da língua nacional. Foram estabelecidos centros em todos os estados federais onde o alemão como segunda língua pode ser aprendido. A cooperação entre esses centros e as escolas constitui uma base importante para a integração linguística dos refugiados. Os princípios da integração social são explicados usando o exemplo da classe internacional estabelecida em uma escola Waldorf. Uma dissertação de ciências sociais foi escrita na Universidade de Artes e Ciências Sociais de Alanus, que examinou experiências educacionais concretas nesta escola. No caso da vinheta de um adolescente afegão, os problemas e abordagens para soluções no trabalho com jovens migrantes são analisados como exemplos. Com esta análise de caso, o reconhecimento institucional e a promoção de habilidades trazidas junto podem ser apresentados como um recurso significativo para uma integração bem-sucedida.

A FORMAÇÃO CONTINUADA DA EQUIPE GESTORA NA REDE PÚBLICA MUNICIPAL DE MESSIAS-ALAGOAS

PID: S1983-92782022000200102 | Revista: Eccos Revista Científica (1983-9278) | Año: 2022
Autores: Silva Silva Nascimento
Resumo: A complexidade do ato de organizar o espaço no qual o processo formal de aprendizagem acontece demanda olhares multidimensionais. O objetivo da pesquisa foi apresentar a experiência da formação continuada da equipe gestora, a partir da escuta das vozes dos participantes, na rede pública municipal de Messias, no estado de Alagoas. A metodologia desenvolvida esteve pautada na abordagem qualitativa, tendo, como objetivo, a pesquisa exploratória. A coleta de dados foi realizada por meio da aplicação de um questionário on-line com 50 (cinquenta) participantes do curso de gestores no referido município. Os principais resultados apontaram que a experiência de formação continuada para os gestores contribuiu com questões reflexivas para o processo de organização da escola, dimensionando ações para o trabalho coletivo, para as relações interpessoais e para o efetivo trabalho da escola e da comunidade.

A GEOPOLÍTICA DO PODER: MOVIMENTOS COTIDIANOS E DESLOCAMENTOS FORÇADOS NA MODERNIDADE

PID: S1983-92782022000200104 | Revista: Eccos Revista Científica (1983-9278) | Año: 2022
Autores: Chagas Rocha Lobo
Resumo Os deslocamentos forçados na modernidade ocuparam um lugar de destaque nas agendas políticas mundiais, tornando-se um tema necessário e poderoso nos debates internacionais em diferentes dimensões das análises políticas, econômicas e também sociológicas. Para esmiuçar esses novos entendimentos sobre esse fenômeno, trazemos à discussão o “Relatório de Tendências Globais em Deslocamento Forçado” e alguns documentos legais produzidos e/ou incorporados nas políticas de Estado por diversos países para tratar do assunto e, também, políticas públicas formuladas no Brasil para o enfrentamento da questão. Para tanto, também foi elaborado um breve panorama histórico-crítico da formação geopolítica do mundo e suas implicações no acelerado processo de migração e refúgio, abrangendo conceitos como identidade histórica e cultural e a legitimação do “Outro” por meio da aposta na diferença. A investigação construída será apoiada no conceito teórico-epistemológico de “colonialidade do poder”, que opera na relação indivíduo-Estado-deslocamento, tendo como base teórico-metodológica os estudos com os cotidianos, a partir de um de seus movimentos de pesquisa, denominado “Sentimento mundo”. Por fim, reitera-se o compromisso da investigação em criar “táticas”, como aprendemos com o cotidiano, e criar “Outras” vozes de enunciação e polifonia, chamando atenção para esse fenômeno mundial que são os deslocamentos forçados na atualidade.

