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NOVOS DESAFIOS PARA UMA GEOPOLÍTICA DO CONHECIMENTO. O CASO DO ESPAÇO EUROPEU DE EDUCAÇÃO SUPERIOR (EEES) E A METODOLOGIA DE APRENDIZAGEM-SERVIÇO COMO RECURSO

PID: S1983-92782020000300202 | Revista: Eccos Revista Científica (1983-9278) | Año: 2020
Autores: Pardo
Resumo As transformações e os novos desafios da sociedade atual são também visíveis no campo da educação em diferentes culturas. A criação de um Espaço Europeu da Educação Superior (EEES) contribuiu, em boa medida, para uma nova visão do processo de ensino e aprendizagem, com repercussões no nível da planificação, da(s) prática(s) docente(s) e dos modelos hegemônicos. Propomos, como principal objetivo, a elaboração de um projeto com a metodologia de Aprendizagem-Serviço (ApS) e de possível aplicação social -inicialmente, no âmbito da Universidade de Santiago de Compostela e na capital galega-, partindo da hipótese de que se trata de uma ferramenta com utilidade social para a inclusão cultural em âmbitos pedagógicos diversos. De entre as várias conclusões destacamos o compromisso social a partir de experiências do âmbito universitário e, nessa linha, a possibilidade de mudar a percepção social da formação em uma Faculdade de Filologia.

O AUTOCULTIVO E A EDUCAÇÃO DA SENSIBILIDADE NA PEDAGOGIA WALDORF

PID: S1983-92782020000200102 | Revista: Eccos Revista Científica (1983-9278) | Año: 2020
Autores: Bach Junior
Resumo Este artigo discute o papel que a experiência estética e a sensibilidade humana possuem dentro dos parâmetros educacionais da Pedagogia Waldorf, a partir da abordagem da filosofia da educação. A quebra de paradigma ocorre na ênfase e valorização da experiência humana, como fonte de vivências que enriquecem o mundo de sensações e sentimentos para dar suporte à vida cognitiva do ser humano. Steiner se inspirou na fenomenologia de Goethe para fundar sua concepção de educação e valorizou o desenvolvimento da sensibilidade como ideal para a formação humana (Bildung). A educação da sensibilidade é um fator importante tanto no autocultivo (Selbstbildung) dos professores, quanto na educação das crianças e jovens. O elemento chave na compreensão da educação estética não reside no que se ensina, mas no como.

O CENÁRIO DA EDUCAÇÃO INFANTIL APÓS A IMPLANTAÇÃO DO ENSINO FUNDAMENTAL DE NOVE ANOS

PID: S1983-92782020000100106 | Revista: Eccos Revista Científica (1983-9278) | Año: 2020
Autores: Biazan Monção
RESUMO O objetivo do texto é analisar o cenário da educação infantil em um município paulista com vistas a identificar as marcas da implantação do ensino fundamental de nove anos nas instituições que atendem crianças na faixa etária de 4 a 5 anos. Trata-se de pesquisa qualitativa que utilizou grupo focal como instrumento metodológico e tomou como sujeitos professores e gestores da educação infantil municipal ativos nos anos de implantação do ensino fundamental de nove anos e na educação infantil após as mudanças, precedida de análise das leis e decretos municipais que regulamentam a oferta escolar nesses níveis de ensino. A análise dos dados evidenciou que a educação infantil do município, depois da implantação do ensino fundamental de nove anos, alterou significativamente o cotidiano das crianças, especialmente no que se refere à diminuição expressiva da presença de jogos e brincadeiras na rotina, configurando um cenário marcado por atividades com foco na alfabetização. A pressão por melhores resultados nas avaliações externas no ensino fundamental direcionaram as práticas cotidianas a considerar a preparação das crianças para a entrada no ensino fundamental, um eixo fundante do trabalho pedagógico.

