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The development of professional attitudes among secondary school mathematics teachers in teacher education

PID: S1984-71142010000200010 | Revista: Contrapontos (1984-7114) | Año: 2010
Autores: Selmer
Este artigo explora as experiências ocorridas em vários níveis da formação de uma aluna da educação matemática de ensino secundário. Uma estrutura de jornadas educacionais, explorada através de quatro temas centrais, foi utilizada para articular suas experiências. A significância deste artigo fica clara pelo fato dele destacar a importância de professores em pré-serviço e de seus instrutores nos programas de formação de professores de matemática para o segundo grau terem ricas jornadas educacionais que promovam uma atitude profissional abrangente em relação ao ensino.

Universidade e formação em educação ambiental multicultural: reflexões iniciais

PID: S1984-71142010000200012 | Revista: Contrapontos (1984-7114) | Año: 2010
Autores: Morales Knechtel
O presente artigo foca perspectivas teórico-metodológicas entre multiculturalismo e Educação Ambiental, considerando-se a urgência de uma reflexão entre educadores, pesquisadores e universidade. Parte-se do pressuposto de que a Educação, como prática social promotora da cidadania democrática, deve orientar-se por finalidades multiculturais. A Educação Ambiental é uma das dimensões da Educação que pode contribuir, significativamente, para o avanço das práticas socioculturais. Tal perspectiva implica a universidade pensar nas estratégias de formação de educadores, na linha de uma visão interdisciplinar e complexa de mundo, no contexto da educação ambiental multicultural.

Vamos brincar de quê? Reflexões sobre a brincadeira de papéis sociais como conteúdo da mediação pedagógica com a infância

PID: S1984-71142010000100004 | Revista: Contrapontos (1984-7114) | Año: 2010
Autores: Alves Vieira Signor Zamoner Faitão
Concebida com base no conceito de atividade principal da escola histórico-cultural de Psicologia, a brincadeira deixa de ser algo natural da infância para constituir-se como espaço e tempo fulcral de apropriação dos inventos humanos, especialmente os de ordem simbólica nascidos, notadamente, das relações concretas de vida humana. Sob este prisma e sendo a escola campo privilegiado de estratégias voltadas ao desenvolvimento de formas complexas de pensamento, a brincadeira passa a ser lugar de observação e a linguagem contida nela o conteúdo da linguagem presente na ação de brincar e, a partir daí, passa a ser alvo de um olhar pedagógico atento, cuidadoso e intencional. Isso efetivamente acontece? Neste texto procuramos explicitar alguns dados coletados em pesquisa realizada com o objetivo de verificar essa relação entre brincadeira de papéis sociais e prática educativa com a infância.

A educação bioética no ensino fundamental: um estudo a partir da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e dos Parâmetros Curriculares Nacionais

PID: S1984-71142009000200006 | Revista: Contrapontos (1984-7114) | Año: 2009
Autores: Dumaresq Priel Rosito
O presente estudo tem como objetivo uma reflexão a partir da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e dos Parâmetros Curriculares Nacionais - temas Transversais - Volume: Ética, sobre a viabilidade de uma educação bioética no Ensino Fundamental. A análise documental foi realizada tendo Paulo Freire como referencial da concepção de educação. A dimensão proposta nesses documentos comunga com a teoria dos referenciais bioéticos. Diante dos estudos realizados, conclui-se que é viável uma educação bioética no Ensino Fundamental em função de que há uma confluência entre a Bioética, seus referenciais e sua relação com a educação, em especial no Ensino Fundamental, no sentido de contribuir para a formação deste aluno o mais cedo possível, por meio de uma educação para cidadania, pautada em valores e construída ao longo da escolarização nas relações mais justas, na dignidade humana, na autonomia, justiça e qualidade de vida. A grande dificuldade dessa proposta está na forma de execução, para a qual deveria haver um consenso em cada uma dessas partes: a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, os Parâmetros Curriculares Nacionais e os referenciais da bioética, que depois de discutidos e alinhados confluam para um modelo de educação bioética voltado para o Ensino Fundamental, atendendo assim ao que determina a lei e o que os PCNs sugerem como prática.