A MERCANTILIZAÇÃO DO CONHECIMENTO COMO UM MOVIMENTO EM CURSO NA CONTEMPORANEIDADE

PID: S1983-92782022000300109 | Revista: Eccos Revista Científica (1983-9278) | Año: 2022
Autores: Alencar Gadotti
Resumo Este trabalho apresenta resultados de tese de doutorado que teve por objetivo analisar as implicações dos movimentos pela mercantilização e democratização do conhecimento na Educação. Apresentamos aqui de que maneira o conhecimento, como bem imaterial, nasce “livre” e vai se tornando uma mercadoria por meio do movimento de mercantilização, que tem atuado, com maior evidência, nas artes (música e cinema), no entretenimento (games), na tecnologia (softwares) e na ciência (literatura científica). Para esta demonstração, perpassamos pela reflexão sobre o conhecimento, a mercadoria, a mercadoria como conhecimento, o histórico desse processo e as suas manifestações concretas em nosso tempo presente, seja por meio de esforços de manutenção do status quo ou da criação de novas mecanismos jurídicos ou tecnologia para a continuidade e ampliação dessa visão de mundo.

A MORTE DE GEORGE FLOYD E O FORTALECIMENTO DA LUTA ANTIRRACISTA: “NO JUSTICE, NO PEACE”

PID: S1983-92782022000100205 | Revista: Eccos Revista Científica (1983-9278) | Año: 2022
Autores: Andrade
Resumo De repente, nos encontramos em pandemia, ano 2020 do século XXI. Hábitos, costumes, culturas tomam novos rumos e significados frente à ameaça mundial de morte por Covid-19. As desigualdades se acentuam. Novamente é um corpo negro que chama atenção pelo cruel desvelo racista. Seria muito imaginar que o mundo necessitaria mais uma vez do sacrifício de um corpo negro para alertar-se? Os processos históricos racistas de Minneapolis desafiaram a efetividade das denúncias após a morte de George Floyd e colocaram de volta cenário da permanente luta antirracista. O caminho metodológico deste relato de experiência refletirá sobre os territórios de exclusão e o pulsar educativo das manifestações de rua no Condado de Hennepin, onde aconteceu o assassinato de George Floyd. Negros e não negros foram às ruas em denúncia, mas também deixaram esperanças sobre possibilidades efetivas que uma educação antirracista poderá proporcionar. Concluímos que, nesses novos tempos de desigualdades sob a pandemia da Covid-19, há denúncia sobre racismo estrutural, embora também haja aposta efetiva em uma educação antirracista.

A PEDAGOGIA DAS COMPETÊNCIAS E O “NOVO” ENSINO MÉDIO: CURRÍCULO UTILITARISTA E A CENTRALIDADE DA AVALIAÇÃO

PID: S1983-92782022000300201 | Revista: Eccos Revista Científica (1983-9278) | Año: 2022
Autores: Trindade Malanchen
Resumo O texto apresenta argumentos, indicando que o “novo” Ensino Médio no Brasil e a reorganização curricular via Base Nacional Comum Curricular (BNCC) tem suas vertentes na pedagogia das competências, já utilizadas no final da década de 1990. Para além disso, expõe o viés utilitarista da formação imposta aos anos finais da educação básica, priorizando as demandas do mercado produtivo e a centralidade da avaliação. Logo, o texto foi estruturado em dois momentos. No primeiro momento, explicita as principais políticas dos anos de 1990 para o Ensino Médio e a semelhança com a reforma que está em fase de implantação a partir da Lei n 13.415 (BRASIL, 2018), endossando a premissa de um currículo utilitarista com a centralidade da avaliação. No segundo, apresenta as análises do Banco Mundial sobre a necessidade de mudanças imperativas nas políticas educacionais com o objetivo de melhorar os resultados dos estudantes do país, considerados muito fracos em relação aos de países equivalentes. Por fim, em forma de conclusão do artigo, mas como luta permanente, expõe-se a contrariedade com a reforma do Ensino Médio e a formação esvaziada via BNCC, como reivindicação da Pedagogia Histórico-Crítica, enquanto prática revolucionária que prioriza a apropriação dos conhecimentos científicos e a superação da sociedade capitalista.