O CINEMA NEGRO ENCONTRA A FORMAÇÃO DE PROFESSORAS: SENSIBILIDADES INTERCULTURAIS, IMPRESSÕES PÓS-COLONIAIS E RECONSTRUÇÕES DECOLONIAIS

PID: S1983-92782020000400104 | Revista: Eccos Revista Científica (1983-9278) | Año: 2020
Autores: Rosa Costa
Resumo Esta pesquisa tem o intuito de compreender de quais modos as licenciandas de um curso de Pedagogia reconstroem conhecimentos diante de filmes com temáticas afro-brasileiras. Para isso, mediante a mostra da obra “A negação do Brasil” (2001), de Joel Zito Araújo, o estudo possibilitou às estudantes-espectadoras potencializar sensibilidades, impressões e reconstruções respectivamente à Interculturalidade, à Pós-Colonialidade e à Pedagogia Decolonial. A metodologia da pesquisa segue as orientações da perspectiva multi/intercultural que possibilita compreender como se constituem as pluralidades e diversidades com o intuito de contribuir para uma formação questionadora da existência das populações negras. As análises demonstraram que as espectadoras relacionaram questões da produção fílmica de acordo com suas condições enquanto mulheres e professoras responsáveis pela formação de seus filhos e alunos em uma perspectiva de questionamento e reelaboração em vista a uma epistemologia pautada em suas trajetórias e existências.

O DIREITO À QUALIDADE DA/NA EDUCAÇÃO INFANTIL: ENTRE A MAXIMIZAÇÃO DO DIREITO E AS INTENCIONALIDADES DO PRIVADO

PID: S1983-92782020000100107 | Revista: Eccos Revista Científica (1983-9278) | Año: 2020
Autores: Bortot Scaff
RESUMO O presente texto objetiva identificar e compreender a concepção de qualidade da Educação Infantil que se apresenta em documentos que orientam a privatização desse nível de ensino. Por meio de um estudo bibliográfico e documental, o artigo se orienta pela seguinte questão de pesquisa: Quais os fundamentos e implicações da privatização sobre a qualidade da Educação Infantil? Apresentamos a qualidade como princípio do direito à Educação Infantil e seu detalhamento nas bases legais. Nesse contexto, as orientações emanadas da Nova Gestão Pública se destacam e as relações com o terceiro setor se aprofundam. Na Educação Infantil, duas instituições fundacionais são protagonistas na produção teórica sobre qualidade e orientação a processos de privatização nesse nível de ensino: Fundação Maria Cecília Souto Vidigal e Fundação Itaú Social. Em razão desse protagonismo tomamos para análise o documento Educação Infantil em debate: a experiência de Portugal e a realidade brasileira, de 2014, por elas promovido, no qual verificamos enunciados voltados à implementação de parcerias público-privadas e de oferta de políticas sociais focalizadas, utilizando o modelo português como referência, contrapondo-se a toda discussão sobre qualidade na Educação Infantil, em especial a de crianças de zero a três anos. Concluímos que as intencionalidades propaladas não convergem com as preocupações sobre a qualidade do atendimento educativo que será oferecido nem com o nível de formação dos que estiverem envolvidos em sua consecução, muito menos com as características específicas do contexto brasileiro.

O ESTADO DA ARTE SOBRE SISTEMA SOCIOEDUCATIVO NO - 2016)

PID: S1983-92782020000100105 | Revista: Eccos Revista Científica (1983-9278) | Año: 2020
Autores: Francisco Lopes
RESUMO Neste artigo, apresenta-se um estudo de revisão da literatura, que buscou apreender a natureza dos aportes acadêmico-científicos no debate do Sistema Socioeducativo no Brasil. Para tanto, foram levantadas dissertações e teses na Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD), do Instituto Brasileiro de Informação Científica e Tecnológica (IBICT), e artigos publicados em periódicos do estrato A1 do Qualis-Periódicos, conforme parâmetros da área de Educação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) para o quadriênio 2013-2016. Da sistematização e da análise da produção acadêmica, resultou uma síntese analítica das principais conclusões, com destaque para três aspectos: variedade de universidades e orientadores imbricados em pesquisas na Pós-Graduação que envolvem a situação de jovens e adolescentes em conflito com a lei e submetidos a medidas socioeducativas; viés empírico e qualitativo das pesquisas publicadas, tanto nos periódicos quanto em dissertações e teses; fragilidades familiares e problemáticas escolares como situações de vulnerabilidade associadas ao crescimento dos atos infracionais.