A experimentação animal na Universidade Federal de Goiás: elementos para uma abordagem crítica

PID: S1984-71142009000200007 | Revista: Contrapontos (1984-7114) | Año: 2009
Autores: Reis Tréz
A experimentação animal diz respeito a qualquer prática que faz uso de animais não-humanos para fins didáticos e/ou científicos, abrangendo a dissecação e a vivissecção. A prática advém da valoração instrumental que os animais humanos conferem aos demais, o que tem raízes muito antigas em nossa história. Este trabalho explora o posicionamento moral frente a tal metodologia entre 38 pesquisadores/professores da Universidade Federal de Goiás (Goiânia), campi I e II, que a praticam. Os resultados indicam que a maioria apresenta abertura quanto aos métodos substitutivos, embora considere que a experimentação animal seja indispensável para a ciência. Este modo de fazer ciência afeta diretamente concepções e comportamentos dos/as estudantes e atuantes das áreas biológicas em geral.

A formação de professores e a teoria sociológica de Pierre Bourdieu: interface possível para pesquisas em educação

PID: S1984-71142009000200002 | Revista: Contrapontos (1984-7114) | Año: 2009
Autores: Medeiros
O presente texto pretende relatar as possibilidades de interface entre a teoria sociológica de Pierre Bourdieu e as pesquisas sobre formação de professores. Tais possibilidades se delinearam na investigação sobre a presença do referido quadro teórico de análise na produção discente dos Programas de Pós-Graduação em Educação no Brasil de 1965 a 2004. Na citada investigação, a fim de obter dados sobre esta apropriação nos PPGEs no Brasil, localizaram-se, em duas bases de dados (ANPED e CAPES), os resumos das teses e dissertações com referência em Bourdieu e/ou seus conceitos, analisando-os quantitativa e qualitativamente a partir de vários elementos que permitiram estabelecer um quadro geral descritivo das pesquisas realizadas e categorizar os Programas de Pós-Graduação em Educação, identificando centros produtores de trabalhos que se utilizam desse quadro teórico de análise para a construção das produções discentes. Nesses programas, a partir do contato com professores-orientadores, procedeu-se à coleta de dados para a segunda etapa da investigação, a saber, a seleção de trabalhos (teses e dissertações) que foram lidos na íntegra. Verificaram-se as potencialidades da aplicação da teoria sociológica de Pierre Bourdieu em objetos de pesquisa privilegiados, tais como as práticas docentes e a formação de professores, e sua contribuição para explicar o que acontece no campo educacional. Revelou-se igualmente, no campo científico educacional brasileiro, um movimento de renovado interesse nesse sociólogo francês, com recentes publicações de e sobre o autor, bem como a evidência de um número significativo de teses e dissertações defendidas nos últimos anos com esse referencial teórico.

A pesquisa educacional no Brasil: tendências e perspectivas

PID: S1984-71142009000100005 | Revista: Contrapontos (1984-7114) | Año: 2009
Autores: Ferreira
O artigo aborda as tendências de pesquisa, compartilhadas no país nos últimos anos e as percepções destas tendências no contexto educacional, a partir de sistematização, cuja base é a revisão bibliográfica e a revisão de apontamentos, ao longo da jornada como professora de Pesquisa em Educação nos últimos quinze anos. Tal forma de abordagem, como se pode perceber, assenta-se em uma perspectiva dialética, contemplando os movimentos e as contradições próprios dos espaços educativos e, portanto, sociais. Como sistematização, o artigo foi organizado de modo a apresentar concepções de pesquisa em educação, entender como se configuram estas concepções sob o ponto de vista histórico e sugerir algumas dificuldades do trabalho neste campo na atualidade, incluindo, neste aspecto, menções ao financiamento da pesquisa em educação no país. Estes temas apresentam-se imbricados e interdependentes ao longo dos argumentos.