A REFORMA DO ENSINO MÉDIO E AS REFORMAS EMPRESARIAIS NA EDUCAÇÃO

PID: S1983-92782022000300200 | Revista: Eccos Revista Científica (1983-9278) | Año: 2022
Autores: Piolli Sala
Resumo Este trabalho que analisa as reformas educacionais desencadeadas a partir de 2016 no Brasil. Discute a estratégia do setor empresarial e sua atuação na construção dos consensos em torno de sua agenda, com destaque para o Movimento pela Base e de como o tema da BNCC ganha centralidade no projeto da reforma educacional. Analisa o contexto da promulgação da Reforma do Ensino Médio, adotando o pressuposto de que a Lei 13.415/2017 foi uma lei ampla de reforma do ensino no país. Ao introduzir a BNCC, a Reforma do Ensino Médio disparou uma ampla reforma na Educação Básica, consolidando o projeto empresarial centrado nos testes globais, nas avaliações padronizadas, na responsabilização escolar e docente, como também, na flexibilização do currículo, o que se deu com a introdução dos itinerários formativos no Ensino Médio. A flexibilização curricular amplia as possibilidades de privatização do ensino com as parcerias publico-privadas e para a educação à distância. A reforma atingiu o Educação Superior, sobretudo com a promulgação da BNC - formação alinhada às matrizes da BNCC. Por fim, o artigo apresenta, de forma breve, algumas das lutas e resistências recentes dos educadores e dos movimentos sociais a esse projeto amplo de reforma empresarial da educação.

A SEMANA CULTURAL INDÍGENA ENQUANTO ESPAÇO DE CONHECIMENTO, FORTALECIMENTO E RESISTÊNCIA DA CULTURA KAINGANG

PID: S1983-92782022000100201 | Revista: Eccos Revista Científica (1983-9278) | Año: 2022
Autores: Battestin Fidelis Narsizo
Resumo A escrita deste artigo apresenta a importância e necessidade da organização e realização da semana cultural indígena enquanto espaço de conhecimento, fortalecimento e resistência das comunidades indígenas do Sul do Brasil. O objetivo desta pesquisa de caráter teórico bibliográfico e autoetnográfico, contextualiza a necessidade de darmos visibilidade aos mais de 40 mil Kaingangs que habitam o Sul, buscando através das semanas culturais mostrar o quanto é importante o respeito e a diversidade existente nestas terras. Um dos acontecimentos mais marcantes da semana cultural é o reconhecimento e identificação das metades ou marcas clânicas Kamé e Kanhru, as mesmas são presença e movimento, tanto nos rituais, danças, na coleta dos alimentos como na organização familiar. Nesta dinâmica de escrita, queremos alargar o alcance da divulgação e mostrar a potencialidade que os movimentos culturais possuem em defesa dos direitos e valores dos povos indígenas.

A “EXPANSÃO” DA CARGA HORÁRIA NO NOVO ENSINO MÉDIO APROFUNDA DESIGUALDADES ESCOLARES NO ESTADO DE SÃO PAULO

PID: S1983-92782022000300203 | Revista: Eccos Revista Científica (1983-9278) | Año: 2022
Autores: Cássio
Resumo A Lei n. 13.415/2017 do “Novo Ensino Médio” (NEM) estabeleceu que as redes de ensino devem ofertar pelo menos 1.000 horas anuais de carga horária para o ensino médio a partir do ano de 2022. A obrigatoriedade de ofertar uma carga horária anual maior no ensino médio impacta particularmente os/as estudantes do período noturno, cuja jornada escolar é historicamente mais curta que a do período diurno. São Paulo foi o primeiro do estado do país a implementar o NEM em escala e, assim, também é o primeiro em que se observam os impactos da reforma. A partir de uma análise objetiva, abarcando a regulamentação estadual e dados relativos à expansão da carga horária no NEM da rede estadual paulista em 2022, o artigo argumenta que a “expansão” do tempo dos/as estudantes na escola - uma das grandes promessas da reforma do ensino médio desde 2016 - aprofunda as desigualdades escolares no estado de São Paulo em vez de melhorar as condições de escolarização dos/as estudantes. Na prática, a “expansão” via ensino a distância em mais de 90% das turmas ofertadas - e empregando a mesma plataforma educacional usada durante a pandemia -, produz uma nova onda de precarização da escola dos/as estudantes trabalhadores/as, dando continuidade ao sucateamento programado do ensino médio noturno que vem sendo observado na rede estadual de São Paulo nos últimos 15 anos.