O LEGADO DE PAULO FREIRE À ONDA NEOCONSERVADORA: RESISTÊNCIA NA PRÁXIS

PID: S1983-92782020000400110 | Revista: Eccos Revista Científica (1983-9278) | Año: 2020
Autores: Ramos Dutra
Resumo O objetivo deste estudo é refletir sobre o legado de Paulo Freire e os processos possíveis de resistência e permanência a partir da educação popular, no enfrentamento à onda neoconservadora. Tem-se como questão de pesquisa como o legado de Paulo Freire poderá contribuir no arrefecimento da atual onda neoconservadora que atinge a sociedade brasileira, em especial o campo da educação? Trata-se de uma análise predominantemente teórica que busca dialogar com os campos político, econômico e social, dando ênfase à educação. No referencial teórico dialogamos com Freire (1967,1980, 1983), Bobbio, Matteucci & Pasquino (1998), Mounk (2019), Apple (2004), entre outros. Ao aprofundarmos essa literatura destacamos três dimensões para compreender o atual momento em que vivemos e destacar possíveis caminhos para a resistência a partir da educação: a trajetória de Freire na construção do inédito viável; a onda neoconservadora na contemporaneidade e a práxis necessária para enfrentar os desafios de uma realidade opressora. Apontamos como possíveis caminhos aprofundar estudos e práticas a partir do legado Freireano, reinventando-o em um processo contínuo de ação-reflexão-ação em busca do sonho na construção da resistência.

O LOCAL E AS EMOÇÕES SUSCITADAS: EXPERIÊNCIA ESTÉTICA NO IMAGINÁRIO URBANO DE TUBARÃO, SANTA CATARINA

PID: S1983-92782020000200206 | Revista: Eccos Revista Científica (1983-9278) | Año: 2020
Autores: Moraes Fernandes
Resumo Este artigo analisa, a partir do projeto municipal Domingo na Rua, os deslocamentos que estetizam as múltiplas interações com a cidade e sua condição pública, em função das diferentes lógicas de relação com os espaços. Assim, descrevemos a percepção da cidade a partir da experiência de sua apreciação estética, reconhecendo marcas das interpretações das dinâmicas culturais, sociais e ambientais em um exercício de etnografia de rua (ROCHA e ECKERT, 2013). Buscamos perceber se as pessoas que são atraídas pela experiência estética do fechamento da rua percebem a cidade de maneira diferente, expressando a alteração de sentido e simbolização da cidade, já que a rua deixa de ter um fluxo funcional, de comércio e trânsito, para permitir um lugar de vivência popular e integradora do imaginário da cidade. Em última análise, essa passa a ser uma experiência que forja o imaginário urbano, visto que se configura uma prática de educar para a imaginação (contato com a natureza, espaço público de lazer, relações sociais, atividades ao ar livre).