A sustentabilidade no ensino superior brasileiro: alguns elementos a partir da prática de educação ambiental na universidade

PID: S1984-71142009000200009 | Revista: Contrapontos (1984-7114) | Año: 2009
Autores: Marcomin Silva
A inserção das questões ambientais na universidade surge como um centro de gravidade importante dentro da temática ambiental e, particularmente, no âmbito da Educação Ambiental (EA). Da consciência ambiental dos futuros profissionais, formados nas universidades, dependerá em parte a capacidade humana para inverter o índice ainda crescente de degradação do meio ambiente, prevenir catástrofes maiores e resgatar, a prazo, a sustentabilidade planetária. Além de suas funções tradicionais de ensino e pesquisa, as universidades brasileiras socialmente responsáveis possuem, tradicionalmente, uma atividade forte em extensão universitária. Face à degradação do meio ambiente e aos inúmeros problemas não resolvidos no campo social, a universidade passa a alargar sua responsabilidade social a uma responsabilidade ambiental, o que, no contexto brasileiro em particular, implica um esforço de transformação das mentalidades e de melhoria das condições materiais e culturais. Verifica-se que a maior parte das iniciativas para uma "universidade sustentável" no Brasil incide até agora na ambientalização dos currículos e no incremento da pesquisa ambiental, com pouco respaldo dos principais decisores, e na quase ausência de políticas públicas integradoras de educação e sustentabilidade. Dada a transversalidade inerente à abordagem ambiental, considera-se que as diversas faces, níveis e atores da ambientalização da universidade, deverão basear-se em pessoas comprometidas ou, no mínimo, não resistentes à mudança, numa estrutura institucional e funcional também transversalizante, integradora de processos e objetivos, aberta a metamorfoses, e capaz de refletir mudanças de paradigma, da Reitoria à sala de aula. O presente trabalho alicerça-se em dados provenientes de pesquisas bibliográficas e participativas realizadas pelos autores em Santa Catarina, e em dados obtidos através de sua experiência na implantação de projetos ambientais e de Educação Ambiental, sobretudo no ambiente universitário, tendo como centro a Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL).

Análise de políticas educacionais: breves considerações teórico-metodológicas

PID: S1984-71142009000100002 | Revista: Contrapontos (1984-7114) | Año: 2009
Autores: Mainardes
Este trabalho apresenta algumas considerações teórico-metodológicas sobre a análise de políticas educacionais. Busca-se demonstrar que o debate acerca dessas questões, apesar de relevante e necessário, é ainda escasso no contexto brasileiro. Dessa forma, destaca-se a importância de se ampliar o diálogo com abordagens e referenciais analíticos que têm sido empregados em outros países, com a finalidade de aprofundar e expandir as bases teóricas que têm fundamentado as pesquisas brasileiras desse campo. A partir das ideias de alguns autores (Bowe et al., 1992; Rhodes e Marsh, 1992; Ball, 1994; 2007; Taylor, 1997; Fulcher, 1999; Muller, 2000; Muller e Surel, 2002; Olssen et al., 2004; Lingard e Ozga, 2007), busca-se indicar que a pesquisa de políticas educacionais, comprometida com uma perspectiva crítica e dialética, demanda uma investigação abrangente e aprofundada do conjunto de influências que atuam no processo de formulação de políticas, tais como: influências globais/internacionais, agências multilaterais, arquiteturas políticas nacionais e locais, indivíduos, grupos, redes políticas, entre outros. Dentre essas, o texto destaca o papel das redes políticas no processo de disputa por influências, argumentando que tais redes podem ter objetivos diferenciados e que a noção de redes políticas pode ser útil para se compreender a correlação de forças e as disputas que envolvem a definição de políticas e o processo decisório.