ALFABETIZAÇÃO, COLONIZAÇÃO E POLÍTICA

PID: S1983-92782022000100109 | Revista: Eccos Revista Científica (1983-9278) | Año: 2022
Autores: Silva Neto
Resumo Este ensaio tem como tema central o processo de iniciação da alfabetização enquanto elemento político fundante de percepção e libertação político-cultural da língua e cultura dominantes. Relativizado com o conceito de letramento procura posicionar-se como marco político de consciência e liberdade frente a um processo de letramento que se inscreve ao inscrever o sujeito como produto pacífico e passivo, bem como, sujeito à cultura dominante.

AS COMPETÊNCIAS E HABILIDADES SOCIOEMOCIONAIS: ORIGENS, CONCEITOS, NOMENCLATURAS E PERSPECTIVAS TEÓRICAS

PID: S1983-92782022000400105 | Revista: Eccos Revista Científica (1983-9278) | Año: 2022
Autores: Duarte Araújo
Resumo Ao longo da história, os conceitos de competência e habilidade têm sido construídos sob diferentes perspectivas teóricas. Embora esses conceitos muitas vezes venham sendo utilizados de forma errônea como sinônimos, conhecendo os diferentes vieses dos campos da psicologia, da administração e economia e da educação, buscamos compreender os constructos teóricos que os sustentam e que deram origem ao uso dos termos competências e habilidades como prefixos acrescidos dos sufixos “não cognitivas”, “socioemocionais”, “para a vida” e “para o século XXI”. Nesse contexto, assumindo o enfoque teórico, o presente artigo tem como objetivo elucidar os pontos de vista teóricos e apresentar as perspectivas envolvidas no emprego destas nomenclaturas. Para isso, parte da conceituação dos termos competência e habilidade e seus desdobramentos, passando pela psicologia da personalidade e pela crítica ao uso do modelo Big Five (ALMUND et al. 2011) como constructo teórico para definir esses termos, finalizando com a apresentação dos conceitos e a busca de convergências nas definições e perspectivas dos diferentes agentes envolvidos: UNESCO - United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization (UNESCO, 2000), CASEL - Collaborative to Advance Social and Emotional Learning (PAYTON et al. 2008) e P21 - Partnership for 21st Century Learning (P21, 2009).

AS CONTRIBUIÇÕES DA TEORIA DOS AFETOS DE SPINOZA À PSICOLOGIA DA DIFERENÇA

PID: S1983-92782022000400109 | Revista: Eccos Revista Científica (1983-9278) | Año: 2022
Autores: Gonçalves Pereira
Resumo A Psicologia da Diferença consiste na criação de um campo conceitual cuja principal característica é a de fornecer instrumentos para que exerça a função crítica às teorias psicológicas afinadas com os sistemas hegemônicos de construção de sentidos, principalmente aqueles que afirmam hierarquias, oposições disjuntivas e normas e trabalham pela homogeneização das diferenças. Por causa disso, objetiva a valorização das singularidades. Articula-se com a Filosofia da Diferença, com a Psicologia Política e com a Clínica Política. Nesse sentido, exporemos nesse artigo as teorias básicas que permitirão o direcionamento temático aqui proposto à Psicologia da Diferença, enquanto escuta experimental, que põe em prática uma ética das singularidades. Este estudo se caracteriza como uma produção epistemológica de caráter conceitual acerca das contribuições da teoria dos afetos de Spinoza com a Psicologia da Diferença.

AS MEIAS VERDADES DA REFORMA DO ENSINO MÉDIO

PID: S1983-92782022000400103 | Revista: Eccos Revista Científica (1983-9278) | Año: 2022
Autores: Oliveira
Resumo As justificativas apresentadas para a reforma do Ensino Médio ancoram-se em meias verdades sobre a insatisfação dos jovens em relação à qualidade e ao sentido desse nível da educação básica para suas vidas. Este artigo, a partir de documentação referente à reforma e de literatura pertinente, analisa essas justificativas e demonstra que suas intencionalidades definem as respostas e as conclusões às quais a sociedade deve chegar. Tais justificativas são destituídas, de forma intencional, de análises científicas especializadas sobre a materialização efetiva dessa última etapa da educação básica. Para consolidar a retórica reformista, foi fundamental o silenciamento do pensamento divergente e o apoio da mídia. Os reformadores não quiseram ouvir os sujeitos que vivenciam a escola e nem escutar o que os jovens desejam de suas escolas ou os professores sobre as suas condições para efetivar um Ensino Médio de qualidade e atrativo aos jovens estudantes. Sua retórica, politicamente estruturada a partir de meias verdades e do desprezo da produção acadêmica, intenciona promover sua aceitação pública, efetivando retrocessos na oferta de Ensino Médio nas escolas públicas brasileiras. A dualidade reafirma-se sob o discurso de uma nova estrutura educacional, de um novo currículo, de um novo papel que a juventude passa a ter na definição de seus projetos de vida.