O MUSEU DE CIÊNCIAS COMO ESPAÇO DE PROVOCAÇÃO DOS SENTIDOS

PID: S1983-92782020000200208 | Revista: Eccos Revista Científica (1983-9278) | Año: 2020
Autores: Neitzel Uriate Franklin
Resumo Esta pesquisa teve, como tema, a educação estética e, como objetivo, discutir como o museu de ciências pode ser também espaço de provocação dos sentidos, de educação estética. Museus de arte são indiscutivelmente lugares de educação estética e os museus de ciências geralmente são relacionados a espaços de conhecimento, com foco no inteligível e não no sensível. Esta pesquisa qualitativa ocorreu no Museu Oceanográfico da Universidade do Vale do Itajaí, Balneário Piçarras, Santa Catarina, Brasil, e os instrumentos de coleta de dados foram diários de campo dos pesquisadores, fotos e entrevista com o curador do museu. A análise da entrevista e do diário pautou-se na análise de conteúdo de Franco (2008) e a das imagens segundo os conceitos de punctum e studium, de Barthes (2010). O aporte teórico de sustentação contou com Bachelard (2000), Franklin (2019), Heidegger (2015) e Martins (2012, 2014), entre outros. Como resultados, foi possível evidenciar que: o museu oceanográfico possui espaços esteticamente planejados, cuja organização, iluminação e exploração de sonoridades afetam o sujeito, provocando-o à experiência. Identificou-se, também, que as escolhas efetuadas pela curadoria foram intencionais para sensibilizar o público e que elas possibilitaram que espaços e objetos fossem propositores de experiências porque ampliam o potencial estético do museu. No entanto, como a experiência é um movimento individual, nem todos podem por ele ser afetados.

O QUE OS OLHOS E O CORAÇÃO VEEM E SENTEM: TRÊS ENCONTROS COM ARTE E EDUCAÇÃO MATEMÁTICA

PID: S1983-92782020000200106 | Revista: Eccos Revista Científica (1983-9278) | Año: 2020
Autores: Moraes
Resumo O presente artigo tem o objetivo de elencar divergências e convergências entre alguns autores que se debruçam sobre a temática Arte e Educação Matemática, sendo eles Zaleski Filho, Franco e Mendes. Tal escolha deve-se à relevância dos mesmos no campo da Educação Matemática e sua relação com a Arte. Para realização da investigação, foram selecionados trabalhos dos pesquisadores com a temática e analisados em suas perspectivas teórico-metodológicas. Como política de escrita, escolheu-se o modelo de entrevistas ficcionais, perante a ideia de abordar de forma mais sistemática as intenções dos autores. Como resultado, notam-se três abordagens diferenciais: (1) releitura da obra através do conhecimento matemático; (2) Investigação de práticas sociais mobilizadoras de cultura matemática; (3) Método estético, aplicação no cotidiano.

PAULO FREIRE E ESPANHA INFLUÊNCIA, REUNIÕES, TRIBUTOS E MITOS

PID: S1983-92782020000100200 | Revista: Eccos Revista Científica (1983-9278) | Año: 2020
Autores: González Bernet
RESUMO Este texto se divide em três partes. A primeira trata da influencia das ideias de Paulo Freire no final da Espanha Franquista, portanto, de modo clandestino, em publicações que não podiam vir à luz do dia, sem sofrer represálias simbólicas e físicas. A segunda, trata da presença de Freire, pessoalmente e por meio das obras, marcando de maneira ampla e profunda a educação e o pensamento pedagógico espanhol, agora, não mais clandestinamente, pois o país saíra da longeva ditadura franquista e consolidava sua democracia. Na terceira e última parte, o texto trata dos perigos e das armadilhas que o próprio Freire temia tanto que ocorresse com seu legado: a ortodoxia dos que se apropriam de seu pensamento, fechando-o ao diálogo e à contribuição dos que não pertencem à “seita” então formada. Cair nesta armadilha é negar Freire que, além de diferenciar radicalismo (ir às raízes dos problemas) de sectarismo (congelar e se apropriar de ideias referenciais), apelou de modo contundente para que não o repetissem, mas que o reinventassem em cada contexto específico.

PAULO FREIRE E O NEOCONSERVADORISMO

PID: S1983-92782020000100203 | Revista: Eccos Revista Científica (1983-9278) | Año: 2020
Autores: Romão
RESUMO O presente artigo desvenda a transformação da metáfora “educação bancária” - usada por Paulo Freire para exprimir as práticas educacionais monológicas e autoritárias, opostas às dialógicas libertadoras por ele defendidas - em verdadeira política educacional formulada, implantada e implementada pela concepção educacional contemporaneamente denominada “Gerencial”. Demonstra, outrossim, que a luta contra as formas autoritárias de educação bancária não pode mais se limitar às salas de aula, mas devem ser travadas no universo mais amplo dos sistemas educacionais, invadidos por esse verdadeiro tsunami das práticas do novo processo de acumulação capitalista e de seus ideólogos, que as exprimem por meio de pensamento pedagógico verdadeira e concretamente bancário, porque mercantilista e especulativo.