As relações existentes entre a educação e a complexidade na sociedade globalizada: impactos para a formação do leitor crítico

PID: S1984-71142009000200004 | Revista: Contrapontos (1984-7114) | Año: 2009
Autores: Oliveira Silva
Esta pesquisa partiu da constatação de dificuldades no tocante à compreensão leitora, por parte dos estudantes das escolas públicas brasileiras. O objetivo foi conhecer e discutir concepções e práticas de leitura. Com base em Bourdieu (1995), Morin (2002), entre outros teóricos que tratam da formação do cidadão, das relações sociais na complexidade e a instituição escolar, analisamos o discurso de quatro professoras do 2º ano/2º ciclo de uma escola de referência do Recife, como também os dados estatísticos brasileiros em larga escala. Com esses dados, analisamos o percurso de formação dos leitores pelos anos de escolaridade a partir do SAEB e SAEPE, ao término do Fundamental I e II e Médio, na perspectiva qualitativo-indiciária de análise. Os resultados indicaram que as professoras defendem uma concepção ampliada de leitura, mas não explicitam seu papel quanto às relações entre leitura e consciência crítica dos alunos. Com a análise dos dados do SAEB, percebemos a desigualdade na aprendizagem, como também a perpetuação do sistema educacional que consolida e reproduz as históricas diferenças sociais.

Características e especificidades de brinquedos presentes nos CMEI’s de Curitiba-Paraná

PID: S1984-71142009000300005 | Revista: Contrapontos (1984-7114) | Año: 2009
Autores: Palhano Garanhani
A pesquisa verificou características e especificidades de brinquedos presentes nos CMEI's de Curitiba-Paraná. Os subsídios teóricos foram os estudos de Brougère (2004); Bomtempo (1986 e 1990) e Uemura (1988 e 1999) sobre o conceito brinquedo como objeto suporte da brincadeira; Brougère (2004) e Uemura (1999) sobre o papel do educador na relação da criança com os brinquedos; Zirhut (2002) e Wajskop (2005) sobre o brinquedo no contexto da Educação Infantil e Garon (1990 e 1998), Michelet (1998) e Bomtempo (1986) referente às classificações de brinquedos. Observou-se nos CMEI`s que há grande variedade de tipos e modelos de brinquedos, classificados pela faixa etária, contudo não atendem à demanda de crianças que frequentam os CMEI’s e, em alguns contextos, servem apenas como objeto de decoração. Em maior quantidade, encontraram-se brinquedos que desenvolvem a afetividade e o intelecto, conforme a classificação de Michelet (1998). Quanto às concepções de diretoras e/ou pedagogas, pode-se perceber que poucas compreendem a importância do brinquedo no contexto da Educação Infantil e suas possibilidades como recurso pedagógico. Portanto, não atentam para suas características e especificidades no momento de adquiri-los.

Currículo, formas de controle e produção das fronteiras da inclusão/exclusão

PID: S1984-71142009000100003 | Revista: Contrapontos (1984-7114) | Año: 2009
Autores: Pavan
Este artigo é fruto de uma pesquisa docente, vinculada ao Programa de Pós-Graduação - Mestrado em Educação, da Universidade Católica Dom Bosco, sobre a reflexão dos professores e professoras acerca do currículo escolar da educação básica. O objetivo é problematizar o currículo como um dispositivo de controle na educação básica, quer seja pela forma como se desenvolve a avaliação, quer seja pela forma como professores e professoras concebem o currículo, produzindo as fronteiras da inclusão/exclusão. A metodologia utilizada foi de cunho qualitativo, e como instrumento de coleta de dados utilizamos a entrevista semiestruturada junto a educadores da educação básica. Discutimos a escola e o currículo como uma forma de controle que exerce a vigilância permanente sobre as vontades, desejos e disposições dos alunos e alunas, produzindo as fronteiras da inclusão/exclusão.

Docência na educação básica: saberes, desafios e perspectivas

PID: S1984-71142009000300003 | Revista: Contrapontos (1984-7114) | Año: 2009
Autores: Oliveira
A discussão sobre o trabalho docente nas escolas, a especificidade dos saberes que o constituem e a necessidade de revalorização dessa profissão como desafio e perspectiva para pensá-la vêm ocorrendo em fóruns os mais diversos, penetrando o universo escolar e o acadêmico também de modos diferenciados. Este texto aborda o tema a partir da discussão a respeito do que entendemos ser a escola e suas funções, como ela se constitui formalmente, sobre que ideias e ideais e de que modo podemos pensar a sua realidade a partir das práticas concretas que se desenvolvem em seu interior. Isso porque o reconhecimento da especificidade dos saberes tecidos e em circulação no espaço-tempo escolar pareceme uma das condições necessárias a essa reflexão e ao entendimento da vida docente, dos saberes e dos dilemas que a habitam, bem como dos desafios enfrentados e perspectivas de futuro. A compreensão da concepção de escola e de educação que serve de base à estruturação da escola e do sistema escolar ajuda a perceber as negociações de sentido que se instalam nos diferentes universos escolares, e são captáveis pelo estudo das realidades escolares cotidianas, dos usos que fazem professores e alunos das regras que lhe são dadas e ajudam a pensar a docência em sua realidade cotidiana.