AS PERSPECTIVAS DE COMPETÊNCIAS NA BNCC: UMA ANÁLISE À LUZ DA PEDAGOGIA FREIREANA

PID: S1983-92782022000200110 | Revista: Eccos Revista Científica (1983-9278) | Año: 2022
Autores: Hipler Fraga Silva
Resumo Buscou-se analisar, neste trabalho, as competências gerais apresentadas na BNCC para os anos finais do Ensino Fundamental e investigar se a pedagogia freireana apresenta alternativas para a superação e enfrentamento de políticas neoconservadoras, a partir de uma pesquisa documental de cunho qualitativo, que utilizou como principal referencial teórico Paulo Freire e suas contribuições epistemológicas e pedagógicas a respeito das categorias educação crítica, coletividade e conscientização, norteada pela seguinte questão de pesquisa: “a pedagogia freireana pode ser uma fonte de resistência ao instrumentalismo presente no neoconservadorismo proposto na BNCC?”. Dessa forma foi possível identificar que as competências apresentam características avessas a uma compreensão mais ampla e crítica, fundamentada na compreensão de educação crítica e conscientizadora de Freire (1987).

AUTOFORMAÇÃO NO ENSINO SUPERIOR: A EXPERIÊNCIA DO CURSO DE PEDAGOGIA NO ALTO SERTÃO PARAIBANO

PID: S1983-92782022000300107 | Revista: Eccos Revista Científica (1983-9278) | Año: 2022
Autores: Amaral Farias
Resumo Este texto tem o propósito de fomentar no âmbito acadêmico o debate acerca da autoformação docente. Tem-se um duplo objetivo: primeiro, elucidar os motivos históricos pelos quais a temática em apreço é quase inexistente na cultura docente brasileira. Para tanto, lança-se um olhar retrospectivo sobre o desenvolvimento do processo de escolarização do povo brasileiro, pois foram tais vivências que produziram historicamente o psiquismo o qual se manifesta na cultura docente da atualidade. Segundo, apresentar a autoformação como dimensão fundante da formação de professores. Estruturado com base em dados bibliográficos e empíricos, o estudo se apresenta como uma aproximação contextualizada ao tema. Recorreu-se a produções registradas no Catálogo de Teses e Dissertações da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior para identificar a existência ou ausência de pesquisas sobre autoformação, bem como aos dados de experiência consolidada de elaboração e vivência de Projetos de Autoformação Docente na Educação Superior, precisamente num curso de Pedagogia no Alto Sertão Paraibano. O exame das produções acadêmicas identificadas evidenciou um volume ínfimo de pesquisas sobre autoformação (0,20%), revelando que essa dimensão da formação docente está sendo negligenciada nas práticas e currículos acadêmicos. Urge, por conseguinte, ampliar o debate em torno do assunto, de modo a favorecer a renovação do pensamento pedagógico e a construção de uma nova mentalidade de valorização do saber como dispositivo capaz de impulsionar o desenvolvimento humano nas suas múltiplas dimensões: biológicas, sociais, cognitivas, afetivas, espirituais e culturais.

AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL PARTICIPATIVA NA EDUCAÇÃO INFANTIL PERCURSOS, DESAFIOS E POTENCIAIS EM UMA CRECHE PAULISTANA

PID: S1983-92782022000300110 | Revista: Eccos Revista Científica (1983-9278) | Año: 2022
Autores: Silva
Resumo O debate sobre a qualidade da educação infantil tem ganhado destaque no cenário nacional e internacional a partir de diferentes projetos políticos que disputam, paradoxalmente, concepções bastante distintas de educação infantil, de sociedade e de criança. Diante disso, por meio da análise da experiência paulistana expressa no documento “Indicadores de Qualidade da Educação Infantil Paulistana”, vigente desde 2013, o presente artigo busca problematizar como a Avaliação Institucional Participativa (AIP) vem sendo aplicada nas unidades educacionais e quais os percursos, desafios e potenciais que permeiam o desenvolvimento dessa modalidade de avaliação na Educação Infantil. As perspectivas teóricas que conduzem estas reflexões se inserem no campo das políticas públicas de avaliação e qualidade da Educação Infantil. Numa abordagem qualitativa, apresentamos uma etnografia realizada no ano de 2018 em um Centro de Educação Infantil da cidade de São Paulo, assumindo como pressuposto basilar o fato de que a implementação de políticas públicas, inevitavelmente, se configura como um dinâmica permeada por tensionamentos e negociações. Todavia, o percurso reflexivo trilhado neste estudo permite-nos afirmar o papel fundamental da AIP para a qualidade da educação infantil, uma vez que promove um movimento contínuo, sistematizado de discussão e materialização do projeto político pedagógico, em diálogo com as diretrizes que orientam a educação infantil no Brasil.

CIDADE EDUCADORA E HUMANIZADORA: A REDUÇÃO DAS DESIGUALDADES E VULNERABILIDADES

PID: S1983-92782022000200200 | Revista: Eccos Revista Científica (1983-9278) | Año: 2022
Autores: Bettini Ambrogi Schwartz
Resumo O presente artigo estuda e analisa, por meio de uma abordagem interdisciplinar, a cidade educadora e humanizadora apta a promover a redução das desigualdades e das vulnerabilidades. Uma das premissas para tal discussão temática é o conceito atual da cidadania nas democracias, ou seja, o cidadão não só titular de direitos fundamentais, mas também responsável por cumprir deveres. A cidadania, dessa forma, ressurge como local de responsabilidades, fundamento do Estado Democrático de Direito e, no presente estudo, da implementação do direito à cidade, que educa e humaniza e não depende só das atuações da Administração Pública para a busca da redução das desigualdades e minoração das vulnerabilidades tão constantes e evidentes em nossas vivências. Há que se educar o cidadão para assumir um protagonismo que supera a condição passiva de quem “tem direito a ter direitos”, há inúmeros deveres para que tais direitos possam ser efetivados. Estado e cidadãos, em diversas questões não atuam orientados para a busca do bem comum, como se não reconhecessem deveres assumidos no plano interno e em pautas internacionais, em especial a Agenda 2030. Existem muitos avanços no plano das normas jurídicas e compromissos que delas decorrem, em especial a Constituição e estatutos, mas muito ainda falta para que a cidade esteja preparada para receber a todos de forma igualitária e ser um lugar que efetivamente transforma pessoas e se molda para inclusão, com especial destaque à pessoa com deficiência. A metodologia adotada foi a análise dos diversos documentos normativos que dialogam para a redução das desigualdades e vulnerabilidades conforme a vontade de Constituição e fortalecimento do Estado Democrático de Direito.

CIDADES EDUCADORAS E POLÍTICAS PARA IMIGRANTES: O CASO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO - SP

PID: S1983-92782022000200201 | Revista: Eccos Revista Científica (1983-9278) | Año: 2022
Autores: Bógus Magalhães
Resumo Este artigo discute a importância de políticas públicas voltadas à inclusão de grupos sociais vulneráveis, focalizando os grupos de imigrantes internacionais e de refugiados na cidade de São Paulo, sede da maior região metropolitana brasileira e pioneira na formulação e implementação de políticas de acolhimento. Ali, tanto a Prefeitura como as redes institucionais religiosas ou laicas têm exercido um importante papel na inclusão desses grupos, que fogem de guerras e perseguições religiosas, respeitando sua diversidade e suas especificidades. No momento em que as guerras e perseguições político-religiosas, assumem dimensões inimagináveis para a realidade contemporânea, este estudo adquire especial importância, subsidiando reflexões e alertando para a urgência de políticas públicas transformadoras e inclusivas. Para subsidiar a análise parte-se do conceito de Cidade Educadora, tendo em vista demonstrar que as práticas de inclusão social propostas pelas políticas públicas, devem ter uma abrangência para além de grupos e instituições e perpassar as relações sociais urbanas em todas as suas dimensões, com a participação efetiva do estado e das instituições públicas municipais. O conceito de Cidade Educadora foi elaborado a partir de teorias que ampliam a prática educativa para além dos muros da escola e da família, configurando uma cidade cujo papel é educar os cidadãos por meio da participação em decisões coletivas, buscando a construção de consensos em relação aos direitos de cidadania e ao acesso aos benefícios da vida urbana. A superação das desigualdades, das formas perversas da segregação espacial, do preconceito e da xenofobia, estão na raiz dessa proposta de cidade.