PENSAMENTO DECOLONIAL FEMINISTA DO SUL: UMA EXPERIÊNCIA DE EDUCAÇÃO POPULAR A PARTIR DE NARRATIVAS DE MULHERES CAMPONESAS

PID: S1983-92782020000300204 | Revista: Eccos Revista Científica (1983-9278) | Año: 2020
Autores: Silva
Resumo Este texto aborda alguns aspectos que integraram estudos de Pós-Doutoramento na área de Educação, conduzidos pela autora, e tem como objetivo sistematizar teoricamente uma experiência de educação popular baseada na implementação de oficinas que foram realizadas com mulheres camponesas assentadas do Sul do Brasil, participantes do Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra (MST). Essa experiência se articula na construção de um pensamento decolonial feminista latino-americano na área de Educação, iniciativa que não se coloca de forma isolada, mas compondo amplo leque de possibilidades, tanto políticas quanto investigativas. Dessa forma, o referencial teórico adotado se localiza no campo do pensamento feminista, compreendendo a decolonialidade aplicada à questão de gênero na América Latina e tendo como metodologia a coleta de dados empíricos por meio de narrativas autobiográficas, onde afloram as narrativas (auto)biográficas das mulheres do Sul, encaminhando-se na construção de um pensamento que coloca em xeque o conhecimento androcêntrico e eurocêntrico no qual a ciência moderna se baseou.

PESQUISAR E PESQUISAR-SE NA EDUCAÇÃO: MOVIMENTOS CRIADOS PELA ESTÉTICA E PELAS SENSIBILIDADES

PID: S1983-92782020000200204 | Revista: Eccos Revista Científica (1983-9278) | Año: 2020
Autores: Pillotto Silva
Resumo O artigo objetiva problematizar os movimentos de pesquisar experimentados pelo pesquisador no processo investigativo e seus efeitos criados na/pela estética e sensibilidades. Nossa reflexão baseia-se em: como a experiência estética e as sensibilidades podem afetar a pesquisa nos movimentos investigativos e seus desdobramentos na educação? Sobre essa indagação, dialogamos com alguns autores: Deleuze (2006, 1988 e 1974) Deleuze e Guatarri (1995 e 1992), trazendo o conceito de cartografia, nos possibilitando criar outros modos de pesquisar; Schiller (2017), com o conceito dos impulsos - sensível e formal, provocando a necessidade da articulação entre ambos, e a natureza ambígua da racionalidade e da subjetividade. Morin (2003 e 1999), abordando o pensamento complexo na educação, capaz de unir e contextualizar, sem perder de vista a singularidade; Meira e Pillotto (2010), ao mencionarem a experiência estética para pensar os processos educativos, como alimento que mobiliza e amplia as relações do sujeito no limiar do racional e do sensível; Maffesoli (2010, 2004 e 1998), que defende a razão sensível como uma alavanca metodológica para o exercício do pensamento. Para além desses autores, outros nos subsidiaram para a compreensão das sensibilidades como forças vitais e potência criadora que movem a existência humana e a pesquisa. Esse artigo, portanto, se constituiu no diálogo com as experiências em um Núcleo de Pesquisa em Arte na Educação, no qual pesquisar e pesquisar-se (entre)laçam-se com a estética e as sensibilidades. Ou seja, mapas vão se formando, se findando e se desdobrando nos processos educativos.