Educação ambiental e ensino de ciências em escolas públicas alagoanas

PID: S1984-71142009000100006 | Revista: Contrapontos (1984-7114) | Año: 2009
Autores: Maknamara
O presente trabalho trata das articulações teórico-metodológicas entre o ensino de Ciências e a Educação Ambiental (EA) em escolas públicas de Santana do Ipanema-AL. Objetivou-se conhecer as concepções de Ambiente de cinco professores de Ciências e entender como tais concepções influenciam suas práticas pedagógicas. Para analisar as concepções de Ambiente, recorreu-se às categorias de conteúdo naturalista, antropocêntrica e globalizante, delimitadas por Reigota. Quanto à interferência de tais concepções sobre as práticas docentes, recorreu-se à classificação de Amaral. Os resultados obtidos indicam que as concepções de Ambiente apresentadas pelos professores os distanciam de virem a configurar o ensino de Ciências como EA, revelando que ainda persiste um reducionismo no entendimento do que vem a ser Ambiente. Verificou-se, também, correspondência entre as concepções de Ambiente, o entendimento dos professores sobre EA e a forma como pensam a inserção desta no ensino de Ciências. Concluiu-se que, nas práticas pedagógicas dos referidos professores, foi possível encontrar a Educação Ambiental de forma diluída no ensino de Ciências, reduzida ao ensino da Ecologia.

Embates sobre a neutralidade na educação: a formação ideológica do discurso da Revista Veja

PID: S1984-71142009000100008 | Revista: Contrapontos (1984-7114) | Año: 2009
Autores: Calbino Souza Paula Carrieri
O presente trabalho teve por objetivo apresentar uma contraposição ao discurso da neutralidade da educação. Primeiramente no plano teórico, com críticas ao modelo de escola neutra e, posteriormente, por meio de uma análise do discurso da Revista Veja, visando identificar a formação ideológica e as estratégias do discurso defensor da educação neutra. A partir disso, buscou-se traçar considerações sobre a impossibilidade de se sustentar um discurso sobre neutralidade na educação e as consequências últimas ligadas à sustentação dessa visão pedagógica.

Estimulação precoce com bebês e pequenas crianças hospitalizadas: uma intervenção em psicologia pediátrica

PID: S1984-71142009000300007 | Revista: Contrapontos (1984-7114) | Año: 2009
Autores: Delvan Menezes Geraldi Albuquerque
O presente artigo tem como objetivo descrever a experiência de estágio em Psicologia Clínica/Hospitalar no curso de graduação em Psicologia. As atividades descritas são desenvolvidas por alunos do penúltimo ano do curso, no Programa “Estimulação Precoce de bebês e pequenas crianças”. Este programa de estágio tem como objetivo a promoção da saúde de bebês e pequenas crianças internadas em ambiente hospitalar. As práticas desenvolvidas pelos acadêmicos buscam fundamentar-se em aportes teóricos da psicologia do desenvolvimento humano, da psicologia pediátrica e, principalmente, em psicomotricidade. As intervenções ocorrem por meio da realização de atividades de estimulação precoce com os pequenos pacientes internados, considerando seu quadro clínico; a adaptação destes pacientes ao processo de hospitalização; a interação com os familiares, capacitando os para participarem e realizarem as atividades de estimulação no ambiente doméstico; sensibilização e orientação à equipe de saúde para os aspectos emocionais presentes no quadro clínico dos bebês e pequenas crianças hospitalizadas. A experiência do estágio tem possibilitado ao acadêmico de Psicologia agregar à formação profissional a transformação do modelo biomédico para o biopsicossocial o qual propõe uma reformulação na forma de interagir com o paciente, família e equipe, buscando desenvolver ações solidárias e comprometidas com a promoção da saúde no contexto hospitalar.