CONDIÇÕES EFETIVAS DE TRABALHO DE PROFESSORES DO ENSINO MÉDIO DE ALAGOAS E PERNAMBUCO

PID: S1983-92782022000400102 | Revista: Eccos Revista Científica (1983-9278) | Año: 2022
Autores: Costa França
Resumo No presente artigo objetivou-se conhecer as condições efetivas de trabalho dos professores do Ensino Médio da rede pública estadual dos estados nordestinos de Pernambuco e Alagoas. Elencaram-se para essa discussão a carreira e remuneração dos professores, esforço docente e a infraestrutura das escolas de Ensino Médio. Para tanto, fez-se, metodologicamente, uso da abordagem dialética, pois se compreende que os aspectos quantitativos e a análise qualitativa devem caminhar conjuntamente. Para a coleta de dados, utilizou-se o software estatístico Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) a fim de se fazer a extração dos microdados do Censo Escolar de 2019. Analisaram-se indicadores educacionais dos professores e das escolas estaduais de Ensino Médio. A pesquisa apontou que o estado de Alagoas, com quase 60% de professores com contratos temporários e Pernambuco, com quase 40%, simbolizam bem a situação dos docentes e suas condições de trabalho. A dedicação exclusiva a uma única escola, com único vínculo empregatício e infraestrutura adequada são questões ainda distantes da realidade dos professores desses estados, o que significa também um distanciamento do cumprimento das metas presentes no Plano Nacional de Educação. O que se vê, por conseguinte, é a potencialização desses limites a partir da Reforma do Ensino Médio, além de um silenciamento na Lei nº 13.415/2017 na perspectiva da melhoria dessas condições de trabalho.

DA ASSISTÊNCIA E DA EDUCAÇÃO: UM ESTUDO SOBRE A HISTORICIDADE DAS ESCOLAS MUNICIPAIS DE EDUCAÇÃO INFANTIL EM UM MUNICÍPIO GAÚCHO

PID: S1983-92782022000100112 | Revista: Eccos Revista Científica (1983-9278) | Año: 2022
Autores: Brenner Ferreira
Resumo Objetivou-se analisar a transição que aconteceu das creches do setor assistencial para o setor educacional transformando-se em Escolas Municipais de Educação Infantil (EMEIs). O presente estudo teve como base o discurso de vinte monitoras, oitenta professoras e três gestoras de um município do interior do estado do Rio Grande do Sul (RS). Os dados e as exposições são resultantes de questionários, entrevistas semiestruturadas e grupo de interlocução. Aplicou-se análise dialética nas categorias que sustentam os discursos das trabalhadoras de forma a compreender a relevância de suas falas e de seus escritos na elucidação da transição da creche assistencialista para escola, levando em conta a historicidade e a totalidade na qual estão inseridas essas instituições. Constatou-se que a EMEI e as políticas educacionais destinadas a esse nível educacional não estão garantindo a estrutura, a organização e os recursos financeiros que possam subsidiar uma educação pensada para e a partir da criança. O que tem sido recorrente é apenas o direito das famílias em ter onde deixar seus(suas) filhos(as) enquanto trabalham, sem ter asseguradas, necessariamente, as condições para a produção de um trabalho pedagógico voltado para a infância. Esse processo acaba por reforçar o caráter assistencial dessa instituição em detrimento do educacional.
Reportar erro A