POLÍTICA E FORMAÇÃO CONTINUADA DE EDUCADORES: UM OLHAR PARA A DOCÊNCIA UNIVERSITÁRIA A PARTIR DA DECOLONIALIDADE DA EDUCAÇÃO

PID: S1983-92782020000300208 | Revista: Eccos Revista Científica (1983-9278) | Año: 2020
Autores: Benzaquen Ferraz
Resumo Oartigo objetiva analisar a percepção de docentes universitários sobre práticas de formação continuada de professores da educação básica. Refletindo a respeito das suas ações enquanto formadores nesses cursos, os docentes do ensino superior revelam que os cursos de formação de professores da educação básica são espaços privilegiados para se pensar formas de decolonizar o ensino. Realizamos entrevistas com coordenadores(as) de curso e formadores(as) universitários(as) que atuaram em cursos de especialização ofertados pela Rede Nacional de Formação Inicial e Continuada de Profissionais da Educação Básica (RENAFORM), em 2014, na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), no Brasil. As políticas e propostas dos cursos eram de uma formação decolonial, no sentido que visavam à valorização de outros saberes, bem como dos sujeitos do campo, indígenas, negros, crianças, etc. As conclusões são que há limites no processo de implementação da referida política e fica claro que não basta um currículo decolonial, é preciso também uma prática. A universidade se enriquece com a possibilidade de compreender as demandas do chão da escola, bem como os professores do ensino básico são estimulados a prosseguirem no aprimoramento da sua formação, a nível de pós-graduação. Essa troca favorece a decolonialidade, constituindo-se em processo de construção que prevê redefinições, tanto na configuração da profissionalidade docente como na produção do conhecimento nos cursos de formação continuada.

POLÍTICAS DE FORMAÇÃO DOS PROFISSIONAIS NÃO DOCENTES DA EDUCAÇÃO BÁSICA NO BRASIL: UMA ANÁLISE DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM PROCESSOS ESCOLARES

PID: S1983-92782020000400109 | Revista: Eccos Revista Científica (1983-9278) | Año: 2020
Autores: Nicácio Araújo Oliveira
Resumo O artigo apresenta a trajetória do curso superior de Tecnologia em Processos Escolares e constrói reflexões sobre sua proposta de desenvolvimento para o contexto escolar e social. Objetiva-se com a produção referenciar historicamente o curso para compreender como vêm se caracterizando e articulando as realidades das escolas e da sociedade. A pesquisa baseia-se em estudo bibliográfico e documental sobre o tema. O texto demonstra, ao descrever os desafios, o pioneirismo deste curso que constitui a primeira experiência de formação superior de profissionais da Educação Básica para atividades não docentes. Nessa perspectiva, a política de formação de nível superior e interdisciplinar deve ser vista como necessária para qualificar os profissionais que atuam e/ou atuarão na escola. Na conclusão, aponta-se o principal desafio para a construção da qualidade social desse curso, que não pode ser vislumbrado sem a visão da totalidade sócio-histórica e econômica da sociedade atual.

POR UMA PEDAGOGIA DO BELO: EDUCAÇÃO, ESTÉTICA E SENSIBILIDADES

PID: S1983-92782020000200205 | Revista: Eccos Revista Científica (1983-9278) | Año: 2020
Autores: Gomes Carvalho
Resumo Neste estudo interessamo-nos em problematizar o argumento kantiano sobre o gosto/juízo fora do objeto. Para tanto, é rediscutido o que é o ‘belo’ e ensaiada a proposição de uma categoria teórica denominada de ‘pedagogia do belo’ como forma de pensar a educação estética enquanto um saber que acontece a partir da consideração das sensibilidades e das subjetividades. Propomos que, na pedagogia do belo, a obra de arte opera como um artefato, uma metáfora mediadora. Assim, esta categoria dimensiona a reestruturação do consciente que assente ao imaginário; articula aspectos fundantes sobre as sensibilidades no fruir da existência e das experiências; permite a formação de valores estético-éticos por meio da contemplação sensível dos elementos simbólicos. A potência da pedagogia do belo remete ao modo pelo qual o conhecimento pode ser suscitado a partir da arte. Demonstra um caminho no qual o ato de conhecer decorre das trocas, dos afetos e da experiência.