Gênero e educação: delimitação de espaços e construção de estereótipos

PID: S1984-71142009000200008 | Revista: Contrapontos (1984-7114) | Año: 2009
Autores: Andrade Barros
O presente ensaio teórico propõe evidenciar a construção de estereótipos de gênero através da prática da docência e das relações sociais instituídas pela construção do saber, bem como os desafios para a educação no século XXI. Parte-se aqui do pressuposto de que boa parte das diferenças entre homens e mulheres é construída socialmente, e que ele ou ela só se enquadram nos modelos dominantes por serem preparados e preparadas para exercerem os papéis que a sociedade lhes delega. As instituições de ensino ocupam, portanto, um lugar importante nesse processo. Por outro lado, é preciso, assim como Marx (2007), perguntar ‘quem educa os educadores’? Afinal, no processo ensino-aprendizado, o sujeito socializado de uma determinada maneira tende a reproduzir os traços que caracterizam a sociedade na qual o próprio se constrói. As palavras são signos poderosos e influenciam na construção do mundo social e no modo como ele é vivido, sendo assim o discurso importante constituinte da personalidade dos indivíduos. Crê-se que o ponto de partida dessa discussão é iniciar-se o debate e disseminá-lo, de modo que seja possível a um número cada vez maior de pessoas colocar em questão as relações estabelecidas, os lugares ocupados e, mesmo, os lugares nos quais se quer enquadrar outros.

Leituras na primeira pessoa do plural

PID: S1984-71142009000100009 | Revista: Contrapontos (1984-7114) | Año: 2009
Autores: Silva
O êxito na socialização do gostar de ler advém, muitas vezes, da metodologia assumida pelo professor, a quem compete, em primeiro lugar, inteirar-se do texto e paulatinamente captarlhe as sutilezas. Ciente, então, de que a leitura é condição indispensável ao desenvolvimento social e à realização individual, o professor tece os fios que enredam o aluno ao livro, tornando-o leitor. Contudo, não se pode olvidar a influência do ambiente familiar, o convívio precoce com os livros como bem o comprovam inúmeros escritores. Não menos convincentes os depoimentos dos professores que, já no Ensino Superior e no exercício do magistério, sentiram-se fisgados pela leitura, sobretudo a literária, constituindo seus depoimentos o ponto alto deste artigo.

Literacy in early childhood education

PID: S1984-71142009000300004 | Revista: Contrapontos (1984-7114) | Año: 2009
Autores: DiBello
É muito comum ouvir especialistas em educação afirmar que o presente mais importante que nós podemos dar para uma geração futura é a habilidade de ler e escrever. Quando uma criança nasce é quando ela começa a jornada em direção ao letramento/alfabetização. As interações que as crianças têm com adultos e outras crianças no ambiente em que estão convivendo ajuda desenvolver habilidades de linguagem que irá, em última instância, conduzir em direção ao letramento/alfabetização.

Literatura de auto-ajuda: um olhar sobre as relações de trabalho

PID: S1984-71142009000300008 | Revista: Contrapontos (1984-7114) | Año: 2009
Autores: Turmina
O artigo destaca a emergência do discurso de auto-ajuda nas relações de trabalho, resgatando-se brevemente a origem da auto-ajuda clássica, datada de 1859, para se entender a configuração deste discurso que (re)floresce a partir dos anos 90 do século XX. Um olhar mais apurado sobre os usos e os abusos deste discurso pela área de relações humanas permite pensar sobre o movimento do capital que, sob face “humanitária”, procura camuflar as relações de exploração e de poder entre empresários e trabalhadores. Dessa forma, a linguagem utilizada no discurso de auto-ajuda constitui uma estratégia que permite ao capital renovar seu controle nas relações de trabalho.
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