POÉTICAS DA ANIMALIDADE NAS ARTES VISUAIS E NA LITERATURA: POTÊNCIAS ESTÉTICAS PARA OUTRAS RELAÇÕES DE ALTERIDADE NA EDUCAÇÃO

PID: S1983-92782020000200207 | Revista: Eccos Revista Científica (1983-9278) | Año: 2020
Autores: Morais Loponte
Resumo Este artigo apresenta relações entre animalidade, artes visuais e literatura como potência para pensarmos outras relações de alteridade na educação, a partir de um diálogo entre os campos da arte e da literatura que desacomodam certas verdades sobre como relacionamo-nos com os outros, animais humanos ou não. Tais enlaces estão ligados ao conceito de Poéticas da Animalidade, que irá dar forma e vida a um diálogo entre as provocações ético-estéticas de certas obras da artista visual Ana Teresa Barboza e da escritora Clarice Lispector. Para desenvolver esta pesquisa em educação em conversa com o campo das artes visuais e da literatura, assumimos como parceiros teóricos Derrida (2002; 2004; 2016) e Skliar (2014).

PRÁTICAS DECOLONIAIS EM EDUCAÇÃO A PARTIR DE UMA EDUCAÇÃO CENTRADA EM ESTUDANTES

PID: S1983-92782020000300201 | Revista: Eccos Revista Científica (1983-9278) | Año: 2020
Autores: Lopes Insfran Pulino
Resumo Este artigo objetiva traçar possibilidades de uma releitura latino-americana decolonial das teorias e posturas educacionais fundamentadas na Abordagem Centrada na Pessoa (ACP) - pensada aqui enquanto um modelo epistemológico da psicologia para práticas educativas. Por ser uma abordagem que valoriza as interações de pessoa para pessoa, a ACP trouxe a possibilidade de pensarmos uma aprendizagem verdadeiramente significativa porque é focada nos interesses genuínos dos alunos. Portanto, pressupõe relações não opressivas, mais democráticas e que valorizam os saberes tradicionais oriundos da nossa história oral, que transcendem a hegemonia eurocentrada e do Norte. Assim, apresentamos os principais pressupostos da ACP e suas aplicações na educação - o que chamamos de Educação Centrada em Estudantes, a partir do que vem sendo discutido e desenvolvido por autores latino americanos da psicologia e da educação. Consideramos ser esta abordagem uma colaboração para a construção de uma dinâmica pedagógica decolonial. Então, realizamos uma reflexão teórica que nos suscitou uma profícua articulação entre as duas epistemologias presentes neste trabalho: a ACP latino-americana e a perspectiva do Sul global sobre educação. Juntas, acreditamos que elas podem ajudar na consolidação de práticas educacionais libertárias, democráticas e decolonizadas.

REFORMAS, PRIVATIZAÇÃO E POLÍTICA EDUCACIONAL: TENDÊNCIAS E RISCOS ATUAIS

PID: S1983-92782020000400106 | Revista: Eccos Revista Científica (1983-9278) | Año: 2020
Autores: Silva Silva Santos
Resumo As mudanças decorrentes das reformas de privatização geram conflitos em todas as dimensões sociais, políticas, econômicas, culturais e educacionais. O ensaio teórico objetiva realizar uma discussão sobre as reformas educacionais no contexto da privatização desenvolvida na política educacional. A metodologia está pautada em uma perspectiva crítico-reflexiva, por meio da abordagem qualitativa e da pesquisa bibliográfica. Como apontamentos, foi possível perceber que a globalização configurou-se em um fenômeno que contribuiu para as mudanças na sociedade, através da concepção política do neoliberalismo com ênfase na privatização; as reformas educacionais desenvolvidas ocasionaram configurações com destaque à avaliação em larga escala, à reestruturação dos profissionais da educação e à defesa da competição entre as escolas, sendo que as tendências atuais estão pautadas na lógica da mercantilização e da ausência do Estado nas políticas sociais, ocasionando riscos para a educação pública.
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